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Q3895354 Português
ChatGPT não é analista: o perigo da falsa competência digital

Há uma epidemia invisível que começa a se espalhar no mundo corporativo: profissionais que utilizam ferramentas de Inteligência Artificial sem realmente entender os dados, a lógica ou o significado por trás deles. Relatórios e apresentações impecáveis à primeira vista, mas que revelam, em poucos minutos de leitura, que quem os produziu não entendeu o que estava dizendo.

Recentemente, um cliente pediu ao seu líder de área de vendas que elaborasse uma planilha com indicadores básicos de desempenho: vendas, conversão, ticket médio e churn. O profissional reuniu os dados, mas, em vez de fazer uma análise real, pediu à IA para gerar um relatório com conclusões.

Em segundos, o sistema devolveu um belo relatório com frases de efeito: “O ticket médio caiu devido à perda de foco no pós-venda” e também “A conversão subiu por conta do novo layout do e-commerce”.

Soa convincente, mas há um detalhe inacreditável: a empresa não tem e-commerce e o profissional sequer revisou esse detalhe antes de compartilhar a brilhante conclusão. Quanto aos demais indicadores, ele também não soube justificar ou explicar a metodologia, a lógica nem as variáveis envolvidas.

Em outro caso, também recente, o profissional trouxe um “laudo” em que pediu ao ChatGPT para avaliar a construção da meta do mês, apontando os riscos de gerar burnout no time de vendas.

Seria cômico se não fosse preocupante: profissionais sustentando posições em castelos de areia e correndo o risco de que decisões importantes sejam tomadas com base em conclusões fabricadas por uma IA que não tem contexto nem senso de causalidade.

Essa prática de delegar à IA o pensamento analítico cria o que chamo de “falsa competência digital”: o profissional parece produtivo, parece técnico, mas, na verdade, perdeu o controle sobre o raciocínio.

E isso já está sendo observado cientificamente. Um estudo publicado na revista Humanities and Social Sciences Communications (Nature, 2023), conduzido com estudantes do Paquistão e da China, mostrou que o uso indiscriminado da Inteligência Artificial está associado a uma perda expressiva da capacidade de tomada de decisão humana: 27,7% dos participantes relataram dependência cognitiva ou “preguiça mental” ao delegar análises à IA.

Outro estudo, AI Tools in Society: Impacts on Cognitive Offloading (MDPI, 2024), aponta um fenômeno semelhante: pessoas que dependem de IA para tarefas analíticas passam a desenvolver menor proficiência em raciocínio independente, confiando demais nas respostas automatizadas, mesmo quando incorretas.

Ambas as pesquisas confirmam o que já se percebe no dia a dia corporativo: quanto mais terceirizamos o pensamento, mais perdemos o domínio sobre ele.

O verdadeiro diferencial está em quem pensa com a IA, e não por meio dela.

E isso exige domínio dos fundamentos, como entender indicadores, testar hipóteses, validar correlações e aplicar senso crítico sobre cada conclusão gerada.

A Inteligência Artificial está mudando tudo, menos o essencial: a necessidade de pensar. O futuro do trabalho exigirá menos operadores de ferramenta e mais curadores de sentido. Porque, no fim, a IA só é inteligente quando quem a usa também é.

O profissional do amanhã não será definido pela velocidade da entrega, mas pela profundidade do raciocínio.

(Por Cecília Rapassi. Disponível em: https://mercadoeconsumo.com.br. Acesso em: dezembro de 2025. Adaptado.)
A reescrita para o trecho “A Inteligência Artificial está mudando tudo, menos o essencial: a necessidade de pensar. O futuro do trabalho exigirá menos operadores de ferramenta e mais curadores de sentido. Porque, no fim, a IA só é inteligente quando quem a usa também é.” (13º§), em que estão preservadas as correções gramatical e semântica, está indicada em:
Alternativas
Q3895353 Português
ChatGPT não é analista: o perigo da falsa competência digital

Há uma epidemia invisível que começa a se espalhar no mundo corporativo: profissionais que utilizam ferramentas de Inteligência Artificial sem realmente entender os dados, a lógica ou o significado por trás deles. Relatórios e apresentações impecáveis à primeira vista, mas que revelam, em poucos minutos de leitura, que quem os produziu não entendeu o que estava dizendo.

