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Q3529026 História
Leia o texto a seguir:

    Entre a última década do século XVII e a primeira do XVIII, os moradores do planalto de Piratininga começaram a desconfiar que estavam sendo enganados — a Coroa portuguesa havia prometido muito mais do que estava disposta a cumprir e não cogitava entregar a posse das regiões auríferas a seus descobridores. Entre 1707 e 1709, o conflito até então surdo explodiu: os paulistas enfurecidos meteram-se em guerra pelo controle das Minas, contra os emboabas.
(Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling, Brasil: uma biografia, 2015. Adaptado)

Diante do conflito, a Coroa interveio e
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Q3529025 História
Leia o texto a seguir:

    A história do Brasil não cabe num único livro. Até porque não há nação cuja história possa ser contada de forma linear, progressiva, ou mesmo de uma só maneira. Assim, aqui não se pretende contar uma história do Brasil, mas fazer do Brasil uma história. Ao contar uma história, tanto o historiador quanto o leitor aprendem a “treinar a imaginação para sair em visita”, como diria Hannah Arendt. E é por levar a sério essa noção de “visita” que este livro deixará de lado a meta de construir uma “história geral dos brasileiros” para se concentrar na ideia de que a biografia talvez seja outro bom caminho para tentar compreender o Brasil em perspectiva histórica.
(Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling, Brasil: uma biografia, 2015. Adaptado)

Dessa forma, no livro citado, a proposta das autoras se constitui em
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Q3529024 História
Considerando a obra Apologia da história ou o ofício do historiador, de Marc Bloch, é correto afirmar que a História e o historiador
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Q3529023 História
Leia o texto a seguir:

    Que historiador das religiões se contentaria em compilar tratados de teologia ou coletâneas de hinos? Ele sabe muito bem que as imagens pintadas ou esculpidas nas paredes dos santuários, a disposição e o mobiliários dos túmulos têm tanto a lhe dizer sobre as crenças e as sensibilidades mortas quanto muitos escritos.
Marc Bloch, Apologia da História ou o ofício do historiador, 2002.)

Segundo o excerto e a obra citada, Bloch
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Q3529022 História
Em Apologia da História ou o ofício do historiador, Marc Bloch considera a História como
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Q3529021 História
De acordo com Luiz Felipe de Alencastro, na obra O trato dos viventes, a singularidade do processo de formação da sociedade brasileira encontra-se
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Q3529020 História
É correto afirmar que, na obra de Luiz Felipe de Alencastro, O Trato dos Viventes, um dos enfoques é
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Q3529019 História
Leia o texto a seguir:

    Nossa história colonial não se confunde com a continuidade do nosso território colonial. Sempre se pensou o Brasil fora do Brasil, mas de maneira incompleta: o país aparece no prolongamento da Europa. Ora, a ideia exposta neste livro é diferente e relativamente simples: a colonização portuguesa, fundada no escravismo, deu lugar a um espaço econômico e social bipolar, englobando uma zona de produção escravista situada no litoral da América do Sul e uma zona de reprodução de escravos centrada em Angola.
(Luiz Felipe de Alencastro, O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul, 2000.)

Considerando o exposto, o autor identifica que, a partir do final do século 16, constituiu-se um espaço aterritorial,
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Q3528311 História

Tendo encarado a besta do passado olho no olho, tendo pedido e recebido perdão e tendo feito correções, viremos agora a página – não para esquecê-lo, mas para não deixá-lo aprisionar-nos para sempre. Avancemos em direção a um futuro glorioso de uma nova sociedade sul-africana, em que as pessoas valham não em razão de irrelevâncias biológicas ou de outros estranhos atributos, mas porque são pessoas de valor infinito criadas à imagem de Deus.


Desmond Tutu, no encerramento da Comissão da Verdade na África do Sul. Disponível em: camara.leg.br. Acesso em: 29 maio, 2025.



