Questões de Concurso Sobre português nível médio

Foram encontradas 97.399 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q3775712 Português
(--------------) 

Natália Beauty 


    Cada vez que uma criança cresce sem sequer o incentivo de abrir um livro, cometemos uma negligência intelectual grave. A formação de leitores não é detalhe de política pública: é o alicerce de qualquer nação que deseja pensar por conta própria. No entanto, no mundo digital de hoje, parece mais fácil aceitar memes rasos, vídeos curtos e feeds infinitos do que exigir que mentes jovens sejam alimentadas por literatura, imaginação e pensamento crítico. É a cultura do fast food mental, e estamos servindo porções generosas.

    A leitura nunca foi mero passatempo. Ela molda o cérebro, fortalece sinapses, amplia vocabulário, constrói empatia, estrutura pensamento abstrato e disciplina a reflexão. Um adolescente que lê aprende a adiar a gratificação imediata para imaginar futuros possíveis. Quem não lê, em contrapartida, ergue muros internos, se torna refém do óbvio e presa fácil da manipulação.

    Sabemos que a leitura desde a infância é um escudo contra a manipulação. Crianças alfabetizadas em histórias, poesia e imaginação se tornam adultos mais críticos e menos suscetíveis à histeria das redes. Mas quem está garantindo esse direito? Onde estão as bibliotecas escolares dignas desse nome? Quantas escolas têm professores com tempo e formação para ensinar amor aos livros, e não apenas "resumo para a prova"?

    A verdade é dura e o fracasso é institucional. Orçamentos minguados, currículos burocráticos e salários indignos tornam a literatura um luxo dentro da sala de aula. A ausência de política de leitura revela prioridades: o espetáculo vale mais que o pensamento.

    Do lado de casa, a responsabilidade também é nossa. Muitos pais entregam tablets antes de oferecer livros e ainda culpam a "falta de interesse" dos filhos. Mas desinteresse não nasce do acaso, ele é cultivado quando a leitura não foi um gesto de afeto. Criança que vê o livro como castigo aprende a rejeitálo. A escola que trata literatura como obrigação mata o prazer que poderia salvar gerações.

     Nem tecnologia é desculpa. E-books e audiobooks são aliados, mas não substituem o ritual de folhear, reler, pausar, refletir. O cheiro do papel, o peso do livro, o silêncio da leitura, tudo isso constrói presença mental. Leitura digital sem profundidade vira rolagem automática, não experiência cognitiva.

    Se quisermos reverter esse cenário, precisamos de um pacto nacional pela leitura. Gestores públicos devem criar leis que garantam verba mínima para bibliotecas municipais, rankings de leitura por cidade, bibliotecas móveis e parcerias com editoras para baratear o acesso. Empresas podem promover clubes de leitura, incentivar funcionários e comunidades. Cada cidadão pode doar livros, ler para uma criança, criar acervos comunitários. Pequenos gestos geram grandes resistências.

    Uma sociedade que não lê entrega sua opinião a quem grita mais alto e seu destino a quem manipula. Se queremos líderes que pensem, precisamos formar leitores que questionem. Leitura não é privilégio, é sobrevivência democrática.

    Sem livros, o pensamento murcha. Sem leitores, a nação adoece. Cultivar leitores é plantar pensadores e essa, talvez, seja a única rebelião que ainda vale a pena.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/natalia-beauty/2025/10/ler-e-resistencia-e-precisamos-ensinar-isso-desde-cedo.shtml Acesso: 14 out. 2025 (Adaptado) 
No trecho “A leitura nunca foi mero passatempo”, o termo “mero” tem sentido de 
Alternativas
Q3775711 Português
(--------------) 

Natália Beauty 


    Cada vez que uma criança cresce sem sequer o incentivo de abrir um livro, cometemos uma negligência intelectual grave. A formação de leitores não é detalhe de política pública: é o alicerce de qualquer nação que deseja pensar por conta própria. No entanto, no mundo digital de hoje, parece mais fácil aceitar memes rasos, vídeos curtos e feeds infinitos do que exigir que mentes jovens sejam alimentadas por literatura, imaginação e pensamento crítico. É a cultura do fast food mental, e estamos servindo porções generosas.

    A leitura nunca foi mero passatempo. Ela molda o cérebro, fortalece sinapses, amplia vocabulário, constrói empatia, estrutura pensamento abstrato e disciplina a reflexão. Um adolescente que lê aprende a adiar a gratificação imediata para imaginar futuros possíveis. Quem não lê, em contrapartida, ergue muros internos, se torna refém do óbvio e presa fácil da manipulação.

    Sabemos que a leitura desde a infância é um escudo contra a manipulação. Crianças alfabetizadas em histórias, poesia e imaginação se tornam adultos mais críticos e menos suscetíveis à histeria das redes. Mas quem está garantindo esse direito? Onde estão as bibliotecas escolares dignas desse nome? Quantas escolas têm professores com tempo e formação para ensinar amor aos livros, e não apenas "resumo para a prova"?

    A verdade é dura e o fracasso é institucional. Orçamentos minguados, currículos burocráticos e salários indignos tornam a literatura um luxo dentro da sala de aula. A ausência de política de leitura revela prioridades: o espetáculo vale mais que o pensamento.

    Do lado de casa, a responsabilidade também é nossa. Muitos pais entregam tablets antes de oferecer livros e ainda culpam a "falta de interesse" dos filhos. Mas desinteresse não nasce do acaso, ele é cultivado quando a leitura não foi um gesto de afeto. Criança que vê o livro como castigo aprende a rejeitálo. A escola que trata literatura como obrigação mata o prazer que poderia salvar gerações.

     Nem tecnologia é desculpa. E-books e audiobooks são aliados, mas não substituem o ritual de folhear, reler, pausar, refletir. O cheiro do papel, o peso do livro, o silêncio da leitura, tudo isso constrói presença mental. Leitura digital sem profundidade vira rolagem automática, não experiência cognitiva.

    Se quisermos reverter esse cenário, precisamos de um pacto nacional pela leitura. Gestores públicos devem criar leis que garantam verba mínima para bibliotecas municipais, rankings de leitura por cidade, bibliotecas móveis e parcerias com editoras para baratear o acesso. Empresas podem promover clubes de leitura, incentivar funcionários e comunidades. Cada cidadão pode doar livros, ler para uma criança, criar acervos comunitários. Pequenos gestos geram grandes resistências.

    Uma sociedade que não lê entrega sua opinião a quem grita mais alto e seu destino a quem manipula. Se queremos líderes que pensem, precisamos formar leitores que questionem. Leitura não é privilégio, é sobrevivência democrática.

    Sem livros, o pensamento murcha. Sem leitores, a nação adoece. Cultivar leitores é plantar pensadores e essa, talvez, seja a única rebelião que ainda vale a pena.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/natalia-beauty/2025/10/ler-e-resistencia-e-precisamos-ensinar-isso-desde-cedo.shtml Acesso: 14 out. 2025 (Adaptado) 
O principal argumento defendido pela autora, ao longo do texto, é 
Alternativas
Q3775710 Português
(--------------) 

Natália Beauty 


    Cada vez que uma criança cresce sem sequer o incentivo de abrir um livro, cometemos uma negligência intelectual grave. A formação de leitores não é detalhe de política pública: é o alicerce de qualquer nação que deseja pensar por conta própria. No entanto, no mundo digital de hoje, parece mais fácil aceitar memes rasos, vídeos curtos e feeds infinitos do que exigir que mentes jovens sejam alimentadas por literatura, imaginação e pensamento crítico. É a cultura do fast food mental, e estamos servindo porções generosas.

    A leitura nunca foi mero passatempo. Ela molda o cérebro, fortalece sinapses, amplia vocabulário, constrói empatia, estrutura pensamento abstrato e disciplina a reflexão. Um adolescente que lê aprende a adiar a gratificação imediata para imaginar futuros possíveis. Quem não lê, em contrapartida, ergue muros internos, se torna refém do óbvio e presa fácil da manipulação.

    Sabemos que a leitura desde a infância é um escudo contra a manipulação. Crianças alfabetizadas em histórias, poesia e imaginação se tornam adultos mais críticos e menos suscetíveis à histeria das redes. Mas quem está garantindo esse direito? Onde estão as bibliotecas escolares dignas desse nome? Quantas escolas têm professores com tempo e formação para ensinar amor aos livros, e não apenas "resumo para a prova"?

    A verdade é dura e o fracasso é institucional. Orçamentos minguados, currículos burocráticos e salários indignos tornam a literatura um luxo dentro da sala de aula. A ausência de política de leitura revela prioridades: o espetáculo vale mais que o pensamento.

    Do lado de casa, a responsabilidade também é nossa. Muitos pais entregam tablets antes de oferecer livros e ainda culpam a "falta de interesse" dos filhos. Mas desinteresse não nasce do acaso, ele é cultivado quando a leitura não foi um gesto de afeto. Criança que vê o livro como castigo aprende a rejeitálo. A escola que trata literatura como obrigação mata o prazer que poderia salvar gerações.

     Nem tecnologia é desculpa. E-books e audiobooks são aliados, mas não substituem o ritual de folhear, reler, pausar, refletir. O cheiro do papel, o peso do livro, o silêncio da leitura, tudo isso constrói presença mental. Leitura digital sem profundidade vira rolagem automática, não experiência cognitiva.

    Se quisermos reverter esse cenário, precisamos de um pacto nacional pela leitura. Gestores públicos devem criar leis que garantam verba mínima para bibliotecas municipais, rankings de leitura por cidade, bibliotecas móveis e parcerias com editoras para baratear o acesso. Empresas podem promover clubes de leitura, incentivar funcionários e comunidades. Cada cidadão pode doar livros, ler para uma criança, criar acervos comunitários. Pequenos gestos geram grandes resistências.

    Uma sociedade que não lê entrega sua opinião a quem grita mais alto e seu destino a quem manipula. Se queremos líderes que pensem, precisamos formar leitores que questionem. Leitura não é privilégio, é sobrevivência democrática.

