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Q3748300 Português
Em relação ao emprego de crase, assinalar a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q3748224 Português
A TRADIÇÃO DA FORÇA POPULAR

Ao longo dos anos, o São João se transformou numa das maiores expressões de identidade e alegria do povo nordestino, misturando fé, folclore, dança, música e culinária típica. “É uma tradição viva que expressa a alma do povo pernambucano e tem essa característica de reunir as pessoas por meio da música, da dança e da gastronomia, além da beleza e representatividade das quadrilhas juninas. Um grande festejo que movimenta a cadeia produtiva da cultura, aquecendo a economia e o turismo e que leva a cultura popular do nosso Estado para o Brasil e o mundo”, afirma a secretária de Cultura de Pernambuco, Cacau de Paula.

As quadrilhas juninas são um espetáculo à parte. Inspiradas nas danças de salão das cortes francesas do século XIX, foram abrasileiradas com o calor do sertão e ganharam sotaque, cor e ritmo próprios. Hoje são apresentadas em pares com trajes típicos - vestidos rodados e camisas de xadrez - e coreografias narradas por um marcador que anuncia: “Anarriê! Anavantu! Olha a chuva! Embaladas pelo forró, pelo compasso da sanfona, do triângulo e da zabumba, dita o ritmo dos passos, seja nas caminhadas sincronizadas dos casais ou na animada “correria do casamento matuto”. Reunindo elementos do baião, do xote e do xaxado, o forró dá o tom da festa e emociona gerações, ajudando a contar histórias de amor, encontros, desencontros e muita alegria.

Revista 60+. Viva a vida. Engenho de Mídia Comunicação Ltda.p.12-13.2025. 
Observe o fragmento de texto abaixo:

“As quadrilhas juninas são um espetáculo à parte.”

Nele, ocorre o fenômeno da crase. Sobre isso, em todas as alternativas abaixo, a justificativa para o não emprego da crase é a mesma, EXCETO em uma delas. Assinale-a.
Alternativas
Q3746490 Português
Gramática com sabor: “vende frango-se” e uma possível representação das passivas sintéticas no português popular

    Entre placas de mercados e anúncios improvisados, as frases “vende frango-se” e “forra banco-se” surgem como exemplos fascinantes de como a linguagem pode se adaptar às necessidades práticas do cotidiano. O deslocamento do “-se” para depois do sujeito paciente, embora desafie as regras da gramática padrão, cumpre com a missão essencial da linguagem: comunicar. Mas o que essa inversão revela? Mais do que um simples “erro gramatical”, essa construção é, na verdade, um reflexo de criatividade linguística e funcionalidade.
    Na gramática normativa, a partícula “-se” deve estar diretamente conectada ao verbo, como em “vende-se frango”. Essa configuração caracteriza a voz passiva sintética no português, em que o verbo e o pronome (no caso, “vende-se”) formam uma unidade gramatical que expressa uma ação sem agente explícito – na qual o sujeito (no exemplo, “frango”) é, semanticamente, paciente da ação. Na construção “vende frango-se”, essa unidade é rompida, com o sujeito paciente, “frango”, deslocado para uma posição imediatamente após o verbo.
    Esse deslocamento serve a uma função pragmática clara: prioriza o elemento a ser vendido como central da mensagem, conferindo-lhe maior visibilidade e destaque. A estrutura é particularmente eficaz em contextos informais, como anúncios de venda, em que a clareza e a rapidez da comunicação são essenciais. Apesar de se afastar da norma tradicional, a frase mantém a impessoalidade característica da voz passiva por meio da partícula “-se”, que continua a desempenhar sua função gramatical.
     Embora a construção seja funcional no contexto específico, é importante observar que ela representa uma adaptação que rompe com a sequência esperada da voz passiva sintética. Essa inversão é atípica em registros formais e compromete sua aceitabilidade, em que a ordem normativa “verbo-se” auxilia na decodificação mais sistemática da mensagem. No entanto, em cartazes informais, essa inversão emergente cumpre sua função comunicativa ao destacar o elemento de maior interesse: o produto ou serviço oferecido.
    Portanto, a frase “vende frango-se” demonstra como a organização sintática pode ser ajustada para atender a demandas pragmáticas específicas, sem comprometer a funcionalidade ou a clareza, desde que o contexto seja apropriado. Trata-se de um exemplo de como o uso da língua pode flexibilizar-se para alcançar objetivos comunicativos específicos, ainda que se afaste da norma-padrão.
     Por trás dessa inversão está uma questão ainda mais interessante: a voz passiva sintética, usada em “vende-se frango”, pode não ser uma estrutura produtiva na língua falada. Longe dos anúncios comerciais (“aluga-se”, “compra-se” etc.), ela soa artificial, distante, e tende a ser substituída na fala cotidiana por formas mais naturais aos falantes de português brasileiro, como “vende frango aqui” ou até “tem frango pra vender”. Essa preferência por construções diretas pode explicar por que, em contextos informais de escrita, o uso da norma-padrão se desdobra em adaptações criativas.
    A dificuldade em internalizar a passiva sintética na fala pode ser um dos motivos pelos quais sua aplicação na escrita informal é frequentemente ajustada. Nesse caso, “vende frango-se” não seria um “erro”, mas uma adaptação da língua às formas mais intuitivas e funcionais de comunicação. Isso sugere que a variante culta pode estar perdendo vitalidade em contextos práticos, afinal, a norma não é um objetivo em si mesma, mas um conjunto de ferramentas que, aqui, cede espaço à criatividade.
     A norma gramatical pode até ser uma estrada asfaltada, mas a língua popular prefere pegar atalhos. Enquanto as regras tradicionalistas insistem na “correção”, a fala das ruas faz o que precisa ser feito: comunica-se, funciona e segue em frente.
    No fim das contas, “vende frango-se” é mais do que uma frase curiosa ou um exemplo de gramática alternativa. É uma celebração da língua como um organismo vivo, flexível e profundamente humano. Ao desafiar a norma-padrão, ela nos convida a repensar o que é considerado “certo” ou “errado” na linguagem e a reconhecer que as regras existem para servir à comunicação, e não o contrário.
    Entre o rigor da gramática e a simplicidade das placas improvisadas, fica claro que a criatividade é o que mantém a língua vibrante. O frango vendido na esquina e a estrutura que o anuncia são, juntos, um lembrete de que a verdadeira riqueza linguística está na diversidade – e que a norma é apenas uma das muitas possibilidades da linguagem. 

(Disponível em: https://jornal.usp.br/artigos/gramatica. Acesso em: julho de 2025. Adaptado.)
Assinale a alternativa cuja reescrita, nos colchetes, da expressão em destaque mantém a correção gramatical quanto ao emprego da regência e do acento indicativo de crase.
Alternativas
Q3746027 Português
A utilização correta do acento indicativo de crase é um dos aspectos mais recorrentes em provas de Língua Portuguesa, exigindo do candidato domínio sobre os contextos que a exigem, a proíbem ou a tornam facultativa. Analise atentamente as orações abaixo e identifique a única alternativa em que o emprego da crase é devido, conforme as regras normativas da gramática da língua portuguesa.
Alternativas
Q3745518 Português

Texto: Cientistas criam modelo de IA para prever doenças


Profissionais são de instituições do Reino Unido, Dinamarca, Alemanha e Suíça


    Cientistas anunciaram, nesta quarta-feira (17), que criaram um modelo de inteligência artificial capaz de prever diagnósticos médicos com anos de antecedência, com base na mesma tecnologia do ChatGPT da OpenAI.

    Partindo do histórico do paciente, a IA Delphi-2M “prevê a prevalência de mais de mil doenças” com anos de antecedência, de acordo com um estudo publicado pela revista Nature.

    Os cientistas, provenientes de instituições do Reino Unido, Dinamarca, Alemanha e Suíça, recorreram aos antecedentes médicos de cerca de meio milhão de pacientes do banco de dados biomédico UK Biobank. Para processar todos esses dados, utilizaram uma tecnologia semelhante à do ChatGPT, um modelo de linguagem baseado inicialmente em conteúdos textuais.

    Compreender uma sequência de diagnósticos médicos equivale a “aprender a gramática de um texto”, explicou Moritz Gerstung, especialista em IA do Centro Alemão de Pesquisa do Câncer, à imprensa.

    Graças ao seu treinamento, Delphi-2M “aprende a detectar padrões nos dados de saúde antes dos diagnósticos, e em quais combinações e sucessões eles ocorrem”, acrescentou Gerstung, o que permite “previsões muito significativas e relevantes para a saúde”.

