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Q3847897 Português
Leia o trecho extraído da BBC:
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as temperaturas ficam altas em diversas regiões, particularmente entre Rio de Janeiro e São Paulo, onde podem chegar a 40º C e 35º C, respectivamente.
As temperaturas estão batendo recordes não só no Brasil, mas em todo o mundo, nos últimos anos.
Na China, uma técnica ancestral tem ajudado a refrescar o interior de casas antigas.
Considerando as regras de acentuação, marque com V, as afirmativas verdadeiras, ou com F, as falsas.

(__)O vocábulo 'recordes' possui a antepenúltima sílaba tônica, podendo receber acento gráfico ou não.
(__)O vocábulo 'técnica' recebe acento gráfico porque é uma proparoxítona, ou seja, a sílaba tônica recai sobre a penúltima sílaba. Todas as palavras proparoxítonas recebem acento.
(__)O vocábulo 'só' recebe acento gráfico porque é um monossílabo tônico terminado em 'o', sendo acentuados todos os monossílabos tônicos terminados em 'a', 'e' ou 'o', como em 'pá', 'pé' e 'pó'.
(__)Os vocábulos 'regiões' e 'ancestral' têm a mesma sílaba tônica e, portanto, pertencem à mesma classificação quanto à tonicidade.

A sequência que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q3847780 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Acreditou-se por muito tempo que, deixando-se de lado a Revolução Industrial, a produção de bens de consumo nunca aumentou de forma tão rápida e robusta quanto por obra da invenção da agricultura. Graças à agricultura, pensava-se, os grupos humanos puderam tornar-se sedentários e assegurar uma provisão regular, conservando os grãos. Como dispunham de excedentes, as sociedades puderam dar-se ao luxo de manter indivíduos ou classes ‒ chefes, nobres, sacerdotes, artesãos ‒ que não participavam da produção de alimentos. No espaço de quatro ou cinco milênios, a impulsão dada pela agricultura e mantida por ela teria levado os homens de um modo de vida precário, ameaçado pela fome, a uma existência estável, primeiro em aldeias e finalmente em impérios.
    Essas eram as visões que prevaleciam até recentemente. Hoje, essa reconstrução simples e grandiosa da história humana jaz em ruínas. Pesquisas entre os povos sem agricultura, voltadas para questões como tempo de trabalho, produtividade e valor nutricional dos alimentos, demonstram que a maior parte deles leva uma vida confortável. Meios geográficos que, por ignorância de seus recursos naturais, julgávamos miseráveis reservam para aqueles que ali vivem grande quantidade de espécies vegetais muito apropriadas para a alimentação. Descobriu-se, por exemplo, que os indígenas das regiões desérticas da Califórnia, onde hoje uma pequena população branca subsiste com dificuldade, consumiam uma grande variedade de plantas selvagens de alto valor nutritivo.
    Calculou-se que, entre os povos que viviam da caça e da coleta de produtos selvagens, um homem supria as necessidades de quatro ou cinco pessoas, ou seja, tinha uma produtividade superior à de muitos camponeses europeus. Além disso, o tempo gasto com a procura de alimentos não excedia a média de três horas diárias, para uma produção alimentar bastante equilibrada e que ultrapassava 2 mil calorias por pessoa (média que inclui crianças e idosos).


