Questões de Concurso Sobre crase em português

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Q2721992 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


As máquinas inteligentes e suas regras


01---------Em 1950, o cientista Alan Turing (1912-1954) criava um experimento que entraria para a

02--história. No famoso Teste de Turing, descrito no artigo Computing Machinery and Intelligence, o

03--britânico propunha que um computador e um humano respondessem ____ mesmas perguntas.

04--Caso o interrogador não conseguisse diferenciá-los, a máquina passava no teste, provando a sua

05--inteligência. Com sua validade questionada pela comunidade científica de hoje, o experimento

06--trouxe ____ tona uma indagação perturbadora: a máquina superará o ser humano? Passadas

07--mais de cinco décadas, a questão ainda ressoa na esfera pública, principalmente devido à

08--automação de atividades cotidianas, do transporte ao cuidado de idosos e crianças.

09---------Entu__iasta dos avanços tecnológicos, o docente do Instituto de Informática da

10--Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Edson Prestes, defende que a revolução robótica em

11--curso trará muitos benefícios. Porém, a sociedade civil precisa estar atenta, zelando pela

12--manutenção dos direitos humanos. É consenso que robôs coe__istirão com os homens nos mais

13--variados ambientes, com as mais variadas funções. Eles impactarão certamente as nossas vidas.

14--A questão que é necessária responder é: de que forma? Se desenvolvermos robôs sem qualquer

15noção ética, certamente o impacto será negativo, ressalta.

16---------O pesquisador integra a Global Initiative for Ethical Considerations in Artificial Intelligence

17--and Autonomous Systems, iniciativa que reúne especialistas de todo o globo para debater os

18--desafios da inteligência artificial. Essa discussão já toma forma com o desenvolvimento dos carros

19--autônomos, que não necessitam de motorista. Nos últimos dez anos, empresas de tecnologia,

20--como o Google e a Apple, e as tradicionais montadoras têm investido no setor, em uma corrida

21--para chegar ao mercado. Mais do que um benefício para quem não gosta de guiar, a promessa é

22--que esses veículos sejam mais seguros. Segundo estudo da consultoria McKinsey & Company, os

23--carros autônomos poderiam reduzir em 90% o número de acidentes, os quais são causados nos

24--dias de hoje principalmente por falhas humanas como e__esso de velocidade, consumo de álcool

25--e fadiga.

26---------Imune _____ distrações, os novos automóveis trariam benefícios inegáveis. No entanto, há

27--um fator que torna a equação um pouco mais complexa: o acaso. Como o veículo agirá se, por

28--exemplo, um pedestre aparecer de repente em seu percurso? Atropelará ____ pessoa ou desviará

29--para outro local pondo a vida do passageiro em risco? Segundo o gerente de estratégia da Ford,

30--Luciano Driemeier, situações como essas exigiriam a criação de normas de conduta. “O código de

31--ética é uma questão de toda a indústria. Precisamos de abordagens e discussões consistentes, e

32--de todas as partes interessadas – incluindo governo, indústria automobilística, suprimentos,

33--companhias de seguros e grupos de defesa dos consumidores”, afirma.

34---------O físico, astrônomo e docente da universidade norte-americana Dartmouth College,

35--Marcelo Gleiser, concorda que o padrão de conduta dos veículos autônomos deve ser discutido por

36--grupos multidisciplinares, incluindo filósofos especializados em ética. “A boa notícia é que, dada a

37--imparcialidade da máquina, muito provavelmente a melhor decisão será salvar o maior número de

38--vidas possível”, comenta. Esse fator também é ressaltado pelo gerente de projetos da BMW,

39--Henrique Miranda. Ele argumenta que, ao contrário do motorista, a máquina não age “por instinto

40--de sobrevivência”. “O objetivo da tecnologia não é escolher entre vidas, mas proteger todas as

41--vidas”, afirma.

42---------Para que esses carros possam ser inseridos no mercado, também será necessário criar

43--novas leis. Atualmente, por exemplo, ainda não há uma definição clara de quem seria

44--responsabilizado a empresa ou o passageiro caso o veículo provoque um acidente.

45--Recentemente, o governo alemão deu o primeiro passo nesse sentido, anunciando uma série de

46--diretrizes relacionadas ao uso de carros autônomos. Outras nações devem seguir o exemplo,

47--e__pandindo a regulamentação para outras áreas. “Diversos grupos em universidades já estão

48--discutindo que regras deveriam guiar o trabalho dos robôs. Afinal, se conseguirmos de fato

49--construir máquinas inteligentes, como garantir que elas seguirão nossas regras e não as delas?”,

50--indaga Gleiser.


(Fonte: Mariana Tessitore – Revista da Cultura – Disponível em:

https://www.livrariacultura.com.br/revistadacultura/reportagens/etica-e-tecnologia - adaptação)

Considerando o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas presentes nas linhas 03, 06, 26 e 28.

