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Q3865614 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Mendigo


    Eu estava diante duma banca de jornais na Avenida, quando a mão do mendigo se estendeu. Dei-lhe uma nota tão suja e tão amassada quanto ele. Guardou-a no bolso, agradeceu com um seco obrigado e começou a ler as manchetes dos vespertinos. Depois me disse:

   — Não acredito um pingo em jornalistas. São muito mentirosos. Mas tá certo: mentem para ganhar a vida. O importante é o homem ganhar a vida, o resto é besteira.

    Calou-se e continuou a ler notícias eleitorais:

   — O Brasil ainda não teve um governo que prestasse. Nem rei, nem presidente. Tudo uma cambada só.

   Reconheceu algumas qualidades nessa ou naquela figura (aliás, com invulgar pertinência para um mendigo), mas isso, a seu ver, não queria dizer nada:

   — O problema é o fundo da coisa: o caso é que o homem não presta. Ora, se o homem não presta, todos os futuros presidentes também serão ruínas. A natureza humana é que é de barro ordinário. Meu pai, por exemplo, foi um homem bastante bom. Mas não deu certo ser bom durante muito tempo: então ele virou ruim.

   Suspeitando de que eu não estivesse convencido da sua teoria, passou a demonstrar para mim que também ele era um sujeito ordinário como os outros:

   — O senhor não vê? Estou aqui pedindo esmola, quando poderia estar trabalhando. Eu não tenho defeito físico nenhum e até que não posso me queixar da saúde.

   Tirei do bolso uma nota de cinquenta e lhe ofereci pela sua franqueza. (...)


CAMPOS, Paulo Mendes. Mendigo. In: Para Gostar de Ler. 12 ed. São Paulo: Ática, 1992. p. 70-71. (Volume 2 - Crônicas)
“Suspeitando de que eu não estivesse convencido da sua teoria, passou a demonstrar para mim que também ele era um sujeito ordinário como os outros”

O parágrafo do texto transcrito acima está reescrito com concordância correta na alternativa: 
Alternativas
Q3865613 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Mendigo


    Eu estava diante duma banca de jornais na Avenida, quando a mão do mendigo se estendeu. Dei-lhe uma nota tão suja e tão amassada quanto ele. Guardou-a no bolso, agradeceu com um seco obrigado e começou a ler as manchetes dos vespertinos. Depois me disse:

   — Não acredito um pingo em jornalistas. São muito mentirosos. Mas tá certo: mentem para ganhar a vida. O importante é o homem ganhar a vida, o resto é besteira.

    Calou-se e continuou a ler notícias eleitorais:

   — O Brasil ainda não teve um governo que prestasse. Nem rei, nem presidente. Tudo uma cambada só.

   Reconheceu algumas qualidades nessa ou naquela figura (aliás, com invulgar pertinência para um mendigo), mas isso, a seu ver, não queria dizer nada:

   — O problema é o fundo da coisa: o caso é que o homem não presta. Ora, se o homem não presta, todos os futuros presidentes também serão ruínas. A natureza humana é que é de barro ordinário. Meu pai, por exemplo, foi um homem bastante bom. Mas não deu certo ser bom durante muito tempo: então ele virou ruim.

   Suspeitando de que eu não estivesse convencido da sua teoria, passou a demonstrar para mim que também ele era um sujeito ordinário como os outros:

   — O senhor não vê? Estou aqui pedindo esmola, quando poderia estar trabalhando. Eu não tenho defeito físico nenhum e até que não posso me queixar da saúde.

   Tirei do bolso uma nota de cinquenta e lhe ofereci pela sua franqueza. (...)


CAMPOS, Paulo Mendes. Mendigo. In: Para Gostar de Ler. 12 ed. São Paulo: Ática, 1992. p. 70-71. (Volume 2 - Crônicas)
No primeiro parágrafo, o termo “seco” no trecho “Guardou-a no bolso, agradeceu com um seco obrigado e começou a ler as manchetes dos vespertinos.” NÃO é um sinônimo de: 
Alternativas
Q3865612 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Mendigo


    Eu estava diante duma banca de jornais na Avenida, quando a mão do mendigo se estendeu. Dei-lhe uma nota tão suja e tão amassada quanto ele. Guardou-a no bolso, agradeceu com um seco obrigado e começou a ler as manchetes dos vespertinos. Depois me disse:

   — Não acredito um pingo em jornalistas. São muito mentirosos. Mas tá certo: mentem para ganhar a vida. O importante é o homem ganhar a vida, o resto é besteira.

    Calou-se e continuou a ler notícias eleitorais:

   — O Brasil ainda não teve um governo que prestasse. Nem rei, nem presidente. Tudo uma cambada só.

   Reconheceu algumas qualidades nessa ou naquela figura (aliás, com invulgar pertinência para um mendigo), mas isso, a seu ver, não queria dizer nada:

   — O problema é o fundo da coisa: o caso é que o homem não presta. Ora, se o homem não presta, todos os futuros presidentes também serão ruínas. A natureza humana é que é de barro ordinário. Meu pai, por exemplo, foi um homem bastante bom. Mas não deu certo ser bom durante muito tempo: então ele virou ruim.

