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Q3696634 Português
Assinale a alternativa cuja análise do termo em destaque está correta.
Alternativas
Q3696631 Português
" Um sapatinho eu vou
Com laço cor de rosa enfeitar
E perto dele eu vou
Andar devagarinho e o broto conquistar"
(Lacinhos Cor de Rosa - Celly Campello)

A palavra "sapatinho" pode ser classificada como
Alternativas
Q3696627 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras apresentam dígrafo (consonantal ou vocálico). 
Alternativas
Q3696626 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras apresentam a separação correta das sílabas.
Alternativas
Q3696625 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Com mais de 17 mil focos, Brasil registra recorde de queimadas em 2024

Recorde foi puxado pelos estados de Roraima e Mato Grosso. Acumulado de janeiro a abril supera a marca de 2003, que até então era o pior quadrimestre da série histórica.


A um dia de terminar o mês de abril, o Brasil ultrapassou a marca de 17 mil focos de incêndio e superou o pior quadrimestre da história de queimadas registradas no país. Os dados são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que é vinculado ao Governo Federal, e foram atualizados nesta terça-feira (30).

Ao todo, foram registradas 17.064 queimadas de 1ºde janeiro a 29 de abril, um aumento de 81% em relação ao mesmo período de 2023. Os números também superam os 16.988 focos de 1º de janeiro até30 de abril de 2003, pior período da série histórica, iniciada em 1999.

Os estados de Roraima e Mato Grosso lideram o ranking das queimadas, com 4.609 e 4.122 registros de queimadas, respectivamente veja os números de cada estado mais abaixo.

Os biomas com maior número de queimadas registradas este ano são a Amazônia, o Cerrado e a Mata Atlântica. Veja:

• Amazônia - 8.969 queimadas - 52,6% do total;

• Cerrado - 4.506 queimadas - 26,4%;

• Mata Atlântica - 1.746 queimadas - 10,2%;

• Caatinga - 1.115 queimadas - 6,5%;

• Pantanal - 646 queimadas - 3,8%.

Luiz Aragão, pesquisador da divisão de observação da terra e geoinformática do Inpe, explica que a ação humana e o fenômeno climático El Niño são fatores que podem ter influenciado na alta dos números.

" O recorde que observamos está relacionado com a ocorrência do fenômeno El Niño, que é o aquecimento do Oceano Pacífico, causando aumento de temperatura em cima do continente e diminuição de chuva, especialmente na fração norte da Amazônia, ao norte do Equador", disse.

" Isso causa aumento no número de queimadas na região da Roraima, principalmente. A ocorrência dessas queimadas tem uma relação muito forte com a dinâmica do desmatamento. Então o desmatamento, mais o El Niño, você tem uma expansão das queimadas na região Amazônica", afirmou o pesquisador.

Ainda segundo Luiz Aragão, mesmo estando em uma estação considerada chuvosa, as queimadas continuam crescendo, pois o El Niño impacta diretamente na diminuição do volume de chuvas no país.

" Na fração sul da Amazônia, abaixo da linha do Equador, estamos na época de chuvas, mas as condições climáticas causadas pelo El Niño reduzem essa chuva que ocorre no continente, então a gente tem chuvas abaixo da média, mesmo durante a estação chuvosa. Essas queimadas acabam sendo maiores do que as médias já observadas devido ao fenômeno do El Niño", contou.

O pesquisador destaca que, para além das questões climáticas, a ação humana continua sendo um dos fatores que provoca maior degradação do meio ambiente.

"A ação humana é a fonte de ignição para o fogo na Amazônia. A Amazônia normalmente não queima sem a ação humana. Durante todos os anos, o fogo ocorre devido à ação humana, com desmatamento, degradação florestal e manejo das áreas já abertas com o uso do fogo", apontou.

" Com as atividades humanas, tanto de desmatamento quanto do manejo das áreas desmatadas aplicando o uso do fogo, nós temos uma maior incidência das queimadas", finalizou.

