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Trata-se de uma infecção sexualmente transmissível causada pela bactéria Chlamydia trachomatis, que se caracteriza pelo aparecimento de uma lesão genital e que se apresenta como uma ulceração ou como uma pápula. Com base nessas informações, assinale a alternativa que apresenta a nomenclatura dessa doença.
A saúde da mulher é uma temática estruturante da atenção primária no Brasil desde seu início. Inicialmente focada apenas nas questões de saúde reprodutiva, foi expandida na tentativa de abarcar a integralidade pretendida para o SUS. Uma das queixas mais comuns nos acolhimentos prestados ao público feminino se trata do corrimento vaginal. Muitas vezes, esse sinal pode estar relacionado a quadros de vulvovaginites e até mesmo de colpites e cervicites. As vulvovaginites constituem inflamações nos tecidos da vulva e/ou vagina, podendo estar relacionadas a uma diversidade de fatores, que vão desde o desequilíbrio da microflora, alterações do pH, exposição a agentes irritativos, condições hormonais, infecções sexualmente transmissíveis e até mesmo situações de violência. De maneira análoga, os quadros de colpites ou cervicites constituem inflamações nos tecidos cérvico uterinos que podem se manifestar, também, acompanhados de descarga vaginal anormal. O levantamento de alguns dados é importante para orientar as condutas do enfermeiro frente às queixas ginecológicas, devendo este profissional, durante a coleta de dados, conforme o Protocolo de Enfermagem - volume 3 - da Secretaria de Saúde de Florianópolis, sempre perguntar:
I.Fluxo vaginal: quantidade, coloração.
II.Sintomas associados: prurido, irritação vulvar, sangramento ou exacerbação do odor após relação sexual, presença de dispareunia e/ou sinusiorragia.
III.Data da última menstruação.
IV.Diabetes, gravidez interrogada ou confirmada.
V.Antecedentes clínicos/ginecológicos: uso de antibiótico de amplo espectro
VI.Fatores de risco para infecção cervical: uso irregular de preservativo, múltiplas parcerias, nova parceria, parcerias com infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).
VII.Período de início dos sintomas.
VIII.Presença de perda miccional involuntária.
IX.Comorbidades e medicamentos em uso (contínuo ou recente).
X.Orientação sexual e de gênero.
XI.Método contraceptivo em uso.
XII.Procedimento uroginecológicos já realizados e quando etc.
XIII.Último exame preventivo do câncer do colo do útero (se população-alvo).
XIV.Presença de náuseas, vômitos e diarreia.
XV.Alterações dermatológicas.
É correto o que se afirma em:
A gestante deverá procurar a unidade de atenção básica mais próxima de sua residência para avaliação de inclusão nas consultas de pré-natal. O objetivo desse acompanhamento de pré-natal é assegurar o desenvolvimento saudável da gestação, permitindo um parto com menores riscos para a mãe e para o bebê. Aspectos psicossociais são também avaliados e as atividades educativas e preventivas devem ser realizadas pelos profissionais do serviço (Ministério da Saúde, 2024). Acerca do acompanhamento de pré-natal, analise as afirmações a seguir:
I.A mulher grávida deve iniciar o pré-natal na atenção primária à saúde tão logo descubra ou desconfie que esteja grávida, preferencialmente até a 12ª semana de gestação (captação precoce).
II.O acompanhamento periódico e contínuo de todas as gestantes é para assegurar seu seguimento durante toda a gestação, em intervalos pré-estabelecidos (mensalmente, até a 32ª semana; quinzenalmente, da 32ª até a 40ª semana; semanalmente, no termo), acompanhando-as tanto nas unidades de saúde, quanto em seus domicílios.
III.O acompanhamento de pré-natal deve ocorrer tanto nas unidades de saúde quanto nos domicílios, bem como em reuniões comunitárias, até o momento do pré-parto/parto, objetivando o encaminhamento oportuno da gestante ao centro obstétrico, assim como para a consulta na unidade de saúde após o parto.
IV.O pré-natal também é para o parceiro, a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH), instituída pela Portaria GM/MS n.º 1.944, de 27 de agosto de 2009, tem como objetivo facilitar e ampliar o acesso com qualidade da população masculina, na faixa etária de 20 a 59 anos, às ações e aos serviços de assistência integral à saúde da Rede SUS, mediante a atuação nos aspectos socioculturais, sob a perspectiva relacional de gênero e na lógica da concepção de linhas de cuidado que respeitem a integralidade da atenção, contribuindo de modo efetivo para a redução da morbimortalidade e melhores condições de saúde desta população.
É correto o que se afirma em:
I- O teste para diagnóstico de sífilis congênita deve ser feito na 1ª consulta do pré-natal, no 3º trimestre da gestação e no momento do parto.
II- Quando a sífilis é detectada na gestante, o tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível, com a amoxicilina com clavulonato de potássio.
