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Q3847537 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão. 


Nem tudo são flores


        Quando levo meu cachorrinho para passear, meus olhos vão descobrindo alguns terraços cheios de flores, janelas com cortinas de crochê e bebedouros para os bem-te-vis. Um encanto! E cada dia que faço este passeio parece que esses terraços são mais e mais festivos, e que existem pessoas muito felizes naqueles lares. O sol, as flores, os bem-te-vis... Naturalmente penso, imagino e fantasio a vida de cada um daqueles recantos vistos com alegria de quem apenas passa.

        O que estarão fazendo os habitantes daquelas casas e apartamentos? Serão realmente felizes? É difícil imaginar que por detrás daqueles jardins encantados possa existir alguém triste, solitário e com uma montanha de problemas. Mas existem; as flores e os bem-te-vis camuflam a realidade que se imagina no seu interior.

     Mas gosto de ver, são momentos de ilusão, uma vez que me afasta da violência da cidade, das encrencas entre as pessoas – em parte civilizadas –, e me permite pensar que a vida se apresenta sempre maravilhosa. Deve ser o poder das flores! (...)

         Mas aquela imagem me levou a pensar em outra coisa: será que as pessoas não se tornam ídolos justamente porque são inacessíveis?

     Fico curiosa com biografias de grandes nomes e tenho interesse pelos aspectos ocultos de grandes vultos, de cientistas e pensadores que fizeram a história da humanidade. Os ídolos nunca são nossos iguais: precisam ficar no patamar da nossa admiração, protegidos da curiosidade humana, envoltos num mistério que nos fascina. No momento que se desnudam aos nossos olhos, a coisa muda.

         Por isso, não gostaria de adentrar nos terraços da minha rua; poderei olhar as flores, os bem-te-vis e pensar, por momentos, que o caminho que tracei para passear com meu cachorro é um percurso lindo, alegre que alimenta meus sonhos num mundo imaginário. Depois volto à realidade, pronta para levar o dia, com seu lado hilário e outro mais sério; afinal, nem tudo são flores. Mas se quero um pouco de fantasia, penso que preciso manter a distância das flores, dos terraços e até dos bem-te-vis que estão pelos caminhos da minha rua. Olhá-los de longe... É um presente para minha imaginação... Não me revelam o que pode estar por trás.



CARVALHO, Tais Luso de. Nem tudo são flores. Porto das crônicas. Disponível em <https://taisluso.blogspot.com/2009/06/o-poder-das-flores.html>.  

Em relação ao texto “Nem tudo são flores”, é correto afirmar que a autora:
Alternativas
Q3847517 Português
Leia o trecho extraído da BBC:
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as temperaturas ficam altas em diversas regiões, particularmente entre Rio de Janeiro e São Paulo, onde podem chegar a 40º C e 35º C, respectivamente.
As temperaturas estão batendo recordes não só no Brasil, mas em todo o mundo, nos últimos anos.
Na China, uma técnica ancestral tem ajudado a refrescar o interior de casas antigas.
Considerando as regras de acentuação, marque com V, as afirmativas verdadeiras, ou com F, as falsas.
(__)O vocábulo 'recordes' possui a antepenúltima sílaba tônica, podendo receber acento gráfico ou não.
(__)O vocábulo 'técnica' recebe acento gráfico porque é uma proparoxítona, ou seja, a sílaba tônica recai sobre a penúltima sílaba. Todas as palavras proparoxítonas recebem acento.
(__)O vocábulo 'só' recebe acento gráfico porque é um monossílabo tônico terminado em 'o', sendo acentuados todos os monossílabos tônicos terminados em 'a', 'e' ou 'o', como em 'pá', 'pé' e 'pó'.
(__)Os vocábulos 'regiões' e 'ancestral' têm a mesma sílaba tônica e, portanto, pertencem à mesma classificação quanto à tonicidade.
A sequência que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo, é: 
Alternativas
Q3847231 Português
Analise cada enunciado abaixo em relação ao emprego do verbo, assinalando C ou E conforme esteja respectivamente certo ou errado. A seguir, assinale a sequência correta obtida.

(___) Havia muitas flores no jardim.
(___) Haviam operários naquela construção.
(___) Existe muitas frutas fora de época.
(___) Existem leis muito obsoletas. 
Alternativas
Q3847230 Português

  Imagem associada para resolução da questão


BECK, Alexandre. Tiras de Armandinho. . Disponível em <https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/27431-tiras-de-armandinho>. 


A expressão “sobre bolas de futebol na sala”, empregada na fala do personagem da tirinha acima, tem o sentido de: 

Alternativas
Q3847229 Português
Assinale a alternativa cujo elemento preenche corretamente o espaço em branco abaixo:
“Tudo aconteceu de relance, __________.”
Alternativas
Q3847228 Português
Assinale a alternativa que apresenta a forma verbal destacada corretamente empregada. 
Alternativas
Q3847227 Português
Assinale a alternativa que apresenta um enunciado totalmente correto em relação ao emprego dos pronomes. 
Alternativas
Q3847226 Português
“A mãe perguntou à filha:
– O que você quer ganhar no seu aniversário?”

Assinale a alternativa que apresenta uma forma reescrita correta do trecho acima, incluindo a pontuação adequada. 
Alternativas
Q3847225 Português
Assinale a alternativa em que a palavra “cabeça” está sendo empregada em seu sentido figurado.
Alternativas
Q3847224 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão.



Crônica do pão e da tradição

        Não era apenas o fato dele ser o melhor pão do mundo, era o pão da minha avó. E não era só o pão, era todo o mistério em torno dele que me intrigava quando criança. Ela me contava histórias desde o cultivo do trigo à descoberta da fermentação, sobre como os primeiros pães eram trabalhados, moldados e assados. Uma aula sobre a fabulosa e milenar tríade base: farinha de trigo, água e sal.

        Os densos pães de minha avó refletiam um tanto de sua personalidade, tão cheios de segredos e truques que só ela parecia saber. O universo se abria dentro de sua cozinha quando eu a observava se deleitar dentre os pães. Com movimentos certeiros minha avó sovava as massas elásticas, acrescentava em alguns pães gordura, em outros especiarias inusitadas. (...)

        Com uma umidade ideal, algumas tardes se faziam mais especiais que as outras. Minha avó as comemorava, religiosamente, indo para a cozinha quando o clima estava a seu favor. Ela, em seu pequeno forno a lenha, trabalhava incessantemente para que a temperatura e a umidade fossem ideais para seus pães, e explicava a mim a importância desses dois elementos ao se assar um bom pão.

         Ela, perfeccionista, dizia que o seu cuidado era em respeito às leveduras. Brincava me dizendo que toda vez que colocava a massa para descansar, as leveduras trabalhariam por ela, que, por sua vez, descansaria. “Pão é vida, minha neta!”. E também era, notoriamente, um dos motivos que deixava a minha avó tão viva.

        Sua bisneta nasceu. Tentei ensinar a minha filha, com muita responsabilidade, tudo o que minha avó havia me ensinado. Minha filha, com nojo da elasticidade da massa, intrigada ao saber que as leveduras eram organismos vivos e com dor nos braços de tanto sovar as massas, de forma muito espontânea, me questionou: “Mãe, não é mais fácil comprar?”.

       Naquele momento me senti frustrada em todos os sentidos, mas principalmente como mãe, não conseguindo despertar em minha filha toda a curiosidade que minha avó, com tanta sabedoria, me despertou. Tudo nela e na forma com que ela fazia seus pães era fascinante para a criança que fui. O tempo é outro! Mas, como se fosse hoje, o aroma dos pães de minha avó assombra as minhas narinas tão saudosas.


NOCE, Dani. Crônica do pão e da tradição. Gastronomia literária . Disponível em <https://www.daninoce.com.br/gastronomia/gas
tronomia-literaria-ickfd/cronica-do-pao-e-da
tradicao/>.  .
“toda vez que colocava a massa para descansar, as leveduras trabalhariam por ela”
A palavra destacada no trecho acima possui o sentido de: 
Alternativas
Q3847223 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão.



Crônica do pão e da tradição

        Não era apenas o fato dele ser o melhor pão do mundo, era o pão da minha avó. E não era só o pão, era todo o mistério em torno dele que me intrigava quando criança. Ela me contava histórias desde o cultivo do trigo à descoberta da fermentação, sobre como os primeiros pães eram trabalhados, moldados e assados. Uma aula sobre a fabulosa e milenar tríade base: farinha de trigo, água e sal.

