Foram encontradas 6.389 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.
Eles viram a Terra do Espaço, e isso os transformou
Por Nadia Drake
- Para a maioria de nós, a Terra é o espaço que marca o horizonte da nossa existência. Aqui
- ficamos, limitados pela força da gravidade e pelas características biológicas. Mesmo hoje, após
- quase seis décadas de voos espaciais tripulados, raras pessoas tiveram a chance de contemplar
- o Sol “nascendo” por ......... da curvatura terrestre – desde 1961, exatas 556 pessoas desfrutaram
- dessa experiência única. Um número ainda menor, meros 24 indivíduos, ........ a Terra encolher
- ao longe, ficando cada vez menor até virar um disco de diâmetro tão pequeno quanto o de um
- relógio de pulso. E apenas seis pessoas ficaram sozinhas no outro lado da Lua, impossibilitadas
- de avistar o nosso planeta. Tal experiência pode mudar a concepção de mundo da pessoa.
- Depois de viajar duas vezes no ônibus espacial Discovery, a astronauta americana Nicole
- Stott descobriu em si um novo impulso para criar obras de arte que representassem o que viu.
- Já o canadense Chris Hadfield conta que, enquanto estava em órbita ao redor da Terra, se sentiu
- mais conectado aos habitantes do planeta que em qualquer outro momento da sua vida. Kathy
- Sullivan, que, em 1984, tornou-se a primeira americana a realizar atividades ............ no espaço,
- retornou assombrada com os complexos sistemas que se imbricam para fazer da Terra um
- improvável oásis. “No decorrer desses voos, foi crescendo em mim um desejo e uma vontade
- concretos [...] de não só apreciar aquelas vistas e registrá-las em imagens”, conta ela, “mas,
- sobretudo, de fazer algo relevante e útil.” Ao se aposentar da Nasa, Sullivan dirigiu o órgão federal
- americano que cuida de assuntos referentes aos oceanos e à atmosfera durante três anos,
- recorrendo aos olhos robóticos dos satélites orbitais para o seu trabalho. Segundo ela, o nosso
- planeta é de uma incrível beleza, ________ a astronauta jamais se entediava.
- Veterano de três missões espaciais da Nasa, entre 1997 e 2003, Ed Lu deu uma olhada no
- planeta e ficou impressionado com as imensas crateras abertas na crosta por impactos de origem
- externa. Em 2002, ele ajudou a criar a B612 Foundation, organização que se dedica ________
- que chama de “engenharia na maior escala concebível”, com o objetivo de evitar qualquer choque
- devastador de asteroides na Terra. Em 1968, pela primeira vez na história, a missão Apollo 8
- levou as primeiras pessoas para bem longe da Terra, em uma volta ao redor da Lua. Na véspera
- de Natal, o astronauta William Anders registrou uma imagem que iria se tornar inesquecível: um
- mundo vicejante erguendo-se acima do árido e esburacado horizonte lunar. Hoje conhecida como
- o “Nascer da Terra”, essa foto contribuiu imensamente para ampliar a percepção da beleza e da
- fragilidade do nosso planeta. “O ano de 2018 é o 50º aniversário dessa imagem emblemática que
- ajudou a definir o movimento ambientalista. Quais são as correções de trajetória que agora nos
- cabe fazer para que consigamos chegar ao 100º aniversário?”, pergunta o americano Leland
- Melvin. Junto a outros astronautas, ele está empenhado em um projeto para reavaliar o modo
- como equilibramos a saúde ambiental e as necessidades humanas, em busca de formas de vida
- mais sustentáveis.
- A vontade de proteger o planeta é comum entre aqueles que tiveram a chance de deixá-lo.
- O cosmonauta russo Gennady Padalka é o ser humano que acumulou mais dias no espaço. O
- fascínio das viagens espaciais o manteve em atividade por 28 anos, mas algo ainda mais forte
- que a gravidade continuou a trazê-lo de volta para casa. “Estamos geneticamente vinculados a
- este planeta”, analisa ele. E, por enquanto, somente a Terra reúne as condições para a
- manutenção da vida como a conhecemos. A última década de pesquisas astronômicas nos
- mostrou que somos apenas um entre bilhões de planetas na galáxia da Via Láctea, mas essa
- mescla específica de características geológicas, ecológicas e biológicas, hoje, faz deste estranho
- mundo rochoso o único que é perfeito para nós, seres humanos. Por isso, não há nada comparável
- ao nosso lar.
Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/espaco/2018/02/eles-viram-terra-do-espaco (Texto adaptado especialmente para esta prova.)
Identifique os fenômenos fonéticos que ocorrem nos vocábulos da Coluna 2, relacionando-os aos seus respectivos nomes, constantes na Coluna 1.
Coluna 1
1. Dígrafo.
2. Encontro consonantal.
3. Hiato.
4. Ditongo.
Coluna 2
( ) necessidades
( ) chances
( ) concepção
( ) oasis
( ) perfeito
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
TEXTO I
José
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
Você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
E agora, José?
Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?
E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio - e agora?
Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?
Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!
Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde?
(Carlos Drummond de Andrade; Poesias -1942. Adap)
Das alternativas abaixo, marque a que apresenta a mesma regra de divisão silábica da palavra teogonia:
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Plástico: nós o criamos, dependemos dele, mas ele nos ameaça.
Por Laura Parker
- ____Se o Mayflower, o barco dos pioneiros colonos ingleses – os chamados Peregrinos, que
- saíram de Plymouth, na Inglaterra, rumo à América do Norte –, estivesse cheio de garrafinhas
- plásticas de água, esse lixo ainda restaria entre nós, quatro séculos depois. Se os Peregrinos
- tivessem feito o que muita gente costuma fazer, jogado ao mar garrafas e embalagens, as
- ondas e a radiação solar no Atlântico teriam desgastado todos esses objetos de plástico,
- reduzindo-os a fragmentos minúsculos. Esses fragmentos poderiam estar flutuando até agora
- nos oceanos do planeta, absorvendo toxinas que iriam aderir ______ já presentes neles, e
- acabariam sendo ingeridos por algum peixe ou ostra. E talvez terminassem no prato de um de
- nós.
- ____“Temos de ser gratos aos pioneiros por não usarem nada de plástico”, pensei pouco
- tempo atrás, no trem que me levava até Plymouth, na costa sul da Inglaterra. O motivo da
- viagem era entrevistar uma pessoa que me ajudaria a entender a confusão em que estamos
- metidos graças aos resíduos plásticos, sobretudo nos mares. Como o plástico só foi inventado
- no final do século 19, e a sua produção tornou-se de fato relevante por volta de 1950, temos
- de lidar com meros 8,3 bilhões de toneladas do material. Desse total, mais de 6,3 bilhões já
- viraram resíduos, _______ a quantidade assombrosa de 5,7 bilhões de toneladas jamais
- ______ por nenhum tipo de reciclagem – resultado que chocou os cientistas que calcularam
- tais números em 2017.
- ____Ninguém faz ideia da efetiva proporção desse lixo plástico não reciclado que acaba nos
- oceanos. Em 2015, uma professora que leciona engenharia ambiental na Universidade da
- Geórgia, nos Estados Unidos, atraiu a atenção geral com uma estimativa: a cada ano, entre
- 4,8 milhões e 12,7 milhões de toneladas de resíduos chegam ao mar. A maior parte do lixo
- não vem dos navios, como explicam ela e os seus colegas, mas é descartada em terra e nas
- margens dos rios, sobretudo na Ásia. Só depois tais resíduos são carregados, pelo vento e pela
- água, até o oceano. Basta imaginarmos 15 sacolinhas repletas de tralha plástica boiando a
- cada metro de toda a linha da costa ao redor do mundo: isso corresponderia ______ de 8
- milhões de toneladas, a sua estimativa média da quantidade de lixo que os oceanos recebem
- a cada ano. E não está claro quanto tempo leva para esse plástico se desintegrar por completo
- em suas moléculas constituintes. As estimativas variam de 450 anos a nunca.
