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É extensa a literatura sobre o populismo. Nos quinze anos seguintes, a política brasileira foi dominada por Getúlio Vargas, que, apesar de ser um político do sistema velho, estava apto, disposto e capaz de formar e dirigir uma nova aliança populista. Consequentemente, organizou-se o Ministério do Trabalho, e os sindicatos trabalhistas, virtualmente ilegais antes da Revolução, foram estabelecidos e inspirados pelo novo “pai do povo”. Além disso, enquanto sua atuação na área da reforma democrática estava longe de ser impressiva, Vargas conseguiu apoio significativo entre as camadas médias da sociedade brasileira, através da defesa de uma linha nacionalista e da promoção de uma política de industrialização e diversificação econômica, pela criação de empresas estatais e financiamentos do Banco do Brasil.
(WEFFORT, Francisco, 1989.)
No contexto do colapso da chamada “República Velha” e a emergência de Vargas ao poder, com um tipo de governo peculiar, alguns fatores se destacam, tais como:
O que caracterizou, principalmente, o mercantilismo, na fase em que se expandiu por quase todas as nações da Europa, do século XVI ao XVIII, justamente no período colonial da história brasileira, é que nunca se incorporou propriamente, numa doutrina econômica de claras e coerentes formulações e de rígidos artigos. Nunca passou de uma série de práticas visando atingir certos objetivos empíricos. Não teve nenhum teorizador, embora se possam apontar alguns expoentes dessas ideias mais ou menos imperfeitamente postas em prática para a obtenção de certos resultados econômicos. [...]
(FURTADO, C., 2007.)
Na Europa, o mercantilismo é, às vezes, visto como uma fase na evolução histórica do capitalismo. Vários são os elementos fundamentais nessa doutrina, dentre os quais podemos destacar:
Há dois lados na divisão internacional do trabalho: um em que alguns países especializam-se em ganhar, e outro em que se especializaram em perder. Nossa comarca do mundo, que hoje chamamos de América Latina, foi precoce: especializou-se em perder desde os remotos tempos em que os europeus do Renascimento se abalançaram pelo mar e fincaram os dentes em sua garganta. É a América Latina, a região das veias abertas. Desde o descobrimento até nossos dias, tudo se transformou em capital europeu ou, mais tarde, norte-americano, e como tal tem-se acumulado e se acumula até hoje nos distantes centros de poder. Tudo: a terra, seus frutos e suas profundezas, ricas em minerais, os homens e sua capacidade de trabalho e de consumo, os recursos naturais e os recursos humanos.
(GALEANO, 1985, p. 1.)
Essa situação de dependência econômica, enquanto parte do sistema, fez com que a sociedade colonial formada no interior desses espaços dominados sofresse, na sua organização, influências diretas, tais como:
A produção histórica da América Latina começa com o desmantelamento de todo um mundo histórico, provavelmente a maior aniquilação sociocultural e demográfica da história que chegou ao nosso conhecimento [...] se trata, primeiro, da desintegração dos padrões de poder e de civilização de algumas das mais avançadas experiências históricas da espécie. Segundo, do extermínio físico, em pouco mais de três décadas, as primeiras do século XVI, de mais da metade da população dessas sociedades, cujo total imediatamente antes de sua destruição é estimado em mais de cem milhões de pessoas.
(Quijano, 2005 b, p. 16.)
Nesse contexto de conquista e colonização, as relações de poder entre colonizadores e colonizados consistiram:
I.Os principais líderes da Revolta dos Búzios eram membros destacados da antiga elite baiana. Esses indivíduos estavam descontentes com os governantes coloniais e incentivaram alguns profissionais liberais a iniciarem um movimento separatista com o objetivo de iniciar um governo autônomo que atendesse às necessidades econômicas dessa elite local.
lI.Dois grupos desempenharam um papel fundamental na disseminação das ideias revolucionárias que alimentaram a Revolta dos Búzios: a Academia Brasílica dos Renascidos e a Loja Maçônica Cavaleiros da Luz. Essas ideias tinham suas raízes no pensamento iluminista, que estimulava a mentalidade da época.
IlI.A independência americana e os ideais iluministas foram inspirações para a Revolta dos Búzios, assim como ocorreu em outros movimentos emancipatórios. No entanto, o que difere a Revolta dos Búzios está na configuração social deste movimento, já que contou com ampla participação de variados grupos populares, mesmo não havendo um projeto coletivo entre todos os participantes do movimento.
IV.Embora muitos cidadãos comuns tenham participado do levante, a Revolta dos Búzios não representou a defesa de um projeto distinto de sociedade, pois não propunha o fim do sistema escravista e tampouco argumentou a favor da liberdade e da democracia.