[...]

Mesmo liderando o ranking de queimadas, Roraima e Mato Grosso estão em uma trajetória descendente. O estado do Norte teve 2.057 registros em fevereiro -  recorde absoluto no estado. Em março, o índice caiu para 1.429, e, até o dia 29 de abril, foram 519 ocorrências.

Mato Grosso começou o ano acima da média histórica do estado, com 847 e 863 registros em janeiro e fevereiro, teve um pico de queimadas em março, com 1.624 ocorrências, e caiu para 797 em abril.

O g1 acionou o Ministério do Meio Ambiente e os governos de Mato Grosso e Roraima. O Governo do Mato Grosso disse, por meio de nota, que "o Estado passa por um período atípico desde o final de 2023, com pouca incidência de chuvas e baixa humidade. Com isso, o material orgânico seco, como a turfa, se acumula, o que facilita a combustão".


Disponível em: https://g1.globo.com/sp/vale-do-paraibaregiao/noticia/2024/04/30/com-mais-de-17-mil-focos-brasil-registrarecorde-de-queimadas-em-2024.ghtml.
Ainda sobre o texto, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3688801 Português
Atualmente vivemos em uma sociedade permeada por urgências e exigências, e no meio de tantas situações que vivemos no cotidiano, muitas vezes, a violência se faz presente, seja nas relações familiares ou no mundo do trabalho. A Comunicação Não-Violenta (CNV), é um método comunicativo desenvolvido pelo psicólogo norte-americano Marshall Rosenberg, e visa substituir os padrões de defesa, recuo ou ataque diante de julgamentos e críticas, o autor a define do seguinte modo: “uma forma de comunicação que nos leva a nos entregarmos de coração” (ROSENBERG, 2006, p.21). Trata-se então de: 
Alternativas
Q3688174 Português
TEXTO I

CAMPOS LARA E O FILHO

Orígenes Lessa


   Campos Lara notou, nos olhos ensombrados, sonhadores, do filho, que o rapaz o procurava. Tinha qualquer necessidade de desabafo. Alegrou-se. O filho chegava-se. Não quis ser indiscreto. Não perguntou. Esperou. Os dias foram passando. Joãozinho nas vezes sentava-se ao seu lado, no escritório, a palavra afogada na garganta.
    O pai via os olhos tristes do filho, contava as espinhas no seu rosto. Era amor. Com certeza era amor. Estava na idade. E esperava a confidência.
Uma tarde o rapaz se atreveu.
    - Papai, eu estava querendo falar com o senhor.
    - Fale, meu filho.
   De certo ia pedir licença para casar-se. Que loucura! Naquela idade... Mas o menino hesitava. Afinal, criou coragem. E contou que estava escrevendo umas coisas. Não sabia se prestavam, se tinha jeito. Não queria fazer papel ridículo. Estava há muito para lhe falar. Queria a sua opinião franca. Estava disposto a ver a bobagem?
    Campos Lara empalideceu.
    - Estava.
    E muito vermelho, trêmulo, o rapaz lhe estendeu uma folha. Era um poema. O pai sentiu uma turvação na vista, percebeu que o coração lhe batucava no peito. Correu os olhos pelo poema, versos livres, linguagem nova, imagens febris, uma revelação inquietante de poeta, voltado para os problemas que eram a angústia da sua geração.
    Seu filho era poeta. Um arrepio de orgulho e de emoção percorreu - lhe a pele. Afinal de contas, tinha sido aquele o seu sonho toda vida. Um filho que se perpetuasse, que valesse por si, que lhe continuasse a obra. E teve o impulso de abraçá-lo. Sentiu que seus olhos se enublavam de lágrimas. Lembrou-se, porém, da sua vida. Dos anos de luta, de sonho, de tormento e de agonia criadora. Da vida árdua, humilde, sacrificada e dolorosa que vivera. Da existência que dera à família, dominado pelo seu devotamento exclusivo à arte. Da vida que dera ao próprio filho. Era essa a vida que ele tinha diante de si. Que teriam o filho de seu filho. E que seria talvez pior, porque não era só a arte que o chamava. Outras insídias e outros desenganos o esperavam.
    - Prestam? Continuo?
    Campos Lara sorriu. E batendo um cigarro, o pensamento melancólico no vazio da vida, ficou olhando o filho sem achar resposta.

