Questões de Concurso Sobre português nível médio

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Q3632247 Português

Furto de flor, Carlos Drummond de Andrade


Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava e eu furtei a flor. Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida.


Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem. Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim. Nem apelar para o médico das flores. Eu a furtara, eu a via morrer.


Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me: 

− Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!


(Carlos Drummond de Andrade. Contos plausíveis. Rio de Janeiro, José Olympio, 1985. p. 80.)

Ao levar a flor para casa, o homem cuida dela praticamente como uma pessoa precisa ser cuidada. Todas as frases que seguem se referem à flor. Assinale aquela que descreve uma característica humana dada ela:
Alternativas
Q3632202 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As pérolas Carlos Drummond de Andrade


Dentro do pacote de açúcar, Renata encontrou uma pérola. A pérola era evidentemente para Renata, que sempre desejou possuir um colar de pérolas, entretanto, sua profissão de doceira não dava para isto.

— Agora vou esperar que cheguem as outras pérolas − disse Renata, confiante. E ativou a fabricação de doces para esvaziar mais pacotes de açúcar.

Os clientes queixavam-se de que os doces de Renata estavam demasiado doces, e muitos devolviam as encomendas. Por que não aparecia outra pérola? Renata deixou de ser doceira qualificada, e ultimamente só fazia arroz-doce. Envelheceu.

A menina que provou o arroz-doce, aquele dia, quase ia quebrando um dente ao mastigar um pedaço encaroçado. O caroço era uma pérola. A mãe não quis devolvê-la a Renata, e disse:

— Quem sabe se não aparecerão outras, e eu farei com elas um colar de pérolas? Vou encomendar arroz-doce toda semana.


(Carlos Drummond de Andrade, Contos plausíveis. 4. ed. Rio de Janeiro: Record, 1998. Adaptado.)

No primeiro parágrafo: "Dentro do pacote de açúcar, Renata encontrou uma pérola. A pérola era evidentemente para Renata, que sempre desejou possuir um colar de pérolas, mas sua profissão de doceira não dava para isto", a palavra isto se refere a:
Alternativas
Q3631279 Português

Analise o texto a seguir e responda à questão.



Texto II


Entre o bizarro e o extraordinário


Pesquisas aparentemente absurdas escondem descobertas geniais



   Ao se deparar com cientistas fazendo cócegas em ratos, você pode se revoltar com o desperdício de tempo e dinheiro em algo que à primeira vista não traz retorno para a sociedade. Para muitos, a ciência só tem valor se tiver aplicação imediata e evidente.


   Acontece que existe um valor inerente ao conhecimento que muitas vezes não se revela em uma única pesquisa. A chamada "ciência básica", que se dedica a investigar os fundamentos de fenômenos naturais, pode viabilizar soluções para problemas complexos.


   Pesquisadores que passaram anos fazendo cócegas em ratos, por exemplo, compreenderam melhor as respostas neurológicas à alegria e ao prazer, ao identificar vocalizações ultrassônicas comparáveis às gargalhadas humanas. Uma descoberta que nos ajuda a desvendar mistérios como: por que sentimos cócegas? Por que algumas partes do corpo são mais sensíveis?


  Ao investigar o córtex somatossensorial dos ratos, responsável por receber e processar informações sensoriais, os cientistas identificaram células que respondiam às cócegas e a outros estímulos, como brincadeiras. Se ansiosos, os ratos sentiam menos cócegas e a atividade dessas células era reduzida. São achados que ajudam a compreender a base neurobiológica das emoções positivas e abrem caminho para tratamentos contra a ansiedade e a depressão. 


   Não por acaso, o prêmio IgNobel, uma sátira ao Nobel, homenageia pesquisas aparentemente bizarras que "fazem as pessoas rirem e depois pensarem". Entre os premiados estão estudos que avaliaram os fenômenos físicos responsáveis pelos escorregões em cascas de banana; o motivo pelo qual pica-paus não têm dor de cabeça; por que os cocôs de pequenos marsupiais são cúbicos, entre outros.


   Na história da ciência não faltam exemplos de descobertas revolucionárias que nasceram de pesquisas "inúteis". Depois de anos investigando uma espécie de água-viva bioluminescente, o químico Osamu Shimomura conseguiu isolar a proteína fluorescente verde (GPF), feito que provocaria uma revolução na medicina. Com os avanços da engenharia genética, cientistas passaram a inserir o gene que comanda a produção da GFP em células e em animais de laboratório, permitindo rastrear processos celulares em tempo real. A descoberta rendeu o Nobel de Química ao cientista, tornando-se uma ferramenta fundamental na criação de tratamentos e diagnósticos para seres humanos. [...]



(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/cienciafundamental/2025/08/entre-o-bizarro-e-o-extraordinario.shtml. Acesso em 06 de agosto de 2025)

Considere o fragmento abaixo para responder à questão.

“Pesquisadores que passaram anos fazendo cócegas em ratos, por exemplo, compreenderam melhor as respostas neurológicas à alegria e ao prazer [...]. Uma descoberta que nos ajuda a desvendar mistérios como: por que sentimos cócegas?” (3º§).

A partir da observação dos elementos linguísticos, é correto afirmar que, na passagem, ocorre o predomínio de uma função da linguagem que:
Alternativas
Q3631278 Português

Analise o texto a seguir e responda à questão.



Texto II


Entre o bizarro e o extraordinário


Pesquisas aparentemente absurdas escondem descobertas geniais



   Ao se deparar com cientistas fazendo cócegas em ratos, você pode se revoltar com o desperdício de tempo e dinheiro em algo que à primeira vista não traz retorno para a sociedade. Para muitos, a ciência só tem valor se tiver aplicação imediata e evidente.


   Acontece que existe um valor inerente ao conhecimento que muitas vezes não se revela em uma única pesquisa. A chamada "ciência básica", que se dedica a investigar os fundamentos de fenômenos naturais, pode viabilizar soluções para problemas complexos.


   Pesquisadores que passaram anos fazendo cócegas em ratos, por exemplo, compreenderam melhor as respostas neurológicas à alegria e ao prazer, ao identificar vocalizações ultrassônicas comparáveis às gargalhadas humanas. Uma descoberta que nos ajuda a desvendar mistérios como: por que sentimos cócegas? Por que algumas partes do corpo são mais sensíveis?


