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Q3779337 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como oito segundos em fita de VHS devolveram voz à mulher com doença degenerativa após vinte e cinco anos


"Depois de tanto tempo, eu não conseguia mais me lembrar da minha voz. Quando ouvi novamente, senti vontade de chorar. É uma espécie de milagre", afirma Sarah Ezekiel.


Aos trinta e quatro anos, pouco depois do nascimento do segundo filho, ela recebeu o diagnóstico de esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença degenerativa que compromete os neurônios motores. Em poucos meses, ela perdeu o uso das mãos e deixou de falar de maneira inteligível, passando a depender de cuidadores e de tecnologia para se comunicar. Durante mais de vinte anos, a única voz que os filhos conheceram foi a de uma máquina metálica e sem emoção.


A mudança veio quando a família encontrou uma fita VHS dos anos 1990, gravada em ambiente doméstico, na qual havia apenas oito segundos de fala de Sarah. Embora o som estivesse distorcido e abafado, ferramentas de inteligência artificial conseguiram isolar e reconstruir sua voz original, devolvendo-lhe entonação, identidade e emoção.


O impacto foi imediato. Sarah se emocionou ao ouvir a própria voz recriada, e os filhos relataram sentir-se mais próximos da mãe, que agora conseguia expressar estados de espírito e transmitir nuances de sua personalidade. A família descreve essa transformação como um ganho profundo, que reaproximou todos após anos de comunicação limitada.


Antes disso, Sarah viveu longos períodos de isolamento e depressão, até que, com o surgimento da tecnologia de rastreamento ocular, voltou a se expressar, a atuar em projetos de apoio a pessoas com deficiência e até a retomar a pintura. Com esforço, passou a transformar movimentos dos olhos em palavras, frases e obras de arte.


Especialistas observam que as vozes recriadas por inteligência artificial representam um avanço significativo em relação às antigas vozes padronizadas, porque preservam sotaques, ritmos e características individuais. Isso contribui para que cada paciente se reconheça em sua própria fala, reforçando a identidade e a ligação afetiva com familiares e amigos.


No Brasil, o Ministério da Saúde calcula que cerca de doze mil pessoas convivem com a ELA. Embora não exista cura, o Sistema Único de Saúde oferece medicamentos que retardam a progressão, além de fisioterapia, acompanhamento nutricional e cuidados paliativos. Entre os sintomas estão perda gradual da força, dificuldade para respirar e engolir, alterações na fala, engasgos frequentes, cãibras e perda de peso.


O caso de Sarah ilustra como a tecnologia ultrapassa barreiras impostas por doenças graves, devolvendo não apenas a capacidade de se comunicar, mas também a sensação de dignidade, identidade e pertencimento.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx29gz8pg8qo.ADAPTADO. 

A família descreve essa transformação como um ganho profundo, "que" reaproximou todos após anos de comunicação limitada.


Em relação à classe gramatical, o vocábulo destacado denomina-se, nesta frase:

Alternativas
Q3779332 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como oito segundos em fita de VHS devolveram voz à mulher com doença degenerativa após vinte e cinco anos


"Depois de tanto tempo, eu não conseguia mais me lembrar da minha voz. Quando ouvi novamente, senti vontade de chorar. É uma espécie de milagre", afirma Sarah Ezekiel.


Aos trinta e quatro anos, pouco depois do nascimento do segundo filho, ela recebeu o diagnóstico de esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença degenerativa que compromete os neurônios motores. Em poucos meses, ela perdeu o uso das mãos e deixou de falar de maneira inteligível, passando a depender de cuidadores e de tecnologia para se comunicar. Durante mais de vinte anos, a única voz que os filhos conheceram foi a de uma máquina metálica e sem emoção.


A mudança veio quando a família encontrou uma fita VHS dos anos 1990, gravada em ambiente doméstico, na qual havia apenas oito segundos de fala de Sarah. Embora o som estivesse distorcido e abafado, ferramentas de inteligência artificial conseguiram isolar e reconstruir sua voz original, devolvendo-lhe entonação, identidade e emoção.


O impacto foi imediato. Sarah se emocionou ao ouvir a própria voz recriada, e os filhos relataram sentir-se mais próximos da mãe, que agora conseguia expressar estados de espírito e transmitir nuances de sua personalidade. A família descreve essa transformação como um ganho profundo, que reaproximou todos após anos de comunicação limitada.


Antes disso, Sarah viveu longos períodos de isolamento e depressão, até que, com o surgimento da tecnologia de rastreamento ocular, voltou a se expressar, a atuar em projetos de apoio a pessoas com deficiência e até a retomar a pintura. Com esforço, passou a transformar movimentos dos olhos em palavras, frases e obras de arte.


Especialistas observam que as vozes recriadas por inteligência artificial representam um avanço significativo em relação às antigas vozes padronizadas, porque preservam sotaques, ritmos e características individuais. Isso contribui para que cada paciente se reconheça em sua própria fala, reforçando a identidade e a ligação afetiva com familiares e amigos.


No Brasil, o Ministério da Saúde calcula que cerca de doze mil pessoas convivem com a ELA. Embora não exista cura, o Sistema Único de Saúde oferece medicamentos que retardam a progressão, além de fisioterapia, acompanhamento nutricional e cuidados paliativos. Entre os sintomas estão perda gradual da força, dificuldade para respirar e engolir, alterações na fala, engasgos frequentes, cãibras e perda de peso.


O caso de Sarah ilustra como a tecnologia ultrapassa barreiras impostas por doenças graves, devolvendo não apenas a capacidade de se comunicar, mas também a sensação de dignidade, identidade e pertencimento.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx29gz8pg8qo.ADAPTADO. 

Embora não exista cura, o Sistema Único de Saúde oferece medicamentos que retardam a progressão, além de fisioterapia, acompanhamento nutricional e cuidados paliativos.