O discurso acima, tendo sido produzido na virada do século XX para o XXI, revela a intencionalidade específica de 

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Q3528310 História

TEXTO I



        Conceitos, na medida em que envolvem todo o processo semiótico, não podem ser definidos; apenas aquilo que não tem história pode ser definido.


NIETZSCHE, Friedrich, The Birth of Tragedy and The Genealogy of Morals, trans. Francis Golffing. New York: Doubleday, 1956 apud KOSELLECK, Reinhart. Introduction and Prefaces to the Geschichtliche Grundbegriffe. In: Contributions to the History of Concepts. Volume 6, Issue 1, Summer 2011.



TEXTO II



        Como todo conceito, o de História Pública possuí múltiplos significados. De 11 a 13 de fevereiro de 2015, na Villa Schifanoia, subúrbio de Florença, ocorreu o evento “História Pública e a Mídia” (2015). O encontro registra testemunhos de oito países europeus, todos respondendo a uma única pergunta: “o que é História Pública”? Para Argyri Panezi, trata-se da escrita da história “apresentada de forma acessível ao grande público”. Christine Dupont, fala da História Pública como “campo de comunicação da história”, no qual a historiadora “põe-se em perigo”, entendendo que sua formação é digna de ser compartilhada com um público maior do que o limitado círculo de pares. Étienne Deschamps lembra que se trata de uma “abordagem histórica firmada em uma formação acadêmica tradicional”, oriunda do meio universitário, mas que “se transforma em uma forma de engajamento com a sociedade (…), de maneira a responder às demandas sociais” (2015). Indo mais longe, Marta Carosio defende o envolvimento do público no “processo de pesquisa histórica”, de maneira a fazê-lo refletir sobre a relevância do passado na vida social. Jozefien de Bock leva esse argumento adiante, afirmando que História Pública “não é apresentar a história para uma audiência, mas o momento em que acadêmicos e não acadêmicos escrevem história juntos”


O que é História Pública? Disponível em: historiapublica.sites.ufsc.br. Acesso em: 15 maio, 2025.



Sobre a temática da História Pública, marque a alternativa correta. 

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Q3528309 História

O número de votantes potenciais em 1872 era de 1.097.698 o que correspondia a 10,8% da população total. Esse número poderia chegar a 13%, quando separamos os escravos dos demais indivíduos. Em 1886, cinco anos depois de a Lei Saraiva ter sido aprovada, o número de cidadãos que poderiam se qualificar eleitores era de 117.022, isto é, 0,8% da população.


CASTELLUCCI, A. A. S. Trabalhadores, máquina política e eleições na Primeira República. Disponível em: www.ifch.unicamp.br. Acesso em: 25 maio. 2025.



O que se observa como consequência da referida legislação, que provocou alteração substancial no número total dos sujeitos com direito a voto no Brasil, foi o estabelecimento da exigência 

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Q3528307 História

Qual era a base econômica quilombola? O melhor seria falar em múltiplas estruturas socioeconômicas, pois fatores geográficos, demográficos e culturais interferiram na montagem dela. O mais importante – em qualquer período ou local – foi o não isolamento. Houve quem dissesse que os quilombos/mocambos se isolaram do restante da sociedade e que tal isola mento – via de proteção – foi fundamental para sua reprodução [...]. No Brasil – ao contrário de outras áreas escravistas nas Américas –, as comunidades de fugitivos se proliferaram como em nenhum outro lugar, exatamente por sua capacidade de articulação com as lógicas econômicas das regiões onde se estabeleceram.


GOMES, Flávio dos Santos. Mocambos e quilombos: uma história do campesinato negro no Brasil. São Paulo: Claro Enigma, 2015. p. 19;20.



