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( ) O uso de corretivos, borracha ou linhas cruzadas para obliterar o registro nas anotações de enfermagem é aceito, desde que o profissional registre a justificativa da alteração.
( ) Para o registro de sinais vitais, é suficiente utilizar termos que caracterizam os valores, como normotenso ou normocárdico, sem a obrigatoriedade de registrar os valores exatos aferidos.
( ) A Evolução de Enfermagem é de responsabilidade privativa do enfermeiro, refletindo a análise e o planejamento da assistência, enquanto as anotações de enfermagem são dados pontuais e brutos que subsidiam essa evolução.
( ) A incompletude dos registros sobre a sintomatologia do paciente ou outras alterações pode indicar má qualidade da assistência e levar a um processo ético-disciplinar contra o profissional de enfermagem.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Para responder à questão.
Como o veneno de um lagarto deu início a uma revolução no tratamento da obesidade
Perder peso e o sonho dos que estão acima dele. Ate aqui, a medicina quase nada tinha a oferecer alem do jargão "mais atividade física e dieta saudável".
Então surgiram os agonistas do receptor GLP-1, que se Iigam a esse receptor presente na superfície de uma série de celulas do corpo humano. O impacto tem sido tão grande que, em entrevista à revista Nature, Timothy Carvey, proÍessor de endocrinologia da Universidade do Alabama, afirmou: "Esta era do desenvolvimento de novas drogas para o tratamento da obesidade tem potencial para ser um marco na historia da medicina, semelhante ao da descoberta da insulina, da penicilina e da vacina contra a poliomielite".
Tudo começou há 40 anos, com um lagarto preto com manchas alaranjadas pelo corpo, venenoso, que vive nos desertos do México e do sudoeste dos Estados Unidos. O interesse pelo monstro-de-gila veio da habilidade para regular o metabolismo e os níveis de glicose no sangue por longos períodos, mesmo na falta de alimentos. Num exemplo da importância da pesquisa básica para o desenvolvimento da ciência, um grupo do National Institutes of Health isolou várias substâncias presentes no veneno. Uma delas, a exendina-4, estimulava o pâncreas do animal a produzir e liberar insulina.
Curiosamente, a exendina-4 apresentava configuração molecular semelhante à do hormônio humano GLP-1, que estimula a produção de insulina em resposta ao aumento da concentração de glicose na corrente sanguínea. Mas, enquanto a ação do GLP-I dura minutos, a de exendina-4 se mantem por horas.
No diabetes tipo 2, a dificuldade para controlar os níveis de açúcar no sangue está ligada ao comprometimento da produção e da ação da insulina. Como a exendina-4 mimetiza a função do GLP-1, porém de modo mais sustentável, a logica foi testá-la no tratamento do diabetes.
Nos estudos que precederam o lançamento, ficou evidente que os pacientes perdiam peso.
Em paralelo, o laboratório dinamarquês Novo Nordisk seguia outra linha: sabendo que a ação fugaz do GLP-1 limitava o uso, a atenção foi voltada para o prolongamento de sua persistência na corrente sanguínea. Os estudos levaram ao licenciamento da liraglutida, o princípio ativo de dois medicamentos: Saxenda e Victosa, que ainda tinham o inconveniente de requerer a administração de injeções diárias.
No intento de reduzir a frequência das injeções, os pesquisadores da farmacêutica descobriram que a introdução de uma molecula de ácido graxo à de liraglutida aumentava substancialmente a duração do efeito. Essa versão do GLP 1 foi a semaglutida, comercializada com os nomes de Ozempic e Wegovy, para controle do diabetes tipo 2.
A observação de que os pacientes tratados experimentavam reduções significantes do peso motivou a companhia a iniciar o estudo Step 1, no qual participantes com IMC na faixa de obesidade foram tratados com injeções semanais de semaglutida durante 68 semanas. Em mais da metade, a perda foi acima de 15% do peso, contra 57o no grupo controle que recebeu apenas aconselhamento.
Estudos posteriores mostraram que os benefícios não se limitavam ao emagrecimento. A droga é capaz de reduzir o risco de complicações na insuficiência renal crônica e de eventos cardiovasculares fatais e não fatais, entre outros benefícios associados às alterações metabólicas causadas pela perda de peso.
É inegável que essas drogas estão revolucionando o tratamento da obesidade, mas custam muito caro, provocam reações adversas e precisam ser mantidas por tempo indeterminado. Compará-las à penicilina e à vacina da polio é certamente um exagero.
Adaptado de: https://gauchazh.clicrbs.com.brlcolu nistas/drauziovarella/noticia/2026/03 / como-o veneno de um lagarto-deu-inicio-auma-revolucao-no tratamento da-obesidadecmn7q0fyz01 | b01 5vsbf4z4rw.html
A vacina hepatite B (recombinante) é indicada para a prevenção da infecção pelo vírus da hepatite B e Íaz parte do Calendário Nacional de Vacinação, sendo recomendada para diferentes faixas etárias com esquemas específicos. Considerando as recomendações do Programa Nacional de Imunizações (PNI), relacione corretamente as situações da Coluna Icom seus respectivos esquemas vacinais da Coluna II:
Coluna I:
1. Recém-nascido.
2. Crianças menores de 1 ano.
3. Pessoas a partir de 7 anos sem comprovação vacinal
4. Gestantes.
Coluna II:
( ) Administrar 3 doses no esquema 0, 1 e 6 meses, podendo completar após o parto.
( ) Administrar uma dose nas primeiras 24 horas de vida, preferencialmente nas primeiras 12 horas. ( ) Iniciar esquema com vacina Penta aos 2, 4 e 6 meses.
( ) Administrar 3 doses com intervalo de 0, 1 e 6 meses.
Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses acima?
(__) A conservação de imunobiológicos requer armazenamento em temperatura entre +2°C e +8°C em geladeira de uso exclusivo para vacinas, com termômetro de máxima e mínima posicionado na prateleira central, registro da temperatura duas vezes ao dia, organização das vacinas nas prateleiras centrais com afastamento mínimo de 10 cm das paredes e vedação interna, e não utilização da porta para armazenamento de imunobiológicos.
(__) A via intramuscular em crianças menores de 2 anos deve ser realizada preferencialmente no músculo vasto lateral da coxa com agulha de 25 x 6 mm ou 25 x 7 mm em ângulo de 90 graus; em crianças maiores de 2 anos, adolescentes e adultos, utiliza-se o músculo deltoide com agulha de 25 x 7 mm ou 30 x 7 mm; a região dorsoglútea não é recomendada para administração de vacinas pelo PNI devido ao risco de lesão nervosa e absorção inadequada.
(__) A vacina BCG deve ser administrada em dose única ao nascer ou até o primeiro mês de vida, por via intradérmica na inserção do músculo deltoide direito, com formação de pápula característica; suas contraindicações incluem recém-nascidos com peso inferior a 2 kg, imunodepressão sintomática e infecção pelo HIV com manifestações clínicas, sendo a vacinação adiada até a recuperação clínica e imunológica.
(__) As vacinas tríplice viral e varicela são contraindicadas durante a gestação por serem compostas de vírus vivos atenuados, devendo ser orientada a prevenção da gravidez por 30 dias após a vacinação; são também contraindicadas em pessoas com imunodepressão grave, história de anafilaxia a componentes das vacinas e naquelas que receberam imunoglobulinas ou hemoderivados recentemente, conforme intervalos preconizados pelo PNI.
(__) A notificação de eventos adversos pós-vacinação (EAPV) deve ser realizada para eventos graves (hospitalização, anafilaxia, convulsões, óbito e sequelas), eventos inusitados, erros de imunização com repercussão clínica e agregação de casos semelhantes em tempo e local; eventos esperados e leves como dor local discreta, eritema pequeno e febre baixa não requerem notificação obrigatória individual, devendo ser registrados no prontuário e orientados ao usuário.
Assinale a alternativa CORRETA, de cima para baixo:
I. A via intramuscular no músculo vasto lateral da coxa é indicada para medicamentos irritantes e de absorção lenta, permitindo volumes de até 4 mL em adultos, com inserção da agulha em ângulo de 90 graus; as diretrizes atuais da OMS não recomendam a aspiração prévia como etapa obrigatória nas aplicações intramusculares em sítios de baixa vascularização, como vasto lateral e deltoide.
II. A via subcutânea é indicada para medicamentos de absorção gradual como insulina e heparina, permitindo volumes de até 1,5 mL por aplicação em adultos, sendo os sítios recomendados o abdome periumbilical (respeitando 5 cm ao redor do umbigo), a face anterior e lateral da coxa, a face posterior do braço e a região escapular, com rodízio sistemático dos locais de aplicação.