  Ao investigar o córtex somatossensorial dos ratos, responsável por receber e processar informações sensoriais, os cientistas identificaram células que respondiam às cócegas e a outros estímulos, como brincadeiras. Se ansiosos, os ratos sentiam menos cócegas e a atividade dessas células era reduzida. São achados que ajudam a compreender a base neurobiológica das emoções positivas e abrem caminho para tratamentos contra a ansiedade e a depressão. 


   Não por acaso, o prêmio IgNobel, uma sátira ao Nobel, homenageia pesquisas aparentemente bizarras que "fazem as pessoas rirem e depois pensarem". Entre os premiados estão estudos que avaliaram os fenômenos físicos responsáveis pelos escorregões em cascas de banana; o motivo pelo qual pica-paus não têm dor de cabeça; por que os cocôs de pequenos marsupiais são cúbicos, entre outros.


   Na história da ciência não faltam exemplos de descobertas revolucionárias que nasceram de pesquisas "inúteis". Depois de anos investigando uma espécie de água-viva bioluminescente, o químico Osamu Shimomura conseguiu isolar a proteína fluorescente verde (GPF), feito que provocaria uma revolução na medicina. Com os avanços da engenharia genética, cientistas passaram a inserir o gene que comanda a produção da GFP em células e em animais de laboratório, permitindo rastrear processos celulares em tempo real. A descoberta rendeu o Nobel de Química ao cientista, tornando-se uma ferramenta fundamental na criação de tratamentos e diagnósticos para seres humanos. [...]



(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/cienciafundamental/2025/08/entre-o-bizarro-e-o-extraordinario.shtml. Acesso em 06 de agosto de 2025)

Considere o fragmento abaixo para responder à questão.

“Pesquisadores que passaram anos fazendo cócegas em ratos, por exemplo, compreenderam melhor as respostas neurológicas à alegria e ao prazer [...]. Uma descoberta que nos ajuda a desvendar mistérios como: por que sentimos cócegas?” (3º§).

No fragmento em destaque, considerando as relações que se estabelecem entre os termos, pode-se afirmar que o sintagma “à alegria e ao prazer” exerce a função sintática de: 
Alternativas
Q3631277 Português

Analise o texto a seguir e responda à questão.



Texto II


Entre o bizarro e o extraordinário


Pesquisas aparentemente absurdas escondem descobertas geniais



   Ao se deparar com cientistas fazendo cócegas em ratos, você pode se revoltar com o desperdício de tempo e dinheiro em algo que à primeira vista não traz retorno para a sociedade. Para muitos, a ciência só tem valor se tiver aplicação imediata e evidente.


   Acontece que existe um valor inerente ao conhecimento que muitas vezes não se revela em uma única pesquisa. A chamada "ciência básica", que se dedica a investigar os fundamentos de fenômenos naturais, pode viabilizar soluções para problemas complexos.


   Pesquisadores que passaram anos fazendo cócegas em ratos, por exemplo, compreenderam melhor as respostas neurológicas à alegria e ao prazer, ao identificar vocalizações ultrassônicas comparáveis às gargalhadas humanas. Uma descoberta que nos ajuda a desvendar mistérios como: por que sentimos cócegas? Por que algumas partes do corpo são mais sensíveis?


  Ao investigar o córtex somatossensorial dos ratos, responsável por receber e processar informações sensoriais, os cientistas identificaram células que respondiam às cócegas e a outros estímulos, como brincadeiras. Se ansiosos, os ratos sentiam menos cócegas e a atividade dessas células era reduzida. São achados que ajudam a compreender a base neurobiológica das emoções positivas e abrem caminho para tratamentos contra a ansiedade e a depressão. 


   Não por acaso, o prêmio IgNobel, uma sátira ao Nobel, homenageia pesquisas aparentemente bizarras que "fazem as pessoas rirem e depois pensarem". Entre os premiados estão estudos que avaliaram os fenômenos físicos responsáveis pelos escorregões em cascas de banana; o motivo pelo qual pica-paus não têm dor de cabeça; por que os cocôs de pequenos marsupiais são cúbicos, entre outros.


   Na história da ciência não faltam exemplos de descobertas revolucionárias que nasceram de pesquisas "inúteis". Depois de anos investigando uma espécie de água-viva bioluminescente, o químico Osamu Shimomura conseguiu isolar a proteína fluorescente verde (GPF), feito que provocaria uma revolução na medicina. Com os avanços da engenharia genética, cientistas passaram a inserir o gene que comanda a produção da GFP em células e em animais de laboratório, permitindo rastrear processos celulares em tempo real. A descoberta rendeu o Nobel de Química ao cientista, tornando-se uma ferramenta fundamental na criação de tratamentos e diagnósticos para seres humanos. [...]



(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/cienciafundamental/2025/08/entre-o-bizarro-e-o-extraordinario.shtml. Acesso em 06 de agosto de 2025)

Com base nos tempos e modos verbais do fragmento “Acontece que existe um valor inerente ao conhecimento que muitas vezes não se revela em uma única pesquisa.” (2º§), assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3631276 Português

Analise o texto a seguir e responda à questão.



Texto II


Entre o bizarro e o extraordinário


Pesquisas aparentemente absurdas escondem descobertas geniais



   Ao se deparar com cientistas fazendo cócegas em ratos, você pode se revoltar com o desperdício de tempo e dinheiro em algo que à primeira vista não traz retorno para a sociedade. Para muitos, a ciência só tem valor se tiver aplicação imediata e evidente.


   Acontece que existe um valor inerente ao conhecimento que muitas vezes não se revela em uma única pesquisa. A chamada "ciência básica", que se dedica a investigar os fundamentos de fenômenos naturais, pode viabilizar soluções para problemas complexos.


   Pesquisadores que passaram anos fazendo cócegas em ratos, por exemplo, compreenderam melhor as respostas neurológicas à alegria e ao prazer, ao identificar vocalizações ultrassônicas comparáveis às gargalhadas humanas. Uma descoberta que nos ajuda a desvendar mistérios como: por que sentimos cócegas? Por que algumas partes do corpo são mais sensíveis?