Assinale a alternativa correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase. 

Alternativas
Q3779331 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como oito segundos em fita de VHS devolveram voz à mulher com doença degenerativa após vinte e cinco anos


"Depois de tanto tempo, eu não conseguia mais me lembrar da minha voz. Quando ouvi novamente, senti vontade de chorar. É uma espécie de milagre", afirma Sarah Ezekiel.


Aos trinta e quatro anos, pouco depois do nascimento do segundo filho, ela recebeu o diagnóstico de esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença degenerativa que compromete os neurônios motores. Em poucos meses, ela perdeu o uso das mãos e deixou de falar de maneira inteligível, passando a depender de cuidadores e de tecnologia para se comunicar. Durante mais de vinte anos, a única voz que os filhos conheceram foi a de uma máquina metálica e sem emoção.


A mudança veio quando a família encontrou uma fita VHS dos anos 1990, gravada em ambiente doméstico, na qual havia apenas oito segundos de fala de Sarah. Embora o som estivesse distorcido e abafado, ferramentas de inteligência artificial conseguiram isolar e reconstruir sua voz original, devolvendo-lhe entonação, identidade e emoção.


O impacto foi imediato. Sarah se emocionou ao ouvir a própria voz recriada, e os filhos relataram sentir-se mais próximos da mãe, que agora conseguia expressar estados de espírito e transmitir nuances de sua personalidade. A família descreve essa transformação como um ganho profundo, que reaproximou todos após anos de comunicação limitada.


Antes disso, Sarah viveu longos períodos de isolamento e depressão, até que, com o surgimento da tecnologia de rastreamento ocular, voltou a se expressar, a atuar em projetos de apoio a pessoas com deficiência e até a retomar a pintura. Com esforço, passou a transformar movimentos dos olhos em palavras, frases e obras de arte.


Especialistas observam que as vozes recriadas por inteligência artificial representam um avanço significativo em relação às antigas vozes padronizadas, porque preservam sotaques, ritmos e características individuais. Isso contribui para que cada paciente se reconheça em sua própria fala, reforçando a identidade e a ligação afetiva com familiares e amigos.


No Brasil, o Ministério da Saúde calcula que cerca de doze mil pessoas convivem com a ELA. Embora não exista cura, o Sistema Único de Saúde oferece medicamentos que retardam a progressão, além de fisioterapia, acompanhamento nutricional e cuidados paliativos. Entre os sintomas estão perda gradual da força, dificuldade para respirar e engolir, alterações na fala, engasgos frequentes, cãibras e perda de peso.


O caso de Sarah ilustra como a tecnologia ultrapassa barreiras impostas por doenças graves, devolvendo não apenas a capacidade de se comunicar, mas também a sensação de dignidade, identidade e pertencimento.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx29gz8pg8qo.ADAPTADO. 

Avanços tecnológicos têm transformado a forma como pessoas com limitações físicas e doenças degenerativas interagem com o mundo, ampliando as possibilidades de comunicação e fortalecendo vínculos sociais e afetivos.


De acordo com o texto base, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q3779330 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como oito segundos em fita de VHS devolveram voz à mulher com doença degenerativa após vinte e cinco anos


"Depois de tanto tempo, eu não conseguia mais me lembrar da minha voz. Quando ouvi novamente, senti vontade de chorar. É uma espécie de milagre", afirma Sarah Ezekiel.


Aos trinta e quatro anos, pouco depois do nascimento do segundo filho, ela recebeu o diagnóstico de esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença degenerativa que compromete os neurônios motores. Em poucos meses, ela perdeu o uso das mãos e deixou de falar de maneira inteligível, passando a depender de cuidadores e de tecnologia para se comunicar. Durante mais de vinte anos, a única voz que os filhos conheceram foi a de uma máquina metálica e sem emoção.


A mudança veio quando a família encontrou uma fita VHS dos anos 1990, gravada em ambiente doméstico, na qual havia apenas oito segundos de fala de Sarah. Embora o som estivesse distorcido e abafado, ferramentas de inteligência artificial conseguiram isolar e reconstruir sua voz original, devolvendo-lhe entonação, identidade e emoção.


O impacto foi imediato. Sarah se emocionou ao ouvir a própria voz recriada, e os filhos relataram sentir-se mais próximos da mãe, que agora conseguia expressar estados de espírito e transmitir nuances de sua personalidade. A família descreve essa transformação como um ganho profundo, que reaproximou todos após anos de comunicação limitada.


Antes disso, Sarah viveu longos períodos de isolamento e depressão, até que, com o surgimento da tecnologia de rastreamento ocular, voltou a se expressar, a atuar em projetos de apoio a pessoas com deficiência e até a retomar a pintura. Com esforço, passou a transformar movimentos dos olhos em palavras, frases e obras de arte.


Especialistas observam que as vozes recriadas por inteligência artificial representam um avanço significativo em relação às antigas vozes padronizadas, porque preservam sotaques, ritmos e características individuais. Isso contribui para que cada paciente se reconheça em sua própria fala, reforçando a identidade e a ligação afetiva com familiares e amigos.


No Brasil, o Ministério da Saúde calcula que cerca de doze mil pessoas convivem com a ELA. Embora não exista cura, o Sistema Único de Saúde oferece medicamentos que retardam a progressão, além de fisioterapia, acompanhamento nutricional e cuidados paliativos. Entre os sintomas estão perda gradual da força, dificuldade para respirar e engolir, alterações na fala, engasgos frequentes, cãibras e perda de peso.


O caso de Sarah ilustra como a tecnologia ultrapassa barreiras impostas por doenças graves, devolvendo não apenas a capacidade de se comunicar, mas também a sensação de dignidade, identidade e pertencimento.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx29gz8pg8qo.ADAPTADO. 