(Claude Lévi-Strauss. Somos todos canibais, 2022. Adaptado)
Na reescrita do trecho do 1o parágrafo “... dispunham de excedentes...”, o termo destacado será substituído por “com” se a forma verbal “dispunham” for substituída por:
Alternativas
Q3847777 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Acreditou-se por muito tempo que, deixando-se de lado a Revolução Industrial, a produção de bens de consumo nunca aumentou de forma tão rápida e robusta quanto por obra da invenção da agricultura. Graças à agricultura, pensava-se, os grupos humanos puderam tornar-se sedentários e assegurar uma provisão regular, conservando os grãos. Como dispunham de excedentes, as sociedades puderam dar-se ao luxo de manter indivíduos ou classes ‒ chefes, nobres, sacerdotes, artesãos ‒ que não participavam da produção de alimentos. No espaço de quatro ou cinco milênios, a impulsão dada pela agricultura e mantida por ela teria levado os homens de um modo de vida precário, ameaçado pela fome, a uma existência estável, primeiro em aldeias e finalmente em impérios.
    Essas eram as visões que prevaleciam até recentemente. Hoje, essa reconstrução simples e grandiosa da história humana jaz em ruínas. Pesquisas entre os povos sem agricultura, voltadas para questões como tempo de trabalho, produtividade e valor nutricional dos alimentos, demonstram que a maior parte deles leva uma vida confortável. Meios geográficos que, por ignorância de seus recursos naturais, julgávamos miseráveis reservam para aqueles que ali vivem grande quantidade de espécies vegetais muito apropriadas para a alimentação. Descobriu-se, por exemplo, que os indígenas das regiões desérticas da Califórnia, onde hoje uma pequena população branca subsiste com dificuldade, consumiam uma grande variedade de plantas selvagens de alto valor nutritivo.
    Calculou-se que, entre os povos que viviam da caça e da coleta de produtos selvagens, um homem supria as necessidades de quatro ou cinco pessoas, ou seja, tinha uma produtividade superior à de muitos camponeses europeus. Além disso, o tempo gasto com a procura de alimentos não excedia a média de três horas diárias, para uma produção alimentar bastante equilibrada e que ultrapassava 2 mil calorias por pessoa (média que inclui crianças e idosos).


(Claude Lévi-Strauss. Somos todos canibais, 2022. Adaptado)
Em “Hoje, essa reconstrução simples e grandiosa da história humana jaz em ruínas.” (2º parágrafo), a expressão destacada apresenta
Alternativas
Q3847776 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Acreditou-se por muito tempo que, deixando-se de lado a Revolução Industrial, a produção de bens de consumo nunca aumentou de forma tão rápida e robusta quanto por obra da invenção da agricultura. Graças à agricultura, pensava-se, os grupos humanos puderam tornar-se sedentários e assegurar uma provisão regular, conservando os grãos. Como dispunham de excedentes, as sociedades puderam dar-se ao luxo de manter indivíduos ou classes ‒ chefes, nobres, sacerdotes, artesãos ‒ que não participavam da produção de alimentos. No espaço de quatro ou cinco milênios, a impulsão dada pela agricultura e mantida por ela teria levado os homens de um modo de vida precário, ameaçado pela fome, a uma existência estável, primeiro em aldeias e finalmente em impérios.
    Essas eram as visões que prevaleciam até recentemente. Hoje, essa reconstrução simples e grandiosa da história humana jaz em ruínas. Pesquisas entre os povos sem agricultura, voltadas para questões como tempo de trabalho, produtividade e valor nutricional dos alimentos, demonstram que a maior parte deles leva uma vida confortável. Meios geográficos que, por ignorância de seus recursos naturais, julgávamos miseráveis reservam para aqueles que ali vivem grande quantidade de espécies vegetais muito apropriadas para a alimentação. Descobriu-se, por exemplo, que os indígenas das regiões desérticas da Califórnia, onde hoje uma pequena população branca subsiste com dificuldade, consumiam uma grande variedade de plantas selvagens de alto valor nutritivo.
    Calculou-se que, entre os povos que viviam da caça e da coleta de produtos selvagens, um homem supria as necessidades de quatro ou cinco pessoas, ou seja, tinha uma produtividade superior à de muitos camponeses europeus. Além disso, o tempo gasto com a procura de alimentos não excedia a média de três horas diárias, para uma produção alimentar bastante equilibrada e que ultrapassava 2 mil calorias por pessoa (média que inclui crianças e idosos).


