Questões de Concurso
Sobre psicopatologia em psicologia
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M, trazida ao hospital pelo marido, porque, segundo ele, há quatro dias deixara de se alimentar, de manter hábitos de higiene, de evacuar e de urinar. Recolhera-se à cama. Aceitou a internação sem nada falar e não formulou, ela mesma, nenhuma queixa. A anamnese registra ainda relatos da paciente sobre ter escutado vozes, ver vultos, que mandam em seu corpo. Desde a internação até agora, a paciente, com humor exaltado, afirma que não defecara nem urinara e se recusara a ingerir alimentos.
Em termos de um diagnóstico nosográfico, assinale a alternativa CORRETA, ou seja, aquela que aponta uma hipótese diagnóstica provável.
M, trazida ao hospital pelo marido, porque, segundo ele, há quatro dias deixara de se alimentar, de manter hábitos de higiene, de evacuar e de urinar. Recolhera-se à cama. Aceitou a internação sem nada falar e não formulou, ela mesma, nenhuma queixa. A anamnese registra ainda relatos da paciente sobre ter escutado vozes, ver vultos, que mandam em seu corpo. Desde a internação até agora, a paciente, com humor exaltado, afirma que não defecara nem urinara e se recusara a ingerir alimentos.
Em termos de um diagnóstico nosográfico, assinale a alternativa CORRETA, ou seja, aquela que aponta uma hipótese diagnóstica provável.
M, trazida ao hospital pelo marido, porque, segundo ele, há quatro dias deixara de se alimentar, de manter hábitos de higiene, de evacuar e de urinar. Recolhera-se à cama. Aceitou a internação sem nada falar e não formulou, ela mesma, nenhuma queixa. A anamnese registra ainda relatos da paciente sobre ter escutado vozes, ver vultos, que mandam em seu corpo. Desde a internação até agora, a paciente, com humor exaltado, afirma que não defecara nem urinara e se recusara a ingerir alimentos.
Em termos de um diagnóstico nosográfico, assinale a alternativa CORRETA, ou seja, aquela que aponta uma hipótese diagnóstica provável.
I. Provoca uma sensação crescente de tensão imediatamente antes de cometer o furto.
II. Origina um desprazer, a ausência de gratificação ou elevação da tensão no ato de cometer o furto.
III. O ato de furtar expressa raiva ou vingança e vem em resposta a um delírio ou a uma alucinação.
IV. O ato de furtar não é mais bem explicado por outro transtorno, como, por exemplo, de conduta.
Sobre tais afirmações feitas em relação à Cleptomania, assinale a alternativa CORRETA.
Sobre isso, analise as seguintes afirmações:
I. Medo ou ansiedade acentuados acerca de um objeto ou situação, tais como voar, alturas, animais etc.
II. Temor persistente e excessivo ou relutância em ficar sozinho ou sem as figuras importantes de apego em casa ou em outros contextos.
III. Determinado objeto ou situação quase invariavelmente provoca uma resposta imediata de medo ou ansiedade.
IV. O medo ou ansiedade é desproporcional em relação ao perigo real imposto pelo objeto ou situação específica e ao contexto sociocultural.
V. Medo de perder o controle ou “enlouquecer” associados a tremores ou abalos e sensações de falta de ar ou sufocamento.
Sobre tais afirmações, em relação à Fobia Específica, assinale a alternativa CORRETA.
Essa incompatibilidade está, CORRETAMENTE, indicada na alternativa
Clarice Lispector, Minhas queridas. Rio de Janeiro: Rocco, 2007.
A palavra em destaque, aqui também determinada como ‘estado de ânimo’,
Amar o perdido
deixa confundido
este coração.
Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.
As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão
Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão.
FONTE: Carlos Drummond de Andrade, "Poemas". Rio de Janeiro: J. Olympio, 1959. O título do poema, na Psicologia, pode ser conceituado como:
O título do poema, na Psicologia, pode ser conceituado como:
I. prover a proteção e a socialização dos seus membros.
II. constituir-se como referências morais, de vínculos afetivos e sociais.
III. se preservarem, estimulando as rupturas dos vínculos comunitários em relação ao Estado.
Estão corretas:
A vida em “fogo baixo”
Os dias parecem todos iguais. Até mesmo as coisas que antes encantavam ou entristeciam, agora já não afetam mais. Acordar, trabalhar, comer e dormir. Tudo no modo automático. Você está ali, mas parece que não. Funciona, mas não sente. É como se uma névoa tivesse se instalado diante do mundo. Esse sentimento, quando prolongado, tem nome: anestesia emocional.
