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Apesar de os estimulantes proporcionarem maior disponibilidade de dopamina no sistema nervoso central, não há contraindicação absoluta para a prescrição desta medicação no manejo de pacientes com TDAH comórbido com transtorno de tiques.
O tratamento medicamentoso de pacientes portadores de TDAH deve ser realizado principalmente com estimulantes, como o metilfenidato, que atua na inibição da recaptação intravesicular de dopamina, aumentando sua disponibilidade intracelular nos neurônios da circuitaria dopaminérgica do córtex pré-frontal.
O transtorno de conduta refere-se a um padrão persistente de comportamentos antissociais, como infração às normas e cometimento de atos agressivos que lesem outras pessoas.
Estudos demonstram que o uso dos recursos neuropsicológicos para o diagnóstico de TDAH tem maior especificidade que a avaliação clínica isolada, sendo, portanto, indicação obrigatória na investigação de pacientes com suspeita do transtorno.
Embora a sobreposição de sintomas do transtorno afetivo bipolar (TAB) e do TDAH na infância dificulte o diagnóstico diferencial, deve-se diagnosticar TAB em crianças que apresentem irritabilidade e hipersexualidade de forma crônica.
A intervenção de análise aplicada do comportamento — ABA (applied behavior analysis) — é indicada apenas para pacientes pediátricos, não havendo evidências de resultados satisfatórios em adolescentes e adultos com autismo.
Maneirismos linguísticos são construtos observados com frequência em pacientes diagnosticados com síndrome de Asperger, ao passo que estereotipias motoras são típicas manifestações do autismo infantil.
Deve-se considerar o diagnóstico de síndrome de Asperger no caso de o indivíduo apresentar altos índices de inteligência, pouca habilidade social e necessidade de estabelecer uma rotina rígida e não compreender sarcasmo ou metáfora e não apresentar empatia com o cônjuge e com os amigos.
Os antipsicóticos não devem ser prescritos rotineiramente para o manejo de agressividade em autistas, dadas as implicações tardias que esses medicamentos podem acarretar, devendo-se considerar como primeira opção, nesses casos, a prescrição de betabloqueadores, como o propranolol, ou de estabilizadores de humor, como o lítio ou a carbamazepina.
Um dos maiores prejuízos clinicamente observáveis em pacientes portadores de transtorno do espectro autista diz respeito ao déficit na teoria da mente, entendida como a habilidade para desenvolver um sistema psíquico de inferências por meio do qual o indivíduo é capaz de atribuir estados mentais (crenças, desejos, conhecimentos e pensamentos) a outras pessoas e, assim, prever o comportamento dessas pessoas.
Dado o fato de que, na investigação clínica do transtorno de personalidade borderline, deve-se considerar o diagnóstico diferencial com fenômenos psicopatológicos ligados à constituição da identidade pessoal, o diagnóstico desse transtorno só pode ser atribuído a pacientes maiores de dezesseis anos de idade.
Simulações e lesões autoprovocadas, associadas ou não à intenção suicida, são consideradas manifestações clínicas de transtornos mentais como o transtorno de personalidade borderline.
O paciente com transtorno de personalidade dependente, uma condição psíquica persistente, apresenta uma grande necessidade de ser cuidado, razão por que adota um comportamento marcadamente submisso em relação a outrem.
O aumento do apetite experimentado por pacientes que tomam antipsicóticos atípicos — com consequente aumento de peso e ocorrência da síndrome metabólica secundária — está relacionado ao bloqueio dos receptores histamínicos (H1).
Para o diagnóstico diferencial de bulimia, deve-se avaliar se a autoavaliação do indivíduo, normalmente negativa, é indubitavelmente influenciada pela forma e pelo peso de seu corpo e se esse indivíduo recorre a métodos purgativos compensatórios de forma repetida e persistente.
Os sintomas nucleares do transtorno de compulsão alimentar periódica (TCAP) incluem episódios recorrentes de compulsão alimentar e ausência de métodos compensatórios inadequados recorrentes, como, por exemplo, a purgação, após o evento alimentar disfuncional — com frequência de pelo menos uma vez por semana e duração de pelo menos três meses.
Para os casos refratários de anorexia nervosa, recomenda-se a prescrição do antipsicótico quetiapina, que auxilia no manejo das distorções cognitivas e, sobretudo, aumenta o apetite, induzindo o consumo de maior aporte calórico, o que melhora o quadro nutricional marcantemente prejudicado nesses pacientes.
A prescrição de metilfenidato é indicada no tratamento da obesidade, principalmente nos casos refratários, uma vez que melhora o funcionamento executivo global e reduz o apetite do paciente.
Paciente hipertenso com sintomas de ataque de pânico associado a queixas cardíacas deve ser submetido a eletrocardiograma e a dosagem de enzimas cardíacas.
Nos casos de transtorno da fobia específica relacionados a fenômenos da natureza, o tratamento de escolha é o farmacológico, já que, nesses casos, a terapia comportamental apresenta eficácia duvidosa.