III. A via intravenosa em bolus requer antissepsia com álcool 70% em movimento único e unidirecional, confirmação do posicionamento do cateter por refluxo sanguíneo, administração lenta do fármaco conforme prescrição e lavagem do acesso com solução fisiológica 0,9% ao término da administração para reduzir o risco de flebite química e assegurar a infusão completa do medicamento.
IV. A técnica segura de administração de medicamentos injetáveis inclui higienização das mãos antes e após o procedimento, uso de luvas de procedimento não estéreis nas vias periféricas de rotina (IM, SC e IV em acesso já estabelecido), limpeza de ampolas e frascos com álcool 70% antes do preparo e descarte imediato de perfurocortantes em coletor rígido sem reencape da agulha.
Assinale a alternativa CORRETA:
I. A sequência de atendimento em parada cardiorrespiratória (PCR) para profissionais de saúde segue o algoritmo C-A-B (Circulação-Abertura de vias aéreas-Ventilação), iniciando imediatamente as compressões torácicas de alta qualidade antes da ventilação, com profundidade de 5 a 6 centímetros em adultos, frequência de 100 a 120 compressões por minuto, e relação compressão-ventilação de 30:2 quando houver um socorrista
II. As compressões torácicas de alta qualidade em adultos devem ser realizadas no terço inferior do esterno (centro do tórax entre os mamilos), com retorno completo do tórax entre as compressões, mínima interrupção das compressões (não superior a 10 segundos), profundidade adequada de 5 a 6 cm, frequência de 100 a 120 compressões por minuto, e revezamento do socorrista que realiza as compressões a cada 5 minutos para evitar fadiga.
III. O uso do Desfibrilador Externo Automático (DEA) deve ser priorizado assim que disponível, sendo indicado ligar o equipamento, posicionar as pás adesivas conforme orientação do aparelho, afastar-se do paciente durante análise do ritmo e choque, e retomar imediatamente as compressões torácicas após o choque sem verificar pulso ou ritmo, mantendo o ciclo de RCP por 2 minutos até nova análise pelo DEA.
IV. A ventilação com bolsa-válvula-máscara (AMBU) deve ser realizada com oxigênio suplementar a 15 L/min, sendo cada ventilação aplicada em 1 segundo com volume suficiente para produzir elevação visível do tórax, evitando hiperventilação que pode causar distensão gástrica, diminuição do retorno venoso e redução da perfusão coronariana e cerebral durante a RCP.
Assinale a alternativa CORRETA:
I. A avaliação inicial de feridas deve incluir mensuração das dimensões (comprimento, largura e profundidade em centímetros), caracterização do leito da ferida quanto à presença de tecido de granulação (vermelho), tecido de esfacelo (amarelo) ou tecido necrótico (preto ou marrom), avaliação das bordas e pele perilesional, quantidade e aspecto do exsudato (seroso, sanguinolento, purulento), presença de odor e sinais de infecção local,
II. A limpeza de feridas deve ser realizada preferencialmente com soro fisiológico 0,9% em temperatura ambiente ou morna, utilizando técnica de irrigação com pressão suficiente para remover debris sem causar trauma ao tecido de granulação, sendo contraindicado o uso de antissépticos como PVPI (polivinilpirrolidona-iodo) e clorexidina diretamente no leito de feridas abertas por serem citotóxicos e retardarem a cicatrização,
III. As coberturas de feridas devem ser selecionadas conforme características da lesão: hidrocoloide para feridas superficiais com exsudato leve a moderado, alginato de cálcio para feridas com exsudato intenso, hidrogel para feridas secas com tecido necrótico ou esfacelo favorecendo desbridamento autolítico, espuma de poliuretano para feridas com exsudato moderado a intenso, e ácidos graxos essenciais (AGE) para hidratação de pele íntegra perilesional e prevenção de lesões por pressão,
IV. Os sinais clínicos de infecção em feridas incluem aumento da dor local, eritema e calor na pele perilesional, edema, presença de exsudato purulento, odor fétido, aumento da temperatura local, retardo na cicatrização, friabilidade do tecido de granulação e presença de tecido de esfacelo, sendo obrigatória a coleta de cultura microbiológica por swab de todas as feridas crônicas independentemente da presença de sinais clínicos de infecção.
Assinale a alternativa CORRETA: