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Q3740371 Português
TEXTO I

MOCINHO OU VILÃO?

Você sabia que os agrotóxicos podem ser bons e ruins ao mesmo tempo?

   Remédios para plantas, defensivos agrícolas, venenos contra pragas... Esses são alguns nomes pelo quais são conhecidos os agrotóxicos, produtos químicos que servem para prevenir, destruir ou controlar diferentes tipos de praga em plantações. Se, por um lado, eles são um escudo para as plantas, por outro, podem causar danos à saúde de animais, e isso inclui de minhocas a seres humanos. Tudo depende da forma como é aplicado no ambiente.

   Os agrotóxicos podem ser usados em vasos de planta, jardins, pequenas roças ou grandes plantações com o propósito de evitar que microrganismos, e também plantas daninhas, prejudiquem o crescimento dos vegetais.

   Então, vejamos, se os agrotóxicos agem pelo bem dos vegetais, eles são ótimos, certo? Nem sempre. Muitas vezes você vê na feira aqueles legumes, verduras e frutas parecerem mais bonitos para conseguir um preço melhor e, para isso, muitos usam agrotóxicos além da conta. Os resultados disso são: danos à saúde do trabalhador rural, que, em geral, aplica o produto sem proteção; danos à saúde do consumidor, que ingere vegetais contaminados; e dano ao meio ambiente, pela poluição do solo e das águas, que prejudica das minhocas aos peixes.

   E aí, o que fazer? Se você tiver algum receio na hora de fazer a feira, procure comprar os vegetais de produtores que você conheça para evitar consumir produtos contaminados. Outra opção é comprar produtos identificados na embalagem como orgânicos. Esta denominação é garantia de que não são produzidos com o uso de agrotóxicos. É melhor prevenir...(...)


(BELO, Mariana, Toxicologia Ambiental, Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca/ Fiocruz. Disponível em: http://chc.org.br/ mocinho-ou-vilao-2. Acesso em: 3 set. 2025. Texto adaptado).
Considere a leitura do texto “Mocinho ou vilão” e marque a alternativa correta sobre a sua temática principal:
Alternativas
Q3740270 Português

Leia o excerto a seguir, analise as sentenças e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:


"A ética, para ser plenamente humana, precisa incorporar a compaixão. Há muito sofrimento na história, sangue demasiado em nossos caminhos e interminável solidão de milhões e milhões de pessoas, carregando sozinhas, em seu coração, a cruz da injustiça, da incompreensão e da amargura. O ethos que se compadece quer incluir a todos esses no 'ethos' planetário, vale dizer, na Casa Comum na qual há acolhida e as lágrimas podem ser choradas sem vergonha ou enxugadas carinhosamente."


Leonardo Boff



(Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/colunista/leonardo-boff/2025/07/29/a-re levancia-da-compaixao-na-situacao-atual/. Acesso em: 18 out. 2025. Adaptado.)



(__) A partir da leitura do excerto, é possível afirmar que uma ética plenamente humana não ignora o sofrimento, as dificuldades e as exclusões de outras pessoas; antes, acolhe e integra essas pessoas.


(__) Considerando que "na Casa Comum" é uma explicação do termo "ethos planetário", a expressão "vale dizer", pode ser substituída por "isto é", mantendo a coesão e o sentido pretendidos pelo autor.


(__) O trecho "para ser plenamente humana" é uma oração subordinada adverbial, exercendo a função de adjunto adverbial e modificando a oração principal. Nesse contexto, ela expressa a ideia de finalidade, de propósito. Ela está entre vírgulas porque está deslocada da ordem direta da oração.



Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:

Alternativas
Q3740269 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Brasil lidera a desinformação antivacina na América Latina, aponta estudo



Desinformações sobre vacinas cresceram mais de 600 vezes durante a pandemia, segundo o levantamento.


O Brasil concentra 40% de todo o conteúdo antivacina do continente latino-americano . É o que aponta o estudo "Anti-vaccine Disinformation in Latin America and the Caribbean" (Desinformação antivacina na América Latina e no Caribe), que mapeou, pela primeira vez, 81 milhões de mensagens publicadas em 1.785 comunidades de teorias da conspiração no Telegram, distribuídas por 18 países, entre 2016 e 2025. O levantamento é coordenado por pesquisadores da Fundação Getúlio Vargas (FGV).


O estudo identificou 175 supostos danos atribuídos às vacinas e 80 falsos "antídotos" vendidos como "detox" para neutralizar seus efeitos. Segundo alerta dos pesquisadores, a desinformação se consolidou como mercado lucrativo e ameaça à saúde pública.


"A desinformação não é acaso, é um projeto daqueles que lucram com isso. Ela se organiza, se financia e se adapta porque há interesses por trás. O que o estudo mostra é que o antivacinismo virou um sistema de medo e lucro que mina a confiança social e fragiliza políticas públicas de saúde", explica Ergon Cugler, pesquisador do DesinfoPop/FGV e coordenador do estudo. [...]


"O Brasil virou o epicentro latino-americano da desinformação antivacina. Isso não acontece por acaso: temos um ambiente digital que ainda engatinha no debate da regulação, plataformas que lucram com o engajamento do medo e desafios estruturais que permitem que o discurso conspiratório floresça", diz Ergon Cugler.


[...]


A pesquisa mapeou os 175 principais supostos danos causados pelas vacinas, divulgados nos grupos de desinformação. As alegações falsas mais comuns vão de morte súbita e alteração do DNA a envenenamento e câncer, seguidas por boatos sobre coágulos, infertilidade e problemas cardíacos.


[...] O estudo também identificou 80 falsos antídotos para supostamente "desfazer" vacinas. Os mais difundidos são o aterramento − ficar descalço no solo − (2,2%), que afirma "limpar energias do corpo"; o dióxido de cloro (1,5%), vendido como "solução milagrosa mineral" mas altamente tóxico; e produtos como alho, ivermectina e zeólita. [...]


"O antivacinismo é mais do que um discurso: é um mercado que transforma pânico em produto. Enfrentar isso exige ação coordenada entre governo, imprensa, plataformas e sociedade. Combater a desinformação é uma questão de soberania informacional e de saúde pública", conclui Ergon Cugler.



(Disponível em: https://iclnoticias.com.br/brasil-lidera-a-desinformacao-antivacina/. Acesso em: 20 out. 2025. Adaptado.)

As sentenças a seguir indicam trechos destacados do texto. Analise-as tendo o texto como referência e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:



(__) No trecho O estudo identificou 175 supostos danos atribuídos às vacinas e 80 falsos "antídotos" vendidos como "detox" para neutralizar seus efeitos (2º parágrafo), os numerais 175 e 80 têm a função de possibilitar a progressão do texto, uma vez que têm como referência os dados do estudo indicados no parágrafo anterior, retomando esses dados ao especificar dois aspectos da pesquisa: (175) supostos danos atribuídos às vacinas e (80) falsos "antídotos".


(__) No trecho A desinformação não é acaso, é um projeto daqueles que lucram com isso. Ela se organiza, se financia e se adapta porque há interesses por trás (3º parágrafo), tanto o pronome demonstrativo "isso" quanto o pronome pessoal "ela" retomam "a desinformação", evitando repetições desnecessárias e estabelecendo a coesão referencial.


(__) Nos trechos A pesquisa mapeou os 175 principais supostos danos causados pelas vacinas, divulgados nos grupos de desinformação (5º parágrafo) e O estudo também identificou 80 falsos antídotos para supostamente "desfazer" vacinas (6º parágrafo), há dois períodos que exercem duas importantes funções no texto: retomar uma ideia apresentada no início do texto, possibilitando ao leitor localizá-la, ou seja, há uma progressão referencial; e introduzir ideias novas, possibilitando o desenvolvimento do que foi apresentado no 2º parágrafo. Nesse caso, os verbos "mapeou" e "identificou" indicam essas ideias novas e são desenvolvidos na sequência.



Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: 

Alternativas
Q3740268 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Brasil lidera a desinformação antivacina na América Latina, aponta estudo



Desinformações sobre vacinas cresceram mais de 600 vezes durante a pandemia, segundo o levantamento.


O Brasil concentra 40% de todo o conteúdo antivacina do continente latino-americano . É o que aponta o estudo "Anti-vaccine Disinformation in Latin America and the Caribbean" (Desinformação antivacina na América Latina e no Caribe), que mapeou, pela primeira vez, 81 milhões de mensagens publicadas em 1.785 comunidades de teorias da conspiração no Telegram, distribuídas por 18 países, entre 2016 e 2025. O levantamento é coordenado por pesquisadores da Fundação Getúlio Vargas (FGV).


O estudo identificou 175 supostos danos atribuídos às vacinas e 80 falsos "antídotos" vendidos como "detox" para neutralizar seus efeitos. Segundo alerta dos pesquisadores, a desinformação se consolidou como mercado lucrativo e ameaça à saúde pública.


"A desinformação não é acaso, é um projeto daqueles que lucram com isso. Ela se organiza, se financia e se adapta porque há interesses por trás. O que o estudo mostra é que o antivacinismo virou um sistema de medo e lucro que mina a confiança social e fragiliza políticas públicas de saúde", explica Ergon Cugler, pesquisador do DesinfoPop/FGV e coordenador do estudo. [...]


"O Brasil virou o epicentro latino-americano da desinformação antivacina. Isso não acontece por acaso: temos um ambiente digital que ainda engatinha no debate da regulação, plataformas que lucram com o engajamento do medo e desafios estruturais que permitem que o discurso conspiratório floresça", diz Ergon Cugler.


[...]


A pesquisa mapeou os 175 principais supostos danos causados pelas vacinas, divulgados nos grupos de desinformação. As alegações falsas mais comuns vão de morte súbita e alteração do DNA a envenenamento e câncer, seguidas por boatos sobre coágulos, infertilidade e problemas cardíacos.


[...] O estudo também identificou 80 falsos antídotos para supostamente "desfazer" vacinas. Os mais difundidos são o aterramento − ficar descalço no solo − (2,2%), que afirma "limpar energias do corpo"; o dióxido de cloro (1,5%), vendido como "solução milagrosa mineral" mas altamente tóxico; e produtos como alho, ivermectina e zeólita. [...]


"O antivacinismo é mais do que um discurso: é um mercado que transforma pânico em produto. Enfrentar isso exige ação coordenada entre governo, imprensa, plataformas e sociedade. Combater a desinformação é uma questão de soberania informacional e de saúde pública", conclui Ergon Cugler.



(Disponível em: https://iclnoticias.com.br/brasil-lidera-a-desinformacao-antivacina/. Acesso em: 20 out. 2025. Adaptado.)

A respeito do último parágrafo, uma citação direta da fala do coordenador da pesquisa, e tendo todo o texto como referência, analise as sentenças:


"O antivacinismo é mais do que um discurso: é um mercado que transforma pânico em produto. Enfrentar isso exige ação coordenada entre governo, imprensa, plataformas e sociedade. Combater a desinformação é uma questão de soberania informacional e de saúde pública".


Nesse raciocínio construído pelo pesquisador e coordenador da pesquisa, observa-se que:



I. Tem início com a problematização do que é antivacinismo, definindo-o a partir disso, ou seja, é algo mais complexo do que apenas um discurso; é mercadológico, podendo-se inferir que tem como objetivo o lucro. Essa inferência é possível também pela escolha vocabular: mercado, produto.


II. Na sequência, o pesquisador apresenta um caminho possível para enfrentar o discurso mercadológico antivacina, um trabalho conjunto de diversas esferas, o que possibilita ao leitor compreender que o problema é complexo e não se resolverá com movimentos isolados.


III. Finalmente, concluindo seu raciocínio, o pesquisador associa o "antivacinismo" à desinformação, ou seja, o leitor é instigado a compreender que o "antivacinismo" é um entrave à soberania da informação e à saúde pública.



É correto o que se afirma em: 

Alternativas
Q3740267 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Brasil lidera a desinformação antivacina na América Latina, aponta estudo



Desinformações sobre vacinas cresceram mais de 600 vezes durante a pandemia, segundo o levantamento.


O Brasil concentra 40% de todo o conteúdo antivacina do continente latino-americano . É o que aponta o estudo "Anti-vaccine Disinformation in Latin America and the Caribbean" (Desinformação antivacina na América Latina e no Caribe), que mapeou, pela primeira vez, 81 milhões de mensagens publicadas em 1.785 comunidades de teorias da conspiração no Telegram, distribuídas por 18 países, entre 2016 e 2025. O levantamento é coordenado por pesquisadores da Fundação Getúlio Vargas (FGV).


O estudo identificou 175 supostos danos atribuídos às vacinas e 80 falsos "antídotos" vendidos como "detox" para neutralizar seus efeitos. Segundo alerta dos pesquisadores, a desinformação se consolidou como mercado lucrativo e ameaça à saúde pública.


"A desinformação não é acaso, é um projeto daqueles que lucram com isso. Ela se organiza, se financia e se adapta porque há interesses por trás. O que o estudo mostra é que o antivacinismo virou um sistema de medo e lucro que mina a confiança social e fragiliza políticas públicas de saúde", explica Ergon Cugler, pesquisador do DesinfoPop/FGV e coordenador do estudo. [...]


"O Brasil virou o epicentro latino-americano da desinformação antivacina. Isso não acontece por acaso: temos um ambiente digital que ainda engatinha no debate da regulação, plataformas que lucram com o engajamento do medo e desafios estruturais que permitem que o discurso conspiratório floresça", diz Ergon Cugler.


[...]


A pesquisa mapeou os 175 principais supostos danos causados pelas vacinas, divulgados nos grupos de desinformação. As alegações falsas mais comuns vão de morte súbita e alteração do DNA a envenenamento e câncer, seguidas por boatos sobre coágulos, infertilidade e problemas cardíacos.


[...] O estudo também identificou 80 falsos antídotos para supostamente "desfazer" vacinas. Os mais difundidos são o aterramento − ficar descalço no solo − (2,2%), que afirma "limpar energias do corpo"; o dióxido de cloro (1,5%), vendido como "solução milagrosa mineral" mas altamente tóxico; e produtos como alho, ivermectina e zeólita. [...]


"O antivacinismo é mais do que um discurso: é um mercado que transforma pânico em produto. Enfrentar isso exige ação coordenada entre governo, imprensa, plataformas e sociedade. Combater a desinformação é uma questão de soberania informacional e de saúde pública", conclui Ergon Cugler.



(Disponível em: https://iclnoticias.com.br/brasil-lidera-a-desinformacao-antivacina/. Acesso em: 20 out. 2025. Adaptado.)

Analise as sentenças a seguir:



I. A palavra "latino-americano" é composta por justaposição e o hífen está adequadamente empregado porque o primeiro termo está representado por um substantivo.


II. São formadas por derivação parassintética, ou seja, há o acréscimo simultâneo de um prefixo e um sufixo ao radical da forma primitiva, as palavras "antivacinismo", "envenenamento" e "infertilidade".


III. As palavras "epicentro", "antivacina" e "altamente" são formadas pelo mesmo processo, o de derivação prefixal.



É correto o que se afirma em:

Alternativas
Q3740266 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



A segurança alimentar deixou de ser um tema restrito à agricultura e virou assunto de saúde, economia e, cada vez mais, de clima. Quando secas prolongadas, enchentes ou ondas de calor atingem lavouras, rebanhos e cadeias de abastecimento, o preço e a qualidade dos alimentos mudam , e quem tem menos renda sente primeiro. [...] há segurança alimentar quando todas as pessoas, em todos os momentos, têm acesso físico, social e econômico a alimentos suficientes, seguros e nutritivos, que atendam às necessidades e preferências para uma vida ativa e saudável.



(Disponível em: https://www.politize.com.br/seguranca-alimentar/. Acesso em: 19 out. 2025. Adaptado.)

Analise as sentenças a seguir a respeito da concordância dos verbos em destaque no excerto e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:



(__) A concordância do verbo "atingir" está inadequada, uma vez que os elementos de seu sujeito são unidos por "ou".


(__) O verbo "mudar" está no plural porque concorda com o sujeito "alimentos".


(__) No excerto há duas ocorrências do verbo "ter" e ambos deveriam estar no plural porque se referem ao sujeito "todas as pessoas".



Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: 

Alternativas
Q3740263 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



A saudade como motor criativo da literatura


Luciana de Gnone



A saudade é mais do que um sentimento de falta, ela é também um dos grandes impulsionadores da literatura. Para os leitores, os livros muitas vezes saciam a nostalgia de vivências passadas. Para os escritores, a saudade é uma grande aliada da criação: molda lembranças, revive experiências e são fios condutores de grandes narrativas. Na literatura, a saudade é matéria-prima. Ela é capaz de transformar a ausência em presença e memória em palavras.

São inúmeras as razões que levam os autores a transformar a saudade em narrativa. Há motivações políticas, como as dos exilados e refugiados. Existem os gatilhos emocionais, como a migração em busca de novas terras, ou mesmo o luto em suas inúmeras facetas. Em todos esses casos, a escrita se oferece como território aconchegante para reconstruir o que foi perdido.

No início da década de 1990, morei por um ano nos EUA. Estava no final do ensino médio e fui fazer um intercâmbio cultural. Em uma cidade do interior de Michigan, estudantes estrangeiros eram facilmente reconhecidos pela comunidade local. Éramos cinco intercambistas, digamos, "oficiais" — aqueles que estavam de passagem por um período determinado, geralmente de um ano. Mas havia também algumas dezenas de outros estrangeiros, residentes permanentes.

Eram todos filhos de imigrantes: alguns de primeira, outros de segunda geração nascida na América. Dentre eles, havia um menino que se destacava por ser um exilado de guerra. Embora tivesse entrado nos EUA como intercambista, assim como eu, havia chegado dois anos antes e permanecido indefinidamente. Foi acolhido pela família americana quando a guerra na Bósnia teve início, em 1992, sem jamais conseguir retornar ao seu país.

Ele não fazia ideia de como sua família estava. Não tinha notícias dos pais, dos irmãos, nem de qualquer outro parente. As informações simplesmente não chegavam. Canalizou toda a saudade — e também o medo — na escrita. Suas redações logo ficaram conhecidas na escola. Não me lembro do nome dele, infelizmente, o que é uma pena — é bem possível que tenha se tornado autor.

Escrever sobre o que ficou para trás é uma forma de habitar novamente o que já não está ao alcance. Ainda que em escala muito diferente da vivida pelo colega bósnio, posso dizer que algo semelhante aconteceu comigo, ao viver por quase treze anos fora do Brasil.

A distância física e emocional foi o estopim para que eu começasse a escrever — primeiro de forma despretensiosa; depois, o meu primeiro romance. A escrita tornou-se uma ferramenta de reconexão com minhas origens. Ao criar personagens e, principalmente, cenários, eu buscava reconstruir minhas próprias vivências, tentando suprir a saudade que sentia da minha terra.

Muitas vezes a saudade pode vir com uma enorme carga de desconforto, mas é preciso reconhecer a potência desse sentimento. É divino poder usar a saudade para revisitar o passado, questionar o presente e escrever o futuro. É um recurso para preencher lacunas e curar-se da ausência. Por essa razão, tantas obras nascem desse vazio. É nesse espaço que o escritor encontra liberdade criativa.

No gênero policial, muitos protagonistas são apresentados como pessoas disfuncionais — marcados pela saudade de uma família perdida, de um amor desfeito ou de um luto mal resolvido. Quebrar essa casca e revelar a vulnerabilidade do personagem é o que provoca conexão com o mundo real. A saudade é esse fragmento entre o que se viveu e o que continua a pulsar dentro de nós.



(Disponível em: https://www.publishnews.com.br/materias/2025/08/27/a-saudade-comomotor-criativo-da-literatura. Acesso em: 18 out. 2025. Adaptado.)

Analise as sentenças a seguir a partir da leitura do texto:



I. Para Luciana de Gnone, a saudade exerce dois papéis distintos no contexto da literatura: um de tocar em memórias daqueles que leem uma obra e outro de ser substância principal no processo de escrita.


II. A literatura impulsionada pela saudade está ancorada em dois temas: política e emoções, pois é nesses campos que se encontra acolhida para reconstruir o que se perdeu ao longo da vida.


III. O que impulsionou a autora do texto a começar a escrever foi ter conhecido a história do intercambista bósnio que, exilado, usou a escrita para canalizar a saudade que sentia da família, assim como a falta de notícias.



É correto o que se afirma em:

Alternativas
Q3740262 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



A saudade como motor criativo da literatura


Luciana de Gnone



A saudade é mais do que um sentimento de falta, ela é também um dos grandes impulsionadores da literatura. Para os leitores, os livros muitas vezes saciam a nostalgia de vivências passadas. Para os escritores, a saudade é uma grande aliada da criação: molda lembranças, revive experiências e são fios condutores de grandes narrativas. Na literatura, a saudade é matéria-prima. Ela é capaz de transformar a ausência em presença e memória em palavras.

São inúmeras as razões que levam os autores a transformar a saudade em narrativa. Há motivações políticas, como as dos exilados e refugiados. Existem os gatilhos emocionais, como a migração em busca de novas terras, ou mesmo o luto em suas inúmeras facetas. Em todos esses casos, a escrita se oferece como território aconchegante para reconstruir o que foi perdido.

No início da década de 1990, morei por um ano nos EUA. Estava no final do ensino médio e fui fazer um intercâmbio cultural. Em uma cidade do interior de Michigan, estudantes estrangeiros eram facilmente reconhecidos pela comunidade local. Éramos cinco intercambistas, digamos, "oficiais" — aqueles que estavam de passagem por um período determinado, geralmente de um ano. Mas havia também algumas dezenas de outros estrangeiros, residentes permanentes.

Eram todos filhos de imigrantes: alguns de primeira, outros de segunda geração nascida na América. Dentre eles, havia um menino que se destacava por ser um exilado de guerra. Embora tivesse entrado nos EUA como intercambista, assim como eu, havia chegado dois anos antes e permanecido indefinidamente. Foi acolhido pela família americana quando a guerra na Bósnia teve início, em 1992, sem jamais conseguir retornar ao seu país.

Ele não fazia ideia de como sua família estava. Não tinha notícias dos pais, dos irmãos, nem de qualquer outro parente. As informações simplesmente não chegavam. Canalizou toda a saudade — e também o medo — na escrita. Suas redações logo ficaram conhecidas na escola. Não me lembro do nome dele, infelizmente, o que é uma pena — é bem possível que tenha se tornado autor.

Escrever sobre o que ficou para trás é uma forma de habitar novamente o que já não está ao alcance. Ainda que em escala muito diferente da vivida pelo colega bósnio, posso dizer que algo semelhante aconteceu comigo, ao viver por quase treze anos fora do Brasil.

A distância física e emocional foi o estopim para que eu começasse a escrever — primeiro de forma despretensiosa; depois, o meu primeiro romance. A escrita tornou-se uma ferramenta de reconexão com minhas origens. Ao criar personagens e, principalmente, cenários, eu buscava reconstruir minhas próprias vivências, tentando suprir a saudade que sentia da minha terra.

Muitas vezes a saudade pode vir com uma enorme carga de desconforto, mas é preciso reconhecer a potência desse sentimento. É divino poder usar a saudade para revisitar o passado, questionar o presente e escrever o futuro. É um recurso para preencher lacunas e curar-se da ausência. Por essa razão, tantas obras nascem desse vazio. É nesse espaço que o escritor encontra liberdade criativa.

No gênero policial, muitos protagonistas são apresentados como pessoas disfuncionais — marcados pela saudade de uma família perdida, de um amor desfeito ou de um luto mal resolvido. Quebrar essa casca e revelar a vulnerabilidade do personagem é o que provoca conexão com o mundo real. A saudade é esse fragmento entre o que se viveu e o que continua a pulsar dentro de nós.



(Disponível em: https://www.publishnews.com.br/materias/2025/08/27/a-saudade-comomotor-criativo-da-literatura. Acesso em: 18 out. 2025. Adaptado.)

Para a análise das sentenças, considere o seguinte excerto, sem desconsiderar o contexto em que ele está inserido no texto base:


"Eram todos filhos de imigrantes: alguns de primeira, outros de segunda geração nascida na América. Dentre eles, havia um menino que se destacava por ser um exilado de guerra. Embora tivesse entrado nos EUA como intercambista, assim como eu, havia chegado dois anos antes e permanecido indefinidamente. Foi acolhido pela família americana quando a guerra na Bósnia teve início, em 1992, sem jamais conseguir retornar ao seu país."



I. O pronome indefinido "todos" tem como referente "algumas dezenas de outros estrangeiros, residentes permanentes" e estabelece uma relação coesiva referencial.


II. "Dentre eles" está ambíguo, pois pode se referir tanto a "alguns de primeira" quanto a "outros de segunda geração nascida na América".


III. "Embora" é uma conjunção concessiva e tem papel importante no excerto para estabelecer uma relação clara e coesa entre as ideias, dando sequência à reflexão da autora.



É correto o que se afirma em:

Alternativas
Q3740261 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



A saudade como motor criativo da literatura


Luciana de Gnone



A saudade é mais do que um sentimento de falta, ela é também um dos grandes impulsionadores da literatura. Para os leitores, os livros muitas vezes saciam a nostalgia de vivências passadas. Para os escritores, a saudade é uma grande aliada da criação: molda lembranças, revive experiências e são fios condutores de grandes narrativas. Na literatura, a saudade é matéria-prima. Ela é capaz de transformar a ausência em presença e memória em palavras.

São inúmeras as razões que levam os autores a transformar a saudade em narrativa. Há motivações políticas, como as dos exilados e refugiados. Existem os gatilhos emocionais, como a migração em busca de novas terras, ou mesmo o luto em suas inúmeras facetas. Em todos esses casos, a escrita se oferece como território aconchegante para reconstruir o que foi perdido.

No início da década de 1990, morei por um ano nos EUA. Estava no final do ensino médio e fui fazer um intercâmbio cultural. Em uma cidade do interior de Michigan, estudantes estrangeiros eram facilmente reconhecidos pela comunidade local. Éramos cinco intercambistas, digamos, "oficiais" — aqueles que estavam de passagem por um período determinado, geralmente de um ano. Mas havia também algumas dezenas de outros estrangeiros, residentes permanentes.

Eram todos filhos de imigrantes: alguns de primeira, outros de segunda geração nascida na América. Dentre eles, havia um menino que se destacava por ser um exilado de guerra. Embora tivesse entrado nos EUA como intercambista, assim como eu, havia chegado dois anos antes e permanecido indefinidamente. Foi acolhido pela família americana quando a guerra na Bósnia teve início, em 1992, sem jamais conseguir retornar ao seu país.

Ele não fazia ideia de como sua família estava. Não tinha notícias dos pais, dos irmãos, nem de qualquer outro parente. As informações simplesmente não chegavam. Canalizou toda a saudade — e também o medo — na escrita. Suas redações logo ficaram conhecidas na escola. Não me lembro do nome dele, infelizmente, o que é uma pena — é bem possível que tenha se tornado autor.

Escrever sobre o que ficou para trás é uma forma de habitar novamente o que já não está ao alcance. Ainda que em escala muito diferente da vivida pelo colega bósnio, posso dizer que algo semelhante aconteceu comigo, ao viver por quase treze anos fora do Brasil.

A distância física e emocional foi o estopim para que eu começasse a escrever — primeiro de forma despretensiosa; depois, o meu primeiro romance. A escrita tornou-se uma ferramenta de reconexão com minhas origens. Ao criar personagens e, principalmente, cenários, eu buscava reconstruir minhas próprias vivências, tentando suprir a saudade que sentia da minha terra.

Muitas vezes a saudade pode vir com uma enorme carga de desconforto, mas é preciso reconhecer a potência desse sentimento. É divino poder usar a saudade para revisitar o passado, questionar o presente e escrever o futuro. É um recurso para preencher lacunas e curar-se da ausência. Por essa razão, tantas obras nascem desse vazio. É nesse espaço que o escritor encontra liberdade criativa.

No gênero policial, muitos protagonistas são apresentados como pessoas disfuncionais — marcados pela saudade de uma família perdida, de um amor desfeito ou de um luto mal resolvido. Quebrar essa casca e revelar a vulnerabilidade do personagem é o que provoca conexão com o mundo real. A saudade é esse fragmento entre o que se viveu e o que continua a pulsar dentro de nós.



(Disponível em: https://www.publishnews.com.br/materias/2025/08/27/a-saudade-comomotor-criativo-da-literatura. Acesso em: 18 out. 2025. Adaptado.)

Ao longo do texto, a autora lança mão do travessão como recurso de pontuação. Analise os usos destacados a seguir:


Éramos cinco intercambistas, digamos, "oficiais" — aqueles que estavam de passagem por um período determinado, geralmente de um ano. (3º parágrafo)


Canalizou toda a saudade — e também o medo — na escrita. Suas redações logo ficaram conhecidas na escola. Não me lembro do nome dele, infelizmente, o que é uma pena — é bem possível que tenha se tornado autor. (5º parágrafo)


A distância física e emocional foi o estopim para que eu começasse a escrever — primeiro de forma despretensiosa; depois, o meu primeiro romance. (7º parágrafo)



Assinale a alternativa que apresenta a justificativa correta para esses usos do travessão feitos pela autora:

Alternativas
Q3738987 Português
Presença de Piaget


Psicólogo e pedagogo suíço (1896-1980). Autor do desenvolvimento do pensamento e da linguagem da criança, abordando a epistemologia genética. Em sua carreira, Piaget foi considerado um educador, autor de um método consagrado, mas não foi bem assim. Não desenvolveu um método, mas sim uma teoria, que passou a ser discutida no mundo desenvolvido. Ele mesmo era um estudioso de Biologia.


Devemos nos lembrar do matemático Euclides: "Não há caminho real, caminho curto, que leve à sabedoria."


Quando abordamos a educação intelectual, citamos a faculdade de pensar. Essa faculdade é chamada a inteligência. Esta palavra tem origem em dois termos latinos: intus, que significa dentro, e legere, que significa ler. É a faculdade ou poder do homem de penetrar o sentido íntimo das coisas.


Para compreender o que ocorre na adolescência, Piaget referiu aos quatro estágios de desenvolvimento mental da criança, a partir de dois aspectos: inteligência e afetividade. Quando ela nasce, a sua inteligência é sobretudo sensório-motora. Freud se refere a esse período como "fase oral". O 2º estágio é intuitivo ou simbólico, após dois anos. Aí a criança desenvolve o egocentrismo. O 3º estágio (7 aos 12 anos) é o das operações concretas. E o 4º estágio é o das operações abstratas, quando surgem a discussão e o consenso.


Devemos considerar ligados o intelecto e a afetividade. Esta impulsiona a ação (desejo, amor, entusiasmo) e a inteligência fornece os meios, disciplina a ação. Portanto, é da ação dos dois que se chega à necessária autonomia.