    O especialista apresentou diagramas que sugerem que a IA poderia identificar pessoas com um risco maior ou menor de sofrer um ataque cardíaco do que fatores como idade ou outros dados poderiam prever.

    As capacidades da Delphi-2M foram testadas a partir de dados de saúde de quase dois milhões de pessoas na Dinamarca.

    No futuro, modelos como este poderiam ajudar a “orientar o monitoramento e, possivelmente, levar a intervenções clínicas mais precoces” na medida preventiva, afirmou Gerstung.

    As equipes de pesquisa indicaram, no entanto, que este modelo de IA deveria passar por mais testes e que ainda não estava pronto para uso.

    Em maior escala, essas ferramentas poderiam ajudar a “otimizar os recursos em um sistema de saúde sob pressão”, garantiu Tom Fitzgerald, do Laboratório Europeu de Biologia Molecular e coautor do estudo.

    Em muitos países já se utilizam dispositivos informáticos para prever o risco de doenças, como o programa QRISK3, que médicos britânicos utilizam para avaliar o risco de sofrer um ataque cardíaco ou um acidente vascular cerebral. 

    Mas a Delphi-2M “pode lidar com todas as doenças ao mesmo tempo e por um longo período”, indicou outro autor do texto, Ewan Birney.

    Para Gustavo Sudre, professor no King's College de Londres especializado em IA médica, este avanço “parece ser um passo significativo em direção a uma forma de modelagem preditiva na medicina que seja escalável, interpretável e, o mais importante, eticamente responsável”.



Fonte: https://odia.ig.com.br/mundo-eciencia/2025/09/7130839-cientistas-criam-modelo-deia-para-prever-doencas.html. Acesso em 17/09/2025  

Para processar todos esses dados, utilizaram uma tecnologia semelhante à do ChatGPT, um modelo de linguagem baseado inicialmente em conteúdos textuais. (3º parágrafo). Nesse trecho, ocorreu crase porque houve fusão da preposição “a” com:
Alternativas
Q3745311 Português
Como as mídias sociais influenciam na saúde mental?

    Os problemas de saúde mentais e comportamentais são caracterizados por alterações de pensamento, comportamento ou humor, em associação à angústia ou deterioração do funcionamento psíquico global. Esses problemas são decorrentes de aspectos biológicos associados a fatores culturais e muito influenciados pela sociedade, podendo ser intensificados por uma predisposição do indivíduo. Os transtornos mentais, especialmente a ansiedade e a depressão, constituem uma das principais causas de morbidade na sociedade atual, comprometendo as atividades cotidianas do indivíduo, especialmente os relacionamentos sociais. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), pelo menos 350 milhões de pessoas no mundo vivem com depressão. A Pesquisa Nacional de Saúde de 2013 apresentou prevalência de depressão em 7,6% (IC95% 1,2-8,1) da população adulta brasileira. Tais números tornaram a saúde mental uma prioridade de saúde pública.
    O uso de mídias sociais, como Instagram, Facebook, Twitter e YouTube, é um hábito relativamente recente, de modo que ainda tenta-se compreender os efeitos desta nova forma de interação social em diferentes populações. O aumento no tempo dispensado utilizando as redes sociais relaciona-se ao sentimento de isolamento do mundo real, o que pode contribuir para o desenvolvimento de transtornos mentais. De acordo com o IBGE, 70% da população brasileira tem acesso à internet, além disso, o Brasil é o segundo país que mais ocupa tempo por dia na internet, estando on-line em média 9 horas e 29 minutos por dia, sendo que 40% (3 horas e 34 minutos) deste tempo é utilizado em mídias sociais.
    O tipo de conteúdo publicado e consumido pelos usuários é ainda mais impactante na saúde mental. Sabe-se que muitas publicações reforçam o narcisismo, os padrões de vida, de consumo e o status, de forma que têm contribuído com o aumento na prevalência de vários transtornos psiquiátricos, incluindo sintomas depressivos, ansiedade e baixa autoestima.
    Os problemas de saúde mental são preocupações cada vez mais frequentes na sociedade, em parte pela utilização inadequada (frequência de utilização e conteúdo consumido) da internet e mídias sociais. Sendo assim, muitas estratégias podem ser adotadas para melhorar este quadro, uma delas é a participação intensiva de instituições e grupos de pesquisa nas mídias sociais por meio de divulgação de conteúdos de qualidade e que promovam o bem-estar social.


