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INSTRUÇÃO: Leia o texto II, a seguir, para responder à questão.
TEXTO II
Japão descobre coquetel para combater Alzheimer: 3 remédios
Cientistas japoneses descobriram que a combinação de três medicamentos, já conhecidos, pode ser crucial para o tratamento do Mal de Alzheimer.
A pesquisa com células-tronco, divulgada na última terça-feira (21) pela Universidade de Kyoto, diz ter encontrado um coquetel que reduz as Beta-amiloide. A alta produção dessas proteínas no cérebro é tida como um dos principais fatores para o desenvolvimento da doença.
O grupo testou 1.258 drogas nos tecidos e identificou que a combinação mais eficiente para reduzir as proteínas Beta-amiloide foi um coquetel de três medicações existentes:
• bromocriptina, usada para tratar o Mal de Parkinson;
• cromoglicato, usada para asma; e
• topiramato, usada no tratamento de epilepsia.
Ao usar as três medicações simultaneamente, o experimento mostrou que a acumulação de Beta-amiloide reduziu em mais de 30%.
No relatório, os pesquisadores explicam que “o coquetel mostrou um efeito significativo e potente e promete ser útil” no desenvolvimento de drogas para tratar a doença.
A pesquisa
A experiência foi publicada no jornal on-line Cell Reports.
Nela o grupo de pesquisadores criou células-tronco pluripotentes induzidas (células iPS, na sigla em inglês) de pessoas, incluindo pacientes com Alzheimer, e as cultivou in vitro para replicar tecidos cerebrais doentes.
Depois, os cientistas criaram neurônios derivados dessas células iPS para cinco pacientes com histórico de Alzheimer na família; para quatro sem histórico na família, mas na área de risco considerada “Alzheimer esporádico”; e para quatro perfeitamente saudáveis.
“Houve um efeito a nível celular, mas ainda não temos certeza de como pode afetar um ser humano”, afirmou Haruhisa Inoue, professor da Universidade de Kyoto e membro da equipe, à imprensa japonesa.
Segundo o centro de pesquisas, esta é a primeira vez na história em que uma combinação de medicamentos consegue reduzir as proteínas Beta-amiloide.
Alzheimer é o mais comum tipo de demência no planeta. De acordo com a organização internacional que acompanha a doença, ADI, há 46,8 milhões de pessoas com o Mal no mundo.
Releia o trecho a seguir. “‘Houve um efeito a nível celular, mas ainda não temos certeza de como pode afetar um ser humano’, afirmou Haruhisa Inoue, professor da Universidade de Kyoto e membro da equipe, à imprensa japonesa.” Em relação ao acento indicativo de crase nesse trecho, analise as afirmativas a seguir.
I. Uma vez que há um complemento indireto, o uso do acento indicativo de crase, nesse contexto, é obrigatório.
II. O acento indicativo de crase é regido pelo verbo “afirmar”.
III. O acento indicativo de crase depende somente da regência verbal.
De acordo com a norma-padrão, estão corretas as afirmativas:
TEXTO I
[...]
Tenho fama de ser bom “dedicador” de livros. Amigos pedem-me conselhos quando se sentem embaraçados com a folha em branco e a necessidade de escrever nela algumas linhas para que o presente fique, por assim dizer, mais personalizado. Creio mesmo que esta minha pequena glória não seja imerecida e, para mantê-la, tenho minhas regras e truques. Revelo aqui apenas um: em desespero, grito por socorro – por exemplo, adaptei para uso próprio, muitas vezes, aquela dedicatória feita por meu pai, “Para você, o amor nos tempos do... amor”. Mas, para minha danação eterna, tendo à verborragia quando Cupido entra em cena. Há alguns anos, quando aquela que desorganizou o que estava organizado entrou em minha vida, passei a dar-lhe dezenas de livros, todos com longas e digressivas dedicatórias. Em troca, ganhava dela livros e presentes com cartões — quando havia algum cartão — com poucas linhas, geralmente algo direto do tipo “Para Marcelo” ou “Feliz aniversário”, e essa concisão, comparada com os meus cartapácios, me roubava noites de sono. Não gosto de pensar que meu caos interno tenha ficado preservado em dezenas de dedicatórias amontoadas em estantes alheias (há aí, percebo agora, uma sutil e freudiana forma de poder na relação entre um verborrágico e uma comedida). Contudo, noutras vezes acertei, ainda que também estivesse confuso: a uma mulher especial que meus transtornos não permitiram que fôssemos além, digamos, de uma espécie de modus vivendi sentimental, dei “Amor em Veneza”, de Andrea di Robilant, e, aproveitando o próprio título impresso na folha de rosto, escrevi: “Para B., AMOR EM VENEZA – e também em Goiânia”.
Em “O Complexo de Portnoy”, de Philip Roth, estruturado como se fosse uma longa sessão de análise, apenas repeti a única frase que o psicanalista diz a Portnoy depois de mais de duzentos e cinquenta páginas de reclamações do seu paciente (talvez, imagino, como reconhecimento da minha própria tagarelice): “Para B.: agora a gente pode começar?”. Tenho o consolo de pensar que ela, daqui a muitos anos, possa dar de cara por acaso, numa tarde preguiçosa ou numa noite insone, com esses livros perdidos nas estantes e, lendo o que escrevi, sinta condescendência pela minha desorganização sentimental, ternura pelo pouco que tivemos e uma vaga decepção pelas promessas não cumpridas dessas dedicatórias.
[...]
FRANCO, Marcelo. Revista Bula. Disponível em:<http://twixar.me/S5n3>
Releia o trecho a seguir.
“[...] para minha danação eterna, tendo à verborragia [...]”
A seguir, analise as afirmativas e a relação proposta entre elas.