(Claude Lévi-Strauss. Somos todos canibais, 2022. Adaptado)
Considere os trechos a seguir:

“... uma pequena população branca subsiste com dificuldade...” (2º parágrafo)
“.. o tempo gasto com a procura de alimentos não excedia a média de três horas diárias...” (3º parágrafo)

No contexto em que se apresentam, os termos destacados são sinônimos de:
Alternativas
Q3847772 Português
Assinale a alternativa redigida em conformidade com a norma-padrão de concordância verbal.
Alternativas
Q3847770 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


     Tudo o que ouvi dizer de minha avó materna devo à insistência com que abordei o assunto. Minha mãe gostava de contar casos de família depois do jantar, sentada à mesa da copa ou numa poltrona de couro da sala, mas esse ela muitas vezes evitava com habilidade. Dizia que ainda era menina quando minha avó morreu, que as coisas que sabia tinha escutado entre os oito e os doze anos de idade, que a partir daí o convívio com a mãe ficou muito prejudicado ou então que sua memória andava fraca ultimamente. A impressão que me dava, vendo-a passar o dedo em cima de um friso da toalha ou de um veio saliente no braço da poltrona, era a de alguém que no primeiro instante se recorda e no seguinte abafa compulsivamente as imagens evocadas. Os motivos alegados podiam ser reais, mas não era verdade que sua memória estivesse fraca; pelo contrário, os anos pareciam beneficiá-la com as reflexões da velhice e a busca silenciosa de um sentido para a experiência. Além disso, era inevitável que mencionasse sua mãe como personagem relevante da sua história pessoal, o que acabou levando à composição de um quadro inteligível, ainda que sumário, dos sofrimentos de minha avó.


(Modesto Carone, Resumo de Ana, 1998)
Em “... as coisas que sabia tinha escutado entre os oito e os doze anos de idade”, a expressão destacada equivale a:
Alternativas
Q3847767 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


     Tudo o que ouvi dizer de minha avó materna devo à insistência com que abordei o assunto. Minha mãe gostava de contar casos de família depois do jantar, sentada à mesa da copa ou numa poltrona de couro da sala, mas esse ela muitas vezes evitava com habilidade. Dizia que ainda era menina quando minha avó morreu, que as coisas que sabia tinha escutado entre os oito e os doze anos de idade, que a partir daí o convívio com a mãe ficou muito prejudicado ou então que sua memória andava fraca ultimamente. A impressão que me dava, vendo-a passar o dedo em cima de um friso da toalha ou de um veio saliente no braço da poltrona, era a de alguém que no primeiro instante se recorda e no seguinte abafa compulsivamente as imagens evocadas. Os motivos alegados podiam ser reais, mas não era verdade que sua memória estivesse fraca; pelo contrário, os anos pareciam beneficiá-la com as reflexões da velhice e a busca silenciosa de um sentido para a experiência. Além disso, era inevitável que mencionasse sua mãe como personagem relevante da sua história pessoal, o que acabou levando à composição de um quadro inteligível, ainda que sumário, dos sofrimentos de minha avó.


