Questões de Concurso
Sobre português nível médio
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Mais home office para bem formados traz destruição do emprego de baixa qualificação
A adoção definitiva de home office após a pandemia deve acelerar mudanças estruturais no mercado de trabalho, com potencial para aprofundar as desigualdades entre trabalhadores mais escolarizados e aqueles com menor qualificação. É uma transformação que já vinha ocorrendo de forma gradual, a partir da adoção de novas tecnologias de comunicação e automação, mas que ganha velocidade durante a pandemia, forçando assim as empresas a buscarem alternativas para manter o funcionamento mesmo com a restrição à circulação de pessoas.
A perspectiva é que as empresas passem a adotar o teletrabalho de forma permanente, de modo que a tendência seja um espaço cada vez mais estreito para menos qualificados no mercado formal. Uma pesquisa do FGV-Ibre mostrou que mais da metade das empresas disseram que vão incorporar, parcial ou totalmente, mudanças no sistema de trabalho adotadas durante a pandemia.
Um exemplo de modificação permanente já foi anunciado pela Petrobras, a maior empresa do Brasil, que quer manter metade de seu pessoal administrativo em trabalho remoto por ao menos três dias por semana. Com isso, pretende reduzir de 17 para 8 o número de prédios que ocupa. Com uma estrutura menor, demandará menos pessoal de apoio e conservação para atividades como segurança, manutenção ou limpeza. A queda na demanda por esse tipo de serviço já foi sentida também pelo IBGE: em maio, as atividades de limpeza de prédios e agenciamento de mão de obra estiveram entre as que impulsionaram o tombo do setor de serviços.
Diante do cenário, os especialistas pregam um debate mais profundo de políticas para minimizar os efeitos econômicos da mudança sobre a desigualdade do mercado de trabalho brasileiro, que já vinha crescendo com os efeitos da recessão iniciada em 2014.
Pesquisa Datafolha mostrou que, entre os trabalhadores que ganham até dois salários mínimos, apenas 19% conseguiram trabalhar de casa durante a pandemia. Acima dos dez salários, o índice sobe para 71%.
(Nicola Pamplona e Diego Garcia. Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/mercado/. 06.08.2020. Adaptado)
A perspectiva é que as empresas passem a adotar o teletrabalho de forma permanente, de modo que a tendência seja um espaço cada vez mais estreito para menos qualificados no mercado formal.
Os termos adotar, permanente e estreito, em destaque no trecho, têm sentido contrário expressos, respectivamente, em:
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Mais home office para bem formados traz destruição do emprego de baixa qualificação
A adoção definitiva de home office após a pandemia deve acelerar mudanças estruturais no mercado de trabalho, com potencial para aprofundar as desigualdades entre trabalhadores mais escolarizados e aqueles com menor qualificação. É uma transformação que já vinha ocorrendo de forma gradual, a partir da adoção de novas tecnologias de comunicação e automação, mas que ganha velocidade durante a pandemia, forçando assim as empresas a buscarem alternativas para manter o funcionamento mesmo com a restrição à circulação de pessoas.
A perspectiva é que as empresas passem a adotar o teletrabalho de forma permanente, de modo que a tendência seja um espaço cada vez mais estreito para menos qualificados no mercado formal. Uma pesquisa do FGV-Ibre mostrou que mais da metade das empresas disseram que vão incorporar, parcial ou totalmente, mudanças no sistema de trabalho adotadas durante a pandemia.
Um exemplo de modificação permanente já foi anunciado pela Petrobras, a maior empresa do Brasil, que quer manter metade de seu pessoal administrativo em trabalho remoto por ao menos três dias por semana. Com isso, pretende reduzir de 17 para 8 o número de prédios que ocupa. Com uma estrutura menor, demandará menos pessoal de apoio e conservação para atividades como segurança, manutenção ou limpeza. A queda na demanda por esse tipo de serviço já foi sentida também pelo IBGE: em maio, as atividades de limpeza de prédios e agenciamento de mão de obra estiveram entre as que impulsionaram o tombo do setor de serviços.
