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(Pluckhose, 1996.)
Tendo em vista a história, como ciência da investigação humana por excelência, é correto afirmar que
I. A civilização hebraica, de origem semita, desenvolveu-se na região da antiga Palestina, território cortado pelo Rio Jordão.
II. A moral e a ética dos hebreus serviram de base para as religiões monoteístas, como o judaísmo e o cristianismo.
III. O mais importante legado dos hebreus foi a escrita cuneiforme, utilizada nas cidades ao sul da Palestina e depois incorporada pelas civilizações do crescente fértil.
IV. A civilização hebraica estava organizada administrativamente em províncias, chamadas satrapias, dirigidas por governantes que entregavam ao Estado impostos proporcionais à riqueza da província.
Quais estão corretas?
I. Havia grandes áreas cinzentas não facilmente classificáveis, por exemplo, as cidades selêucidas ou as cidades do império romano, com seu privilégio de administração autônoma num nível local rigorosamente definido.
II. A política situa-se entre as atividades humanas mais excepcionais no mundo pré-moderno. Com efeito, foi uma invenção grega, ou talvez, mais corretamente, invenções separadas dos gregos e dos etruscos e/ou romanos.
III. Ainda que gregos e romanos tenham inventado a política e a história política, o que de fato os historiadores antigos escreveram foi a história da ação política de governos, o que não é a mesma coisa que política, principalmente sobre a ação política externa.
IV. Gregos e romanos tinham compulsão férrea para serem continuamente inventivos, quando novos, como foram estes últimos com o extraordinário procedimento de voto dos comitia curiata.
Quais estão corretas?
"Considerei a existência de Deus e decidi que há uma boa chance de que ele exista. Se ele realmente existir, deve estar trabalhando em um plano. Portanto, se devo servir a Deus, preciso descobrir o plano e fazer o melhor possível para ajudá-lo em sua execução. Como descobrir o plano? Primeiramente, procurar a raça que Deus escolheu para ser o instrumento divino da futura evolução. Inquestionavelmente, é a raça brancal Devotarei o restante de minha vida ao propósito de Deus e a ajudá-lo a tornar o mundo inglês."
Cecil Rhodes. Relatório da Diretoria da Companhia Britânica da África do Sul, 1897-1898. Acessado no site http://pt.wikipedia.org/wiki/Cecil_Rhodes. Acessado em 11-03-2014.
Para ingleses como Rhodes, a política imperialista inglesa na África justificava-se pela
I. As disputas imperialistas sobre o norte da África resultaram na Convenção de Madri que definiu uma “política de porta aberta” para o Marrocos, regulando os direitos de exploração da região para os franceses, alemães e britânicos. Entretanto, as ambições francesas e alemãs sobre o território acabaram gerando uma acirrada disputa, tornando mais intensas as rivalidades entre os dois países iniciadas com a Guerra Franco-Prussiana.
II. Pretendendo dominar a região do Mar Negro ao Mar Egeu, passando pelos Bálcãs, a Rússia defendia o pan-eslavismo e a independência das minorias nacionais. Sua intenção era unificar os povos eslavos balcânicos. Os russos, entretanto, encontraram resistência do Império Austro- Húngaro e da Alemanha, que projetava construir a estrada de ferro Berlim-Bagdá, para ter acesso às terras petrolíferas do Golfo Pérsico.
III. A conjuntura europeia que antecedeu ao conflito foi marcada pelo nacionalismo. A intensa exaltação do sentimento nacional assumiu formas particularmente perigosas, como o revanchismo francês, e projetos, como o pan-eslavismo, o pan-germanismo e a Grande Sérvia. O plano da Grande Sérvia era estender a jurisdição sérvia sobre os povos da mesma etnia que habitavam as regiões da Bósnia e da Herzegovina.
Quais estão corretas?