Recentemente, um cliente pediu ao seu líder de área de vendas que elaborasse uma planilha com indicadores básicos de desempenho: vendas, conversão, ticket médio e churn. O profissional reuniu os dados, mas, em vez de fazer uma análise real, pediu à IA para gerar um relatório com conclusões.

Em segundos, o sistema devolveu um belo relatório com frases de efeito: “O ticket médio caiu devido à perda de foco no pós-venda” e também “A conversão subiu por conta do novo layout do e-commerce”.

Soa convincente, mas há um detalhe inacreditável: a empresa não tem e-commerce e o profissional sequer revisou esse detalhe antes de compartilhar a brilhante conclusão. Quanto aos demais indicadores, ele também não soube justificar ou explicar a metodologia, a lógica nem as variáveis envolvidas.

Em outro caso, também recente, o profissional trouxe um “laudo” em que pediu ao ChatGPT para avaliar a construção da meta do mês, apontando os riscos de gerar burnout no time de vendas.

Seria cômico se não fosse preocupante: profissionais sustentando posições em castelos de areia e correndo o risco de que decisões importantes sejam tomadas com base em conclusões fabricadas por uma IA que não tem contexto nem senso de causalidade.

Essa prática de delegar à IA o pensamento analítico cria o que chamo de “falsa competência digital”: o profissional parece produtivo, parece técnico, mas, na verdade, perdeu o controle sobre o raciocínio.

E isso já está sendo observado cientificamente. Um estudo publicado na revista Humanities and Social Sciences Communications (Nature, 2023), conduzido com estudantes do Paquistão e da China, mostrou que o uso indiscriminado da Inteligência Artificial está associado a uma perda expressiva da capacidade de tomada de decisão humana: 27,7% dos participantes relataram dependência cognitiva ou “preguiça mental” ao delegar análises à IA.

Outro estudo, AI Tools in Society: Impacts on Cognitive Offloading (MDPI, 2024), aponta um fenômeno semelhante: pessoas que dependem de IA para tarefas analíticas passam a desenvolver menor proficiência em raciocínio independente, confiando demais nas respostas automatizadas, mesmo quando incorretas.

Ambas as pesquisas confirmam o que já se percebe no dia a dia corporativo: quanto mais terceirizamos o pensamento, mais perdemos o domínio sobre ele.

O verdadeiro diferencial está em quem pensa com a IA, e não por meio dela.

E isso exige domínio dos fundamentos, como entender indicadores, testar hipóteses, validar correlações e aplicar senso crítico sobre cada conclusão gerada.

A Inteligência Artificial está mudando tudo, menos o essencial: a necessidade de pensar. O futuro do trabalho exigirá menos operadores de ferramenta e mais curadores de sentido. Porque, no fim, a IA só é inteligente quando quem a usa também é.

O profissional do amanhã não será definido pela velocidade da entrega, mas pela profundidade do raciocínio.

(Por Cecília Rapassi. Disponível em: https://mercadoeconsumo.com.br. Acesso em: dezembro de 2025. Adaptado.)
Considerando o texto apresentado, analise as afirmativas a seguir.

I. Segundo o texto, a produtividade do profissional contemporâneo, nas mais variadas áreas de atuação, tornou-se dependente do uso da inteligência artificial, qualitativamente.
II. Ferramentas tecnológicas como a IA têm seu uso positivamente significativo quando não demonstram ser um recurso plenamente substitutivo e independente.
III. A “epidemia invisível” (1º§), de acordo com o texto, é uma realidade instaurada e vivida no cotidiano de ações que envolvem a tomada de decisões importantes.

Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q3895352 Português
ChatGPT não é analista: o perigo da falsa competência digital

Há uma epidemia invisível que começa a se espalhar no mundo corporativo: profissionais que utilizam ferramentas de Inteligência Artificial sem realmente entender os dados, a lógica ou o significado por trás deles. Relatórios e apresentações impecáveis à primeira vista, mas que revelam, em poucos minutos de leitura, que quem os produziu não entendeu o que estava dizendo.

Recentemente, um cliente pediu ao seu líder de área de vendas que elaborasse uma planilha com indicadores básicos de desempenho: vendas, conversão, ticket médio e churn. O profissional reuniu os dados, mas, em vez de fazer uma análise real, pediu à IA para gerar um relatório com conclusões.