Identifique a alternativa em que o verbo destacado não está na voz reflexiva:

Alternativas
Q3688173 Português
TEXTO I

CAMPOS LARA E O FILHO

Orígenes Lessa


   Campos Lara notou, nos olhos ensombrados, sonhadores, do filho, que o rapaz o procurava. Tinha qualquer necessidade de desabafo. Alegrou-se. O filho chegava-se. Não quis ser indiscreto. Não perguntou. Esperou. Os dias foram passando. Joãozinho nas vezes sentava-se ao seu lado, no escritório, a palavra afogada na garganta.
    O pai via os olhos tristes do filho, contava as espinhas no seu rosto. Era amor. Com certeza era amor. Estava na idade. E esperava a confidência.
Uma tarde o rapaz se atreveu.
    - Papai, eu estava querendo falar com o senhor.
    - Fale, meu filho.
   De certo ia pedir licença para casar-se. Que loucura! Naquela idade... Mas o menino hesitava. Afinal, criou coragem. E contou que estava escrevendo umas coisas. Não sabia se prestavam, se tinha jeito. Não queria fazer papel ridículo. Estava há muito para lhe falar. Queria a sua opinião franca. Estava disposto a ver a bobagem?
    Campos Lara empalideceu.
    - Estava.
    E muito vermelho, trêmulo, o rapaz lhe estendeu uma folha. Era um poema. O pai sentiu uma turvação na vista, percebeu que o coração lhe batucava no peito. Correu os olhos pelo poema, versos livres, linguagem nova, imagens febris, uma revelação inquietante de poeta, voltado para os problemas que eram a angústia da sua geração.
    Seu filho era poeta. Um arrepio de orgulho e de emoção percorreu - lhe a pele. Afinal de contas, tinha sido aquele o seu sonho toda vida. Um filho que se perpetuasse, que valesse por si, que lhe continuasse a obra. E teve o impulso de abraçá-lo. Sentiu que seus olhos se enublavam de lágrimas. Lembrou-se, porém, da sua vida. Dos anos de luta, de sonho, de tormento e de agonia criadora. Da vida árdua, humilde, sacrificada e dolorosa que vivera. Da existência que dera à família, dominado pelo seu devotamento exclusivo à arte. Da vida que dera ao próprio filho. Era essa a vida que ele tinha diante de si. Que teriam o filho de seu filho. E que seria talvez pior, porque não era só a arte que o chamava. Outras insídias e outros desenganos o esperavam.
    - Prestam? Continuo?
    Campos Lara sorriu. E batendo um cigarro, o pensamento melancólico no vazio da vida, ficou olhando o filho sem achar resposta.

Em: “Traga tudo quanto lhe pertence”, “Quem avisa amigo é” e “Ele ainda dormia quando a mãe o chamou”. Os pronomes em destaque são respectivamente:

Alternativas
Q3688172 Português
TEXTO I

CAMPOS LARA E O FILHO

Orígenes Lessa


   Campos Lara notou, nos olhos ensombrados, sonhadores, do filho, que o rapaz o procurava. Tinha qualquer necessidade de desabafo. Alegrou-se. O filho chegava-se. Não quis ser indiscreto. Não perguntou. Esperou. Os dias foram passando. Joãozinho nas vezes sentava-se ao seu lado, no escritório, a palavra afogada na garganta.
    O pai via os olhos tristes do filho, contava as espinhas no seu rosto. Era amor. Com certeza era amor. Estava na idade. E esperava a confidência.
Uma tarde o rapaz se atreveu.
    - Papai, eu estava querendo falar com o senhor.
    - Fale, meu filho.
   De certo ia pedir licença para casar-se. Que loucura! Naquela idade... Mas o menino hesitava. Afinal, criou coragem. E contou que estava escrevendo umas coisas. Não sabia se prestavam, se tinha jeito. Não queria fazer papel ridículo. Estava há muito para lhe falar. Queria a sua opinião franca. Estava disposto a ver a bobagem?
    Campos Lara empalideceu.
    - Estava.
    E muito vermelho, trêmulo, o rapaz lhe estendeu uma folha. Era um poema. O pai sentiu uma turvação na vista, percebeu que o coração lhe batucava no peito. Correu os olhos pelo poema, versos livres, linguagem nova, imagens febris, uma revelação inquietante de poeta, voltado para os problemas que eram a angústia da sua geração.
    Seu filho era poeta. Um arrepio de orgulho e de emoção percorreu - lhe a pele. Afinal de contas, tinha sido aquele o seu sonho toda vida. Um filho que se perpetuasse, que valesse por si, que lhe continuasse a obra. E teve o impulso de abraçá-lo. Sentiu que seus olhos se enublavam de lágrimas. Lembrou-se, porém, da sua vida. Dos anos de luta, de sonho, de tormento e de agonia criadora. Da vida árdua, humilde, sacrificada e dolorosa que vivera. Da existência que dera à família, dominado pelo seu devotamento exclusivo à arte. Da vida que dera ao próprio filho. Era essa a vida que ele tinha diante de si. Que teriam o filho de seu filho. E que seria talvez pior, porque não era só a arte que o chamava. Outras insídias e outros desenganos o esperavam.
    - Prestam? Continuo?
    Campos Lara sorriu. E batendo um cigarro, o pensamento melancólico no vazio da vida, ficou olhando o filho sem achar resposta.

Em: “Tirei um colete velho, em cujo bolso trazia cinco moedas de ouro”. A palavra em destaque indica um pronome:

Alternativas
Q3688171 Português
TEXTO I

CAMPOS LARA E O FILHO

Orígenes Lessa


   Campos Lara notou, nos olhos ensombrados, sonhadores, do filho, que o rapaz o procurava. Tinha qualquer necessidade de desabafo. Alegrou-se. O filho chegava-se. Não quis ser indiscreto. Não perguntou. Esperou. Os dias foram passando. Joãozinho nas vezes sentava-se ao seu lado, no escritório, a palavra afogada na garganta.
    O pai via os olhos tristes do filho, contava as espinhas no seu rosto. Era amor. Com certeza era amor. Estava na idade. E esperava a confidência.
Uma tarde o rapaz se atreveu.
    - Papai, eu estava querendo falar com o senhor.
    - Fale, meu filho.
   De certo ia pedir licença para casar-se. Que loucura! Naquela idade... Mas o menino hesitava. Afinal, criou coragem. E contou que estava escrevendo umas coisas. Não sabia se prestavam, se tinha jeito. Não queria fazer papel ridículo. Estava há muito para lhe falar. Queria a sua opinião franca. Estava disposto a ver a bobagem?
    Campos Lara empalideceu.
    - Estava.
    E muito vermelho, trêmulo, o rapaz lhe estendeu uma folha. Era um poema. O pai sentiu uma turvação na vista, percebeu que o coração lhe batucava no peito. Correu os olhos pelo poema, versos livres, linguagem nova, imagens febris, uma revelação inquietante de poeta, voltado para os problemas que eram a angústia da sua geração.
    Seu filho era poeta. Um arrepio de orgulho e de emoção percorreu - lhe a pele. Afinal de contas, tinha sido aquele o seu sonho toda vida. Um filho que se perpetuasse, que valesse por si, que lhe continuasse a obra. E teve o impulso de abraçá-lo. Sentiu que seus olhos se enublavam de lágrimas. Lembrou-se, porém, da sua vida. Dos anos de luta, de sonho, de tormento e de agonia criadora. Da vida árdua, humilde, sacrificada e dolorosa que vivera. Da existência que dera à família, dominado pelo seu devotamento exclusivo à arte. Da vida que dera ao próprio filho. Era essa a vida que ele tinha diante de si. Que teriam o filho de seu filho. E que seria talvez pior, porque não era só a arte que o chamava. Outras insídias e outros desenganos o esperavam.
    - Prestam? Continuo?
    Campos Lara sorriu. E batendo um cigarro, o pensamento melancólico no vazio da vida, ficou olhando o filho sem achar resposta.

