Foram encontradas 92.181 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q4303985 Português

Leia o texto a seguir.


Imagem associada para resolução da questão



Disponível em: https://www.facebook.com/FloripaMilGrau/photos/d41d8cd9/9115385481740 64/ . Acesso em: 6 jul. 2026.



O efeito cômico da situação decorre da forma inusitada como o menino compreende o aviso da loja. Essa compreensão equivocada é gerada pela

Alternativas
Q4303984 Português

Leia o texto a seguir.


Imagem associada para resolução da questão



Disponível em: https://sisq.elitecampinas.com.br/GabaritoVestibulares/VisualizarQuestaoLi sta?id_questao_lista=150923&vestibular=unifesp&ano=2012&prova_vestib ular_id=10930. Acesso em: 6 jul. 2026.



Considerando a situação comunicativa representada, o malentendido retratado na charge decorre de uma diferença de pronúncia entre as formas “Wirso” e “Wilson”, fenômeno que se classifica como variação linguística de natureza

Alternativas
Q4303983 Português

Leia o texto a seguir.


Eterno


Carlos Drummond de Andrade


Eterno

E como ficou chato ser moderno.

Agora serei eterno.

Eterno! Eterno!

O Padre Eterno,

a vida eterna,

o fogo eterno.

(Le silence éternel de ces espaces infinis m’effraie.)

— O que é eterno, Yayá Lindinha?

— Ingrato! é o amor que te tenho.

Eternalidade eternite eternaltivamente

eternuávamos

eternissíssimo

A cada instante se criam novas categorias do eterno.

Eterna é a flor que se fana

se soube florir

é o menino recém-nascido

antes que lhe deem nome

e lhe comuniquem o sentimento do efêmero

é o gesto de enlaçar e beijar

na visita do amor às almas

eterno é tudo aquilo que vive uma fração de segundo

mas com tamanha intensidade que se petrifica e nenhuma

[força o resgata

é minha mãe em mim que a estou pensando

de tanto que a perdi de não pensá-la

é o que se pensa em nós se estamos loucos

é tudo que passou, porque passou

é tudo que não passa, pois não houve

eternas as palavras, eternos os pensamentos; e

[passageiras as obras.

Eterno, mas até quando? é esse marulho em nós de um

[mar profundo.

Naufragamos sem praia; e na solidão dos botos

[afundamos.

É tentação a vertigem; e também a pirueta dos ébrios.

Eternos! Eternos, miseravelmente.

O relógio no pulso é nosso confidente.

Mas eu não quero ser senão eterno.

Que os séculos apodreçam e não reste mais do que uma

[essência

ou nem isso.

E que eu desapareça mas fique este chão varrido onde

[pousou uma sombra

e que não fique o chão nem fique a sombra

mas que a precisão urgente de ser eterno bóie como uma

[esponja no caos

e entre oceanos de nada

gere um ritmo.


Carlos Drummond de Andrade. Eterno. In.: Fazendeiro do ar. 15. ed. Rio de Janeiro: Record, 2023.


No poema, o autor cria novas palavras a partir de uma base, como em “eternuávamos, eternissíssimo, eternite e eternaltivamente”. Trata-se de formação de palavras resultante do processo concebido como derivação


Alternativas
Q4303982 Português
Texto 2


Medo da eternidade

Clarice Lispector


Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade.
Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas. Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou:
— Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira.
— Como não acaba? — Parei um instante na rua, perplexa.
— Não acaba nunca, e pronto. — Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só para fazêla durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o mundo impossível do qual já começara a me dar conta.
Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca.
— E agora que é que eu faço? — perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver.
— Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários.
— Perder a eternidade? Nunca.
O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola.
— Acabou-se o docinho. E agora?
— Agora mastigue para sempre.
Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da ideia de eternidade ou de infinito. Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar.
Até que não suportei mais, e, atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia.
— Olha só o que me aconteceu! — disse eu em fingidos espanto e tristeza. — Agora não posso mastigar mais! A bala acabou!
— Já lhe disse — repetiu minha irmã — que ela não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá.
Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra da boca por acaso.
Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.


Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/5889/medo-daeternidade. Acesso em: 6 jul. 2026.
Considerando a forma como a narrativa articula o episódio vivido e as sensações que ele desperta, a ideia central que se depreende do texto é a de que o(a)
Alternativas
Q4303981 Português
Texto 2


Medo da eternidade

Clarice Lispector


Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade.
Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas. Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou:
— Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira.
— Como não acaba? — Parei um instante na rua, perplexa.
— Não acaba nunca, e pronto. — Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só para fazêla durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o mundo impossível do qual já começara a me dar conta.
Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca.
— E agora que é que eu faço? — perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver.
— Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários.
— Perder a eternidade? Nunca.
O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola.
— Acabou-se o docinho. E agora?
— Agora mastigue para sempre.
Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da ideia de eternidade ou de infinito. Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar.
Até que não suportei mais, e, atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia.
— Olha só o que me aconteceu! — disse eu em fingidos espanto e tristeza. — Agora não posso mastigar mais! A bala acabou!
— Já lhe disse — repetiu minha irmã — que ela não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá.
Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra da boca por acaso.
Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.


Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/5889/medo-daeternidade. Acesso em: 6 jul. 2026.
O texto se constrói a partir de uma lembrança de infância, aparentemente banal, para conduzir o leitor a uma experiência de sentido que ultrapassa o episódio narrado. Considerando a articulação entre o relato pessoal e os efeitos de sentido que o texto produz, e considerando as marcas linguísticas do texto, a função comunicativa desse texto é
Alternativas
Q4303980 Português
Texto 1


Em defesa da comida de verdade

Com base em pesquisas sobre saúde e nutrição, foram anunciadas diretrizes alimentares que tratam como venenos os ultraprocessados e os açúcares adicionados.


Quando se fala em alimentação de qualidade, que promova a manutenção da saúde, não tem muito jeito de contrariar a sabedoria popular nem aqueles conhecimentos passados de pais para filhos. Dar preferência a comidas de verdade, descascar mais e desembalar menos podem ser entendidas como as principais práticas das refeições saudáveis.
E isso até mesmo nos Estados Unidos, tradicionalmente conhecidos como “a terra do fast-food” devido ao estilo de vida ligado à comida calórica e rica em gorduras hidrogenadas, açúcar e sódio. O país anunciou nesta semana um novo conjunto de diretrizes alimentares que, com base em pesquisas sobre saúde e nutrição, tratam os ultraprocessados e os açúcares adicionados como venenos.
Entre as principais recomendações está a de reduzir drasticamente a ingestão de carboidratos refinados altamente processados, alimentos como pão branco, tortilhas com farinha refinada e biscoitos salgados – justamente o que se desembala. Ainda foi elevado o rigor em relação ao consumo de açúcares adicionados, que deve ser feito somente por crianças com 10 anos ou mais – a referência, até então, eram os 2 anos. A recomendação é evitar bebidas açucaradas.
As novas diretrizes alimentares destacam também a importância de dar prioridade à ingestão de frutas, vegetais e proteínas, de fontes animais, como carne vermelha, aves, frutos do mar, ovos e laticínios; e vegetais, aquilo que se descasca, como leguminosas, nozes, sojas e sementes. Isso, lá nos Estados Unidos, que têm uma das mais altas taxas de obesidade e diabetes 2 do mundo desenvolvido.
Por aqui, uma nação ainda em desenvolvimento, as contradições são enormes também quando falamos de alimentação de qualidade – enquanto 600 mil crianças passam fome, 400 mil enfrentam obesidade. Crianças e adolescentes consomem mais ultraprocessados, presentes entre 77% e 89% no padrão alimentar de menores, do que verduras e legumes (de 64% a 73%), mostrou estudo recente da USP.
Ou seja, o Brasil está na contramão do que é saudável e, por isso, também precisa desembalar menos e descascar mais para comer melhor.


Editorial “O Tempo”. Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/editorial/2026/1/9/em-defesa-da-comidade-verdade. Acesso em: 6 jul. 2026. 
Na construção do texto, o autor mobiliza diferentes estratégias argumentativas para sustentar a tese defendida. No trecho “Por aqui, uma nação ainda em desenvolvimento, as contradições são enormes também quando falamos de alimentação de qualidade – enquanto 600 mil crianças passam fome, 400 mil enfrentam obesidade. Crianças e adolescentes consomem mais ultraprocessados, presentes entre 77% e 89% no padrão alimentar de menores, do que verduras e legumes (de 64% a 73%), mostrou estudo recente da USP.”, depreende-se que o tipo de argumento que predomina é o de 
Alternativas
Q4303979 Português
Texto 1


Em defesa da comida de verdade

Com base em pesquisas sobre saúde e nutrição, foram anunciadas diretrizes alimentares que tratam como venenos os ultraprocessados e os açúcares adicionados.


