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Q3606174 História
Leia o texto a seguir:

     Levada a cabo pelo então Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN), desde sua criação em 1937, essa política preservacionista deixou um saldo de bens imóveis tombados, referentes aos setores dominantes da sociedade. Preservaram-se as igrejas barrocas, os fortes militares, as casas-grandes e os sobrados coloniais.

(Ricardo Oriá, “Memória e ensino de História”. Em: Circe M. F. Bittencourt, O saber histórico na sala de aula, 1997. Adaptado)

Considerando o contexto abordado, está correto afirmar que a referida política preservacionista
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Q3606173 História
Leia o texto a seguir:

    Memória, história: longe de serem sinônimos, tomamos consciência que tudo opõe uma à outra.

(Pierre Nora, “Entre Memória e História – A problemática dos lugares”, 1993. Disponível em: http://www4.pucsp.br/ projetohistoria/downloads/revista/PHistoria10.pdf)

Considerando a perspectiva da corrente historiográfica subjacente ao excerto, está correto afirmar que uma das distinções fundamentais entre os dois conceitos mencionados consiste na ideia de que a memória 
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Q3606172 História
Leia o texto a seguir:

    Durante a Revolução Francesa, o valor nacional dos bens se sobrepunha a seu valor histórico, econômico e artístico. A partir desse momento, bens remanescentes do passado, da memória da nação, são simbolicamente utilizados como suportes para a construção de uma identidade coletiva, nacional. Valendo-se dos bens culturais que concebem o patrimônio e que estão associados ao passado e à história da nação, o próprio Estado-Nacional preocupa-se com a seleção dos objetos e coleções que o representam. Foi sobretudo na França que o sentido do patrimônio se consolidou, pois representava naquele momento político conturbado durante e pós-Revolução Francesa um sentimento novo, de elo comum, de uma riqueza moral de toda a nação.

(Viviane Pedrazani, “Patrimônio cultural no Brasil: trajetórias de sujeitos, leis e instituições”, 2022. Disponível em: https://revistahumanares.uespi.br/ index.php/HumanaRes/article/download/119/70. Adaptado)

O fragmento apresenta discussão acerca 
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Q3606170 História
Leia o texto a seguir:

    Uma das primeiras obras que reivindicou pertencer a esse gênero, e do qual poderíamos até dizer que é inventora, foi o livro de um historiador mexicano, Luís González y Gonzáles, Pueblo en vilo [...], publicado em 1968. Tratava-se de um estudo monográfico sobre uma comunidade aldeana do México central ao longo de quatro séculos, levado a cabo com a convicção de que esse tipo de abordagem seria suscetível de restituir uma parte ignorada ou escondida da existência social, uma parte que o autor não hesitava em caracterizar como mátria, feminina, próxima, familiar, afetiva. A monografia e, particularmente, a monografia aldeana é um gênero solidamente instalado nos hábitos historiográficos [...].

(Jacques Revel, “[...]: o que as variações de escala ajudam a pensar em um mundo globalizado”. Disponível em: https://www.scielo.br/ j/rbedu/a/k5MsKMHv6ZQvPsF5vqvdkpB/?format=pdf&lang=pt)

O gênero a que se refere o excerto é a
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Q3606169 História
Leia o texto a seguir:

    A diferença entre História Serial e História Quantitativa deve ficar clara, embora sejam comuns os já citados casos em que as duas abordagens se superpõem para formar uma História Serial Quantitativa. Ainda que ambas as especialidades possam ser definidas como “abordagens”, existem diferenças a serem notadas.

(José D’Assunção Barros, “História Serial, História Quantitativa e História Demográfica: uma breve reflexão crítica”. Em: Revista de Ciências Humanas, 2011)

Uma das diferenças às quais o texto se refere reside no fato de que a História Serial se caracteriza
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Q3606168 História
Leia o texto a seguir:

    No decorrer dos anos 1980, muitos historiadores aproximaram-se dos sujeitos e objetos de investigação da Antropologia. O encontro da História com a Antropologia foi significativo para a compreensão da própria noção de história, cuja existência se iniciava, segundo a maioria das obras didáticas, apenas após a invenção da escrita. Essa tendência renovou a história das mentalidades e, sobretudo, a “velha história das ideias”, inserindo-as em uma perspectiva preocupada não apenas com o pensamento das elites, mas também com as ideias e confrontos de ideias de todos os grupos sociais.

(Circe M.F. Bittencourt, Ensino de História: fundamentos e métodos, 2005. Adaptado)

O excerto faz alusão
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Q3606167 História
Leia o texto a seguir:
         A existência de desníveis culturais no interior das assim chamadas sociedades civilizadas é o pressuposto da disciplina que foi aos poucos se autodefinindo como Folclore, Antropologia Social, História das Tradições Populares, Etnologia Europeia. Todavia, o emprego do termo cultura para definir o conjunto de atitudes, crenças, códigos de comportamento próprios das classes subalternas num certo período histórico é relativamente tardio e foi emprestado da Antropologia Cultural. Só por meio do conceito de “cultura primitiva” é que se chegou de fato a reconhecer que aqueles indivíduos outrora definidos de forma paternalista como “camadas inferiores dos povos civilizados” possuíam cultura.

