Questões de Concurso
Sobre manual de redação da presidência da república em redação oficial
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Atenção: Para responder às questões de números 19 e 20,
considere o fragmento, transcrito abaixo, como
parte de um convite enviado a uma Autoridade.
Enviamos ...... o convite para a cerimônia de inauguração
do nosso Espaço Cultural, no próximo sábado.
Esperamos contar com a ...... presença nesse evento, tão
importante para nossa cidade.
de uma pesquisa para apreciação das instituições patrocinadoras
e, para tanto, redija o documento seguinte.

Com relação à correspondência oficial acima, julgue os itens que
se seguem.
O memorando, por se tratar de um documento de comunicação interna no âmbito institucional, permite o uso de expressões da escrita cifrada, como vc em lugar de você, por exemplo.
1 Senhor Diretor Alcides,
De acordo com seu Memo. n.º 42/05, indico a funcionária
Maria Guadalupe Moreira para assumir a função de
4 secretária dessa divisão.
Renovo os votos de apreço, ao mesmo tempo em que
coloco os serviços deste setor à disposição de V. S.ª.
7 Álvaro Fidélio de Abreu
Chefe do Departamento de Pessoal
São Luiz, 22 de maio de 2005
A utilização da forma abreviada "Memo." (L.2) está inadequada porque este gênero textual exige que a palavra seja escrita por extenso.
1 Senhor Diretor Alcides,
De acordo com seu Memo. n.º 42/05, indico a funcionária
Maria Guadalupe Moreira para assumir a função de
4 secretária dessa divisão.
Renovo os votos de apreço, ao mesmo tempo em que
coloco os serviços deste setor à disposição de V. S.ª.
7 Álvaro Fidélio de Abreu
Chefe do Departamento de Pessoal
São Luiz, 22 de maio de 2005
A fecho do texto está inadequado para o tipo de correspondência em questão, pois foram usados termos rebuscados para o contexto.
1 Senhor Diretor Alcides,
De acordo com seu Memo. n.º 42/05, indico a funcionária
Maria Guadalupe Moreira para assumir a função de
4 secretária dessa divisão.
Renovo os votos de apreço, ao mesmo tempo em que
coloco os serviços deste setor à disposição de V. S.ª.
7 Álvaro Fidélio de Abreu
Chefe do Departamento de Pessoal
São Luiz, 22 de maio de 2005
A expressão vocativa "Senhor Diretor Alcides" (R.1) atende às recomendações da correspondência oficial, cuja estrutura exige que seja especificado o cargo e o nome do destinatário.
1 Senhor Diretor Alcides,
De acordo com seu Memo. n.º 42/05, indico a funcionária
Maria Guadalupe Moreira para assumir a função de
4 secretária dessa divisão.
Renovo os votos de apreço, ao mesmo tempo em que
coloco os serviços deste setor à disposição de V. S.ª.
7 Álvaro Fidélio de Abreu
Chefe do Departamento de Pessoal
São Luiz, 22 de maio de 2005
Trata-se de um ofício, que é o documento adequado especificamente à comunicação interna de uma instituição.
DECRETA:
Art. 1.° A Carreira Policial Federal far-se-á nas categorias funcionais de Delegado de Polícia Federal, Perito Criminal Federal, Censor Federal, Escrivão de Polícia Federal, Agente de Polícia Federal e Papiloscopista Policial Federal, mediante progressão funcional, de conformidade com as normas estabelecidas pelo Poder Executivo.
Art. 2.° A hierarquia na Carreira Policial Federal se estabelece primordialmente das classes mais elevadas para as menores e, na mesma classe, pelo padrão superior.
Art. 3.° O ingresso nas categorias funcionais da Carreira Policial Federal ocorrerá sempre no padrão I das classes iniciais, mediante nomeação ou progressão funcional.

A colocação e a grafia de “DECRETA:” e a repetição de “Art.” nos parágrafos, alterando o padrão regular, indica que se trata de um tipo específico de redação: é um texto legal, oficial.