A única voz que os filhos conheceram foi a de uma máquina metálica e sem emoção.


Em relação aos recursos expressivos da linguagem, o trecho acima exemplifica o uso de:

Alternativas
Q3779329 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como oito segundos em fita de VHS devolveram voz à mulher com doença degenerativa após vinte e cinco anos


"Depois de tanto tempo, eu não conseguia mais me lembrar da minha voz. Quando ouvi novamente, senti vontade de chorar. É uma espécie de milagre", afirma Sarah Ezekiel.


Aos trinta e quatro anos, pouco depois do nascimento do segundo filho, ela recebeu o diagnóstico de esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença degenerativa que compromete os neurônios motores. Em poucos meses, ela perdeu o uso das mãos e deixou de falar de maneira inteligível, passando a depender de cuidadores e de tecnologia para se comunicar. Durante mais de vinte anos, a única voz que os filhos conheceram foi a de uma máquina metálica e sem emoção.


A mudança veio quando a família encontrou uma fita VHS dos anos 1990, gravada em ambiente doméstico, na qual havia apenas oito segundos de fala de Sarah. Embora o som estivesse distorcido e abafado, ferramentas de inteligência artificial conseguiram isolar e reconstruir sua voz original, devolvendo-lhe entonação, identidade e emoção.


O impacto foi imediato. Sarah se emocionou ao ouvir a própria voz recriada, e os filhos relataram sentir-se mais próximos da mãe, que agora conseguia expressar estados de espírito e transmitir nuances de sua personalidade. A família descreve essa transformação como um ganho profundo, que reaproximou todos após anos de comunicação limitada.


Antes disso, Sarah viveu longos períodos de isolamento e depressão, até que, com o surgimento da tecnologia de rastreamento ocular, voltou a se expressar, a atuar em projetos de apoio a pessoas com deficiência e até a retomar a pintura. Com esforço, passou a transformar movimentos dos olhos em palavras, frases e obras de arte.


Especialistas observam que as vozes recriadas por inteligência artificial representam um avanço significativo em relação às antigas vozes padronizadas, porque preservam sotaques, ritmos e características individuais. Isso contribui para que cada paciente se reconheça em sua própria fala, reforçando a identidade e a ligação afetiva com familiares e amigos.


No Brasil, o Ministério da Saúde calcula que cerca de doze mil pessoas convivem com a ELA. Embora não exista cura, o Sistema Único de Saúde oferece medicamentos que retardam a progressão, além de fisioterapia, acompanhamento nutricional e cuidados paliativos. Entre os sintomas estão perda gradual da força, dificuldade para respirar e engolir, alterações na fala, engasgos frequentes, cãibras e perda de peso.


O caso de Sarah ilustra como a tecnologia ultrapassa barreiras impostas por doenças graves, devolvendo não apenas a capacidade de se comunicar, mas também a sensação de dignidade, identidade e pertencimento.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx29gz8pg8qo.ADAPTADO. 

O caso de Sarah ilustra como a tecnologia ultrapassa barreiras impostas por doenças graves.


Sintaticamente, é correto afirmar que: 

Alternativas
Q3778922 Português
        Nunca gostei da casca do pão

        
         Nunca gostei da casca do pão. Sempre sinto um gosto mais amargo e a textura não me agrada tanto como o miolo molinho e quentinho de um pão caseiro quem recém saiu do forno.

         Essa minha rejeição das cascas começou ainda na infância. Lembro bem quando tentava negacear e tirar a parte de cima, mas minha mãe não costuma permitir. O pão com nata e chimia vinha sempre acompanhado da casca.

         A estratégia que eu adotava era começar comendo o que eu menos gostava. Começava, justamente, pela borda superior da fatia onde a massa do pão ficou em contato com o ar quente do forno. Depois seguia com mordidas geométricas até finalizar as quatro linhas. Restava então o que eu tinha interesse: o miolo do pão.

         Ao passar dos anos o pão também se transformou. Na minha casa já não era tão habitual ter pão caseiro saindo do forno dia sim, dia não. Aquele pão de forma industrializado chegava na minha casa com a missão de alimentar um adolescente que sempre tinha fome de sanduíche.

         Mas a casca, dessa vez uniformemente ruim nas quatro bordas da fatia, me fazia cortar as laterais antes de botar o sanduba na torradeira. Demorou alguns anos até eu me dar conta do baita desperdício que aquilo ali representava. Foi coincidentemente bem quando passei a comprar meu próprio pão. O bolso ensina tanto!

         Adotei então outras estratégias: que tal tentar o cacetinho? Aquela crocância da casca, para mim, é bem melhor que o gosto amargo da casca de um pão caseiro. Mas o gosto do miolo... Ah, nem se compara! Foi quando eu, que gosto muito de cozinhar, entendi que poderia usar as cascas do pão para fazer outras receitas. E nem estou falando apenas da farinha de rosca, mas das várias possibilidades que surgem com esses pedaços de pão que depois de ainda mais tostados (dessa vez com um fio de azeite) podem ser bem gostosos.

         Tenho aproveitado tanto o miolo do pão com o recheio que eu prefiro e com a parte que gosto verdadeiramente. O restante não vira mais desperdício e nem é resquício da birra de criança mimada ou de um adulto mal-educado.

         Esses dias atrás ao comer uma dessas fatias de pão com nata que eu tanto gosto, me dei conta de quantas coisas na minha vida também eram ou ainda são cascas de pão.

        Ache uma serventia para as suas “cascas de pão” e não permita ter que engolir algo no seco por obrigação.