I. O acento indicativo de crase nesse trecho é obrigatório,
PORQUANTO
II. o acento indicativo de crase é regido pelo verbo “tender”, que é transitivo indireto.
Sobre o acento indicativo de crase, assinale a alternativa CORRETA.
O tal movimento antivacina
A polêmica
Numa época em que se tornaram rotina os debates acalorados e polarizados em redes sociais, o tema vacinação tem ganhado cada vez mais destaque no Brasil, principalmente após a recente decisão do Ministério da Saúde de prorrogar a campanha contra a influenza, devido à baixa adesão.
Chama atenção o perfil das pessoas que estão optando por não se vacinar ou por não vacinar seus filhos: a maioria tem ensino superior completo, se considera bem informada sobre assuntos relacionados à saúde, e acredita que boas condições sanitárias e alimentares a protege suficientemente das doenças infecciosas.
O Conselho Federal de Medicina (Brasil), o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (EUA),e a Organização Mundial de Saúde são algumas das organizações que emitiram comunicados se posicionando contra movimentos antivacina e alertando sobre potenciais consequências de baixas coberturas vacinais.
Quem decide não se vacinar usa como argumento o princípio bioético da autonomia, pelo qual as pessoas têm o direito de decidir (e de terem suas escolhas respeitadas) sobre questões relacionadas a seus corpos e suas vidas. O contraponto dos representantes da área da saúde é o de que uma escolha individual não poderia implicar num dano coletivo, uma vez que a baixa cobertura vacinal compromete o efeito chamado de imunidade de grupo: quando a vacinação em massa de uma comunidade interrompe a cadeia do processo infeccioso, protegendo inclusive quem não foi ou não pode ser vacinado.
É relevante lembrar que nem toda vacina provoca imunidade de grupo, há várias com efeitos apenas individuais, dentre elas a do tétano, coqueluche, difteria e raiva. Cabe ressaltar também a importância de analisar todos os aspectos envolvidos em cada surto de doença infecciosa imunoprevenível: campanhas vacinais que não contemplam adequadamente populações marginalizadas e vulneráveis, bem como o efeito de vacinas que não se sustenta ao longo dos anos estão relacionados a vários dos surtos recentes.
[...]
Teorias da conspiração
O famoso estudo publicado na revista Science, que concluía que o aumento dos casos de autismo tinha relação com vacinação – e que é exaustivamente citado em sites – não se mostrou verdadeiro. Bem como, até o momento, não há comprovação científica de métodos fitoterápicos ou homeopáticos com resposta imunológica protetora que substitua a vacinal.
Como qualquer intervenção medicamentosa, vacinas não são 100% seguras nem 100% eficazes. Toda ação em saúde deve ser pautada pelos princípios da beneficência e da não maleficência, de modo a maximizar o benefício e minimizar o dano de uma intervenção. É essencial que seja socialmente acordado quando e como serão tolerados os danos objetivando um determinado benefício, e que esses acordos sociais sejam repactuados ao longo dos anos.
Numa conjuntura em que já presenciamos sucessivos exemplos de grandes corporações cometendo crimes motivadas por lucro, bem como de práticas controversas de governos visando o controle de seus cidadãos, é compreensível e até positivo que intervenções populacionais em saúde suscitem questionamentos e sofram de falta de legitimidade.
O que devemos exigir como cidadãos é uma vacinação ética: baseada em pesquisas científicas que não supradimensionem eficácia, fiscalizada por um sistema de vigilância farmacológica que não permita a subnotificação de efeitos adversos, e com transparência na divulgação de políticas sobre autorização, compra e inclusão de vacinas em calendários nacionais.
DUQUE, Mariana. “O tal movimento antivacina”. In: Revista
Fórum. 4 jul 2017. Disponível em: <https://www.revistaforum.
com.br/o-tal-movimento-antivacina/>. Acesso em: 9 nov. 2018
(Adaptação).
Releia o segundo parágrafo do texto, disponível a seguir.
“Chama atenção o perfil das pessoas que estão optando por não se vacinar ou por não vacinar seus filhos: a maioria tem ensino superior completo, se considera bem informada sobre assuntos relacionados à saúde, e acredita que boas condições sanitárias e alimentares a protege suficientemente das doenças infecciosas.”
Em relação à norma-padrão da língua portuguesa, é correto afirmar:
Texto
Em um ponto qualquer da praia de Copacabana, o ônibus
para, saltam dois rapazes e uma moça, o senhor de idade
sobe e inadvertidamente pisa o pé de um sujeito de meia-idade, robusto, muito satisfeito com a sua pessoa. O senhor
vira-se e ia pedir desculpas, quando o tal sujeito lhe diz quase
gritando: - Não sabe onde pisa, seu calhorda? O senhor de
idade não contava com aquela brutalidade e fica surpreso.
O outro carrega na mão, acrescentando: - Imbecil! Reação
inesperada do senhor de idade que responde: - Imbecil é a sua
mãe! Enquanto isso, todos os passageiros do ônibus sentem
que vai ocorrer qualquer coisa, provavelmente só desaforo
grosso, mas quem sabe? Talvez umas boas taponas... Diante
do ultraje atirado à genitora, o sujeito suficiente, em vez de
taponas que a maioria dos passageiros esperava, ou de puxar
da faca ou revólver, pergunta indignado ao senhor de idade:
- Sabe com quem está falando? Mas o senhor de idade não
era sopa e retrucou: - Estou falando com um homem, parece...
– Está falando com um delegado! O senhor está preso! – Isso
é o que vamos ver! O sujeito seria mesmo um delegado? Era
a pergunta que todos os passageiros se faziam. Ai deles, era!