        Os densos pães de minha avó refletiam um tanto de sua personalidade, tão cheios de segredos e truques que só ela parecia saber. O universo se abria dentro de sua cozinha quando eu a observava se deleitar dentre os pães. Com movimentos certeiros minha avó sovava as massas elásticas, acrescentava em alguns pães gordura, em outros especiarias inusitadas. (...)

        Com uma umidade ideal, algumas tardes se faziam mais especiais que as outras. Minha avó as comemorava, religiosamente, indo para a cozinha quando o clima estava a seu favor. Ela, em seu pequeno forno a lenha, trabalhava incessantemente para que a temperatura e a umidade fossem ideais para seus pães, e explicava a mim a importância desses dois elementos ao se assar um bom pão.

         Ela, perfeccionista, dizia que o seu cuidado era em respeito às leveduras. Brincava me dizendo que toda vez que colocava a massa para descansar, as leveduras trabalhariam por ela, que, por sua vez, descansaria. “Pão é vida, minha neta!”. E também era, notoriamente, um dos motivos que deixava a minha avó tão viva.

        Sua bisneta nasceu. Tentei ensinar a minha filha, com muita responsabilidade, tudo o que minha avó havia me ensinado. Minha filha, com nojo da elasticidade da massa, intrigada ao saber que as leveduras eram organismos vivos e com dor nos braços de tanto sovar as massas, de forma muito espontânea, me questionou: “Mãe, não é mais fácil comprar?”.

       Naquele momento me senti frustrada em todos os sentidos, mas principalmente como mãe, não conseguindo despertar em minha filha toda a curiosidade que minha avó, com tanta sabedoria, me despertou. Tudo nela e na forma com que ela fazia seus pães era fascinante para a criança que fui. O tempo é outro! Mas, como se fosse hoje, o aroma dos pães de minha avó assombra as minhas narinas tão saudosas.


NOCE, Dani. Crônica do pão e da tradição. Gastronomia literária . Disponível em <https://www.daninoce.com.br/gastronomia/gas
tronomia-literaria-ickfd/cronica-do-pao-e-da
tradicao/>.  .
“minha avó sovava as massas elásticas, acrescentava em alguns pães gordura, em outros especiarias inusitadas.”
Assinale a alternativa que apresenta um sinônimo para a palavra destacada acima. 
Alternativas
Q3847222 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão.



Crônica do pão e da tradição

        Não era apenas o fato dele ser o melhor pão do mundo, era o pão da minha avó. E não era só o pão, era todo o mistério em torno dele que me intrigava quando criança. Ela me contava histórias desde o cultivo do trigo à descoberta da fermentação, sobre como os primeiros pães eram trabalhados, moldados e assados. Uma aula sobre a fabulosa e milenar tríade base: farinha de trigo, água e sal.

        Os densos pães de minha avó refletiam um tanto de sua personalidade, tão cheios de segredos e truques que só ela parecia saber. O universo se abria dentro de sua cozinha quando eu a observava se deleitar dentre os pães. Com movimentos certeiros minha avó sovava as massas elásticas, acrescentava em alguns pães gordura, em outros especiarias inusitadas. (...)

        Com uma umidade ideal, algumas tardes se faziam mais especiais que as outras. Minha avó as comemorava, religiosamente, indo para a cozinha quando o clima estava a seu favor. Ela, em seu pequeno forno a lenha, trabalhava incessantemente para que a temperatura e a umidade fossem ideais para seus pães, e explicava a mim a importância desses dois elementos ao se assar um bom pão.

         Ela, perfeccionista, dizia que o seu cuidado era em respeito às leveduras. Brincava me dizendo que toda vez que colocava a massa para descansar, as leveduras trabalhariam por ela, que, por sua vez, descansaria. “Pão é vida, minha neta!”. E também era, notoriamente, um dos motivos que deixava a minha avó tão viva.

        Sua bisneta nasceu. Tentei ensinar a minha filha, com muita responsabilidade, tudo o que minha avó havia me ensinado. Minha filha, com nojo da elasticidade da massa, intrigada ao saber que as leveduras eram organismos vivos e com dor nos braços de tanto sovar as massas, de forma muito espontânea, me questionou: “Mãe, não é mais fácil comprar?”.

       Naquele momento me senti frustrada em todos os sentidos, mas principalmente como mãe, não conseguindo despertar em minha filha toda a curiosidade que minha avó, com tanta sabedoria, me despertou. Tudo nela e na forma com que ela fazia seus pães era fascinante para a criança que fui. O tempo é outro! Mas, como se fosse hoje, o aroma dos pães de minha avó assombra as minhas narinas tão saudosas.