(PEREIRA, Leonardo Régis Leira, et al. Como as mídias sociais influenciam na saúde mental? Disponível em: https://pepsic.bvsalud.org/scielo. Acesso em: julho de 2025. Adaptado.)
Considerando os fragmentos destacados “em associação à angústia” (1º§) e “aspectos biológicos associados a fatores culturais” (1º§), pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3745227 Português
A questão diz respeito ao texto. Leia-o atentamente antes de respondê-la.

(Texto)

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A ocorrência de crase (linha 10) tem como justificativa incorreta a informação disposta na alternativa: 
Alternativas
Q3745071 Português
    O aumento das temperaturas não provoca apenas desconforto. Ele representa uma ameaça concreta à saúde pública. Pesquisas mostram que ondas de calor já estão associadas ao crescimento de doenças respiratórias, cardiovasculares, neurológicas e renais, além do avanço de arboviroses como a dengue. O calor, literalmente, adoece.

    Isso ocorre porque o corpo humano precisa fazer um esforço extra para manter a temperatura interna estável. Em dias muito quentes, os batimentos cardíacos aceleram, a pressão pode subir e a desidratação se torna mais frequente, sobrecarregando o sistema circulatório. O impacto é especialmente grave para quem já vive com doenças crônicas como diabetes, hipertensão ou Alzheimer.

    Estudos recentes mostram que esse impacto já é visível no Brasil. Entre 2000 e 2018, quase 50 mil mortes foram associadas a extremos de calor, segundo levantamento da Fiocruz e da Universidade de Lisboa.

    Além das doenças diretamente ligadas ao calor, o aquecimento global também estimula o avanço de vírus transmitidos por vetores. O mosquito da dengue, por exemplo, se beneficia de temperaturas altas e maior umidade. Em 2024, o ano mais quente da história do país, o Brasil bateu o recorde de casos: mais de 6 milhões de infecções por dengue foram registradas.

    Diante desse cenário, especialistas alertam que a crise climática não é apenas ambiental — é uma crise de saúde pública. Os efeitos do calor extremo, da mudança no regime de chuvas e da proliferação de vetores já são mensuráveis. Preservar o clima, portanto, não é só proteger o planeta: é proteger vidas.

Fonte: G1 - Adaptado.
Considerando-se as normas de crase, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.

( ) Resolveu dar bondade a bondade da namorada.
( ) A medida que foi informada pelo pedreiro é errada.
( ) Paulo virou à direita da rua, entrando no quarteirão.
Alternativas
Q3744301 Português
A última vez em que não tive escolha


Minha mãe repete com uma certa frequência que eu vou ser pra sempre o bebê dela — sem se preocupar com a veracidade dessa promessa simbólica. Eu costumava responder relutante: "Já sou bem grandinha", numa tolice clássica. Até me encantava com o Peter Pan, mas me sentia muito diferente dele — não via a hora de crescer!

Afinal, "não posso ficar nessa casa!". Eu reclamava como qualquer pré-adolescente. E de fato, não podia mesmo: nem bem eu queria, não podia pintar o cabelo, não podia ouvir música alta. Ah, que tortura, a lição de obediência...

Foi quando decidi pela desobediência. Uma decisão incomum para a filha que nunca deu trabalho. Por quase dois anos, menti dezenas de vezes para os meus pais, coitados.

A rebeldia não durou muito, mas atendeu — e concordou um pouco — com a raiz daquelas atitudes duvidosas: não era rebeldia sem motivo. Era apenas a incerteza de acreditar que crescer seria o fim dos meus problemas.

Os adultos me fizeram compreender melhor as desvantagens da vida adulta. Recentemente, estava em alta nas redes sociais por zombarem da CLT. Me parecia uma tendência elitista e cínica dos trabalhadores, mas que expressava inconsciente a percepção de que jornadas exaustivas e um salário mínimo não valem o esforço.