  Ao investigar o córtex somatossensorial dos ratos, responsável por receber e processar informações sensoriais, os cientistas identificaram células que respondiam às cócegas e a outros estímulos, como brincadeiras. Se ansiosos, os ratos sentiam menos cócegas e a atividade dessas células era reduzida. São achados que ajudam a compreender a base neurobiológica das emoções positivas e abrem caminho para tratamentos contra a ansiedade e a depressão. 


   Não por acaso, o prêmio IgNobel, uma sátira ao Nobel, homenageia pesquisas aparentemente bizarras que "fazem as pessoas rirem e depois pensarem". Entre os premiados estão estudos que avaliaram os fenômenos físicos responsáveis pelos escorregões em cascas de banana; o motivo pelo qual pica-paus não têm dor de cabeça; por que os cocôs de pequenos marsupiais são cúbicos, entre outros.


   Na história da ciência não faltam exemplos de descobertas revolucionárias que nasceram de pesquisas "inúteis". Depois de anos investigando uma espécie de água-viva bioluminescente, o químico Osamu Shimomura conseguiu isolar a proteína fluorescente verde (GPF), feito que provocaria uma revolução na medicina. Com os avanços da engenharia genética, cientistas passaram a inserir o gene que comanda a produção da GFP em células e em animais de laboratório, permitindo rastrear processos celulares em tempo real. A descoberta rendeu o Nobel de Química ao cientista, tornando-se uma ferramenta fundamental na criação de tratamentos e diagnósticos para seres humanos. [...]



(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/cienciafundamental/2025/08/entre-o-bizarro-e-o-extraordinario.shtml. Acesso em 06 de agosto de 2025)

Em “Na história da ciência não faltam exemplos de descobertas revolucionárias que nasceram de pesquisas ‘inúteis’.” (6º§), considere o verbo em destaque e, com base nas regras de concordância verbal, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3631275 Português

Analise o texto a seguir e responda à questão.



Texto II


Entre o bizarro e o extraordinário


Pesquisas aparentemente absurdas escondem descobertas geniais



   Ao se deparar com cientistas fazendo cócegas em ratos, você pode se revoltar com o desperdício de tempo e dinheiro em algo que à primeira vista não traz retorno para a sociedade. Para muitos, a ciência só tem valor se tiver aplicação imediata e evidente.


   Acontece que existe um valor inerente ao conhecimento que muitas vezes não se revela em uma única pesquisa. A chamada "ciência básica", que se dedica a investigar os fundamentos de fenômenos naturais, pode viabilizar soluções para problemas complexos.


   Pesquisadores que passaram anos fazendo cócegas em ratos, por exemplo, compreenderam melhor as respostas neurológicas à alegria e ao prazer, ao identificar vocalizações ultrassônicas comparáveis às gargalhadas humanas. Uma descoberta que nos ajuda a desvendar mistérios como: por que sentimos cócegas? Por que algumas partes do corpo são mais sensíveis?


  Ao investigar o córtex somatossensorial dos ratos, responsável por receber e processar informações sensoriais, os cientistas identificaram células que respondiam às cócegas e a outros estímulos, como brincadeiras. Se ansiosos, os ratos sentiam menos cócegas e a atividade dessas células era reduzida. São achados que ajudam a compreender a base neurobiológica das emoções positivas e abrem caminho para tratamentos contra a ansiedade e a depressão. 


   Não por acaso, o prêmio IgNobel, uma sátira ao Nobel, homenageia pesquisas aparentemente bizarras que "fazem as pessoas rirem e depois pensarem". Entre os premiados estão estudos que avaliaram os fenômenos físicos responsáveis pelos escorregões em cascas de banana; o motivo pelo qual pica-paus não têm dor de cabeça; por que os cocôs de pequenos marsupiais são cúbicos, entre outros.


   Na história da ciência não faltam exemplos de descobertas revolucionárias que nasceram de pesquisas "inúteis". Depois de anos investigando uma espécie de água-viva bioluminescente, o químico Osamu Shimomura conseguiu isolar a proteína fluorescente verde (GPF), feito que provocaria uma revolução na medicina. Com os avanços da engenharia genética, cientistas passaram a inserir o gene que comanda a produção da GFP em células e em animais de laboratório, permitindo rastrear processos celulares em tempo real. A descoberta rendeu o Nobel de Química ao cientista, tornando-se uma ferramenta fundamental na criação de tratamentos e diagnósticos para seres humanos. [...]



(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/cienciafundamental/2025/08/entre-o-bizarro-e-o-extraordinario.shtml. Acesso em 06 de agosto de 2025)

O texto faz uso de vocabulário técnico e formal comum ao gênero de divulgação científica, como se observa nas palavras “ultrassônicas”, “neurobiológica” e “bioluminescente”. Com base nas normas atuais do português, assinale a alternativa que apresenta ambas as palavras grafadas corretamente.
Alternativas
Q3631274 Português
Analise o texto a seguir para responder à questão.


Texto I

visitantes na mina


Terno, gravata, colete, camisa.

Cinto combinado com o sapato, e a meia.

Abotoadura, lenço e suspensório, já que isso faz tempo.

São todos iguais e somam bem uns dez, talvez mais.

Engenheiros, na época em que engenheiro era importante.

Mas, chiques de morrer, estão numa mina de carvão.

Algo a ver com as ordens para abrir uma nova galeria.

É muito engraçada a cena.

Kafka pode ser muito engraçado.

Esses caras, por exemplo, descendo numa mina de carvão.

Arrumadíssimos e tentando não se sujar.

Os mineiros, pretos de carvão até a cara, se encostam nas paredes.

À medida que a comitiva passa, tentam não estourar de rir.

Porque não é só a roupa e as mãos bem cuidadas e a cara de nojo.

É também o que eles fazem ou fingem fazer.

[...]


(VIGNA, Elvira. Kafkianas. São Paulo: Todavia, 2018, p. 44) 
No início do texto, ocorre uma enumeração de substantivos. Analise o efeito expressivo dessa sequência e assinale a alternativa que melhor caracteriza sua função.
Alternativas
Q3631273 Português
Analise o texto a seguir para responder à questão.


Texto I

visitantes na mina


Terno, gravata, colete, camisa.

Cinto combinado com o sapato, e a meia.

Abotoadura, lenço e suspensório, já que isso faz tempo.

São todos iguais e somam bem uns dez, talvez mais.

Engenheiros, na época em que engenheiro era importante.

Mas, chiques de morrer, estão numa mina de carvão.

Algo a ver com as ordens para abrir uma nova galeria.

É muito engraçada a cena.

Kafka pode ser muito engraçado.

Esses caras, por exemplo, descendo numa mina de carvão.

Arrumadíssimos e tentando não se sujar.

Os mineiros, pretos de carvão até a cara, se encostam nas paredes.

À medida que a comitiva passa, tentam não estourar de rir.

Porque não é só a roupa e as mãos bem cuidadas e a cara de nojo.

É também o que eles fazem ou fingem fazer.

[...]


(VIGNA, Elvira. Kafkianas. São Paulo: Todavia, 2018, p. 44) 
Considere o verso “Algo a ver com as ordens para abrir uma nova galeria.” e assinale a alternativa que apresenta uma análise correta da regência.
Alternativas
Q3631272 Português
Analise o texto a seguir para responder à questão.


Texto I

visitantes na mina


Terno, gravata, colete, camisa.

Cinto combinado com o sapato, e a meia.

Abotoadura, lenço e suspensório, já que isso faz tempo.

São todos iguais e somam bem uns dez, talvez mais.

Engenheiros, na época em que engenheiro era importante.

Mas, chiques de morrer, estão numa mina de carvão.

Algo a ver com as ordens para abrir uma nova galeria.

É muito engraçada a cena.

Kafka pode ser muito engraçado.

Esses caras, por exemplo, descendo numa mina de carvão.

Arrumadíssimos e tentando não se sujar.

Os mineiros, pretos de carvão até a cara, se encostam nas paredes.

À medida que a comitiva passa, tentam não estourar de rir.

Porque não é só a roupa e as mãos bem cuidadas e a cara de nojo.

É também o que eles fazem ou fingem fazer.

[...]


(VIGNA, Elvira. Kafkianas. São Paulo: Todavia, 2018, p. 44) 
No trecho apresentado, o contraste entre os engenheiros “arrumadíssimos” e os mineiros “pretos de carvão até a cara” sugere, principalmente: 
Alternativas
Q3631271 Português
Analise o texto a seguir para responder à questão.


Texto I

visitantes na mina


Terno, gravata, colete, camisa.

Cinto combinado com o sapato, e a meia.

Abotoadura, lenço e suspensório, já que isso faz tempo.

São todos iguais e somam bem uns dez, talvez mais.

Engenheiros, na época em que engenheiro era importante.

Mas, chiques de morrer, estão numa mina de carvão.

Algo a ver com as ordens para abrir uma nova galeria.

É muito engraçada a cena.

Kafka pode ser muito engraçado.

Esses caras, por exemplo, descendo numa mina de carvão.

Arrumadíssimos e tentando não se sujar.

Os mineiros, pretos de carvão até a cara, se encostam nas paredes.

À medida que a comitiva passa, tentam não estourar de rir.

Porque não é só a roupa e as mãos bem cuidadas e a cara de nojo.

É também o que eles fazem ou fingem fazer.

[...]


(VIGNA, Elvira. Kafkianas. São Paulo: Todavia, 2018, p. 44) 
Dentre os vocábulos abaixo retirados do texto, aponte o que apresenta um processo de formação diferente dos demais. 
Alternativas
Q3631270 Português
Analise o texto a seguir para responder à questão.


Texto I

visitantes na mina


Terno, gravata, colete, camisa.

Cinto combinado com o sapato, e a meia.

Abotoadura, lenço e suspensório, já que isso faz tempo.

São todos iguais e somam bem uns dez, talvez mais.

Engenheiros, na época em que engenheiro era importante.

Mas, chiques de morrer, estão numa mina de carvão.

Algo a ver com as ordens para abrir uma nova galeria.

É muito engraçada a cena.

Kafka pode ser muito engraçado.

Esses caras, por exemplo, descendo numa mina de carvão.

Arrumadíssimos e tentando não se sujar.

Os mineiros, pretos de carvão até a cara, se encostam nas paredes.

À medida que a comitiva passa, tentam não estourar de rir.

Porque não é só a roupa e as mãos bem cuidadas e a cara de nojo.

É também o que eles fazem ou fingem fazer.

[...]


(VIGNA, Elvira. Kafkianas. São Paulo: Todavia, 2018, p. 44) 
No período “À medida que a comitiva passa, tentam não estourar de rir.” (v.13), ocorre uma locução conjuntiva que estabelece entre as orações uma relação semântica de: 
Alternativas
Q3631219 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como assistir a vídeos em velocidade acelerada afeta seu cérebro


Muitos de nós desenvolvemos o hábito de ouvir podcasts, áudios e outros conteúdos online em uma velocidade de reprodução mais rápida. Entre os jovens, isso é quase uma regra. Uma pesquisa com estudantes da Califórnia revelou que oitenta e nove por cento ajustavam a velocidade das aulas online, e diversas reportagens já destacaram como assistir a vídeos no modo rápido se tornou algo comum.


As vantagens são evidentes: consumir mais conteúdo em menos tempo e revisar várias vezes para absorver mais informações. No contexto educacional, essa prática libera tempo para consolidar conhecimentos e realizar atividades práticas. Também ajuda a manter a atenção e o interesse durante todo o vídeo, evitando distrações.


No entanto, existem desvantagens. Quando exposto a informações faladas, o cérebro passa por três fases da memória: codificação, armazenamento e recuperação. Na codificação, é necessário tempo para processar e compreender o fluxo de palavras, identificando-as e associando-as ao significado contextual. Normalmente, as pessoas falam cerca de cento e cinquenta palavras por minuto, mas é possível compreender até trezentas ou quatrocentas e cinquenta palavras por minuto. A questão, porém, está na qualidade e durabilidade das lembranças.


As informações recebidas são inicialmente guardadas na memória de trabalho, que permite transformá-las e combiná-las até estarem prontas para serem transferidas para a memória de longo prazo. Como a memória de trabalho tem capacidade limitada, um fluxo excessivamente rápido pode sobrecarregá-la, causando perda de informações e sobrecarga cognitiva.