NOCE, Dani. Crônica do pão e da tradição. Gastronomia literária . Disponível em <https://www.daninoce.com.br/gastronomia/gas
tronomia-literaria-ickfd/cronica-do-pao-e-da
tradicao/>.  .
Em relação ao texto “Crônica do pão e da tradição”, é correto afirmar que a autora: 
Alternativas
Q3847100 Português
     Imagem associada para resolução da questão
BECK, Alexandre. Tiras de Armandinho. Disponível em <https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/27431-tiras-de-armandinho>. 

A expressão “Sua tia partiu em uma viagem”, usada na tirinha acima, a princípio estava sugerindo uma notícia ruim. Nesse sentido, ela se apresenta sob qual figura de linguagem?
Alternativas
Q3847098 Português
Assinale a alternativa cuja palavra destacada introduz o sentido de consequência.
Alternativas
Q3847097 Português
Assinale a alternativa cujo termo destacado se apresenta como um sujeito na voz passiva, sofrendo a ação expressa pelo verbo.
Alternativas
Q3847096 Português
Assinale a alternativa que se apresenta correta com relação ao verbo destacado, de acordo com a concordância lógica da norma-padrão. 
Alternativas
Q3847095 Português
Assinale a alternativa cujos elementos preenchem corretamente as lacunas a seguir, na mesma ordem, atendendo à norma-padrão em relação à colocação pronominal.
- _______, por favor!
- Preciso que vocês _______.
- Jamais _______ algo tão insano. 
Alternativas
Q3847094 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Quando não havia internet


        Quando não havia internet, eu precisava ir de casa em casa na minha vizinhança comentando sobre os livros que havia acabado de ler. Batia à porta e assim que atendiam – não havia nenhum tipo de cumprimento – eu já começava a falar sobre o que havia mais me chamado a atenção na história.


        Às vezes, a pessoa levantava o polegar, em sinal de que havia gostado do que eu havia dito, e então voltava para dentro de casa, sem dizer nada. Em outras, mais raras, a pessoa comentava sobre o que eu havia acabado de falar e então a gente dava início ao que os antigos chamavam de “conversa”. Outras pessoas também podiam participar, inclusive gente que nenhum de nós havia visto na vida.


        Devo confessar que bem mais comum era a pessoa ouvir apenas o início do meu comentário e imediatamente me deixar de lado, demonstrando que não estava interessada no que eu tinha a dizer. Isso acontecia principalmente porque logo atrás de mim havia outra pessoa que também queria mostrar ou dizer algo ao meu vizinho. Geralmente, traziam uma foto, e as fotos faziam muito mais sucesso do que os comentários que eu tinha a fazer sobre livros.


        Naquele tempo, as pessoas precisavam tirar cópias das suas fotos – depois de revelar os filmes – e sair mostrando a todo vizinho, a todo amigo, a todo amigo de amigo com quem travasse relações. Muitos iam até a rua principal da cidade e lá expunham as suas fotos, geralmente do seu almoço ou seu rosto. Alguns gostavam tanto que compartilhavam a cópia.


        Bem mais complicado era compartilhar aquilo que uma pessoa dizia. Ainda me lembro bem, mais de uma vez os meus amigos gostaram tanto de uma coisa que eu havia acabado de falar que queriam que também os amigos deles ficassem sabendo daquilo. Para isso, levavamme com eles e a gente percorria as casas de todos os conhecidos deles a fim de que eu repetisse o que lhes havia dito. Era bem cansativo. (...)



FENDRICH, Henrique. Quando não havia internet. Escotilha. Disponível em <https://escotilha.com.br/cronicas/henrique-fendrich/quando-nao-havia-internet/> 

“eu já começava a falar sobre o que havia mais me chamado a atenção na história.”
A forma verbal composta destacada no trecho acima indica uma ação:
Alternativas
Q3847093 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Quando não havia internet


        Quando não havia internet, eu precisava ir de casa em casa na minha vizinhança comentando sobre os livros que havia acabado de ler. Batia à porta e assim que atendiam – não havia nenhum tipo de cumprimento – eu já começava a falar sobre o que havia mais me chamado a atenção na história.


