Questões de Concurso
Sobre crase em português
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Texto para o item.

Ana Maria H. Baptista. Do impresso ao digital. In: Conhecimento
Prático Língua Portuguesa e Literatura, ano 8, ed. 83,
Editora Escala, 2020 (com adaptações).
Considerando os aspectos gramaticais do texto apresentado,
julgue o item.
Para responder à questão, considere o texto abaixo. A marcação ao longo do
texto está citada na questão.

Avalie as orações.
1. Chegou à noite.
2. A cidade à qual iremos, é Caxambu do Sul.
3. Você assistiu ao filme? Sim eu o assisti.
4. Entrou e saiu imediatamente da sala.
5. As duplicatas deste pagamento seguem inclusas.
Assinale a alternativa correta.
No que se refere aos aspectos gramaticais e aos sentidos do texto, julgue o item.
O uso do sinal indicativo de crase no vocábulo
“à” (linha 2) é obrigatório.

Com relação aos aspectos gramaticais e aos sentidos do texto, julgue o item.
Os sentidos e a correção gramatical do texto seriam
prejudicados se o trecho “item por item” (linha 14) fosse
reescrito da seguinte forma: item à item.

I. contribuindo com a (l. 14) por apoiando à. II. a postos (l. 19) por à disposição. III. apoiam (l. 22) por dão suporte à.
Quais preservariam a correção do texto?
Nesse contexto, a palavra que rege o acento indicativo de crase é
Considerando a tipologia do texto, as ideias nele expressas e seus aspectos linguísticos, julgue o item.
Estaria mantida a correção gramatical do texto
caso o segmento “atendimento presencial de
mulheres” (linha 21) fosse substituído por atendimento
presencial à mulheres.
Quanto à correção gramatical e à coerência das substituições propostas para vocábulos e trechos destacados do texto, julgue o item.
“ao comportamento suicida” (linhas 24 e 25) por à
prática do suicídio
“ ________ medida que o tempo passa, ficamos mais conscientes. Saímos ______ tarde. Essa é _______ casa do Jorge.”
Nessa frase há dois casos de emprego correto do acento grave indicativo da crase. Assinale a opção que indica a frase em que esse acento está empregado incorretamente.
TEXTO I
São Demasiado Pobres os Nossos Ricos
A maior desgraça de uma nação pobre é que, em vez de produzir riqueza, produz ricos. Mas ricos sem riqueza. Na realidade, melhor seria chamá-los não de ricos, mas de endinheirados. Rico é quem possui meios de produção. Rico é quem gera dinheiro e dá emprego. Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro. Ou que pensa que tem. Porque, na realidade, o dinheiro é que o tem a ele.
A verdade é esta: são demasiado pobres os nossos «ricos». Aquilo que têm, não detêm. Pior: aquilo que exibem como seu, é propriedade de outros. É produto de roubo e de negociatas. Não podem, porém, estes nossos endinheirados usufruir em tranquilidade de tudo quanto roubaram. Vivem na obsessão de poderem ser roubados. Necessitavam de forças policiais à altura. Mas forças policiais à altura acabariam por lançá-los a eles próprios na cadeia. Necessitavam de uma ordem social em que houvesse poucas razões para a criminalidade. Mas se eles enriqueceram foi graças a essa mesma desordem.
O maior sonho dos nossos novos-ricos é, afinal, muito pequenito: um carro de luxo, umas efêmeras cintilâncias. Mas a luxuosa viatura não pode sonhar muito, sacudida pelos buracos das avenidas. O Mercedes e o BMW não podem fazer inteiro uso dos seus brilhos, ocupados que estão em se esquivar entre chapas, muito convexos e estradas muito côncavas. A existência de estradas boas dependeria de outro tipo de riqueza. Uma riqueza que servisse a cidade. E a riqueza dos nossos novos-ricos nasceu de um movimento contrário: do empobrecimento da cidade e da sociedade.
As casas de luxo dos nossos falsos ricos são menos para serem habitadas do que para serem vistas. Fizeram-se para os olhos de quem passa. Mas ao exibirem-se, assim, cheias de folhos e chibantices, acabam atraindo alheias cobiças. Por mais guardas que tenham à porta, os nossos pobres-ricos não afastam o receio das invejas e dos feitiços que essas invejas convocam. O fausto das residências não os torna imunes. Pobres dos nossos riquinhos!
São como a cerveja tirada à pressão. São feitos num instante, mas a maior parte é só espuma. O que resta de verdadeiro é mais o copo que o conteúdo. Podiam criar gado ou vegetais. Mas não. Em vez disso, os nossos endinheirados feitos sob pressão criam amantes. Mas as amantes (e/ou os amantes) têm um grave inconveniente: necessitam de ser sustentadas com dispendiosos mimos. O maior inconveniente é ainda a ausência de garantia do produto. A amante de um pode ser, amanhã, amante de outro. O coração do criador de amantes não tem sossego: quem traiu sabe que pode ser traído.
Mia Couto, in 'Pensatempos'
http://www.citador.pt/textos/sao-demasiado-pobres-os-nossosricos-mia-couto..
Assim como essa, outras locuções adverbiais femininas também recebem crase. Assinale a alternativa em que a crase ocorreu por se tratar de uma locução adverbial feminina.