   Suspeitando de que eu não estivesse convencido da sua teoria, passou a demonstrar para mim que também ele era um sujeito ordinário como os outros:

   — O senhor não vê? Estou aqui pedindo esmola, quando poderia estar trabalhando. Eu não tenho defeito físico nenhum e até que não posso me queixar da saúde.

   Tirei do bolso uma nota de cinquenta e lhe ofereci pela sua franqueza. (...)


CAMPOS, Paulo Mendes. Mendigo. In: Para Gostar de Ler. 12 ed. São Paulo: Ática, 1992. p. 70-71. (Volume 2 - Crônicas)
O parágrafo do texto “Reconheceu algumas qualidades nessa ou naquela figura (aliás, com invulgar pertinência para um mendigo), mas isso, a seu ver, não queria dizer nada” está corretamente reescrito na primeira pessoa do presente do indicativo em qual das alternativas a seguir?
Alternativas
Q3865611 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Mendigo


    Eu estava diante duma banca de jornais na Avenida, quando a mão do mendigo se estendeu. Dei-lhe uma nota tão suja e tão amassada quanto ele. Guardou-a no bolso, agradeceu com um seco obrigado e começou a ler as manchetes dos vespertinos. Depois me disse:

   — Não acredito um pingo em jornalistas. São muito mentirosos. Mas tá certo: mentem para ganhar a vida. O importante é o homem ganhar a vida, o resto é besteira.

    Calou-se e continuou a ler notícias eleitorais:

   — O Brasil ainda não teve um governo que prestasse. Nem rei, nem presidente. Tudo uma cambada só.

   Reconheceu algumas qualidades nessa ou naquela figura (aliás, com invulgar pertinência para um mendigo), mas isso, a seu ver, não queria dizer nada:

   — O problema é o fundo da coisa: o caso é que o homem não presta. Ora, se o homem não presta, todos os futuros presidentes também serão ruínas. A natureza humana é que é de barro ordinário. Meu pai, por exemplo, foi um homem bastante bom. Mas não deu certo ser bom durante muito tempo: então ele virou ruim.

   Suspeitando de que eu não estivesse convencido da sua teoria, passou a demonstrar para mim que também ele era um sujeito ordinário como os outros:

   — O senhor não vê? Estou aqui pedindo esmola, quando poderia estar trabalhando. Eu não tenho defeito físico nenhum e até que não posso me queixar da saúde.

   Tirei do bolso uma nota de cinquenta e lhe ofereci pela sua franqueza. (...)


CAMPOS, Paulo Mendes. Mendigo. In: Para Gostar de Ler. 12 ed. São Paulo: Ática, 1992. p. 70-71. (Volume 2 - Crônicas)
Qual é a teoria do mendigo para explicar por que o Brasil não teria tido nenhum governo que prestasse? 
Alternativas
Q3865546 Português
Os dois pares de palavras a seguir foram formados segundo determinado critério, em um exercício aplicado em uma escola municipal de Porto Velho – RO.

Lacerado – cal.
Amoroso – roma.
Amorar – _______ .

Seguindo o mesmo critério, é CORRETO afirmar que a palavra que deverá ocupar o lugar da lacuna é: 
Alternativas
Q3865540 Português
Leia o trecho inicial de uma reportagem publicada por A Gazeta de Rondônia.

Porto Velho consolida projeto Construindo Campeões no esporte

Por Paulo de Tarso
Publicado em 29 de dezembro de 2025 às 20h29

      O esporte no município de Porto Velho foi fortalecido com a ampliação das modalidades do projeto Construindo Campeões, idealizado pela Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Turismo, Esporte e Lazer (Semtel), na atual gestão. Em 2025, cerca de 2 mil crianças e adolescentes foram assistidos pelo projeto, tanto na Capital quanto nos distritos. O resultado é fruto dos esforços e empenho da gestão municipal, na aplicação de políticas públicas no âmbito do esporte.

      De acordo com o titular da Semtel, Paulo Moraes Júnior, os alunos do projeto têm sido grandes protagonistas, mostrando suas habilidades e potencial. O incentivo da prefeitura, por meio da pasta de esportes, reafirma o compromisso com o desenvolvimento integral, fomentando habilidades físicas.

      “Temos o compromisso com o esporte porto-velhense, ativando ainda mais as habilidades de nossas crianças e jovens que anseiam por um futuro promissor dentro do esporte”.

[...]


Disponível em: https://agazetaderondonia.com.br/porto-velho-consolida-projeto-construindo-campeoes-no-esporte/. Acesso em: 30 dez. 2025.
Releia mais um trecho da reportagem.
“Temos o compromisso com o esporte porto-velhense, ativando ainda mais as habilidades de nossas crianças e jovens que anseiam por um futuro promissor dentro do esporte”.