Autor: Marco Matos - GZH (adaptado). 
No texto, o adjetivo “mal-educado” emprega corretamente o hífen, pois o advérbio mal antecede palavra iniciada por vogal ou por h. Considerando essa regra de hifenização, assinale a alternativa em que o hífen é corretamente utilizado, assim como no exemplo do texto: 
Alternativas
Q3778921 Português
        Nunca gostei da casca do pão

        
         Nunca gostei da casca do pão. Sempre sinto um gosto mais amargo e a textura não me agrada tanto como o miolo molinho e quentinho de um pão caseiro quem recém saiu do forno.

         Essa minha rejeição das cascas começou ainda na infância. Lembro bem quando tentava negacear e tirar a parte de cima, mas minha mãe não costuma permitir. O pão com nata e chimia vinha sempre acompanhado da casca.

         A estratégia que eu adotava era começar comendo o que eu menos gostava. Começava, justamente, pela borda superior da fatia onde a massa do pão ficou em contato com o ar quente do forno. Depois seguia com mordidas geométricas até finalizar as quatro linhas. Restava então o que eu tinha interesse: o miolo do pão.

         Ao passar dos anos o pão também se transformou. Na minha casa já não era tão habitual ter pão caseiro saindo do forno dia sim, dia não. Aquele pão de forma industrializado chegava na minha casa com a missão de alimentar um adolescente que sempre tinha fome de sanduíche.

         Mas a casca, dessa vez uniformemente ruim nas quatro bordas da fatia, me fazia cortar as laterais antes de botar o sanduba na torradeira. Demorou alguns anos até eu me dar conta do baita desperdício que aquilo ali representava. Foi coincidentemente bem quando passei a comprar meu próprio pão. O bolso ensina tanto!

         Adotei então outras estratégias: que tal tentar o cacetinho? Aquela crocância da casca, para mim, é bem melhor que o gosto amargo da casca de um pão caseiro. Mas o gosto do miolo... Ah, nem se compara! Foi quando eu, que gosto muito de cozinhar, entendi que poderia usar as cascas do pão para fazer outras receitas. E nem estou falando apenas da farinha de rosca, mas das várias possibilidades que surgem com esses pedaços de pão que depois de ainda mais tostados (dessa vez com um fio de azeite) podem ser bem gostosos.

         Tenho aproveitado tanto o miolo do pão com o recheio que eu prefiro e com a parte que gosto verdadeiramente. O restante não vira mais desperdício e nem é resquício da birra de criança mimada ou de um adulto mal-educado.

         Esses dias atrás ao comer uma dessas fatias de pão com nata que eu tanto gosto, me dei conta de quantas coisas na minha vida também eram ou ainda são cascas de pão.

        Ache uma serventia para as suas “cascas de pão” e não permita ter que engolir algo no seco por obrigação.


Autor: Marco Matos - GZH (adaptado). 
A separação silábica correta das palavras “interesse” e “birra”, ambas presentes no texto, segue as regras de divisão silábica da língua portuguesa. Assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, as separações corretas:
Alternativas
Q3778920 Português
        Nunca gostei da casca do pão

        
         Nunca gostei da casca do pão. Sempre sinto um gosto mais amargo e a textura não me agrada tanto como o miolo molinho e quentinho de um pão caseiro quem recém saiu do forno.

         Essa minha rejeição das cascas começou ainda na infância. Lembro bem quando tentava negacear e tirar a parte de cima, mas minha mãe não costuma permitir. O pão com nata e chimia vinha sempre acompanhado da casca.

         A estratégia que eu adotava era começar comendo o que eu menos gostava. Começava, justamente, pela borda superior da fatia onde a massa do pão ficou em contato com o ar quente do forno. Depois seguia com mordidas geométricas até finalizar as quatro linhas. Restava então o que eu tinha interesse: o miolo do pão.

         Ao passar dos anos o pão também se transformou. Na minha casa já não era tão habitual ter pão caseiro saindo do forno dia sim, dia não. Aquele pão de forma industrializado chegava na minha casa com a missão de alimentar um adolescente que sempre tinha fome de sanduíche.

         Mas a casca, dessa vez uniformemente ruim nas quatro bordas da fatia, me fazia cortar as laterais antes de botar o sanduba na torradeira. Demorou alguns anos até eu me dar conta do baita desperdício que aquilo ali representava. Foi coincidentemente bem quando passei a comprar meu próprio pão. O bolso ensina tanto!

         Adotei então outras estratégias: que tal tentar o cacetinho? Aquela crocância da casca, para mim, é bem melhor que o gosto amargo da casca de um pão caseiro. Mas o gosto do miolo... Ah, nem se compara! Foi quando eu, que gosto muito de cozinhar, entendi que poderia usar as cascas do pão para fazer outras receitas. E nem estou falando apenas da farinha de rosca, mas das várias possibilidades que surgem com esses pedaços de pão que depois de ainda mais tostados (dessa vez com um fio de azeite) podem ser bem gostosos.

         Tenho aproveitado tanto o miolo do pão com o recheio que eu prefiro e com a parte que gosto verdadeiramente. O restante não vira mais desperdício e nem é resquício da birra de criança mimada ou de um adulto mal-educado.

         Esses dias atrás ao comer uma dessas fatias de pão com nata que eu tanto gosto, me dei conta de quantas coisas na minha vida também eram ou ainda são cascas de pão.

        Ache uma serventia para as suas “cascas de pão” e não permita ter que engolir algo no seco por obrigação.


Autor: Marco Matos - GZH (adaptado). 
No trecho do texto “Ah, nem se compara!”, o sinal de pontuação empregado ao final da frase é denominado ______ e indica, nesse contexto, expressão de intensidade ou emoção.

Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, a lacuna?
Alternativas
Q3778919 Português
        Nunca gostei da casca do pão

        
         Nunca gostei da casca do pão. Sempre sinto um gosto mais amargo e a textura não me agrada tanto como o miolo molinho e quentinho de um pão caseiro quem recém saiu do forno.