    Sem livros, o pensamento murcha. Sem leitores, a nação adoece. Cultivar leitores é plantar pensadores e essa, talvez, seja a única rebelião que ainda vale a pena.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/natalia-beauty/2025/10/ler-e-resistencia-e-precisamos-ensinar-isso-desde-cedo.shtml Acesso: 14 out. 2025 (Adaptado) 
A expressão “fast food mental” sugere que
Alternativas
Q3775709 Português
(--------------) 

Natália Beauty 


    Cada vez que uma criança cresce sem sequer o incentivo de abrir um livro, cometemos uma negligência intelectual grave. A formação de leitores não é detalhe de política pública: é o alicerce de qualquer nação que deseja pensar por conta própria. No entanto, no mundo digital de hoje, parece mais fácil aceitar memes rasos, vídeos curtos e feeds infinitos do que exigir que mentes jovens sejam alimentadas por literatura, imaginação e pensamento crítico. É a cultura do fast food mental, e estamos servindo porções generosas.

    A leitura nunca foi mero passatempo. Ela molda o cérebro, fortalece sinapses, amplia vocabulário, constrói empatia, estrutura pensamento abstrato e disciplina a reflexão. Um adolescente que lê aprende a adiar a gratificação imediata para imaginar futuros possíveis. Quem não lê, em contrapartida, ergue muros internos, se torna refém do óbvio e presa fácil da manipulação.

    Sabemos que a leitura desde a infância é um escudo contra a manipulação. Crianças alfabetizadas em histórias, poesia e imaginação se tornam adultos mais críticos e menos suscetíveis à histeria das redes. Mas quem está garantindo esse direito? Onde estão as bibliotecas escolares dignas desse nome? Quantas escolas têm professores com tempo e formação para ensinar amor aos livros, e não apenas "resumo para a prova"?

    A verdade é dura e o fracasso é institucional. Orçamentos minguados, currículos burocráticos e salários indignos tornam a literatura um luxo dentro da sala de aula. A ausência de política de leitura revela prioridades: o espetáculo vale mais que o pensamento.

    Do lado de casa, a responsabilidade também é nossa. Muitos pais entregam tablets antes de oferecer livros e ainda culpam a "falta de interesse" dos filhos. Mas desinteresse não nasce do acaso, ele é cultivado quando a leitura não foi um gesto de afeto. Criança que vê o livro como castigo aprende a rejeitálo. A escola que trata literatura como obrigação mata o prazer que poderia salvar gerações.

     Nem tecnologia é desculpa. E-books e audiobooks são aliados, mas não substituem o ritual de folhear, reler, pausar, refletir. O cheiro do papel, o peso do livro, o silêncio da leitura, tudo isso constrói presença mental. Leitura digital sem profundidade vira rolagem automática, não experiência cognitiva.

    Se quisermos reverter esse cenário, precisamos de um pacto nacional pela leitura. Gestores públicos devem criar leis que garantam verba mínima para bibliotecas municipais, rankings de leitura por cidade, bibliotecas móveis e parcerias com editoras para baratear o acesso. Empresas podem promover clubes de leitura, incentivar funcionários e comunidades. Cada cidadão pode doar livros, ler para uma criança, criar acervos comunitários. Pequenos gestos geram grandes resistências.

    Uma sociedade que não lê entrega sua opinião a quem grita mais alto e seu destino a quem manipula. Se queremos líderes que pensem, precisamos formar leitores que questionem. Leitura não é privilégio, é sobrevivência democrática.

    Sem livros, o pensamento murcha. Sem leitores, a nação adoece. Cultivar leitores é plantar pensadores e essa, talvez, seja a única rebelião que ainda vale a pena.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/natalia-beauty/2025/10/ler-e-resistencia-e-precisamos-ensinar-isso-desde-cedo.shtml Acesso: 14 out. 2025 (Adaptado) 
A autora do texto inclui o interlocutor em suas reflexões, EXCETO em: 
Alternativas
Q3775708 Português
(--------------) 

Natália Beauty 


    Cada vez que uma criança cresce sem sequer o incentivo de abrir um livro, cometemos uma negligência intelectual grave. A formação de leitores não é detalhe de política pública: é o alicerce de qualquer nação que deseja pensar por conta própria. No entanto, no mundo digital de hoje, parece mais fácil aceitar memes rasos, vídeos curtos e feeds infinitos do que exigir que mentes jovens sejam alimentadas por literatura, imaginação e pensamento crítico. É a cultura do fast food mental, e estamos servindo porções generosas.

    A leitura nunca foi mero passatempo. Ela molda o cérebro, fortalece sinapses, amplia vocabulário, constrói empatia, estrutura pensamento abstrato e disciplina a reflexão. Um adolescente que lê aprende a adiar a gratificação imediata para imaginar futuros possíveis. Quem não lê, em contrapartida, ergue muros internos, se torna refém do óbvio e presa fácil da manipulação.

    Sabemos que a leitura desde a infância é um escudo contra a manipulação. Crianças alfabetizadas em histórias, poesia e imaginação se tornam adultos mais críticos e menos suscetíveis à histeria das redes. Mas quem está garantindo esse direito? Onde estão as bibliotecas escolares dignas desse nome? Quantas escolas têm professores com tempo e formação para ensinar amor aos livros, e não apenas "resumo para a prova"?

    A verdade é dura e o fracasso é institucional. Orçamentos minguados, currículos burocráticos e salários indignos tornam a literatura um luxo dentro da sala de aula. A ausência de política de leitura revela prioridades: o espetáculo vale mais que o pensamento.

    Do lado de casa, a responsabilidade também é nossa. Muitos pais entregam tablets antes de oferecer livros e ainda culpam a "falta de interesse" dos filhos. Mas desinteresse não nasce do acaso, ele é cultivado quando a leitura não foi um gesto de afeto. Criança que vê o livro como castigo aprende a rejeitálo. A escola que trata literatura como obrigação mata o prazer que poderia salvar gerações.

     Nem tecnologia é desculpa. E-books e audiobooks são aliados, mas não substituem o ritual de folhear, reler, pausar, refletir. O cheiro do papel, o peso do livro, o silêncio da leitura, tudo isso constrói presença mental. Leitura digital sem profundidade vira rolagem automática, não experiência cognitiva.

    Se quisermos reverter esse cenário, precisamos de um pacto nacional pela leitura. Gestores públicos devem criar leis que garantam verba mínima para bibliotecas municipais, rankings de leitura por cidade, bibliotecas móveis e parcerias com editoras para baratear o acesso. Empresas podem promover clubes de leitura, incentivar funcionários e comunidades. Cada cidadão pode doar livros, ler para uma criança, criar acervos comunitários. Pequenos gestos geram grandes resistências.

    Uma sociedade que não lê entrega sua opinião a quem grita mais alto e seu destino a quem manipula. Se queremos líderes que pensem, precisamos formar leitores que questionem. Leitura não é privilégio, é sobrevivência democrática.

    Sem livros, o pensamento murcha. Sem leitores, a nação adoece. Cultivar leitores é plantar pensadores e essa, talvez, seja a única rebelião que ainda vale a pena.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/natalia-beauty/2025/10/ler-e-resistencia-e-precisamos-ensinar-isso-desde-cedo.shtml Acesso: 14 out. 2025 (Adaptado) 
São títulos possíveis para o texto, EXCETO
Alternativas
Q3774935 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Com celular e redes sociais, sofrimento e bullying perseguem adolescentes por onde quer que vão

Nesta reportagem da série da BBC News Brasil dedicada à saúde mental, o foco recai sobre o cuidado profissional do sofrimento na adolescência, etapa marcada por transformações profundas e determinantes para a passagem à vida adulta.

O debate ganhou força após a estreia da série Adolescência, da Netflix, que acompanha a história de Jaime, de treze anos, acusado de esfaquear uma colega. Fora da ficção, adolescentes buscam apoio terapêutico por diversas razões, sendo o amor um tema recorrente, conforme aponta a psicanalista Diana Lichtenstein Corso, coautora de Adolescência em cartaz: psicanálise e filmes para entendê-la. Segundo ela, o sentimento deve ser levado a sério desde cedo, pois toda conquista é vivida como uma grande aventura e cada ruptura como uma catástrofe.

Conflitos nas amizades e dilemas éticos também são frequentes, assim como a timidez, que o adolescente enxerga como falha grave. Em uma era de hiperexposição, qualquer recuo natural pode ser sentido como incapacidade pessoal. Diana defende que se debata a pressão para se mostrar nas redes, bem como os padrões superficiais impostos nesse ambiente.

Nesse contexto, a escola desempenha papel central. Longe de ser neutra, reproduz desigualdades sociais e, ao mesmo tempo, oferece espaço de acolhimento. Pressões acadêmicas e exclusões se somam a formas de violência explícitas ou simbólicas. O psicanalista Alexandre Patrício de Almeida sugere que docentes recebam preparo para lidar com a saúde mental de alunos e que também sejam cuidados, com espaços regulares de escuta. Já o psicanalista Mário Corso alerta que, diante da busca dos pais por instituições rigorosas e competitivas, a escola deveria funcionar como escudo contra cobranças excessivas, focando no presente do aluno, reduzindo a ansiedade em torno de desempenho e fortalecendo a socialização.

O cuidado clínico começa com a nomeação da dor. Almeida explica que o processo terapêutico ajuda o adolescente a reconhecer sentimentos e a refletir sobre formas de enfrentamento, preferencialmente em perspectiva coletiva que envolva família, escola e comunidade. Ele ressalta a importância de fortalecer estruturas como os CAPS Infanto-Juvenis do SUS.

Para a psicanalista Rosa Maria Marini, as narrativas dos jovens — seja em diários, seja nas redes sociais — oferecem acesso ao mundo interno, cabendo ao analista ajudá-los a elaborar essas experiências. A adolescência é um período de separação dos pais e de construção de uma intimidade própria, como ressalta a psicanalista Adela Stoppel de Gueller. Por isso, o sigilo e a confiança são fundamentais, tornando o psicanalista um interlocutor adulto que não exerce o papel de autoridade familiar.

Outro desafio é a influência digital. A psicanalista Diana Lichtenstein Corso compara a formação da identidade a uma colcha de retalhos construída a partir de múltiplas referências sociais, culturais e familiares. A internet, porém, multiplica essas referências e as troca de forma incessante, produzindo instabilidade semelhante às imagens de um caleidoscópio. Essa dinâmica compromete a organização do pensamento e intensifica fragilidades psíquicas.