Todas as afirmações sobre a parte em destaque estão corretas, EXCETO: 
Alternativas
Q3865539 Português
Leia o trecho inicial de uma reportagem publicada por A Gazeta de Rondônia.

Porto Velho consolida projeto Construindo Campeões no esporte

Por Paulo de Tarso
Publicado em 29 de dezembro de 2025 às 20h29

      O esporte no município de Porto Velho foi fortalecido com a ampliação das modalidades do projeto Construindo Campeões, idealizado pela Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Turismo, Esporte e Lazer (Semtel), na atual gestão. Em 2025, cerca de 2 mil crianças e adolescentes foram assistidos pelo projeto, tanto na Capital quanto nos distritos. O resultado é fruto dos esforços e empenho da gestão municipal, na aplicação de políticas públicas no âmbito do esporte.

      De acordo com o titular da Semtel, Paulo Moraes Júnior, os alunos do projeto têm sido grandes protagonistas, mostrando suas habilidades e potencial. O incentivo da prefeitura, por meio da pasta de esportes, reafirma o compromisso com o desenvolvimento integral, fomentando habilidades físicas.

      “Temos o compromisso com o esporte porto-velhense, ativando ainda mais as habilidades de nossas crianças e jovens que anseiam por um futuro promissor dentro do esporte”.

[...]


Disponível em: https://agazetaderondonia.com.br/porto-velho-consolida-projeto-construindo-campeoes-no-esporte/. Acesso em: 30 dez. 2025.
Releia este trecho do texto.
      O esporte no município de Porto Velho foi fortalecido com a ampliação das modalidades do projeto Construindo Campeões, idealizado pela Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Turismo, Esporte e Lazer (Semtel), na atual gestão. Em 2025, cerca de 2 mil crianças e adolescentes foram assistidos pelo projeto, tanto na Capital quanto nos distritos.

Sobre a voz verbal presente em ambos os períodos, é INCORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q3865538 Português
texto8.png (655×335)

Disponível em: https://www.facebook.com/linguaportuguesa07/posts/n%C3%A3o-deixem-de-assistir-essa-reportagem-asitua%C3%A7%C3%A3o-%C3%A9-realmente-complicada/312698425466854/. Acesso em: 30 dez. 2025 
Sobre as informações presentes no post, analise as afirmações a seguir:

I. À expressão “não sabem usar corretamente a língua portuguesa”, subjaz uma visão de língua calcada na prescrição e no dialogismo, que desconsidera os contextos de uso.
II. Matérias como essa, publicada pelo g1, acabam por veicular preconceito linguístico ao não se darem conta de que o português no Brasil apresenta um alto grau de diversidade e de variabilidade.
III. O trecho “Não deixem de assistir essa reportagem” apresenta, segundo a prescrição gramatical, um erro de regência, o que revela uma contradição em relação ao que se preconiza como “usar corretamente a língua portuguesa”.

Está INCORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Q3865537 Português
Leia este poema.

E as margens

Respira mansa a superfície do lago
silêncio e lágrimas pesam-lhe as margens.

Uma mulher quieta
enche as mãos de sangue
cortando o azul
da superfície de vidro.


Tavares, Ana Paula. As margens. In: Amargos como os frutos: poesia reunida. Rio de Janeiro: Pallas, 2011. p. 130.
A poesia da angolana Ana Paula Ribeiro Tavares, autora do texto, é marcada por um lirismo intenso e se apresenta como uma voz singular, construída a partir de uma concepção feminina e intimista.
No contexto do poema “E as margens”, avalie as afirmações a seguir e marque V para as verdadeiras e F para as falsas.

(__) A relação entre os vocábulos “superfície” e “margens”, nos dois primeiros versos, é de aquiescência entre a mansuetude da superfície do lago e o peso das margens provocado pelo silêncio e pelas lágrimas do eu lírico.
(__) “Estar na margem”, metaforicamente, pode significar “não estar no centro”, considerando-se que o eu lírico se trata de uma personagem afrofeminina, o que enfatiza a perspectiva dessa voz poética, seus desafios e sua (re)existência.
(__) O lago, no poema, simboliza nascimento, fonte de vida, sacralidade, ancestralidade. O eu lírico está diante de uma superfície espelhada, que reflete sua imagem e sua condição de existência, com suas dores e seus desafios.
(__) A mansidão do lago, apresentada na primeira estrofe, é quebrada pelos três últimos versos do poema, sugerindo que o eu lírico, ao tocar a água, rompe com a própria imagem e provoca desequilíbrios pessoais e sociais.

A sequência que preenche os parênteses CORRETAMENTE é: 
Alternativas
Q3865536 Português
Leia a tirinha de Armandinho.

texto6.png (657×195)

Disponível em: https://www.tumblr.com/tirasarmandinho. Acesso em: 28 dez. 2025. 
O fenômeno da variação linguística é inerente a todas as línguas humanas, o que significa dizer que elas variam no tempo, no espaço, em diferentes classes sociais, nos variados contextos de uso.
A tirinha de Armandinho exemplifica esse fenômeno linguístico, salientando que: 
Alternativas
Q3865535 Português
Leia este meme publicado em redes sociais.

5.png (567×555)

Disponível em: https://www.facebook.com/photo?fbid=869880872102425&set=a.238417511915434&locale=pt_BR. Acesso em: 28 dez. 2025.
O meme, intitulado “Calor surreal”, SÓ NÃO estabelece uma relação intertextual com a tela “A persistência da memória”, do pintor espanhol Salvador Dalí, porque: 
Alternativas
Q3865534 Português
Leia trechos de uma matéria publicada no jornal O Globo.


Como o corpo humano reage ao forte calor [...]
[...]
Por O GLOBO — São Paulo
27/12/2025


       Com a chegada do verão neste final de ano, o calor passa a ser o companheiro do brasileiro. Ele vem manso. Começa com um suorzinho, e a gente se abana. O termômetro sobe um pouco mais, e afrouxamos o colarinho e bebemos água. Mas, de repente, parece que estamos assando por dentro. Se estamos no ônibus lotado então... Logo ficamos ofegantes, sentimos uma tonteira e podemos até desmaiar.

       [...]

       Os efeitos do calorão ambiente podem ser extremos. O corpo humano precisa manter constante a temperatura interna a 36,5 °C, não importando o termômetro no exterior. Em dias muito quentes, para conseguir isso o corpo fica sobrecarregado, células literalmente derretem. E nosso sistema de resfriamento pode entrar em colapso.

       Para você não derreter, há dicas de como driblar o calorão com muita hidratação, roupas mais leves e até compressas de água gelada.


       O calorão mata

       Nenhum extremo climático é mais mortal do que ondas de calor como a que estamos vivendo e devem se repetir nos próximos meses, fazendo de 2023 e 2024 os anos mais quentes da História. Mais pessoas morrem em decorrência do calor do que de todos os outros desastres climáticos combinados - em 2019, foram 489 mil mortes.


       Os principais alvos

       Idosos, crianças, pessoas obesas, diabéticos, cardíacos, portadores de doenças respiratórias e pacientes renais são os mais sensíveis ao calorão. E mulheres, em geral, têm menor tolerância do que os homens, devido à distribuição de gordura e a fatores hormonais.

[...]


Disponível em: https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2025/12/27/como-o-corpo-humano-reage-ao-forte-calor-videografico-explica.ghtml. Acesso em 27 dez. 2025
Ao ler a matéria, o leitor tem a sensação de imediatismo, de contemporaneidade, como se o que é veiculado estivesse ocorrendo no momento da leitura, o que acaba por provocar vivacidade e um certo impacto.
Essa consequência, na matéria jornalística lida, é obtida principalmente por: 
Alternativas
Q3865533 Português
Leia trechos de uma matéria publicada no jornal O Globo.


Como o corpo humano reage ao forte calor [...]
[...]
Por O GLOBO — São Paulo
27/12/2025


       Com a chegada do verão neste final de ano, o calor passa a ser o companheiro do brasileiro. Ele vem manso. Começa com um suorzinho, e a gente se abana. O termômetro sobe um pouco mais, e afrouxamos o colarinho e bebemos água. Mas, de repente, parece que estamos assando por dentro. Se estamos no ônibus lotado então... Logo ficamos ofegantes, sentimos uma tonteira e podemos até desmaiar.

       [...]

       Os efeitos do calorão ambiente podem ser extremos. O corpo humano precisa manter constante a temperatura interna a 36,5 °C, não importando o termômetro no exterior. Em dias muito quentes, para conseguir isso o corpo fica sobrecarregado, células literalmente derretem. E nosso sistema de resfriamento pode entrar em colapso.

       Para você não derreter, há dicas de como driblar o calorão com muita hidratação, roupas mais leves e até compressas de água gelada.


       O calorão mata

       Nenhum extremo climático é mais mortal do que ondas de calor como a que estamos vivendo e devem se repetir nos próximos meses, fazendo de 2023 e 2024 os anos mais quentes da História. Mais pessoas morrem em decorrência do calor do que de todos os outros desastres climáticos combinados - em 2019, foram 489 mil mortes.


       Os principais alvos

       Idosos, crianças, pessoas obesas, diabéticos, cardíacos, portadores de doenças respiratórias e pacientes renais são os mais sensíveis ao calorão. E mulheres, em geral, têm menor tolerância do que os homens, devido à distribuição de gordura e a fatores hormonais.

[...]