Em segundos, o sistema devolveu um belo relatório com frases de efeito: “O ticket médio caiu devido à perda de foco no pós-venda” e também “A conversão subiu por conta do novo layout do e-commerce”.

Soa convincente, mas há um detalhe inacreditável: a empresa não tem e-commerce e o profissional sequer revisou esse detalhe antes de compartilhar a brilhante conclusão. Quanto aos demais indicadores, ele também não soube justificar ou explicar a metodologia, a lógica nem as variáveis envolvidas.

Em outro caso, também recente, o profissional trouxe um “laudo” em que pediu ao ChatGPT para avaliar a construção da meta do mês, apontando os riscos de gerar burnout no time de vendas.

Seria cômico se não fosse preocupante: profissionais sustentando posições em castelos de areia e correndo o risco de que decisões importantes sejam tomadas com base em conclusões fabricadas por uma IA que não tem contexto nem senso de causalidade.

Essa prática de delegar à IA o pensamento analítico cria o que chamo de “falsa competência digital”: o profissional parece produtivo, parece técnico, mas, na verdade, perdeu o controle sobre o raciocínio.

E isso já está sendo observado cientificamente. Um estudo publicado na revista Humanities and Social Sciences Communications (Nature, 2023), conduzido com estudantes do Paquistão e da China, mostrou que o uso indiscriminado da Inteligência Artificial está associado a uma perda expressiva da capacidade de tomada de decisão humana: 27,7% dos participantes relataram dependência cognitiva ou “preguiça mental” ao delegar análises à IA.

Outro estudo, AI Tools in Society: Impacts on Cognitive Offloading (MDPI, 2024), aponta um fenômeno semelhante: pessoas que dependem de IA para tarefas analíticas passam a desenvolver menor proficiência em raciocínio independente, confiando demais nas respostas automatizadas, mesmo quando incorretas.

Ambas as pesquisas confirmam o que já se percebe no dia a dia corporativo: quanto mais terceirizamos o pensamento, mais perdemos o domínio sobre ele.

O verdadeiro diferencial está em quem pensa com a IA, e não por meio dela.

E isso exige domínio dos fundamentos, como entender indicadores, testar hipóteses, validar correlações e aplicar senso crítico sobre cada conclusão gerada.

A Inteligência Artificial está mudando tudo, menos o essencial: a necessidade de pensar. O futuro do trabalho exigirá menos operadores de ferramenta e mais curadores de sentido. Porque, no fim, a IA só é inteligente quando quem a usa também é.

O profissional do amanhã não será definido pela velocidade da entrega, mas pela profundidade do raciocínio.

(Por Cecília Rapassi. Disponível em: https://mercadoeconsumo.com.br. Acesso em: dezembro de 2025. Adaptado.)
Em “Seria cômico se não fosse preocupante: profissionais sustentando posições em castelos de areia e correndo o risco de que decisões importantes sejam tomadas com base em conclusões fabricadas por uma IA que não tem contexto nem senso de causalidade.” (6º§), é possível inferir, a partir da expressão grifada, que: 
Alternativas
Q3895351 Português
ChatGPT não é analista: o perigo da falsa competência digital

Há uma epidemia invisível que começa a se espalhar no mundo corporativo: profissionais que utilizam ferramentas de Inteligência Artificial sem realmente entender os dados, a lógica ou o significado por trás deles. Relatórios e apresentações impecáveis à primeira vista, mas que revelam, em poucos minutos de leitura, que quem os produziu não entendeu o que estava dizendo.

Recentemente, um cliente pediu ao seu líder de área de vendas que elaborasse uma planilha com indicadores básicos de desempenho: vendas, conversão, ticket médio e churn. O profissional reuniu os dados, mas, em vez de fazer uma análise real, pediu à IA para gerar um relatório com conclusões.

Em segundos, o sistema devolveu um belo relatório com frases de efeito: “O ticket médio caiu devido à perda de foco no pós-venda” e também “A conversão subiu por conta do novo layout do e-commerce”.

