Questões de Concurso
Sobre história para professor - história
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África e América foram incorporadas à história ocidental a partir do expansionismo comercial e marítimo europeu do início dos tempos modernos. O processo de exploração colonial desses continentes seguiu a lógica econômica e política que, na Europa, caracterizava a transição do feudalismo ao capitalismo. Nas palavras de um ex-diretor geral da Unesco, “hoje, torna-se evidente que a herança africana marcou, em maior ou menor grau, dependendo do lugar, os modos de sentir, pensar, sonhar e agir de certas nações do hemisfério ocidental. Do sul dos Estados Unidos ao norte do Brasil, passando pelo Caribe e pela costa do Pacífico, as contribuições culturais herdadas da África são visíveis por toda parte; em certos casos, chegam a constituir os fundamentos essenciais da identidade cultural de alguns segmentos mais importantes da população”.
Tendo por referência inicial as informações contidas no texto acima e considerando aspectos significativos do ensino de história, da história da América e de suas identidades, bem como da história africana e de suas relações com o exterior, julgue o item.
Na formação histórica do Brasil, as relações processadas
via Atlântico são de tal ordem essenciais que se pode
afirmar que “o Brasil também começa na África, e a África
se prolonga no Brasil”.
África e América foram incorporadas à história ocidental a partir do expansionismo comercial e marítimo europeu do início dos tempos modernos. O processo de exploração colonial desses continentes seguiu a lógica econômica e política que, na Europa, caracterizava a transição do feudalismo ao capitalismo. Nas palavras de um ex-diretor geral da Unesco, “hoje, torna-se evidente que a herança africana marcou, em maior ou menor grau, dependendo do lugar, os modos de sentir, pensar, sonhar e agir de certas nações do hemisfério ocidental. Do sul dos Estados Unidos ao norte do Brasil, passando pelo Caribe e pela costa do Pacífico, as contribuições culturais herdadas da África são visíveis por toda parte; em certos casos, chegam a constituir os fundamentos essenciais da identidade cultural de alguns segmentos mais importantes da população”.
Tendo por referência inicial as informações contidas no texto acima e considerando aspectos significativos do ensino de história, da história da América e de suas identidades, bem como da história africana e de suas relações com o exterior, julgue o item.
Um dos graves problemas do ensino de história da África, no Brasil, decorre de uma visão estereotipada, de modo que a recorrente identidade continental – o africano – leva à construção de uma falsa homogeneidade, desconhecendo-se as especificidades das sociedades que habitam o continente.
Tendo as informações acima como referência inicial, julgue o item, relativo à história do mundo ocidental.
A partilha da África, no último quartel do século XIX,
determinada pelas potências imperialistas europeias,
levou em consideração as especificidades étnicas,
religiosas, geográficas e culturais dos povos africanos.
Tendo as informações acima como referência inicial, julgue o item, relativo à história do mundo ocidental.
O avanço da industrialização, ao longo do século XIX,
consolidou o capitalismo como sistema econômico
dominante por superar as antigas formas de produção e
não ser alvo de qualquer forma de contestação.
Tendo as informações acima como referência inicial, julgue o item, relativo à história do mundo ocidental.
A Revolução Industrial, que alterou radicalmente os padrões vigentes da economia, pouco impacto exerceu na estrutura da sociedade ocidental, mantendo-se praticamente inalterados os regimes políticos oriundos da Idade Moderna.
Tendo as informações acima como referência inicial, julgue o item, relativo à história do mundo ocidental.
Na Idade Moderna, a montagem do sistema colonial
europeu sobre as regiões a serem exploradas, como foi o
caso da América ibérica, obedeceu aos parâmetros do
mercantilismo: ênfase na exploração agrícola;
preocupação em desenvolver o mercado interno nas
colônias; e pouca atenção à exploração de metais
preciosos
Tendo as informações acima como referência inicial, julgue o item, relativo à história do mundo ocidental.
Renascimento, Reforma religiosa e Estados nacionais
assinalaram o início dos tempos modernos; a expansão
comercial e marítima dos séculos XV e XVI alargou os
horizontes do homem europeu, levando-o à Ásia, à África
e à América.