No auge dos meus 14 anos, não pensava nisso. Não acreditava em fardas, mas em uma liberdade ilusória. Mal podia imaginar que a vida nos oferece um número limitado de escolhas, e que até elas podem se tornar prisões. Hoje, peço humildemente: "Mãe, você pode me dizer o que fazer?". E a sua resposta letal é: "A escolha é sua".



KELLY, Sarah. A última vez em que não tive escolha. In: UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Livros Abertos USP: coletânea de textos literários contemporâneos. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2022. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 691/1544/6178 . Acesso em: 4 nov. 2025.
No trecho "Me parecia uma tendência elitista e cínica dos trabalhadores, mas que expressava inconsciente a percepção de que jornadas exaustivas e um salário mínimo não valem o esforço", observa-se a ausência do acento indicativo de crase na expressão "a percepção".
Considerando as regras de regência e o uso do acento grave,é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3743107 Português
Texto 2 - Para a questão.


PLANETA ÁGUA VAI SECAR?

Mais de 70% da Terra é coberta por água. Mesmo assim, 768 milhões de pessoas mundo afora não têm nenhum acesso à água tratada. Entenda como isso é possível.

Já era. A crise da água chegou para mudar a sua vida definitivamente a curto, médio e longo prazo. Não importa se você mora num lugar em que o nível dos reservatórios ainda é razoável - a crise também tem a ver com você. E é um pouco culpa sua também. Não só sua, claro. Também tem as mudanças climáticas (sim, elas existem), a contaminação das fontes, o mau gerenciamento dos recursos hídricos e o crescimento demográfico. A sua parte - reduzir o desperdício - é uma das mais fáceis de colocar em prática. Mas também é importante entender como funciona todo o resto.

A água da Terra não vai acabar assim, de uma hora para a outra. Temos mais ou menos 1,4 bilhão de km³ de água. Aí você tira da conta a água salgada dos oceanos, todo o volume dos aquíferos subterrâneos e as geleiras, e você chega à grandiosa quantia de 132 mil km³ de água superficial que podemos, de fato, usar. É pouquíssimo. Ainda mais se considerarmos que esse número não mudou muito desde que o mundo é mundo. Um dos problemas é que, enquanto a quantidade de água doce do mundo continua igual, a população cresceu. Em 1950, éramos 2,5 bilhões. Em 2050, a previsão da ONU é de que seremos 9,3 bilhões. É como se a fila do banheiro da sua casa mais do que triplicasse de tamanho. Aí, não há caixa d'água que sustente. Aliás, não é só de uma caixa d'água maior que a gente precisa. Para dar conta de tanta gente, também é necessário gerar mais energia, produzir mais comida, mais roupas, mais tudo. Uma boa parte desse "tudo" precisa de água. Nas próximas 3 décadas e meia, a demanda global deve aumentar 55%. Se considerarmos que a indústria e a agropecuária consomem 90% da água do mundo, a coisa fica mais feia.

Os números ajudam a explicar como pode haver crise hídrica em um país com uma bacia hidrográfica tão abundante. Tem outros fatores também: a maior parte da população se concentra perto do litoral e longe de grandes mananciais, como o Rio Amazonas, o maior do mundo em volume. Além disso, a água que chega até a sua torneira provavelmente passa por tubulações construídas nos anos 1940 ou 1950. Não é difícil imaginar que um sistema como esse facilite o desperdício. A cada segundo, mais de 1200 litros são jogados fora no processo de distribuição. Com toda a água desperdiçada aqui ao longo de um dia, daria para abastecer 932 milhões de pessoas (ou 3 vezes a população dos EUA). Isso porque exploramos bem pouco - e bem mal - os nossos recursos hídricos.

Texto retirado de http://super.abril.com.br/crise-agua/ - acesso 03 de junho de 2025.
Analise o uso do acento indicador de crase na oração:

“[...] todo o volume dos aquíferos subterrâneos e as geleiras, e você chega à grandiosa quantia de 132 mil km³ de água superficial que podemos, de fato, usar”.