E resultado: o delegado voltou-se para o motorista e ordenou:
- Entre pela rua Siqueira Campos e vamos para o distrito! Os
passageiros ficaram aborrecidíssimos com aquela brusca
mudança de itinerário, mas não protestaram. O ônibus para à
porta da delegacia, salta o senhor de idade, salta o delegado,
e este fala ao sentinela: - Leve preso este sujeito por desacato
à autoridade! Nisto o senhor de idade puxa a caderneta de
identificação e diz ao soldado: - Eu sou o general. Prenda este
atrevido! O general volta ao ônibus, comanda ao motorista: -
Vamos embora! O motorista “pisa”. Os passageiros do ônibus
batem palmas.
(BANDEIRA, Manuel. Sabe com quem está falando? Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1990. P672-674 (Adaptado) .
“O ônibus para à porta da delegacia, salta o senhor de idade, salta o delegado, e este fala ao sentinela:”
Sobre a ocorrência de crase, em “à porta da delegacia”,
é correto afirmar que:
I. “[...] assinaram uma carta endereçada à Science [...]” II. “[...] representa o ápice de uma série de ataques à biodiversidade do Brasil [...]”
Os acentos indicativos de crase nesses trechos são, respectivamente, regidos por
Texto 3

O que está por trás da indisciplina escolar?
Estudo busca as razões da indisciplina e
tenta entender como os professores brasileiros
gastam tempo para manter a ordem em
sala de aula
O Brasil ocupa o primeiro lugar no quesito “tempo gasto para manter a ordem na classe”. É o que indica a Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizado (Talis, na sigla em inglês), respondida por professores de 32 países em 2013. Trocando em miúdos, os professores brasileiros são os que mais perdem tempo tentando combater a indisciplina escolar.
Na média, os profissionais brasileiros disseram que perdem 20% do período de aula com indisciplina, enquanto o padrão foi de 13%. É a segunda vez que a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) faz essa pesquisa com profissionais que atuam nos últimos anos do Ensino Fundamental.
Na primeira, em 2008, os educadores brasileiros também foram os que mais disseram perder aula com o assunto. O dado isolado não traz novidade para quem está em sala de aula, mas um estudo feito com cruzamento de outras respostas ao mesmo questionário ajuda a explicar por que ostentamos tal recorde.
“A partir de um conjunto de respostas, como qual a frequência com que o educador dá e recebe retorno sobre seu trabalho, observa colegas, atua em conjunto, participa de atividades com turmas diferentes, percebemos, por exemplo, quem está em ambientes colaborativos. Da mesma maneira, chegamos às escolas que têm mais espaço para participação de pais e alunos. Para cada fator, há um conjunto de respostas”, explica a pesquisadora em políticas públicas Gabriela Moriconi, da Fundação Carlos Chagas, que ganhou uma bolsa para realizar análises sobre os dados na sede da OCDE e investigar soluções adotadas por outros países.
O estudo leva para além do senso comum de que os estudantes seriam indisciplinados e parte para as razões que geram a desordem. A escolha do foco veio pela constatação, em outras investigações, de que a indisciplina é um dos principais obstáculos para o trabalho docente.
Para a análise, ela cruzou respostas a outras perguntas do questionário para entender quais fatores estão associados a professores que gastam tempo para manter a ordem no Brasil e em duas realidades consideradas próximas: Chile e México.
Outro dado importante, na análise do resultado da pesquisa de Gabriela, é a formação específica. Quando o conteúdo ensinado faz parte da área de conhecimento do professor, ele perde menos tempo com indisciplina. Os educadores que afirmam terem aprendido a ensinar determinado conteúdo, perdem menos tempo ainda.
“A literatura especializada sobre engajamento mostra que a primeira coisa para manter o envolvimento é o domínio do conteúdo e saber ensinar. Então, esses achados fizeram muito sentido para mim”, diz. Para ela, a questão da colaboração profissional também cai na formação tanto de conteúdo como de gestão da sala de aula em termos de organização do tempo, divisão das atividades, espaço e estabelecimento de regras.
“Diante da realidade que temos, muito se aprende com outros colegas, tanto a prevenir maus comportamentos como a agir diante de casos de indisciplina.”
Adaptado de: <http://www.cartaeducacao.com.br/reportagens/o-que
-esta-por-tras-da-indisciplina-escolar/>. Acesso em: 27 jul. 2018.
O que as empresas estão fazendo para frear a
torrente de plásticos?
Diante das consequências inegáveis da poluição por plásticos, pessoas de todo o mundo estão rejeitando os produtos descartáveis e se comprometendo com estilos de vida mais sustentáveis. Os governos também estão atuando: mais de 50 países se uniram à campanha Mares Limpos da ONU Meio Ambiente, o maior movimento mundial de luta contra o lixo marinho. As empresas não podem ignorar esse protesto público. Muitas indústrias estão elaborando planos para eliminar os plásticos de uso único, utilizar mais plástico reciclado em suas embalagens e trabalhar em uma reciclagem mais efetiva.
A pressão não provém apenas dos consumidores. Segundo a agência Bloomberg, um grupo de 25 investidores, que administra mais de 1 trilhão de dólares em ativos, exigiu que Nestlé, PepsiCo, Procter & Gamble e Unilever reduzam seu uso de embalagens plásticas.
A solicitação, apoiada pela organização sem fins lucrativos As You Sow, pede que as empresas divulguem o uso anual de embalagens plásticas, estabeleçam metas de redução e facilitem a reciclagem e a transição para embalagens recicláveis, reutilizáveis ou compostáveis o mais rápido possível.
[...]
As empresas que usam plásticos claramente têm um papel fundamental a desempenhar para mudar essa dinâmica insustentável. A esperança é que esta nova realidade possa gerar inovação e oportunidades. Muitas empresas, grandes e pequenas, estão promovendo mudanças.[...] No marco do Dia Mundial do Meio Ambiente, a Volvo anunciou que, ao menos 25% dos plásticos utilizados em seus novos modelos de automóveis a partir de 2025, serão fabricados com materiais reciclados.
[...]