Soa convincente, mas há um detalhe inacreditável: a empresa não tem e-commerce e o profissional sequer revisou esse detalhe antes de compartilhar a brilhante conclusão. Quanto aos demais indicadores, ele também não soube justificar ou explicar a metodologia, a lógica nem as variáveis envolvidas.

Em outro caso, também recente, o profissional trouxe um “laudo” em que pediu ao ChatGPT para avaliar a construção da meta do mês, apontando os riscos de gerar burnout no time de vendas.

Seria cômico se não fosse preocupante: profissionais sustentando posições em castelos de areia e correndo o risco de que decisões importantes sejam tomadas com base em conclusões fabricadas por uma IA que não tem contexto nem senso de causalidade.

Essa prática de delegar à IA o pensamento analítico cria o que chamo de “falsa competência digital”: o profissional parece produtivo, parece técnico, mas, na verdade, perdeu o controle sobre o raciocínio.

E isso já está sendo observado cientificamente. Um estudo publicado na revista Humanities and Social Sciences Communications (Nature, 2023), conduzido com estudantes do Paquistão e da China, mostrou que o uso indiscriminado da Inteligência Artificial está associado a uma perda expressiva da capacidade de tomada de decisão humana: 27,7% dos participantes relataram dependência cognitiva ou “preguiça mental” ao delegar análises à IA.

Outro estudo, AI Tools in Society: Impacts on Cognitive Offloading (MDPI, 2024), aponta um fenômeno semelhante: pessoas que dependem de IA para tarefas analíticas passam a desenvolver menor proficiência em raciocínio independente, confiando demais nas respostas automatizadas, mesmo quando incorretas.

Ambas as pesquisas confirmam o que já se percebe no dia a dia corporativo: quanto mais terceirizamos o pensamento, mais perdemos o domínio sobre ele.

O verdadeiro diferencial está em quem pensa com a IA, e não por meio dela.

E isso exige domínio dos fundamentos, como entender indicadores, testar hipóteses, validar correlações e aplicar senso crítico sobre cada conclusão gerada.

A Inteligência Artificial está mudando tudo, menos o essencial: a necessidade de pensar. O futuro do trabalho exigirá menos operadores de ferramenta e mais curadores de sentido. Porque, no fim, a IA só é inteligente quando quem a usa também é.

O profissional do amanhã não será definido pela velocidade da entrega, mas pela profundidade do raciocínio.

(Por Cecília Rapassi. Disponível em: https://mercadoeconsumo.com.br. Acesso em: dezembro de 2025. Adaptado.)
Considerando os aspectos composicionais do texto apresentado, assim como o conteúdo desenvolvido, pode-se afirmar que o principal objetivo comunicativo do texto é:
Alternativas
Q3895350 Português
ChatGPT não é analista: o perigo da falsa competência digital

Há uma epidemia invisível que começa a se espalhar no mundo corporativo: profissionais que utilizam ferramentas de Inteligência Artificial sem realmente entender os dados, a lógica ou o significado por trás deles. Relatórios e apresentações impecáveis à primeira vista, mas que revelam, em poucos minutos de leitura, que quem os produziu não entendeu o que estava dizendo.

Recentemente, um cliente pediu ao seu líder de área de vendas que elaborasse uma planilha com indicadores básicos de desempenho: vendas, conversão, ticket médio e churn. O profissional reuniu os dados, mas, em vez de fazer uma análise real, pediu à IA para gerar um relatório com conclusões.

Em segundos, o sistema devolveu um belo relatório com frases de efeito: “O ticket médio caiu devido à perda de foco no pós-venda” e também “A conversão subiu por conta do novo layout do e-commerce”.

Soa convincente, mas há um detalhe inacreditável: a empresa não tem e-commerce e o profissional sequer revisou esse detalhe antes de compartilhar a brilhante conclusão. Quanto aos demais indicadores, ele também não soube justificar ou explicar a metodologia, a lógica nem as variáveis envolvidas.

Em outro caso, também recente, o profissional trouxe um “laudo” em que pediu ao ChatGPT para avaliar a construção da meta do mês, apontando os riscos de gerar burnout no time de vendas.

Seria cômico se não fosse preocupante: profissionais sustentando posições em castelos de areia e correndo o risco de que decisões importantes sejam tomadas com base em conclusões fabricadas por uma IA que não tem contexto nem senso de causalidade.