Quando se fala em alimentação de qualidade, que promova a manutenção da saúde, não tem muito jeito de contrariar a sabedoria popular nem aqueles conhecimentos passados de pais para filhos. Dar preferência a comidas de verdade, descascar mais e desembalar menos podem ser entendidas como as principais práticas das refeições saudáveis.
E isso até mesmo nos Estados Unidos, tradicionalmente conhecidos como “a terra do fast-food” devido ao estilo de vida ligado à comida calórica e rica em gorduras hidrogenadas, açúcar e sódio. O país anunciou nesta semana um novo conjunto de diretrizes alimentares que, com base em pesquisas sobre saúde e nutrição, tratam os ultraprocessados e os açúcares adicionados como venenos.
Entre as principais recomendações está a de reduzir drasticamente a ingestão de carboidratos refinados altamente processados, alimentos como pão branco, tortilhas com farinha refinada e biscoitos salgados – justamente o que se desembala. Ainda foi elevado o rigor em relação ao consumo de açúcares adicionados, que deve ser feito somente por crianças com 10 anos ou mais – a referência, até então, eram os 2 anos. A recomendação é evitar bebidas açucaradas.
As novas diretrizes alimentares destacam também a importância de dar prioridade à ingestão de frutas, vegetais e proteínas, de fontes animais, como carne vermelha, aves, frutos do mar, ovos e laticínios; e vegetais, aquilo que se descasca, como leguminosas, nozes, sojas e sementes. Isso, lá nos Estados Unidos, que têm uma das mais altas taxas de obesidade e diabetes 2 do mundo desenvolvido.
Por aqui, uma nação ainda em desenvolvimento, as contradições são enormes também quando falamos de alimentação de qualidade – enquanto 600 mil crianças passam fome, 400 mil enfrentam obesidade. Crianças e adolescentes consomem mais ultraprocessados, presentes entre 77% e 89% no padrão alimentar de menores, do que verduras e legumes (de 64% a 73%), mostrou estudo recente da USP.
Ou seja, o Brasil está na contramão do que é saudável e, por isso, também precisa desembalar menos e descascar mais para comer melhor.


Editorial “O Tempo”. Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/editorial/2026/1/9/em-defesa-da-comidade-verdade. Acesso em: 6 jul. 2026. 
O editorial é um gênero que circula no âmbito da esfera jornalística. Considerando as marcas linguísticas do texto, a característica que marca o gênero é a
Alternativas
Q4303648 Português
Assinale a alternativa que NÃO apresenta desvio de ortografia, pontuação ou gramática, considerando a norma culta da língua escrita.
Alternativas
Q4303647 Português

Considere o fragmento a seguir para a questão:


Os modelos familiares ao longo da história foram se alterando por diversos motivos socioculturais. Perceber essas mudanças é de extrema importância para compreender os modelos atuais de família. Inicialmente a família não se importava com seus filhos, eram apenas frutos de uma relação sexual; contudo, a criança acaba marcando seu espaço, e a família passa por uma reestruturação. Ao olhar para esta criança, a família se reinventa e se assenta num modelo aristocrático, onde o pai é o provedor. Com a industrialização, a família passa por outras alterações e aí se reestrutura de forma a privilegiar a privacidade e formas sociais de convivência em massa. Com a emancipação da mulher, um novo cenário se instala, e a família tenta encontrar seu modelo, pois, com a autonomia feminina, o pai perde sua autoridade, e o modelo tradicional de pai, mães e filhos dá lugar a uma verdadeira desordem de estrutura, na qual a vivência dos desejos individuais é evidenciada. E, frente a esse panorama, o conceito de família fica frágil, e generalizá-lo é impossível.


Fonte: https://revistaft.com.br/o-modelo-familiar-nos-dias-atuais-uma-releitura-do-conceito-de-familia/ (adaptado)

Assinale a alternativa que apresenta uma análise correta a respeito do emprego repetitivo da palavra “família”. 
Alternativas
Q4303646 Português

Considere o fragmento a seguir para a questão:


Os modelos familiares ao longo da história foram se alterando por diversos motivos socioculturais. Perceber essas mudanças é de extrema importância para compreender os modelos atuais de família. Inicialmente a família não se importava com seus filhos, eram apenas frutos de uma relação sexual; contudo, a criança acaba marcando seu espaço, e a família passa por uma reestruturação. Ao olhar para esta criança, a família se reinventa e se assenta num modelo aristocrático, onde o pai é o provedor. Com a industrialização, a família passa por outras alterações e aí se reestrutura de forma a privilegiar a privacidade e formas sociais de convivência em massa. Com a emancipação da mulher, um novo cenário se instala, e a família tenta encontrar seu modelo, pois, com a autonomia feminina, o pai perde sua autoridade, e o modelo tradicional de pai, mães e filhos dá lugar a uma verdadeira desordem de estrutura, na qual a vivência dos desejos individuais é evidenciada. E, frente a esse panorama, o conceito de família fica frágil, e generalizá-lo é impossível.