Diante do cenário, os especialistas pregam um debate mais profundo de políticas para minimizar os efeitos econômicos da mudança sobre a desigualdade do mercado de trabalho brasileiro, que já vinha crescendo com os efeitos da recessão iniciada em 2014.
Pesquisa Datafolha mostrou que, entre os trabalhadores que ganham até dois salários mínimos, apenas 19% conseguiram trabalhar de casa durante a pandemia. Acima dos dez salários, o índice sobe para 71%.
(Nicola Pamplona e Diego Garcia. Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/mercado/. 06.08.2020. Adaptado)
A perspectiva é que as empresas passem a adotar o teletrabalho de forma permanente, de modo que a tendência seja um espaço cada vez mais estreito para menos qualificados no mercado formal.
A frase – ... de modo que a tendência seja um espaço cada vez mais estreito para menos qualificados... – expressa, em relação à primeira parte do enunciado, uma
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Mais home office para bem formados traz destruição do emprego de baixa qualificação
A adoção definitiva de home office após a pandemia deve acelerar mudanças estruturais no mercado de trabalho, com potencial para aprofundar as desigualdades entre trabalhadores mais escolarizados e aqueles com menor qualificação. É uma transformação que já vinha ocorrendo de forma gradual, a partir da adoção de novas tecnologias de comunicação e automação, mas que ganha velocidade durante a pandemia, forçando assim as empresas a buscarem alternativas para manter o funcionamento mesmo com a restrição à circulação de pessoas.
A perspectiva é que as empresas passem a adotar o teletrabalho de forma permanente, de modo que a tendência seja um espaço cada vez mais estreito para menos qualificados no mercado formal. Uma pesquisa do FGV-Ibre mostrou que mais da metade das empresas disseram que vão incorporar, parcial ou totalmente, mudanças no sistema de trabalho adotadas durante a pandemia.
Um exemplo de modificação permanente já foi anunciado pela Petrobras, a maior empresa do Brasil, que quer manter metade de seu pessoal administrativo em trabalho remoto por ao menos três dias por semana. Com isso, pretende reduzir de 17 para 8 o número de prédios que ocupa. Com uma estrutura menor, demandará menos pessoal de apoio e conservação para atividades como segurança, manutenção ou limpeza. A queda na demanda por esse tipo de serviço já foi sentida também pelo IBGE: em maio, as atividades de limpeza de prédios e agenciamento de mão de obra estiveram entre as que impulsionaram o tombo do setor de serviços.
Diante do cenário, os especialistas pregam um debate mais profundo de políticas para minimizar os efeitos econômicos da mudança sobre a desigualdade do mercado de trabalho brasileiro, que já vinha crescendo com os efeitos da recessão iniciada em 2014.
Pesquisa Datafolha mostrou que, entre os trabalhadores que ganham até dois salários mínimos, apenas 19% conseguiram trabalhar de casa durante a pandemia. Acima dos dez salários, o índice sobe para 71%.
(Nicola Pamplona e Diego Garcia. Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/mercado/. 06.08.2020. Adaptado)
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Mais home office para bem formados traz destruição do emprego de baixa qualificação
A adoção definitiva de home office após a pandemia deve acelerar mudanças estruturais no mercado de trabalho, com potencial para aprofundar as desigualdades entre trabalhadores mais escolarizados e aqueles com menor qualificação. É uma transformação que já vinha ocorrendo de forma gradual, a partir da adoção de novas tecnologias de comunicação e automação, mas que ganha velocidade durante a pandemia, forçando assim as empresas a buscarem alternativas para manter o funcionamento mesmo com a restrição à circulação de pessoas.
A perspectiva é que as empresas passem a adotar o teletrabalho de forma permanente, de modo que a tendência seja um espaço cada vez mais estreito para menos qualificados no mercado formal. Uma pesquisa do FGV-Ibre mostrou que mais da metade das empresas disseram que vão incorporar, parcial ou totalmente, mudanças no sistema de trabalho adotadas durante a pandemia.