Há 87 anos, os nossos pais deram origem neste continente a uma nova Nação, concebida na Liberdade e consagrada ao princípio de que todos os homens nascem iguais. Encontramo-nos atualmente empenhados numa grande guerra civil, pondo à prova se essa Nação, ou qualquer outra Nação assim concebida e consagrada, poderá perdurar. Eis-nos num grande campo de batalha dessa guerra. Eis-nos reunidos para dedicar uma parte desse campo ao derradeiro repouso daqueles que, aqui, deram a sua vida para que essa Nação possa sobreviver. É perfeitamente conveniente e justo que o façamos. Mas, numa visão mais ampla, não podemos dedicar, não podemos consagrar, não podemos santificar este local. Os valentes homens, vivos e mortos, que aqui combateram já o consagraram, muito além do que nós jamais poderíamos acrescentar ou diminuir com os nossos fracos poderes. O mundo muito pouco atentará, e muito pouco recordará o que aqui dissermos, mas não poderá jamais esquecer o que eles aqui fizeram. Cumpre-nos, antes, a nós os vivos, dedicarmo-nos hoje à obra inacabada até este ponto tão insignemente adiantada pelos que aqui combateram. Antes, cumpre-nos a nós os presentes, dedicarmo-nos à importante tarefa que temos pela frente – que estes mortos veneráveis nos inspirem maior devoção à causa pela qual deram a última medida transbordante de devoção – que todos nós aqui presentes solenemente admitamos que esses homens não morreram em vão, que esta Nação, com a graça de Deus, renasça na liberdade, e que o governo do povo, pelo povo e para o povo jamais desapareça da face da terra.
(Abraham Lincoln. Discurso pronunciado no Cemitério Militar de Gettysburg em 19 de novembro de
1863. Disponível em http://www.arqnet.pt/portal/discursos/novembro01.html.
Acesso em 31/03/2014.)
Sobre o discurso de Gettysburg, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) O discurso de Lincoln tinha por objetivo propor trégua aos confederados diante do esgotamento econômico dos estados da União.
( ) As palavras do presidente norte-americano foram inspiradas nos ideais dos pais fundadores da nação durante a Independência: liberdade e igualdade.
( ) A fala de Abraham Lincoln diante dos túmulos dos soldados mortos na famosa batalha da Guerra de Secessão termina com a defesa do regime democrático de governo.
( ) Em campanha para reeleição, Lincoln celebra a vitória final sobre os estados sulistas confederados na Guerra de Secessão.
Assinale a sequência correta.
Filas de rostos pálidos murmurando, máscaras de medo. Eles deixam as trincheiras, subindo pela borda. Enquanto o tempo bate vazio e apressado nos pulsos, e a esperança, de olhos furtivos e punhos cerrados, naufraga na lama. Ó Jesus, fazei com que isso acabe!
(Siegfried Sassoon citado por HOBSBAWN, Eric. A Era dos Extremos. São Paulo:
Companhia das Letras, 1994.)
A desesperada descrição refere-se às duras condições vividas nos campos de batalha da I Guerra Mundial (1914-1918), embate bélico que transformou radicalmente as sociedades europeias. Sobre esse primeiro conflito de âmbito global e seus desdobramentos, assinale a afirmativa correta.
Inspirados no sucesso da revolução na Tunísia, os egípcios foram às ruas a partir do final de janeiro de 2011. Em apenas 18 dias, durante os quais permaneceram insistentemente na praça Tahrir (da Libertação), no centro da capital, Cairo, o regime de Hosni Mubarak ruiu. Após tentar manobras para se manter no poder, ele anunciou a renúncia no dia 11 de fevereiro, colocando fim a três décadas de ditadura no país.
(Disponível em http://topicos.estadao.com.br/egito. Acesso em 03/04/2014.)
As manifestações no Egito fazem parte de um processo mais amplo, conhecido como Primavera Árabe, que se
espalhou pelo Oriente Médio e Norte da África derrubando diversas ditaduras nessas regiões. Sobre esse
fenômeno, assinale a afirmativa correta.
(HESPANHA, A. Caleidoscópio do Antigo Regime. São Paulo: Alameda, 2012.)
Tais conflitos eram reduzidos pela estrutura corporativa que sustenta as formações sociais modernas. Sobre os fatores que explicam essa situação de conflito, assinale a afirmativa correta.