Para Mário Corso, não é coincidência que o aumento de sofrimento mental entre adolescentes acompanhe a disseminação de smartphones e redes sociais. O bullying, antes restrito ao espaço escolar, hoje invade a vida do jovem a qualquer hora do dia. Nesse sentido, ele considera positiva a lei que proíbe o uso de celulares em escolas públicas e privadas do Brasil, embora reconheça que o desafio permanece dentro de casa, já que muitos pais também se tornaram dependentes dos aparelhos.

Assim, em meio a cobranças sociais, pressões acadêmicas e influências digitais, a adolescência revela-se um período de intensas vulnerabilidades, em que o cuidado profissional, aliado ao apoio familiar, escolar e comunitário, torna-se essencial para preservar a saúde mental e oferecer aos jovens um caminho de construção de identidade, dignidade e pertencimento.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgr66y4gg1o.ADAPTADO.
O bullying, antes restrito ao espaço escolar, hoje invade a vida do jovem a qualquer hora do dia.

O recurso estilístico presente no trecho acima exemplifica:
Alternativas
Q3774934 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Com celular e redes sociais, sofrimento e bullying perseguem adolescentes por onde quer que vão

Nesta reportagem da série da BBC News Brasil dedicada à saúde mental, o foco recai sobre o cuidado profissional do sofrimento na adolescência, etapa marcada por transformações profundas e determinantes para a passagem à vida adulta.

O debate ganhou força após a estreia da série Adolescência, da Netflix, que acompanha a história de Jaime, de treze anos, acusado de esfaquear uma colega. Fora da ficção, adolescentes buscam apoio terapêutico por diversas razões, sendo o amor um tema recorrente, conforme aponta a psicanalista Diana Lichtenstein Corso, coautora de Adolescência em cartaz: psicanálise e filmes para entendê-la. Segundo ela, o sentimento deve ser levado a sério desde cedo, pois toda conquista é vivida como uma grande aventura e cada ruptura como uma catástrofe.

Conflitos nas amizades e dilemas éticos também são frequentes, assim como a timidez, que o adolescente enxerga como falha grave. Em uma era de hiperexposição, qualquer recuo natural pode ser sentido como incapacidade pessoal. Diana defende que se debata a pressão para se mostrar nas redes, bem como os padrões superficiais impostos nesse ambiente.

Nesse contexto, a escola desempenha papel central. Longe de ser neutra, reproduz desigualdades sociais e, ao mesmo tempo, oferece espaço de acolhimento. Pressões acadêmicas e exclusões se somam a formas de violência explícitas ou simbólicas. O psicanalista Alexandre Patrício de Almeida sugere que docentes recebam preparo para lidar com a saúde mental de alunos e que também sejam cuidados, com espaços regulares de escuta. Já o psicanalista Mário Corso alerta que, diante da busca dos pais por instituições rigorosas e competitivas, a escola deveria funcionar como escudo contra cobranças excessivas, focando no presente do aluno, reduzindo a ansiedade em torno de desempenho e fortalecendo a socialização.

O cuidado clínico começa com a nomeação da dor. Almeida explica que o processo terapêutico ajuda o adolescente a reconhecer sentimentos e a refletir sobre formas de enfrentamento, preferencialmente em perspectiva coletiva que envolva família, escola e comunidade. Ele ressalta a importância de fortalecer estruturas como os CAPS Infanto-Juvenis do SUS.

Para a psicanalista Rosa Maria Marini, as narrativas dos jovens — seja em diários, seja nas redes sociais — oferecem acesso ao mundo interno, cabendo ao analista ajudá-los a elaborar essas experiências. A adolescência é um período de separação dos pais e de construção de uma intimidade própria, como ressalta a psicanalista Adela Stoppel de Gueller. Por isso, o sigilo e a confiança são fundamentais, tornando o psicanalista um interlocutor adulto que não exerce o papel de autoridade familiar.

Outro desafio é a influência digital. A psicanalista Diana Lichtenstein Corso compara a formação da identidade a uma colcha de retalhos construída a partir de múltiplas referências sociais, culturais e familiares. A internet, porém, multiplica essas referências e as troca de forma incessante, produzindo instabilidade semelhante às imagens de um caleidoscópio. Essa dinâmica compromete a organização do pensamento e intensifica fragilidades psíquicas.

Para Mário Corso, não é coincidência que o aumento de sofrimento mental entre adolescentes acompanhe a disseminação de smartphones e redes sociais. O bullying, antes restrito ao espaço escolar, hoje invade a vida do jovem a qualquer hora do dia. Nesse sentido, ele considera positiva a lei que proíbe o uso de celulares em escolas públicas e privadas do Brasil, embora reconheça que o desafio permanece dentro de casa, já que muitos pais também se tornaram dependentes dos aparelhos.

Assim, em meio a cobranças sociais, pressões acadêmicas e influências digitais, a adolescência revela-se um período de intensas vulnerabilidades, em que o cuidado profissional, aliado ao apoio familiar, escolar e comunitário, torna-se essencial para preservar a saúde mental e oferecer aos jovens um caminho de construção de identidade, dignidade e pertencimento.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgr66y4gg1o.ADAPTADO.
Nesse contexto, a escola desempenha papel central. Longe de ser neutra, reproduz desigualdades sociais e, ao mesmo tempo, oferece espaço de acolhimento.

Assinale a alternativa correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase.
Alternativas
Q3774933 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Com celular e redes sociais, sofrimento e bullying perseguem adolescentes por onde quer que vão

Nesta reportagem da série da BBC News Brasil dedicada à saúde mental, o foco recai sobre o cuidado profissional do sofrimento na adolescência, etapa marcada por transformações profundas e determinantes para a passagem à vida adulta.

O debate ganhou força após a estreia da série Adolescência, da Netflix, que acompanha a história de Jaime, de treze anos, acusado de esfaquear uma colega. Fora da ficção, adolescentes buscam apoio terapêutico por diversas razões, sendo o amor um tema recorrente, conforme aponta a psicanalista Diana Lichtenstein Corso, coautora de Adolescência em cartaz: psicanálise e filmes para entendê-la. Segundo ela, o sentimento deve ser levado a sério desde cedo, pois toda conquista é vivida como uma grande aventura e cada ruptura como uma catástrofe.

Conflitos nas amizades e dilemas éticos também são frequentes, assim como a timidez, que o adolescente enxerga como falha grave. Em uma era de hiperexposição, qualquer recuo natural pode ser sentido como incapacidade pessoal. Diana defende que se debata a pressão para se mostrar nas redes, bem como os padrões superficiais impostos nesse ambiente.

Nesse contexto, a escola desempenha papel central. Longe de ser neutra, reproduz desigualdades sociais e, ao mesmo tempo, oferece espaço de acolhimento. Pressões acadêmicas e exclusões se somam a formas de violência explícitas ou simbólicas. O psicanalista Alexandre Patrício de Almeida sugere que docentes recebam preparo para lidar com a saúde mental de alunos e que também sejam cuidados, com espaços regulares de escuta. Já o psicanalista Mário Corso alerta que, diante da busca dos pais por instituições rigorosas e competitivas, a escola deveria funcionar como escudo contra cobranças excessivas, focando no presente do aluno, reduzindo a ansiedade em torno de desempenho e fortalecendo a socialização.

O cuidado clínico começa com a nomeação da dor. Almeida explica que o processo terapêutico ajuda o adolescente a reconhecer sentimentos e a refletir sobre formas de enfrentamento, preferencialmente em perspectiva coletiva que envolva família, escola e comunidade. Ele ressalta a importância de fortalecer estruturas como os CAPS Infanto-Juvenis do SUS.

Para a psicanalista Rosa Maria Marini, as narrativas dos jovens — seja em diários, seja nas redes sociais — oferecem acesso ao mundo interno, cabendo ao analista ajudá-los a elaborar essas experiências. A adolescência é um período de separação dos pais e de construção de uma intimidade própria, como ressalta a psicanalista Adela Stoppel de Gueller. Por isso, o sigilo e a confiança são fundamentais, tornando o psicanalista um interlocutor adulto que não exerce o papel de autoridade familiar.

Outro desafio é a influência digital. A psicanalista Diana Lichtenstein Corso compara a formação da identidade a uma colcha de retalhos construída a partir de múltiplas referências sociais, culturais e familiares. A internet, porém, multiplica essas referências e as troca de forma incessante, produzindo instabilidade semelhante às imagens de um caleidoscópio. Essa dinâmica compromete a organização do pensamento e intensifica fragilidades psíquicas.

Para Mário Corso, não é coincidência que o aumento de sofrimento mental entre adolescentes acompanhe a disseminação de smartphones e redes sociais. O bullying, antes restrito ao espaço escolar, hoje invade a vida do jovem a qualquer hora do dia. Nesse sentido, ele considera positiva a lei que proíbe o uso de celulares em escolas públicas e privadas do Brasil, embora reconheça que o desafio permanece dentro de casa, já que muitos pais também se tornaram dependentes dos aparelhos.

Assim, em meio a cobranças sociais, pressões acadêmicas e influências digitais, a adolescência revela-se um período de intensas vulnerabilidades, em que o cuidado profissional, aliado ao apoio familiar, escolar e comunitário, torna-se essencial para preservar a saúde mental e oferecer aos jovens um caminho de construção de identidade, dignidade e pertencimento.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgr66y4gg1o.ADAPTADO.
O processo terapêutico "ajuda" o adolescente a reconhecer sentimentos e a refletir sobre formas de enfrentamento.

De acordo com a regência verbal, o verbo destacado na frase classifica-se como:
Alternativas
Q3774932 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Com celular e redes sociais, sofrimento e bullying perseguem adolescentes por onde quer que vão

Nesta reportagem da série da BBC News Brasil dedicada à saúde mental, o foco recai sobre o cuidado profissional do sofrimento na adolescência, etapa marcada por transformações profundas e determinantes para a passagem à vida adulta.

O debate ganhou força após a estreia da série Adolescência, da Netflix, que acompanha a história de Jaime, de treze anos, acusado de esfaquear uma colega. Fora da ficção, adolescentes buscam apoio terapêutico por diversas razões, sendo o amor um tema recorrente, conforme aponta a psicanalista Diana Lichtenstein Corso, coautora de Adolescência em cartaz: psicanálise e filmes para entendê-la. Segundo ela, o sentimento deve ser levado a sério desde cedo, pois toda conquista é vivida como uma grande aventura e cada ruptura como uma catástrofe.

Conflitos nas amizades e dilemas éticos também são frequentes, assim como a timidez, que o adolescente enxerga como falha grave. Em uma era de hiperexposição, qualquer recuo natural pode ser sentido como incapacidade pessoal. Diana defende que se debata a pressão para se mostrar nas redes, bem como os padrões superficiais impostos nesse ambiente.

Nesse contexto, a escola desempenha papel central. Longe de ser neutra, reproduz desigualdades sociais e, ao mesmo tempo, oferece espaço de acolhimento. Pressões acadêmicas e exclusões se somam a formas de violência explícitas ou simbólicas. O psicanalista Alexandre Patrício de Almeida sugere que docentes recebam preparo para lidar com a saúde mental de alunos e que também sejam cuidados, com espaços regulares de escuta. Já o psicanalista Mário Corso alerta que, diante da busca dos pais por instituições rigorosas e competitivas, a escola deveria funcionar como escudo contra cobranças excessivas, focando no presente do aluno, reduzindo a ansiedade em torno de desempenho e fortalecendo a socialização.

O cuidado clínico começa com a nomeação da dor. Almeida explica que o processo terapêutico ajuda o adolescente a reconhecer sentimentos e a refletir sobre formas de enfrentamento, preferencialmente em perspectiva coletiva que envolva família, escola e comunidade. Ele ressalta a importância de fortalecer estruturas como os CAPS Infanto-Juvenis do SUS.

Para a psicanalista Rosa Maria Marini, as narrativas dos jovens — seja em diários, seja nas redes sociais — oferecem acesso ao mundo interno, cabendo ao analista ajudá-los a elaborar essas experiências. A adolescência é um período de separação dos pais e de construção de uma intimidade própria, como ressalta a psicanalista Adela Stoppel de Gueller. Por isso, o sigilo e a confiança são fundamentais, tornando o psicanalista um interlocutor adulto que não exerce o papel de autoridade familiar.

Outro desafio é a influência digital. A psicanalista Diana Lichtenstein Corso compara a formação da identidade a uma colcha de retalhos construída a partir de múltiplas referências sociais, culturais e familiares. A internet, porém, multiplica essas referências e as troca de forma incessante, produzindo instabilidade semelhante às imagens de um caleidoscópio. Essa dinâmica compromete a organização do pensamento e intensifica fragilidades psíquicas.

Para Mário Corso, não é coincidência que o aumento de sofrimento mental entre adolescentes acompanhe a disseminação de smartphones e redes sociais. O bullying, antes restrito ao espaço escolar, hoje invade a vida do jovem a qualquer hora do dia. Nesse sentido, ele considera positiva a lei que proíbe o uso de celulares em escolas públicas e privadas do Brasil, embora reconheça que o desafio permanece dentro de casa, já que muitos pais também se tornaram dependentes dos aparelhos.

Assim, em meio a cobranças sociais, pressões acadêmicas e influências digitais, a adolescência revela-se um período de intensas vulnerabilidades, em que o cuidado profissional, aliado ao apoio familiar, escolar e comunitário, torna-se essencial para preservar a saúde mental e oferecer aos jovens um caminho de construção de identidade, dignidade e pertencimento.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgr66y4gg1o.ADAPTADO.
A adolescência, segundo o texto, é descrita como fase de vulnerabilidade, em que transformações internas e pressões externas se entrelaçam, exigindo atenção cuidadosa.

De acordo com o texto base, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3774931 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Com celular e redes sociais, sofrimento e bullying perseguem adolescentes por onde quer que vão

Nesta reportagem da série da BBC News Brasil dedicada à saúde mental, o foco recai sobre o cuidado profissional do sofrimento na adolescência, etapa marcada por transformações profundas e determinantes para a passagem à vida adulta.

O debate ganhou força após a estreia da série Adolescência, da Netflix, que acompanha a história de Jaime, de treze anos, acusado de esfaquear uma colega. Fora da ficção, adolescentes buscam apoio terapêutico por diversas razões, sendo o amor um tema recorrente, conforme aponta a psicanalista Diana Lichtenstein Corso, coautora de Adolescência em cartaz: psicanálise e filmes para entendê-la. Segundo ela, o sentimento deve ser levado a sério desde cedo, pois toda conquista é vivida como uma grande aventura e cada ruptura como uma catástrofe.

Conflitos nas amizades e dilemas éticos também são frequentes, assim como a timidez, que o adolescente enxerga como falha grave. Em uma era de hiperexposição, qualquer recuo natural pode ser sentido como incapacidade pessoal. Diana defende que se debata a pressão para se mostrar nas redes, bem como os padrões superficiais impostos nesse ambiente.

Nesse contexto, a escola desempenha papel central. Longe de ser neutra, reproduz desigualdades sociais e, ao mesmo tempo, oferece espaço de acolhimento. Pressões acadêmicas e exclusões se somam a formas de violência explícitas ou simbólicas. O psicanalista Alexandre Patrício de Almeida sugere que docentes recebam preparo para lidar com a saúde mental de alunos e que também sejam cuidados, com espaços regulares de escuta. Já o psicanalista Mário Corso alerta que, diante da busca dos pais por instituições rigorosas e competitivas, a escola deveria funcionar como escudo contra cobranças excessivas, focando no presente do aluno, reduzindo a ansiedade em torno de desempenho e fortalecendo a socialização.

O cuidado clínico começa com a nomeação da dor. Almeida explica que o processo terapêutico ajuda o adolescente a reconhecer sentimentos e a refletir sobre formas de enfrentamento, preferencialmente em perspectiva coletiva que envolva família, escola e comunidade. Ele ressalta a importância de fortalecer estruturas como os CAPS Infanto-Juvenis do SUS.

Para a psicanalista Rosa Maria Marini, as narrativas dos jovens — seja em diários, seja nas redes sociais — oferecem acesso ao mundo interno, cabendo ao analista ajudá-los a elaborar essas experiências. A adolescência é um período de separação dos pais e de construção de uma intimidade própria, como ressalta a psicanalista Adela Stoppel de Gueller. Por isso, o sigilo e a confiança são fundamentais, tornando o psicanalista um interlocutor adulto que não exerce o papel de autoridade familiar.

Outro desafio é a influência digital. A psicanalista Diana Lichtenstein Corso compara a formação da identidade a uma colcha de retalhos construída a partir de múltiplas referências sociais, culturais e familiares. A internet, porém, multiplica essas referências e as troca de forma incessante, produzindo instabilidade semelhante às imagens de um caleidoscópio. Essa dinâmica compromete a organização do pensamento e intensifica fragilidades psíquicas.

Para Mário Corso, não é coincidência que o aumento de sofrimento mental entre adolescentes acompanhe a disseminação de smartphones e redes sociais. O bullying, antes restrito ao espaço escolar, hoje invade a vida do jovem a qualquer hora do dia. Nesse sentido, ele considera positiva a lei que proíbe o uso de celulares em escolas públicas e privadas do Brasil, embora reconheça que o desafio permanece dentro de casa, já que muitos pais também se tornaram dependentes dos aparelhos.

Assim, em meio a cobranças sociais, pressões acadêmicas e influências digitais, a adolescência revela-se um período de intensas vulnerabilidades, em que o cuidado profissional, aliado ao apoio familiar, escolar e comunitário, torna-se essencial para preservar a saúde mental e oferecer aos jovens um caminho de construção de identidade, dignidade e pertencimento.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgr66y4gg1o.ADAPTADO.
Diana defende que se "debata" a pressão para se mostrar nas redes, bem como os padrões superficiais impostos nesse ambiente.

O verbo destacado na frase encontra-se conjugado no:
Alternativas
Q3774930 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Com celular e redes sociais, sofrimento e bullying perseguem adolescentes por onde quer que vão

Nesta reportagem da série da BBC News Brasil dedicada à saúde mental, o foco recai sobre o cuidado profissional do sofrimento na adolescência, etapa marcada por transformações profundas e determinantes para a passagem à vida adulta.

O debate ganhou força após a estreia da série Adolescência, da Netflix, que acompanha a história de Jaime, de treze anos, acusado de esfaquear uma colega. Fora da ficção, adolescentes buscam apoio terapêutico por diversas razões, sendo o amor um tema recorrente, conforme aponta a psicanalista Diana Lichtenstein Corso, coautora de Adolescência em cartaz: psicanálise e filmes para entendê-la. Segundo ela, o sentimento deve ser levado a sério desde cedo, pois toda conquista é vivida como uma grande aventura e cada ruptura como uma catástrofe.

Conflitos nas amizades e dilemas éticos também são frequentes, assim como a timidez, que o adolescente enxerga como falha grave. Em uma era de hiperexposição, qualquer recuo natural pode ser sentido como incapacidade pessoal. Diana defende que se debata a pressão para se mostrar nas redes, bem como os padrões superficiais impostos nesse ambiente.

Nesse contexto, a escola desempenha papel central. Longe de ser neutra, reproduz desigualdades sociais e, ao mesmo tempo, oferece espaço de acolhimento. Pressões acadêmicas e exclusões se somam a formas de violência explícitas ou simbólicas. O psicanalista Alexandre Patrício de Almeida sugere que docentes recebam preparo para lidar com a saúde mental de alunos e que também sejam cuidados, com espaços regulares de escuta. Já o psicanalista Mário Corso alerta que, diante da busca dos pais por instituições rigorosas e competitivas, a escola deveria funcionar como escudo contra cobranças excessivas, focando no presente do aluno, reduzindo a ansiedade em torno de desempenho e fortalecendo a socialização.

O cuidado clínico começa com a nomeação da dor. Almeida explica que o processo terapêutico ajuda o adolescente a reconhecer sentimentos e a refletir sobre formas de enfrentamento, preferencialmente em perspectiva coletiva que envolva família, escola e comunidade. Ele ressalta a importância de fortalecer estruturas como os CAPS Infanto-Juvenis do SUS.