Analise as frases a seguir:


I. O bom de tudo isso é que ele se regenerou.

II. O engraçado desse fato é que ele nem percebeu que cometera uma gafe.

III. Essa história é muito engraçada.

IV. A vida é combate que os fortes abate.

V. Eram pessoas extremamente fortes.


Indique a alternativa em que nas frases o adjetivo aparece substantivado:

Alternativas
Q3688170 Português
TEXTO I

CAMPOS LARA E O FILHO

Orígenes Lessa


   Campos Lara notou, nos olhos ensombrados, sonhadores, do filho, que o rapaz o procurava. Tinha qualquer necessidade de desabafo. Alegrou-se. O filho chegava-se. Não quis ser indiscreto. Não perguntou. Esperou. Os dias foram passando. Joãozinho nas vezes sentava-se ao seu lado, no escritório, a palavra afogada na garganta.
    O pai via os olhos tristes do filho, contava as espinhas no seu rosto. Era amor. Com certeza era amor. Estava na idade. E esperava a confidência.
Uma tarde o rapaz se atreveu.
    - Papai, eu estava querendo falar com o senhor.
    - Fale, meu filho.
   De certo ia pedir licença para casar-se. Que loucura! Naquela idade... Mas o menino hesitava. Afinal, criou coragem. E contou que estava escrevendo umas coisas. Não sabia se prestavam, se tinha jeito. Não queria fazer papel ridículo. Estava há muito para lhe falar. Queria a sua opinião franca. Estava disposto a ver a bobagem?
    Campos Lara empalideceu.
    - Estava.
    E muito vermelho, trêmulo, o rapaz lhe estendeu uma folha. Era um poema. O pai sentiu uma turvação na vista, percebeu que o coração lhe batucava no peito. Correu os olhos pelo poema, versos livres, linguagem nova, imagens febris, uma revelação inquietante de poeta, voltado para os problemas que eram a angústia da sua geração.
    Seu filho era poeta. Um arrepio de orgulho e de emoção percorreu - lhe a pele. Afinal de contas, tinha sido aquele o seu sonho toda vida. Um filho que se perpetuasse, que valesse por si, que lhe continuasse a obra. E teve o impulso de abraçá-lo. Sentiu que seus olhos se enublavam de lágrimas. Lembrou-se, porém, da sua vida. Dos anos de luta, de sonho, de tormento e de agonia criadora. Da vida árdua, humilde, sacrificada e dolorosa que vivera. Da existência que dera à família, dominado pelo seu devotamento exclusivo à arte. Da vida que dera ao próprio filho. Era essa a vida que ele tinha diante de si. Que teriam o filho de seu filho. E que seria talvez pior, porque não era só a arte que o chamava. Outras insídias e outros desenganos o esperavam.
    - Prestam? Continuo?
    Campos Lara sorriu. E batendo um cigarro, o pensamento melancólico no vazio da vida, ficou olhando o filho sem achar resposta.