A seguir, são apresentados duas falas do diálogo e os respectivos relatos escritos pelo funcionário.
Fala 1 Indivíduo X: Você tem certeza de que tinha dois carros aqui?
Indivíduo Y: Tenho. Dois carros e uma bicicleta.
Fala 2 Indivíduo X: O que você vai dizer se te chamarem para testemunhar?
Indivíduo Y: Eu falo que estava escuro e que não vi nada. Além do mais, eu tava só de passagem.
Relato 1 O indivíduo X perguntou para o indivíduo Y se ele tinha certeza de que tinha dois carros no local onde estavam, e o indivíduo Y respondeu que tinha certeza, e que havia dois carros e uma bicicleta.
Relato 2 Indagado pelo indivíduo X sobre o que diria se o chamassem para testemunhar, o indivíduo Y respondeu que falaria que estava escuro, que não tinha visto nada e que, além do mais, estava só de passagem.
No relato 1, desconsideradas as repetições, que poderiam ser evitadas, a passagem “se ele tinha certeza de que tinha dois carros” atende plenamente à recomendação feita pelo chefe.
A seguir, são apresentados duas falas do diálogo e os respectivos relatos escritos pelo funcionário.
Fala 1 Indivíduo X: Você tem certeza de que tinha dois carros aqui?
Indivíduo Y: Tenho. Dois carros e uma bicicleta.
Fala 2 Indivíduo X: O que você vai dizer se te chamarem para testemunhar?
Indivíduo Y: Eu falo que estava escuro e que não vi nada. Além do mais, eu tava só de passagem.
Relato 1 O indivíduo X perguntou para o indivíduo Y se ele tinha certeza de que tinha dois carros no local onde estavam, e o indivíduo Y respondeu que tinha certeza, e que havia dois carros e uma bicicleta.
Relato 2 Indagado pelo indivíduo X sobre o que diria se o chamassem para testemunhar, o indivíduo Y respondeu que falaria que estava escuro, que não tinha visto nada e que, além do mais, estava só de passagem.
Para atender a recomendações dos manuais de redação de expedientes, depois de completar a tarefa, o funcionário precisaria redigir um ofício encaminhando a seu chefe os relatos escritos.
A seguir, são apresentados duas falas do diálogo e os respectivos relatos escritos pelo funcionário.
Fala 1 Indivíduo X: Você tem certeza de que tinha dois carros aqui?
Indivíduo Y: Tenho. Dois carros e uma bicicleta.
Fala 2 Indivíduo X: O que você vai dizer se te chamarem para testemunhar?
Indivíduo Y: Eu falo que estava escuro e que não vi nada. Além do mais, eu tava só de passagem.
Relato 1 O indivíduo X perguntou para o indivíduo Y se ele tinha certeza de que tinha dois carros no local onde estavam, e o indivíduo Y respondeu que tinha certeza, e que havia dois carros e uma bicicleta.
Relato 2 Indagado pelo indivíduo X sobre o que diria se o chamassem para testemunhar, o indivíduo Y respondeu que falaria que estava escuro, que não tinha visto nada e que, além do mais, estava só de passagem.
O funcionário atenderia com objetividade ao que lhe foi solicitado se finalizasse o texto da seguinte maneira: Esperando estar cumprindo com meu dever, com todo respeito, alerto V.S.ª de que o indivíduo Y parece falsear os fatos, como concluí ao ouvir várias vezes e com bastante atenção, esta fita.
Em face da situação hipotética acima, julgue os itens que se seguem.
Ao redigir o ofício, Paulo deve empregar o pronome de tratamento Vossa Excelência para dirigir-se ao destinatário.
Em face da situação hipotética acima, julgue os itens que se seguem.
O documento deve conter, entre outros elementos, a identificação do local e da data em que foi expedido, a assinatura de Paulo e o nome do signatário.