Para a psicanalista Rosa Maria Marini, as narrativas dos jovens — seja em diários, seja nas redes sociais — oferecem acesso ao mundo interno, cabendo ao analista ajudá-los a elaborar essas experiências. A adolescência é um período de separação dos pais e de construção de uma intimidade própria, como ressalta a psicanalista Adela Stoppel de Gueller. Por isso, o sigilo e a confiança são fundamentais, tornando o psicanalista um interlocutor adulto que não exerce o papel de autoridade familiar.

Outro desafio é a influência digital. A psicanalista Diana Lichtenstein Corso compara a formação da identidade a uma colcha de retalhos construída a partir de múltiplas referências sociais, culturais e familiares. A internet, porém, multiplica essas referências e as troca de forma incessante, produzindo instabilidade semelhante às imagens de um caleidoscópio. Essa dinâmica compromete a organização do pensamento e intensifica fragilidades psíquicas.

Para Mário Corso, não é coincidência que o aumento de sofrimento mental entre adolescentes acompanhe a disseminação de smartphones e redes sociais. O bullying, antes restrito ao espaço escolar, hoje invade a vida do jovem a qualquer hora do dia. Nesse sentido, ele considera positiva a lei que proíbe o uso de celulares em escolas públicas e privadas do Brasil, embora reconheça que o desafio permanece dentro de casa, já que muitos pais também se tornaram dependentes dos aparelhos.

Assim, em meio a cobranças sociais, pressões acadêmicas e influências digitais, a adolescência revela-se um período de intensas vulnerabilidades, em que o cuidado profissional, aliado ao apoio familiar, escolar e comunitário, torna-se essencial para preservar a saúde mental e oferecer aos jovens um caminho de construção de identidade, dignidade e pertencimento.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgr66y4gg1o.ADAPTADO.
O bullying, antes restrito ao espaço escolar, hoje invade a vida do jovem a qualquer hora do dia.

Assinale a alternativa em que o vocábulo destacado corresponde a um advérbio simples de tempo que expressa atualidade.
Alternativas
Q3774929 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Com celular e redes sociais, sofrimento e bullying perseguem adolescentes por onde quer que vão

Nesta reportagem da série da BBC News Brasil dedicada à saúde mental, o foco recai sobre o cuidado profissional do sofrimento na adolescência, etapa marcada por transformações profundas e determinantes para a passagem à vida adulta.

O debate ganhou força após a estreia da série Adolescência, da Netflix, que acompanha a história de Jaime, de treze anos, acusado de esfaquear uma colega. Fora da ficção, adolescentes buscam apoio terapêutico por diversas razões, sendo o amor um tema recorrente, conforme aponta a psicanalista Diana Lichtenstein Corso, coautora de Adolescência em cartaz: psicanálise e filmes para entendê-la. Segundo ela, o sentimento deve ser levado a sério desde cedo, pois toda conquista é vivida como uma grande aventura e cada ruptura como uma catástrofe.

Conflitos nas amizades e dilemas éticos também são frequentes, assim como a timidez, que o adolescente enxerga como falha grave. Em uma era de hiperexposição, qualquer recuo natural pode ser sentido como incapacidade pessoal. Diana defende que se debata a pressão para se mostrar nas redes, bem como os padrões superficiais impostos nesse ambiente.

Nesse contexto, a escola desempenha papel central. Longe de ser neutra, reproduz desigualdades sociais e, ao mesmo tempo, oferece espaço de acolhimento. Pressões acadêmicas e exclusões se somam a formas de violência explícitas ou simbólicas. O psicanalista Alexandre Patrício de Almeida sugere que docentes recebam preparo para lidar com a saúde mental de alunos e que também sejam cuidados, com espaços regulares de escuta. Já o psicanalista Mário Corso alerta que, diante da busca dos pais por instituições rigorosas e competitivas, a escola deveria funcionar como escudo contra cobranças excessivas, focando no presente do aluno, reduzindo a ansiedade em torno de desempenho e fortalecendo a socialização.

O cuidado clínico começa com a nomeação da dor. Almeida explica que o processo terapêutico ajuda o adolescente a reconhecer sentimentos e a refletir sobre formas de enfrentamento, preferencialmente em perspectiva coletiva que envolva família, escola e comunidade. Ele ressalta a importância de fortalecer estruturas como os CAPS Infanto-Juvenis do SUS.

Para a psicanalista Rosa Maria Marini, as narrativas dos jovens — seja em diários, seja nas redes sociais — oferecem acesso ao mundo interno, cabendo ao analista ajudá-los a elaborar essas experiências. A adolescência é um período de separação dos pais e de construção de uma intimidade própria, como ressalta a psicanalista Adela Stoppel de Gueller. Por isso, o sigilo e a confiança são fundamentais, tornando o psicanalista um interlocutor adulto que não exerce o papel de autoridade familiar.

Outro desafio é a influência digital. A psicanalista Diana Lichtenstein Corso compara a formação da identidade a uma colcha de retalhos construída a partir de múltiplas referências sociais, culturais e familiares. A internet, porém, multiplica essas referências e as troca de forma incessante, produzindo instabilidade semelhante às imagens de um caleidoscópio. Essa dinâmica compromete a organização do pensamento e intensifica fragilidades psíquicas.

Para Mário Corso, não é coincidência que o aumento de sofrimento mental entre adolescentes acompanhe a disseminação de smartphones e redes sociais. O bullying, antes restrito ao espaço escolar, hoje invade a vida do jovem a qualquer hora do dia. Nesse sentido, ele considera positiva a lei que proíbe o uso de celulares em escolas públicas e privadas do Brasil, embora reconheça que o desafio permanece dentro de casa, já que muitos pais também se tornaram dependentes dos aparelhos.

Assim, em meio a cobranças sociais, pressões acadêmicas e influências digitais, a adolescência revela-se um período de intensas vulnerabilidades, em que o cuidado profissional, aliado ao apoio familiar, escolar e comunitário, torna-se essencial para preservar a saúde mental e oferecer aos jovens um caminho de construção de identidade, dignidade e pertencimento.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgr66y4gg1o.ADAPTADO.
O cuidado clínico começa com a nomeação da dor. Almeida explica que o processo terapêutico ajuda o adolescente a reconhecer sentimentos e a refletir sobre formas de enfrentamento, preferencialmente em perspectiva coletiva que envolva família, escola e comunidade.

Em relação ao uso da linguagem nesse trecho, é correto afirmar que ele se caracteriza pelo emprego de:
Alternativas
Q3774927 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Com celular e redes sociais, sofrimento e bullying perseguem adolescentes por onde quer que vão

Nesta reportagem da série da BBC News Brasil dedicada à saúde mental, o foco recai sobre o cuidado profissional do sofrimento na adolescência, etapa marcada por transformações profundas e determinantes para a passagem à vida adulta.

O debate ganhou força após a estreia da série Adolescência, da Netflix, que acompanha a história de Jaime, de treze anos, acusado de esfaquear uma colega. Fora da ficção, adolescentes buscam apoio terapêutico por diversas razões, sendo o amor um tema recorrente, conforme aponta a psicanalista Diana Lichtenstein Corso, coautora de Adolescência em cartaz: psicanálise e filmes para entendê-la. Segundo ela, o sentimento deve ser levado a sério desde cedo, pois toda conquista é vivida como uma grande aventura e cada ruptura como uma catástrofe.

Conflitos nas amizades e dilemas éticos também são frequentes, assim como a timidez, que o adolescente enxerga como falha grave. Em uma era de hiperexposição, qualquer recuo natural pode ser sentido como incapacidade pessoal. Diana defende que se debata a pressão para se mostrar nas redes, bem como os padrões superficiais impostos nesse ambiente.

Nesse contexto, a escola desempenha papel central. Longe de ser neutra, reproduz desigualdades sociais e, ao mesmo tempo, oferece espaço de acolhimento. Pressões acadêmicas e exclusões se somam a formas de violência explícitas ou simbólicas. O psicanalista Alexandre Patrício de Almeida sugere que docentes recebam preparo para lidar com a saúde mental de alunos e que também sejam cuidados, com espaços regulares de escuta. Já o psicanalista Mário Corso alerta que, diante da busca dos pais por instituições rigorosas e competitivas, a escola deveria funcionar como escudo contra cobranças excessivas, focando no presente do aluno, reduzindo a ansiedade em torno de desempenho e fortalecendo a socialização.

O cuidado clínico começa com a nomeação da dor. Almeida explica que o processo terapêutico ajuda o adolescente a reconhecer sentimentos e a refletir sobre formas de enfrentamento, preferencialmente em perspectiva coletiva que envolva família, escola e comunidade. Ele ressalta a importância de fortalecer estruturas como os CAPS Infanto-Juvenis do SUS.

Para a psicanalista Rosa Maria Marini, as narrativas dos jovens — seja em diários, seja nas redes sociais — oferecem acesso ao mundo interno, cabendo ao analista ajudá-los a elaborar essas experiências. A adolescência é um período de separação dos pais e de construção de uma intimidade própria, como ressalta a psicanalista Adela Stoppel de Gueller. Por isso, o sigilo e a confiança são fundamentais, tornando o psicanalista um interlocutor adulto que não exerce o papel de autoridade familiar.

Outro desafio é a influência digital. A psicanalista Diana Lichtenstein Corso compara a formação da identidade a uma colcha de retalhos construída a partir de múltiplas referências sociais, culturais e familiares. A internet, porém, multiplica essas referências e as troca de forma incessante, produzindo instabilidade semelhante às imagens de um caleidoscópio. Essa dinâmica compromete a organização do pensamento e intensifica fragilidades psíquicas.

Para Mário Corso, não é coincidência que o aumento de sofrimento mental entre adolescentes acompanhe a disseminação de smartphones e redes sociais. O bullying, antes restrito ao espaço escolar, hoje invade a vida do jovem a qualquer hora do dia. Nesse sentido, ele considera positiva a lei que proíbe o uso de celulares em escolas públicas e privadas do Brasil, embora reconheça que o desafio permanece dentro de casa, já que muitos pais também se tornaram dependentes dos aparelhos.