Analise as orações a seguir e indique a opção que o período é composto por subordinação:

Alternativas
Q3688169 Português
TEXTO I

CAMPOS LARA E O FILHO

Orígenes Lessa


   Campos Lara notou, nos olhos ensombrados, sonhadores, do filho, que o rapaz o procurava. Tinha qualquer necessidade de desabafo. Alegrou-se. O filho chegava-se. Não quis ser indiscreto. Não perguntou. Esperou. Os dias foram passando. Joãozinho nas vezes sentava-se ao seu lado, no escritório, a palavra afogada na garganta.
    O pai via os olhos tristes do filho, contava as espinhas no seu rosto. Era amor. Com certeza era amor. Estava na idade. E esperava a confidência.
Uma tarde o rapaz se atreveu.
    - Papai, eu estava querendo falar com o senhor.
    - Fale, meu filho.
   De certo ia pedir licença para casar-se. Que loucura! Naquela idade... Mas o menino hesitava. Afinal, criou coragem. E contou que estava escrevendo umas coisas. Não sabia se prestavam, se tinha jeito. Não queria fazer papel ridículo. Estava há muito para lhe falar. Queria a sua opinião franca. Estava disposto a ver a bobagem?
    Campos Lara empalideceu.
    - Estava.
    E muito vermelho, trêmulo, o rapaz lhe estendeu uma folha. Era um poema. O pai sentiu uma turvação na vista, percebeu que o coração lhe batucava no peito. Correu os olhos pelo poema, versos livres, linguagem nova, imagens febris, uma revelação inquietante de poeta, voltado para os problemas que eram a angústia da sua geração.
    Seu filho era poeta. Um arrepio de orgulho e de emoção percorreu - lhe a pele. Afinal de contas, tinha sido aquele o seu sonho toda vida. Um filho que se perpetuasse, que valesse por si, que lhe continuasse a obra. E teve o impulso de abraçá-lo. Sentiu que seus olhos se enublavam de lágrimas. Lembrou-se, porém, da sua vida. Dos anos de luta, de sonho, de tormento e de agonia criadora. Da vida árdua, humilde, sacrificada e dolorosa que vivera. Da existência que dera à família, dominado pelo seu devotamento exclusivo à arte. Da vida que dera ao próprio filho. Era essa a vida que ele tinha diante de si. Que teriam o filho de seu filho. E que seria talvez pior, porque não era só a arte que o chamava. Outras insídias e outros desenganos o esperavam.
    - Prestam? Continuo?
    Campos Lara sorriu. E batendo um cigarro, o pensamento melancólico no vazio da vida, ficou olhando o filho sem achar resposta.

Nas frases a seguir, classifique os termos destacados em:


1 – Pronome relativo.

2 – Pronome indefinido.

3 – Pronome demonstrativo.

4 – Pronome interrogativo.


Assinale:


( ) O Cruzeiro que a linda Sofia não quis fitar, como lhe pedia Rubião, está assaz alto para não discernir os risos e as lágrimas dos homens. (Machado de Assis)


( ) Nada lhes escapava, nem mesmo as escadas dos pedreiros, os cavalos de pau, o barco ou a ferramenta dos marceneiros. (Aluísio Azevedo)


( ) O sol nas bancas de revista / me enche de alegria e preguiça / quem lê tanta notícia? (Caetano Veloso)


( ) “Logo ao primeiro grito do Coronel Ludgero Alves, muitas portas até então fechadas, se escancaravam, ali por dentro do casarão do Fórum. (Mário Palmério.)


( ) Aquele livro que estava sobre a mesa era do meu amigo José.