         Essa minha rejeição das cascas começou ainda na infância. Lembro bem quando tentava negacear e tirar a parte de cima, mas minha mãe não costuma permitir. O pão com nata e chimia vinha sempre acompanhado da casca.

         A estratégia que eu adotava era começar comendo o que eu menos gostava. Começava, justamente, pela borda superior da fatia onde a massa do pão ficou em contato com o ar quente do forno. Depois seguia com mordidas geométricas até finalizar as quatro linhas. Restava então o que eu tinha interesse: o miolo do pão.

         Ao passar dos anos o pão também se transformou. Na minha casa já não era tão habitual ter pão caseiro saindo do forno dia sim, dia não. Aquele pão de forma industrializado chegava na minha casa com a missão de alimentar um adolescente que sempre tinha fome de sanduíche.

         Mas a casca, dessa vez uniformemente ruim nas quatro bordas da fatia, me fazia cortar as laterais antes de botar o sanduba na torradeira. Demorou alguns anos até eu me dar conta do baita desperdício que aquilo ali representava. Foi coincidentemente bem quando passei a comprar meu próprio pão. O bolso ensina tanto!

         Adotei então outras estratégias: que tal tentar o cacetinho? Aquela crocância da casca, para mim, é bem melhor que o gosto amargo da casca de um pão caseiro. Mas o gosto do miolo... Ah, nem se compara! Foi quando eu, que gosto muito de cozinhar, entendi que poderia usar as cascas do pão para fazer outras receitas. E nem estou falando apenas da farinha de rosca, mas das várias possibilidades que surgem com esses pedaços de pão que depois de ainda mais tostados (dessa vez com um fio de azeite) podem ser bem gostosos.

         Tenho aproveitado tanto o miolo do pão com o recheio que eu prefiro e com a parte que gosto verdadeiramente. O restante não vira mais desperdício e nem é resquício da birra de criança mimada ou de um adulto mal-educado.

         Esses dias atrás ao comer uma dessas fatias de pão com nata que eu tanto gosto, me dei conta de quantas coisas na minha vida também eram ou ainda são cascas de pão.

        Ache uma serventia para as suas “cascas de pão” e não permita ter que engolir algo no seco por obrigação.


Autor: Marco Matos - GZH (adaptado). 
A palavra cacetinho, citada no texto, possui sua sílaba tônica corretamente destacada em: 
Alternativas
Q3778918 Português
        Nunca gostei da casca do pão

        
         Nunca gostei da casca do pão. Sempre sinto um gosto mais amargo e a textura não me agrada tanto como o miolo molinho e quentinho de um pão caseiro quem recém saiu do forno.

         Essa minha rejeição das cascas começou ainda na infância. Lembro bem quando tentava negacear e tirar a parte de cima, mas minha mãe não costuma permitir. O pão com nata e chimia vinha sempre acompanhado da casca.

         A estratégia que eu adotava era começar comendo o que eu menos gostava. Começava, justamente, pela borda superior da fatia onde a massa do pão ficou em contato com o ar quente do forno. Depois seguia com mordidas geométricas até finalizar as quatro linhas. Restava então o que eu tinha interesse: o miolo do pão.

         Ao passar dos anos o pão também se transformou. Na minha casa já não era tão habitual ter pão caseiro saindo do forno dia sim, dia não. Aquele pão de forma industrializado chegava na minha casa com a missão de alimentar um adolescente que sempre tinha fome de sanduíche.

         Mas a casca, dessa vez uniformemente ruim nas quatro bordas da fatia, me fazia cortar as laterais antes de botar o sanduba na torradeira. Demorou alguns anos até eu me dar conta do baita desperdício que aquilo ali representava. Foi coincidentemente bem quando passei a comprar meu próprio pão. O bolso ensina tanto!

         Adotei então outras estratégias: que tal tentar o cacetinho? Aquela crocância da casca, para mim, é bem melhor que o gosto amargo da casca de um pão caseiro. Mas o gosto do miolo... Ah, nem se compara! Foi quando eu, que gosto muito de cozinhar, entendi que poderia usar as cascas do pão para fazer outras receitas. E nem estou falando apenas da farinha de rosca, mas das várias possibilidades que surgem com esses pedaços de pão que depois de ainda mais tostados (dessa vez com um fio de azeite) podem ser bem gostosos.

         Tenho aproveitado tanto o miolo do pão com o recheio que eu prefiro e com a parte que gosto verdadeiramente. O restante não vira mais desperdício e nem é resquício da birra de criança mimada ou de um adulto mal-educado.

         Esses dias atrás ao comer uma dessas fatias de pão com nata que eu tanto gosto, me dei conta de quantas coisas na minha vida também eram ou ainda são cascas de pão.

        Ache uma serventia para as suas “cascas de pão” e não permita ter que engolir algo no seco por obrigação.


Autor: Marco Matos - GZH (adaptado). 
No trecho “a crocância da casca”, o termo crocância significa: 
Alternativas
Q3778917 Português
        Nunca gostei da casca do pão

        
         Nunca gostei da casca do pão. Sempre sinto um gosto mais amargo e a textura não me agrada tanto como o miolo molinho e quentinho de um pão caseiro quem recém saiu do forno.

         Essa minha rejeição das cascas começou ainda na infância. Lembro bem quando tentava negacear e tirar a parte de cima, mas minha mãe não costuma permitir. O pão com nata e chimia vinha sempre acompanhado da casca.

         A estratégia que eu adotava era começar comendo o que eu menos gostava. Começava, justamente, pela borda superior da fatia onde a massa do pão ficou em contato com o ar quente do forno. Depois seguia com mordidas geométricas até finalizar as quatro linhas. Restava então o que eu tinha interesse: o miolo do pão.

         Ao passar dos anos o pão também se transformou. Na minha casa já não era tão habitual ter pão caseiro saindo do forno dia sim, dia não. Aquele pão de forma industrializado chegava na minha casa com a missão de alimentar um adolescente que sempre tinha fome de sanduíche.