Assim, em meio a cobranças sociais, pressões acadêmicas e influências digitais, a adolescência revela-se um período de intensas vulnerabilidades, em que o cuidado profissional, aliado ao apoio familiar, escolar e comunitário, torna-se essencial para preservar a saúde mental e oferecer aos jovens um caminho de construção de identidade, dignidade e pertencimento.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgr66y4gg1o.ADAPTADO.
 O texto apresenta reflexões sobre a adolescência, abordando questões sociais, familiares e psicológicas, com o objetivo de discutir problemas e propor caminhos de enfrentamento.

Com base no texto, assinale a alternativa correta quanto à tipologia e ao gênero textual.
Alternativas
Q3774926 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Com celular e redes sociais, sofrimento e bullying perseguem adolescentes por onde quer que vão

Nesta reportagem da série da BBC News Brasil dedicada à saúde mental, o foco recai sobre o cuidado profissional do sofrimento na adolescência, etapa marcada por transformações profundas e determinantes para a passagem à vida adulta.

O debate ganhou força após a estreia da série Adolescência, da Netflix, que acompanha a história de Jaime, de treze anos, acusado de esfaquear uma colega. Fora da ficção, adolescentes buscam apoio terapêutico por diversas razões, sendo o amor um tema recorrente, conforme aponta a psicanalista Diana Lichtenstein Corso, coautora de Adolescência em cartaz: psicanálise e filmes para entendê-la. Segundo ela, o sentimento deve ser levado a sério desde cedo, pois toda conquista é vivida como uma grande aventura e cada ruptura como uma catástrofe.

Conflitos nas amizades e dilemas éticos também são frequentes, assim como a timidez, que o adolescente enxerga como falha grave. Em uma era de hiperexposição, qualquer recuo natural pode ser sentido como incapacidade pessoal. Diana defende que se debata a pressão para se mostrar nas redes, bem como os padrões superficiais impostos nesse ambiente.

Nesse contexto, a escola desempenha papel central. Longe de ser neutra, reproduz desigualdades sociais e, ao mesmo tempo, oferece espaço de acolhimento. Pressões acadêmicas e exclusões se somam a formas de violência explícitas ou simbólicas. O psicanalista Alexandre Patrício de Almeida sugere que docentes recebam preparo para lidar com a saúde mental de alunos e que também sejam cuidados, com espaços regulares de escuta. Já o psicanalista Mário Corso alerta que, diante da busca dos pais por instituições rigorosas e competitivas, a escola deveria funcionar como escudo contra cobranças excessivas, focando no presente do aluno, reduzindo a ansiedade em torno de desempenho e fortalecendo a socialização.

O cuidado clínico começa com a nomeação da dor. Almeida explica que o processo terapêutico ajuda o adolescente a reconhecer sentimentos e a refletir sobre formas de enfrentamento, preferencialmente em perspectiva coletiva que envolva família, escola e comunidade. Ele ressalta a importância de fortalecer estruturas como os CAPS Infanto-Juvenis do SUS.

Para a psicanalista Rosa Maria Marini, as narrativas dos jovens — seja em diários, seja nas redes sociais — oferecem acesso ao mundo interno, cabendo ao analista ajudá-los a elaborar essas experiências. A adolescência é um período de separação dos pais e de construção de uma intimidade própria, como ressalta a psicanalista Adela Stoppel de Gueller. Por isso, o sigilo e a confiança são fundamentais, tornando o psicanalista um interlocutor adulto que não exerce o papel de autoridade familiar.

Outro desafio é a influência digital. A psicanalista Diana Lichtenstein Corso compara a formação da identidade a uma colcha de retalhos construída a partir de múltiplas referências sociais, culturais e familiares. A internet, porém, multiplica essas referências e as troca de forma incessante, produzindo instabilidade semelhante às imagens de um caleidoscópio. Essa dinâmica compromete a organização do pensamento e intensifica fragilidades psíquicas.

Para Mário Corso, não é coincidência que o aumento de sofrimento mental entre adolescentes acompanhe a disseminação de smartphones e redes sociais. O bullying, antes restrito ao espaço escolar, hoje invade a vida do jovem a qualquer hora do dia. Nesse sentido, ele considera positiva a lei que proíbe o uso de celulares em escolas públicas e privadas do Brasil, embora reconheça que o desafio permanece dentro de casa, já que muitos pais também se tornaram dependentes dos aparelhos.

Assim, em meio a cobranças sociais, pressões acadêmicas e influências digitais, a adolescência revela-se um período de intensas vulnerabilidades, em que o cuidado profissional, aliado ao apoio familiar, escolar e comunitário, torna-se essencial para preservar a saúde mental e oferecer aos jovens um caminho de construção de identidade, dignidade e pertencimento.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgr66y4gg1o.ADAPTADO.
"Fora da ficção", adolescentes buscam apoio terapêutico por diversas razões.

Sintaticamente, o termo destacado trata-se de: 
Alternativas
Q3774585 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Com celular e redes sociais, sofrimento e bullying perseguem adolescentes por onde quer que vão

Nesta reportagem da série da BBC News Brasil dedicada à saúde mental, o foco recai sobre o cuidado profissional do sofrimento na adolescência, etapa marcada por transformações profundas e determinantes para a passagem à vida adulta.

O debate ganhou força após a estreia da série Adolescência, da Netflix, que acompanha a história de Jaime, de treze anos, acusado de esfaquear uma colega. Fora da ficção, adolescentes buscam apoio terapêutico por diversas razões, sendo o amor um tema recorrente, conforme aponta a psicanalista Diana Lichtenstein Corso, coautora de Adolescência em cartaz: psicanálise e filmes para entendê-la. Segundo ela, o sentimento deve ser levado a sério desde cedo, pois toda conquista é vivida como uma grande aventura e cada ruptura como uma catástrofe.

Conflitos nas amizades e dilemas éticos também são frequentes, assim como a timidez, que o adolescente enxerga como falha grave. Em uma era de hiperexposição, qualquer recuo natural pode ser sentido como incapacidade pessoal. Diana defende que se debata a pressão para se mostrar nas redes, bem como os padrões superficiais impostos nesse ambiente.

Nesse contexto, a escola desempenha papel central. Longe de ser neutra, reproduz desigualdades sociais e, ao mesmo tempo, oferece espaço de acolhimento. Pressões acadêmicas e exclusões se somam a formas de violência explícitas ou simbólicas. O psicanalista Alexandre Patrício de Almeida sugere que docentes recebam preparo para lidar com a saúde mental de alunos e que também sejam cuidados, com espaços regulares de escuta. Já o psicanalista Mário Corso alerta que, diante da busca dos pais por instituições rigorosas e competitivas, a escola deveria funcionar como escudo contra cobranças excessivas, focando no presente do aluno, reduzindo a ansiedade em torno de desempenho e fortalecendo a socialização.

O cuidado clínico começa com a nomeação da dor. Almeida explica que o processo terapêutico ajuda o adolescente a reconhecer sentimentos e a refletir sobre formas de enfrentamento, preferencialmente em perspectiva coletiva que envolva família, escola e comunidade. Ele ressalta a importância de fortalecer estruturas como os CAPS Infanto-Juvenis do SUS.

Para a psicanalista Rosa Maria Marini, as narrativas dos jovens — seja em diários, seja nas redes sociais — oferecem acesso ao mundo interno, cabendo ao analista ajudá-los a elaborar essas experiências. A adolescência é um período de separação dos pais e de construção de uma intimidade própria, como ressalta a psicanalista Adela Stoppel de Gueller. Por isso, o sigilo e a confiança são fundamentais, tornando o psicanalista um interlocutor adulto que não exerce o papel de autoridade familiar.

Outro desafio é a influência digital. A psicanalista Diana Lichtenstein Corso compara a formação da identidade a uma colcha de retalhos construída a partir de múltiplas referências sociais, culturais e familiares. A internet, porém, multiplica essas referências e as troca de forma incessante, produzindo instabilidade semelhante às imagens de um caleidoscópio. Essa dinâmica compromete a organização do pensamento e intensifica fragilidades psíquicas.

Para Mário Corso, não é coincidência que o aumento de sofrimento mental entre adolescentes acompanhe a disseminação de smartphones e redes sociais. O bullying, antes restrito ao espaço escolar, hoje invade a vida do jovem a qualquer hora do dia. Nesse sentido, ele considera positiva a lei que proíbe o uso de celulares em escolas públicas e privadas do Brasil, embora reconheça que o desafio permanece dentro de casa, já que muitos pais também se tornaram dependentes dos aparelhos.

Assim, em meio a cobranças sociais, pressões acadêmicas e influências digitais, a adolescência revela-se um período de intensas vulnerabilidades, em que o cuidado profissional, aliado ao apoio familiar, escolar e comunitário, torna-se essencial para preservar a saúde mental e oferecer aos jovens um caminho de construção de identidade, dignidade e pertencimento.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgr66y4gg1o.ADAPTADO.
O cuidado clínico começa com a nomeação da dor. Almeida explica que o processo terapêutico ajuda o adolescente a reconhecer sentimentos e a refletir sobre formas de enfrentamento, preferencialmente em perspectiva coletiva que envolva família, escola e comunidade.

Em relação ao uso da linguagem nesse trecho, é correto afirmar que ele se caracteriza pelo emprego de:
Alternativas
Q3774584 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Com celular e redes sociais, sofrimento e bullying perseguem adolescentes por onde quer que vão

Nesta reportagem da série da BBC News Brasil dedicada à saúde mental, o foco recai sobre o cuidado profissional do sofrimento na adolescência, etapa marcada por transformações profundas e determinantes para a passagem à vida adulta.

O debate ganhou força após a estreia da série Adolescência, da Netflix, que acompanha a história de Jaime, de treze anos, acusado de esfaquear uma colega. Fora da ficção, adolescentes buscam apoio terapêutico por diversas razões, sendo o amor um tema recorrente, conforme aponta a psicanalista Diana Lichtenstein Corso, coautora de Adolescência em cartaz: psicanálise e filmes para entendê-la. Segundo ela, o sentimento deve ser levado a sério desde cedo, pois toda conquista é vivida como uma grande aventura e cada ruptura como uma catástrofe.

Conflitos nas amizades e dilemas éticos também são frequentes, assim como a timidez, que o adolescente enxerga como falha grave. Em uma era de hiperexposição, qualquer recuo natural pode ser sentido como incapacidade pessoal. Diana defende que se debata a pressão para se mostrar nas redes, bem como os padrões superficiais impostos nesse ambiente.