- ____Por outro lado, é bem provável que todo esse plástico venha causando a morte de
- milhões de animais marinhos a cada ano. Já se comprovou que quase 700 espécies, incluindo
- algumas em risco de extinção, foram afetadas por resíduos plásticos. Em algumas delas, o
- dano é evidente, como os animais estrangulados por itens descartados: sacolas, redes de
- pesca etc.. Em muitos outros casos, porém, os prejuízos são invisíveis ......... espécies de
- todos os tamanhos, de plâncton a baleias, agora ingerem micropartículas de plástico,
- fragmentos ínfimos que medem menos de 5 milímetros. No Havaí, em uma praia que
- aparentemente deveria estar intocada (pois não há acesso por estrada pavimentada), senti os
- meus pés afundando em crepitantes micropartículas de plástico. Depois dessa experiência,
- entendi .......... há pessoas que veem no acúmulo de resíduos plásticos nos oceanos um sinal
- de catástrofe iminente, algo tão alarmante quanto as mudanças climáticas.
(Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/2018/05/lixo-plastico-planeta-poluicao-lixaoconsumo - Texto adaptado especialmente para esta prova.)
Quanto à relação entre grafias e fonemas de palavras do texto, assinale a alternativa correta.
Há marcas que vivem da inclusão, e outras que vivem da exclusão
Contardo Calligaris
Meu telefone, um iPhone 6, estava cada vez mais lento. Não era por nenhuma das causas apontadas nas inúmeras salas de conversa entre usuários de iPhones vagarosos.
Era mesmo o processador que estava se tornando exasperadamente lento, ao ponto em que havia um intervalo sensível de tempo entre digitar e a letra aparecer na tela.
Deixei para resolver quando chegasse a Nova York, onde, aliás, a coisa piorou: era suficiente eu tirar o celular do bolso ou deixá-lo num bolso externo (que não estivesse em contato com o calor do corpo) para que a carga da bateria baixasse, de repente, de 60% a zero.
Pensei que três anos é mesmo o tempo de vida útil para uma bateria. E lá fui à loja da Apple na Broadway.
Esperei duas horas para enfim ter acesso a alguém que me explicou que testaria minha bateria. Depois de contemplarmos os gráficos lindos e coloridos deixados no tablet pelo meu telefone, anunciou que minha bateria ainda não justificava uma troca – no tom pernóstico de um plantonista que sabe que não tem leitos disponíveis e manda você para casa com aquela dor no peito e a "certeza" de que "você não está enfartando, deve ser só digestão".
O mesmo jovem propôs uma reinstalação do sistema operacional, – que é uma trivialidade, mas foi anunciada como se fosse um cateterismo das coronárias.
Passei a noite me recuperando, ou seja, reinstalando aplicativos. Resultado: telefone lento como antes.
Voltei para a Apple (loja da Quinta Avenida), onde descobri que, como na história do hospital sem leitos, de fato, a Apple não dispunha mais de baterias para substituir a minha: muitos usuários estavam com o mesmo problema. Por coincidência, tudo conjurava para que eu comprasse um telefone novo.
Nos EUA, a Apple está sendo processada (15 casos coletivos, em diferentes Estados) por piorar propositalmente a experiência dos usuários de iPhone sem
lhes oferecer alternativas –salvo, obviamente, a de adquirir um telefone novo.
A companhia pediu desculpas públicas, mas a humildade não é o forte do treinamento Apple. Basta se lembrar que o atendimento pós-venda da companhia se chama (o ridículo não mata ninguém) "genius bar", o balcão dos gênios.
Já pensou: você poderia ligar para seu serviço de TV a cabo porque a recepção está péssima e alguém diria: "Sim, senhor, pode marcar consulta com o balcão dos gênios".
A maioria dos usuários não acham isso cômico e despropositado. Por que será?
Há marcas que vivem de seu poder de inclusão, do tipo "nós fabricamos o carro que todos podem dirigir". E há marcas que vivem de seu poder de exclusão: tipo, será que você merece o que estou vendendo?
Você já entrou alguma vez numa loja cara onde os vendedores, envaidecidos pela aura do próprio produto que vendem, olham para você com desprezo, como se você não fosse um consumidor à altura da loja?