O homem faz projetos a partir do desenvolvimento mental, quando amadurece na vida adulta. A tendência é ampliar cada vez mais a experiência e esta se enriquece, com o aumento da nossa capacidade de relacionamento. Em geral, ele não cessa de aprender, conhecendo o mundo, a liberdade, as relações com o outro, o exercício indispensável da democracia.


Por isso, os estudos de Jean Piaget tornaram-se basilares e ele é mesmo confundido como se fosse um renomado educador.


Arnaldo Niskier


https://www.arnaldoniskier.com.br/cronicas/presenca+de+piaget.html
Considerando a forma como o texto "Presença de Piaget", de Arnaldo Niskier, organiza suas ideias e argumentos, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3738322 Português

Leia o Texto 3 para responder às questão.


Texto 3


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Disponível em: https://www.lpm-blog.com.br/?p=15649. Acesso em: 12 out. 2025.

No trecho “O que aconteceu com o marido esbelto, bonito e espirituoso com o qual casei há vinte anos?”, o verbo “casar” exige a preposição “com” porque:
Alternativas
Q3738321 Português

Leia o Texto 3 para responder às questão.


Texto 3


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Disponível em: https://www.lpm-blog.com.br/?p=15649. Acesso em: 12 out. 2025.

A palavra “espirituoso”, usada por Helga no primeiro quadrinho, é formada pelo processo de derivação
Alternativas
Q3738320 Português

Leia o Texto 3 para responder às questão.


Texto 3


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Disponível em: https://www.lpm-blog.com.br/?p=15649. Acesso em: 12 out. 2025.

Na tirinha, o humor é construído principalmente por meio do recurso denominado
Alternativas
Q3738319 Português
Leia o Texto 2 para responder à questão.

Texto 2


O conceito de herói está profundamente ligado à cultura que o criou e a quando foi criado, o que significa que ele varia muito de lugar para lugar e de época para época. Mesmo assim, a figura do herói aparece nas mais diversas sociedades e eras, sempre atendendo a critérios morais e desejos em comum de determinado povo.

Apesar do protagonismo do herói, o que seria dele se não houvesse um vilão? Nas narrativas, o vilão costuma ser o antagonista. Os vilões representam aquilo que é errado, injusto, que foge à moral defendida pelo herói. Por não carregar o protagonismo das histórias, o vilão costuma ser um personagem sem profundidade, sem dilemas, sem uma história que nos explique o porquê de suas ações. E isso reforça sua vilania.

Conhecer a história de alguém é um processo humanizador, capaz até de revogar a alcunha de vilão e conferir ao personagem o título de herói, ou só de uma pessoa comum que tem seus defeitos e qualidades. Assim, uma maneira de fabricar vilões é não deixar suas histórias serem contadas, é criar uma imagem sobre esses personagens e mantê-los em silêncio. MIRANDA, Lucas Mascarenhas de. A fronteira tênue entre heróis e vilões. Ciência hoje, Rio de Janeiro, 21 nov. 2021.


Disponível em: https://cienciahoje.org.br/artigo/a-fronteira-tenue-entre-herois-e-viloes/. [Adaptado].
De acordo com o texto, uma das maneiras de “fabricar vilões” é
Alternativas
Q3738318 Português
Leia o Texto 2 para responder à questão.

Texto 2


O conceito de herói está profundamente ligado à cultura que o criou e a quando foi criado, o que significa que ele varia muito de lugar para lugar e de época para época. Mesmo assim, a figura do herói aparece nas mais diversas sociedades e eras, sempre atendendo a critérios morais e desejos em comum de determinado povo.

Apesar do protagonismo do herói, o que seria dele se não houvesse um vilão? Nas narrativas, o vilão costuma ser o antagonista. Os vilões representam aquilo que é errado, injusto, que foge à moral defendida pelo herói. Por não carregar o protagonismo das histórias, o vilão costuma ser um personagem sem profundidade, sem dilemas, sem uma história que nos explique o porquê de suas ações. E isso reforça sua vilania.

Conhecer a história de alguém é um processo humanizador, capaz até de revogar a alcunha de vilão e conferir ao personagem o título de herói, ou só de uma pessoa comum que tem seus defeitos e qualidades. Assim, uma maneira de fabricar vilões é não deixar suas histórias serem contadas, é criar uma imagem sobre esses personagens e mantê-los em silêncio. MIRANDA, Lucas Mascarenhas de. A fronteira tênue entre heróis e vilões. Ciência hoje, Rio de Janeiro, 21 nov. 2021.


Disponível em: https://cienciahoje.org.br/artigo/a-fronteira-tenue-entre-herois-e-viloes/. [Adaptado].
No trecho “Mesmo assim, a figura do herói aparece nas mais diversas sociedades e eras, sempre atendendo a critérios morais e desejos em comum de determinado povo.”, a conjunção “e” estabelece relação de 
Alternativas
Q3738317 Português
Leia o Texto 2 para responder à questão.

Texto 2


O conceito de herói está profundamente ligado à cultura que o criou e a quando foi criado, o que significa que ele varia muito de lugar para lugar e de época para época. Mesmo assim, a figura do herói aparece nas mais diversas sociedades e eras, sempre atendendo a critérios morais e desejos em comum de determinado povo.