Disponível em: https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2025/12/27/como-o-corpo-humano-reage-ao-forte-calor-videografico-explica.ghtml. Acesso em 27 dez. 2025
Para criar uma sensação de familiaridade com os leitores e aproximá-los do conteúdo do texto, foram usados, no primeiro parágrafo, dois recursos linguísticos principais.
São eles: 
Alternativas
Q3865532 Português
Leia o cartaz de uma campanha institucional contra a violência de gênero.

texto2.png (811×641)

Dispnível em: https://www.cnmp.mp.br/defesadasvitimas/images/campanha-download/campanha/pecas-producao-grafica/cartazesa3/Cartaz_Feminicidio.pdf. Acesso em: 27 dez. 2025.
Comparando-se as informações do cartaz e da nota oficial do Ministério das Mulheres, analise as afirmações a seguir.

I. Tanto o cartaz quanto a nota oficial, ambos os textos multimodais, têm como objetivo primordial a conscientização da sociedade sobre a relevância de ações de acolhimento a mulheres vítimas de violência.
II. O foco do cartaz é o acolhimento das mulheres vítimas de violência, o que, imageticamente, é evidenciado pela grafia do vocábulo “acolhido”; o foco da nota oficial é a resposta institucional ao feminicídio de Tainara Souza Santos ocorrido em São Paulo, que chocou a sociedade brasileira.
III. A medrança da violência contra as mulheres, no cartaz, é sinalizada pela imagem de uma linha que vai se emaranhando até se transformar em uma mão com uma arma apontada; já na nota, a medrança da violência contra as mulheres é sinalizada pela promulgação da campanha Mulheres Vivas – Festas sem Violência.
IV. O cartaz enfatiza a importância de se valorizar qualquer relato de mulheres vítimas de violência; a nota oficial também acera essa importância ao incentivar o uso do Ligue 180 e do 190.

Está CORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Q3865531 Português
Leia a nota oficial sobre o feminicídio de Tainara Souza Santos publicada pelo Ministério das Mulheres (Governo Federal).


NOTA OFICIAL

Nota sobre o feminicídio de Tainara Souza Santos

Publicado em 26/12/2025

        O Ministério das Mulheres manifesta profundo pesar e se solidariza com familiares e amigos/as de Tainara Souza Santos, vítima de feminicídio em São Paulo (SP). Nenhuma mulher deve ter sua vida interrompida pela violência. O assassinato brutal de Tainara é inaceitável e exige resposta rápida e responsabilização exemplar.

        O Ministério das Mulheres acompanha as providências cabíveis e acionou a rede para assegurar acolhimento, proteção e garantia de direitos aos familiares. A violência não pode ser naturalizada, relativizada ou silenciada. O Estado precisa agir com rigor e celeridade – e a sociedade precisa romper o silêncio.

        Neste período, o Ministério está mobilizando a campanha Mulheres Vivas – Festas sem Violência, articulando com governos estaduais e municipais, lideranças e movimentos sociais para que acompanhem e dialoguem com toda a sociedade, em defesa da paz e de nenhuma violência contra as mulheres.

        Em situação de violência, busque ajuda. O Ligue 180 é gratuito e funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, em todo o Brasil. Em caso de emergência, acione o 190.


MINISTÉRIO DAS MULHERES
26 de dezembro de 2025
Categoria
Justiça e Segurança


Disponível em <https://www.gov.br/mulheres/pt-br/central-de-conteudos/noticias/2025/dezembro/nota-sobre-o-feminicidio-de-tainara-souza-santos.> Acesso em: 27 dez. 2025
As demandas elencadas a seguir são inferíveis a partir da leitura da nota oficial, EXCETO:
Alternativas
Q3865385 Português

Silenciosamente barulhento


A ideia de recomeço atualmente vem batizada com uma camada de cafonice. Talvez seja fruto das propagandas de fim de ano, talvez seja a facilidade com que recorremos ao conceito. Começar do zero é tentador porque implicitamente nos permite abandonar erros ou versões desgastadas de nós mesmos as quais já não nos orgulhamos. Ao mesmo tempo, todo desmanche vem carregado do medo de encarar o novo. Para onde vou? Quem sou eu? O que eu faço a partir de agora?


Se falamos de viradas, quase sempre as associamos à ideia de barulho. É preciso brindar o novo — não é isso que fazemos a cada término de ano, afinal? Muitas vezes preparamos a festa da mudança de rota sem nem mesmo traçá-la primeiro. Queremos anunciar o novo ainda antes de entendê-lo.


Mas recomeços raramente gritam. Eles costumam chegar em silêncio. É certo que, quando a travessia envolve reorganizações internas, mil vozes parecem habitar a mente sem controle algum. E é por isso mesmo que nenhum gesto verdadeiro de mudança ocorre em paralelo ao caos e às crises. Poucos entendem que é preciso primeiro assentar a terra para depois decidir o que pode (ou não) ser construído sobre ela. É aí que passam a existir os silêncios que, na verdade, funcionam como sussurros: bem baixinho, a vida nos mostra o caminho.


Como em qualquer bota-fora que fazemos dentro de casa, ao esvaziar gavetas e armários de tralhas e papeladas que já não servem mais para nada, o vazio se torna ponto de partida. Nele, o silêncio desconfortável nos obriga a escutar aquilo que evitamos quando estamos ocupados demais explicando quem somos.


