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João e Maria, ............ entraram em casa, informaram ......... mãe de que o cunhado dela escolhera um ......... momento para comunicar ......... família a intenção de divorciar-se.
Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente as lacunas do texto.
Considere as sentenças a seguir:
I. Ele escreveu uma carta à Ana.
II. Não trabalha e vive à custa dos pais.
III. Disse péssimas falas à sua namorada.
O emprego do acento indicativo de crase é facultativo apenas em:
Todas _ vezes que vamos _ cidade, chove durante o trajeto. O que é impressionante é que, quando estamos prestes _ chegar, o céu se transforma, e não deixa qualquer vestígio da chuva.
Assinale a alternativa em que as opções apresentadas preenchem corretamente as lacunas do excerto.
"Os gregos não foram grandes políticos, nem criaram, militarmente, nenhum império coeso. Admite-se mesmo que seu espírito crítico deve ter contribuído para sua fragmentação política em um punhado de pequenos Estados. Mas levou-os, ao mesmo tempo, à contemplação da vida, do mundo, do homem..." (segundo parágrafo).
I - As duas ocorrências da palavra "os", em destaque, são "artigo" e "pronome", respectivamente.
II - A palavra "mas" poderia ser substituída pela palavra "todavia", sem mudar o sentido do texto.
III - O emprego do acento indicativo de crase, em "à contemplação" é facultativo.
"A sua ordenação não foi providenciada por um deus operando de fora. Ao contrário, os próprios deuses nascem, de alguma maneira, dessa matéria. Pois é a Terra – condensação da matéria – que, em amoroso amplexo com o Céu, dá origem às divindades primordiais." (terceiro parágrafo)
Em relação ao vocábulo destacado, é correto afirmar que:
I. Este é o motivo ___ não fui à reunião de pais. II. Enquanto a chuva não ___, não sairemos de casa. III. Está certo de que vale ___ pena provocar essa discussão?
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas das sentenças dadas.
Medo da eternidade
Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade.
Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas.
Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou:
– Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira.
– Como não acaba? – Parei um instante na rua, perplexa.
– Não acaba nunca, e pronto.
Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o mundo impossível do qual já começara a me dar conta. Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca.
– E agora que é que eu faço? – Perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver.
– Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários.
Perder a eternidade? Nunca.
O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola.
– Acabou-se o docinho.E agora?
– Agora mastigue para sempre.
Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da ideia de eternidade ou de infinito.
Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar.
Até que não suportei mais, e, atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia.
– Olha só o que me aconteceu! – Disse eu em fingidos espanto e tristeza. – Agora não posso mastigar mais! A bala acabou!
– Já lhe disse – repetiu minha irmã – que ela não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá.
Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra na boca por acaso.
Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.
(LISPECTOR, Clarice – In: SANTOS, J. F. As cem melhores crônicas brasileiras. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007.)