Alternativas
Q2720260 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Seu aparelho de ar-condicionado está deixando o planeta mais quente


1 Sol, praia, calor. O Brasil é tipicamente conhecido por suas características tropicais. Apesar

2 disso, pouca gente nega um bom ar-condicionado em dias quentes. No verão do ano passado, a

3 venda desses aparelhos bateu recorde. Temos, atualmente, um total de 139 milhões de unidades

4 funcionando. Mas não é só o brasileiro que ama um friozinho artificial — Estados Unidos e Japão

5 detêm a maior parte dos exemplares mundiais. Porém, de acordo com um relatório divulgado pela

6 Agência Internacional de Energia (IEA), um irônico paradoxo foi confirmado: o aumento na

7 quantidade de aparelhos de ar-condicionado está deixando o mundo mais quente. No mundo, a

8 quantidade de ares-condicionados está concentrada em um pequeno número de países (nos

9 Estados Unidos, 90% das residências possuem). Mas à medida que a renda aumenta e as

10 populações crescem nas nações emergentes, especialmente em regiões quentes, o uso dos

11 aparelhos se torna cada vez mais comum. E as estatísticas provam: o funcionamento de ares-

12 condicionados e ventiladores já representa cerca de um quinto do total da eletricidade gasta em

13 edifícios de todo o mundo — ou 10% do consumo global.

14 Os números ficam cada vez mais exorbitantes: hoje, temos cerca de 1,6 bilhão de

15 aparelhos funcionando. Para 2050, a perspectiva é de impressionantes 5,6 bilhões. Considerando

16 também o crescimento populacional, na metade do século teremos uma estimativa de um ar-

17 condicionado para cada duas pessoas do mundo. E a demanda pelo uso de climatizadores vai

18 mais que triplicar: eles consumirão a mesma quantidade de energia que China e Índia juntas.

19 Ok, você já entendeu que temos muitos ares-condicionados pelo mundo. Mas voltemos à

20 questão principal: como eles estão tornando o planeta mais quente? Para começar, a população

21 usa “errado”. Os consumidores atuais não se preocupam em comprar aparelhos mais eficientes,

22 que gastem menos energia. A competência média dos exemplares comprados hoje é menos da

23 metade do que está normalmente disponível para venda, com cerca de um terço da tecnologia

24 dos mais eficientes. Isso pode se converter no fator econômico: geralmente os mais baratos são

25 mais simples. Mas a questão crucial é, lógico, a influência que esses bilhões de aparelhos exercem

26 na temperatura do planeta. As emissões de gases estufa liberados pelas usinas de carvão e gás

27 natural ao gerar eletricidade para os ares-condicionados quase dobrariam — de 1,25 bilhão de

28 toneladas em 2016 para 2,28 bilhões de toneladas em 2050. Essas emissões impactariam

29 significativamente o aquecimento global — o que aumentaria ainda mais a demanda por ar-

30 condicionado.

31 Sim, é um ciclo vicioso. O conforto tem um preço, e ele é bem alto. E o relatório cita

32 exemplos bem ilustrativos da situação: quanto mais aumenta a renda de uma família, cresce

33 também o número de eletrodomésticos como geladeiras e televisores. Esses aparelhos geram

34 calor, deixando o ambiente mais quente. Solução: comprar um ar-condicionado. E a maioria dos

35 ares-condicionados funcionam, em parte, “jogando” o ar quente para o lado de fora, também

36 tornando a vizinhança mais quente. Segundo estimativas, o aparelho pode elevar a temperatura

37 durante a noite em cerca de um grau Celsius em algumas cidades. Ou seja, se um número

38 suficiente de vizinhos comprar um ar-condicionado, a temperatura da sua casa pode aumentar a

39 ponto de você precisar fazer o mesmo.

40 Apesar do aparente caos cíclico sem solução, o relatório termina esperançoso. Ele fala

41 sobre o “Cenário de Refrigeração Eficiente”, um caminho que se baseia numa forte ação política

42 para limitar o uso de energia com a finalidade de resfriar os espaços. E, principalmente, fala sobre

43 investir em aparelhos mais competentes. Essa simples atitude pode reduzir a demanda futura de

44 energia pela metade — em comparação com as suposições feitas baseadas no consumo atual.

45 Também torna tudo mais barato: seguindo os padrões do Cenário de Refrigeração Eficiente, pode-

46 se reduzir os custos de investimento, combustíveis e outros gastos gerados por essa indústria do

47 frio em três trilhões de dólares até 2050. E, por último, esse cenário reduziria as emissões de

48 gases estufa pela metade. Ele está de acordo com os objetivos climáticos previstos no Acordo de

49 Paris. Então lembre-se, pelo bem do futuro do planeta, quando for comprar um ar-condicionado,

50 tenha certeza de que as especificações de eficiência são as melhores possíveis.


Texto especialmente adaptado para esta prova. Disponível em https://super.abril.com.br/ciencia/seu-aparelho-de-ar-condicionado-esta-deixando-o-planeta-mais-quente/. Acesso em 17 mai. 2018.

Analise as seguintes proposições relacionadas ao emprego do acento indicativo de crase:


I. Na frase “à medida que a renda aumenta e as populações crescem nas nações emergentes” (l. 09-10), a crase está corretamente empregada, assim como ocorre com a locução adverbial “à jusante”.

II. Se na frase “mas voltemos à questão principal” (l. 19-20) a palavra “voltemos” fosse substituída por “retomemos”, a crase deveria ser mantida.

III. Se na frase “Essa simples atitude pode reduzir a demanda futura de energia pela metade” (l. 43-44) o verbo “reduzir” fosse substituído por “diminuir”, não haveria, igualmente, utilização de crase.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2715915 Português

Com base no texto abaixo, responda às questões 1, 2, 3, 4 e 5.

TEXTO 1

Retratando...

Somos todos frustrados neste mundo;

uns são mais, outros menos, mas ninguém

pode gabar-se de não ter no fundo

recalques, pois, de sobra, todos têm!

Um poço de mistérios, bem profundo,

possui em seu recesso todo alguém...

Mas a tara só vem à luz, segundo

o interesse animal que nos convém!

Embuçado no véu da hipocrisia,

ou preso a preconceitos, já sem fé,

todo homem se empenha noite e dia,

nessa inglória tarefa de querer

insistir em mostrar o que não é,

e o que deseja, mas não pode ser!

Rubens de Castro. Disponível em: <http://www.academiadeletrasmt.com.br/revista-aml/obras-digitalizadas/262-antologia-poetica-mato-grossense>

Na passagem: "Mas a tara só vem à luz, segundo ... " (2ª estrofe, verso 3), há o uso adequado de crase. O mesmo não se pode afirmar em:

Alternativas
Q2712312 Português

As questões de 01 a 10 dizem respeito ao Texto. Leia-o atentamente antes de respondê-las.


(Texto)


Os benefícios de se ter acesso a todos os dados do paciente


1 Você já passou dos 50 ou 60 e começa a preencher

um questionário com seus dados de saúde. Ou está

na frente do doutor para uma primeira consulta. Já

pensou quantas vezes teve que repetir as mesmas

5 Informações? Não seria multo melhor se houvesse

um único arquivo que, mediante sua autorização,

pudesse ser acessado e disponibilizasse o histórico

de suas doenças, medicamentos de uso continuo,

hospitalizações e cirurgias? O volume de

10 Informações desperdiçadas são gigantescas: se

trocou de médico, deixou para trás anos de

conversas importantes, de resultados de exames —

coisas das quais nem se lembra mais. Se perdeu o

emprego e ficou sem plano de saúde, também corre

15 o risco de ter que buscar outra rede de especialistas

e começar do zero. Até mesmo se foi atendido num

pronto-socorro, aquele episódio provavelmente vai

se perder, embora faça parte do quebra-cabeça da

sua existência.


(Fonte adaptada http://g1.globo.com>acesso em 05 de novembro de 2018)

Você já passou dos 50 ou 60 e começa a preencher [...]” (linha 1). Assinale a alternativa que justifica corretamente o porquê de o termo destacado não ter sido craseado:

Alternativas
Q2380661 Português

Leia com atenção:


__ noite assistimos __ peça teatral.


Assinale a alternativa que preenche CORRETAMENTE as lacunas.

Alternativas
Q2217565 Português

Há marcas que vivem da inclusão, e outras que vivem da exclusão

Contardo Calligaris


      Meu telefone, um iPhone 6, estava cada vez mais lento. Não era por nenhuma das causas apontadas nas inúmeras salas de conversa entre usuários de iPhones vagarosos.

     Era mesmo o processador que estava se tornando exasperadamente lento, ao ponto em que havia um intervalo sensível de tempo entre digitar e a letra aparecer na tela.

     Deixei para resolver quando chegasse a Nova York, onde, aliás, a coisa piorou: era suficiente eu tirar o celular do bolso ou deixá-lo num bolso externo (que não estivesse em contato com o calor do corpo) para que a carga da bateria baixasse, de repente, de 60% a zero.

       Pensei que três anos é mesmo o tempo de vida útil para uma bateria. E lá fui à loja da Apple na Broadway. 

      Esperei duas horas para enfim ter acesso a alguém que me explicou que testaria minha bateria. Depois de contemplarmos os gráficos lindos e coloridos deixados no tablet pelo meu telefone, anunciou que minha bateria ainda não justificava uma troca – no tom pernóstico de um plantonista que sabe que não tem leitos disponíveis e manda você para casa com aquela dor no peito e a "certeza" de que "você não está enfartando, deve ser só digestão".

