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Q3903735 Português

Utilize a charge abaixo para responder a questão.


A identificação do agente promotor da ação expressa em um contexto pode ser executada a partir de aspectos explícitos ou implícitos. No trecho “Puxa, não sabia que o senhor admirava tanto a minha música!”, o Sujeito pode ser identificado como: 
Alternativas
Q3903734 Português

Utilize a charge abaixo para responder a questão.


As figuras de linguagem são recursos estilísticos frequentemente utilizados na Língua Portuguesa e, em geral, carregam sentido conotativo. Considerando a imagem apresentada, a figura de linguagem empregada no 2º balão é: 
Alternativas
Q3903733 Português

Utilize a charge abaixo para responder a questão.


Para sua aplicação no contexto acima, o verbo “haver” possui algumas particularidades que o diferenciam de outros verbos. Aponte a alternativa com a informação correta sobre sua aplicação: 
Alternativas
Q3903663 Português

A Importância do Controle e da Avaliação de Políticas Públicas para a Implementação Progressiva dos Direitos Sociais



Com o advento do Estado Social, passou-se a exigir do Poder Público a tutela dos chamados direitos fundamentais de segunda geração, que abrangem, além dos direitos sociais, os culturais e os econômicos. A Constituição Federal Brasileira de 1988 se caracteriza como representativa desse processo, visto que passou a garantir diversos direitos dessa natureza, de forma ampla e inédita. Ocorre, contudo, que não se mostra simples a tarefa de, efetivamente, ofertar esses direitos à sociedade, sendo necessário que o Estado vá muito além do que apenas prevê-los em sua Constituição.


Diante desse contexto, as políticas públicas assumem grande relevância, configurando-se como os instrumentos pelos quais o Estado promove a concretização dos direitos sociais. Tais mecanismos permitem ao Estado a organização dos escassos recursos à sua disposição − podendo, com isso, aplicá-los da maneira mais adequada à consecução de metas e objetivos politicamente definidos, como é o caso da implementação dos direitos sociais.


Ante esse panorama, mostra-se urgente o fortalecimento das instâncias de controle da atuação da Administração Pública, no que diz respeito à análise de políticas públicas. O aprofundamento do controle exercido sobre a condução de políticas públicas, com a participação dos cidadãos e da sociedade civil organizada, tem o potencial de tornar a atuação dos gestores públicos mais adequada e responsiva às necessidades sociais.


Texto Adaptado


FAGUNDES, Pedro Ribeiro. A Importância do Controle e da Avaliação de Políticas Públicas para a Implementação Progressiva dos Direitos Sociais. Cadernos, [S.l.], v. 1, n. 13, p. 27 - 48, nov. 2024. ISSN 2595-2412. Disponível em: . Acesso em: 10 fev. 2026.

No trecho "no que diz respeito à análise de políticas públicas", o emprego da crase decorre de regras específicas da língua portuguesa. Considerando a regência, a estrutura sintática e o comportamento morfológico dos termos envolvidos, assinale a alternativa que explica corretamente o motivo do acento grave presente na expressão destacada.
Alternativas
Q3903662 Português

A Importância do Controle e da Avaliação de Políticas Públicas para a Implementação Progressiva dos Direitos Sociais



Com o advento do Estado Social, passou-se a exigir do Poder Público a tutela dos chamados direitos fundamentais de segunda geração, que abrangem, além dos direitos sociais, os culturais e os econômicos. A Constituição Federal Brasileira de 1988 se caracteriza como representativa desse processo, visto que passou a garantir diversos direitos dessa natureza, de forma ampla e inédita. Ocorre, contudo, que não se mostra simples a tarefa de, efetivamente, ofertar esses direitos à sociedade, sendo necessário que o Estado vá muito além do que apenas prevê-los em sua Constituição.


Diante desse contexto, as políticas públicas assumem grande relevância, configurando-se como os instrumentos pelos quais o Estado promove a concretização dos direitos sociais. Tais mecanismos permitem ao Estado a organização dos escassos recursos à sua disposição − podendo, com isso, aplicá-los da maneira mais adequada à consecução de metas e objetivos politicamente definidos, como é o caso da implementação dos direitos sociais.


Ante esse panorama, mostra-se urgente o fortalecimento das instâncias de controle da atuação da Administração Pública, no que diz respeito à análise de políticas públicas. O aprofundamento do controle exercido sobre a condução de políticas públicas, com a participação dos cidadãos e da sociedade civil organizada, tem o potencial de tornar a atuação dos gestores públicos mais adequada e responsiva às necessidades sociais.