Nesse contexto, o uso do sinal indicador de crase marca a introdução de qual termo sintático?
Alternativas
Q3742893 Português
O uso correto da crase é exigido pela norma culta da língua portuguesa e indica a fusão da preposição “a” com o artigo definido feminino “a(s)”.
Entre as frases a seguir, adaptadas do romance O Guarani, de José de Alencar, assinale a que apresenta o uso incorreto do acento indicativo de crase. 
Alternativas
Q3741503 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


O ECA digital é um bom avanço


    O Congresso aprovou o Projeto de Lei no 2.628/2022, batizado de “Estatuto da Criança e do Adolescente Digital”, que aguarda a sanção do Executivo. Entre a versão que foi ao plenário da Câmara e a que saiu para a aprovação do Senado, o texto passou por transformações que merecem ser reconhecidas: afastaram-se riscos claros e imediatos à liberdade de expressão e foram refinadas medidas de proteção mais consistentes para crianças e adolescentes. No balanço geral, o resultado é positivo, mas poderia ter sido melhor, e, pelos riscos incorridos numa tramitação desnecessariamente atabalhoada, resta uma sensação de alívio por ter-se evitado um desastre.

    A Câmara quase entregou um arcabouço que permitiria remoções indiscriminadas de conteúdo, sem ordem judicial, a partir de denúncias genéricas. Quase concedeu ao Executivo poderes para suspender redes inteiras por ato administrativo. Quase institucionalizou uma guerra de denúncias, abrindo a porta à censura privada. Esses desastres foram revertidos, felizmente, por pressão da oposição: a legitimidade de denúncia foi limitada a vítimas, responsáveis e órgãos competentes, e a interrupção de plataformas ficou restrita ao Judiciário.

    Mas a tramitação açodada deixou lacunas e ambiguidades. Persistem conceitos vagos, como a exigência de evitar o “uso compulsivo”, que pode ser interpretado de múltiplas maneiras. Permanecem dúvidas sobre a futura “autoridade nacional” responsável por regulamentar e fiscalizar a lei: terá autonomia real, ou será capturada pelo governo de turno? Como se sabe, o diabo mora nos detalhes – mas também, às vezes, na falta deles. Um marco regulatório só se sustenta se for tecnicamente sólido e institucionalmente blindado contra arbitrariedades.

    Além disso, é preciso reconhecer que leis, sozinhas, não resolverão o problema. A exploração infantil nas redes é real e abjeta, mas não será contida apenas por notificações de conteúdo. O avanço regulatório sobre as plataformas não pode servir de pretexto para aliviar responsabilidades dos agentes públicos, transferir culpas e alimentar a ilusão de que a vigilância digital substitui a investigação criminal. Proteger os menores exige corresponsabilidade: família, escola, instituições públicas e empresas precisam agir em conjunto, cada qual no âmbito de sua função.

    O Brasil tem a chance de implementar uma regulação que concilie a proteção integral da infância com o respeito às liberdades. Para tanto, precisará resistir às tentações do sentimentalismo e do voluntarismo, e assumir que nenhum texto legal substituirá a “aldeia inteira” necessária para educar e proteger crianças. Uma lei robusta é um começo. Mas sua aplicação exigirá vigilância, prudência e a coragem de corrigir rumos quando for preciso.


(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 29.08.2025. Adaptado)
O uso do acento indicativo da crase está de acordo com a norma-padrão em:
Alternativas
Q3741188 Português
Analise a ocorrência ou não de crase nos espaços em branco abaixo. A seguir, assinale a quantidade de lacunas que devem ser preenchidas corretamente com “à(s)”.
- O comércio fecha ___ portas ___ 18 horas. - Nunca fui ___ uma balada ___ essas horas. - Pergunte ___ algum forasteiro se ele gosta deste local. 
Alternativas
Q3740620 Português
Prioridades


       Muito do que gastamos (e nos desgastamos) nesse consumismo feroz podia ser negociado com a gente mesmo: uma hora de alegria em troca daquele sapato. Uma tarde de amor em troca da prestação do carro do ano; um fim de semana em família em lugar daquele trabalho extra que está me matando e ainda por cima detesto.

        Não sei se sou otimista demais, ou fora da realidade. Mas, à medida que fui gostando mais do meu jeans, camiseta e mocassins, me agitando menos, querendo ter menos, fui ficando mais tranquila e mais divertida. Sapato e roupa simbolizam bem mais do que isso que são: representam uma escolha de vida, uma postura interior.