A Procter & Gamble, que fabrica o xampu Head & Shoulders, produziu no ano passado a primeira garrafa de xampu reciclável, fabricada com até 25% de plástico recuperado de praias. Além disso, comprometeu-se a fazer com que todas as suas embalagens sejam recicláveis ou reutilizáveis até 2030. Sua marca de detergente Fairy Liquid já produziu uma nova garrafa de plástico, feita com material 100% reciclado e 10% de lixo marinho plástico. As garrafas foram produzidas em associação com a empresa de soluções para resíduos de difícil reciclabilidade TerraCycle.
[...]
Alguns ativistas argumentam que, pelo fato de os objetivos de reciclagem serem voluntários, é necessária legislação para obrigar as empresas a usar plásticos de forma mais sustentável. Peter Skelton, que lidera o pacto por parte da organização de sustentabilidade WRAP, disse que a legislação é uma parte importante do quebra-cabeças e que o apoio do governo pode ser uma ferramenta poderosa, mas que não é a solução definitiva. [...] Uma forma na qual os governos poderão ajudar a explorar essa consciência corporativa seria oferecendo incentivos financeiros para as empresas que exploram alternativas ao plástico. O objetivo seria impulsionar a inovação empresarial.
Em um relatório recente, a ONU Meio Ambiente examinou o potencial de substituir os plásticos convencionais com uma gama de materiais naturais, como papel, algodão, madeira, algas e fungos, tecnologias alternativas e biopolímeros de nova geração, fabricados a partir de fontes de biomassa. Também destacou empresas, de multinacionais a pequenos empreendimentos, que estão inovando nesse campo.
[...]
O relatório concluiu que as empresas devem incluir a sustentabilidade em seus modelos comerciais, às vezes inspirando-se nas comunidades locais, para encontrar alternativas ao plástico disponíveis a partir de plantas e animais. A inovação, a pesquisa e o espírito empresarial são fundamentais. Sem dúvida, este é precisamente o domínio no qual devem brilhar as empresas líderes do mundo.
Adaptado de: <https://nacoesunidas.org/o-que-as-empresas-estao-fazendo-para-frear-a-torrente-de-plasticos>. Acesso em: 25 jul. 2018.
A família, a vizinhança e o esforço pessoal contam no resultado de cada aluno. Mas pesquisa após pesquisa mostra que um fator importa muito mais que os outros: o professor
Camila Guimarães
Pode parecer óbvia, mas a ligação entre a qualidade do professor e o que se aprende em sala de aula só foi estudada e comprovada nos últimos anos. As pesquisas mais recentes mostram que não há fator mais importante para o sucesso do aluno na escola e na vida adulta. É mais decisivo que o tamanho das redes de ensino, em que região do mundo estão, as diferenças socioeconômicas entre os estudantes, os gastos com a educação de cada país, se a escola tem ou não computador, se a família ajuda na lição de casa. Por isso, para elevar o nível da educação, deve-se colocar o professor sob o microscópio. “Como a escola é o lugar onde alunos ganham conhecimento, então o professor é chave para um aprendizado de sucesso”, afirma João Batista de Oliveira, doutor em pesquisa educacional e autor do livro Repensando a educação brasileira.
As pesquisas se preocuparam em medir a influência do professor entre crianças com o mesmo nível socioeconômico, na mesma escola e até na mesma série. Pesquisadores da Faculdade de Educação da Universidade Stanford descobriram que, enquanto o estudante com professor fraco aprende metade ou menos do que deveria no ano, aquele que tem bons professores aprende o equivalente a um ano a mais, e o que tem professores considerados excelentes, um ano e meio a mais. A mais recente pesquisa sobre o assunto, da Universidade Harvard, analisou duas décadas de desempenho de alunos e professores. Chegou à conclusão de que os alunos de classes com melhores professores ganham, ao longo da vida adulta, US$ 250 mil a mais.
Para além da academia, a vida real também mostra os efeitos positivos do bom professor. “O professor é o segredo das reformas bem-sucedidas de potências educacionais, como Finlândia, Polônia e Coreia”, afirma Amanda Ripley, autora do livro As crianças mais inteligentes do mundo. Ela viajou e acompanhou estudantes em cada um desses países para compreender o que fizeram. “São diferentes países, com diferentes culturas e tamanhos, com poucas coisas em comum. Uma delas é levar mais a sério a preparação dos professores para a sala de aula”, afirma.
Como tornar os professores melhores? Por onde começar? Há um consenso entre estudiosos e educadores: um bom começo é mudar a forma como recrutamos e formamos os futuros educadores. […] Todos os países que investiram para tornar a carreira mais atraente também tinham estratégias para melhorar a qualidade de quem já estava no sistema. No caso do Brasil, são 2 milhões de professores da educação básica. Um caminho comum é fazer uma avaliação periódica do professor, descobrir suas falhas e ajudá-lo a melhorar.
Os defensores da meritocracia afirmam que tratar professores bons e ruins da mesma forma espanta os jovens talentosos e desprestigia a carreira. Quem é contra menciona programas de bonificação sem efeito nenhum no resultado do aprendizado, como em alguns Estados americanos. “Sou contra avaliar professor para premiar os melhores”, diz Maria Izabel de Noronha, presidente do Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo, o maior da América Latina. “Para valorizar a carreira docente e avançar na qualidade do ensino, é preciso pagar salários maiores e melhorar as condições de trabalho do professor.”
As discordâncias são muitas, mas é possível chegar a um acordo. É preciso ir além das políticas de inclusão na escola e estabelecer um debate sobre qualidade de ensino e dos professores. Falta só começar.
Adaptado de:<https://epoca.globo.com/ideias/noticia/2014/11/o-bprofessorb-e-o-fator-que-mais-influencia-na-educacao-das-criancas.html>
Preencha as lacunas e assinale a alternativa correta.
