Questões de Concurso
Comentadas sobre psiquiatria
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Na avaliação da capacidade de autodeterminação do agente de uma infração penal, é fundamental a diferenciação entre impulso irresistível e impulso não resistido.
É vedada, durante a perícia psiquiátrica, a presença de familiar na condição de acompanhante do periciado, dado o risco de pressão, constrangimento ou ameaça ao perito.
Alucinações, depressão e mania são os sintomas mais frequentes da síndrome de Munchausen, um tipo de transtorno factício.
Diferentemente do que se verifica no transtorno factício, na síndrome de Briquet, os sintomas são produzidos de forma involuntária.
No denominado transtorno factício por procuração, a motivação para o comportamento do perpetrador é assumir indiretamente o papel de doente.
Pacientes internados com diagnóstico de transtorno factício comumente apresentam transtorno de personalidade borderline, principalmente quando há simulação de sintomas psicóticos.
O transtorno factício, mais prevalente em homens que em mulheres, é geralmente mais grave nas mulheres.
A recuperação do peso perdido é um dos fundamentos do tratamento da anorexia nervosa. Um dos riscos inerentes a esse tratamento é a síndrome de realimentação, cuja característica principal é a hipofosfatemia, que pode estar acompanhada de hipomagnesemia, hipocalemia, deficiências vitamínicas e de minerais e edema, entre outros.
A TCC para a bulimia nervosa apresenta resultados favoráveis na redução dos episódios de compulsão alimentar e dos comportamentos compensatórios, mas não tem sido útil para a melhora dos sintomas depressivos e dos problemas relacionados à autoestima e ao funcionamento social.
Pacientes com transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) sem comorbidades tendem a apresentar melhores respostas à terapia cognitivo-comportamental (TCC) do que à farmacoterapia com antidepressivos serotonérgicos. A exposição e prevenção de resposta é o componente principal da TCC para o TOC.
Pacientes com transtorno de estresse pós-traumático apresentam redução do volume hipocampal, aumento do volume da amígdala e do córtex cingulado anterior, bem como diminuição dos níveis de glicocorticoides e up-regulation dos seus receptores, quando comparados a pacientes sem a doença
O tratamento do transtorno do pânico com inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) ou com venlafaxina reduz os três componentes centrais da doença: frequência dos ataques, ansiedade antecipatória e evitação fóbica.
Existem evidências de eficácia para o tratamento da depressão bipolar por meio dos antipsicóticos atípicos quetiapina e olanzapina, tendo a associação de fluoxetina e olanzapina se mostrado superior à monoterapia com olanzapina.
A poliúria associada ao diabetes insípido induzido pelo lítio está relacionada à redução dos níveis séricos de vasopressina e à redução da reabsorção de água no sistema tubular renal. As estratégias propostas para o tratamento dessa condição clínica incluem a redução da dose do medicamento usado pelo paciente e o uso de diuréticos, preferencialmente a amilorida.
Pacientes bipolares que apresentem episódios maníacos ou hipomaníacos no período pós-parto podem, enquanto estiverem amamentando, ser tratadas com antipsicóticos típicos, preferencialmente o haloperidol, ou com antipsicóticos atípicos, como a risperidona e a olanzapina.
Diversas características clínicas podem ajudar na diferenciação entre transtorno depressivo recorrente e transtorno de humor bipolar, estando mais associados a este último, por exemplo, início precoce, presença de mais de cinco episódios de depressão recorrente, depressão psicótica antes dos vinte e cinco anos de idade, depressão com agitação psicomotora e estado misto depressivo, além de características atípicas.
Alterações de sono são muito frequentes em pacientes com transtorno depressivo maior. Os achados de polissonografia mais comumente associados a esse transtorno incluem diminuição da continuidade do sono, maior quantidade de despertares, menor latência do sono REM, aumento da densidade do sono REM e dificuldade de entrar e permanecer no sono de ondas lentas.
O tratamento do transtorno depressivo maior em pacientes pós-infarto do miocárdio está associado não apenas à diminuição dos sintomas depressivos e melhora da qualidade de vida, mas também à melhora dos parâmetros cardiovasculares e à redução da mortalidade.
A taxa de cometimento de suicídio por pacientes com depressão maior psicótica é maior que a de pacientes com depressão não psicótica e está associada a fatores como sexo masculino, tentativas prévias de suicídio e gravidade dos sintomas psicóticos.
Os resultados do estudo STAR*D (sequenced treatment alternatives to relieve depression), relativo ao tratamento do transtorno depressivo maior, demonstraram taxas de remissão de 70% a 75% após duas intervenções sequenciais de tratamento.