         Mas a casca, dessa vez uniformemente ruim nas quatro bordas da fatia, me fazia cortar as laterais antes de botar o sanduba na torradeira. Demorou alguns anos até eu me dar conta do baita desperdício que aquilo ali representava. Foi coincidentemente bem quando passei a comprar meu próprio pão. O bolso ensina tanto!

         Adotei então outras estratégias: que tal tentar o cacetinho? Aquela crocância da casca, para mim, é bem melhor que o gosto amargo da casca de um pão caseiro. Mas o gosto do miolo... Ah, nem se compara! Foi quando eu, que gosto muito de cozinhar, entendi que poderia usar as cascas do pão para fazer outras receitas. E nem estou falando apenas da farinha de rosca, mas das várias possibilidades que surgem com esses pedaços de pão que depois de ainda mais tostados (dessa vez com um fio de azeite) podem ser bem gostosos.

         Tenho aproveitado tanto o miolo do pão com o recheio que eu prefiro e com a parte que gosto verdadeiramente. O restante não vira mais desperdício e nem é resquício da birra de criança mimada ou de um adulto mal-educado.

         Esses dias atrás ao comer uma dessas fatias de pão com nata que eu tanto gosto, me dei conta de quantas coisas na minha vida também eram ou ainda são cascas de pão.

        Ache uma serventia para as suas “cascas de pão” e não permita ter que engolir algo no seco por obrigação.


Autor: Marco Matos - GZH (adaptado). 
Na palavra chimia (empregada no texto), há um dígrafo consonantal representado por:
Alternativas
Q3778916 Português
        Nunca gostei da casca do pão

        
         Nunca gostei da casca do pão. Sempre sinto um gosto mais amargo e a textura não me agrada tanto como o miolo molinho e quentinho de um pão caseiro quem recém saiu do forno.

         Essa minha rejeição das cascas começou ainda na infância. Lembro bem quando tentava negacear e tirar a parte de cima, mas minha mãe não costuma permitir. O pão com nata e chimia vinha sempre acompanhado da casca.

         A estratégia que eu adotava era começar comendo o que eu menos gostava. Começava, justamente, pela borda superior da fatia onde a massa do pão ficou em contato com o ar quente do forno. Depois seguia com mordidas geométricas até finalizar as quatro linhas. Restava então o que eu tinha interesse: o miolo do pão.

         Ao passar dos anos o pão também se transformou. Na minha casa já não era tão habitual ter pão caseiro saindo do forno dia sim, dia não. Aquele pão de forma industrializado chegava na minha casa com a missão de alimentar um adolescente que sempre tinha fome de sanduíche.

         Mas a casca, dessa vez uniformemente ruim nas quatro bordas da fatia, me fazia cortar as laterais antes de botar o sanduba na torradeira. Demorou alguns anos até eu me dar conta do baita desperdício que aquilo ali representava. Foi coincidentemente bem quando passei a comprar meu próprio pão. O bolso ensina tanto!

         Adotei então outras estratégias: que tal tentar o cacetinho? Aquela crocância da casca, para mim, é bem melhor que o gosto amargo da casca de um pão caseiro. Mas o gosto do miolo... Ah, nem se compara! Foi quando eu, que gosto muito de cozinhar, entendi que poderia usar as cascas do pão para fazer outras receitas. E nem estou falando apenas da farinha de rosca, mas das várias possibilidades que surgem com esses pedaços de pão que depois de ainda mais tostados (dessa vez com um fio de azeite) podem ser bem gostosos.

         Tenho aproveitado tanto o miolo do pão com o recheio que eu prefiro e com a parte que gosto verdadeiramente. O restante não vira mais desperdício e nem é resquício da birra de criança mimada ou de um adulto mal-educado.

         Esses dias atrás ao comer uma dessas fatias de pão com nata que eu tanto gosto, me dei conta de quantas coisas na minha vida também eram ou ainda são cascas de pão.

        Ache uma serventia para as suas “cascas de pão” e não permita ter que engolir algo no seco por obrigação.


Autor: Marco Matos - GZH (adaptado). 
O narrador descreve estratégias adotadas ao longo da vida para lidar com as “cascas de pão”. Essa evolução evidencia que: 
Alternativas
Q3778915 Português
        Nunca gostei da casca do pão

        
         Nunca gostei da casca do pão. Sempre sinto um gosto mais amargo e a textura não me agrada tanto como o miolo molinho e quentinho de um pão caseiro quem recém saiu do forno.

         Essa minha rejeição das cascas começou ainda na infância. Lembro bem quando tentava negacear e tirar a parte de cima, mas minha mãe não costuma permitir. O pão com nata e chimia vinha sempre acompanhado da casca.

         A estratégia que eu adotava era começar comendo o que eu menos gostava. Começava, justamente, pela borda superior da fatia onde a massa do pão ficou em contato com o ar quente do forno. Depois seguia com mordidas geométricas até finalizar as quatro linhas. Restava então o que eu tinha interesse: o miolo do pão.

         Ao passar dos anos o pão também se transformou. Na minha casa já não era tão habitual ter pão caseiro saindo do forno dia sim, dia não. Aquele pão de forma industrializado chegava na minha casa com a missão de alimentar um adolescente que sempre tinha fome de sanduíche.

         Mas a casca, dessa vez uniformemente ruim nas quatro bordas da fatia, me fazia cortar as laterais antes de botar o sanduba na torradeira. Demorou alguns anos até eu me dar conta do baita desperdício que aquilo ali representava. Foi coincidentemente bem quando passei a comprar meu próprio pão. O bolso ensina tanto!