Texto Adaptado


FAGUNDES, Pedro Ribeiro. A Importância do Controle e da Avaliação de Políticas Públicas para a Implementação Progressiva dos Direitos Sociais. Cadernos, [S.l.], v. 1, n. 13, p. 27 - 48, nov. 2024. ISSN 2595-2412. Disponível em: . Acesso em: 10 fev. 2026.

No trecho "Tais mecanismos permitem ao Estado a organização dos escassos recursos à sua disposição − podendo, com isso, aplicá?los da maneira mais adequada à consecução de metas e objetivos politicamente definidos...", o uso do travessão e da vírgula atende a funções sintáticas específicas. Considerando a organização das orações e a função dos termos, assinale a alternativa que explica corretamente a pontuação utilizada.
Alternativas
Q3903617 Português
O recurso expressivo em 'todo o tempo que passaram pertencendo aos outros não é vida, mas apenas tempo' é um exemplo de: 
Alternativas
Q3903616 Português
Em 'se fizeres as contas, verás que tiveram a vida reduzida a quase nada', o núcleo do sujeito da forma verbal 'tiveram' é:  
Alternativas
Q3903615 Português
No período 'Como ricas fortunas que, embora abundantes, se dissipam num instante por má administração, assim também a vida, mesmo que longa, se esvai quando mal utilizada', há a presença de: 
Alternativas
Q3903614 Português
Em 'Vê quantos são dominados por uma avareza insaciável', a palavra 'insaciável' classifica-se como:  
Alternativas
Q3903613 Português
No trecho 'não recebemos uma vida breve, e sim nós a tornamos assim', a conjunção 'e sim' estabelece:
Alternativas
Q3903612 Português

A questão tem como base o seguinte texto:


Sêneca, Sobre a Brevidade da Vida (adaptado)


A maior parte dos mortais, Paulo, queixa-se da natureza: lamentam-se da malícia dos tempos, da brevidade da vida, da rapidez com que somos tragados pelo tempo. Tão curta nos foi dada a vida, dizem eles, que, com a exceção de pouquíssimos, todos são abandonados pela velhice ainda em meio aos preparativos para viver.


Mas não é assim: não recebemos uma vida breve, e sim nós a tornamos assim; não somos mal providos, mas nós mesmos desperdiçamos o que temos. Como ricas fortunas que, embora abundantes, se dissipam num instante por má administração, assim também a vida, mesmo que longa, se esvai quando mal utilizada.


Vê quantos são dominados por uma avareza insaciável, quantos por uma ambição laboriosa, quantos por uma devoção ao trabalho que nada mais faz senão consumir o próprio homem; quantos se entregam ao vinho e aos prazeres do corpo, quantos, sempre servindo aos outros, não têm tempo para si mesmos. Percorre todos esses e verás que pouquíssimos preservam a vida para si. E aqueles que parecem ter vivido longamente, se fizeres as contas, verás que tiveram a vida reduzida a quase nada: todo o tempo que passaram pertencendo aos outros não é vida, mas apenas tempo.

A ideia central do texto pode ser resumida em: 
Alternativas
Q3903611 Português

A questão tem como base o seguinte texto:


Sêneca, Sobre a Brevidade da Vida (adaptado)


A maior parte dos mortais, Paulo, queixa-se da natureza: lamentam-se da malícia dos tempos, da brevidade da vida, da rapidez com que somos tragados pelo tempo. Tão curta nos foi dada a vida, dizem eles, que, com a exceção de pouquíssimos, todos são abandonados pela velhice ainda em meio aos preparativos para viver.


Mas não é assim: não recebemos uma vida breve, e sim nós a tornamos assim; não somos mal providos, mas nós mesmos desperdiçamos o que temos. Como ricas fortunas que, embora abundantes, se dissipam num instante por má administração, assim também a vida, mesmo que longa, se esvai quando mal utilizada.


Vê quantos são dominados por uma avareza insaciável, quantos por uma ambição laboriosa, quantos por uma devoção ao trabalho que nada mais faz senão consumir o próprio homem; quantos se entregam ao vinho e aos prazeres do corpo, quantos, sempre servindo aos outros, não têm tempo para si mesmos. Percorre todos esses e verás que pouquíssimos preservam a vida para si. E aqueles que parecem ter vivido longamente, se fizeres as contas, verás que tiveram a vida reduzida a quase nada: todo o tempo que passaram pertencendo aos outros não é vida, mas apenas tempo.