        Às vezes, a pessoa levantava o polegar, em sinal de que havia gostado do que eu havia dito, e então voltava para dentro de casa, sem dizer nada. Em outras, mais raras, a pessoa comentava sobre o que eu havia acabado de falar e então a gente dava início ao que os antigos chamavam de “conversa”. Outras pessoas também podiam participar, inclusive gente que nenhum de nós havia visto na vida.


        Devo confessar que bem mais comum era a pessoa ouvir apenas o início do meu comentário e imediatamente me deixar de lado, demonstrando que não estava interessada no que eu tinha a dizer. Isso acontecia principalmente porque logo atrás de mim havia outra pessoa que também queria mostrar ou dizer algo ao meu vizinho. Geralmente, traziam uma foto, e as fotos faziam muito mais sucesso do que os comentários que eu tinha a fazer sobre livros.


        Naquele tempo, as pessoas precisavam tirar cópias das suas fotos – depois de revelar os filmes – e sair mostrando a todo vizinho, a todo amigo, a todo amigo de amigo com quem travasse relações. Muitos iam até a rua principal da cidade e lá expunham as suas fotos, geralmente do seu almoço ou seu rosto. Alguns gostavam tanto que compartilhavam a cópia.


        Bem mais complicado era compartilhar aquilo que uma pessoa dizia. Ainda me lembro bem, mais de uma vez os meus amigos gostaram tanto de uma coisa que eu havia acabado de falar que queriam que também os amigos deles ficassem sabendo daquilo. Para isso, levavamme com eles e a gente percorria as casas de todos os conhecidos deles a fim de que eu repetisse o que lhes havia dito. Era bem cansativo. (...)



FENDRICH, Henrique. Quando não havia internet. Escotilha. Disponível em <https://escotilha.com.br/cronicas/henrique-fendrich/quando-nao-havia-internet/> 

“Muitos iam até a rua principal da cidade e lá expunham as suas fotos”
Empregando o verbo destacado no trecho acima em outras situações, fica correto o seguinte enunciado: 
Alternativas
Q3847092 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Quando não havia internet


        Quando não havia internet, eu precisava ir de casa em casa na minha vizinhança comentando sobre os livros que havia acabado de ler. Batia à porta e assim que atendiam – não havia nenhum tipo de cumprimento – eu já começava a falar sobre o que havia mais me chamado a atenção na história.


        Às vezes, a pessoa levantava o polegar, em sinal de que havia gostado do que eu havia dito, e então voltava para dentro de casa, sem dizer nada. Em outras, mais raras, a pessoa comentava sobre o que eu havia acabado de falar e então a gente dava início ao que os antigos chamavam de “conversa”. Outras pessoas também podiam participar, inclusive gente que nenhum de nós havia visto na vida.


        Devo confessar que bem mais comum era a pessoa ouvir apenas o início do meu comentário e imediatamente me deixar de lado, demonstrando que não estava interessada no que eu tinha a dizer. Isso acontecia principalmente porque logo atrás de mim havia outra pessoa que também queria mostrar ou dizer algo ao meu vizinho. Geralmente, traziam uma foto, e as fotos faziam muito mais sucesso do que os comentários que eu tinha a fazer sobre livros.


        Naquele tempo, as pessoas precisavam tirar cópias das suas fotos – depois de revelar os filmes – e sair mostrando a todo vizinho, a todo amigo, a todo amigo de amigo com quem travasse relações. Muitos iam até a rua principal da cidade e lá expunham as suas fotos, geralmente do seu almoço ou seu rosto. Alguns gostavam tanto que compartilhavam a cópia.


        Bem mais complicado era compartilhar aquilo que uma pessoa dizia. Ainda me lembro bem, mais de uma vez os meus amigos gostaram tanto de uma coisa que eu havia acabado de falar que queriam que também os amigos deles ficassem sabendo daquilo. Para isso, levavamme com eles e a gente percorria as casas de todos os conhecidos deles a fim de que eu repetisse o que lhes havia dito. Era bem cansativo. (...)



FENDRICH, Henrique. Quando não havia internet. Escotilha. Disponível em <https://escotilha.com.br/cronicas/henrique-fendrich/quando-nao-havia-internet/> 

Em relação ao texto “Quando não havia internet”, é correto afirmar que o autor: 
Alternativas
Respostas
5681: B
5682: D
5683: E
5684: D
5685: B
5686: A
5687: C
5688: C
5689: B
5690: D
5691: E
5692: A
5693: E
5694: B
5695: E
5696: B
5697: D
5698: A
5699: C
5700: D