Nesse contexto, a escola desempenha papel central. Longe de ser neutra, reproduz desigualdades sociais e, ao mesmo tempo, oferece espaço de acolhimento. Pressões acadêmicas e exclusões se somam a formas de violência explícitas ou simbólicas. O psicanalista Alexandre Patrício de Almeida sugere que docentes recebam preparo para lidar com a saúde mental de alunos e que também sejam cuidados, com espaços regulares de escuta. Já o psicanalista Mário Corso alerta que, diante da busca dos pais por instituições rigorosas e competitivas, a escola deveria funcionar como escudo contra cobranças excessivas, focando no presente do aluno, reduzindo a ansiedade em torno de desempenho e fortalecendo a socialização.

O cuidado clínico começa com a nomeação da dor. Almeida explica que o processo terapêutico ajuda o adolescente a reconhecer sentimentos e a refletir sobre formas de enfrentamento, preferencialmente em perspectiva coletiva que envolva família, escola e comunidade. Ele ressalta a importância de fortalecer estruturas como os CAPS Infanto-Juvenis do SUS.

Para a psicanalista Rosa Maria Marini, as narrativas dos jovens — seja em diários, seja nas redes sociais — oferecem acesso ao mundo interno, cabendo ao analista ajudá-los a elaborar essas experiências. A adolescência é um período de separação dos pais e de construção de uma intimidade própria, como ressalta a psicanalista Adela Stoppel de Gueller. Por isso, o sigilo e a confiança são fundamentais, tornando o psicanalista um interlocutor adulto que não exerce o papel de autoridade familiar.

Outro desafio é a influência digital. A psicanalista Diana Lichtenstein Corso compara a formação da identidade a uma colcha de retalhos construída a partir de múltiplas referências sociais, culturais e familiares. A internet, porém, multiplica essas referências e as troca de forma incessante, produzindo instabilidade semelhante às imagens de um caleidoscópio. Essa dinâmica compromete a organização do pensamento e intensifica fragilidades psíquicas.

Para Mário Corso, não é coincidência que o aumento de sofrimento mental entre adolescentes acompanhe a disseminação de smartphones e redes sociais. O bullying, antes restrito ao espaço escolar, hoje invade a vida do jovem a qualquer hora do dia. Nesse sentido, ele considera positiva a lei que proíbe o uso de celulares em escolas públicas e privadas do Brasil, embora reconheça que o desafio permanece dentro de casa, já que muitos pais também se tornaram dependentes dos aparelhos.

Assim, em meio a cobranças sociais, pressões acadêmicas e influências digitais, a adolescência revela-se um período de intensas vulnerabilidades, em que o cuidado profissional, aliado ao apoio familiar, escolar e comunitário, torna-se essencial para preservar a saúde mental e oferecer aos jovens um caminho de construção de identidade, dignidade e pertencimento.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgr66y4gg1o.ADAPTADO.
Nesse contexto, a escola desempenha papel central. Longe de ser neutra, reproduz desigualdades sociais e, ao mesmo tempo, oferece espaço de acolhimento.

Assinale a alternativa correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase. 
Alternativas
Q3774583 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Com celular e redes sociais, sofrimento e bullying perseguem adolescentes por onde quer que vão

Nesta reportagem da série da BBC News Brasil dedicada à saúde mental, o foco recai sobre o cuidado profissional do sofrimento na adolescência, etapa marcada por transformações profundas e determinantes para a passagem à vida adulta.

O debate ganhou força após a estreia da série Adolescência, da Netflix, que acompanha a história de Jaime, de treze anos, acusado de esfaquear uma colega. Fora da ficção, adolescentes buscam apoio terapêutico por diversas razões, sendo o amor um tema recorrente, conforme aponta a psicanalista Diana Lichtenstein Corso, coautora de Adolescência em cartaz: psicanálise e filmes para entendê-la. Segundo ela, o sentimento deve ser levado a sério desde cedo, pois toda conquista é vivida como uma grande aventura e cada ruptura como uma catástrofe.

Conflitos nas amizades e dilemas éticos também são frequentes, assim como a timidez, que o adolescente enxerga como falha grave. Em uma era de hiperexposição, qualquer recuo natural pode ser sentido como incapacidade pessoal. Diana defende que se debata a pressão para se mostrar nas redes, bem como os padrões superficiais impostos nesse ambiente.

Nesse contexto, a escola desempenha papel central. Longe de ser neutra, reproduz desigualdades sociais e, ao mesmo tempo, oferece espaço de acolhimento. Pressões acadêmicas e exclusões se somam a formas de violência explícitas ou simbólicas. O psicanalista Alexandre Patrício de Almeida sugere que docentes recebam preparo para lidar com a saúde mental de alunos e que também sejam cuidados, com espaços regulares de escuta. Já o psicanalista Mário Corso alerta que, diante da busca dos pais por instituições rigorosas e competitivas, a escola deveria funcionar como escudo contra cobranças excessivas, focando no presente do aluno, reduzindo a ansiedade em torno de desempenho e fortalecendo a socialização.

O cuidado clínico começa com a nomeação da dor. Almeida explica que o processo terapêutico ajuda o adolescente a reconhecer sentimentos e a refletir sobre formas de enfrentamento, preferencialmente em perspectiva coletiva que envolva família, escola e comunidade. Ele ressalta a importância de fortalecer estruturas como os CAPS Infanto-Juvenis do SUS.

Para a psicanalista Rosa Maria Marini, as narrativas dos jovens — seja em diários, seja nas redes sociais — oferecem acesso ao mundo interno, cabendo ao analista ajudá-los a elaborar essas experiências. A adolescência é um período de separação dos pais e de construção de uma intimidade própria, como ressalta a psicanalista Adela Stoppel de Gueller. Por isso, o sigilo e a confiança são fundamentais, tornando o psicanalista um interlocutor adulto que não exerce o papel de autoridade familiar.

Outro desafio é a influência digital. A psicanalista Diana Lichtenstein Corso compara a formação da identidade a uma colcha de retalhos construída a partir de múltiplas referências sociais, culturais e familiares. A internet, porém, multiplica essas referências e as troca de forma incessante, produzindo instabilidade semelhante às imagens de um caleidoscópio. Essa dinâmica compromete a organização do pensamento e intensifica fragilidades psíquicas.

Para Mário Corso, não é coincidência que o aumento de sofrimento mental entre adolescentes acompanhe a disseminação de smartphones e redes sociais. O bullying, antes restrito ao espaço escolar, hoje invade a vida do jovem a qualquer hora do dia. Nesse sentido, ele considera positiva a lei que proíbe o uso de celulares em escolas públicas e privadas do Brasil, embora reconheça que o desafio permanece dentro de casa, já que muitos pais também se tornaram dependentes dos aparelhos.

Assim, em meio a cobranças sociais, pressões acadêmicas e influências digitais, a adolescência revela-se um período de intensas vulnerabilidades, em que o cuidado profissional, aliado ao apoio familiar, escolar e comunitário, torna-se essencial para preservar a saúde mental e oferecer aos jovens um caminho de construção de identidade, dignidade e pertencimento.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgr66y4gg1o.ADAPTADO.
O bullying, antes restrito ao espaço escolar, hoje invade a vida do jovem a qualquer hora do dia.

O recurso estilístico presente no trecho acima exemplifica:
Alternativas
Q3774582 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Com celular e redes sociais, sofrimento e bullying perseguem adolescentes por onde quer que vão

Nesta reportagem da série da BBC News Brasil dedicada à saúde mental, o foco recai sobre o cuidado profissional do sofrimento na adolescência, etapa marcada por transformações profundas e determinantes para a passagem à vida adulta.

O debate ganhou força após a estreia da série Adolescência, da Netflix, que acompanha a história de Jaime, de treze anos, acusado de esfaquear uma colega. Fora da ficção, adolescentes buscam apoio terapêutico por diversas razões, sendo o amor um tema recorrente, conforme aponta a psicanalista Diana Lichtenstein Corso, coautora de Adolescência em cartaz: psicanálise e filmes para entendê-la. Segundo ela, o sentimento deve ser levado a sério desde cedo, pois toda conquista é vivida como uma grande aventura e cada ruptura como uma catástrofe.

Conflitos nas amizades e dilemas éticos também são frequentes, assim como a timidez, que o adolescente enxerga como falha grave. Em uma era de hiperexposição, qualquer recuo natural pode ser sentido como incapacidade pessoal. Diana defende que se debata a pressão para se mostrar nas redes, bem como os padrões superficiais impostos nesse ambiente.

Nesse contexto, a escola desempenha papel central. Longe de ser neutra, reproduz desigualdades sociais e, ao mesmo tempo, oferece espaço de acolhimento. Pressões acadêmicas e exclusões se somam a formas de violência explícitas ou simbólicas. O psicanalista Alexandre Patrício de Almeida sugere que docentes recebam preparo para lidar com a saúde mental de alunos e que também sejam cuidados, com espaços regulares de escuta. Já o psicanalista Mário Corso alerta que, diante da busca dos pais por instituições rigorosas e competitivas, a escola deveria funcionar como escudo contra cobranças excessivas, focando no presente do aluno, reduzindo a ansiedade em torno de desempenho e fortalecendo a socialização.

O cuidado clínico começa com a nomeação da dor. Almeida explica que o processo terapêutico ajuda o adolescente a reconhecer sentimentos e a refletir sobre formas de enfrentamento, preferencialmente em perspectiva coletiva que envolva família, escola e comunidade. Ele ressalta a importância de fortalecer estruturas como os CAPS Infanto-Juvenis do SUS.

Para a psicanalista Rosa Maria Marini, as narrativas dos jovens — seja em diários, seja nas redes sociais — oferecem acesso ao mundo interno, cabendo ao analista ajudá-los a elaborar essas experiências. A adolescência é um período de separação dos pais e de construção de uma intimidade própria, como ressalta a psicanalista Adela Stoppel de Gueller. Por isso, o sigilo e a confiança são fundamentais, tornando o psicanalista um interlocutor adulto que não exerce o papel de autoridade familiar.