Fonte: https://revistaft.com.br/o-modelo-familiar-nos-dias-atuais-uma-releitura-do-conceito-de-familia/ (adaptado)

Assinale a alternativa que apresenta uma análise correta.
Alternativas
Q4303645 Português

Considere o fragmento a seguir para a questão:


Os modelos familiares ao longo da história foram se alterando por diversos motivos socioculturais. Perceber essas mudanças é de extrema importância para compreender os modelos atuais de família. Inicialmente a família não se importava com seus filhos, eram apenas frutos de uma relação sexual; contudo, a criança acaba marcando seu espaço, e a família passa por uma reestruturação. Ao olhar para esta criança, a família se reinventa e se assenta num modelo aristocrático, onde o pai é o provedor. Com a industrialização, a família passa por outras alterações e aí se reestrutura de forma a privilegiar a privacidade e formas sociais de convivência em massa. Com a emancipação da mulher, um novo cenário se instala, e a família tenta encontrar seu modelo, pois, com a autonomia feminina, o pai perde sua autoridade, e o modelo tradicional de pai, mães e filhos dá lugar a uma verdadeira desordem de estrutura, na qual a vivência dos desejos individuais é evidenciada. E, frente a esse panorama, o conceito de família fica frágil, e generalizá-lo é impossível.


Fonte: https://revistaft.com.br/o-modelo-familiar-nos-dias-atuais-uma-releitura-do-conceito-de-familia/ (adaptado)

Assinale a alternativa que apresenta uma análise correta do fragmento de texto acima. 
Alternativas
Q4303644 Português

Considere o fragmento a seguir para a questão:


Os modelos familiares ao longo da história foram se alterando por diversos motivos socioculturais. Perceber essas mudanças é de extrema importância para compreender os modelos atuais de família. Inicialmente a família não se importava com seus filhos, eram apenas frutos de uma relação sexual; contudo, a criança acaba marcando seu espaço, e a família passa por uma reestruturação. Ao olhar para esta criança, a família se reinventa e se assenta num modelo aristocrático, onde o pai é o provedor. Com a industrialização, a família passa por outras alterações e aí se reestrutura de forma a privilegiar a privacidade e formas sociais de convivência em massa. Com a emancipação da mulher, um novo cenário se instala, e a família tenta encontrar seu modelo, pois, com a autonomia feminina, o pai perde sua autoridade, e o modelo tradicional de pai, mães e filhos dá lugar a uma verdadeira desordem de estrutura, na qual a vivência dos desejos individuais é evidenciada. E, frente a esse panorama, o conceito de família fica frágil, e generalizá-lo é impossível.


Fonte: https://revistaft.com.br/o-modelo-familiar-nos-dias-atuais-uma-releitura-do-conceito-de-familia/ (adaptado)

Assinale a alternativa que apresenta uma análise correta do fragmento de texto acima.
Alternativas
Q4303631 Português
"Não sei ____________ ela não foi à reunião ontem.” A palavra que completa corretamente a frase é: 
Alternativas
Q4303629 Português

ATENTE para a charge a seguir.


 Captura_de tela 2026-09-15 133300.jpg (245×232)


A frase que JUSTIFICA a regra do NÃO emprego da crase demonstrada na charge é: 

Alternativas
Q4303626 Português

A Casa do Silêncio


    O menino descobriu cedo que a janela era maior que o mundo.  


    Por ela, via nuvens que se inventavam de animais, de barcos, de gigantes. O céu lhe contava histórias que ninguém mais parecia ouvir.


    A mãe, sempre apressada, dizia: 


    — Menino, larga essa janela, o mundo não se cabe aí!


    Mas o menino sabia que a mãe se enganava. A janela era feita de silêncio, e no silêncio cabia tudo.  


    Quando o vento brincava com a cortina, ele acreditava que o tempo queria entrar. Estendia a mão, mas o tempo nunca se deixava segurar. 


    O pai, atrás do jornal, ria da distração do filho:


    — Esse menino não vai crescer se viver de olhar o nada. 


    Mas o menino entendia que o nada era cheio de segredos.


    Certa manhã, um pássaro pousou no fio. O bico aberto parecia uma palavra que não queria nascer. 


E o menino aprendeu, sem professor algum, que nem todo canto precisava de som.


    Anos se passaram.


    Já homem, voltou à casa.  