(Modesto Carone, Resumo de Ana, 1998)
Durante as conversas com a mãe, o narrador sente que ela
Alternativas
Q3847610 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Acreditou-se por muito tempo que, deixando-se de lado a Revolução Industrial, a produção de bens de consumo nunca aumentou de forma tão rápida e robusta quanto por obra da invenção da agricultura. Graças à agricultura, pensava-se, os grupos humanos puderam tornar-se sedentários e assegurar uma provisão regular, conservando os grãos. Como dispunham de excedentes, as sociedades puderam dar-se ao luxo de manter indivíduos ou classes ‒ chefes, nobres, sacerdotes, artesãos ‒ que não participavam da produção de alimentos. No espaço de quatro ou cinco milênios, a impulsão dada pela agricultura e mantida por ela teria levado os homens de um modo de vida precário, ameaçado pela fome, a uma existência estável, primeiro em aldeias e finalmente em impérios.
    Essas eram as visões que prevaleciam até recentemente. Hoje, essa reconstrução simples e grandiosa da história humana jaz em ruínas. Pesquisas entre os povos sem agricultura, voltadas para questões como tempo de trabalho, produtividade e valor nutricional dos alimentos, demonstram que a maior parte deles leva uma vida confortável. Meios geográficos que, por ignorância de seus recursos naturais, julgávamos miseráveis reservam para aqueles que ali vivem grande quantidade de espécies vegetais muito apropriadas para a alimentação. Descobriu-se, por exemplo, que os indígenas das regiões desérticas da Califórnia, onde hoje uma pequena população branca subsiste com dificuldade, consumiam uma grande variedade de plantas selvagens de alto valor nutritivo.
    Calculou-se que, entre os povos que viviam da caça e da coleta de produtos selvagens, um homem supria as necessidades de quatro ou cinco pessoas, ou seja, tinha uma produtividade superior à de muitos camponeses europeus. Além disso, o tempo gasto com a procura de alimentos não excedia a média de três horas diárias, para uma produção alimentar bastante equilibrada e que ultrapassava 2 mil calorias por pessoa (média que inclui crianças e idosos).


(Claude Lévi-Strauss. Somos todos canibais, 2022. Adaptado)
Na reescrita do trecho do 1º parágrafo “... dispunham de excedentes...”, o termo destacado será substituído por “com” se a forma verbal “dispunham” for substituída por:
Alternativas
Q3847603 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Acreditou-se por muito tempo que, deixando-se de lado a Revolução Industrial, a produção de bens de consumo nunca aumentou de forma tão rápida e robusta quanto por obra da invenção da agricultura. Graças à agricultura, pensava-se, os grupos humanos puderam tornar-se sedentários e assegurar uma provisão regular, conservando os grãos. Como dispunham de excedentes, as sociedades puderam dar-se ao luxo de manter indivíduos ou classes ‒ chefes, nobres, sacerdotes, artesãos ‒ que não participavam da produção de alimentos. No espaço de quatro ou cinco milênios, a impulsão dada pela agricultura e mantida por ela teria levado os homens de um modo de vida precário, ameaçado pela fome, a uma existência estável, primeiro em aldeias e finalmente em impérios.
    Essas eram as visões que prevaleciam até recentemente. Hoje, essa reconstrução simples e grandiosa da história humana jaz em ruínas. Pesquisas entre os povos sem agricultura, voltadas para questões como tempo de trabalho, produtividade e valor nutricional dos alimentos, demonstram que a maior parte deles leva uma vida confortável. Meios geográficos que, por ignorância de seus recursos naturais, julgávamos miseráveis reservam para aqueles que ali vivem grande quantidade de espécies vegetais muito apropriadas para a alimentação. Descobriu-se, por exemplo, que os indígenas das regiões desérticas da Califórnia, onde hoje uma pequena população branca subsiste com dificuldade, consumiam uma grande variedade de plantas selvagens de alto valor nutritivo.
    Calculou-se que, entre os povos que viviam da caça e da coleta de produtos selvagens, um homem supria as necessidades de quatro ou cinco pessoas, ou seja, tinha uma produtividade superior à de muitos camponeses europeus. Além disso, o tempo gasto com a procura de alimentos não excedia a média de três horas diárias, para uma produção alimentar bastante equilibrada e que ultrapassava 2 mil calorias por pessoa (média que inclui crianças e idosos).