Uma meta-análise de vinte e quatro estudos sobre aprendizagem por vídeo analisou o impacto da velocidade de reprodução. Nos experimentos, um grupo assistia a vídeos em velocidade normal (1x) e outro em velocidades maiores (1,25x, 1,5x, 2x ou 2,5x). Depois, todos realizavam a mesma prova para avaliar a memorização e a recuperação de informações.


Os resultados mostraram que aumentar a velocidade de reprodução gerava efeitos cada vez mais negativos no desempenho. Até 1,5x, a queda era mínima, mas a partir de 2x, o prejuízo variava de moderado a grande.


Um dos estudos analisou adultos mais velhos (61 a 94 anos) e verificou que eles eram mais prejudicados pelo aumento da velocidade do que os mais jovens (18 a 36 anos). Isso está relacionado à redução natural da capacidade de memória com a idade, indicando que idosos devem preferir a velocidade normal ou mais lenta. Ainda não se sabe se a prática frequente reduz esses efeitos negativos, nem se jovens compensam eventuais perdas com o uso constante do modo rápido.


Outra questão em aberto é se há impactos de longo prazo na função mental e na atividade cerebral. Em teoria, podem ocorrer efeitos positivos, como maior capacidade de lidar com alta carga cognitiva, ou negativos, como maior cansaço mental. Não há evidências conclusivas sobre isso. 


https://www.bbc.com/portuguese/articles/crr22v2qq27o.adaptado.

Muitos especialistas discutem os efeitos de assistir a vídeos em velocidade acelerada, destacando que, embora essa prática traga vantagens como economia de tempo e manutenção da atenção, também pode gerar sobrecarga cognitiva e comprometer a qualidade da aprendizagem.


De acordo com o texto base, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q3631218 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como assistir a vídeos em velocidade acelerada afeta seu cérebro


Muitos de nós desenvolvemos o hábito de ouvir podcasts, áudios e outros conteúdos online em uma velocidade de reprodução mais rápida. Entre os jovens, isso é quase uma regra. Uma pesquisa com estudantes da Califórnia revelou que oitenta e nove por cento ajustavam a velocidade das aulas online, e diversas reportagens já destacaram como assistir a vídeos no modo rápido se tornou algo comum.


As vantagens são evidentes: consumir mais conteúdo em menos tempo e revisar várias vezes para absorver mais informações. No contexto educacional, essa prática libera tempo para consolidar conhecimentos e realizar atividades práticas. Também ajuda a manter a atenção e o interesse durante todo o vídeo, evitando distrações.


No entanto, existem desvantagens. Quando exposto a informações faladas, o cérebro passa por três fases da memória: codificação, armazenamento e recuperação. Na codificação, é necessário tempo para processar e compreender o fluxo de palavras, identificando-as e associando-as ao significado contextual. Normalmente, as pessoas falam cerca de cento e cinquenta palavras por minuto, mas é possível compreender até trezentas ou quatrocentas e cinquenta palavras por minuto. A questão, porém, está na qualidade e durabilidade das lembranças.


As informações recebidas são inicialmente guardadas na memória de trabalho, que permite transformá-las e combiná-las até estarem prontas para serem transferidas para a memória de longo prazo. Como a memória de trabalho tem capacidade limitada, um fluxo excessivamente rápido pode sobrecarregá-la, causando perda de informações e sobrecarga cognitiva.


Uma meta-análise de vinte e quatro estudos sobre aprendizagem por vídeo analisou o impacto da velocidade de reprodução. Nos experimentos, um grupo assistia a vídeos em velocidade normal (1x) e outro em velocidades maiores (1,25x, 1,5x, 2x ou 2,5x). Depois, todos realizavam a mesma prova para avaliar a memorização e a recuperação de informações.


Os resultados mostraram que aumentar a velocidade de reprodução gerava efeitos cada vez mais negativos no desempenho. Até 1,5x, a queda era mínima, mas a partir de 2x, o prejuízo variava de moderado a grande.


Um dos estudos analisou adultos mais velhos (61 a 94 anos) e verificou que eles eram mais prejudicados pelo aumento da velocidade do que os mais jovens (18 a 36 anos). Isso está relacionado à redução natural da capacidade de memória com a idade, indicando que idosos devem preferir a velocidade normal ou mais lenta. Ainda não se sabe se a prática frequente reduz esses efeitos negativos, nem se jovens compensam eventuais perdas com o uso constante do modo rápido.


Outra questão em aberto é se há impactos de longo prazo na função mental e na atividade cerebral. Em teoria, podem ocorrer efeitos positivos, como maior capacidade de lidar com alta carga cognitiva, ou negativos, como maior cansaço mental. Não há evidências conclusivas sobre isso. 


https://www.bbc.com/portuguese/articles/crr22v2qq27o.adaptado.

Outra questão em aberto é se há impactos de longo prazo na função mental e na atividade cerebral.


Assinale a alternativa correta quanto às classes de palavras dos vocábulos mencionados nesta frase.

Alternativas
Q3631217 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como assistir a vídeos em velocidade acelerada afeta seu cérebro


Muitos de nós desenvolvemos o hábito de ouvir podcasts, áudios e outros conteúdos online em uma velocidade de reprodução mais rápida. Entre os jovens, isso é quase uma regra. Uma pesquisa com estudantes da Califórnia revelou que oitenta e nove por cento ajustavam a velocidade das aulas online, e diversas reportagens já destacaram como assistir a vídeos no modo rápido se tornou algo comum.


As vantagens são evidentes: consumir mais conteúdo em menos tempo e revisar várias vezes para absorver mais informações. No contexto educacional, essa prática libera tempo para consolidar conhecimentos e realizar atividades práticas. Também ajuda a manter a atenção e o interesse durante todo o vídeo, evitando distrações.


No entanto, existem desvantagens. Quando exposto a informações faladas, o cérebro passa por três fases da memória: codificação, armazenamento e recuperação. Na codificação, é necessário tempo para processar e compreender o fluxo de palavras, identificando-as e associando-as ao significado contextual. Normalmente, as pessoas falam cerca de cento e cinquenta palavras por minuto, mas é possível compreender até trezentas ou quatrocentas e cinquenta palavras por minuto. A questão, porém, está na qualidade e durabilidade das lembranças.