O dia ___ dia dos alunos revela o que ___ pesquisas indicam ____ tempos: bons professores estimulam ___ aprendizagem.
Uma nova e preocupante evasão escolar
Camila Brandalise
A decisão de parar de estudar da auxiliar de limpeza Regina de Jesus Araújo, hoje, com 24 anos, deu-se por motivos econômicos. Há seis anos, quando ela morava com os pais, considerava ter uma estrutura de vida precária e preferiu se dedicar ao trabalho para conseguir se sustentar. Conciliar os estudos, naquela época, com 18 anos, não era viável. “Não tive incentivo nenhum para continuar na escola.” Hoje, mora sozinha e arca com as próprias contas. Para ter mais oportunidades profissionais, porém, percebeu que era preciso concluir a formação. E foi isso o que ela fez. Neste ano, cursa orgulhosa o primeiro ano do Ensino Médio em uma escola pública de São Paulo. “Quero ir para o ensino técnico. Gostaria de ser recepcionista porque gosto de trabalhar diretamente com as pessoas”, diz. É a tentativa de Regina para escapar de uma triste estatística, divulgada recentemente pelo Banco Mundial: 52% dos jovens brasileiros com idade entre 19 e 25 anos perderam o interesse pela escola e, por isso, correm o risco de ficar fora do mercado de trabalho. Parte dessa população simplesmente parou de estudar por necessidade financeira, como Regina havia feito, parte não consegue levar o colégio com o comprometimento que isso exige porque é obrigada a conciliar a atividade com trabalho informal, e um terceiro grupo encontra-se atrasado em relação à série adequada à idade. Abandonar a escola para ajudar no sustento da família não é novidade. O que preocupa nos dados do relatório do Banco Mundial é que a falta de interesse pelos estudos avança para camadas sociais em que a necessidade de gerar renda não é a maior pressão. Um em cada três brasileiros de 19 anos está hoje fora da escola.
O documento aponta outro dado alarmante: a falta de participação dos jovens na construção da economia vinha diminuindo desde 2004, mas, há quatro anos, a tendência sofreu uma reversão. Isso ocorreu principalmente por causa do aumento de pessoas que não estão nem estudando nem trabalhando (os chamados “nemnem”) e de jovens que estão desempregados ou em trabalhos informais. A justificativa imediata para o retrato tem a ver com o momento econômico atual do País, de crise financeira, desemprego e informalidade no trabalho. No entanto, há questões mais complexas por trás da situação. Segundo consenso entre educadores, é possível manter os jovens em sua formação escolar independentemente da condição econômica da nação. Para isso, o sistema educacional precisa mudar. É necessário que o currículo se modernize o suficiente para despertar e manter o interesse dos jovens contemporâneos.
Eixo estratégico
Há pelo país iniciativas que contemplam novos modelos. Sob a coordenação do Instituto Ayrton Senna, por exemplo, quinze escolas públicas de Santa Catarina adotaram mudanças importantes. “Estabelecemos um projeto de educação em tempo integral”, conta Ramos. Depois de um ano, a instituição comparou a taxa de abandono nesses colégios com as apresentadas por escolas do mesmo perfil socioeconômico. “O índice foi 50% menor”, informa o especialista.
A educação integral é uma das alternativas para envolver alunos, motivá-los a pesquisar e incitar a curiosidade, tornando o ensino atraente ao mesmo tempo em que desenvolve o potencial dos jovens. Nesse modelo, há ainda uma ênfase no desenvolvimento das chamadas competências socioemocionais, que trabalham habilidades fora da cartilha tradicional de ensino, como resiliência, empatia e liderança.
Disponível em: <https://istoe.com.br/uma-nova-e-preocupante-evasao-escolar/>. Acesso em: 26 jul. 2018.
TEXTO I
Enigma matemático indecifrável em prova para crianças viraliza
e gera polêmica na China
Alunos de uma escola primária na China foram surpreendidos com um problema matemático que os deixou bastante confusos. A perplexidade veio ao se depararem com a seguinte pergunta: “Se um barco transporta 26 ovelhas e 10 cabras, quantos anos tem o capitão?”.
O problema foi apresentado em uma prova para alunos de 11 anos de idade. E a questão, aparentemente impossível de ser respondida, não só virou tema de debate na escola, como também gerou polêmica nas redes sociais.
As diferentes tentativas de respondê-la geraram tanta discussão que autoridades chinesas precisaram explicar por que os educadores escolheram tal pergunta. A justificava foi de que o objetivo era estimular o “pensamento crítico” dos alunos.
A questão gerou muitas respostas curiosas, divertidas e até insólitas.
“O capitão tem que ter pelo menos 18 anos porque, para conduzir um barco, é preciso ser adulto”, respondeu um dos alunos.
Outro estudante fez questão de, ao menos, fazer uma conta: “Tem 36, porque 26+10 é 36 e o capitão queria que o número de animais fosse igual à idade dele”.
Mas houve quem preferiu a sinceridade: “A idade do capitão é... não sei. Não sou capaz de resolver esse problema.”
Críticas
Nas redes sociais, por sua vez, houve muitas críticas.
“Essa pergunta não tem sentido lógico. Por acaso o professor sabe a resposta?”, dizia um comentário na rede social chinesa Weibo.
“Se a escola tem 26 professores, 10 dos quais não estão pensando, que idade tem o diretor?”, comentou outro internauta.
Mas teve quem defendesse o colégio, cujo nome não foi divulgado, dizendo que a pergunta pode estimular o pensamento crítico das crianças.
“A ideia é fazer com que os alunos pensem, e (a questão) foi bem-sucedida nisso”, comentou outra pessoa.
“Essa pergunta faz com que as crianças tenham que explicar sua forma de pensar e deixa espaço para serem criativas. Deveríamos ter mais perguntas como essa”, argumentou um usuário.