(Carlo Ginzburg apud Circe M.F. Bittencourt, Ensino de História: fundamentos e métodos, 2005. Adaptado)

O excerto apresenta discussão sobre 
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Q3606166 História
Leia o texto a seguir:

    Então, de modo mais claro, digamos, em vez de acontecimental: esse tempo, aquele cuja medida é a dos indivíduos, a da vida cotidiana, a de nossas ilusões, nossas rápidas tomadas de consciência – o tempo do cronista por excelência, o tempo do jornalista. Ora, observemos que tanto crônica quanto jornal fornecem, ao lado dos grandes acontecimentos qualificados como históricos, os medíocres acidentes da vida ordinária: um incêndio, uma catástrofe ferroviária, o preço do trigo, um crime. Cada um de nós compreenderá que existe esse tempo para todas as formas de vida: econômica, social, literária, institucional, religiosa, e até mesmo geográfica.

(Fernand Braudel, “História e Ciências Sociais [...]”. Em: Fernando A. Novais; Rogério F. Silva (orgs.), Nova História em perspectiva, 2011. Adaptado)

No fragmento, ocorre a discussão
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Q3606165 História
Leia o texto a seguir:

     Foi a partir dos anos 1980 que se iniciou de fato um processo de revisão crítica dos procedimentos de instrução dos tombamentos e dos critérios de seleção das cidades- -patrimônio. Assim, ocorreu uma mudança de conceito: a cidade-patrimônio passou a ser concebida como um documento histórico, um objeto cultural vinculado também à História, à Etnografia, à Arqueologia, ao Urbanismo e a outras disciplinas, além da História da Arte e da Arquitetura. Temos então a cidade-documento.

(Danilo C. Pereira, “Cidade, patrimônio e território: as políticas públicas federais de seleção no Brasil do século XXI”. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/cpc/article/download/111342/115892/218491. Adaptado)

Considerando o exposto, está correto afirmar que, em relação ao conceito de “cidade-patrimônio”, o conceito de “cidade-documento”
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Q3606164 História
Leia o texto a seguir:

    Com efeito, algumas das práticas e crenças da chamada História oral “militante” levaram a equívocos que convêm evitar. O primeiro deles consiste em considerar que o relato que resulta da entrevista de História oral já é a própria “História”, levando à ilusão de se chegar à “verdade do povo” graças ao levantamento do testemunho oral. [...]. Essa confusão aparece algumas vezes ainda hoje em trabalhos ditos acadêmicos; por exemplo, em dissertações ou teses que se limitam a apresentar o texto transcrito de uma ou mais entrevistas realizadas, como se esse fosse um resultado legítimo e final da pesquisa.

(V. Alberti, “Fontes orais – Histórias dentro da História”. Em: C.B. Pinsky (org.), Fontes Históricas, 2008)

Partindo do contexto abordado pelo fragmento, está correto afirmar que as fontes orais
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Q3606163 História
Leia o texto a seguir:

    Ao fazer um balanço geral da historiografia nos últimos 40 ou 50 anos, Ciro Flamarion Cardoso identificou com nitidez dois grandes paradigmas: o primeiro, partidário de uma história científica e racional e, portanto, convencido da existência de uma realidade social global a ser historicamente explicada; e o segundo, cético em relação a explicações globalizantes e tendente a enfatizar, em maior ou menor grau, as representações construídas historicamente.

(Ronaldo Vainfas, “Caminhos e descaminhos da História”. Em: Ciro F. Cardoso; Reinaldo Vainfas, Domínios da História, 1997)

Considerando o contexto abordado pelo fragmento, está correto afirmar que os dois paradigmas mencionados são, respectivamente,
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Q3606162 História
Leia o texto a seguir:

Não estamos longe da definição de Lucien Febvre, um especialista no século XVI, o qual, junto com Marc Bloch, fundou nos idos de 1929 a prestigiosa escola dos Annales, que teria papel fundamental na constituição de um novo modelo de historiografia. Segundo Febvre, a “história era filha de seu tempo”, o que já demonstrava a intenção do grupo de problematizar o próprio “fazer histórico” e sua capacidade de observar.