Tendo as informações acima como referência inicial, julgue o item, relativo à história do mundo ocidental.
Os últimos séculos da Idade Média foram de profunda
transformação: impulsionado pela nascente classe
burguesa, o renascimento da vida urbana, do comércio e
da economia monetária prenunciava o advento de uma
nova forma de organização econômica, que viria a ser o
capitalismo
Tendo as informações acima como referência inicial, julgue o item, relativo à história do mundo ocidental.
O papel da Igreja Católica na Europa medieval não se
restringiu ao campo meramente religioso: ela exerceu
vigoroso poder político e, especialmente por meio dos
mosteiros, contribuiu para a preservação da cultura
clássica.
Tendo as informações acima como referência inicial, julgue o item, relativo à história do mundo ocidental.
Na Europa medieval, prevaleceu o sistema feudal, com
base na terra como bem econômico fundamental, nas
relações servis de produção e no domínio de uma
aristocracia fundiária e guerreira.
Tendo as informações acima como referência inicial, julgue o item, relativo à história do mundo ocidental.
Apesar da grandiosidade do império que conseguiu
construir, Roma foi incapaz de deixar um legado cultural
original, o que pode ser explicado pelo fato de ter
adotado leis, crenças religiosas e costumes dos povos
conquistados.
Tendo as informações acima como referência inicial, julgue o item, relativo à história do mundo ocidental.
Situam-se na Grécia as mais antigas bases do
pensamento filosófico ocidental, especialmente a partir
das contribuições de Sócrates, Platão e Aristóteles.
Organizando o poder: a primeira Constituição do Brasil.
Enquanto as lutas ocorriam, ganhava intensidade um novo conflito, que tinha como cenário a Assembleia Constituinte, convocada para elaborar a carta magna do país. (...) Tão logo iniciaram os trabalhos na Assembleia em 03 de maio de 1823, dois grupos se configuraram: de um lado, o chamado Partido Brasileiro, que propunha uma monarquia constitucional em que o Imperador deveria se submeter às leis; de outro, o Partido Português, que defendia o fortalecimento do poder do Imperador. Os grupos só estavam de acordo em duas questões:
No século XVIII, o que eram os “campos comuns” no sistema agrário inglês?
As independências foram revolucionárias?
Para historiadores de inspiração marxista, o conceito de revolução só pode ser utilizado quando existem mudanças radicais na sociedade, em geral decorrentes das lutas de classes. Nesse caso a ideia, está estreitamente relacionada á transformação social.
Em outras palavras, o conceito de revolução não seria aplicável à maioria dos movimentos de independência ocorridos na América até o final do século XVIII e inicio do século XIX, com exceção de:
“De quem são as velas onde me roço?
De quem as quilhas que vejo e ouço?”
Disse o mostrengo, e rodou três vezes,
Três vezes rodou imundo e grosso.
“Quem vem poder o que só eu posso,
Que moro onde nunca ninguém me visse
E escorro os medos do mar sem fundo?”
E o homem do leme tremeu, e disse:
“El-Rei D. João Segundo!”
Disponível em 07.12.2016 em https://poemasdomundo.wordpress.com/2006/09/30/o-mostrengo/
Com base na leitura de parte do poema “O Monstrengo” indique a metáfora nele enunciada.
Hamurábi, considerado o principal governante do Primeiro Império Babilônico, formado entre 2000 a.C., e 1950 a.C., foi responsável pelo primeiro código de leis escritas conhecido, denominado Código de Hamurábi, em relação ao Código, indique V para verdadeiro e F para Falso
( ) Descoberto em 1901, esse código continha 292 preceitos; que enalteciam a justiça do governante e que não precisavam ser postos em prática por aqueles que aplicavam à justiça.
( ) Havia diversas leis que se relacionavam à vida social e ao cotidiano da população, como por exemplo, a divisão do trabalho entre pessoas livres, subalternas e escravas.
( ) Explicitava que os honorários por serviços deveriam variar conforme a natureza do trabalho realizado.
( ) Que as decisões da justiça poderiam ser escritas, sendo impossível a apelação ao governante.