Um exemplo de modificação permanente já foi anunciado pela Petrobras, a maior empresa do Brasil, que quer manter metade de seu pessoal administrativo em trabalho remoto por ao menos três dias por semana. Com isso, pretende reduzir de 17 para 8 o número de prédios que ocupa. Com uma estrutura menor, demandará menos pessoal de apoio e conservação para atividades como segurança, manutenção ou limpeza. A queda na demanda por esse tipo de serviço já foi sentida também pelo IBGE: em maio, as atividades de limpeza de prédios e agenciamento de mão de obra estiveram entre as que impulsionaram o tombo do setor de serviços.
Diante do cenário, os especialistas pregam um debate mais profundo de políticas para minimizar os efeitos econômicos da mudança sobre a desigualdade do mercado de trabalho brasileiro, que já vinha crescendo com os efeitos da recessão iniciada em 2014.
Pesquisa Datafolha mostrou que, entre os trabalhadores que ganham até dois salários mínimos, apenas 19% conseguiram trabalhar de casa durante a pandemia. Acima dos dez salários, o índice sobe para 71%.
(Nicola Pamplona e Diego Garcia. Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/mercado/. 06.08.2020. Adaptado)
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"A nossa terra valoriza a cultura, a poesia exaltando nosso _________.
As tradições e a natureza bela, estão gravadas em nossos corações.
A nossa crença, nossa fé e devoção representada pelo nosso ___________.
Abrindo os braços acolhendo o seu povo, abençoando Chapadão do Lageado".
Assinale a alternativa que completa as lacunas corretamente:
A entrada é _______ para menores.
SOLO DE CLARINETA
Lembro-me de que certa noite – eu teria uns quatorze anos, quando muito – encarregaram-me de segurar uma lâmpada elétrica à cabeceira da mesa de operações, enquanto um médico fazia os primeiros curativos num pobre-diabo que soldados da Polícia Municipal haviam carneado. (…) Apesar do horror e da náusea, continuei firme onde estava, talvez pensando assim: se esse caboclo pode aguentar tudo isso sem gemer, por que não hei de poder ficar segurando esta lâmpada para ajudar o doutor a costurar esses talhos e salvar essa vida?
Desde que, adulto, comecei a escrever romances, tem-me animado até hoje a ideia de que o menos que o escritor pode fazer, numa época de atrocidades e injustiças como a nossa, é acender a sua lâmpada, fazer luz sobre a realidade de seu mundo, evitando que sobre ele caia a escuridão, propícia aos ladrões, aos assassinos e aos tiranos. Sim, segurar a lâmpada, a despeito da náusea e do horror. Se não tivermos uma lâmpada elétrica, acendamos o nosso toco de vela ou, em último caso, risquemos fósforos repetidamente, como um sinal de que não desertamos nosso posto.
Érico Veríssimo. Solo de Clarineta. Tomo I. Porto Alegre: Globo, 1978.
A partir da acentuação gráfica dos vocábulos assinalados, é correto dizer que:
SOLO DE CLARINETA
Lembro-me de que certa noite – eu teria uns quatorze anos, quando muito – encarregaram-me de segurar uma lâmpada elétrica à cabeceira da mesa de operações, enquanto um médico fazia os primeiros curativos num pobre-diabo que soldados da Polícia Municipal haviam carneado. (…) Apesar do horror e da náusea, continuei firme onde estava, talvez pensando assim: se esse caboclo pode aguentar tudo isso sem gemer, por que não hei de poder ficar segurando esta lâmpada para ajudar o doutor a costurar esses talhos e salvar essa vida?
Desde que, adulto, comecei a escrever romances, tem-me animado até hoje a ideia de que o menos que o escritor pode fazer, numa época de atrocidades e injustiças como a nossa, é acender a sua lâmpada, fazer luz sobre a realidade de seu mundo, evitando que sobre ele caia a escuridão, propícia aos ladrões, aos assassinos e aos tiranos. Sim, segurar a lâmpada, a despeito da náusea e do horror. Se não tivermos uma lâmpada elétrica, acendamos o nosso toco de vela ou, em último caso, risquemos fósforos repetidamente, como um sinal de que não desertamos nosso posto.
Érico Veríssimo. Solo de Clarineta. Tomo I. Porto Alegre: Globo, 1978.
“[...] continuei firme onde estava, talvez pensando assim”
O termo destacado se trata de um(a):