Não _____ toa, 2026 se anuncia como um ano de início. A Numerologia o define como um ano 1 — aquele em que os inícios ganham destaque. Não _____ traga respostas prontas, mas _____ nos devolve às perguntas certas. Porém, existe um tempo pouco celebrado chamado latência: o intervalo entre o estímulo e a resposta. Em um mundo que exige reações imediatas, talvez recomeçar seja justamente ampliar esse espaço.


Não responder ainda.

Não decidir agora.

Permitir que o silêncio faça o que o impulso não sabe.


Emily Dickinson escreveu quase toda a sua obra em silêncio e reclusão, longe de qualquer urgência de publicação ou resposta. Talvez soubesse que certos começos não sobrevivem ao excesso de explicação. Há coisas que só amadurecem quando não precisam ser anunciadas.


Ou, ainda, o que chamamos de pausa seja, na verdade, outra coisa. Um estado de suspensão. Um tempo em que não avançamos nem recuamos — apenas sustentamos. Não se trata de inércia, mas de lucidez: manter decisões no ar até que façam sentido ao tocar o chão. Há momentos em que seguir adiante exige exatamente isso: não agir.


Ao menos, não ainda.


Autor: Pedro Guerra - GZH (adaptado).

Na estrutura do período “antes de entendê-lo”, identifica-se o tipo de colocação pronominal denominado: 
Alternativas
Q3865384 Português

Silenciosamente barulhento


A ideia de recomeço atualmente vem batizada com uma camada de cafonice. Talvez seja fruto das propagandas de fim de ano, talvez seja a facilidade com que recorremos ao conceito. Começar do zero é tentador porque implicitamente nos permite abandonar erros ou versões desgastadas de nós mesmos as quais já não nos orgulhamos. Ao mesmo tempo, todo desmanche vem carregado do medo de encarar o novo. Para onde vou? Quem sou eu? O que eu faço a partir de agora?


Se falamos de viradas, quase sempre as associamos à ideia de barulho. É preciso brindar o novo — não é isso que fazemos a cada término de ano, afinal? Muitas vezes preparamos a festa da mudança de rota sem nem mesmo traçá-la primeiro. Queremos anunciar o novo ainda antes de entendê-lo.


Mas recomeços raramente gritam. Eles costumam chegar em silêncio. É certo que, quando a travessia envolve reorganizações internas, mil vozes parecem habitar a mente sem controle algum. E é por isso mesmo que nenhum gesto verdadeiro de mudança ocorre em paralelo ao caos e às crises. Poucos entendem que é preciso primeiro assentar a terra para depois decidir o que pode (ou não) ser construído sobre ela. É aí que passam a existir os silêncios que, na verdade, funcionam como sussurros: bem baixinho, a vida nos mostra o caminho.


Como em qualquer bota-fora que fazemos dentro de casa, ao esvaziar gavetas e armários de tralhas e papeladas que já não servem mais para nada, o vazio se torna ponto de partida. Nele, o silêncio desconfortável nos obriga a escutar aquilo que evitamos quando estamos ocupados demais explicando quem somos.


Não _____ toa, 2026 se anuncia como um ano de início. A Numerologia o define como um ano 1 — aquele em que os inícios ganham destaque. Não _____ traga respostas prontas, mas _____ nos devolve às perguntas certas. Porém, existe um tempo pouco celebrado chamado latência: o intervalo entre o estímulo e a resposta. Em um mundo que exige reações imediatas, talvez recomeçar seja justamente ampliar esse espaço.


Não responder ainda.

Não decidir agora.

Permitir que o silêncio faça o que o impulso não sabe.


Emily Dickinson escreveu quase toda a sua obra em silêncio e reclusão, longe de qualquer urgência de publicação ou resposta. Talvez soubesse que certos começos não sobrevivem ao excesso de explicação. Há coisas que só amadurecem quando não precisam ser anunciadas.


Ou, ainda, o que chamamos de pausa seja, na verdade, outra coisa. Um estado de suspensão. Um tempo em que não avançamos nem recuamos — apenas sustentamos. Não se trata de inércia, mas de lucidez: manter decisões no ar até que façam sentido ao tocar o chão. Há momentos em que seguir adiante exige exatamente isso: não agir.


Ao menos, não ainda.


Autor: Pedro Guerra - GZH (adaptado).

Considerando a relação sintática estabelecida no período “Em um mundo que exige reações imediatas”, a classe gramatical exercida pelo termo “que” é:
Alternativas
Q3865383 Português

Silenciosamente barulhento


A ideia de recomeço atualmente vem batizada com uma camada de cafonice. Talvez seja fruto das propagandas de fim de ano, talvez seja a facilidade com que recorremos ao conceito. Começar do zero é tentador porque implicitamente nos permite abandonar erros ou versões desgastadas de nós mesmos as quais já não nos orgulhamos. Ao mesmo tempo, todo desmanche vem carregado do medo de encarar o novo. Para onde vou? Quem sou eu? O que eu faço a partir de agora?