Em face da situação hipotética acima, julgue os itens que se seguem.
Caso o ofício trate de um problema cuja solução dependa de providências por parte do destinatário do expediente, Paulo poderá optar por um dos seguintes fechos:
? Atenciosamente, aguarda solução para o caso.
? Respeitosamente, contando com vossa prestimosa colaboração para a solução do caso.

Julgue os seguintes itens, a respeito da organização das idéias no
texto acima.
Apostando na leitura
1 Se a chamada leitura do mundo se aprende por aí, na tal escola da vida, a leitura de livros carece de aprendizado mais
regular, que geralmente acontece na escola. Mas leitura, quer do mundo, quer de livros, só se aprende e se vivencia, de forma
plena, coletivamente, em troca contínua de experiências com os outros. É nesse intercâmbio de leituras que se refinam, se
4 reajustam e se redimensionam hipóteses de significado, ampliando constantemente a nossa compreensão dos outros, do mundo
e de nós mesmos. Da proibição de certos livros (cuja posse poderia ser punida com a fogueira) ao prestígio da Bíblia, sobre a qual
juram as testemunhas em júris de filmes norte-americanos, o livro, símbolo da leitura, ocupa lugar importante em nossa sociedade.
7 Foi o texto escrito, mais que o desenho, a oralidade ou o gesto, que o mundo ocidental elegeu como linguagem que cimenta a
cidadania, a sensibilidade, o imaginário. É ao texto escrito que se confiam as produções de ponta da ciência e da filosofia; é ele
que regula os direitos de um cidadão para com os outros, de todos para com o Estado e vice-versa. Pois a cidadania plena, em
10 sociedades como a nossa, só é possível - se e quando ela é possível - para leitores. Por isso, a escola é direito de todos e dever
do Estado: uma escola competente, como precisam ser os leitores que ela precisa formar. Daí, talvez, o susto com que se observa
qualquer declínio na prática de leitura, principalmente dos jovens, observação imediatamente transformada em diagnóstico de
13 uma crise da leitura, geralmente encarada como anúncio do apocalipse, da derrocada da cultura e da civilização. Que os jovens
não gostem de ler, que lêem mal ou lêem pouco é um refrão antigo, que de salas de professores e congressos de educação ressoa
pelo país afora. Em tempo de vestibular, o susto é transportado para a imprensa e, ao começo de cada ano letivo, a terapêutica
16 parece chegar à escola, na oferta de coleções de livros infantis, juvenis e paradidáticos, que apregoam vender, com a história que
contam, o gosto pela leitura. Talvez, assim, pacifique corações saber que desde sempre - isto é, desde que se inventaram livros
e alunos - se reclama da leitura dos jovens, do declínio do bom gosto, da bancarrota das belas letras! Basta dizer que Quintiliano,
19 mestre-escola romano, acrescentou a seu livro uma pequena antologia de textos literários, para garantir um mínimo de leitura aos
estudantes de retórica. No século I da era cristã! Estamos, portanto, em boa companhia. E temos, de troco, uma boa sugestão: se
cada leitor preocupado com a leitura do próximo, sobretudo leitores-professores, montar sua própria biblioteca e sua antologia
22 e contagiar por elas outros leitores, sobretudo leitores-alunos, por certo a prática de leitura na comunidade representada por tal
círculo de pessoas terá um sentido mais vivo. E a vida será melhor, iluminada pela leitura solidária de histórias, de contos, de
poemas, de romances, de crônicas e do que mais falar a nossos corações de leitores que, em tarefa de amor e paciência, apostam
25 no aprendizado social da leitura.
Marisa Lajolo. Folha de S. Paulo, 19/9/1993 (com adaptações).
A partir do texto I e a respeito de redação e correspondência
oficial, julgue os itens a seguir.
subjetividade e o ponto de vista do autor, não é pertinente
para representar idéias do subscritor de um ofício-circular
ou de uma portaria.