Quando afirma que 'todo o tempo que passaram pertencendo aos outros não é vida, mas apenas tempo', Sêneca sugere que: 
Alternativas
Q3903610 Português

A questão tem como base o seguinte texto:


Sêneca, Sobre a Brevidade da Vida (adaptado)


A maior parte dos mortais, Paulo, queixa-se da natureza: lamentam-se da malícia dos tempos, da brevidade da vida, da rapidez com que somos tragados pelo tempo. Tão curta nos foi dada a vida, dizem eles, que, com a exceção de pouquíssimos, todos são abandonados pela velhice ainda em meio aos preparativos para viver.


Mas não é assim: não recebemos uma vida breve, e sim nós a tornamos assim; não somos mal providos, mas nós mesmos desperdiçamos o que temos. Como ricas fortunas que, embora abundantes, se dissipam num instante por má administração, assim também a vida, mesmo que longa, se esvai quando mal utilizada.


Vê quantos são dominados por uma avareza insaciável, quantos por uma ambição laboriosa, quantos por uma devoção ao trabalho que nada mais faz senão consumir o próprio homem; quantos se entregam ao vinho e aos prazeres do corpo, quantos, sempre servindo aos outros, não têm tempo para si mesmos. Percorre todos esses e verás que pouquíssimos preservam a vida para si. E aqueles que parecem ter vivido longamente, se fizeres as contas, verás que tiveram a vida reduzida a quase nada: todo o tempo que passaram pertencendo aos outros não é vida, mas apenas tempo.

O autor critica diferentes perfis de pessoas (avarentos, ambiciosos, devotos excessivos ao trabalho, entregues aos prazeres). O elemento comum a todos eles é:
Alternativas
Q3903609 Português

A questão tem como base o seguinte texto:


Sêneca, Sobre a Brevidade da Vida (adaptado)


A maior parte dos mortais, Paulo, queixa-se da natureza: lamentam-se da malícia dos tempos, da brevidade da vida, da rapidez com que somos tragados pelo tempo. Tão curta nos foi dada a vida, dizem eles, que, com a exceção de pouquíssimos, todos são abandonados pela velhice ainda em meio aos preparativos para viver.


Mas não é assim: não recebemos uma vida breve, e sim nós a tornamos assim; não somos mal providos, mas nós mesmos desperdiçamos o que temos. Como ricas fortunas que, embora abundantes, se dissipam num instante por má administração, assim também a vida, mesmo que longa, se esvai quando mal utilizada.


Vê quantos são dominados por uma avareza insaciável, quantos por uma ambição laboriosa, quantos por uma devoção ao trabalho que nada mais faz senão consumir o próprio homem; quantos se entregam ao vinho e aos prazeres do corpo, quantos, sempre servindo aos outros, não têm tempo para si mesmos. Percorre todos esses e verás que pouquíssimos preservam a vida para si. E aqueles que parecem ter vivido longamente, se fizeres as contas, verás que tiveram a vida reduzida a quase nada: todo o tempo que passaram pertencendo aos outros não é vida, mas apenas tempo.

A comparação entre a vida e as fortunas abundantes tem como objetivo mostrar que: 
Alternativas
Q3903608 Português

A questão tem como base o seguinte texto:


Sêneca, Sobre a Brevidade da Vida (adaptado)


A maior parte dos mortais, Paulo, queixa-se da natureza: lamentam-se da malícia dos tempos, da brevidade da vida, da rapidez com que somos tragados pelo tempo. Tão curta nos foi dada a vida, dizem eles, que, com a exceção de pouquíssimos, todos são abandonados pela velhice ainda em meio aos preparativos para viver.


Mas não é assim: não recebemos uma vida breve, e sim nós a tornamos assim; não somos mal providos, mas nós mesmos desperdiçamos o que temos. Como ricas fortunas que, embora abundantes, se dissipam num instante por má administração, assim também a vida, mesmo que longa, se esvai quando mal utilizada.


Vê quantos são dominados por uma avareza insaciável, quantos por uma ambição laboriosa, quantos por uma devoção ao trabalho que nada mais faz senão consumir o próprio homem; quantos se entregam ao vinho e aos prazeres do corpo, quantos, sempre servindo aos outros, não têm tempo para si mesmos. Percorre todos esses e verás que pouquíssimos preservam a vida para si. E aqueles que parecem ter vivido longamente, se fizeres as contas, verás que tiveram a vida reduzida a quase nada: todo o tempo que passaram pertencendo aos outros não é vida, mas apenas tempo.