Escolha a alternativa que apresenta a sequência correta:

Alternativas
Q3688168 Português
TEXTO I

CAMPOS LARA E O FILHO

Orígenes Lessa


   Campos Lara notou, nos olhos ensombrados, sonhadores, do filho, que o rapaz o procurava. Tinha qualquer necessidade de desabafo. Alegrou-se. O filho chegava-se. Não quis ser indiscreto. Não perguntou. Esperou. Os dias foram passando. Joãozinho nas vezes sentava-se ao seu lado, no escritório, a palavra afogada na garganta.
    O pai via os olhos tristes do filho, contava as espinhas no seu rosto. Era amor. Com certeza era amor. Estava na idade. E esperava a confidência.
Uma tarde o rapaz se atreveu.
    - Papai, eu estava querendo falar com o senhor.
    - Fale, meu filho.
   De certo ia pedir licença para casar-se. Que loucura! Naquela idade... Mas o menino hesitava. Afinal, criou coragem. E contou que estava escrevendo umas coisas. Não sabia se prestavam, se tinha jeito. Não queria fazer papel ridículo. Estava há muito para lhe falar. Queria a sua opinião franca. Estava disposto a ver a bobagem?
    Campos Lara empalideceu.
    - Estava.
    E muito vermelho, trêmulo, o rapaz lhe estendeu uma folha. Era um poema. O pai sentiu uma turvação na vista, percebeu que o coração lhe batucava no peito. Correu os olhos pelo poema, versos livres, linguagem nova, imagens febris, uma revelação inquietante de poeta, voltado para os problemas que eram a angústia da sua geração.
    Seu filho era poeta. Um arrepio de orgulho e de emoção percorreu - lhe a pele. Afinal de contas, tinha sido aquele o seu sonho toda vida. Um filho que se perpetuasse, que valesse por si, que lhe continuasse a obra. E teve o impulso de abraçá-lo. Sentiu que seus olhos se enublavam de lágrimas. Lembrou-se, porém, da sua vida. Dos anos de luta, de sonho, de tormento e de agonia criadora. Da vida árdua, humilde, sacrificada e dolorosa que vivera. Da existência que dera à família, dominado pelo seu devotamento exclusivo à arte. Da vida que dera ao próprio filho. Era essa a vida que ele tinha diante de si. Que teriam o filho de seu filho. E que seria talvez pior, porque não era só a arte que o chamava. Outras insídias e outros desenganos o esperavam.
    - Prestam? Continuo?
    Campos Lara sorriu. E batendo um cigarro, o pensamento melancólico no vazio da vida, ficou olhando o filho sem achar resposta.

Nas afirmativas abaixo, aponte a passagem que possivelmente explica o fracasso de Campos Lara como chefe de família:

Alternativas
Q3688167 Português
TEXTO I

CAMPOS LARA E O FILHO

Orígenes Lessa


   Campos Lara notou, nos olhos ensombrados, sonhadores, do filho, que o rapaz o procurava. Tinha qualquer necessidade de desabafo. Alegrou-se. O filho chegava-se. Não quis ser indiscreto. Não perguntou. Esperou. Os dias foram passando. Joãozinho nas vezes sentava-se ao seu lado, no escritório, a palavra afogada na garganta.
    O pai via os olhos tristes do filho, contava as espinhas no seu rosto. Era amor. Com certeza era amor. Estava na idade. E esperava a confidência.
Uma tarde o rapaz se atreveu.
    - Papai, eu estava querendo falar com o senhor.
    - Fale, meu filho.
   De certo ia pedir licença para casar-se. Que loucura! Naquela idade... Mas o menino hesitava. Afinal, criou coragem. E contou que estava escrevendo umas coisas. Não sabia se prestavam, se tinha jeito. Não queria fazer papel ridículo. Estava há muito para lhe falar. Queria a sua opinião franca. Estava disposto a ver a bobagem?
    Campos Lara empalideceu.
    - Estava.
    E muito vermelho, trêmulo, o rapaz lhe estendeu uma folha. Era um poema. O pai sentiu uma turvação na vista, percebeu que o coração lhe batucava no peito. Correu os olhos pelo poema, versos livres, linguagem nova, imagens febris, uma revelação inquietante de poeta, voltado para os problemas que eram a angústia da sua geração.
    Seu filho era poeta. Um arrepio de orgulho e de emoção percorreu - lhe a pele. Afinal de contas, tinha sido aquele o seu sonho toda vida. Um filho que se perpetuasse, que valesse por si, que lhe continuasse a obra. E teve o impulso de abraçá-lo. Sentiu que seus olhos se enublavam de lágrimas. Lembrou-se, porém, da sua vida. Dos anos de luta, de sonho, de tormento e de agonia criadora. Da vida árdua, humilde, sacrificada e dolorosa que vivera. Da existência que dera à família, dominado pelo seu devotamento exclusivo à arte. Da vida que dera ao próprio filho. Era essa a vida que ele tinha diante de si. Que teriam o filho de seu filho. E que seria talvez pior, porque não era só a arte que o chamava. Outras insídias e outros desenganos o esperavam.
    - Prestam? Continuo?
    Campos Lara sorriu. E batendo um cigarro, o pensamento melancólico no vazio da vida, ficou olhando o filho sem achar resposta.

O que o autor quis dizer que: “Um arrepio de orgulho e de emoção percorreu a pele do velho pai ao saber que o filho era poeta? 

Alternativas
Q3688166 Português
TEXTO I

CAMPOS LARA E O FILHO

Orígenes Lessa


   Campos Lara notou, nos olhos ensombrados, sonhadores, do filho, que o rapaz o procurava. Tinha qualquer necessidade de desabafo. Alegrou-se. O filho chegava-se. Não quis ser indiscreto. Não perguntou. Esperou. Os dias foram passando. Joãozinho nas vezes sentava-se ao seu lado, no escritório, a palavra afogada na garganta.
    O pai via os olhos tristes do filho, contava as espinhas no seu rosto. Era amor. Com certeza era amor. Estava na idade. E esperava a confidência.
Uma tarde o rapaz se atreveu.
    - Papai, eu estava querendo falar com o senhor.
    - Fale, meu filho.
   De certo ia pedir licença para casar-se. Que loucura! Naquela idade... Mas o menino hesitava. Afinal, criou coragem. E contou que estava escrevendo umas coisas. Não sabia se prestavam, se tinha jeito. Não queria fazer papel ridículo. Estava há muito para lhe falar. Queria a sua opinião franca. Estava disposto a ver a bobagem?
    Campos Lara empalideceu.
    - Estava.
    E muito vermelho, trêmulo, o rapaz lhe estendeu uma folha. Era um poema. O pai sentiu uma turvação na vista, percebeu que o coração lhe batucava no peito. Correu os olhos pelo poema, versos livres, linguagem nova, imagens febris, uma revelação inquietante de poeta, voltado para os problemas que eram a angústia da sua geração.
    Seu filho era poeta. Um arrepio de orgulho e de emoção percorreu - lhe a pele. Afinal de contas, tinha sido aquele o seu sonho toda vida. Um filho que se perpetuasse, que valesse por si, que lhe continuasse a obra. E teve o impulso de abraçá-lo. Sentiu que seus olhos se enublavam de lágrimas. Lembrou-se, porém, da sua vida. Dos anos de luta, de sonho, de tormento e de agonia criadora. Da vida árdua, humilde, sacrificada e dolorosa que vivera. Da existência que dera à família, dominado pelo seu devotamento exclusivo à arte. Da vida que dera ao próprio filho. Era essa a vida que ele tinha diante de si. Que teriam o filho de seu filho. E que seria talvez pior, porque não era só a arte que o chamava. Outras insídias e outros desenganos o esperavam.
    - Prestam? Continuo?
    Campos Lara sorriu. E batendo um cigarro, o pensamento melancólico no vazio da vida, ficou olhando o filho sem achar resposta.

Nas alternativas abaixo, indique a que expressa o que levou Campos Lara a admitir que o “mal” do filho era amor?

Alternativas
Respostas
16281: A
16282: D
16283: E
16284: B
16285: C
16286: B
16287: D
16288: E
16289: C
16290: A
16291: B
16292: C
16293: B
16294: C
16295: A
16296: D
16297: B
16298: E
16299: B
16300: D