Consciência crítica
O Departamento de Educação explicou, por meio de um comunicado, que a prova tinha a intenção de “avaliar consciência crítica e a habilidade para pensar com independência”.
“Algumas respostas mostram que os estudantes em nosso país precisam de pensamento crítico na área de matemática”, diz o comunicado.
O método tradicional chinês de educação enfatiza que alunos anotem e repitam o conteúdo ensinado. Trata-se de um sistema comumente criticado por não estimular o pensamento criativo.
As autoridades educacionais argumentam que as perguntas como a do barco “permitem a todos os alunos a desafiar os próprios limites e a pensar além”.
Nas redes sociais, houve quem tentou resolver o problema de forma elaborada. “
O peso total das 26 ovelhas e das 10 cabras é 7,7 mil quilos, considerando o peso médio de cada animal”, escreveu um internauta antes de completar o raciocínio: “Na China, é preciso ter uma licença que exige cinco anos de experiência (prévia) para se comandar um barco que tem mais de 5 mil quilos de carga. A idade mínima para conseguir essa licença é 23 anos, por isso o capitão tem pelo menos 28 anos”.
Mas as autoridades chinesas confirmaram que não existe uma resposta certa. BBC.
Disponível em:<http://bbc.in/2C8IkxO>
Releia o trecho a seguir.
“Tem 36, porque 26+10 é 36 e o capitão queria que o número de animais fosse igual à idade dele”
Em relação ao acento indicativo de crase, assinale a alternativa correta.
Nós e os brasileiros
Gostamos muito de falar dos brasileiros.
Alguns de nós,mais inclinados para a pureza,reclamamos muito por causa da suposta brasileirização da cultura portuguesa, a começar no excesso de telenovelas brasileiras (tópico na moda há uns anos, entretanto apagado por via duma dieta prolongada de novelas da TV) e a terminar no horror ao Acordo Ortográfico, para muitos uma cedência imperdoável da nossa alma linguística ao Brasil.
Outros de nós gostamos do Brasil porque nos dá uma sensação de grandeza, chamemos-lhe lusofonia ou a tal pátria que é a língua portuguesa. Sem o Brasil, a lusofonia seria uns pedacinhos de terra europeus e africanos. Quem gosta de sentir uma identidade mais misturada em direcção ao sul gosta muito do Brasil e não se importa com miscigenações culturais e linguísticas. Fica até aliviado, que isto da pureza cansa muito.
Há ainda quem misture um pouco as coisas e goste que os brasileiros falem a nossa língua, mas gostava mais se não tivessem esse desplante de a falar doutra maneira.
Para o mal e para o bem, o Brasil é uma das balizas da nossa identidade: pelo medo ou pelo fascínio, está bem presente nas discussões sobre o que é ser português.
Ora, para os brasileiros, somos pouco mais do que um povo europeu como os outros (que por obra do mero acaso lhes deu o nome à língua e aparece nos livros de história). Enfim, também lhes demos alguns imigrantes, umas boas anedotas e, agora, alguns actores desempoeirados. Pouco mais do que isso.
Os brasileiros conhecem Portugal, até têm avós transmontanos, mas estamos longe de ser uma das balizas da identidade brasileira. Somos uma curiosidade histórica.
A língua portuguesa é parte, claro, da identidade brasileira, mas sem que por isso os brasileiros sintam uma ligação especial ao longínquo país donde a língua veio (e donde vieram os brasileiros quase todos, claro). Para os brasileiros, o nome da língua é um pormenor: o importante é não ser a mesma língua dos vizinhos.
Em suma, o que para nós é um foco de tensão identitária, para eles não aquece nem arrefece. [...]
NEVES, Marco. Blog da Parábola Editorial.
Disponível em: <https://goo.gl/qWPdWy>.
Acesso em: 20 out 2017.
Releia o trecho a seguir.
“[...] que por obra do mero acaso lhes deu o nome à língua e aparece nos livros de história [...]”
Sobre o acento indicativo de crase nesse trecho, assinale as afirmativas a seguir.
I. É obrigatório.
II. Nessa acepção, o verbo “dar” é bitransitivo e rege o acento.
III. Ocorre devido à determinação do substantivo “língua”.
Estão corretas as afirmativas:
TEXTO I
Fim de ano
De boas intenções, o inferno e os fins de ano estão cheios.
De minha parte, costumo tomar decisões radicais que tornarão meus dias mais tranquilos e me permitirão conviver mais tempo com a família e os amigos, fazer as refeições na hora certa, dormir pelo menos seis horas por noite, atender menos doentes, passar menos horas em aeroportos e em viagens de ida e volta no mesmo dia para cidades a milhares de quilômetros de distância.
Houve um tempo em que colocava minha mulher a par desses bons propósitos. Anos atrás deixei de fazê-lo, menos pelo receio de faltar com a palavra empenhada, do que pela vergonha diante do descrédito visível no sorriso dela.
Nos anos 1960, assisti a uma mesa-redonda na faculdade de medicina, em que um grupo de professores da USP discutiu um tema candente naquela época: “O trabalho no ano 2000”.
Como os debatedores previam avanços tecnológicos e máquinas que fariam a maior parte do trabalho humano, a preocupação era o que fazer com o tempo ocioso dos trabalhadores do século 21, para combater a sensação de inutilidade que os levaria aos transtornos psiquiátricos e ao alcoolismo.
Não demorei para constatar o equívoco dessas e de outras previsões sobre o milênio que estamos vivendo. Aconteceu o oposto: a evolução da tecnologia só nos trouxe mais trabalho. Cada invenção incorporada tornou mais escassas nossas horas de lazer.
No fim dos anos 1980, durante um estágio hospitalar nos Estados Unidos, vi um aparelho de fax. Fiquei maravilhado. Um relatório médico enviado de Los Angeles chegava a Nova York num passe de mágica. Assim que pude, comprei um aparelho e instalei-o em casa.
Em poucas semanas, a sala foi invadida por rolos de papel que jorravam da máquina feito cachoeira, com os resultados de exames encaminhados pelos laboratórios de análises. Fui obrigado a acordar mais cedo para dar conta deles.
Depois, vieram o computador, a internet e o e-mail, invenções inacreditáveis que aposentaram as máquinas de escrever, revolucionaram o acesso às informações e condenaram o fax à obsolescência. Mas, quem poderia imaginar que o e-mail se tornaria o flagelo estressante da vida atual?
Então, Lúcifer, o anjo decaído que a tudo assiste em sua tarefa cotidiana de atazanar mulheres e homens, inventou o celular.
Era do tamanho de um sapato 45, mas fiquei maravilhado outra vez. Adeus ao Bip e ao bolso cheio de moedas para ir atrás dos telefones públicos quando ele tocava.
O sucesso da invenção animou a indústria a produzir modelos cada vez mais compactos, de modo a facilitar o transporte para todos os cantos, junto ao corpo do usuário.
Então, Satanás que a tudo continuava a assistir, criou uma armadilha mais maligna do que o próprio inferno: a tela do celular. Achei o máximo, agora tinha o mundo em minhas mãos: WhatsApp, Facebook, Youtube, Instagram e o diabo que o carregue.
Inadvertido, caí nas garras do Cão. A pessoa me manda um e-mail e transfere para mim o problema dela. Como não há necessidade de chegar até um computador para responder, em dez minutos ela me envia um WhatsApp: “Você não viu meu e-mail?”. Inútil fingir que não recebi a mensagem, ela verá os dois risquinhos na tela.
Aí, um desocupado me inclui num grupo. Para não magoar os demais participantes, fico sem graça de sair. Resultado: meus dias são povoados por gatinhos cafonas dando bom dia, paisagens idílicas musicadas, pensamentos dignos dos calendários seicho-no-iê, piadas cretinas, maledicências e boatos absurdos apregoados como verdade universal.
Essa balbúrdia cibernética acelera e estressa o dia a dia, mas aumenta a eficiência no trabalho. Por essa razão, é fácil prever que os próximos avanços tecnológicos servirão para nos fazer trabalhar mais, cada vez mais, numa espiral enlouquecida que nos roubará o resto do lazer que ainda desfrutamos.
Em compensação, dirá você, caríssimo leitor, hoje somos muito mais competentes. É verdade. Eu seria incapaz de cumprir a metade dos compromissos que assumi. Teria deixado de fazer trabalhos e de viver momentos que me trouxeram realização pessoal, alegria e felicidade. Apesar dos pesares, viva o futuro.
VARELLA, Drauzio. Drauzio Varella.
Disponível em:<https://goo.gl/QmDE86>
Releia o trecho a seguir.
“Depois, vieram o computador, a internet e o e-mail, invenções inacreditáveis que aposentaram as máquinas de escrever, revolucionaram o acesso às informações e condenaram o fax à obsolescência.”
Analise as afirmativas a seguir.
I. Em ambos os casos, o acento indicativo de crase é obrigatório.
II. Em um dos casos, o acento é regido por um verbo e, no outro, por um substantivo.
III. O verbo que rege um dos acentos é bitransitivo.
Estão corretas as afirmativas
Ryan Gosling é uma arma poderosa para o
feminismo
Pesquisadores da Universidade de Saskatchewan, no Canadá, expuseram 69 mulheres e 30 homens a imagens do galã hollywoodiano – e também canadense – Ryan Gosling.
Metade do grupo visualizou meras fotos do bonitão – este era o grupo de controle. Os outros 50% viram as mesmas imagens em forma de meme. E o conteúdo era específico: mensagens de cunho feminista – ou, no mínimo, que apresentassem a ideia de igualdade entre os gêneros.
Depois, todos fizeram um teste com perguntas sobre como se identificam (ou não) com valores feministas.No grupo exposto aos memes, com Gosling de pano de fundo, os homens apresentaram mais aceitação a ideias de igualdade entre gêneros do que os do grupo de controle – entre as mulheres, os índices foram similares nos dois grupos.
O que essa esdrúxula pesquisa quer dizer? Em termos absolutos, nada, já que a amostragem é minúscula e o método, altamente questionável – o grupo de controle poderia ter sido exposto a frases feministas sem uma imagem associada em vez de apenas observar fotos do galã, por exemplo. Mas os resultados fornecem pistas instigantes sobre como os homens assumem suas normas de conduta sociais.
Se frases feministas associadas à imagem de Ryan Gosling influenciaram homens a se identificar mais do que outros com a igualdade de gêneros, uma hipótese que se levanta é a de que, no ambiente masculino, a aprovação dos pares seja fator determinante para que uma ideia seja aceita. Ou seja, em tese, um conceito que seja validado por um homem “modelo” conta mais para a reflexão sobre uma determinada conduta do que a simples exposição à mesma ideia. A suposta falta de empatia com outro gênero seria superada pela associação de valores igualitários a uma figura que os homens aprovam e aspiram ser.
Assim, por mais exótica e anedótica que a pesquisa seja, ela pode servir como inspiração a iniciativas que transmitam ideias não costumeiramente aceitas pelos homens. E isso vai desde a noção de que mulheres podem ter tanto protagonismo e liderança quanto homens e até de que é legítimo que homens interrompam atos de violência contra mulheres – pesquisas apontam que homens têm uma noção de que seus pares se incomodam menos com esse tipo de comportamento abusivo do que realmente se importam, diminuindo a iniciativa diante dessas situações.
JOKURA, Tiago. SuperInteressante.
Disponível em: <https://abr.ai/2GxlvGz>.
Acesso em: 4 abr. 2018 (Adaptação).
Releia o trecho a seguir.
“Se frases feministas associadas à imagem de Ryan Gosling influenciaram homens a se identificar mais do que outros [...]”