         Adotei então outras estratégias: que tal tentar o cacetinho? Aquela crocância da casca, para mim, é bem melhor que o gosto amargo da casca de um pão caseiro. Mas o gosto do miolo... Ah, nem se compara! Foi quando eu, que gosto muito de cozinhar, entendi que poderia usar as cascas do pão para fazer outras receitas. E nem estou falando apenas da farinha de rosca, mas das várias possibilidades que surgem com esses pedaços de pão que depois de ainda mais tostados (dessa vez com um fio de azeite) podem ser bem gostosos.

         Tenho aproveitado tanto o miolo do pão com o recheio que eu prefiro e com a parte que gosto verdadeiramente. O restante não vira mais desperdício e nem é resquício da birra de criança mimada ou de um adulto mal-educado.

         Esses dias atrás ao comer uma dessas fatias de pão com nata que eu tanto gosto, me dei conta de quantas coisas na minha vida também eram ou ainda são cascas de pão.

        Ache uma serventia para as suas “cascas de pão” e não permita ter que engolir algo no seco por obrigação.


Autor: Marco Matos - GZH (adaptado). 
No trecho final, o autor afirma: “quantas coisas na minha vida também eram ou ainda são cascas de pão”. Essa expressão cumpre função metafórica no texto. Assinale a alternativa que melhor explica essa relação. 
Alternativas
Q3778914 Português
        Nunca gostei da casca do pão

        
         Nunca gostei da casca do pão. Sempre sinto um gosto mais amargo e a textura não me agrada tanto como o miolo molinho e quentinho de um pão caseiro quem recém saiu do forno.

         Essa minha rejeição das cascas começou ainda na infância. Lembro bem quando tentava negacear e tirar a parte de cima, mas minha mãe não costuma permitir. O pão com nata e chimia vinha sempre acompanhado da casca.

         A estratégia que eu adotava era começar comendo o que eu menos gostava. Começava, justamente, pela borda superior da fatia onde a massa do pão ficou em contato com o ar quente do forno. Depois seguia com mordidas geométricas até finalizar as quatro linhas. Restava então o que eu tinha interesse: o miolo do pão.

         Ao passar dos anos o pão também se transformou. Na minha casa já não era tão habitual ter pão caseiro saindo do forno dia sim, dia não. Aquele pão de forma industrializado chegava na minha casa com a missão de alimentar um adolescente que sempre tinha fome de sanduíche.

         Mas a casca, dessa vez uniformemente ruim nas quatro bordas da fatia, me fazia cortar as laterais antes de botar o sanduba na torradeira. Demorou alguns anos até eu me dar conta do baita desperdício que aquilo ali representava. Foi coincidentemente bem quando passei a comprar meu próprio pão. O bolso ensina tanto!

         Adotei então outras estratégias: que tal tentar o cacetinho? Aquela crocância da casca, para mim, é bem melhor que o gosto amargo da casca de um pão caseiro. Mas o gosto do miolo... Ah, nem se compara! Foi quando eu, que gosto muito de cozinhar, entendi que poderia usar as cascas do pão para fazer outras receitas. E nem estou falando apenas da farinha de rosca, mas das várias possibilidades que surgem com esses pedaços de pão que depois de ainda mais tostados (dessa vez com um fio de azeite) podem ser bem gostosos.

         Tenho aproveitado tanto o miolo do pão com o recheio que eu prefiro e com a parte que gosto verdadeiramente. O restante não vira mais desperdício e nem é resquício da birra de criança mimada ou de um adulto mal-educado.

         Esses dias atrás ao comer uma dessas fatias de pão com nata que eu tanto gosto, me dei conta de quantas coisas na minha vida também eram ou ainda são cascas de pão.

        Ache uma serventia para as suas “cascas de pão” e não permita ter que engolir algo no seco por obrigação.


Autor: Marco Matos - GZH (adaptado). 
O texto utiliza a relação afetiva do narrador com o pão para construir uma reflexão mais ampla sobre amadurecimento e mudança de hábitos. Considerando o conjunto do texto, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3778913 Português
        Nunca gostei da casca do pão

        
         Nunca gostei da casca do pão. Sempre sinto um gosto mais amargo e a textura não me agrada tanto como o miolo molinho e quentinho de um pão caseiro quem recém saiu do forno.

         Essa minha rejeição das cascas começou ainda na infância. Lembro bem quando tentava negacear e tirar a parte de cima, mas minha mãe não costuma permitir. O pão com nata e chimia vinha sempre acompanhado da casca.

         A estratégia que eu adotava era começar comendo o que eu menos gostava. Começava, justamente, pela borda superior da fatia onde a massa do pão ficou em contato com o ar quente do forno. Depois seguia com mordidas geométricas até finalizar as quatro linhas. Restava então o que eu tinha interesse: o miolo do pão.

         Ao passar dos anos o pão também se transformou. Na minha casa já não era tão habitual ter pão caseiro saindo do forno dia sim, dia não. Aquele pão de forma industrializado chegava na minha casa com a missão de alimentar um adolescente que sempre tinha fome de sanduíche.

         Mas a casca, dessa vez uniformemente ruim nas quatro bordas da fatia, me fazia cortar as laterais antes de botar o sanduba na torradeira. Demorou alguns anos até eu me dar conta do baita desperdício que aquilo ali representava. Foi coincidentemente bem quando passei a comprar meu próprio pão. O bolso ensina tanto!

         Adotei então outras estratégias: que tal tentar o cacetinho? Aquela crocância da casca, para mim, é bem melhor que o gosto amargo da casca de um pão caseiro. Mas o gosto do miolo... Ah, nem se compara! Foi quando eu, que gosto muito de cozinhar, entendi que poderia usar as cascas do pão para fazer outras receitas. E nem estou falando apenas da farinha de rosca, mas das várias possibilidades que surgem com esses pedaços de pão que depois de ainda mais tostados (dessa vez com um fio de azeite) podem ser bem gostosos.