     O mesmo jovem propôs uma reinstalação do sistema operacional, – que é uma trivialidade, mas foi anunciada como se fosse um cateterismo das coronárias.

      Passei a noite me recuperando, ou seja, reinstalando aplicativos. Resultado: telefone lento como antes.

      Voltei para a Apple (loja da Quinta Avenida), onde descobri que, como na história do hospital sem leitos, de fato, a Apple não dispunha mais de baterias para substituir a minha: muitos usuários estavam com o mesmo problema. Por coincidência, tudo conjurava para que eu comprasse um telefone novo.

   Nos EUA, a Apple está sendo processada (15 casos coletivos, em diferentes Estados) por piorar propositalmente a experiência dos usuários de iPhone sem lhes oferecer alternativas –salvo, obviamente, a de adquirir um telefone novo.

    A companhia pediu desculpas públicas, mas a humildade não é o forte do treinamento Apple. Basta se lembrar que o atendimento pós-venda da companhia se chama (o ridículo não mata ninguém) "genius bar", o balcão dos gênios.

     Já pensou: você poderia ligar para seu serviço de TV a cabo porque a recepção está péssima e alguém diria: "Sim, senhor, pode marcar consulta com o balcão dos gênios".

     A maioria dos usuários não acham isso cômico e despropositado. Por que será?

    Há marcas que vivem de seu poder de inclusão, do tipo "nós fabricamos o carro que todos podem dirigir". E há marcas que vivem de seu poder de exclusão: tipo, será que você merece o que estou vendendo?

    Você já entrou alguma vez numa loja cara onde os vendedores, envaidecidos pela aura do próprio produto que vendem, olham para você com desprezo, como se você não fosse um consumidor à altura da loja?

    É uma estratégia básica de marketing: primeiro, espera-se que você inveje (e portanto deseje) o mundo do qual se sente excluído.

    Você perguntará: de que adianta, se não poderei adquirir os produtos da marca? Em geral, nesses casos o projeto é vender os acessórios da casa. Pouquíssimos comprarão o casaco de R$ 15 mil, mas milhares comprarão um lencinho (com monograma) para se sentirem, assim, membros do clube.

   A Apple mantém sua presença no mercado pela ideia de sua superioridade tecnológica - e pelo design elegante, claro.

    Seriamente, alguém que usa processador de texto não deveria escolher um computador em que não dá para apagar letras da esquerda para a direita. Mas é como os carros ingleses dos anos 1950: havia a glória de viver perigosamente e dirigir sem suspensões posteriores independentes (sem capotar a cada curva).

    Pouco importam as críticas. A Apple conseguiu convencer seus usuários de que eles mesmos, por serem usuários, fazem parte de uma arrojada elite tecnológica. Numa loja da Apple, todos, os usuários e os "gênios" vestem (real ou metaforicamente) a camiseta da marca.

    Quer saber o que aconteceu com meu iPhone? Está ótimo. Fui ao Device Shop, em Times Square, no mesmo prédio do Hard Rock Cafe: atendimento imediato, troca de bateria em dez minutos, conversa agradável. Não havia gênios, só pessoas competentes. E custou menos de dois terços do que pagaria na Apple.


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/contardocalligaris/2018/01/1949427- ha-marcas-que-vivem-da-inclusao-e-outras-que-vivem-da-exclusao.shtml Acesso em 20 mar. 2018

Leia o trecho abaixo e complete as lacunas, levando em consideração o uso da crase.
O iOS 11.3 deve ser liberado para o público em breve. O próximo grande update para o sistema do iPhone e iPad adicionará alguns recursos interessantes. O principal é o "Gerenciamento de desempenho”, uma resposta da Apple para _____ polêmica relacionada ________ bateria. Com ele, o usuário poderá escolher entre manter ______ performance do dispositivo ou dar prioridade para a autonomia.
(globo.com 28/03/2018)

 As lacunas no trecho são preenchidas corretamente por:
Alternativas
Q2063370 Português

TEXTO





Revista Galileu. Globo. 19/09/2018. Disponível em:<https://revistagalileu.globo.com/Sociedade/noticia/2018/09/temos-predisposicao-para-o-perdao-afirma-estudo.html> . Acesso em 5 out. 2018.

Como em “as respostas foram positivas em relação à pessoa...” (linha 17), o sinal indicativo de crase está bem empregado em:
Alternativas
Q2061007 Português
Assinale a alternativa que completa a frase de modo a garantir o emprego correto do sinal indicativo da crase, de acordo com a norma-padrão.

O autor fez referência à
Alternativas
Q2057643 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.

Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas das linhas 07, 16, 17 e 26.
Alternativas
Q2053044 Português

TEXTO I 


Retratando...


Somos todos frustrados neste mundo;

uns são mais, outros menos, mas ninguém 

pode gabar-se de não ter no fundo 

recalques, pois, de sobra, todos têm!


Um poço de mistérios, bem profundo, 

possui em seu recesso todo alguém...