    A janela estava menor, o vidro um pouco embaçado, a cortina cansada de tanto vento. Mas, ao abri-la, o mesmo pássaro — ou outro que o destino escolheu — pousava ali, silencioso. 


    O homem sorriu.


    Percebeu, então, que não era ele quem olhava o mundo pela janela.


    Era a janela que, desde sempre, olhava dentro dele. 


                              (TORRES, Samuel – Bartolomeu C. Queiroz na escrita jovem – Ed. Literíssima; p.30) 

O trecho do texto que APRESENTA uma expressão indicando um modalizador circunstancial de tempo está em: 

Alternativas
Q4303593 Português
No que se refere ao acento, uma das palavras a seguir deve ser acentuada. 
Alternativas
Q4303592 Português
Todas as palavras são substantivos abstratos em:
Alternativas
Q4303589 Português

ATENTE para a charge a seguir.


A frase que JUSTIFICA a regra do NÃO emprego da crase demonstrada na charge é: 
Alternativas
Q4303588 Português

A Casa do Silêncio


    O menino descobriu cedo que a janela era maior que o mundo.  


    Por ela, via nuvens que se inventavam de animais, de barcos, de gigantes. O céu lhe contava histórias que ninguém mais parecia ouvir.


    A mãe, sempre apressada, dizia: 


    — Menino, larga essa janela, o mundo não se cabe aí!


    Mas o menino sabia que a mãe se enganava. A janela era feita de silêncio, e no silêncio cabia tudo.  


    Quando o vento brincava com a cortina, ele acreditava que o tempo queria entrar. Estendia a mão, mas o tempo nunca se deixava segurar. 


    O pai, atrás do jornal, ria da distração do filho:


    — Esse menino não vai crescer se viver de olhar o nada. 


    Mas o menino entendia que o nada era cheio de segredos.


    Certa manhã, um pássaro pousou no fio. O bico aberto parecia uma palavra que não queria nascer. 


E o menino aprendeu, sem professor algum, que nem todo canto precisava de som.


    Anos se passaram.


    Já homem, voltou à casa.  


    A janela estava menor, o vidro um pouco embaçado, a cortina cansada de tanto vento. Mas, ao abri-la, o mesmo pássaro — ou outro que o destino escolheu — pousava ali, silencioso. 


    O homem sorriu.


    Percebeu, então, que não era ele quem olhava o mundo pela janela.


    Era a janela que, desde sempre, olhava dentro dele. 


(TORRES, Samuel – Bartolomeu C. Queiroz na escrita jovem – Ed. Literíssima; p.30)

Das palavras retiradas do texto, aquela em que o número de letras é SUPERIOR ao número de fonemas é: 
Alternativas
Q4303587 Português

A Casa do Silêncio


    O menino descobriu cedo que a janela era maior que o mundo.  


    Por ela, via nuvens que se inventavam de animais, de barcos, de gigantes. O céu lhe contava histórias que ninguém mais parecia ouvir.


    A mãe, sempre apressada, dizia: 


    — Menino, larga essa janela, o mundo não se cabe aí!


    Mas o menino sabia que a mãe se enganava. A janela era feita de silêncio, e no silêncio cabia tudo.  


    Quando o vento brincava com a cortina, ele acreditava que o tempo queria entrar. Estendia a mão, mas o tempo nunca se deixava segurar. 


    O pai, atrás do jornal, ria da distração do filho:


    — Esse menino não vai crescer se viver de olhar o nada. 


    Mas o menino entendia que o nada era cheio de segredos.


    Certa manhã, um pássaro pousou no fio. O bico aberto parecia uma palavra que não queria nascer. 


E o menino aprendeu, sem professor algum, que nem todo canto precisava de som.


    Anos se passaram.


    Já homem, voltou à casa.  


    A janela estava menor, o vidro um pouco embaçado, a cortina cansada de tanto vento. Mas, ao abri-la, o mesmo pássaro — ou outro que o destino escolheu — pousava ali, silencioso. 


    O homem sorriu.


    Percebeu, então, que não era ele quem olhava o mundo pela janela.


    Era a janela que, desde sempre, olhava dentro dele. 


(TORRES, Samuel – Bartolomeu C. Queiroz na escrita jovem – Ed. Literíssima; p.30)

“Quando o vento brincava com a cortina, ele acreditava que o tempo queria entrar.” A oração destacada EXPRIME em relação à posposta, uma: 
Alternativas
Respostas
601: A
602: B
603: C
604: D
605: B
606: C
607: A
608: B
609: A
610: A
611: D
612: C
613: A
614: C
615: D
616: D
617: C
618: C
619: B
620: A