A relação correta é:
Um professor de história inspira-se nas observações metodológicas de Leandro Karnal a respeito do uso de obras de arte no ensino da História para tratar da cultura do Renascimento: “Não se deve estabelecer na análise artística uma leitura de ‘reflexo’ da sociedade, pois significaria negar o estatuto da própria arte. A arte não é um reflexo, mas constitui também a maneira de perceber o mundo e passa a constituir este mesmo mundo”.
(Piero della Francesca, Perspectiva de uma cabeça, desenho a bico de pena, in Sobre a perspectiva do pintar, 1474.)
As opções a seguir interpretam corretamente o documento iconográfico no contexto da cultura renascentista, sem reduzir a arte a um reflexo da sociedade, à exceção de uma. Assinale-a.
Na Tese 9, Walter Benjamin se refere a um quadro de Paul Klee intitulado Angelus Novus. Nele está representado um anjo que crava o seu olhar sobre algo do qual parece estar se afastando. Olhos arregalados, boca aberta e asas estiradas: para Benjamin, este é o retrato do anjo da história que, ao olhar para o passado, no lugar de ver uma cadeia de eventos, enxerga uma única catástrofe que amontoa escombros e os arremessa aos seus pés. Frente às ruínas, o anjo tem o intuito de despertar os mortos e juntar os destroços, mas do paraíso sopra uma tempestade que o atira em direção ao futuro de maneira inexorável. Para Benjamin o que chamamos de progresso é essa tempestade e a sua Tese 9 é uma alegoria que associa progresso a catástrofe.
A respeito desta associação nas Teses Sobre o Conceito de História (1940), analise as afirmativas a seguir.
I. A crítica de Benjamin à concepção progressiva e finalista da história se baseia na crítica à ideia de uma temporalidade contínua, homogênea e vazia, à qual contrapõe o conceito de “tempo do agora”, sem correspondência com a temporalidade linear das ciências naturais.
II. O sentimento de urgência presente nas Teses resulta do dilema pessoal que o autor vive em 1940 e também de seu programa historicista de, com base em instâncias metódicas, reconstituir objetivamente o patrimônio histórico e cultural do passado que a guerra e os fascismos estavam destruindo.
III. Ao “anjo da História”, incapaz de mudar o passado e eliminar a catástrofe da guerra, cabe resgatar a memória de cada “ruína” da história, vale dizer, de todas as etapas que foram necessárias para que a humanidade conquistasse a consciência do progresso como razão e liberdade.
Está correto o que se afirma em:
“O Egito já não são apenas os faraós, mas também as muitas e muitas aldeias, não há apenas continuidade, mas mudança, mostra-se que ali conviviam povos e culturas variadas: egípcios, núbios, hícsos, hebreus, gregos, romanos. A Mesopotâmia já não é apenas o mundo dos déspotas precursores de Saddam Hussein, mas um local onde a variedade cultural produziu uma infinidade de reflexões, muitas delas profundamente enraizadas em nossa própria cultura. Os hebreus já não são apenas precursores do cristianismo, mas fazem parte de nossa própria maneira de conceber o mundo. A Antiguidade tampouco inicia-se com a escrita, mas, cada vez mais, busca-se mostrar como o homem possui uma História Antiga multimilenar, anterior à escrita em milhares de anos.”
FUNARI, Pedro Paulo “A renovação da História Antiga” in KARNAL, Leandro (Org.) História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas. Contexto, 2015, p. 97.)
Nesse trecho, o autor se refere à renovação da História Antiga nos livros didáticos brasileiros ocorrida nas últimas três décadas. A respeito das inovações interpretativas que permitiram sua renovação, analise as afirmativas a seguir.
I. A revisão da concepção oitocentista da dualidade entre Oriente e Ocidente desconstruiu a visão eurocêntrica da História Antiga, até então considerada a etapa fundadora da História Universal.
II. A incorporação de novos temas, como, por exemplo, o das relações de gênero, ressignificou o estudo da História Antiga em função da relação entre o mundo contemporâneo em que vivemos e a experiência social da Antiguidade.
III. A crítica à hegemonia dos documentos escritos e a incorporação da cultura material, pelo estudo de edifícios, estátuas, cerâmica e pinturas, possibilitaram o fortalecimento de uma história política da Antiguidade.
Assinale: