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Ano: 2024 Banca: UEM Órgão: UEM Prova: UEM - 2024 - UEM - Técnico em Informática |
Q3373497 Português
Teimosia e volta por cima aprende-se com as embaúbas (Lara Norberto Renzeti)

01     Na altura da minha varanda, no quarto andar do prédio, está o topo de uma embaúba. Nas raízes da árvore, emaranhadas entre a terra e as pedras, encontrase um pedaço azul de lona, lixo esquecido ali há alguns anos. Para além das embaúbas, que se ajeitam em grupo nos limites do terreno vizinho, há uma estrada de tijolos cinzas e vermelhos, que passa por entre as casas e vai até o portão. As casas estão ocas, inacabadas, mas não lhes falta vida, já que plantas se ancoram em seus muros e crescem sem pretensões decorativas no que poderiam ter sido tanto jardins quanto garagens. Atrás das ruínas, há restos de floresta.

02     Nem sempre foi assim. Quando vim morar neste prédio, em 2006, o terreno dos fundos era mato. Remanescente do sítio de alguma família dos primórdios de Jacarepaguá, um tímido pedacinho de Mata Atlântica preenchia quase todo o espaço, com exceção do antigo casarão em ruínas. Foi, na verdade, este o motivo pelo qual me mudei: meus pais queriam um apartamento mais tranquilo, de onde se pudesse ver um pouco de natureza. Onde hoje há uma embaúba, naquela época, havia uma árvore de folhas e frutos pequenos, que, de verão a verão, abrigava os mais diversos passarinhos.

03     O que mais chamava a minha atenção eram os saís-azuis. Eles sempre apareciam na árvore, para fazer um banquete de frutinhos. O macho era azul e preto, e a fêmea era verde. Aquelas cores vivas me fascinavam, e eu, com oito anos de idade, ficava feliz por saber que seres tão belos moravam perto por causa da árvore. Ela crescia e frutificava, e eu contava com ela para me mostrar os pássaros.

04     A vista da varanda era o maior orgulho de nosso apartamento. Por anos, todos os convidados que visitaram minha casa atravessaram meu quarto para conhecer o terreno dos fundos, olhar suas cores, escutar seus sons. Mas, quando menos esperávamos, ouvimos vozes humanas vindas de lá. Vários homens conversavam, apontavam para as coisas e iam adentrando o pequeno fragmento de floresta. Eles continuaram por alguns dias conversando e apontando para as coisas, até que penduraram uma placa com logomarca de imobiliária no portão. A floresta ia virar condomínio.

05     Na época, não entendia bem como as coisas funcionavam, mas me lembro dos meus pais e dos vizinhos de prédio comentando que a obra era irregular. Que a empresa dava golpes nos compradores. Que não podiam cortar árvores. Que íamos embargar a obra. Mas já havia marcações em vermelho em algumas árvores. O que era aquilo? Sentença de morte? Todo dia, eu procurava aquela tinta, vermelha como sangue, no tronco da minha estimada árvore especial, que resistia como se não fosse vista, no cantinho do terreno. Em pouco tempo, o som de motosserra se misturou com o canto das cigarras. De vez em quando, eu sentia a falta de alguma coisa na paisagem: a pequena floresta ia ficando cada vez mais esburacada.

06     Tudo isso foi muito aos poucos. Não percebi quando começaram a construir. Sei que aterraram a antiga piscina, foram derrubando árvore atrás de árvore, até que surgiu espaço suficiente para mais de dez casas, e eu parei de olhar. Parei de ir à minha própria varanda porque tudo que eu via era aridez e destruição. Eu tinha medo de um dia encontrar a minha árvore cortada, caída no chão, morta. Ela resistiu bravamente. Foi a última. Nunca foi diretamente assassinada, mas se cansou e foi morrendo aos poucos, lentamente, consumida por um solo capinado e sem vida. Nunca descobri seu nome. Nunca mais vi saí-azul.

07     Ao longo do tempo, a obra foi embargada e retomada. Pelo visto, os avisos dos meus vizinhos eram bem fundamentados: a imobiliária nunca entregou as casas prontas. A floresta foi destruída em vão.

08     Imóveis inacabados podem ter três principais destinos. O primeiro deles é o esquecimento, quando, ao longo do tempo e da desvalorização econômica, a natureza toma conta, transformando-os em substrato e abrigo de seres não-humanos. O segundo é o descobrimento, caracterizado pelo abandono inicial e posteriores ocupações, resultantes de uma sociedade que não garante abrigo a todos os humanos. O terceiro é o acabamento, que precisa que as obras continuem.

09     Os compradores das casas, que sofreram o golpe da imobiliária, provavelmente sabiam dessas possibilidades. Pensando em manter um pouco do que se tornou deles por contrato, não abandonaram o terreno por completo e resolveram, por conta própria, tocar a obra. De vez em quando, aparecem trabalhadores: pintam uma parede, instalam luz elétrica, terminam um telhado. Por vezes, os próprios donos aparecem para cortar a grama. Isso acontece há uns dez anos, e as casas continuam inacabadas. No fundo, queria que essa obra nunca terminasse, presenciar o esquecimento, porque sei que a natureza nunca esquece. Num olhar de relance, o muro das casas estava coberto de plantas trepadeiras.

10     Arrisquei voltar à varanda. Agora que a minha árvore já estava morta mesmo, já não tinha muito a perder, certo? Errado. Como se cortinas se abrissem para o segundo ato do terreno, percebi que havia muito mais nele do que aquela única árvore que por tanto tempo amei. Mais uma vez, surgiu vida que era possível ser avistada da varanda e da janela. Ainda há ao fundo árvores grandes, que estavam lá desde o começo. Outras mais jovens vi crescer, como um coqueiro que se posiciona estrategicamente na “garagem” de uma das casas de cimento. Resistem insetos, lagartos, aves e, certamente, uma variedade de animais bem escondidos. Das manhãs e tardes de admiração e das noites de atenção ao não-silêncio, aprendi os nomes de alguns desses vizinhos.

11     Todos os dias, em especial no fim da tarde, as andorinhas se exibem a voar em círculos. Assisto às suas coreografias como se fosse um filme que passa na janela do meu quarto. Algumas vezes, na calmaria aparente da noite, sem luzes, ouço bacuraus e corujas. Vejo sanhaços, bem-te-vis, sabiás, tucanos, papagaios, urubus, gaviões, gralhas-do-campo e uma porção de aves cujo nome ainda não sei. Aliás, em certa ocasião, um bem-te-vi expulsou uma gralha. Ele voou para cima dela e bicou suas penas até que ela fosse para bem longe de uma árvore. Acabei rindo da falta de sorte da gralha, que é bem maior do que o bem-te-vi, mas perdeu. Já vi três bem-te-vis fazendo o mesmo com um tucano de bico amarelo, que também é muito maior do que eles. E assisto tudo da minha janela.

12     Apesar da admiração por seres carismáticos e voadores, o que mais me fascina nesse espetáculo vivo são as embaúbas. Essas árvores de troncos finos e folhas largas e que quase não são raras. Ao contrário, árvores do gênero Cecropia, que engloba todas as embaúbas, estão entre as mais abundantes espécies das florestas dos neotrópicos. Podem ser encontradas nas encostas da Grajaú-Jacarepaguá, no meio da Floresta da Tijuca ou do Parque Estadual da Pedra Branca. Se você estiver em um avião, sobrevoando algum fragmento de Mata Atlântica, vai vê-las facilmente lá do alto, porque elas são os pequenos pontos prateados que se destacam dos tons de verde da floresta.

13     Embaúbas não são muito exigentes. Quando há um distúrbio na floresta, quando o vento ou as pessoas derrubam árvores, formando clareiras, as sementes de Cecropia, que estavam no solo em dormência, germinam com a luz do sol. Nesses ambientes abertos, degradados, inóspitos, as embaúbas se instalam e crescem avidamente. Até parece que têm pressa. Logo ficam altas, suas folhas se desenvolvem, mas duram pouco e morrem rápido, caindo enrugadas e marrons no chão, decompondo-se e devolvendo nutrientes para a terra. Despertadas pelos vazios de vida na paisagem, embaúbas são espécies pioneiras que, aos poucos, alteram seus arredores e facilitam que novas espécies vegetais prosperem em seu entorno.

14     Não satisfeitas, elas ainda são atraentes para animais. Suas flores, apesar de polinizadas pelo vento, também podem ser polinizadas por insetos como besouros. Suas infrutescências alongadas servem como fonte de alimento para uma diversidade de frugívoros, como aves, gambás, macacos e até peixes, que se alimentam dos frutos que caem em rios. Depois que comem os frutos e se deslocam para longe, esses animais dispersam as sementes de embaúba. E assim elas chegam a quase todos os lugares. Preguiças e bugios também são grandes apreciadores de suas folhas, passam horas abraçados a seus galhos, comendo e descansando, enquanto tomam sol. Claro, também há desvantagens em ser o grande restaurante florestal. Embaúbas sofrem com o consumo de suas folhas, mas subornam com alimento e proteção formigas do gênero Azteca para torná-las suas fiéis escudeiras. Essas formigas agressivas vivem em colônias dentro do tronco oco da embaúba. Para defender sua casa, atacam os herbívoros que vêm para comer as folhas.

15     Embaúbas são acervos de interações e símbolos de resistência da natureza. É por isso que elas tomaram o terreno vizinho. Elas estão lá contando uma história. Mais do que a história de um terreno específico e especial para poucas pessoas atentas, essa é a história de muitos dos remanescentes florestais em centros urbanos. Em uma cidade como o Rio de Janeiro, onde novos prédios sobem às custas da retirada das árvores, há um valor inestimável nos seres que insistem em existir. A persistência desses pontos verdes no meio da selva de concreto é um grito de guerra. É a memória do que se perdeu e a esperança de que nem tudo está perdido. Ainda há vida para preservar e proteger, para ver renascer dos escombros.

16     Hoje, existem ações de reflorestamento acontecendo em áreas urbanas, como o projeto Revive Jacarepaguá, na minha vizinhança, cujo objetivo é repovoar as margens do rio Anil com espécies vegetais nativas da Mata Atlântica. Iniciativas como essa podem estar em seus primórdios, mas são um exemplo de que é possível escrever uma história melhor para a natureza em escala local. Humanos têm a capacidade de entender o que significam os retalhos de verde no cotidiano urbano. Apesar do nosso potencial arrebatador de destruição, também somos a voz da nossa própria consciência e podemos frear os nossos erros. Tudo começa quando prestamos atenção na vida que ainda se exibe aos nossos olhos, quando queremos ser as embaúbas na frente da minha varanda, teimosas, que insistem em fincar raízes e crescer na terra marcada por uma história de devastação.

Adaptado de <https://oeco.org.br/analises/teimosia-evolta-por-cima-aprende-se-com-as-embaubas/>. Publicado em 18 de outubro de 2019. Acessado em 22/09/2024.
De acordo com o texto, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3372935 Português
Em um estudo sobre a grafia e acentuação das palavras, Ana observou as seguintes palavras: ‘‘árvore’’, ‘‘fácil’’, ‘‘caráter’’ e ‘‘ideia’’. Com base nas regras de acentuação gráfica da língua portuguesa, ela precisou identificar o padrão que justifica o uso do acento gráfico. Nesse sentido, assinale a alternativa que apresenta um padrão visualizado corretamente por Ana
Alternativas
Q3371241 Português
Assinale a alternativa que apresenta a correta concordância verbal, conforme a norma-padrão da Língua Portuguesa.
Alternativas
Q3371240 Português
Assinale a alternativa cuja conjunção em destaque apresenta ideia de adição. 
Alternativas
Q3371238 Português
      Obesidade abdominal associada à fraqueza muscular eleva risco de síndrome metabólica


        Estudo conduzido por pesquisadores das universidades Federal de São Carlos (UFSCar) e College London (Reino Unido) mostrou que a combinação de acúmulo de gordura na região abdominal com fraqueza muscular (dinapenia) é a condição que mais aumenta o risco de desenvolver síndrome metabólica em pessoas com mais de 50 anos de idade.

       “Indivíduos com obesidade abdominal dinapênica tinham 234% mais risco de desenvolver síndrome metabólica em comparação com aqueles que não tinham nenhuma das duas condições. Isso é quase o dobro do que encontramos para os que tinham apenas obesidade [126%]. Dessa forma, demonstramos que ter as duas condições simultaneamente representa maiores alterações metabólicas”, explica Tiago da Silva Alexandre, professor do Departamento de Gerontologia da UFSCar e orientador do estudo apoiado pela Fapesp.

     Com base nos resultados do trabalho, divulgados no Journal of Nutrition, Health and Aging, os pesquisadores alertam para a importância da prática de exercício físico – tanto aeróbico quanto resistido – para o ganho e a manutenção da força muscular durante o envelhecimento. A prática de exercício físico é também uma maneira de prevenção da síndrome metabólica.

    Principal fator de risco para doenças cardiovasculares, a síndrome metabólica compreende cinco condições: obesidade, elevação dos níveis de triglicérides circulantes, hiperglicemia, redução do bom colesterol (HDL) e aumento da pressão arterial. O diagnóstico clínico é feito pela presença de três ou mais dessas alterações.

      De acordo com os pesquisadores, são as disfunções no metabolismo do músculo, associadas à perda de força, que explicam o grande impacto da fraqueza muscular no risco aumentado de síndrome metabólica. “Nos casos de fraqueza muscular há uma infiltração de gordura no músculo. Esse fenômeno, além de ser responsável pela perda de força, provoca uma série de alterações metabólicas no tecido que reduzem a sinalização de insulina, levando a uma maior resistência a esse hormônio, além de alterações no metabolismo da glicose e aumento da gordura no sangue [dislipidemia]”, explica Alexandre.

       Paula Camila Ramírez, primeira autora do trabalho, ressalta que não é só a fraqueza que provoca essas alterações. “A fraqueza também é produto da alteração do músculo – que perdeu massa, sofreu infiltração de gordura e, consequentemente, está inflamado. Isso significa que o músculo está tendo dificuldade de realizar o seu próprio metabolismo e, por isso, prejudica o metabolismo dos carboidratos, dos lipídios e o controle da pressão arterial, ou seja, fatores relacionados à síndrome metabólica”, diz.

       A inflamação provocada pela gordura infiltrada no músculo é só mais uma peça de todo um quebra cabeça. Faz parte do processo natural de envelhecimento o aumento do tecido adiposo, o que pode desencadear uma inflamação crônica de baixo grau. Além disso, a obesidade por si só pode causar inflamação permanente de baixo grau e alterar o metabolismo.

     Os pesquisadores ressaltam que as alterações que caracterizam a síndrome metabólica em grande parte vêm sendo atribuídas a obesidade. “No entanto, há evidências, e o nosso estudo contribui para isso, de que o problema é mais complexo. A obesidade e a fraqueza muscular contribuem para o ganho de gordura e para a infiltração de gordura no músculo. Esses dois fatores desencadeiam alterações no metabolismo do sistema musculoesquelético e podem influenciar outras alterações metabólicas”, relata Alexandre.

       Estudo anterior do mesmo grupo mostrou que a obesidade abdominal e a fraqueza muscular, quando associadas, aumentam em 85% o risco de morte por doenças cardiovasculares em pessoas com mais de 50 anos. Nesse trabalho, a fraqueza muscular em si só aumentou em 62% o risco de morte por doença cardiovascular. Curiosamente, as pessoas analisadas que tinham apenas gordura abdominal não apresentaram um aumento significativo no risco de morte cardiovascular.

    “Na ocasião identificamos o impacto da combinação de fraqueza muscular e obesidade na incidência de doenças cardiovasculares. Agora, buscamos entender o mecanismo por trás disso. E entendemos que é o metabolismo do próprio músculo que, quando alterado, pode contribuir para uma série de alterações metabólicas que culminam ____ síndrome metabólica”, completa.


Disponível em https://www.cnnbrasil.com.br/saude/obesidade-abdominalassociada-a-fraqueza-muscular-eleva-risco-de-sindrome-metabolica/ (com alterações). Acesso 07/08/2024.
O termo “No entanto”, em destaque no texto, corresponde a uma conjunção:
Alternativas
Q3371237 Português
      Obesidade abdominal associada à fraqueza muscular eleva risco de síndrome metabólica


        Estudo conduzido por pesquisadores das universidades Federal de São Carlos (UFSCar) e College London (Reino Unido) mostrou que a combinação de acúmulo de gordura na região abdominal com fraqueza muscular (dinapenia) é a condição que mais aumenta o risco de desenvolver síndrome metabólica em pessoas com mais de 50 anos de idade.

       “Indivíduos com obesidade abdominal dinapênica tinham 234% mais risco de desenvolver síndrome metabólica em comparação com aqueles que não tinham nenhuma das duas condições. Isso é quase o dobro do que encontramos para os que tinham apenas obesidade [126%]. Dessa forma, demonstramos que ter as duas condições simultaneamente representa maiores alterações metabólicas”, explica Tiago da Silva Alexandre, professor do Departamento de Gerontologia da UFSCar e orientador do estudo apoiado pela Fapesp.

     Com base nos resultados do trabalho, divulgados no Journal of Nutrition, Health and Aging, os pesquisadores alertam para a importância da prática de exercício físico – tanto aeróbico quanto resistido – para o ganho e a manutenção da força muscular durante o envelhecimento. A prática de exercício físico é também uma maneira de prevenção da síndrome metabólica.

    Principal fator de risco para doenças cardiovasculares, a síndrome metabólica compreende cinco condições: obesidade, elevação dos níveis de triglicérides circulantes, hiperglicemia, redução do bom colesterol (HDL) e aumento da pressão arterial. O diagnóstico clínico é feito pela presença de três ou mais dessas alterações.

      De acordo com os pesquisadores, são as disfunções no metabolismo do músculo, associadas à perda de força, que explicam o grande impacto da fraqueza muscular no risco aumentado de síndrome metabólica. “Nos casos de fraqueza muscular há uma infiltração de gordura no músculo. Esse fenômeno, além de ser responsável pela perda de força, provoca uma série de alterações metabólicas no tecido que reduzem a sinalização de insulina, levando a uma maior resistência a esse hormônio, além de alterações no metabolismo da glicose e aumento da gordura no sangue [dislipidemia]”, explica Alexandre.

       Paula Camila Ramírez, primeira autora do trabalho, ressalta que não é só a fraqueza que provoca essas alterações. “A fraqueza também é produto da alteração do músculo – que perdeu massa, sofreu infiltração de gordura e, consequentemente, está inflamado. Isso significa que o músculo está tendo dificuldade de realizar o seu próprio metabolismo e, por isso, prejudica o metabolismo dos carboidratos, dos lipídios e o controle da pressão arterial, ou seja, fatores relacionados à síndrome metabólica”, diz.

       A inflamação provocada pela gordura infiltrada no músculo é só mais uma peça de todo um quebra cabeça. Faz parte do processo natural de envelhecimento o aumento do tecido adiposo, o que pode desencadear uma inflamação crônica de baixo grau. Além disso, a obesidade por si só pode causar inflamação permanente de baixo grau e alterar o metabolismo.

     Os pesquisadores ressaltam que as alterações que caracterizam a síndrome metabólica em grande parte vêm sendo atribuídas a obesidade. “No entanto, há evidências, e o nosso estudo contribui para isso, de que o problema é mais complexo. A obesidade e a fraqueza muscular contribuem para o ganho de gordura e para a infiltração de gordura no músculo. Esses dois fatores desencadeiam alterações no metabolismo do sistema musculoesquelético e podem influenciar outras alterações metabólicas”, relata Alexandre.

       Estudo anterior do mesmo grupo mostrou que a obesidade abdominal e a fraqueza muscular, quando associadas, aumentam em 85% o risco de morte por doenças cardiovasculares em pessoas com mais de 50 anos. Nesse trabalho, a fraqueza muscular em si só aumentou em 62% o risco de morte por doença cardiovascular. Curiosamente, as pessoas analisadas que tinham apenas gordura abdominal não apresentaram um aumento significativo no risco de morte cardiovascular.

    “Na ocasião identificamos o impacto da combinação de fraqueza muscular e obesidade na incidência de doenças cardiovasculares. Agora, buscamos entender o mecanismo por trás disso. E entendemos que é o metabolismo do próprio músculo que, quando alterado, pode contribuir para uma série de alterações metabólicas que culminam ____ síndrome metabólica”, completa.


Disponível em https://www.cnnbrasil.com.br/saude/obesidade-abdominalassociada-a-fraqueza-muscular-eleva-risco-de-sindrome-metabolica/ (com alterações). Acesso 07/08/2024.
Assinale a alternativa cujo trecho retirado do texto apresenta o correto uso da crase, conforme a norma-padrão da Língua Portuguesa.
Alternativas
Q3369116 Português
Assinale a alternativa cujo advérbio em destaque na sentença exprime dúvida.
Alternativas
Q3369107 Português
Obesidade abdominal associada à fraqueza muscular eleva risco de síndrome metabólica


   Estudo conduzido por pesquisadores das universidades Federal de São Carlos (UFSCar) e College London (Reino Unido) mostrou que a combinação de acúmulo de gordura na região abdominal com fraqueza muscular (dinapenia) é a condição que mais aumenta o risco de desenvolver síndrome metabólica em pessoas com mais de 50 anos de idade.

   “Indivíduos com obesidade abdominal dinapênica tinham 234% mais risco de desenvolver síndrome metabólica em comparação com aqueles que não tinham nenhuma das duas condições. Isso é quase o dobro do que encontramos para os que tinham apenas obesidade [126%]. Dessa forma, demonstramos que ter as duas condições simultaneamente representa maiores alterações metabólicas”, explica Tiago da Silva Alexandre, professor do Departamento de Gerontologia da UFSCar e orientador do estudo apoiado pela Fapesp.

   Com base nos resultados do trabalho, divulgados no Journal of Nutrition, Health and Aging, os pesquisadores alertam para a importância da prática de exercício físico – tanto aeróbico quanto resistido – para o ganho e a manutenção da força muscular durante o envelhecimento. A prática de exercício físico é também uma maneira de prevenção da síndrome metabólica.
 
   Principal fator de risco para doenças cardiovasculares, a síndrome metabólica compreende cinco condições: obesidade, elevação dos níveis de triglicérides circulantes, hiperglicemia, redução do bom colesterol (HDL) e aumento da pressão arterial. O diagnóstico clínico é feito pela presença de três ou mais dessas alterações.

   De acordo com os pesquisadores, são as disfunções no metabolismo do músculo, associadas à perda de força, que explicam o grande impacto da fraqueza muscular no risco aumentado de síndrome metabólica. “Nos casos de fraqueza muscular há uma infiltração de gordura no músculo. Esse fenômeno, além de ser responsável pela perda de força, provoca uma série de alterações metabólicas no tecido que reduzem a sinalização de insulina, levando a uma maior resistência a esse hormônio, além de alterações no metabolismo da glicose e aumento da gordura no sangue [dislipidemia]”, explica Alexandre.

   Paula Camila Ramírez, primeira autora do trabalho, ressalta que não é só a fraqueza que provoca essas alterações. “A fraqueza também é produto da alteração do músculo – que perdeu massa, sofreu infiltração de gordura e, consequentemente, está inflamado. Isso significa que o músculo está tendo dificuldade de realizar o seu próprio metabolismo e, por isso, prejudica o metabolismo dos carboidratos, dos lipídios e o controle da pressão arterial, ou seja, fatores relacionados à síndrome metabólica”, diz.

   A inflamação provocada pela gordura infiltrada no músculo é só mais uma peça de todo um quebra cabeça. Faz parte do processo natural de envelhecimento o aumento do tecido adiposo, o que pode desencadear uma inflamação crônica de baixo grau. Além disso, a obesidade por si só pode causar inflamação permanente de baixo grau e alterar o metabolismo.

   Os pesquisadores ressaltam que as alterações que caracterizam a síndrome metabólica em grande parte vêm sendo atribuídas a obesidade. “No entanto, há evidências, e o nosso estudo contribui para isso, de que o problema é mais complexo. A obesidade e a fraqueza muscular contribuem para o ganho de gordura e para a infiltração de gordura no músculo. Esses dois fatores desencadeiam alterações no metabolismo do sistema musculoesquelético e podem influenciar outras alterações metabólicas”, relata Alexandre.

   Estudo anterior do mesmo grupo mostrou que a obesidade abdominal e a fraqueza muscular, quando associadas, aumentam em 85% o risco de morte por doenças cardiovasculares em pessoas com mais de 50 anos. Nesse trabalho, a fraqueza muscular em si só aumentou em 62% o risco de morte por doença cardiovascular. Curiosamente, as pessoas analisadas que tinham apenas gordura abdominal não apresentaram um aumento significativo no risco de morte cardiovascular.

   “Na ocasião identificamos o impacto da combinação de fraqueza muscular e obesidade na incidência de doenças cardiovasculares. Agora, buscamos entender o mecanismo por trás disso. E entendemos que é o metabolismo do próprio músculo que, quando alterado, pode contribuir para uma série de alterações metabólicas que culminam ____ síndrome metabólica”, completa.


Disponível em https://www.cnnbrasil.com.br/saude/obesidade-abdominalassociada-a-fraqueza-muscular-eleva-risco-de-sindrome-metabolica/ (com alterações). Acesso 07/08/2024.
No que concerne à regência verbal, assinale a alternativa que preenche a lacuna presente no último parágrafo do texto com a preposição adequada.
Alternativas
Q3368016 Português
O poder dos pets para a nossa saúde mental


Dados apontam que o Brasil já alcançou a incrível marca de 168 milhões de pets (a maioria cães e gatos) para uma população de 215 milhões de pessoas. Isso ajuda a nos ter uma ideia do quanto eles passaram a fazer parte do dia a dia da maioria das pessoas, mesmo quando essas pessoas não têm um lugar para morar.

Por que será que amamos tanto os nossos animais de estimação? Muitos estudos vêm se debruçando nisso e no poder dos pets sobre a nossa saúde mental.

Descobriu-se, por exemplo, que só de olharmos os nossos animais, o nosso corpo responde com a liberação do chamado hormônio do amor (a ocitocina), aquele que nos ajuda a nos sentirmos bem. Ou seja, olhar para os nossos pets nos traz grande bem-estar emocional.

Verificou-se também que, na presença de seus pets, os tutores ficam mais relaxados frente a uma situação de estresse ao ponto de até a pressão arterial cair. O benefício também vale para o animal: perto de seu tutor, os animais sentem-se mais seguros e brincam mais.

Há muito tempo, presenciamos o fenômeno do crescimento da população das cidades e do aumento acelerado do espaço urbano. A solidão nos grandes centros é uma realidade e tem grande impacto na saúde mental.

E é aí que entra o animal de estimação. Não só ele costuma ser um motivador para uma pessoa sair de casa e ainda se exercitar como, de alguma forma, ele é capaz de reativar em nós a capacidade de nos relacionarmos com um outro. Muitas pessoas que são sozinhas dizem que seus bichinhos as fizeram redescobrir o que é amar e ser amado. E isso é sinal de boa saúde mental.

Os animais de estimação também são um apoio importante em momentos de luto, quando perdemos alguém ou algo que é importante para nós.

Por fim, algo que acho muito bonito: nossos pets nos fazem voltar a ser crianças e a descobrir novamente a capacidade de brincar, uma das habilidades mais importantes para o cuidado da saúde mental de adultos e de crianças.



https://forbes.com.br/forbessaude/2024/05/arthur-guerra-o-poder-dos-p ets-para-a-nossa-saude-mental/
Qual é um benefício mencionado para os tutores na presença de animais, de acordo com o texto?
Alternativas
Q3368015 Português
O poder dos pets para a nossa saúde mental


Dados apontam que o Brasil já alcançou a incrível marca de 168 milhões de pets (a maioria cães e gatos) para uma população de 215 milhões de pessoas. Isso ajuda a nos ter uma ideia do quanto eles passaram a fazer parte do dia a dia da maioria das pessoas, mesmo quando essas pessoas não têm um lugar para morar.

Por que será que amamos tanto os nossos animais de estimação? Muitos estudos vêm se debruçando nisso e no poder dos pets sobre a nossa saúde mental.

Descobriu-se, por exemplo, que só de olharmos os nossos animais, o nosso corpo responde com a liberação do chamado hormônio do amor (a ocitocina), aquele que nos ajuda a nos sentirmos bem. Ou seja, olhar para os nossos pets nos traz grande bem-estar emocional.

Verificou-se também que, na presença de seus pets, os tutores ficam mais relaxados frente a uma situação de estresse ao ponto de até a pressão arterial cair. O benefício também vale para o animal: perto de seu tutor, os animais sentem-se mais seguros e brincam mais.

Há muito tempo, presenciamos o fenômeno do crescimento da população das cidades e do aumento acelerado do espaço urbano. A solidão nos grandes centros é uma realidade e tem grande impacto na saúde mental.

E é aí que entra o animal de estimação. Não só ele costuma ser um motivador para uma pessoa sair de casa e ainda se exercitar como, de alguma forma, ele é capaz de reativar em nós a capacidade de nos relacionarmos com um outro. Muitas pessoas que são sozinhas dizem que seus bichinhos as fizeram redescobrir o que é amar e ser amado. E isso é sinal de boa saúde mental.

Os animais de estimação também são um apoio importante em momentos de luto, quando perdemos alguém ou algo que é importante para nós.

Por fim, algo que acho muito bonito: nossos pets nos fazem voltar a ser crianças e a descobrir novamente a capacidade de brincar, uma das habilidades mais importantes para o cuidado da saúde mental de adultos e de crianças.



https://forbes.com.br/forbessaude/2024/05/arthur-guerra-o-poder-dos-p ets-para-a-nossa-saude-mental/
Qual é o papel dos animais de estimação mencionado no texto em relação ao luto?
Alternativas
Q3368012 Português
O poder dos pets para a nossa saúde mental


Dados apontam que o Brasil já alcançou a incrível marca de 168 milhões de pets (a maioria cães e gatos) para uma população de 215 milhões de pessoas. Isso ajuda a nos ter uma ideia do quanto eles passaram a fazer parte do dia a dia da maioria das pessoas, mesmo quando essas pessoas não têm um lugar para morar.

Por que será que amamos tanto os nossos animais de estimação? Muitos estudos vêm se debruçando nisso e no poder dos pets sobre a nossa saúde mental.

Descobriu-se, por exemplo, que só de olharmos os nossos animais, o nosso corpo responde com a liberação do chamado hormônio do amor (a ocitocina), aquele que nos ajuda a nos sentirmos bem. Ou seja, olhar para os nossos pets nos traz grande bem-estar emocional.

Verificou-se também que, na presença de seus pets, os tutores ficam mais relaxados frente a uma situação de estresse ao ponto de até a pressão arterial cair. O benefício também vale para o animal: perto de seu tutor, os animais sentem-se mais seguros e brincam mais.

Há muito tempo, presenciamos o fenômeno do crescimento da população das cidades e do aumento acelerado do espaço urbano. A solidão nos grandes centros é uma realidade e tem grande impacto na saúde mental.

E é aí que entra o animal de estimação. Não só ele costuma ser um motivador para uma pessoa sair de casa e ainda se exercitar como, de alguma forma, ele é capaz de reativar em nós a capacidade de nos relacionarmos com um outro. Muitas pessoas que são sozinhas dizem que seus bichinhos as fizeram redescobrir o que é amar e ser amado. E isso é sinal de boa saúde mental.

Os animais de estimação também são um apoio importante em momentos de luto, quando perdemos alguém ou algo que é importante para nós.

Por fim, algo que acho muito bonito: nossos pets nos fazem voltar a ser crianças e a descobrir novamente a capacidade de brincar, uma das habilidades mais importantes para o cuidado da saúde mental de adultos e de crianças.



https://forbes.com.br/forbessaude/2024/05/arthur-guerra-o-poder-dos-p ets-para-a-nossa-saude-mental/
Qual é a relação entre a população de pets e a população humana no Brasil, conforme descrito no texto?
Alternativas
Q3361471 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Mundo tem um bilhão de obesos

Mais de um bilhão de pessoas vivem com obesidade em todo o mundo, mostram estimativas globais publicadas pela revista científica The Lancet.

As taxas mais elevadas foram registradas em Tonga e na Samoa Americana para as mulheres e na Samoa Americana e Nauru para os homens.

A equipe internacional de cientistas afirma que há uma necessidade urgente de grandes mudanças na forma como a obesidade é combatida, pois ela aumenta o risco de desenvolver muitos problemas de saúde graves, incluindo doenças cardíacas, diabetes tipo dois e alguns tipos de câncer.

"Em muitas dessas nações insulares, tudo se resume à disponibilidade de alimentos saudáveis versus alimentos não saudáveis", disse à BBC o pesquisador sênior Majid Ezzati, professor da Imperial College London.

"Em alguns casos, houve campanhas de marketing agressivas, promovendo alimentos não saudáveis, enquanto o custo e a disponibilidade de alimentos mais saudáveis tornaram-se problemáticos."

O professor Ezzati, que analisa dados globais há anos, diz estar surpreso com a velocidade com que o quadro mudou; há muitos países enfrentando agora uma crise de obesidade, enquanto o número de lugares onde pessoas estão abaixo do peso é considerado uma preocupação.

O relatório constatou que a taxa de obesidade quadruplicou entre crianças e adolescentes. Entretanto, para os adultos, a taxa mais do que duplicou nas mulheres e quase triplicou nos homens.

"Este novo estudo destaca a importância de prevenir e controlar a obesidade desde o início da vida até a idade adulta, por meio de dieta, atividade física e cuidados adequados", afirmou o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Ele acrescentou que isso exige trabalho dos governos e das comunidades e "requer de forma importante a cooperação do setor privado, responsável pelos impactos dos seus produtos na saúde".

Um dos autores do estudo, o doutor Guha Pradeepa, afirma que os principais problemas globais correm o risco de agravar a desnutrição causada pela obesidade e pelo baixo peso.

"O impacto de questões como as mudanças climáticas, as perturbações causadas pela pandemia e a guerra na Ucrânia agravam as taxas de obesidade e de baixo peso, aumentando a pobreza e o custo dos alimentos ricos em nutrientes", disse.

"Os efeitos em cadeia são a alimentação insuficiente em alguns países e famílias, e a mudança para alimentos menos saudáveis em outros."

A rede de pesquisadores analisou medidas de altura e peso de cerca de duzentos e vinte milhões de pessoas com cinco anos ou mais. Eles usaram uma medida chamada índice de massa corporal, o IMC.

Embora reconheçam que esta é uma medida imperfeita da extensão da gordura corporal e afirmem que alguns países têm dados melhores do que outros, argumentam que é a mais amplamente utilizada, tornando possível a análise global.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/ c0v38dy8vygo.adaptado.
Os efeitos em cadeia são a alimentação insuficiente em alguns países e famílias, e a mudança para alimentos menos saudáveis em outros.
De acordo com as regras de acentuação, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3360434 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



As armas psicológicas que os golpistas usam em vítimas despercebidas


Não passa um dia sem que haja uma notícia sobre uma vítima sendo enganada e perdendo dinheiro. Somos constantemente alertados sobre novos golpes e sobre como nos mantermos seguros contra os criminosos cibernéticos.
Então, por que as pessoas ainda são enganadas e, às vezes, de forma dramática?
Os golpistas usam técnicas psicológicas sofisticadas. Eles exploram nossas vulnerabilidades humanas mais profundas e ignoram o pensamento racional para explorar nossas respostas emocionais.
Essa guerra psicológica coage as vítimas a tomar decisões impulsivas. Às vezes, os golpistas espalham seus métodos entre muitas vítimas em potencial para ver quem é vulnerável. Outras vezes, os criminosos se concentram em uma pessoa específica.
Em ligações aleatórias, eles começam com pequenas solicitações para estabelecer um sentimento de compromisso. Depois de concordar com esses pequenos pedidos, é mais provável que atendamos a demandas maiores, motivados por um desejo de agir de forma consistente.
A chamada não virá de um número da sua agenda ou de um número que você reconheça, mas o golpista finge ser alguém que você contratou para trabalhar em sua casa, ou talvez um de seus filhos usando o telefone de um amigo para ligar para você.
Se for um golpista, talvez mantê-lo ao telefone por muito tempo dê a ele a oportunidade de descobrir coisas sobre você ou sobre as pessoas que você conhece.
Os criminosos fabricam cenários que exigem ação imediata, como alegar que uma conta bancária está em risco ou que uma oferta está prestes a expirar.
Essa tática visa impedir que as vítimas avaliem a situação de forma lógica ou busquem aconselhamento, pressionando-as a tomar decisões precipitadas.
Ele cria uma situação artificial na qual você se sente amedrontado e levado a fazer algo que normalmente não faria.
Chamadas de golpes alegando ser da Receita Federal são um exemplo. Aparentemente, você tem uma dívida a pagar e as coisas ficarão ruins se você não pagar agora mesmo.
Eles se aproveitam das emoções para provocar reações que ofuscam o julgamento, podendo ameaçar com problemas na Justiça para colocar medo, prometer altos retornos de investimento para explorar a ganância ou compartilhar histórias angustiantes, mas falsas, para obter simpatia e bens financeiros.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn4nv22p6rlo.adaptado.

Essa guerra psicológica coage as vítimas a tomar decisões impulsivas. Os golpistas espalham seus métodos entre muitas em potencial para ver quem é vulnerável. Outras vezes, os criminosos se concentram em uma pessoa específica.
De acordo com as regras de acentuação, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3360429 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



As armas psicológicas que os golpistas usam em vítimas despercebidas


Não passa um dia sem que haja uma notícia sobre uma vítima sendo enganada e perdendo dinheiro. Somos constantemente alertados sobre novos golpes e sobre como nos mantermos seguros contra os criminosos cibernéticos.
Então, por que as pessoas ainda são enganadas e, às vezes, de forma dramática?
Os golpistas usam técnicas psicológicas sofisticadas. Eles exploram nossas vulnerabilidades humanas mais profundas e ignoram o pensamento racional para explorar nossas respostas emocionais.
Essa guerra psicológica coage as vítimas a tomar decisões impulsivas. Às vezes, os golpistas espalham seus métodos entre muitas vítimas em potencial para ver quem é vulnerável. Outras vezes, os criminosos se concentram em uma pessoa específica.
Em ligações aleatórias, eles começam com pequenas solicitações para estabelecer um sentimento de compromisso. Depois de concordar com esses pequenos pedidos, é mais provável que atendamos a demandas maiores, motivados por um desejo de agir de forma consistente.
A chamada não virá de um número da sua agenda ou de um número que você reconheça, mas o golpista finge ser alguém que você contratou para trabalhar em sua casa, ou talvez um de seus filhos usando o telefone de um amigo para ligar para você.
Se for um golpista, talvez mantê-lo ao telefone por muito tempo dê a ele a oportunidade de descobrir coisas sobre você ou sobre as pessoas que você conhece.
Os criminosos fabricam cenários que exigem ação imediata, como alegar que uma conta bancária está em risco ou que uma oferta está prestes a expirar.
Essa tática visa impedir que as vítimas avaliem a situação de forma lógica ou busquem aconselhamento, pressionando-as a tomar decisões precipitadas.
Ele cria uma situação artificial na qual você se sente amedrontado e levado a fazer algo que normalmente não faria.
Chamadas de golpes alegando ser da Receita Federal são um exemplo. Aparentemente, você tem uma dívida a pagar e as coisas ficarão ruins se você não pagar agora mesmo.
Eles se aproveitam das emoções para provocar reações que ofuscam o julgamento, podendo ameaçar com problemas na Justiça para colocar medo, prometer altos retornos de investimento para explorar a ganância ou compartilhar histórias angustiantes, mas falsas, para obter simpatia e bens financeiros.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn4nv22p6rlo.adaptado.

Eles se aproveitam das emoções para provocar reações que ofuscam o julgamento, podendo ameaçar com problemas na Justiça para colocar medo.
Assinale a opção correta quanto à divisão silábica.
Alternativas
Q3358949 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Ar poluído afeta seu corpo e sua mente



Em algumas partes do mundo, a qualidade do ar melhorou rapidamente com políticas destinadas a limitar a poluição. Mas outros lugares correm o risco de perder essa melhoria alcançada.


Nos Estados Unidos, mais de 25% da população está exposta a ar considerado não saudável pela Agência de Proteção Ambiental do país, segundo um relatório de uma organização climática.


Estima-se que o número de pessoas expostas a dias não saudáveis aumente em mais da metade até 2050. E os piores dias de poluição do ar, os chamados dias perigosos ou marrons, aumentarão em 27%.


Para contextualizar melhor esta situação, existe um tipo de poluição do ar chamado PM2.5. Ele é composto de material particulado que mede trinta vezes menos que a espessura de um fio de cabelo humano.


Essas partículas minúsculas são formadas por uma mistura de substâncias líquidas e sólidas. Sua composição química é variável e inclui carbono, metais e compostos orgânicos.


Esses grupos de poeira, fuligem e outras substâncias suspensas no ar causam inflamações e elas geram lesões neurais do cérebro.


Um estudo concluiu que 25% da poluição causada por PM2.5 nos Estados Unidos vem da fumaça de incêndios florestais. Este índice chegou à metade no oeste do país.


Em 2023, grandes partes dos Estados Unidos sofreram queda significativa da visibilidade e da qualidade do ar, quando a fumaça dos incêndios florestais ao norte da fronteira com o Canadá se espalhou pelo continente.


As pessoas portadoras de condições respiratórias preexistentes e os recém-nascidos com os pulmões em desenvolvimento são os mais prejudicados pela fumaça dos incêndios florestais.


Como as mudanças climáticas aumentam o risco de incêndios florestais em todo o mundo, a qualidade do ar piorará ainda mais. E, enquanto os incêndios florestais se intensificam, a poluição afeta nossos corpos de maneiras profundas e inesperadas.


Os riscos à saúde causados pela poluição do ar gerada pelos incêndios florestais dependem do tipo de material consumido pelo fogo.


Em 2020, na Sibéria, havia turfa e resina da floresta boreal. O incêndio liberou um volume recorde de poluição, incluindo altas quantidades de mercúrio.


Já se descobriu que a fumaça dos incêndios florestais é prejudicial para certas células imunológicas dos pulmões. Sua toxicidade é quatro vezes maior que outras fontes de poluição.


À medida que a fumaça envelhece, a situação piora. Um estudo demonstrou que a toxicidade da fumaça dobra nas horas que se seguem à sua emissão, atingindo um pico de quatro vezes a sua toxicidade inicial.


"Mesmo alguém que esteja longe de uma fonte de incêndio tem sua saúde prejudicada pela inalação de fumaça oxidada e altamente diluída", afirmou o químico atmosférico Athanasios Nenes, do Instituto Federal de Tecnologia de Lausanne, na Suíça.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c8vn304r633o. adaptado.

Mesmo alguém que esteja longe de uma fonte de incêndio tem sua saúde prejudicada pela inalação de fumaça oxidada e altamente diluída", afirmou o químico atmosférico Athanasios Nenes, do Instituto Federal de Tecnologia de Lausanne, na Suíça.


Assinale a opção que contenha dois vocábulos acentuados pela mesma regra.

Alternativas
Q3358948 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Ar poluído afeta seu corpo e sua mente



Em algumas partes do mundo, a qualidade do ar melhorou rapidamente com políticas destinadas a limitar a poluição. Mas outros lugares correm o risco de perder essa melhoria alcançada.


Nos Estados Unidos, mais de 25% da população está exposta a ar considerado não saudável pela Agência de Proteção Ambiental do país, segundo um relatório de uma organização climática.


Estima-se que o número de pessoas expostas a dias não saudáveis aumente em mais da metade até 2050. E os piores dias de poluição do ar, os chamados dias perigosos ou marrons, aumentarão em 27%.


Para contextualizar melhor esta situação, existe um tipo de poluição do ar chamado PM2.5. Ele é composto de material particulado que mede trinta vezes menos que a espessura de um fio de cabelo humano.


Essas partículas minúsculas são formadas por uma mistura de substâncias líquidas e sólidas. Sua composição química é variável e inclui carbono, metais e compostos orgânicos.


Esses grupos de poeira, fuligem e outras substâncias suspensas no ar causam inflamações e elas geram lesões neurais do cérebro.


Um estudo concluiu que 25% da poluição causada por PM2.5 nos Estados Unidos vem da fumaça de incêndios florestais. Este índice chegou à metade no oeste do país.


Em 2023, grandes partes dos Estados Unidos sofreram queda significativa da visibilidade e da qualidade do ar, quando a fumaça dos incêndios florestais ao norte da fronteira com o Canadá se espalhou pelo continente.


As pessoas portadoras de condições respiratórias preexistentes e os recém-nascidos com os pulmões em desenvolvimento são os mais prejudicados pela fumaça dos incêndios florestais.


Como as mudanças climáticas aumentam o risco de incêndios florestais em todo o mundo, a qualidade do ar piorará ainda mais. E, enquanto os incêndios florestais se intensificam, a poluição afeta nossos corpos de maneiras profundas e inesperadas.


Os riscos à saúde causados pela poluição do ar gerada pelos incêndios florestais dependem do tipo de material consumido pelo fogo.


Em 2020, na Sibéria, havia turfa e resina da floresta boreal. O incêndio liberou um volume recorde de poluição, incluindo altas quantidades de mercúrio.


Já se descobriu que a fumaça dos incêndios florestais é prejudicial para certas células imunológicas dos pulmões. Sua toxicidade é quatro vezes maior que outras fontes de poluição.


À medida que a fumaça envelhece, a situação piora. Um estudo demonstrou que a toxicidade da fumaça dobra nas horas que se seguem à sua emissão, atingindo um pico de quatro vezes a sua toxicidade inicial.


"Mesmo alguém que esteja longe de uma fonte de incêndio tem sua saúde prejudicada pela inalação de fumaça oxidada e altamente diluída", afirmou o químico atmosférico Athanasios Nenes, do Instituto Federal de Tecnologia de Lausanne, na Suíça.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c8vn304r633o. adaptado.

Estima-se que o número de pessoas 'expostas' a dias não saudáveis aumente em mais da metade até 2050.


O antônimo do vocábulo destacado é:

Alternativas
Q3358945 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Ar poluído afeta seu corpo e sua mente



Em algumas partes do mundo, a qualidade do ar melhorou rapidamente com políticas destinadas a limitar a poluição. Mas outros lugares correm o risco de perder essa melhoria alcançada.


Nos Estados Unidos, mais de 25% da população está exposta a ar considerado não saudável pela Agência de Proteção Ambiental do país, segundo um relatório de uma organização climática.


Estima-se que o número de pessoas expostas a dias não saudáveis aumente em mais da metade até 2050. E os piores dias de poluição do ar, os chamados dias perigosos ou marrons, aumentarão em 27%.


Para contextualizar melhor esta situação, existe um tipo de poluição do ar chamado PM2.5. Ele é composto de material particulado que mede trinta vezes menos que a espessura de um fio de cabelo humano.


Essas partículas minúsculas são formadas por uma mistura de substâncias líquidas e sólidas. Sua composição química é variável e inclui carbono, metais e compostos orgânicos.


Esses grupos de poeira, fuligem e outras substâncias suspensas no ar causam inflamações e elas geram lesões neurais do cérebro.


Um estudo concluiu que 25% da poluição causada por PM2.5 nos Estados Unidos vem da fumaça de incêndios florestais. Este índice chegou à metade no oeste do país.


Em 2023, grandes partes dos Estados Unidos sofreram queda significativa da visibilidade e da qualidade do ar, quando a fumaça dos incêndios florestais ao norte da fronteira com o Canadá se espalhou pelo continente.


As pessoas portadoras de condições respiratórias preexistentes e os recém-nascidos com os pulmões em desenvolvimento são os mais prejudicados pela fumaça dos incêndios florestais.


Como as mudanças climáticas aumentam o risco de incêndios florestais em todo o mundo, a qualidade do ar piorará ainda mais. E, enquanto os incêndios florestais se intensificam, a poluição afeta nossos corpos de maneiras profundas e inesperadas.


Os riscos à saúde causados pela poluição do ar gerada pelos incêndios florestais dependem do tipo de material consumido pelo fogo.


Em 2020, na Sibéria, havia turfa e resina da floresta boreal. O incêndio liberou um volume recorde de poluição, incluindo altas quantidades de mercúrio.


Já se descobriu que a fumaça dos incêndios florestais é prejudicial para certas células imunológicas dos pulmões. Sua toxicidade é quatro vezes maior que outras fontes de poluição.


À medida que a fumaça envelhece, a situação piora. Um estudo demonstrou que a toxicidade da fumaça dobra nas horas que se seguem à sua emissão, atingindo um pico de quatro vezes a sua toxicidade inicial.


"Mesmo alguém que esteja longe de uma fonte de incêndio tem sua saúde prejudicada pela inalação de fumaça oxidada e altamente diluída", afirmou o químico atmosférico Athanasios Nenes, do Instituto Federal de Tecnologia de Lausanne, na Suíça.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c8vn304r633o. adaptado.

A fumaça dos incêndios florestais é responsável por uma grande parte da poluição por PM2.5 em Nova York, nos Estados Unidos.
Qual das seguintes afirmações é verdadeira de acordo com o texto base?
Alternativas
Q3358941 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Ar poluído afeta seu corpo e sua mente



Em algumas partes do mundo, a qualidade do ar melhorou rapidamente com políticas destinadas a limitar a poluição. Mas outros lugares correm o risco de perder essa melhoria alcançada.


Nos Estados Unidos, mais de 25% da população está exposta a ar considerado não saudável pela Agência de Proteção Ambiental do país, segundo um relatório de uma organização climática.


Estima-se que o número de pessoas expostas a dias não saudáveis aumente em mais da metade até 2050. E os piores dias de poluição do ar, os chamados dias perigosos ou marrons, aumentarão em 27%.


Para contextualizar melhor esta situação, existe um tipo de poluição do ar chamado PM2.5. Ele é composto de material particulado que mede trinta vezes menos que a espessura de um fio de cabelo humano.


Essas partículas minúsculas são formadas por uma mistura de substâncias líquidas e sólidas. Sua composição química é variável e inclui carbono, metais e compostos orgânicos.


Esses grupos de poeira, fuligem e outras substâncias suspensas no ar causam inflamações e elas geram lesões neurais do cérebro.


Um estudo concluiu que 25% da poluição causada por PM2.5 nos Estados Unidos vem da fumaça de incêndios florestais. Este índice chegou à metade no oeste do país.


Em 2023, grandes partes dos Estados Unidos sofreram queda significativa da visibilidade e da qualidade do ar, quando a fumaça dos incêndios florestais ao norte da fronteira com o Canadá se espalhou pelo continente.


As pessoas portadoras de condições respiratórias preexistentes e os recém-nascidos com os pulmões em desenvolvimento são os mais prejudicados pela fumaça dos incêndios florestais.


Como as mudanças climáticas aumentam o risco de incêndios florestais em todo o mundo, a qualidade do ar piorará ainda mais. E, enquanto os incêndios florestais se intensificam, a poluição afeta nossos corpos de maneiras profundas e inesperadas.


Os riscos à saúde causados pela poluição do ar gerada pelos incêndios florestais dependem do tipo de material consumido pelo fogo.


Em 2020, na Sibéria, havia turfa e resina da floresta boreal. O incêndio liberou um volume recorde de poluição, incluindo altas quantidades de mercúrio.


Já se descobriu que a fumaça dos incêndios florestais é prejudicial para certas células imunológicas dos pulmões. Sua toxicidade é quatro vezes maior que outras fontes de poluição.


À medida que a fumaça envelhece, a situação piora. Um estudo demonstrou que a toxicidade da fumaça dobra nas horas que se seguem à sua emissão, atingindo um pico de quatro vezes a sua toxicidade inicial.


"Mesmo alguém que esteja longe de uma fonte de incêndio tem sua saúde prejudicada pela inalação de fumaça oxidada e altamente diluída", afirmou o químico atmosférico Athanasios Nenes, do Instituto Federal de Tecnologia de Lausanne, na Suíça.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c8vn304r633o. adaptado.

Essas partículas minúsculas são formadas por uma mistura de substâncias líquidas e sólidas. Sua composição química é variável e inclui carbono, metais e compostos orgânicos.
Assinale a opção correta quanto à divisão silábica.
Alternativas
Q3358233 Português
Uma das principais características de uma circular é o uso de linguagem formal e denotativa. Isso significa que as palavras utilizadas ao redigir uma peça desse gênero textual devem estar:
Alternativas
Q3358230 Português
Um elemento que compõe a carta comercial é a saudação feita pela empresa a seu destinatário, geralmente representada pelo nome do receptor e acompanhada de vírgula ou dois-pontos. A esse componente do gênero textual dá-se o nome de:
Alternativas
Respostas
18461: D
18462: D
18463: C
18464: D
18465: A
18466: C
18467: B
18468: B
18469: A
18470: C
18471: B
18472: A
18473: A
18474: B
18475: A
18476: A
18477: B
18478: A
18479: A
18480: B