Mas a tara só vem à luz, segundo 

o interesse animal que nos convém! 


Embuçado no véu da hipocrisia, 

ou preso a preconceitos, já sem fé, 

todo homem se empenha noite e dia, 


nessa inglória tarefa de querer

insistir em mostrar o que não é, 

e o que deseja, mas não pode ser! 


Rubens de Castro. Disponível em: <http://www.academiadeletrasmt.com.br/revista-aml/obras-digitalizadas/262-antologia-poetica-mato-grossense>


Na passagem: "Mas a tara só vem à luz, segundo..." (2ª estrofe, verso 3), há o uso adequado de crase. O mesmo não se pode afirmar em: 
Alternativas
Q2052678 Português

Sua história é semelhante à de muitos brasileiros que não têm a oportunidade de estudar porque precisam, desde cedo, ajudar na subsistência da família. 


Além da regência do adjetivo, o acento grave foi utilizado devido 

Alternativas
Q2050249 Português
Nas afirmativas a seguir marque a opção CORRETA quanto ao uso ou não da crase.
Alternativas
Q2049634 Português
Sobre o uso da crase, assinale a alternativa em que o seu emprego esteja INCORRETO: 
Alternativas
Q2048867 Português
Igualdade ou morte

   Queremos sociedades mais iguais, mas estamos dispostos a pagar qualquer preço por isso? Talvez não. O historiador Walter Scheidel (Stanford) decidiu olhar para o passado em busca daquilo que realmente faz com que a renda seja mais bem distribuída e concluiu que só grandes catástrofes sociais dão conta da missão – e mesmo assim apenas por tempo limitado.
    O resultado de suas pesquisas está em “The Great Leveler” (a grande niveladora). Ao longo de mais de 500 páginas, ele mostra com muita erudição histórica que a tendência geral das sociedades, desde a Idade da Pedra até hoje, é concentrar riqueza e que essa orientação só é revertida de forma um pouco mais visível em situações extremas das quais queremos manter total distância. Não é uma coincidência que o autor chame as forças niveladoras que identificou de quatro cavaleiros do apocalipse.
     A primeira é a mobilização para guerras maciças. É só em circunstâncias assim que países conseguem impor sobre os ricos taxas que realmente mudam o perfil de concentração de renda, como se verificou na Segunda Guerra, quando alguns países criaram alíquotas de IR de mais de 80%.
    A segunda são revoluções. Mas não vale qualquer rebeliãozinha. É preciso realmente pôr abaixo as estruturas sociais. As revoluções russa e chinesa conseguiram reduzir a disparidade de renda, a francesa, não.
     Colapsos de Estado são a terceira. A igualdade aqui é atingida menos por esforços distributivos e mais pela destruição da riqueza.
     Há, por fim, as megaepidemias. O exemplo clássico é a peste negra, que, ao dizimar até 40% da população de alguns países da Europa no fim da Idade Média, jogou o preço do trabalho na Lua.
     Scheidel não chega a sugerir que a igualdade seja uma meta impossível. Não é porque as coisas foram assim até hoje que precisarão ser assim para sempre. Mas ele traz razões para suspeitarmos que a tarefa é difícil.

(Hélio Schwartsman. Folha de S.Paulo, 11.06.2017. Adaptado)
Assinale a alternativa correta quanto à regência e ao emprego do sinal indicativo de crase. 
Alternativas
Q2047569 Português
As aventuras de Pi
(Fragmento)

    A história do meu nome não acaba com ele. Quando alguém se chama Bob, ninguém lhe pergunta “Como é que se escreve?”. Não é o que acontece com Piscine Molitor Patel.
    Alguns achavam que era P. Singh; deduziam que eu fosse *sique e ficavam se perguntando por que não estaria usando um turbante.
    Na época da faculdade, fui uma vez a Montreal com uns amigos. Certa noite, eu é que tive de pedir as pizzas.
    Já não aguentava mais aquela gente que falava francês cair na gargalhada ao ouvir o meu nome, portanto, quando o sujeito ao telefone perguntou “O seu nome, por favor?”, respondi “Sou quem sou”. Meia hora mais tarde, chegaram duas pizzas para um tal de “Soul Ken Soul...
    É verdade que as pessoas que conhecemos podem nos modificar, e, às vezes, de uma forma tão profunda que, depois disso, não somos mais os mesmos, nem com relação ao nosso nome. O apóstolo Simão que passa a se chamar Pedro; Mateus, também chamado Levi; Nataniel que é também Bartolomeu; Judas, não o Iscariotes, que assumiu o nome de Tadeu; Simeão que ficou conhecido como o negro; Saulo que passou a ser Paulo.
    O meu soldado romano estava parado no pátio da escola, uma manhã, quando eu tinha doze anos. Eu tinha acabado de chegar. Ele me viu e um lampejo de gênio do mal se acendeu na sua mente estúpida. Erguendo o braço, apontou para mim e, aos berros, gritou meu nome acentuando a primeira sílaba em vez da segunda, como na palavra francesa:
     -Olha aí o Piscine Patel!
    Resultado: o que se ouviu foi pissing, “mijando” em inglês, a língua que todos falávamos ali.
     Num segundo, todo mundo estava rindo. Fiquei para trás quando fizemos fila para ir para a sala. Fui o último a entrar, envergando a minha coroa de espinhos.
     [,..]0 meu plano era melhor que isso.
    Resolvi botá-lo em prática já no meu primeiro dia de colégio, e na primeira aula. Ali na sala, havia outros ex-alunos do St. Joseph. A aula começou como todas elas começam: pela apresentação, íamos dizendo o nosso nome do nosso lugar, seguindo a ordem das carteiras em que estávamos sentados.
     [...]
    Tinha chegado a minha vez [...] Medina, me aguarde...
    Levantei do meu lugar e fui direto ao quadro-negro. Antes que o professor pudesse dizer uma palavra que fosse, peguei um giz e fui dizendo, enquanto escrevia:
     O meu nome é Piscine Molitor Patel conhecido como (sublinhei duas vezes as duas primeiras letras do meu nome) Pi Patel.
    Só por precaução, acrescentei π =3,14 e tracei um grande círculo que, depois, dividi em dois com a linha de diâmetro, para evocar a lição mais elementar da geometria.
     O silêncio foi total. O professor ficou olhando para o quadro. Eu prendi a respiração. Então, ele disse:
    -Tudo bem, Pi. Pode ir se sentar. Da próxima vez, peça permissão para sair da sua carteira.
-Sim, senhor.
MARTEL, Yann. As aventuras de Pi. Extraído do site: www.maismac.net/yannmartel_-_as_aventuras_de_pi.pdf.

*Sique: que ou quem segue o siquismo (religião monoteísta da índia). 
Considere as seguintes afirmações sobre aspectos da construção do texto:
I. Na frase “Ali na sala, havia outros EX-ALUNOS do St. Joseph.”, o termo destacado, pela nova ortografia, deveria ter sido escrito sem hífen: “EXALUNOS". II. Atentando para o uso do sinal indicativo de crase, o A destacado, no segmento “gritou meu nome acentuando Aprimeira sílaba em vez da segunda, como na palavra francesa”, deveria ser acentuado se estivesse no plural. III. Na frase “dividi em dois com a linha de diâmetro, PARA evocar a lição mais elementar da geometria.”, a palavra destacada poderia ser substituída por A FIM DE, fazendo-se as modificações necessárias.
Está correto apenas o que se afirma em:
Alternativas
Q2047562 Português
As aventuras de Pi
(Fragmento)

    A história do meu nome não acaba com ele. Quando alguém se chama Bob, ninguém lhe pergunta “Como é que se escreve?”. Não é o que acontece com Piscine Molitor Patel.
    Alguns achavam que era P. Singh; deduziam que eu fosse *sique e ficavam se perguntando por que não estaria usando um turbante.
    Na época da faculdade, fui uma vez a Montreal com uns amigos. Certa noite, eu é que tive de pedir as pizzas.
    Já não aguentava mais aquela gente que falava francês cair na gargalhada ao ouvir o meu nome, portanto, quando o sujeito ao telefone perguntou “O seu nome, por favor?”, respondi “Sou quem sou”. Meia hora mais tarde, chegaram duas pizzas para um tal de “Soul Ken Soul...
    É verdade que as pessoas que conhecemos podem nos modificar, e, às vezes, de uma forma tão profunda que, depois disso, não somos mais os mesmos, nem com relação ao nosso nome. O apóstolo Simão que passa a se chamar Pedro; Mateus, também chamado Levi; Nataniel que é também Bartolomeu; Judas, não o Iscariotes, que assumiu o nome de Tadeu; Simeão que ficou conhecido como o negro; Saulo que passou a ser Paulo.
    O meu soldado romano estava parado no pátio da escola, uma manhã, quando eu tinha doze anos. Eu tinha acabado de chegar. Ele me viu e um lampejo de gênio do mal se acendeu na sua mente estúpida. Erguendo o braço, apontou para mim e, aos berros, gritou meu nome acentuando a primeira sílaba em vez da segunda, como na palavra francesa:
     -Olha aí o Piscine Patel!
    Resultado: o que se ouviu foi pissing, “mijando” em inglês, a língua que todos falávamos ali.
     Num segundo, todo mundo estava rindo. Fiquei para trás quando fizemos fila para ir para a sala. Fui o último a entrar, envergando a minha coroa de espinhos.
     [,..]0 meu plano era melhor que isso.
    Resolvi botá-lo em prática já no meu primeiro dia de colégio, e na primeira aula. Ali na sala, havia outros ex-alunos do St. Joseph. A aula começou como todas elas começam: pela apresentação, íamos dizendo o nosso nome do nosso lugar, seguindo a ordem das carteiras em que estávamos sentados.
     [...]
    Tinha chegado a minha vez [...] Medina, me aguarde...
    Levantei do meu lugar e fui direto ao quadro-negro. Antes que o professor pudesse dizer uma palavra que fosse, peguei um giz e fui dizendo, enquanto escrevia:
     O meu nome é Piscine Molitor Patel conhecido como (sublinhei duas vezes as duas primeiras letras do meu nome) Pi Patel.
    Só por precaução, acrescentei π =3,14 e tracei um grande círculo que, depois, dividi em dois com a linha de diâmetro, para evocar a lição mais elementar da geometria.
     O silêncio foi total. O professor ficou olhando para o quadro. Eu prendi a respiração. Então, ele disse:
    -Tudo bem, Pi. Pode ir se sentar. Da próxima vez, peça permissão para sair da sua carteira.
-Sim, senhor.
MARTEL, Yann. As aventuras de Pi. Extraído do site: www.maismac.net/yannmartel_-_as_aventuras_de_pi.pdf.