A reflexão do historiador Flávio Gomes, canônica no que tange aos estudos sobre quilombos no Brasil, tem validade ao revelar 

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Q3528306 História

De fato, até alguns anos atrás, os estudos sobre o cativeiro no Brasil tendiam a descrever as práticas sexuais e a vida familiar dos escravos como evidências de uma "patologia social" — de uma falta de normas e nexos sociais — que impossibilitasse não apenas a aglutinação das pessoas na vida privada, mas também uma ação coletiva e "política" consequente. Este livro procura resgatar a capacidade dos Serafins e Romanas de construírem famílias conjugais, extensas e intergeracionais, e de agirem em concerto com seus companheiros para definir projetos em comum. Analisa as razões práticas e simbólicas que os levaram a valorizar os laços de parentesco, consanguíneos e afins. Isto é, procura descobrir a "flor" na senzala — as "esperanças" e as "recordações" forjadas pelos escravos a partir de sua experiência e de sua herança cultural. Finalmente, tenta pesar na balança os diversos significados da família cativa, que, ao promover a autonomia e a dependência do escravo, era a um só tempo abalo e arrimo para o escravismo.


SLENES, Robert. Na senzala uma flor: esperanças e recordações na formação da família escrava. Campinas: Editora da Unicamp, 2011.



O debate historiográfico apresentado revela 

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Q3528305 História

Leia a importante reflexão do historiador Jean-Pierre Vernant sobre o mundo grego antigo e seus valores: O aparecimento da pólis constitui, na história do pensamento grego, um acontecimento decisivo. Certamente, no plano intelectual como no domínio das instituições, só no fim alcançará todas as suas consequências; a pólis conhecerá etapas múltiplas e formas variadas. Entretanto, desde seu advento, que se pode situar entre os séculos VIII e VII a.C., marca um começo, uma verdadeira invenção; por ela, a vida social e as relações entre os homens tomam uma forma nova, cuja originalidade será plenamente sentida pelos gregos.


VERNANT, J. P. As origens do pensamento grego. Rio de Janeiro: Difel, 1981.



O surgimento do espaço, caracterizado por Jean-Pierre Vernant, tem importância central no exercício da cidadania no mundo grego antigo, pois revela 

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Q3528304 História

TEXTO I


O ritual teve lugar, segundo rezava o costume, na catedral de Reims (...). А cerimônia incluía um juramento prestado pelo rei prometendo conservar os privilégios de seus súditos, perguntava-se também à congregação se aceitava ou não Luís como rei. Seguiam-se a benção dos emblemas reais, entre quais a chamada 'espada de Carlos Magno', esporas e o anel (...). A seguir veio o momento da sagração. O corpo do rei foi ungido com o crisma (...). O bispo pôs o cetro na mão direita do rei, na esquerda, pôs a 'mão da justiça' e na cabeça a 'coroa de Carlos Magno’.


BURKE, Peter. A Fabricação do rei: a construção da imagem pública de Luís XIV. Rio de Janeiro: Jorge Zahar ed., 1994. 



TEXTO II


Imagem associada para resolução da questão

Charge de autor desconhecido. Publicada em: BURKE, Peter. A Fabricação do rei: a construção da imagem pública de Luís XIV. Rio de Janeiro: Jorge Zahar ed., 1994.



Os documentos apresentados revelam, respectivamente, 

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Q3528303 História

Kante foi feroz adversário do Islã – teria vencido e matado nove reis. Os excessos do Rei-Feiticeiro levaram os habitantes do Manden a se revoltarem uma vez mais. Estes tentaram persuadir o mansa Dankaran Tuman a comandá-los; contudo, temendo as represálias de Sumaoro Kante, o rei do Manden fugiu para o sul e lá fundou, em plena floresta, Kissidugu, a “cidade da salvação”. No vazio de poder que resultou da deserção do mansa, os insurretos recorreram a Sundiata Keita, segundo filho de Nare Fa Maghan, que então vivia exilado em Nema. Antes, porém, de tratarmos das guerras e conquistas do jovem príncipe, convém apresentarmos em linhas gerais um quadro do Manden.


História geral da África - IV: África do século XII ao XVI. Editado por Djibril Tamsir Niane. Brasília: UNESCO, 2010.