        Nunca fui modelo de nada, graças a Deus. Mas amadurecer me obrigou a fazer muita faxina nos armários da alma e na bolsa também. Resistir a certas tentações é burrice; mas fugir de outras pode ser crescimento, e muito mais alegria. Cada um que examine o baú de suas prioridades, e faça a arrumação que quiser ou puder. Que seja para aliviar a vida, o coração e o pensamento – não para inventar de acumular ali mais alguns compromissos estéreis e mortais.



Disponível em: https://www.pensador.com/cronicas_curtas/. Acesso em: 30 out. 2025.
O sinal gráfico indicativo de crase foi usado, de acordo com a norma, na expressão “à medida que” por essa se tratar de uma 
Alternativas
Q3740427 Português
Texto 01


Dismorfia financeira: como lidar com a visão distorcida do seu dinheiro?


    Viver fora da própria realidade financeira é mais comum do que parece. No entanto, essa sensação de apenas desorganização pode ter raízes emocionais profundas. E isso tem nome. A dismorfia financeira é uma distorção na percepção da própria situação econômica. Ela faz com que algumas pessoas gastem muito além do que podem ou, no extremo oposto, tenham medo constante de gastar mesmo com estabilidade.

    O termo pode afetar tanto quem tem pouco dinheiro quanto quem tem muito. “Tem gente que vive como se tivesse uma fortuna, frequentando restaurantes caros, comprando roupas de grife e assumindo financiamentos impossíveis”, afirma Adriana Ricci, especialista em planejamento financeiro. Por outro lado, há pessoas com salários altos, boas reservas e ainda assim com medo de gastar. A culpa aparece após cada pequena compra e sempre junto com aquele pensamento de “e se faltar dinheiro amanhã?”.

   Segundo a psicóloga Anastácia Cristina Macuco Brum, a raiz emocional desse comportamento muitas vezes vem de uma dificuldade na autopercepção. “Muita gente atrela o próprio valor humano ao poder aquisitivo ou às conquistas materiais”, afirma.

   Entre os principais sinais estão o viver de aparência, o consumo por impulso e a comparação constante. “Comprar uma roupa cara, alugar um carro que não pode pagar ou morar em um bairro fora do padrão financeiro são exemplos clássicos”, diz a especialista. No outro extremo, o medo de gastar se torna sufocante. Convites são recusados, viagens adiadas e trocas de carro evitadas, mesmo quando as contas estão em dia.

    A dismorfia financeira não afeta só o bolso, mas pode gerar gatilhos emocionais como depressão, ansiedade, compulsividade e até burnout. Além disso, impacta nas relações familiares com brigas e ressentimentos, principalmente quando o assunto é dívida. “A pessoa sente que precisa trabalhar cada vez mais para manter um padrão que nunca parece suficiente”, avalia Adriana [...]

    Planejar as finanças vira uma tarefa quase impossível para quem sofre de dismorfia financeira. É mais fácil fugir do que olhar de frente. Muitas vezes, a pessoa nem sabe ao certo quanto ganha, quanto gasta ou para onde o dinheiro vai. As decisões são tomadas no impulso, sem estratégia.

    O primeiro movimento, para Adriana, é reconhecer o padrão: “Quando você entende que age de forma disfuncional gastando além do que pode ou vivendo com medo de gastar, fica mais fácil começar a mudança”, afirma. Entre as estratégias iniciais, ela sugere passos simples e possíveis como anotar todos os gastos, estabelecer metas reais e começar a consumir conteúdos sobre o tema. Pode ser um livro, uma palestra ou até um curso online. “Você não precisa virar um especialista, mas precisa cuidar do próprio dinheiro com carinho, olhar para ele com atenção.” [...]


Fonte: SUZUKI, Mariana. Dismorfia financeira: como lidar com a visão distorcida do seu dinheiro? Disponível em: vidasimples.co/carreira-e-financas/dismorfia-financeira. Acesso em: 26 out. 2025. Adaptado.
O sinal gráfico indicativo de crase foi usado, de acordo com a norma, na passagem “‘Muita gente atrela o próprio valor humano ao poder aquisitivo ou às conquistas materiais [...]’”, para indicar a
Alternativas
Q3740305 Português
TEXTO I


Uma voz distante daqui

   Não é toda noite, mas com frequência acordo na madrugada com uma voz no ar que chega até meu quarto. Não é um canto com letras. É som. Nem alegre, nem triste, nem ode, nem lamento: apenas som. Parece vir do fundo do lugar no corpo humano onde nasce a música. [...] Seria difícil discernir onde está a pessoa dona dessa voz que intuo masculina.