Apesar do protagonismo do herói, o que seria dele se não houvesse um vilão? Nas narrativas, o vilão costuma ser o antagonista. Os vilões representam aquilo que é errado, injusto, que foge à moral defendida pelo herói. Por não carregar o protagonismo das histórias, o vilão costuma ser um personagem sem profundidade, sem dilemas, sem uma história que nos explique o porquê de suas ações. E isso reforça sua vilania.

Conhecer a história de alguém é um processo humanizador, capaz até de revogar a alcunha de vilão e conferir ao personagem o título de herói, ou só de uma pessoa comum que tem seus defeitos e qualidades. Assim, uma maneira de fabricar vilões é não deixar suas histórias serem contadas, é criar uma imagem sobre esses personagens e mantê-los em silêncio. MIRANDA, Lucas Mascarenhas de. A fronteira tênue entre heróis e vilões. Ciência hoje, Rio de Janeiro, 21 nov. 2021.


Disponível em: https://cienciahoje.org.br/artigo/a-fronteira-tenue-entre-herois-e-viloes/. [Adaptado].
O texto combina diferentes sequências textuais para desenvolver o tema nele apresentado. A sequência predominante é a
Alternativas
Q3738316 Português
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Texto 1


Ele elevou à décima potência a disseminação do conhecimento. Ele nos permite viajar sem sair do lugar, mas, além disso, pode guardar informações por séculos. Romanos escreviam em tábuas, egípcios, em papiros, e os maias e astecas tinham uma espécie de livro feito com casca de árvore. Mas o papel, desenvolvido no século II pelos chineses, e a prensa de Gutenberg, do século XV, foram as criações mais importantes para o surgimento do livro da forma como o temos hoje. A primeira impressão ocorreu em 1442. Depois que o uso da prensa se consolidou, comerciantes lançaram uma variedade de títulos, muitos deles originários de manuscritos antigos. Mas o boom ocorreu mesmo no século XIX. A Revolução Industrial trouxe inovações tecnológicas para o papel, tornando-o mais barato e acessível às editoras. Sem esses calhamaços de folhas, provavelmente boa parte da história da humanidade teria se perdido.

Superinteressante. As 101 maiores invenções da humanidade. Ed. Especial. 2013, p. 60.
No trecho “Romanos escreviam em tábuas, egípcios, em papiros, e os maias e astecas tinham uma espécie de livro feito com casca de árvore”, a vírgula empregada imediatamente após a palavra “egípcios” cumpre a função de
Alternativas
Q3738315 Português
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Texto 1


Ele elevou à décima potência a disseminação do conhecimento. Ele nos permite viajar sem sair do lugar, mas, além disso, pode guardar informações por séculos. Romanos escreviam em tábuas, egípcios, em papiros, e os maias e astecas tinham uma espécie de livro feito com casca de árvore. Mas o papel, desenvolvido no século II pelos chineses, e a prensa de Gutenberg, do século XV, foram as criações mais importantes para o surgimento do livro da forma como o temos hoje. A primeira impressão ocorreu em 1442. Depois que o uso da prensa se consolidou, comerciantes lançaram uma variedade de títulos, muitos deles originários de manuscritos antigos. Mas o boom ocorreu mesmo no século XIX. A Revolução Industrial trouxe inovações tecnológicas para o papel, tornando-o mais barato e acessível às editoras. Sem esses calhamaços de folhas, provavelmente boa parte da história da humanidade teria se perdido.

Superinteressante. As 101 maiores invenções da humanidade. Ed. Especial. 2013, p. 60.
No trecho “Romanos escreviam em tábuas, egípcios, em papiros, e os maias e astecas tinham uma espécie de livro feito com casca de árvore”, a forma verbal “escreviam” está flexionada no plural porque concorda com o
Alternativas
Q3738314 Português
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Texto 1


Ele elevou à décima potência a disseminação do conhecimento. Ele nos permite viajar sem sair do lugar, mas, além disso, pode guardar informações por séculos. Romanos escreviam em tábuas, egípcios, em papiros, e os maias e astecas tinham uma espécie de livro feito com casca de árvore. Mas o papel, desenvolvido no século II pelos chineses, e a prensa de Gutenberg, do século XV, foram as criações mais importantes para o surgimento do livro da forma como o temos hoje. A primeira impressão ocorreu em 1442. Depois que o uso da prensa se consolidou, comerciantes lançaram uma variedade de títulos, muitos deles originários de manuscritos antigos. Mas o boom ocorreu mesmo no século XIX. A Revolução Industrial trouxe inovações tecnológicas para o papel, tornando-o mais barato e acessível às editoras. Sem esses calhamaços de folhas, provavelmente boa parte da história da humanidade teria se perdido.

Superinteressante. As 101 maiores invenções da humanidade. Ed. Especial. 2013, p. 60.
O uso do pronome “ele”, no início do texto, contribui para a coesão textual porque
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Q3738313 Português
Em diferentes regiões do Brasil, é comum que uma mesma ideia seja expressa por palavras distintas, como ocorre com as palavras “mandioca”, “aipim” e “macaxeira”. Esses usos diferentes mostram que a língua
Alternativas
Respostas
9861: A
9862: E
9863: B
9864: B
9865: D
9866: C
9867: D
9868: C
9869: A
9870: C
9871: A
9872: D
9873: A
9874: B
9875: D
9876: A
9877: C
9878: A
9879: D
9880: B