Outro desafio é a influência digital. A psicanalista Diana Lichtenstein Corso compara a formação da identidade a uma colcha de retalhos construída a partir de múltiplas referências sociais, culturais e familiares. A internet, porém, multiplica essas referências e as troca de forma incessante, produzindo instabilidade semelhante às imagens de um caleidoscópio. Essa dinâmica compromete a organização do pensamento e intensifica fragilidades psíquicas.

Para Mário Corso, não é coincidência que o aumento de sofrimento mental entre adolescentes acompanhe a disseminação de smartphones e redes sociais. O bullying, antes restrito ao espaço escolar, hoje invade a vida do jovem a qualquer hora do dia. Nesse sentido, ele considera positiva a lei que proíbe o uso de celulares em escolas públicas e privadas do Brasil, embora reconheça que o desafio permanece dentro de casa, já que muitos pais também se tornaram dependentes dos aparelhos.

Assim, em meio a cobranças sociais, pressões acadêmicas e influências digitais, a adolescência revela-se um período de intensas vulnerabilidades, em que o cuidado profissional, aliado ao apoio familiar, escolar e comunitário, torna-se essencial para preservar a saúde mental e oferecer aos jovens um caminho de construção de identidade, dignidade e pertencimento.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgr66y4gg1o.ADAPTADO.
O processo terapêutico "ajuda" o adolescente a reconhecer sentimentos e a refletir sobre formas de enfrentamento.

De acordo com a regência verbal, o verbo destacado na frase classifica-se como:
Alternativas
Q3774581 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Com celular e redes sociais, sofrimento e bullying perseguem adolescentes por onde quer que vão

Nesta reportagem da série da BBC News Brasil dedicada à saúde mental, o foco recai sobre o cuidado profissional do sofrimento na adolescência, etapa marcada por transformações profundas e determinantes para a passagem à vida adulta.

O debate ganhou força após a estreia da série Adolescência, da Netflix, que acompanha a história de Jaime, de treze anos, acusado de esfaquear uma colega. Fora da ficção, adolescentes buscam apoio terapêutico por diversas razões, sendo o amor um tema recorrente, conforme aponta a psicanalista Diana Lichtenstein Corso, coautora de Adolescência em cartaz: psicanálise e filmes para entendê-la. Segundo ela, o sentimento deve ser levado a sério desde cedo, pois toda conquista é vivida como uma grande aventura e cada ruptura como uma catástrofe.

Conflitos nas amizades e dilemas éticos também são frequentes, assim como a timidez, que o adolescente enxerga como falha grave. Em uma era de hiperexposição, qualquer recuo natural pode ser sentido como incapacidade pessoal. Diana defende que se debata a pressão para se mostrar nas redes, bem como os padrões superficiais impostos nesse ambiente.

Nesse contexto, a escola desempenha papel central. Longe de ser neutra, reproduz desigualdades sociais e, ao mesmo tempo, oferece espaço de acolhimento. Pressões acadêmicas e exclusões se somam a formas de violência explícitas ou simbólicas. O psicanalista Alexandre Patrício de Almeida sugere que docentes recebam preparo para lidar com a saúde mental de alunos e que também sejam cuidados, com espaços regulares de escuta. Já o psicanalista Mário Corso alerta que, diante da busca dos pais por instituições rigorosas e competitivas, a escola deveria funcionar como escudo contra cobranças excessivas, focando no presente do aluno, reduzindo a ansiedade em torno de desempenho e fortalecendo a socialização.

O cuidado clínico começa com a nomeação da dor. Almeida explica que o processo terapêutico ajuda o adolescente a reconhecer sentimentos e a refletir sobre formas de enfrentamento, preferencialmente em perspectiva coletiva que envolva família, escola e comunidade. Ele ressalta a importância de fortalecer estruturas como os CAPS Infanto-Juvenis do SUS.

Para a psicanalista Rosa Maria Marini, as narrativas dos jovens — seja em diários, seja nas redes sociais — oferecem acesso ao mundo interno, cabendo ao analista ajudá-los a elaborar essas experiências. A adolescência é um período de separação dos pais e de construção de uma intimidade própria, como ressalta a psicanalista Adela Stoppel de Gueller. Por isso, o sigilo e a confiança são fundamentais, tornando o psicanalista um interlocutor adulto que não exerce o papel de autoridade familiar.

Outro desafio é a influência digital. A psicanalista Diana Lichtenstein Corso compara a formação da identidade a uma colcha de retalhos construída a partir de múltiplas referências sociais, culturais e familiares. A internet, porém, multiplica essas referências e as troca de forma incessante, produzindo instabilidade semelhante às imagens de um caleidoscópio. Essa dinâmica compromete a organização do pensamento e intensifica fragilidades psíquicas.

Para Mário Corso, não é coincidência que o aumento de sofrimento mental entre adolescentes acompanhe a disseminação de smartphones e redes sociais. O bullying, antes restrito ao espaço escolar, hoje invade a vida do jovem a qualquer hora do dia. Nesse sentido, ele considera positiva a lei que proíbe o uso de celulares em escolas públicas e privadas do Brasil, embora reconheça que o desafio permanece dentro de casa, já que muitos pais também se tornaram dependentes dos aparelhos.

Assim, em meio a cobranças sociais, pressões acadêmicas e influências digitais, a adolescência revela-se um período de intensas vulnerabilidades, em que o cuidado profissional, aliado ao apoio familiar, escolar e comunitário, torna-se essencial para preservar a saúde mental e oferecer aos jovens um caminho de construção de identidade, dignidade e pertencimento.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgr66y4gg1o.ADAPTADO.
O bullying, antes restrito ao espaço escolar, hoje invade a vida do jovem a qualquer hora do dia.

Assinale a alternativa em que o vocábulo destacado corresponde a um advérbio simples de tempo que expressa atualidade.
Alternativas
Q3774580 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Com celular e redes sociais, sofrimento e bullying perseguem adolescentes por onde quer que vão

Nesta reportagem da série da BBC News Brasil dedicada à saúde mental, o foco recai sobre o cuidado profissional do sofrimento na adolescência, etapa marcada por transformações profundas e determinantes para a passagem à vida adulta.

O debate ganhou força após a estreia da série Adolescência, da Netflix, que acompanha a história de Jaime, de treze anos, acusado de esfaquear uma colega. Fora da ficção, adolescentes buscam apoio terapêutico por diversas razões, sendo o amor um tema recorrente, conforme aponta a psicanalista Diana Lichtenstein Corso, coautora de Adolescência em cartaz: psicanálise e filmes para entendê-la. Segundo ela, o sentimento deve ser levado a sério desde cedo, pois toda conquista é vivida como uma grande aventura e cada ruptura como uma catástrofe.

Conflitos nas amizades e dilemas éticos também são frequentes, assim como a timidez, que o adolescente enxerga como falha grave. Em uma era de hiperexposição, qualquer recuo natural pode ser sentido como incapacidade pessoal. Diana defende que se debata a pressão para se mostrar nas redes, bem como os padrões superficiais impostos nesse ambiente.

Nesse contexto, a escola desempenha papel central. Longe de ser neutra, reproduz desigualdades sociais e, ao mesmo tempo, oferece espaço de acolhimento. Pressões acadêmicas e exclusões se somam a formas de violência explícitas ou simbólicas. O psicanalista Alexandre Patrício de Almeida sugere que docentes recebam preparo para lidar com a saúde mental de alunos e que também sejam cuidados, com espaços regulares de escuta. Já o psicanalista Mário Corso alerta que, diante da busca dos pais por instituições rigorosas e competitivas, a escola deveria funcionar como escudo contra cobranças excessivas, focando no presente do aluno, reduzindo a ansiedade em torno de desempenho e fortalecendo a socialização.

O cuidado clínico começa com a nomeação da dor. Almeida explica que o processo terapêutico ajuda o adolescente a reconhecer sentimentos e a refletir sobre formas de enfrentamento, preferencialmente em perspectiva coletiva que envolva família, escola e comunidade. Ele ressalta a importância de fortalecer estruturas como os CAPS Infanto-Juvenis do SUS.

Para a psicanalista Rosa Maria Marini, as narrativas dos jovens — seja em diários, seja nas redes sociais — oferecem acesso ao mundo interno, cabendo ao analista ajudá-los a elaborar essas experiências. A adolescência é um período de separação dos pais e de construção de uma intimidade própria, como ressalta a psicanalista Adela Stoppel de Gueller. Por isso, o sigilo e a confiança são fundamentais, tornando o psicanalista um interlocutor adulto que não exerce o papel de autoridade familiar.

Outro desafio é a influência digital. A psicanalista Diana Lichtenstein Corso compara a formação da identidade a uma colcha de retalhos construída a partir de múltiplas referências sociais, culturais e familiares. A internet, porém, multiplica essas referências e as troca de forma incessante, produzindo instabilidade semelhante às imagens de um caleidoscópio. Essa dinâmica compromete a organização do pensamento e intensifica fragilidades psíquicas.

Para Mário Corso, não é coincidência que o aumento de sofrimento mental entre adolescentes acompanhe a disseminação de smartphones e redes sociais. O bullying, antes restrito ao espaço escolar, hoje invade a vida do jovem a qualquer hora do dia. Nesse sentido, ele considera positiva a lei que proíbe o uso de celulares em escolas públicas e privadas do Brasil, embora reconheça que o desafio permanece dentro de casa, já que muitos pais também se tornaram dependentes dos aparelhos.

Assim, em meio a cobranças sociais, pressões acadêmicas e influências digitais, a adolescência revela-se um período de intensas vulnerabilidades, em que o cuidado profissional, aliado ao apoio familiar, escolar e comunitário, torna-se essencial para preservar a saúde mental e oferecer aos jovens um caminho de construção de identidade, dignidade e pertencimento.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgr66y4gg1o.ADAPTADO.
"Fora da ficção", adolescentes buscam apoio terapêutico por diversas razões.

Sintaticamente, o termo destacado trata-se de: 
Alternativas
Respostas
8981: D
8982: A
8983: C
8984: A
8985: A
8986: X
8987: B
8988: C
8989: C
8990: E
8991: D
8992: E
8993: A
8994: B
8995: D
8996: D
8997: X
8998: D
8999: D
9000: E