A presença do homem na América remonta há cerca de 35000 a.C. Na região que hoje corresponde ao México, existem testemunhos da presença humana por volta de 20000 a.C. Durante um longo período, esses grupamentos humanos se caracterizavam por serem caçadores e coletores, pois somente em torno de 5000 a.C. iniciou-se o processo de sedentarização e implantação da agricultura. A partir de 1300 a.C., numa região próxima ao golfo do México, importantes transformações desembocaram na organização das Altas Culturas da Mesoamérica.
Sobre essas culturas, assinale a afirmativa INCORRETA.
Até uma data recente – e é esta ainda a visão de numerosos historiadores – os séculos XIV e XV sofreram de uma desagradável reputação. Para qualificá-los, as expressões ‘acotovelam-se umas às outras’: estagnação, recessão, série de crises... O grande historiador que foi Jan Huizinga encontra, para designar esta época, uma belíssima fórmula, com outras cambiantes: a de ‘Outono da Idade Média’ ...De tal modo que acabei por me interrogar se esse Outono não seria na realidade uma Primavera...
(WOLFF, P. Outono da Idade Média ou Primavera dos Novos Tempos? Lisboa: Edições 70, 1988.)
Assinale a alternativa que apresenta essa perspectiva que entende os séculos XIV e XV como um momento de
crise e de retomada, simultaneamente.
(Regimento do rei João III ao I Governador Geral do Brasil de 17 de dezembro de 1548 citado por HOORNAERT, E. et alii. História da Igreja no Brasil: ensaio de interpretação a partir do povo. Primeira época, período colonial. 5ªed. Petrópolis: Vozes, 2008.)
Dessa forma o rei de Portugal assumiu claramente o papel de chefe religioso da América Portuguesa. Assinale a alternativa que apresenta o exercício dessa liderança de forma institucional.
... a tendência para o enfeixamento de imensos latifúndios nas mãos de um só, que não pode ter a esperança de tirar proveito deles, nem para si nem para sua família, por muitas gerações, ao passo que a grande massa tem de jazer servilizada, sem recursos nem proteção, sob poderio dos senhores de terras.
(Gottfried Heinrich Handelmann. Geschichte von Brasilien citado por WEHLING, Arno; WEHLING,
Maria José. Formação do Brasil Colonial. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999.)
Em termos econômicos, o período colonial brasileiro se estruturou em torno de três grandes eixos: a
dependência externa, o latifúndio e a escravidão. O latifúndio se caracterizou tanto pela monocultura quanto
pelas relações sociais e políticas de cunho aristocrático centralizadas em torno dos proprietários de terras.
Assinale a alternativa que explica a existência da grande propriedade no período colonial brasileiro.
E bem justo é, senhores, procure o Brasil aproveitar os acontecimentos magnos da vida nacional, para render graças ao Senhor Deus das nações. [...] E nenhum melhor ensejo se lhe podia deparar, do que a festa [...] das mais expressivas e típicas dessa política do ‘Rumo Oeste’ proclamada pela voz augusta do presidente Vargas. [...] nesse roteiro de volta aos sertões, pela ressurreição dos tempos heroicos de nossa história [...].
(Dom Francisco de Aquino Corrêa. Glória in Excelsis Deo! 05 de julho de 1942.
Citado por: PEDRAÇA, Célio M. O universo ideológico de Dom Aquino e os anos Vargas.
Cuiabá: EdUFMT, 2010.)
A partir do texto, analise as afirmativas.
I - A Marcha para o Oeste, política do Estado Novo, recebeu duras críticas da igreja católica mato-grossense.
II - A política de integração dos sertões ao Brasil, empreendida por Vargas, é comparada ao avanço sertanista dos séculos XVII e XVIII.
III - Havia uma relação de proximidade e alinhamento político entre Vargas e Dom Aquino Corrêa.
IV - A Marcha para o Oeste é exaltada, mas a vigência do Estado Novo, criticada.
Estão corretas as afirmativas