Essa prática de delegar à IA o pensamento analítico cria o que chamo de “falsa competência digital”: o profissional parece produtivo, parece técnico, mas, na verdade, perdeu o controle sobre o raciocínio.

E isso já está sendo observado cientificamente. Um estudo publicado na revista Humanities and Social Sciences Communications (Nature, 2023), conduzido com estudantes do Paquistão e da China, mostrou que o uso indiscriminado da Inteligência Artificial está associado a uma perda expressiva da capacidade de tomada de decisão humana: 27,7% dos participantes relataram dependência cognitiva ou “preguiça mental” ao delegar análises à IA.

Outro estudo, AI Tools in Society: Impacts on Cognitive Offloading (MDPI, 2024), aponta um fenômeno semelhante: pessoas que dependem de IA para tarefas analíticas passam a desenvolver menor proficiência em raciocínio independente, confiando demais nas respostas automatizadas, mesmo quando incorretas.

Ambas as pesquisas confirmam o que já se percebe no dia a dia corporativo: quanto mais terceirizamos o pensamento, mais perdemos o domínio sobre ele.

O verdadeiro diferencial está em quem pensa com a IA, e não por meio dela.

E isso exige domínio dos fundamentos, como entender indicadores, testar hipóteses, validar correlações e aplicar senso crítico sobre cada conclusão gerada.

A Inteligência Artificial está mudando tudo, menos o essencial: a necessidade de pensar. O futuro do trabalho exigirá menos operadores de ferramenta e mais curadores de sentido. Porque, no fim, a IA só é inteligente quando quem a usa também é.

O profissional do amanhã não será definido pela velocidade da entrega, mas pela profundidade do raciocínio.

(Por Cecília Rapassi. Disponível em: https://mercadoeconsumo.com.br. Acesso em: dezembro de 2025. Adaptado.)
Considerando o conteúdo do texto, assinale a afirmativa correta. 
Alternativas
Q3895349 Português
ChatGPT não é analista: o perigo da falsa competência digital

Há uma epidemia invisível que começa a se espalhar no mundo corporativo: profissionais que utilizam ferramentas de Inteligência Artificial sem realmente entender os dados, a lógica ou o significado por trás deles. Relatórios e apresentações impecáveis à primeira vista, mas que revelam, em poucos minutos de leitura, que quem os produziu não entendeu o que estava dizendo.

Recentemente, um cliente pediu ao seu líder de área de vendas que elaborasse uma planilha com indicadores básicos de desempenho: vendas, conversão, ticket médio e churn. O profissional reuniu os dados, mas, em vez de fazer uma análise real, pediu à IA para gerar um relatório com conclusões.

Em segundos, o sistema devolveu um belo relatório com frases de efeito: “O ticket médio caiu devido à perda de foco no pós-venda” e também “A conversão subiu por conta do novo layout do e-commerce”.

Soa convincente, mas há um detalhe inacreditável: a empresa não tem e-commerce e o profissional sequer revisou esse detalhe antes de compartilhar a brilhante conclusão. Quanto aos demais indicadores, ele também não soube justificar ou explicar a metodologia, a lógica nem as variáveis envolvidas.

Em outro caso, também recente, o profissional trouxe um “laudo” em que pediu ao ChatGPT para avaliar a construção da meta do mês, apontando os riscos de gerar burnout no time de vendas.

Seria cômico se não fosse preocupante: profissionais sustentando posições em castelos de areia e correndo o risco de que decisões importantes sejam tomadas com base em conclusões fabricadas por uma IA que não tem contexto nem senso de causalidade.

Essa prática de delegar à IA o pensamento analítico cria o que chamo de “falsa competência digital”: o profissional parece produtivo, parece técnico, mas, na verdade, perdeu o controle sobre o raciocínio.

E isso já está sendo observado cientificamente. Um estudo publicado na revista Humanities and Social Sciences Communications (Nature, 2023), conduzido com estudantes do Paquistão e da China, mostrou que o uso indiscriminado da Inteligência Artificial está associado a uma perda expressiva da capacidade de tomada de decisão humana: 27,7% dos participantes relataram dependência cognitiva ou “preguiça mental” ao delegar análises à IA.