V.O julgamento e a punição dos envolvidos tiveram uma ligação direta com os grupos sociais, econômicos e raciais a que pertenciam. Isso resultou em penalidades muito mais severas para as pessoas mais pobres e negras.
É correto o que se afirma em:
Com base no texto e nos seus conhecimentos sobre a história do islamismo, avalie as seguintes assertivas:
I. A expansão islâmica nos séculos VII e VIII resultou na formação de um império que se estendia da Península Ibérica ao subcontinente indiano, abrangendo diversas culturas e povos.
lI.O Califado Omíada transferiu a capital do império islâmico de Medina para Damasco, o que facilitou a administração dos vastos territórios conquistados.
IlI.A tradução de textos científicos e filosóficos gregos e persas para o árabe durante o Califado Abássida foi proibida, limitando o desenvolvimento cultural e científico do império islâmico.
IV.A Batalha de Tours em 732 d.C. foi um confronto crucial no qual as forças muçulmanas foram derrotadas pelos francos, impedindo a expansão islâmica na Europa Ocidental.
É correto o que se afirma em:
(Volney apud Nascimento, 1996, p. 43)
A contribuição da África para o desenvolvimento humano é vasta e multifacetada e sua influência ultrapassa as barreiras continentais. Com base nos seus conhecimentos sobre a história e a cultura africana, analise as afirmativas a seguir relativas à influência dos povos africanos no desenvolvimento de conhecimentos e saberes importantes para a evolução da humanidade e constituição das civilizações:
Sobre o contexto histórico do mercantilismo francês e as políticas de Colbert, analise as seguintes afirmações e assinale a alternativa correta:
(MELLO, Arnon de. São Paulo venceu! Rio de Janeiro: Flores e Mano, 1933. p. 267.)
A Revolução Constitucionalista de 1932 não apenas representou um conflito armado, mas também desencadeou uma intensa produção literária que buscou consolidar a memória dos eventos por meio de testemunhos e narrativas históricas. Esse movimento literário foi marcado pela publicação de uma vasta quantidade de livros que documentavam e interpretavam o ocorrido, muitas vezes sob a ótica dos próprios participantes. Tal produção teve um papel crucial na formação de uma narrativa canônica sobre a revolução, alinhando-se ao ideário de liberalismo político e autonomia estadual que motivou os constitucionalistas paulistas.
Considerando o contexto literário e histórico da Revolução Constitucionalista de 1932, analise as assertivas a seguir e marque V, para verdadeiras, e F, para falsas:
( )A produção literária sobre a Revolução Constitucionalista de 1932 foi especialmente intensa nos anos, imediatamente após o conflito, e a maioria dos seus leitores estava relacionada com o movimento revolucionário.
( )Os estudantes Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo - MMDC, que morreram em um confronto em 1932, representam a narrativa sobre o caráter heroico que marca os ideais centralizadores.
( )A narrativa padrão, criada pelos autores daquela época, mostrou a Revolução Constitucionalista como um movimento separatista com o objetivo de desmembrar São Paulo do restante do Brasil.
( )A Revolução Constitucionalista de 1932 lutou contra as políticas intervencionistas de Getúlio Vargas após a Revolução de 1930. Seu objetivo era defender a autonomia estadual e manter o modelo de organização liberal do Estado.
( )As histórias escritas sobre a Revolução Constitucionalista de 1932 frequentemente ligavam o movimento ao bandeirismo. Esses relatos apresentaram os revolucionários como bandeirantes modernos que defendiam um modelo de Estado liberal e se opunham à ditadura.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Analisando esse período histórico, assinale a alternativa que representa uma característica do Renascimento que o diferencia de períodos anteriores e teve um efeito duradouro no desenvolvimento da ciência moderna:
Com base nesse contexto histórico e nas mudanças ocorridas nas últimas décadas, analise as afirmações a seguir:
I. O "século da humilhação" da China refere-se ao período em que o país foi submetido a invasões estrangeiras e perda territorial, iniciando com as Guerras do Ópio e prolongando-se até a vitória da Revolução Chinesa em 1949.
lI.Logo após a Revolução Chinesa de 1949, a Bélgica transformou a China em uma de suas colônias. Isso fez com que a China perdesse sua liberdade de se autogovernar e tomar suas próprias decisões.
III.Deng Xiaoping começou a promover mudanças em 1978. Ele introduziu algumas reformas econômicas baseadas no capitalismo. Contudo, o Partido Comunista Chinês manteve o controle sobre como o país conduzia seus negócios e controlava socialmente a nação.