         Tenho aproveitado tanto o miolo do pão com o recheio que eu prefiro e com a parte que gosto verdadeiramente. O restante não vira mais desperdício e nem é resquício da birra de criança mimada ou de um adulto mal-educado.

         Esses dias atrás ao comer uma dessas fatias de pão com nata que eu tanto gosto, me dei conta de quantas coisas na minha vida também eram ou ainda são cascas de pão.

        Ache uma serventia para as suas “cascas de pão” e não permita ter que engolir algo no seco por obrigação.


Autor: Marco Matos - GZH (adaptado). 
No trecho “me dei conta do baita desperdício”, a expressão destacada pode ser substituída, sem alteração de sentido, por:
Alternativas
Q3777832 Português

Considerando a ortografia das palavras, assinalar a alternativa que preenche as lacunas abaixo CORRETAMENTE.


Com _______ de João, todos os alunos participaram da apresentação da mostra científica. O público estava ______ com a qualidade dos trabalhos. A professora exclamou: “Não ______ em fazer perguntas!”.

Alternativas
Q3777831 Português
Em qual alternativa a concordância nominal está INCORRETA?
Alternativas
Q3777830 Português
 Assinalar a alternativa em que todas as palavras foram acentuadas CORRETAMENTE.
Alternativas
Q3777829 Português
Apetitosos

À ideia de que não somos mais do que uma erupção passageira na superfície de um planeta menor numa galáxia entre trilhões de outras se antepôs, ultimamente, a convicção — agora não mais (1) religiosa, mas cientificamente plausível — de que o Universo existe para a gente existir.

O fato de a Terra estar na distância exata do Sol para haver vida como a nossa — um pouquinho mais perto ou um pouquinho mais (2) longe e nem você, eu ou qualquer outro mamífero seria possível — é apenas uma amostra dessa grande deferência conosco.

Somos a razão de tudo, o resto é cenário ou sistema de apoio. E não fazemos feio entre os mamíferos. Nenhuma outra espécie com a mesma proporção de peso e volume se iguala à nossa.

Nosso habitat natural é o planeta todo, independentemente de clima e vegetação. Somos a primeira espécie da História a controlar a produção do seu próprio alimento e a sobreviver fora do seu ecossistema de nascença. [...]

E o que a nossa sociabilidade não conseguiu, a técnica garantiu. Mutações que decretariam o fim de outra espécie em poucas gerações, na espécie humana são corrigidas ou compensadas pela técnica. Exemplo: a visão. Enxergamos menos do que nossos antepassados caçadores e catadores, mas vemos muito mais, graças à oftalmologia e a todas as técnicas de percepção incrementada. [...]

 Em breve, a carne humana superará em valor calórico todas as outras fontes de alimento disponíveis sobre a Terra. E 10 mil anos ingerindo comida cultivada, mesmo com a maioria só comendo para subsistir, nos tornaram cada vez mais (3) apetitosos e nutritivos.

Gente já é o principal exemplo de recurso subexplorado do planeta. E as leis da evolução são impiedosas: comunidades virais e bacteriológicas se transformam para incluir mais (4) dieta. Já que estamos ali, aos bilhões, literalmente dando sopa.


Fonte: Luis Fernando Verissimo. Adaptado.
No texto, é possível percebermos traços da linguagem figurada, especialmente quando se tenta relativizar ou comparar determinadas palavras ou expressões. Com isso, assinalar a alternativa em que se apresenta trecho escrito em linguagem conotativa.
Alternativas
Q3777828 Português
Apetitosos

À ideia de que não somos mais do que uma erupção passageira na superfície de um planeta menor numa galáxia entre trilhões de outras se antepôs, ultimamente, a convicção — agora não mais (1) religiosa, mas cientificamente plausível — de que o Universo existe para a gente existir.

O fato de a Terra estar na distância exata do Sol para haver vida como a nossa — um pouquinho mais perto ou um pouquinho mais (2) longe e nem você, eu ou qualquer outro mamífero seria possível — é apenas uma amostra dessa grande deferência conosco.

Somos a razão de tudo, o resto é cenário ou sistema de apoio. E não fazemos feio entre os mamíferos. Nenhuma outra espécie com a mesma proporção de peso e volume se iguala à nossa.

Nosso habitat natural é o planeta todo, independentemente de clima e vegetação. Somos a primeira espécie da História a controlar a produção do seu próprio alimento e a sobreviver fora do seu ecossistema de nascença. [...]

E o que a nossa sociabilidade não conseguiu, a técnica garantiu. Mutações que decretariam o fim de outra espécie em poucas gerações, na espécie humana são corrigidas ou compensadas pela técnica. Exemplo: a visão. Enxergamos menos do que nossos antepassados caçadores e catadores, mas vemos muito mais, graças à oftalmologia e a todas as técnicas de percepção incrementada. [...]

 Em breve, a carne humana superará em valor calórico todas as outras fontes de alimento disponíveis sobre a Terra. E 10 mil anos ingerindo comida cultivada, mesmo com a maioria só comendo para subsistir, nos tornaram cada vez mais (3) apetitosos e nutritivos.

Gente já é o principal exemplo de recurso subexplorado do planeta. E as leis da evolução são impiedosas: comunidades virais e bacteriológicas se transformam para incluir mais (4) dieta. Já que estamos ali, aos bilhões, literalmente dando sopa.


Fonte: Luis Fernando Verissimo. Adaptado.

“[...] Já que estamos ali, aos bilhões, literalmente dando sopa.” (7º parágrafo).


O elemento sublinhado, no texto, exerce papel:

Alternativas
Respostas
8821: A
8822: E
8823: E
8824: A
8825: A
8826: A
8827: C
8828: C
8829: B
8830: C
8831: A
8832: D
8833: B
8834: A
8835: B
8836: A
8837: B
8838: A
8839: B
8840: C