(Lilia M. Schwarcz, “Apresentação à edição brasileira – Por uma historiografia da reflexão”. Em: Marc Bloch, Apologia da História, 2001)

Considerando o exposto, de acordo com a corrente historiográfica abordada, está correto afirmar que
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Ano: 2025 Banca: COSEAC Órgão: UFF Prova: COSEAC - 2025 - UFF - Produtor Cultural |
Q3601487 História

No contexto político da década de 1930, diante de um renovado país marcado pela industrialização, urbanização, modernismo cultural e estado nacional centralizado, duas experiências, praticamente simultâneas, inauguram as políticas culturais no Brasil que foram

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Q3598084 História
Durante o século XIX, Fortaleza foi se consolidando como capital e foi adquirindo equipamentos urbanos para o comércio e a indústria da época. Ainda no império escravista, alguns equipamentos foram construídos por escravos mostrando a modernidade. Entre os anos 1840 e 1846, houve a construção de um equipamento que guiava os navios no porto. É uma das mais antigas construções que temos na atualidade.

 Estamos nos referindo ao (à):
Alternativas
Q3598083 História
Uma das tradições no Carnaval do Ceará, a manifestação cultural traz consigo a exaltação, a ancestralidade negra, seja através da reverência a entidades de religiões de matriz africanas ou pela dança dramática carregada de simbologismos e histórias seculares.
Disponível em: https://www.ceara.gov.br/. Acesso em: 14 ago. 2025.

Desde os anos 1930, os grupos de festejos no estado do Ceará se reúnem durante o Carnaval. Em 2015, tornou-se patrimônio imaterial, reverenciando a ancestralidade negra no Ceará. Estamos nos referindo ao(à):
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Q3598080 História
O Museu da Indústria inaugurado em 2014 é uma grande referência aos cinco séculos da indústria cearense no entorno privilegiado historicamente ao lado de importantes equipamentos que contam a história antiga da cidade. Funciona em um prédio de construção antiga, ainda sob o império de D. Pedro II no final do século XIX, passando por vários usos até chegar ao Museu da Indústria. Sua primeira função foi:
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Q3598078 História
No Ceará, o século XIX foi marcado pela tecnologia e pela intelectualidade da elite. No final do século, surgiu um grupo de jovens intelectuais que antecederam o movimento artístico da Semana de 1922. Os jovens intelectuais criaram um grupo literário que buscava uma identidade nacional na literatura.

Estamos falando de:
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Q3598076 História
O estudo sobre a memória se universalizou quando, como nunca, o passado está distante do presente, quando as pessoas não mais identificam sua herança pela perda dos antigos padrões de relacionamento social e a desintegração dos antigos laços entre as gerações. Para Gaddis (2003), “o estabelecimento da identidade requer o reconhecimento de nossa relativa insignificância no grande esquema das coisas”. Esse seria, no seu entender, um dos significados da maturidade nas relações humanas e mais, do próprio valor do uso da consciência histórica. A construção de identidades pessoais e sociais está relacionada à memória, já que, tanto no plano individual quanto no coletivo, ela permite que cada geração estabeleça vínculos com as gerações anteriores. Os indivíduos, assim como as sociedades, procuram preservar o passado como um guia que serve de orientação para enfrentar as incertezas do presente e do futuro.
Disponível em: https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/historia/ensinohistoria-memoria-. Acesso em: 14 ago. 2025.

Sobre a citação acima, podemos considerar que se refere à importância da(o):
Alternativas
Q3598075 História
A matéria-prima do historiador são os fatos históricos que foram identificados com a elaboração dos métodos investigativos da História, começando no século XIX, quando a História se tornou uma ciência. São características do fato histórico:
Alternativas
Q3598074 História
A memória coletiva está intrinsecamente ligada à história de um grupo. Ela ajuda a preservar os eventos e as experiências do passado, permitindo que as gerações futuras tenham acesso a esse conhecimento. A memória coletiva também desempenha um papel na interpretação e na compreensão da história, influenciando a forma como os eventos são lembrados e significados.
Disponível em: https://aulanotadez.com.br/glossario/o-que-e-memoriacoletiva/. Acesso em: 14 ago. 2025.

Sobre a memória coletiva, podemos considerar que:

I. Permite que as pessoas se conectem com o passado, preservando tradições e eventos culturais que marcam a identidade local.
II. A memória coletiva não tem relação com a história porque está solta no imaginário popular individual do lugar.
III. A memória coletiva está sujeita a mudanças ao longo do tempo influenciada pelas mudanças tecnológica e pelos eventos.
IV. A memória individual também faz parte do fato histórico porque a lembrança de um evento passado pode afetar as emoções.
V. A memória coletiva ajuda com a escuta das narrativas da população a identificar tradições e eventos, marcando uma identidade local.

A sequência CORRETA, de cima para baixo, é: 
Alternativas
Respostas
3141: A
3142: D
3143: B
3144: C
3145: A
3146: B
3147: D
3148: C
3149: A
3150: B
3151: E
3152: B
3153: E
3154: A
3155: D
3156: A
3157: C
3158: A
3159: B
3160: D