III- A investigação de sífilis congênita deve acontecer unicamente na hora do parto.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Durante uma consulta de enfermagem com uma adolescente, a enfermeira identifica sinais de comportamentos sexuais de risco. Ao abordar o tema, a adolescente revela que não utiliza métodos contraceptivos e possui múltiplos parceiros sexuais. Diante dessa situação, qual é a intervenção mais apropriada por parte da enfermeira?
Em um centro de saúde comunitário, a enfermeira clínica desempenha um papel central ao proporcionar cuidados abrangentes à saúde da mulher em todas as fases do ciclo vital. Dentro desse contexto, considerando a visão holística do cuidado, refere-se a uma das principais responsabilidades da enfermeira clínica em relação à saúde da mulher:
O ciclo vital da mulher abrange diferentes estágios da vida, como adolescência, idade adulta, gravidez, menopausa, dentre outros. Durante essas fases, as mulheres enfrentam desafios específicos de saúde que podem requerer intervenções cirúrgicas. O enfermeiro cirúrgico desempenha um papel crucial nesse processo, fornecendo cuidados que vão além do aspecto físico, abordando também as necessidades emocionais, sociais e educacionais das pacientes. Considerando a importância do ciclo vital da mulher no contexto do processo de cuidar em enfermagem cirúrgica, qual é o papel do enfermeiro cirúrgico para garantir uma assistência integral?
A estratificação de risco gestacional cumpre, antes de tudo, o objetivo de vigilância contínua sobre o desenvolvimento da gestação, identificando precocemente fatores de risco relacionados às características individuais da gestante, morbidades crônicas e agudas presentes, história reprodutiva e contexto familiar e comunitário, e direcionando as intervenções preventivas ou de cuidado necessárias para a proteção da mulher e da criança. A estratificação de risco gestacional é definida a partir de diferentes níveis de fatores de risco. Conforme o Ministério da Saúde, são fatores de risco intermediário, EXCETO:
“Os distúrbios hipertensivos da gestação constituem algumas das principais causas de mortalidade materna e perinatal em todo o mundo. A hipertensão gestacional é definida quando as medidas da pressão arterial se apresentam com valores de pressão arterial sistólica ≥ 140 mmHg e/ou pressão arterial diastólica ≥ 90 mmHg, ou ambas medidas em ______ ocasiões com pelo menos ___________ de intervalo.” Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente a afirmativa anterior.
O Papanicolau é um exame realizado para detectar alterações nas células do colo do útero; de acordo com o Ministério da Saúde, ele também pode ser chamado de esfregaço cervicovaginal e colpocitologia oncótica-cervical. Em relação a tal exame e ao câncer do colo do útero, assinale a afirmativa INCORRETA.
O teste de sobrecarga oral à glicose, também conhecido como curva glicêmica, consiste na administração, por via oral, de 75g de glicose em 300mL de água. Sobre esse teste, com quantas semanas de gestação é ideal que se oriente a paciente a fazê-lo?
O crescimento é resultado da presença de fatores intrínsecos e extrínsecos; que afetam diretamente ou são determinantes de doenças que o acometem. Os fatores extrínsecos são (SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA, 2021):
A gestação é um fenômeno fisiológico e deve ser vista pelas gestantes e equipes de saúde como parte de uma experiência de vida saudável envolvendo mudanças dinâmicas do ponto de vista físico, social e emocional. Entretanto, trata-se de uma situação limítrofe que pode implicar riscos tanto para a mãe quanto para o feto e há um determinado número de gestantes que por características particulares, apresentam maior probabilidade de evolução desfavorável, são as chamadas “gestantes de alto risco”. Das características individuais e condições sociodemográficas desfavoráveis apresentadas abaixo, qual não faz parte dos fatores de risco gestacional:
Sobre a atenção pré-natal, analise as afirmativas a seguir.
I. Na primeira consulta deve ser avaliada a situação vacinal para T/dTpa, hepatite B, influenza, tríplice viral e Covid, além dos antecedentes clínicos para doenças infecciosas.
II. Em todas as consultas os dados vitais devem ser avaliados, sendo que no caso de gestantes com PA > 160 x110 mmHg ou PA > 140 x 90 mmHg e proteinúria positiva e / ou sintomas de cefaleia, epigastralgia, escotomas e reflexos tendíneos aumentados, deve-se encaminhá-las ao pré-natal de alto risco.
III. Em todas as consultas após a 14ª semana de gestação, deve-se realizar a medida da altura uterina e a ausculta dos batimentos cardiofetais (BCF).
IV. São exames realizados no terceiro trimestre: hemoglobina e glicemia em jejum, sendo que, diante de anemia grave (Hb < 8 g/dL), a gestante deverá ser encaminhada ao pré-natal de alto risco.
Estão corretas as afirmativas