Essa condição é mais discreta que outros transtornos, como a depressão. Ela não nos impede de viver, mas suga o sentido da vida. É nesse momento que muitas pessoas se veem presas em uma rotina que “dá certo”, mas não satisfaz. O relacionamento está ok. O trabalho, estável. A família, bem. Mas algo por dentro parece gritar em silêncio. Às vezes, é bom não colocar tanto peso em tudo, mas se anestesiar emocionalmente do mundo ao seu redor é um quadro sensível.
Mestre em psicologia clínica pela PUC-SP, Marcos Torati explica que um dos indicadores da anestesia emocional é a ausência do sentido de vida. “Há a sensação de que ela não vale a pena e parece uma repetição eterna”, diz. “A pessoa perde a dimensão profunda dos seus erros e acertos, então se torna funcional, vivendo em ‘fogo baixo’. Não há tanta alegria, mas também não há grande tristeza ao ponto de incapacitar a vida, como na depressão”, complementa.
Existe uma diferença sutil, mas importante, entre uma apatia passageira e uma anestesia emocional profunda. A primeira costuma estar associada a um evento reconhecível, como o fim de relacionamento, uma demissão no trabalho ou o estresse da rotina. A segunda, por sua vez, parece surgir “do nada”. “Na apatia pontual é mais fácil identificar uma relação de causalidade. Já a anestesia prolongada tem uma base inconsciente que a pessoa não consegue reconhecer tão prontamente”, explica o psicólogo.
Além disso, nem sempre os sinais de anestesia emocional são óbvios. Em muitos casos, esse sentimento se manifesta de forma silenciosa, disfarçado em rotinas que funcionam, mas não preenchem. Para Torati, essa sensação pode ser resultado de um mecanismo de defesa comum, mas perigoso. “A pessoa pode entrar em um estado emocional apático para se defender contra a possibilidade de se frustrar. Porém, é justamente essa defesa contra a dor que pode levar à depressão”, afirma. Ele ressalta um tipo de paradoxo dessa postura: “É como se a pessoa colocasse a vida no modo econômico para evitar o sofrimento, mas isso também a impede de viver com intensidade.”
No fim das contas, a anestesia emocional pode ser um pedido silencioso de ajuda. Não para voltar a ser como antes, mas para descobrir um novo jeito de sentir. [...]
BRITO, Diego. A vida em “fogo baixo”. Disponível em: https://vidasimples.co/saude-emocional/. Acesso em: 22 jan. 2026. Adaptado.
Um paciente de 78 anos, internado em enfermaria clínica por quadro infeccioso, apresenta rebaixamento leve do nível de consciência, desorientação temporoespacial, dificuldade de concentração e discurso ilógico. Pela manhã, encontra-se relativamente lúcido, mas, no final da tarde, evolui com piora do nível de consciência, agitação psicomotora e alucinações visuais.
Com base nessa descrição e nos conceitos apresentados por Dalgalarrondo (2019), assinale a alternativa CORRETA.
Dalgalarrondo (2019), em “Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais”, afirma que, embora haja atualmente dois sistemas de classificação que definem e descrevem os transtornos mentais específicos de forma clara (DSM-5 e CID-11), considera-se útil clinicamente a abordagem inicial dos quadros mentais por meio da perspectiva sindrômica. Considerando o papel do diagnóstico sindrômico no raciocínio clínico, analise as afirmativas a seguir:
I- A identificação de síndromes constitui etapa inicial na organização da observação psicopatológica.
II- O diagnóstico sindrômico substitui a necessidade de formulação de hipóteses diagnósticas relativas aos transtornos mentais específicos.
III- As síndromes são agrupamentos estáveis de sinais e sintomas, que podem ser produzidos por diferentes causas.
IV- O raciocínio clínico em psicopatologia é um processo gradual, que se aprofunda ao longo das avaliações iniciais.
Estão CORRETAS as afirmativas