De acordo com Sêneca, a vida não é curta por natureza, mas: 
Alternativas
Q3903457 Português

Segundo a plataforma de checagem “Aos Fatos”, Jair Bolsonaro fez 1.383 declarações falsas e 1.221 declarações distorcidas sobre o coronavírus em seus quatro anos na Presidência. Um estudo que analisou 111 títulos de notícias de 2020, publicado na revista científica Journalism Practice, informa que “Em 60,36% dos casos, as falsidades ditas por Bolsonaro foram simplesmente reproduzidas nos títulos. Em 26,13% dos casos houve alguma contextualização, e apenas 13,51% das notícias tinha em seu título uma correção da fala do então presidente.”. Os autores do estudo dizem que “Escrever títulos apropriados é uma discussão ética fundamental em tempos de plataformização do jornalismo”, pois uma parcela do público acessa essas notícias em plataformas como redes sociais e aplicativos de mensagem, e uma parte nem abrirá os hiperlinks para ler a notícia completa. Isso é preocupante pois apenas fragmentos serão reunidos para formar a compreensão de um fato.



Dados encontrados em: https://latamjournalismreview.org/pt-br/articles/grandesmeios-brasileiros-tenderam-a-reproduzir-falsidades-ditas-por-bolsonaro-sobre-acovid-19-nos-titulos-das-noticias-concluiestudo/?fbclid=IwAR09XOwGg5PsV8gQSpR1Re0hYXNfqVtK3GIffpgP72OYZ0UQ15zMWs5vdE



Com base no exposto, pode-se afirmar corretamente que 

Alternativas
Ano: 2024 Banca: COPS-UEL Órgão: UEL Prova: COPS-UEL - 2024 - UEL - Conhecimentos Gerais |
Q3903325 Português

Leia o texto a seguir.



                                                            Imagem associada para resolução da questão


                                                                                              www.migrationdataportal.org



Com base no texto, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.



(  ) Há dificuldade em se definir o termo imigrante irregular, já que não há uma definição universalmente aceita.



(  ) Estatísticas confiáveis sobre o bem-estar dos imigrantes irregulares e o acesso aos serviços estão facilmente disponíveis.



(  ) Os termos “irregular”, “não documentado” e “não autorizado” são utilizados para tratar de condições distintas de imigração.



(  ) O termo imigrante irregular se refere tanto à entrada quanto a irregularidades relacionadas ao emprego e à moradia.



(  ) A condição dos imigrantes pode mudar conforme mudam as leis e políticas sobre imigração.



Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta. 

Alternativas
Ano: 2024 Banca: COPS-UEL Órgão: UEL Prova: COPS-UEL - 2024 - UEL - Conhecimentos Gerais |
Q3903322 Português
Leia o trecho da biografia de Henrietta Lacks.
Em 29 de janeiro de 1951, David Lacks estava sentado ao volante de seu velho Buick observando a chuva cair. Estava estacionado sob um enorme carvalho diante do Hospital Johns Hopkins com três de seus filhos – dois ainda de fralda – esperando a mãe deles, Henrietta. Minutos antes, ela saltara do carro, cobrira a cabeça com a jaqueta e entrara correndo no hospital, passando pelo banheiro das ‘pessoas de cor’, o único que ela estava autorizada a usar. No prédio ao lado, sob um elegante teto de cobre em forma de cúpula, uma estátua de mármore de Jesus de mais de três metros se erguia, braços abertos, recepcionando as pessoas onde um dia já fora a entrada principal do Johns Hopkins. Nunca ninguém da família de Henrietta consultara um médico do hospital sem antes parar na estátua de Jesus para depositar flores a seus pés, entoar uma prece e esfregar seu dedão do pé para dar sorte. Mas naquele dia Henrietta não parou.
SKLOOT, Rebecca. A vida imortal de Henrietta Lacks. Trad. Ivo Korytowski. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.
Em relação ao trecho, considere as afirmativas a seguir.
I. A expressão “pessoas de cor”, utilizada para fazer referência a pessoas pretas durante períodos de segregação racial, revela que Henrietta era pessoa preta.
II. Os verbos no pretérito mais-que-perfeito “saltara”, “cobrira”, “entrara” marcam ações de Henrietta que são anteriores àquela presente em “naquele dia Henrietta não parou”.
III. O conectivo “mas” acrescenta uma ideia de concessão que confirma a regularidade das ações de Henrietta na frase “Mas naquele dia Henrietta não parou”.
IV. Em “com três de seus filhos”, no segundo período do texto, devido ao uso das preposições, fica explícito que o casal David e Henrietta Lacks tinha apenas três filhos.
Assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: COPS-UEL Órgão: UEL Prova: COPS-UEL - 2024 - UEL - Conhecimentos Gerais |
Q3903309 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão.