   Provavelmente é de um sem-teto, há muitos sem- -teto dormindo por aqui. O que sei com certeza é que é forte e livre essa voz, sem paredes que a impeça de se espalhar pelo largo e chegar até mim, no alto de um 11º andar, em um quarto com cortinas blackout. Seja como for, seja de onde vem, é linda. [...] Terá sido cantor? É provável.

   Imagino a vida que teve, suas alegrias e infortúnios incorporando-se à sua música e fazendo dela sua forma de se colocar no mundo, de saber quem é. [...] É preciso muita confiança na própria capacidade de produzir beleza para soltar a voz como ele solta, sabendo que seu auditório é composto por pessoas que dormem. Confiança para saber que, se não forem completamente obtusas, reconhecerão não terem sido acordadas em vão.

   Nos momentos em que o escuto, sempre penso que no dia seguinte procurarei debaixo do viaduto quem, dos que dormem ali, é ele, o dono da voz magnífica. Direi o quanto, mesmo em minha sonolência, fico deslumbrada. Agradecerei.

   Quando o dia amanhece, no entanto, adio essa procura. Talvez querendo preservar o mistério. Ou pensando que qualquer hora dessas ainda faço isso. Ou não. Talvez o melhor seja realmente permanecer bem-aventuradamente ignorante de quem produz esse som encantatório que voa na madrugada e ajuda a criar a magia possível em uma cidade grande.


(O Popular – e-book – crônicas – A força da palavra – 83 anos. Um olhar goiano refletido em 48 crônicas selecionadas. P. 53. Adaptado).




TEXTO II


Até quando terás, minha alma, esta doçura

Até quando terás , minha alma, esta doçura, Este dom de sofrer, este poder de amar, A força de estar sempre – insegura – segura Como a flecha que segue a trajetória obscura, Fiel ao seu movimento, exata em seu lugar...?

(MEIRELES, Cecília. Os melhores poemas de Cecília Meireles/ seleção Maria Fernanda. 8ª. Ed.- São Paulo : Global, 1996.p. 171).
Analise o emprego da crase no trecho: “Imagino a vida que teve, suas alegrias e infortúnios incorporando-se à sua música e fazendo dela sua forma de se colocar no mundo...” Marque a alternativa correta:
Alternativas
Q3739645 Português
Assinale a alternativa INCORRETA referente ao uso do acento indicativo de crase:
Alternativas
Q3738952 Português
Atentando às regências verbal e nominal e às locuções, complete as lacunas do excerto com a(s) ou à(s):

____ partir desta semana, todos os estados e o Distrito Federal passam ______ contar com estoques do antídoto contra o metanol. O Ministério da Saúde recebeu ______ doação de mais de 11 mil e 500 ampolas de etanol farmacêutico da empresa Cristália Produtos Químicos.
Essa medida garante _______ reserva para todo o país do medicamento usado para o tratamento de pacientes intoxicados após o consumo de bebidas alcoólicas adulteradas. Desse lote, 10 mil e 300 unidades começaram ______ ser distribuídas nessa terça-feira. As unidades doadas se somam ________ 4 mil e 300 entregues pelos hospitais universitários federais.
O uso do etanol farmacêutico acontece exclusivamente sob prescrição e monitoramento médico. A população não deve adquiri-lo por conta própria. 

(Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/saude/audio/202 5-10/ministerio-da-saude-distribui-antidoto-contra-metanol-para-todo-opais. Acesso em: 16 out. 2025. Adaptado.)

Assinale a alternativa que completa corretamente a ordem das lacunas do excerto:
Alternativas
Q3738816 Português
Assinale a alternativa cujas lacunas devem ser preenchidas respectivamente com “a”, “às” e “àquele”.
Alternativas
Q3738742 Português
Em qual das alternativas abaixo está faltando o acento indicativo de crase na palavra em destaque? Assinale a alternativa INCORRETA, que está em desacordo com a gramática da língua portuguesa:
Alternativas
Respostas
981: A
982: B
983: C
984: A
985: C
986: C
987: D
988: B
989: A
990: A
991: D
992: C
993: C
994: C
995: B
996: B
997: A
998: E
999: A
1000: A