(Claude Lévi-Strauss. Somos todos canibais, 2022. Adaptado)
O autor demonstra que está ultrapassada a ideia segundo a qual a agricultura teria 
Alternativas
Q3847602 Português
Assinale a alternativa redigida em conformidade com a norma-padrão de concordância verbal.
Alternativas
Q3847601 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


     Tudo o que ouvi dizer de minha avó materna devo à insistência com que abordei o assunto. Minha mãe gostava de contar casos de família depois do jantar, sentada à mesa da copa ou numa poltrona de couro da sala, mas esse ela muitas vezes evitava com habilidade. Dizia que ainda era menina quando minha avó morreu, que as coisas que sabia tinha escutado entre os oito e os doze anos de idade, que a partir daí o convívio com a mãe ficou muito prejudicado ou então que sua memória andava fraca ultimamente. A impressão que me dava, vendo-a passar o dedo em cima de um friso da toalha ou de um veio saliente no braço da poltrona, era a de alguém que no primeiro instante se recorda e no seguinte abafa compulsivamente as imagens evocadas. Os motivos alegados podiam ser reais, mas não era verdade que sua memória estivesse fraca; pelo contrário, os anos pareciam beneficiá-la com as reflexões da velhice e a busca silenciosa de um sentido para a experiência. Além disso, era inevitável que mencionasse sua mãe como personagem relevante da sua história pessoal, o que acabou levando à composição de um quadro inteligível, ainda que sumário, dos sofrimentos de minha avó.


(Modesto Carone, Resumo de Ana, 1998)
No trecho “Tudo o que ouvi dizer de minha avó materna devo à insistência com que abordei o assunto.”, os termos destacados podem ser, correta e respectivamente, substituídos por:
Alternativas
Q3847546 Português
Assinale a alternativa em que o espaço em branco pode ser preenchido corretamente com “haviam”, de acordo com a concordância lógica formal. 
Alternativas
Q3847545 Português
  Imagem associada para resolução da questão
BECK, Alexandre. Tiras de Armandinho. Disponível em <https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/27431-tiras-de-armandinho>. 
 A expressão “não me pede”, na fala do personagem da tirinha acima, é uma forma: 
Alternativas
Q3847544 Português
Assinale a alternativa cujo espaço em branco pode ser preenchido corretamente com “de”. 
Alternativas
Q3847543 Português
Assinale a alternativa cuja palavra destacada indica uma circunstância da ação, e não uma qualidade de um ser.
Alternativas
Q3847542 Português
Assinale a alternativa que apresenta um enunciado correto em relação à colocação do pronome destacado. 
Alternativas
Q3847541 Português
Assinale a alternativa em que o espaço em branco pode ser preenchido corretamente com “à”. 
Alternativas
Q3847540 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras estão escritas de acordo com as normas vigentes de grafia da Língua Portuguesa. 
Alternativas
Q3847539 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão. 


Nem tudo são flores


        Quando levo meu cachorrinho para passear, meus olhos vão descobrindo alguns terraços cheios de flores, janelas com cortinas de crochê e bebedouros para os bem-te-vis. Um encanto! E cada dia que faço este passeio parece que esses terraços são mais e mais festivos, e que existem pessoas muito felizes naqueles lares. O sol, as flores, os bem-te-vis... Naturalmente penso, imagino e fantasio a vida de cada um daqueles recantos vistos com alegria de quem apenas passa.

        O que estarão fazendo os habitantes daquelas casas e apartamentos? Serão realmente felizes? É difícil imaginar que por detrás daqueles jardins encantados possa existir alguém triste, solitário e com uma montanha de problemas. Mas existem; as flores e os bem-te-vis camuflam a realidade que se imagina no seu interior.

     Mas gosto de ver, são momentos de ilusão, uma vez que me afasta da violência da cidade, das encrencas entre as pessoas – em parte civilizadas –, e me permite pensar que a vida se apresenta sempre maravilhosa. Deve ser o poder das flores! (...)

         Mas aquela imagem me levou a pensar em outra coisa: será que as pessoas não se tornam ídolos justamente porque são inacessíveis?

     Fico curiosa com biografias de grandes nomes e tenho interesse pelos aspectos ocultos de grandes vultos, de cientistas e pensadores que fizeram a história da humanidade. Os ídolos nunca são nossos iguais: precisam ficar no patamar da nossa admiração, protegidos da curiosidade humana, envoltos num mistério que nos fascina. No momento que se desnudam aos nossos olhos, a coisa muda.