É uma estratégia básica de marketing: primeiro, espera-se que você inveje (e portanto deseje) o mundo do qual se sente excluído.
Você perguntará: de que adianta, se não poderei adquirir os produtos da marca? Em geral, nesses casos o projeto é vender os acessórios da casa. Pouquíssimos comprarão o casaco de R$ 15 mil, mas milhares comprarão um lencinho (com monograma) para se sentirem, assim, membros do clube.
A Apple mantém sua presença no mercado pela ideia de sua superioridade tecnológica - e pelo design elegante, claro.
Seriamente, alguém que usa processador de texto não deveria escolher um computador em que não dá para apagar letras da esquerda para a direita. Mas é como os carros ingleses dos anos 1950: havia a glória de viver perigosamente e dirigir sem suspensões posteriores independentes (sem capotar a cada curva).
Pouco importam as críticas. A Apple conseguiu convencer seus usuários de que eles mesmos, por serem usuários, fazem parte de uma arrojada elite tecnológica. Numa loja da Apple, todos, os usuários e os "gênios" vestem (real ou metaforicamente) a camiseta da marca.
Quer saber o que aconteceu com meu iPhone? Está ótimo. Fui ao Device Shop, em Times Square, no mesmo prédio do Hard Rock Cafe: atendimento imediato, troca de bateria em dez minutos, conversa agradável. Não havia gênios, só pessoas competentes. E custou menos de dois terços do que pagaria na Apple.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/contardocalligaris/2018/01/1949427-
ha-marcas-que-vivem-da-inclusao-e-outras-que-vivem-da-exclusao.shtml Acesso em 20
mar. 2018
A QUESTÃO ESTÁ RELACIONADA AO TEXTO ABAIXO
TEXTO

Revista Veja. (Adaptado.)

I - Podemos afirmar que a fonética descreve a pronúncia efetiva dos sons da língua entre os falantes. Já a fonologia extrai dessas pronúncias uma estrutura abstrata que permite organizar os sons da língua. II - Podemos sintetizar as diferenças entre fonética e fonologia na dicotomia saussuriana entre língua e fala. Dessa forma, a fonética estaria ao lado da língua; a fonologia, ao lado da fala. III - A separação entre fonética e fonologia permite prever que, ao lado do fonema abstrato e invariante, suas realizações fonéticas podem apresentar, ao contrário, variantes. Isso nos permitiria saber se essas diferentes realizações são explicáveis por variáveis sociais ou se, ao contrário, permitem estruturar o grupo social.
Sobre a palavra disciplina marque a opção CORRETA.


I. Na palavra ‘produção’ evidencia-se a representação do fonema ‘s’ pela letra ‘ç’. II. O fonema ‘s’, em ‘máxima’, é representado pela letra ‘x’. III. Em ‘gasoso’, o sufixo é escrito com ‘s’, mas tem som de ‘z’.
Quais estão corretas?
I. Em ‘ambiente’, há seis fonemas e oito letras. II. Em ‘associado’, o número de fonemas é menor que o número de letras. III. Em ‘mantenha’, há menos letras que fonemas.
Quais estão corretas?
Quanto à divisão silábica, analisar os itens abaixo:
I - A palavra “propensos” se divide “pro-pens-os”.
II - A palavra “ignorando” se divide “i-gno-ran-do”.
I. ( ) Bolha. II. ( ) Luz. III. ( ) Cassar. IV. ( ) Frio. V. ( ) Bola. VI. ( ) Consagrar. VII. ( ) Exceto. VIII. ( ) Câimbra. IX. ( ) Encharcado. X. ( ) Importante.
a. Apenas dígrafo vocálico. b. Apenas dígrafo consonantal. c. Dígrafo vocálico e consonantal simultâneo. d. Sem dígrafo vocálico e/ou consonantal.
I. Clava, mnemônica. II. Hiato, água. III. Baú, saída. IV. Uruguai, arguiu.
a. Encontro consonantal. b. Encontro vocálico em hiato. c. Encontro vocálico em ditongo. d. Encontro vocálico em tritongo.