Se falamos de viradas, quase sempre as associamos à ideia de barulho. É preciso brindar o novo — não é isso que fazemos a cada término de ano, afinal? Muitas vezes preparamos a festa da mudança de rota sem nem mesmo traçá-la primeiro. Queremos anunciar o novo ainda antes de entendê-lo.


Mas recomeços raramente gritam. Eles costumam chegar em silêncio. É certo que, quando a travessia envolve reorganizações internas, mil vozes parecem habitar a mente sem controle algum. E é por isso mesmo que nenhum gesto verdadeiro de mudança ocorre em paralelo ao caos e às crises. Poucos entendem que é preciso primeiro assentar a terra para depois decidir o que pode (ou não) ser construído sobre ela. É aí que passam a existir os silêncios que, na verdade, funcionam como sussurros: bem baixinho, a vida nos mostra o caminho.


Como em qualquer bota-fora que fazemos dentro de casa, ao esvaziar gavetas e armários de tralhas e papeladas que já não servem mais para nada, o vazio se torna ponto de partida. Nele, o silêncio desconfortável nos obriga a escutar aquilo que evitamos quando estamos ocupados demais explicando quem somos.


Não _____ toa, 2026 se anuncia como um ano de início. A Numerologia o define como um ano 1 — aquele em que os inícios ganham destaque. Não _____ traga respostas prontas, mas _____ nos devolve às perguntas certas. Porém, existe um tempo pouco celebrado chamado latência: o intervalo entre o estímulo e a resposta. Em um mundo que exige reações imediatas, talvez recomeçar seja justamente ampliar esse espaço.


Não responder ainda.

Não decidir agora.

Permitir que o silêncio faça o que o impulso não sabe.


Emily Dickinson escreveu quase toda a sua obra em silêncio e reclusão, longe de qualquer urgência de publicação ou resposta. Talvez soubesse que certos começos não sobrevivem ao excesso de explicação. Há coisas que só amadurecem quando não precisam ser anunciadas.


Ou, ainda, o que chamamos de pausa seja, na verdade, outra coisa. Um estado de suspensão. Um tempo em que não avançamos nem recuamos — apenas sustentamos. Não se trata de inércia, mas de lucidez: manter decisões no ar até que façam sentido ao tocar o chão. Há momentos em que seguir adiante exige exatamente isso: não agir.


Ao menos, não ainda.


Autor: Pedro Guerra - GZH (adaptado).

Considerando a identificação de dígrafos consonantais e vocálicos nas palavras “sussurros” e “assentar”, complete corretamente as lacunas, indicando, respectivamente, o número de dígrafos presentes em cada vocábulo:

Na palavra “sussurros” há ______ dígrafos, e na palavra “assentar” há ______ dígrafos. 
Alternativas
Q3865382 Português

Silenciosamente barulhento


A ideia de recomeço atualmente vem batizada com uma camada de cafonice. Talvez seja fruto das propagandas de fim de ano, talvez seja a facilidade com que recorremos ao conceito. Começar do zero é tentador porque implicitamente nos permite abandonar erros ou versões desgastadas de nós mesmos as quais já não nos orgulhamos. Ao mesmo tempo, todo desmanche vem carregado do medo de encarar o novo. Para onde vou? Quem sou eu? O que eu faço a partir de agora?


Se falamos de viradas, quase sempre as associamos à ideia de barulho. É preciso brindar o novo — não é isso que fazemos a cada término de ano, afinal? Muitas vezes preparamos a festa da mudança de rota sem nem mesmo traçá-la primeiro. Queremos anunciar o novo ainda antes de entendê-lo.


Mas recomeços raramente gritam. Eles costumam chegar em silêncio. É certo que, quando a travessia envolve reorganizações internas, mil vozes parecem habitar a mente sem controle algum. E é por isso mesmo que nenhum gesto verdadeiro de mudança ocorre em paralelo ao caos e às crises. Poucos entendem que é preciso primeiro assentar a terra para depois decidir o que pode (ou não) ser construído sobre ela. É aí que passam a existir os silêncios que, na verdade, funcionam como sussurros: bem baixinho, a vida nos mostra o caminho.


Como em qualquer bota-fora que fazemos dentro de casa, ao esvaziar gavetas e armários de tralhas e papeladas que já não servem mais para nada, o vazio se torna ponto de partida. Nele, o silêncio desconfortável nos obriga a escutar aquilo que evitamos quando estamos ocupados demais explicando quem somos.


Não _____ toa, 2026 se anuncia como um ano de início. A Numerologia o define como um ano 1 — aquele em que os inícios ganham destaque. Não _____ traga respostas prontas, mas _____ nos devolve às perguntas certas. Porém, existe um tempo pouco celebrado chamado latência: o intervalo entre o estímulo e a resposta. Em um mundo que exige reações imediatas, talvez recomeçar seja justamente ampliar esse espaço.


Não responder ainda.

Não decidir agora.

Permitir que o silêncio faça o que o impulso não sabe.


Emily Dickinson escreveu quase toda a sua obra em silêncio e reclusão, longe de qualquer urgência de publicação ou resposta. Talvez soubesse que certos começos não sobrevivem ao excesso de explicação. Há coisas que só amadurecem quando não precisam ser anunciadas.


Ou, ainda, o que chamamos de pausa seja, na verdade, outra coisa. Um estado de suspensão. Um tempo em que não avançamos nem recuamos — apenas sustentamos. Não se trata de inércia, mas de lucidez: manter decisões no ar até que façam sentido ao tocar o chão. Há momentos em que seguir adiante exige exatamente isso: não agir.


Ao menos, não ainda.


Autor: Pedro Guerra - GZH (adaptado).

Considerando a estrutura sintática do período “Eles costumam chegar em silêncio”, pode-se afirmar que o sujeito é classificado como:
Alternativas
Q3865381 Português

Silenciosamente barulhento


A ideia de recomeço atualmente vem batizada com uma camada de cafonice. Talvez seja fruto das propagandas de fim de ano, talvez seja a facilidade com que recorremos ao conceito. Começar do zero é tentador porque implicitamente nos permite abandonar erros ou versões desgastadas de nós mesmos as quais já não nos orgulhamos. Ao mesmo tempo, todo desmanche vem carregado do medo de encarar o novo. Para onde vou? Quem sou eu? O que eu faço a partir de agora?


Se falamos de viradas, quase sempre as associamos à ideia de barulho. É preciso brindar o novo — não é isso que fazemos a cada término de ano, afinal? Muitas vezes preparamos a festa da mudança de rota sem nem mesmo traçá-la primeiro. Queremos anunciar o novo ainda antes de entendê-lo.


Mas recomeços raramente gritam. Eles costumam chegar em silêncio. É certo que, quando a travessia envolve reorganizações internas, mil vozes parecem habitar a mente sem controle algum. E é por isso mesmo que nenhum gesto verdadeiro de mudança ocorre em paralelo ao caos e às crises. Poucos entendem que é preciso primeiro assentar a terra para depois decidir o que pode (ou não) ser construído sobre ela. É aí que passam a existir os silêncios que, na verdade, funcionam como sussurros: bem baixinho, a vida nos mostra o caminho.


Como em qualquer bota-fora que fazemos dentro de casa, ao esvaziar gavetas e armários de tralhas e papeladas que já não servem mais para nada, o vazio se torna ponto de partida. Nele, o silêncio desconfortável nos obriga a escutar aquilo que evitamos quando estamos ocupados demais explicando quem somos.


Não _____ toa, 2026 se anuncia como um ano de início. A Numerologia o define como um ano 1 — aquele em que os inícios ganham destaque. Não _____ traga respostas prontas, mas _____ nos devolve às perguntas certas. Porém, existe um tempo pouco celebrado chamado latência: o intervalo entre o estímulo e a resposta. Em um mundo que exige reações imediatas, talvez recomeçar seja justamente ampliar esse espaço.


Não responder ainda.

Não decidir agora.

Permitir que o silêncio faça o que o impulso não sabe.


Emily Dickinson escreveu quase toda a sua obra em silêncio e reclusão, longe de qualquer urgência de publicação ou resposta. Talvez soubesse que certos começos não sobrevivem ao excesso de explicação. Há coisas que só amadurecem quando não precisam ser anunciadas.


Ou, ainda, o que chamamos de pausa seja, na verdade, outra coisa. Um estado de suspensão. Um tempo em que não avançamos nem recuamos — apenas sustentamos. Não se trata de inércia, mas de lucidez: manter decisões no ar até que façam sentido ao tocar o chão. Há momentos em que seguir adiante exige exatamente isso: não agir.


Ao menos, não ainda.


Autor: Pedro Guerra - GZH (adaptado).

Considerando as relações morfossintáticas estabelecidas no período “Talvez seja fruto das propagandas de fim de ano, talvez seja a facilidade com que recorremos ao conceito”, analise as assertivas a seguir acerca da estrutura sintática e das classes envolvidas:
I. O termo “talvez” exerce função de advérbio modalizador, incidindo sobre o verbo “seja” e contribuindo para o valor de incerteza da enunciação. II. As formas verbais “seja” encontram-se no modo subjuntivo, em correlação com a ideia de hipótese introduzida pelo advérbio inicial. III. A expressão “com que recorremos ao conceito” constitui oração subordinada adjetiva explicativa, com função de modificar diretamente o núcleo “facilidade”.

Está(ão) CORRETA(S): 
Alternativas
Respostas
5461: C
5462: E
5463: A
5464: D
5465: C
5466: B
5467: D
5468: A
5469: A
5470: B
5471: C
5472: D
5473: B
5474: B
5475: E
5476: B
5477: E
5478: B
5479: B
5480: C