As esculturas de Carlos Fajardo são armadilhas de captura do olhar. A tendência do olhar é o escorrer contínuo pelo espaço, rebatendo no corpo das coisas, enleando-se ou correndo rápido pelos seus contornos, deslizando nos limites torneados da topografia do mundo. Mais etéreo dos sentidos, o olhar se propaga atravessando transparências e só se estanca quando confrontado com o opaco. Pode então recuar, optar por outra direção ou aproveitar sua natureza líquida e escorrer pelas fendas e limites até atingir a luz. Mas as esculturas de Fajardo funcionam como corpos traiçoeiros que enredam o olhar em suas superfícies, injetam-lhe gravidade, obrigando-o a pousar e despender tempo numa paciente e problemática perscrutação. Na poética de Carlos Fajardo confluem três lógicas: a da ocupação do espaço, a da superfície e a do gesto formalizador. Elas concorrem entre si para o assalto ao olho do espectador. (...) A lógica de inserção de seus trabalhos dentro do espaço, seja ele um ambiente arquitetônico, seja uma paisagem, é pensada rigorosamente com o propósito de destruir logo de saída qualquer pretensão apriorística do olho, acostumado a querer controlar tudo desde sua cômoda posição a cavaleiro.


FARIAS, Agnaldo. Fajardo, Carlos Fajardo. Bienal de Veneza. Veneza, Exposição Internacional de Arte, 1993, p.45.

.escritoriodearte.com. 




A obra Cubo, de Carlos Fajardo, localizada na Universidade Estadual de Londrina, é uma escultura feita de tijolos encaixados, com uma abertura vertical que transpassa o interior do cubo nas quatro faces laterais.

Com base no texto e na imagem, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.

(  ) No texto, há reiteração semântica por meio das palavras “olhar” e “olho”, salientando que se trata de uma obra a ser apreciada visualmente.

(  ) Os elementos da escultura, espaço e forma, integram-se e convidam o espectador a se lançar na experiência livre do espaço arquitetônico.

(  ) A obra traz uma forma bidimensional em uma superfície pictórica, proporcionando um limite para o olhar.

(  ) A expressão “posição a cavaleiro” refere-se a Carlos Fajardo, reiterando a expressão “poética de Carlos Fajardo”.

(  ) O adjetivo “etéreo” pode ser substituído por “sublime”, mantendo-se a subjetividade e a figuratividade de “o olhar”.

Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta. 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: COPS-UEL Órgão: UEL Prova: COPS-UEL - 2024 - UEL - Conhecimentos Gerais |
Q3903307 Português

Leia o poema O Quinto Império, de Fernando Pessoa, a seguir, e responda à questão abaixo.


Triste de quem vive em casa,

Contente com o seu lar,

Sem que um sonho, no erguer de asa,

Faça até mais rubra a brasa

Da lareira a abandonar!

Triste de quem é feliz!

Vive porque a vida dura.

Nada na alma lhe diz

Mais que a lição da raiz —

Ter por vida a sepultura.

Eras sobre eras se somem

No tempo que em eras vem.

Ser descontente é ser homem.

Que as forças cegas se domem

Pela visão que a alma tem!

E assim, passados os quatro

Tempos do ser que sonhou,

A terra será teatro

Do dia claro, que no atro

Da erma noite começou.

Grécia, Roma, Cristandade,

Europa — os quatro se vão

Para onde vai toda idade.

Quem vem viver a verdade

Que morreu D. Sebastião?


PESSOA, Fernando. Melhores poemas de Fernando Pessoa. Seleção Teresa Rita Lopes. 12. ed. São Paulo: Global, 2004, p. 54-55. 

Sobre a forma do poema, considere as afirmativas a seguir.
I. O poema constitui-se de métrica irregular e todos os versos são octossílabos.
II. Observa-se o uso de anáfora e de paralelismos sintáticos nas três primeiras estrofes.
III. Há regularidade nas rimas de cada estrofe: o primeiro, o terceiro e o quarto versos rimam entre si; e o segundo verso rima com o quinto.
IV. Há no verso “Ter por vida a sepultura” tanto uma metonímia quanto uma antítese.
Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Respostas
6621: B
6622: A
6623: C
6624: D
6625: D
6626: A
6627: D
6628: B
6629: D
6630: B
6631: A
6632: B
6633: A
6634: B
6635: C
6636: B
6637: A
6638: A
6639: C
6640: C