O acento indicativo de crase nesse trecho
TEXTO I
Vamos estudar banto?
O destaque que as práticas religiosas de matriz iorubana adquiriram na cultura brasileira, especialmente na baiana, teve como consequência um desequilíbrio no interesse pelas línguas africanas que deram sua contribuição à formação do português brasileiro. Ocorreu uma supervalorização do iorubá e uma quase invisibilização das línguas do grupo banto (quimbundo, quicongo e umbundo), que tiveram um impacto muito mais profundo na nossa língua. Muitas pessoas, em busca das raízes africanas da nossa formação social e cultural, ou em busca de suas próprias raízes étnicas, se dedicam ao estudo do iorubá, considerado como o componente principal dessas raízes.
Aconteceu com as línguas africanas algo parecido com o que aconteceu com as línguas indígenas no nosso imaginário: muitas pessoas acreditam que a única língua falada pelos habitantes mais antigos do Brasil era o “tupiguarani” (uma língua que nunca existiu, aliás, porque o termo tupi-guarani se aplica a uma família de línguas e não a uma língua única). Ora, até hoje, depois de séculos de genocídio sistemático, sobrevivem mais de 180 línguas indígenas, agrupadas em diferentes troncos linguísticos, tão diferentes entre si quanto o português e o japonês, por exemplo. Na verdade, calcula-se em mais de mil o número de línguas faladas pelos índios no momento da invasão portuguesa. [...]
BAGNO, Marcos. Blog da Parábola Editorial. Disponível em:
<https://bit.ly/2LuPvS6>. Acesso em: 24 maio 2018
(Fragmento adaptado).
Releia o trecho a seguir.
“[...] línguas africanas que deram sua contribuição à formação do português brasileiro.”
Em relação ao acento indicativo de crase nesse trecho, assinale a alternativa incorreta.
Uma obra de arte nos leva ____ querer discutir sobre _____ questões presentes nela, porque vêm _____ tona realidades muitas vezes próximas _____ pessoas.
CELULARES CAUSAM CÂNCER?
UMA ANÁLISE SOBRE COMO A MÍDIA TRATA
QUESTÕES DE RISCO À SAÚDE
30/03/2015 - 09H03 - POR CARLOS ORSI
Neste mês, um colunista de informática do New York Times, Nick Bilton, escreveu um artigo sobre computadores “vestíveis” – equipamentos de informática integrados ao vestuário, como o Google Glass ou o Apple Watch – sugerindo que o uso desses acessórios, principalmente quando ligados a redes sem fio ou de telefonia celular, poderia representar um risco de câncer comparável ao trazido pela fumaça de cigarro.
A tese de Bilton era de que, como existem pesquisas indicando que o uso de celular junto ao ouvido pode causar câncer de cérebro, seria lógico supor que usar o mesmo tipo de tecnologia junto a outras partes do corpo, como os olhos ou a pele, também não seria seguro. Três dias depois de publicar a coluna, no entanto, o jornal se viu constrangido a fazer uma retratação registrando o seguinte:
“Nenhum estudo epidemiológico ou de laboratório jamais encontrou evidência confiável de tais riscos [ligando celulares a câncer], e não há nenhuma teoria amplamente aceita de como eles poderiam surgir. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), ‘até o momento, não se estabeleceu nenhum efeito de saúde adverso associado ao uso de telefones móveis’ [...]”.
Essa nota de retificação [...] gera uma questão espinhosa: como o jornalista do Times pôde se enganar tanto? A resposta é instrutiva e nos ensina algo sobre como a mídia em geral tende a tratar questões de risco à saúde.
A primeira coisa a notar é que, em princípio, não faz sequer sentido imaginar que celulares possam causar câncer: as ondas eletromagnéticas que usam para transmitir e receber sinal não têm energia suficiente para penetrar no núcleo das células e alterar seu DNA: de fato, os raios do Sol são mais potentes (e perigosos). Mas, até aí, seguro morreu de velho, e diversos grupos de pesquisadores se dedicaram a estudar o assunto.
A nota de retificação fala que “não há evidência convincente”. A palavra-chave aí é “convincente”. Como explica o oncologista americano David Gorski [...], existe, fundamentalmente, um só grupo de cientistas que afirma ter encontrado repetidas provas estatísticas de uma ligação entre os equipamentos e a doença. [...]
A comunidade científica, em geral, e os órgãos responsáveis pela saúde pública, em particular, tendem a se guiar, corretamente, pela evidência preponderante – no caso, de que não há perigo – e não por resultados isolados. Mas o jornalismo costuma dar mais atenção aos sinais de alerta, e a desconfiar das comunicações tranquilizadoras, principalmente quando essas últimas parecem servir a interesses econômicos (no caso, dos fabricantes de celular).
Trata-se de uma atitude que costuma ser interpretada, no meio, como sinal de “saudável senso crítico”. Mas a verdade é que, sem analisar os detalhes técnicos e evitando dar o devido peso ao mérito próprio de cada afirmação, desconfiar de tudo é uma atitude tão ingênua quanto acreditar em tudo. [...]
Para finalizar, uma notícia que não vi ninguém dando com destaque aqui no Brasil: um estudo realizado na Nova Zelândia, divulgado em fevereiro, encontrou uma relação entre o uso de celular e a redução no número de casos de câncer de cérebro no país! [...] Isso quer dizer que a radiação do celular evita câncer? Mata as células malignas? Muito provavelmente, não. Existe, afinal, uma coisa chamada coincidência – e é por isso que estudos isolados têm de ser olhados com alguma reserva, quer tenham conclusões boas ou más.
Fonte: http://revistagalileu.globo.com/blogs/olhar-cetico/noticia/2015/03/celulares-causam-cancer-uma-analise-sobre-como-mi-dia-trata-questoes-de-risco-saude.html