IV.Durante o período de reformas iniciadas em 1978, a China enfrentou profundas crises econômicas que desestabilizaram o crescimento da sua economia, com grandes impactos negativos no investimento em infraestrutura e desenvolvimento social.
V.A China, atualmente, é reconhecida globalmente por seu papel como a segunda maior economia do mundo, mas há críticas sobre sua abordagem econômica, com alguns analistas sugerindo que seu modelo se assemelha ao imperialismo do século XXI.
É correto o que se afirma em:
I.A restituição do Manto Tupinambá ao Brasil representa um reconhecimento das histórias e culturas dos povos originários e se insere em um novo paradigma ético relacional pautado no princípio do respeito, cooperação e responsabilidade compartilhada.
lI.A Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas, de 2007, estabelece que são os povos indígenas os responsáveis pela preservação, controle e proteção do seu patrimônio cultural, além do direito à autodeterminação.
IlI.A permanência de artefatos relacionados à história e à cultura dos povos indígenas em museus de países estrangeiros, apesar das manifestações atuais de repatriamento, revelam a preocupação dessas nações com a preservação desse passado e a conservação cultural desses povos. que
IV.As ações de repatriação de bens culturais têm sido conduzidas apenas por instituições governamentais, uma vez museus e outras instituições não governamentais não possuem legitimidade para tais processos.
V.A presença de bens culturais dos povos indígenas em instituições não governamentais estrangeiras, como museus, contribuiu para a criação e o fortalecimento de versões históricas equivocadas que reforçam muitas visões que os colonizadores tiveram dos povos colonizados.
É correto o que se afirma em:
Com base nas complexidades das interações entre os indígenas e os europeus e nas estratégias de resistência empregadas, analise as assertivas a seguir e assinale aquela que reflete adequadamente a dinâmica histórica dos movimentos de resistência indígena durante o período colonial:
Considerando o papel das mulheres na Segunda Guerra Mundial e as consequências sociais desse período, assinale a alternativa correta:
Com base nas informações fornecidas, analise as assertivas que melhor correspondam ao contexto social da sociedade brasileira colonial:
I.As áreas mineradoras, como Diamantina, cresceram rapidamente e se urbanizaram, criando centros urbanos dinâmicos. A concentração de pessoas em cidades mineradoras favoreceu o processo de interação entre diferentes grupos sociais, raciais e étnicos, dando origem a uma sociedade mais diversificada.
lI.Em áreas de mineração, as demandas por trabalho nas minas e as atividades comerciais foram responsáveis por criar um cenário mais oportuno para uma flexibilização na hierarquização social, quando comparadas com as regiões predominantemente agrícolas.
IlI.O controle exercido pela metrópole portuguesa nas regiões de mineração foi mais flexível, o que não impediu o desenvolvimento de uma elite local composta apenas por comerciantes brancos ligados à Coroa e responsáveis pelo controle das atividades econômicas e pela manutenção da estratificação social.
IV.Nas regiões em que prevaleceu o sistema Plantation, se observa uma estrutura social mais rígida e segregacionista, em contraste com as regiões mineradoras onde o direito à liberdade parcial ou total, via coartação, foi mais comum.
V.Apesar da maior mobilidade social existente nas áreas mineradoras, a presença da Intendência dos Diamantes foi responsável por estabelecer um rígido controle sobre os processos de alforria, como a coartação, estabelecendo regras e procedimentos restritivos e complexos que dificultavam o acesso das pessoas escravizadas à liberdade.
É correto o que se afirma em:
Com base no seu conhecimento sobre perspectivas teóricas historiográficas, analise as afirmações a seguir:
I.A Escola dos Annales, fundada por Marc Bloch e Lucien Febvre, revolucionou a historiografia ao incorporar o estudo das mentalidades e das estruturas sociais de longa duração, desafiando o foco tradicional nos eventos políticos e nas grandes figuras históricas.
lI.O Positivismo, defendido por Auguste Comte, é uma abordagem historiográfica que enfatiza a subjetividade na interpretação dos eventos históricos, priorizando narrativas literárias e pessoais ao invés de fatos comprováveis.
IlI.A História Cultural, que ganhou destaque no século XX, rejeita completamente o uso de fontes documentais e se baseia exclusivamente em análises literárias e artísticas para entender o passado.
IV.O Marxismo estabelece a análise a partir das estruturas econômicas e das relações de classe como determinantes fundamentais dos processos históricos, enfatizando a luta de classes como motor da história.
V.O Pós-estruturalismo/pós-modernismo questiona a objetividade e a linearidade da história, destacando a multiplicidade de narrativas e a influência do poder e do discurso na construção do conhecimento histórico.
É correto o que se afirma em: