Questões de Concurso
Sobre psiquiatria
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Leia o caso a seguir para responder à questão.
Um homem de 82 anos é levado ao pronto-socorro pela neta, que relata episódios de agitação e desorientação iniciados de forma abrupta nas últimas 48 horas. Ele apresenta dificuldade para manter a atenção e alterna entre períodos de sonolência e alerta. Não há histórico prévio de condições psiquiátricas, mas foi submetido a uma cirurgia ortopédica há uma semana.
Uma senhora de 87 anos, viúva e vivendo sozinha em sua residência, apresenta queixas persistentes relacionadas à suposta proliferação de insetos em sua cama durante a noite. A paciente relata sentir pequenos insetos rastejando sobre sua pele ao deitar-se, atribuindo a eles a causa de sua coceira noturna. Apesar de várias tentativas para resolver o problema, incluindo a contratação de uma empresa de dedetização, o resultado foi considerado insatisfatório pela paciente, que permanece convencida da presença dos insetos. Descontente com o serviço, ela ameaçou processar a empresa. Além disso, demitiu sua faxineira, acusando-a de negligência na limpeza. Fora dessa preocupação específica, a paciente é lúcida, orientada no tempo e no espaço, mantém autonomia funcional e realiza as tarefas domésticas de maneira adequada. Ela apresenta queda de acuidade visual e vive isolada, sem suporte emocional ou críticas externas.
Dentre as alternativas abaixo, assinale a que apresenta o diagnóstico provável dessa paciente.
Um adolescente de 15 anos está acima do seu peso ideal e sua mãe diariamente repetia que ele precisava descer na academia do prédio para se exercitar, pois estava “gordinho”, o que o deixava chateado, irritado com ela e sem vontade de ir. Quando a mãe passou três dias fora de casa a trabalho, soube ao retornar que seu filho tinha ido duas vezes na academia, e então percebeu que a melhor estratégia seria parar de cobrá-lo, e assim ele seguiu se exercitando regularmente e a relação entre eles melhorou.
Segundo a teoria da análise do comportamento, base da terapia comportamental, nesse caso, houve uma descrição de
É um método de terapia precoce e intensiva criado na década de 1980 para o tratamento de crianças com suspeita ou diagnóstico de transtorno do espectro do autismo, no qual são usados princípios da Análise do Comportamento Aplicado (ABA) e estratégias naturalísticas de ensino, de forma mais flexível, visando estímulo do desenvolvimento emocional, social, cognitivo e de linguagem através de eixos trabalhados nas sessões.
Essa é uma definição do seguinte método:
Menino de 5 anos apresenta-se em consulta acompanhado dos pais, que referem que ele tem muita dificuldade alimentar, parece não gostar de comer, come pouco e cada refeição é longa e conflituosa. Ele come de forma variada, mas sempre em pouca quantidade, reclamando de falta de fome e de sentir tédio na mesa. Os pais negam desencadeantes, referem que quando bebê comia bem e foi parando aos poucos no último ano. O paciente apresentou queda significativa na curva pôndero-estatural, estando agora abaixo do percentil 5. Ele não apresenta outros sintomas, conversa bem, vai à escola, brinca com colegas, tem um sono adequado. Avaliação pediátrica e exames laboratoriais sem anormalidades, exame físico normal, fora a alteração mencionada de peso e altura.
A principal hipótese diagnóstica atualmente para esse caso é:
Uma etapa importante e normal da evolução do brincar em crianças, em termos de socialização, é o brincar paralelo, que ocorre tipicamente entre 1 e 3 anos de idade.
O significado de brincar paralelo no contexto do desenvolvimento infantil é:
Paciente de 15 anos apresenta há 1 mês isolamento social, sentimento de tristeza e choro eventual. Ela tem sentido menos apetite, mas não emagreceu, e falta de vontade de sair com as amigas, ficando mais deitada em seu quarto. Sente-se com pouca energia e frequentemente tem pensamentos sobre arrependimento, vergonha e culpa por ter repetido de ano escolar, notícia que desencadeou esses sintomas atuais descritos. A paciente não faz uso de substâncias, não apresenta comorbidades clínicas ou antecedentes psiquiátricos, não tem ideação suicida, não tem episódios ou desejo de autolesão e não tem alterações de sensopercepção ou juízo. Ela tem cuidado normalmente de sua higiene e aparência, tem saído de casa para realizar atividades rotineiras (padaria, visita à casa da avó, dentista), aceita conversar e conta de forma espontânea sobre como tem se sentido. A mãe a traz em consulta e está ciente do quadro, acolhendo-a. A paciente tem desejo de melhorar antes de as aulas começarem novamente.
De acordo com o quadro da paciente e a organização da rede de atenção psicossocial (RAPS), qual o dispositivo mais indicado para seu acompanhamento nesse momento?
Medicamentos benzodiazepínicos são raramente prescritos para crianças e adolescentes por seu perfil farmacológico de riscos e efeitos colaterais atípicos maiores nessa população. Um desses efeitos é a reação paradoxal.
Qual alternativa descreve sintoma(s) dessa reação paradoxal?