Outro estudo, AI Tools in Society: Impacts on Cognitive Offloading (MDPI, 2024), aponta um fenômeno semelhante: pessoas que dependem de IA para tarefas analíticas passam a desenvolver menor proficiência em raciocínio independente, confiando demais nas respostas automatizadas, mesmo quando incorretas.

Ambas as pesquisas confirmam o que já se percebe no dia a dia corporativo: quanto mais terceirizamos o pensamento, mais perdemos o domínio sobre ele.

O verdadeiro diferencial está em quem pensa com a IA, e não por meio dela.

E isso exige domínio dos fundamentos, como entender indicadores, testar hipóteses, validar correlações e aplicar senso crítico sobre cada conclusão gerada.

A Inteligência Artificial está mudando tudo, menos o essencial: a necessidade de pensar. O futuro do trabalho exigirá menos operadores de ferramenta e mais curadores de sentido. Porque, no fim, a IA só é inteligente quando quem a usa também é.

O profissional do amanhã não será definido pela velocidade da entrega, mas pela profundidade do raciocínio.

(Por Cecília Rapassi. Disponível em: https://mercadoeconsumo.com.br. Acesso em: dezembro de 2025. Adaptado.)
Acerca do título do texto – “ChatGPT não é analista: o perigo da falsa competência digital” – é possível afirmar que:
Alternativas
Q3895348 Português
ChatGPT não é analista: o perigo da falsa competência digital

Há uma epidemia invisível que começa a se espalhar no mundo corporativo: profissionais que utilizam ferramentas de Inteligência Artificial sem realmente entender os dados, a lógica ou o significado por trás deles. Relatórios e apresentações impecáveis à primeira vista, mas que revelam, em poucos minutos de leitura, que quem os produziu não entendeu o que estava dizendo.

Recentemente, um cliente pediu ao seu líder de área de vendas que elaborasse uma planilha com indicadores básicos de desempenho: vendas, conversão, ticket médio e churn. O profissional reuniu os dados, mas, em vez de fazer uma análise real, pediu à IA para gerar um relatório com conclusões.

Em segundos, o sistema devolveu um belo relatório com frases de efeito: “O ticket médio caiu devido à perda de foco no pós-venda” e também “A conversão subiu por conta do novo layout do e-commerce”.

Soa convincente, mas há um detalhe inacreditável: a empresa não tem e-commerce e o profissional sequer revisou esse detalhe antes de compartilhar a brilhante conclusão. Quanto aos demais indicadores, ele também não soube justificar ou explicar a metodologia, a lógica nem as variáveis envolvidas.

Em outro caso, também recente, o profissional trouxe um “laudo” em que pediu ao ChatGPT para avaliar a construção da meta do mês, apontando os riscos de gerar burnout no time de vendas.

Seria cômico se não fosse preocupante: profissionais sustentando posições em castelos de areia e correndo o risco de que decisões importantes sejam tomadas com base em conclusões fabricadas por uma IA que não tem contexto nem senso de causalidade.

Essa prática de delegar à IA o pensamento analítico cria o que chamo de “falsa competência digital”: o profissional parece produtivo, parece técnico, mas, na verdade, perdeu o controle sobre o raciocínio.

E isso já está sendo observado cientificamente. Um estudo publicado na revista Humanities and Social Sciences Communications (Nature, 2023), conduzido com estudantes do Paquistão e da China, mostrou que o uso indiscriminado da Inteligência Artificial está associado a uma perda expressiva da capacidade de tomada de decisão humana: 27,7% dos participantes relataram dependência cognitiva ou “preguiça mental” ao delegar análises à IA.

Outro estudo, AI Tools in Society: Impacts on Cognitive Offloading (MDPI, 2024), aponta um fenômeno semelhante: pessoas que dependem de IA para tarefas analíticas passam a desenvolver menor proficiência em raciocínio independente, confiando demais nas respostas automatizadas, mesmo quando incorretas.

Ambas as pesquisas confirmam o que já se percebe no dia a dia corporativo: quanto mais terceirizamos o pensamento, mais perdemos o domínio sobre ele.

O verdadeiro diferencial está em quem pensa com a IA, e não por meio dela.

E isso exige domínio dos fundamentos, como entender indicadores, testar hipóteses, validar correlações e aplicar senso crítico sobre cada conclusão gerada.