As informações recebidas são inicialmente guardadas na memória de trabalho, que permite transformá-las e combiná-las até estarem prontas para serem transferidas para a memória de longo prazo. Como a memória de trabalho tem capacidade limitada, um fluxo excessivamente rápido pode sobrecarregá-la, causando perda de informações e sobrecarga cognitiva.


Uma meta-análise de vinte e quatro estudos sobre aprendizagem por vídeo analisou o impacto da velocidade de reprodução. Nos experimentos, um grupo assistia a vídeos em velocidade normal (1x) e outro em velocidades maiores (1,25x, 1,5x, 2x ou 2,5x). Depois, todos realizavam a mesma prova para avaliar a memorização e a recuperação de informações.


Os resultados mostraram que aumentar a velocidade de reprodução gerava efeitos cada vez mais negativos no desempenho. Até 1,5x, a queda era mínima, mas a partir de 2x, o prejuízo variava de moderado a grande.


Um dos estudos analisou adultos mais velhos (61 a 94 anos) e verificou que eles eram mais prejudicados pelo aumento da velocidade do que os mais jovens (18 a 36 anos). Isso está relacionado à redução natural da capacidade de memória com a idade, indicando que idosos devem preferir a velocidade normal ou mais lenta. Ainda não se sabe se a prática frequente reduz esses efeitos negativos, nem se jovens compensam eventuais perdas com o uso constante do modo rápido.


Outra questão em aberto é se há impactos de longo prazo na função mental e na atividade cerebral. Em teoria, podem ocorrer efeitos positivos, como maior capacidade de lidar com alta carga cognitiva, ou negativos, como maior cansaço mental. Não há evidências conclusivas sobre isso. 


https://www.bbc.com/portuguese/articles/crr22v2qq27o.adaptado.

Ainda não se sabe se a prática frequente reduz esses efeitos negativos, nem se jovens compensam eventuais perdas com o uso constante do modo rápido.


Analisando o período acima, é correto afirmar que:

Alternativas
Q3631216 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como assistir a vídeos em velocidade acelerada afeta seu cérebro


Muitos de nós desenvolvemos o hábito de ouvir podcasts, áudios e outros conteúdos online em uma velocidade de reprodução mais rápida. Entre os jovens, isso é quase uma regra. Uma pesquisa com estudantes da Califórnia revelou que oitenta e nove por cento ajustavam a velocidade das aulas online, e diversas reportagens já destacaram como assistir a vídeos no modo rápido se tornou algo comum.


As vantagens são evidentes: consumir mais conteúdo em menos tempo e revisar várias vezes para absorver mais informações. No contexto educacional, essa prática libera tempo para consolidar conhecimentos e realizar atividades práticas. Também ajuda a manter a atenção e o interesse durante todo o vídeo, evitando distrações.


No entanto, existem desvantagens. Quando exposto a informações faladas, o cérebro passa por três fases da memória: codificação, armazenamento e recuperação. Na codificação, é necessário tempo para processar e compreender o fluxo de palavras, identificando-as e associando-as ao significado contextual. Normalmente, as pessoas falam cerca de cento e cinquenta palavras por minuto, mas é possível compreender até trezentas ou quatrocentas e cinquenta palavras por minuto. A questão, porém, está na qualidade e durabilidade das lembranças.


As informações recebidas são inicialmente guardadas na memória de trabalho, que permite transformá-las e combiná-las até estarem prontas para serem transferidas para a memória de longo prazo. Como a memória de trabalho tem capacidade limitada, um fluxo excessivamente rápido pode sobrecarregá-la, causando perda de informações e sobrecarga cognitiva.


Uma meta-análise de vinte e quatro estudos sobre aprendizagem por vídeo analisou o impacto da velocidade de reprodução. Nos experimentos, um grupo assistia a vídeos em velocidade normal (1x) e outro em velocidades maiores (1,25x, 1,5x, 2x ou 2,5x). Depois, todos realizavam a mesma prova para avaliar a memorização e a recuperação de informações.


Os resultados mostraram que aumentar a velocidade de reprodução gerava efeitos cada vez mais negativos no desempenho. Até 1,5x, a queda era mínima, mas a partir de 2x, o prejuízo variava de moderado a grande.


Um dos estudos analisou adultos mais velhos (61 a 94 anos) e verificou que eles eram mais prejudicados pelo aumento da velocidade do que os mais jovens (18 a 36 anos). Isso está relacionado à redução natural da capacidade de memória com a idade, indicando que idosos devem preferir a velocidade normal ou mais lenta. Ainda não se sabe se a prática frequente reduz esses efeitos negativos, nem se jovens compensam eventuais perdas com o uso constante do modo rápido.


Outra questão em aberto é se há impactos de longo prazo na função mental e na atividade cerebral. Em teoria, podem ocorrer efeitos positivos, como maior capacidade de lidar com alta carga cognitiva, ou negativos, como maior cansaço mental. Não há evidências conclusivas sobre isso. 


https://www.bbc.com/portuguese/articles/crr22v2qq27o.adaptado.

Normalmente, as pessoas "falam" cerca de cento e cinquenta palavras por minuto.


De acordo com as regras de regência verbal, o verbo destacado nesta frase funciona como:

Alternativas
Q3631215 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como assistir a vídeos em velocidade acelerada afeta seu cérebro


Muitos de nós desenvolvemos o hábito de ouvir podcasts, áudios e outros conteúdos online em uma velocidade de reprodução mais rápida. Entre os jovens, isso é quase uma regra. Uma pesquisa com estudantes da Califórnia revelou que oitenta e nove por cento ajustavam a velocidade das aulas online, e diversas reportagens já destacaram como assistir a vídeos no modo rápido se tornou algo comum.


As vantagens são evidentes: consumir mais conteúdo em menos tempo e revisar várias vezes para absorver mais informações. No contexto educacional, essa prática libera tempo para consolidar conhecimentos e realizar atividades práticas. Também ajuda a manter a atenção e o interesse durante todo o vídeo, evitando distrações.


No entanto, existem desvantagens. Quando exposto a informações faladas, o cérebro passa por três fases da memória: codificação, armazenamento e recuperação. Na codificação, é necessário tempo para processar e compreender o fluxo de palavras, identificando-as e associando-as ao significado contextual. Normalmente, as pessoas falam cerca de cento e cinquenta palavras por minuto, mas é possível compreender até trezentas ou quatrocentas e cinquenta palavras por minuto. A questão, porém, está na qualidade e durabilidade das lembranças.


As informações recebidas são inicialmente guardadas na memória de trabalho, que permite transformá-las e combiná-las até estarem prontas para serem transferidas para a memória de longo prazo. Como a memória de trabalho tem capacidade limitada, um fluxo excessivamente rápido pode sobrecarregá-la, causando perda de informações e sobrecarga cognitiva.


Uma meta-análise de vinte e quatro estudos sobre aprendizagem por vídeo analisou o impacto da velocidade de reprodução. Nos experimentos, um grupo assistia a vídeos em velocidade normal (1x) e outro em velocidades maiores (1,25x, 1,5x, 2x ou 2,5x). Depois, todos realizavam a mesma prova para avaliar a memorização e a recuperação de informações.


Os resultados mostraram que aumentar a velocidade de reprodução gerava efeitos cada vez mais negativos no desempenho. Até 1,5x, a queda era mínima, mas a partir de 2x, o prejuízo variava de moderado a grande.


Um dos estudos analisou adultos mais velhos (61 a 94 anos) e verificou que eles eram mais prejudicados pelo aumento da velocidade do que os mais jovens (18 a 36 anos). Isso está relacionado à redução natural da capacidade de memória com a idade, indicando que idosos devem preferir a velocidade normal ou mais lenta. Ainda não se sabe se a prática frequente reduz esses efeitos negativos, nem se jovens compensam eventuais perdas com o uso constante do modo rápido.


Outra questão em aberto é se há impactos de longo prazo na função mental e na atividade cerebral. Em teoria, podem ocorrer efeitos positivos, como maior capacidade de lidar com alta carga cognitiva, ou negativos, como maior cansaço mental. Não há evidências conclusivas sobre isso. 


https://www.bbc.com/portuguese/articles/crr22v2qq27o.adaptado.

Uma "meta-análise" de vinte e quatro estudos sobre aprendizagem por vídeo analisou o impacto da velocidade de reprodução.


O vocábulo destacado é constituído pelo processo de formação de palavras denominado: 

Alternativas
Q3631214 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como assistir a vídeos em velocidade acelerada afeta seu cérebro


Muitos de nós desenvolvemos o hábito de ouvir podcasts, áudios e outros conteúdos online em uma velocidade de reprodução mais rápida. Entre os jovens, isso é quase uma regra. Uma pesquisa com estudantes da Califórnia revelou que oitenta e nove por cento ajustavam a velocidade das aulas online, e diversas reportagens já destacaram como assistir a vídeos no modo rápido se tornou algo comum.


As vantagens são evidentes: consumir mais conteúdo em menos tempo e revisar várias vezes para absorver mais informações. No contexto educacional, essa prática libera tempo para consolidar conhecimentos e realizar atividades práticas. Também ajuda a manter a atenção e o interesse durante todo o vídeo, evitando distrações.


No entanto, existem desvantagens. Quando exposto a informações faladas, o cérebro passa por três fases da memória: codificação, armazenamento e recuperação. Na codificação, é necessário tempo para processar e compreender o fluxo de palavras, identificando-as e associando-as ao significado contextual. Normalmente, as pessoas falam cerca de cento e cinquenta palavras por minuto, mas é possível compreender até trezentas ou quatrocentas e cinquenta palavras por minuto. A questão, porém, está na qualidade e durabilidade das lembranças.


As informações recebidas são inicialmente guardadas na memória de trabalho, que permite transformá-las e combiná-las até estarem prontas para serem transferidas para a memória de longo prazo. Como a memória de trabalho tem capacidade limitada, um fluxo excessivamente rápido pode sobrecarregá-la, causando perda de informações e sobrecarga cognitiva.


Uma meta-análise de vinte e quatro estudos sobre aprendizagem por vídeo analisou o impacto da velocidade de reprodução. Nos experimentos, um grupo assistia a vídeos em velocidade normal (1x) e outro em velocidades maiores (1,25x, 1,5x, 2x ou 2,5x). Depois, todos realizavam a mesma prova para avaliar a memorização e a recuperação de informações.


Os resultados mostraram que aumentar a velocidade de reprodução gerava efeitos cada vez mais negativos no desempenho. Até 1,5x, a queda era mínima, mas a partir de 2x, o prejuízo variava de moderado a grande.


Um dos estudos analisou adultos mais velhos (61 a 94 anos) e verificou que eles eram mais prejudicados pelo aumento da velocidade do que os mais jovens (18 a 36 anos). Isso está relacionado à redução natural da capacidade de memória com a idade, indicando que idosos devem preferir a velocidade normal ou mais lenta. Ainda não se sabe se a prática frequente reduz esses efeitos negativos, nem se jovens compensam eventuais perdas com o uso constante do modo rápido.


Outra questão em aberto é se há impactos de longo prazo na função mental e na atividade cerebral. Em teoria, podem ocorrer efeitos positivos, como maior capacidade de lidar com alta carga cognitiva, ou negativos, como maior cansaço mental. Não há evidências conclusivas sobre isso. 


https://www.bbc.com/portuguese/articles/crr22v2qq27o.adaptado.

Um dos estudos analisou adultos mais velhos (61 a 94 anos) e verificou "que eles eram mais prejudicados pelo aumento da velocidade do que os mais jovens (18 a 36 anos)".


A expressão destacada, iniciada pela conjunção "que", trata-se de uma oração:

Alternativas
Q3631213 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como assistir a vídeos em velocidade acelerada afeta seu cérebro


Muitos de nós desenvolvemos o hábito de ouvir podcasts, áudios e outros conteúdos online em uma velocidade de reprodução mais rápida. Entre os jovens, isso é quase uma regra. Uma pesquisa com estudantes da Califórnia revelou que oitenta e nove por cento ajustavam a velocidade das aulas online, e diversas reportagens já destacaram como assistir a vídeos no modo rápido se tornou algo comum.


As vantagens são evidentes: consumir mais conteúdo em menos tempo e revisar várias vezes para absorver mais informações. No contexto educacional, essa prática libera tempo para consolidar conhecimentos e realizar atividades práticas. Também ajuda a manter a atenção e o interesse durante todo o vídeo, evitando distrações.


No entanto, existem desvantagens. Quando exposto a informações faladas, o cérebro passa por três fases da memória: codificação, armazenamento e recuperação. Na codificação, é necessário tempo para processar e compreender o fluxo de palavras, identificando-as e associando-as ao significado contextual. Normalmente, as pessoas falam cerca de cento e cinquenta palavras por minuto, mas é possível compreender até trezentas ou quatrocentas e cinquenta palavras por minuto. A questão, porém, está na qualidade e durabilidade das lembranças.


As informações recebidas são inicialmente guardadas na memória de trabalho, que permite transformá-las e combiná-las até estarem prontas para serem transferidas para a memória de longo prazo. Como a memória de trabalho tem capacidade limitada, um fluxo excessivamente rápido pode sobrecarregá-la, causando perda de informações e sobrecarga cognitiva.


Uma meta-análise de vinte e quatro estudos sobre aprendizagem por vídeo analisou o impacto da velocidade de reprodução. Nos experimentos, um grupo assistia a vídeos em velocidade normal (1x) e outro em velocidades maiores (1,25x, 1,5x, 2x ou 2,5x). Depois, todos realizavam a mesma prova para avaliar a memorização e a recuperação de informações.


Os resultados mostraram que aumentar a velocidade de reprodução gerava efeitos cada vez mais negativos no desempenho. Até 1,5x, a queda era mínima, mas a partir de 2x, o prejuízo variava de moderado a grande.


Um dos estudos analisou adultos mais velhos (61 a 94 anos) e verificou que eles eram mais prejudicados pelo aumento da velocidade do que os mais jovens (18 a 36 anos). Isso está relacionado à redução natural da capacidade de memória com a idade, indicando que idosos devem preferir a velocidade normal ou mais lenta. Ainda não se sabe se a prática frequente reduz esses efeitos negativos, nem se jovens compensam eventuais perdas com o uso constante do modo rápido.


Outra questão em aberto é se há impactos de longo prazo na função mental e na atividade cerebral. Em teoria, podem ocorrer efeitos positivos, como maior capacidade de lidar com alta carga cognitiva, ou negativos, como maior cansaço mental. Não há evidências conclusivas sobre isso. 


https://www.bbc.com/portuguese/articles/crr22v2qq27o.adaptado.

As informações recebidas são inicialmente guardadas na memória de trabalho.


Sintaticamente, é correto afirmar que, nesta frase:

Alternativas
Q3631212 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como assistir a vídeos em velocidade acelerada afeta seu cérebro


Muitos de nós desenvolvemos o hábito de ouvir podcasts, áudios e outros conteúdos online em uma velocidade de reprodução mais rápida. Entre os jovens, isso é quase uma regra. Uma pesquisa com estudantes da Califórnia revelou que oitenta e nove por cento ajustavam a velocidade das aulas online, e diversas reportagens já destacaram como assistir a vídeos no modo rápido se tornou algo comum.


As vantagens são evidentes: consumir mais conteúdo em menos tempo e revisar várias vezes para absorver mais informações. No contexto educacional, essa prática libera tempo para consolidar conhecimentos e realizar atividades práticas. Também ajuda a manter a atenção e o interesse durante todo o vídeo, evitando distrações.


No entanto, existem desvantagens. Quando exposto a informações faladas, o cérebro passa por três fases da memória: codificação, armazenamento e recuperação. Na codificação, é necessário tempo para processar e compreender o fluxo de palavras, identificando-as e associando-as ao significado contextual. Normalmente, as pessoas falam cerca de cento e cinquenta palavras por minuto, mas é possível compreender até trezentas ou quatrocentas e cinquenta palavras por minuto. A questão, porém, está na qualidade e durabilidade das lembranças.


As informações recebidas são inicialmente guardadas na memória de trabalho, que permite transformá-las e combiná-las até estarem prontas para serem transferidas para a memória de longo prazo. Como a memória de trabalho tem capacidade limitada, um fluxo excessivamente rápido pode sobrecarregá-la, causando perda de informações e sobrecarga cognitiva.


Uma meta-análise de vinte e quatro estudos sobre aprendizagem por vídeo analisou o impacto da velocidade de reprodução. Nos experimentos, um grupo assistia a vídeos em velocidade normal (1x) e outro em velocidades maiores (1,25x, 1,5x, 2x ou 2,5x). Depois, todos realizavam a mesma prova para avaliar a memorização e a recuperação de informações.


Os resultados mostraram que aumentar a velocidade de reprodução gerava efeitos cada vez mais negativos no desempenho. Até 1,5x, a queda era mínima, mas a partir de 2x, o prejuízo variava de moderado a grande.


Um dos estudos analisou adultos mais velhos (61 a 94 anos) e verificou que eles eram mais prejudicados pelo aumento da velocidade do que os mais jovens (18 a 36 anos). Isso está relacionado à redução natural da capacidade de memória com a idade, indicando que idosos devem preferir a velocidade normal ou mais lenta. Ainda não se sabe se a prática frequente reduz esses efeitos negativos, nem se jovens compensam eventuais perdas com o uso constante do modo rápido.


Outra questão em aberto é se há impactos de longo prazo na função mental e na atividade cerebral. Em teoria, podem ocorrer efeitos positivos, como maior capacidade de lidar com alta carga cognitiva, ou negativos, como maior cansaço mental. Não há evidências conclusivas sobre isso. 


https://www.bbc.com/portuguese/articles/crr22v2qq27o.adaptado.

No contexto educacional, essa prática libera tempo para consolidar conhecimentos e realizar atividades práticas.


Assinale a alternativa correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase. 

Alternativas
Respostas
10981: B
10982: E
10983: B
10984: B
10985: A
10986: A
10987: C
10988: C
10989: A
10990: C
10991: A
10992: D
10993: B
10994: B
10995: C
10996: C
10997: D
10998: C
10999: D
11000: B