O Manden, que o autor afirma desejar apresentar, representa o embrião do futuro núcleo do 

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Q3528302 História

No Brasil, governo resolveu por colocar em isolamento sujeitos vistos como elementos nocivos que poderiam contaminar o restante da população com suas ideias. No Pará, a colônia japonesa na cidade de Tomé-Açu, que anteriormente abrigava trabalhadores, passou a circunscrever uma área de reclusão de suspeitos de espionagem. Além dos nipônicos, ainda foram endereçados a estes campos italianos e alemães. Segundo o jornal O Estado do Pará, era destinada aos “eixistas nocivos à segurança nacional (...) sob direção fecunda do capitão João Evangelista Filho”.


ALMEIDA, Tunai Rehm Costa de; COSTA, Edivando da Silva. “Em defesa do meu nome”: o caso dos alemães e a representação do nazismo em Belém, durante a Segunda Guerra Mundial. Revista Maracanan, Rio de Janeiro, n. 30, p. 90-110, maio/ago. 2022.



Os ditos “eixistas” em questão, então perseguidos por autoridades do Estado brasileiro, estavam sendo acusados de serem 

Alternativas
Q3524576 História
A inserção do Japão no cenário internacional causou impacto. A derrota militar atingira duramente dois pressupostos ideológicos básicos da sociedade nipônica, o racismo e o papel divino do imperador. Até 1951, o general MacArthur administrou o país como território ocupado. Durante tal período, foram fixadas as bases da recuperação do país. Os EUA tinham cinco eixo de interesses.

(Enrique Serra Padrós, Capitalismo, prosperidade e Estado de bem-estar social. Em: Daniel Aarão Reis Filho; Jorge Ferreira; Celeste Zenha (orgs.). O século XX: O tempo das crises, revoluções, fascismos e guerras)

Considerando os eixos discutidos pelo autor, está correto afirmar que os EUA tiveram como foco
Alternativas
Q3524575 História
Os índices globais do fim da guerra mostram as enormes dificuldades dos países europeus para ressurgir da destruição material. Os níveis de produção caíram em quase todos eles. Comparada aos anos 30, a produção de cereais diminuíra em 70%, a de carne, em 66%, e outros produtos agrícolas, em 75%. Claro, alguns beneficiaram-se com o colapso europeu. Os EUA, durante a guerra, triplicaram a produção industrial (em 1946 produziram metade da produção mundial); já a sua renda per capita aumentou mais de 100% (de 550 a 1260 dólares).
Além das perdas materiais, as potências coloniais europeias tiveram enorme dificuldade para manter seus impérios. Por quê?

(Enrique Serra Padrós, Capitalismo, prosperidade e Estado de bem-estar social. Em: Daniel Aarão Reis Filho; Jorge Ferreira; Celeste Zenha (orgs.). O século XX: O tempo das crises, revoluções, fascismos e guerras. Adaptado)

Assinale a alternativa na qual Padrós responde a sua própria pergunta.
Alternativas
Q3524574 História
Em 1945 os EUA detinham vantagens talvez nunca obtidas por outra potência no plano político-militar: dominavam os mares, possuíam bases aéreas e navais, além de exércitos, em todos os continentes, bem como a bomba atômica e uma aviação estratégica capaz de atingir quase todas as áreas do planeta.

(Paulo G. Fagundes Vizentini, A Guerra Fria. Em: Daniel Aarão Reis Filho; Jorge Ferreira; Celeste Zenha (orgs.). O século XX: O tempo das crises, revoluções, fascismos e guerras)

Considerando o contexto abordado pelo excerto, está correto afirmar que, no plano financeiro e comercial, os Estados Unidos
Alternativas
Respostas
3361: A
3362: D
3363: B
3364: C
3365: E
3366: E
3367: A
3368: B
3369: A
3370: D
3371: D
3372: B
3373: B
3374: C
3375: B
3376: A
3377: D
3378: C
3379: B
3380: E