         Por isso, não gostaria de adentrar nos terraços da minha rua; poderei olhar as flores, os bem-te-vis e pensar, por momentos, que o caminho que tracei para passear com meu cachorro é um percurso lindo, alegre que alimenta meus sonhos num mundo imaginário. Depois volto à realidade, pronta para levar o dia, com seu lado hilário e outro mais sério; afinal, nem tudo são flores. Mas se quero um pouco de fantasia, penso que preciso manter a distância das flores, dos terraços e até dos bem-te-vis que estão pelos caminhos da minha rua. Olhá-los de longe... É um presente para minha imaginação... Não me revelam o que pode estar por trás.



CARVALHO, Tais Luso de. Nem tudo são flores. Porto das crônicas. Disponível em <https://taisluso.blogspot.com/2009/06/o-poder-das-flores.html>.  

Assinale a alternativa em que a palavra destacada está sendo empregada em seu sentido figurado. 
Alternativas
Q3847538 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão. 


Nem tudo são flores


        Quando levo meu cachorrinho para passear, meus olhos vão descobrindo alguns terraços cheios de flores, janelas com cortinas de crochê e bebedouros para os bem-te-vis. Um encanto! E cada dia que faço este passeio parece que esses terraços são mais e mais festivos, e que existem pessoas muito felizes naqueles lares. O sol, as flores, os bem-te-vis... Naturalmente penso, imagino e fantasio a vida de cada um daqueles recantos vistos com alegria de quem apenas passa.

        O que estarão fazendo os habitantes daquelas casas e apartamentos? Serão realmente felizes? É difícil imaginar que por detrás daqueles jardins encantados possa existir alguém triste, solitário e com uma montanha de problemas. Mas existem; as flores e os bem-te-vis camuflam a realidade que se imagina no seu interior.

     Mas gosto de ver, são momentos de ilusão, uma vez que me afasta da violência da cidade, das encrencas entre as pessoas – em parte civilizadas –, e me permite pensar que a vida se apresenta sempre maravilhosa. Deve ser o poder das flores! (...)

         Mas aquela imagem me levou a pensar em outra coisa: será que as pessoas não se tornam ídolos justamente porque são inacessíveis?

     Fico curiosa com biografias de grandes nomes e tenho interesse pelos aspectos ocultos de grandes vultos, de cientistas e pensadores que fizeram a história da humanidade. Os ídolos nunca são nossos iguais: precisam ficar no patamar da nossa admiração, protegidos da curiosidade humana, envoltos num mistério que nos fascina. No momento que se desnudam aos nossos olhos, a coisa muda.

         Por isso, não gostaria de adentrar nos terraços da minha rua; poderei olhar as flores, os bem-te-vis e pensar, por momentos, que o caminho que tracei para passear com meu cachorro é um percurso lindo, alegre que alimenta meus sonhos num mundo imaginário. Depois volto à realidade, pronta para levar o dia, com seu lado hilário e outro mais sério; afinal, nem tudo são flores. Mas se quero um pouco de fantasia, penso que preciso manter a distância das flores, dos terraços e até dos bem-te-vis que estão pelos caminhos da minha rua. Olhá-los de longe... É um presente para minha imaginação... Não me revelam o que pode estar por trás.



CARVALHO, Tais Luso de. Nem tudo são flores. Porto das crônicas. Disponível em <https://taisluso.blogspot.com/2009/06/o-poder-das-flores.html>.  

“Depois volto à realidade, pronta para levar o dia, com seu lado hilário e outro mais sério”
A palavra destacada no trecho acima é sinônima de: 
Alternativas
Respostas
5661: E
5662: B
5663: E
5664: D
5665: C
5666: B
5667: E
5668: C
5669: A
5670: C
5671: E
5672: A
5673: C
5674: D
5675: E
5676: B
5677: E
5678: D
5679: C
5680: A