*Sique: que ou quem segue o siquismo (religião monoteísta da índia). 
“Na época da faculdade, fui uma vez a Montreal com uns amigos.”
A respeito do trecho acima, quanto aos aspectos gramatical e sintático, analise as afirmativas a seguir.
I. Há uma inadequação linguística: ausência de sinal indicativo de crase no A destacado em “A Montreal”. II. UMA VEZ poderia ser substituído, sem comprometimento do sentido ou de sua correção I inguística, por UMA OCASIÃO. III. COM é uma conjunção subordinativa conformativa.
Está correto apenas o que se afirma em:
Alternativas
Q2046442 Português
Considerando a necessidade ou não do uso da crase, assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas das linhas 12, 19, 22 e 25, respectivamente. 
Alternativas
Q2045848 Português
 Relativamente ao uso da crase, avalie as afirmações que seguem:

  I. Na lacuna da linha 02, o uso de à é obrigatório.  II. Caso inseríssemos o pronome demonstrativo aquela imediatamente após o vocábulo submetido (l. 02), seria necessário o uso do sinal indicativo de crase. III. Se, na linha 06, substituíssemos o vocábulo petróleo por substância petrolífera, estariam criadas as condições para o uso da crase.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q2044737 Português
         Escola de aldeia indígena na região do Rio Arapiuns ganha biblioteca 

O “Espaço de Leitura Aldeia Nova Vista” é a realização de um sonho da indígena Luanna Oliveira, de 24 anos de idade.   

          Na semana em que se comemoram o dia do livro e o do  indígena,  18  e  19  de  abril,  a  Escola  Nossa  Senhora  de Fátima da aldeia Nova Vista, situada à margem esquerda do Rio Arapiuns, no município de Santarém, oeste do Pará,  foi presenteada com  sua primeira biblioteca. A instituição  tem turmas  da  alfabetização  ao  9.º  ano  e  de  ensino  médio modular.
 O acervo conta com 739 livros de literatura, sendo 410 obras doadas pelo Projeto Livro Solidário, da Imprensa Oficial do estado, que, pela primeira vez, chegou a uma comunidade indígena.  Nova  Vista  fica  bem  distante  da  cidade  de Santarém,  cerca  de  8  horas  de  barco,  e  abriga  em  torno de 56 famílias indígenas que habitavam a região do Arapiuns.

 A biblioteca é a  realização de um sonho da indígena Luanna Oliveira, de 24 anos de idade, que, em 2017, durante a graduação em Letras, passou a fazer parte do grupo Lelit da Universidade  Federal  do  Oeste  do  Pará  (Ufopa).  Sob  a orientação  dos  professores  Zair  Henrique  e  Percival  Leme Britto,  a  então  universitária  desenvolveu  o  projeto  de pesquisa da biblioteca que hoje se tornou realidade na aldeia.

       Luanna concluiu a graduação e ingressou este ano no mestrado  em  educação  pela  Ufopa,  mas  continuou desenvolvendo o projeto na comunidade com o objetivo de proporcionar às crianças de Nova Vista um espaço de leitura onde a realidade e o imaginário se encontram. “A escola da comunidade  não  possui  biblioteca  nem  ponto  de  Internet (está instalada uma antena, mas não tem viabilidade para o sinal de Internet). A maioria dos professores não pertence à comunidade”, pontuou. 
  Segundo  a  indígena,  a  falta  de  leitura  dificulta  a trajetória escolar e acadêmica de muitos jovens da aldeia. “A educação  dentro  da  aldeia  não  é  suficiente  para prepará‐los e a migração para o meio urbano é frustrante em alguns casos”, acrescentou. 
         Com  o  espaço,  a  pesquisadora  pretende  ampliar  o leque  de  oportunidades  para  as  crianças  da  aldeia  e contribuir para eternizar uma cultura que está presente no dia a dia dos paraenses. 

Internet: <g1.globo.com> (com adaptações).
Acerca  do  trecho  “O  acervo  conta  com  739  livros  de  literatura,  sendo  410  obras  doadas  pelo  Projeto  Livro  Solidário, da Imprensa Oficial do estado, que, pela primeira  vez, chegou a uma comunidade indígena.” (linhas de 8 a 11),  assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q2044622 Português
Os homens que se transformavam em barbantes
Moacyr Scliar

Havia uma cidade, grande, desenvolvida. As pessoas que moravam lá eram saudáveis, simpáticas e alegres. Não me lembro o nome da cidade, porque eu tinha quinze anos quando passei por ela, levado por meu pai. Nessa época, não me preocupava com o nome, mas sim com os lugares propriamente. Acontece que, certo dia, um habitante desta cidade saiu de casa, pela manhã, dirigindo-se alegremente ao emprego. Fez todas as coisas de praxe. Cumprimentou os vizinhos, o barbeiro da esquina, o vendeiro, os colegas no ponto de ônibus, agradeceu ao motorista, ao ascensorista, sentou-se em sua mesa. Nesse dia, no fim do expediente, o homem notou que seu pulso esquerdo parecia mais fino. ―Bobagem. Impressão. Acho que estou cansado demais.‖ Foi para casa, jantou, viu telenovela, dormiu. Na manhã seguinte, o pulso tinha se afinado mais. E suas canelas pareciam de criança. Chamou a mulher. Ela ficou tão impressionada, que o homem se arrependeu de ter mostrado. Não havia dor, apenas fraqueza. Partiu para o emprego. Contente, cumprimentando as pessoas e agradecendo ao motorista e ao ascensorista. No meio da tarde, porém, não conseguiu trabalhar. O pulso estava fino e dobrava-se. Maleável, sem consistência. O homem, envergonhado, puxou a manga da camisa. O mais que pôde, para que os colegas não vissem. Mas viram. Porque o homem tinha o corpo transformado. A cabeça, única coisa normal, caiu sobre a mesa. O torso não era mais grosso que um lápis, suas pernas e braços, finos como cordéis. Mas ele estava lúcido, coerente, o cérebro não tinha sido perturbado. Além do impacto, e da surpresa ante o estranho, o homem continuava o mesmo. Levado para casa, chamaram o médico. E o médico chamou outro médico. Porque:

— Não é o primeiro. É o terceiro, nesta semana.

Os jornais noticiaram o fato e as notícias trouxeram à luz novos casos. Pela cidade inteira, acontecia aquilo, as pessoas se adelgaçavam, tornavam-se frágeis. Em pouco tempo, outro fato surgiu, ao lado dos homens que se transformavam em barbantes. Eram os que se transformavam em vidro. Tinham que ter muito cuidado, ao andar pela rua, ao trabalhar, porque podiam se quebrar com qualquer batida. Vez ou outra, os homens de vidro se desfaziam. Em plena rua, à vista de todos. Como o vidro blindex que se estilhaça por inteiro. Aquela população alegre, saudável, descontraída, começou a viver apavorada. Sem saber se, a qualquer momento, o vírus (seria vírus?) podia atacar. Mudando a pessoa em vidro ou barbante. Muitos começaram a se mudar, indo para cidades distantes. A secretaria de saúde analisou o ar, a água, tudo, em busca das causas. Mas o ar era bom, não poluído. E as águas vinham de nascentes puras ou de poços artesianos límpidos. Pensou-se que algumas pessoas podiam estar colocando elementos venenosos na comida ou em caixas de água. Investigações nada concluíram. E até hoje, nada se sabe. A cidade parece estar se habituando à possibilidade de eventualmente alguém se transmutar. Não causa mais surpresa quando um barbante é levado pelo vento ou, em dias de chuva, é tragado pela enxurrada. Ou quando os vidros se liquefazem, no momento em que uma pessoa vira a esquina ou dá um esbarrão noutra. A população se acostumou. Parece que o homem se adapta às piores condições, conformando-se com os acontecimentos. Naquela cidade, tudo é muito frágil, a vida humana tem a espessura de um fio. Ou é delgada como um vidro. Mas isto vai se constituindo na normalidade.

Extraído de: BRANDÃO, Ignácio de Loyola. Cadeiras proibidas. São Paulo: Global, 1998.
No excerto "A cidade parece estar se habituando à possibilidade de eventualmente alguém se transmutar", o autor fez emprego do sinal indicativo de crase em função de:
Alternativas
Respostas
6161: A
6162: C
6163: B
6164: D
6165: C
6166: B
6167: E
6168: A
6169: A
6170: B
6171: D
6172: B
6173: A
6174: E
6175: D
6176: A
6177: C
6178: E
6179: B
6180: B