A Inteligência Artificial está mudando tudo, menos o essencial: a necessidade de pensar. O futuro do trabalho exigirá menos operadores de ferramenta e mais curadores de sentido. Porque, no fim, a IA só é inteligente quando quem a usa também é.

O profissional do amanhã não será definido pela velocidade da entrega, mas pela profundidade do raciocínio.

(Por Cecília Rapassi. Disponível em: https://mercadoeconsumo.com.br. Acesso em: dezembro de 2025. Adaptado.)
No trecho do texto compreendido entre o 2º§ e o 6º§ é possível reconhecer a utilização de uma estratégia que contribui para que o desenvolvimento dos argumentos textuais ocorra de modo adequado. De acordo com o exposto, assinale a afirmativa correta. 
Alternativas
Q3895347 Português
ChatGPT não é analista: o perigo da falsa competência digital

Há uma epidemia invisível que começa a se espalhar no mundo corporativo: profissionais que utilizam ferramentas de Inteligência Artificial sem realmente entender os dados, a lógica ou o significado por trás deles. Relatórios e apresentações impecáveis à primeira vista, mas que revelam, em poucos minutos de leitura, que quem os produziu não entendeu o que estava dizendo.

Recentemente, um cliente pediu ao seu líder de área de vendas que elaborasse uma planilha com indicadores básicos de desempenho: vendas, conversão, ticket médio e churn. O profissional reuniu os dados, mas, em vez de fazer uma análise real, pediu à IA para gerar um relatório com conclusões.

Em segundos, o sistema devolveu um belo relatório com frases de efeito: “O ticket médio caiu devido à perda de foco no pós-venda” e também “A conversão subiu por conta do novo layout do e-commerce”.

Soa convincente, mas há um detalhe inacreditável: a empresa não tem e-commerce e o profissional sequer revisou esse detalhe antes de compartilhar a brilhante conclusão. Quanto aos demais indicadores, ele também não soube justificar ou explicar a metodologia, a lógica nem as variáveis envolvidas.

Em outro caso, também recente, o profissional trouxe um “laudo” em que pediu ao ChatGPT para avaliar a construção da meta do mês, apontando os riscos de gerar burnout no time de vendas.

Seria cômico se não fosse preocupante: profissionais sustentando posições em castelos de areia e correndo o risco de que decisões importantes sejam tomadas com base em conclusões fabricadas por uma IA que não tem contexto nem senso de causalidade.

Essa prática de delegar à IA o pensamento analítico cria o que chamo de “falsa competência digital”: o profissional parece produtivo, parece técnico, mas, na verdade, perdeu o controle sobre o raciocínio.

E isso já está sendo observado cientificamente. Um estudo publicado na revista Humanities and Social Sciences Communications (Nature, 2023), conduzido com estudantes do Paquistão e da China, mostrou que o uso indiscriminado da Inteligência Artificial está associado a uma perda expressiva da capacidade de tomada de decisão humana: 27,7% dos participantes relataram dependência cognitiva ou “preguiça mental” ao delegar análises à IA.

Outro estudo, AI Tools in Society: Impacts on Cognitive Offloading (MDPI, 2024), aponta um fenômeno semelhante: pessoas que dependem de IA para tarefas analíticas passam a desenvolver menor proficiência em raciocínio independente, confiando demais nas respostas automatizadas, mesmo quando incorretas.

Ambas as pesquisas confirmam o que já se percebe no dia a dia corporativo: quanto mais terceirizamos o pensamento, mais perdemos o domínio sobre ele.

O verdadeiro diferencial está em quem pensa com a IA, e não por meio dela.

E isso exige domínio dos fundamentos, como entender indicadores, testar hipóteses, validar correlações e aplicar senso crítico sobre cada conclusão gerada.

A Inteligência Artificial está mudando tudo, menos o essencial: a necessidade de pensar. O futuro do trabalho exigirá menos operadores de ferramenta e mais curadores de sentido. Porque, no fim, a IA só é inteligente quando quem a usa também é.

O profissional do amanhã não será definido pela velocidade da entrega, mas pela profundidade do raciocínio.

(Por Cecília Rapassi. Disponível em: https://mercadoeconsumo.com.br. Acesso em: dezembro de 2025. Adaptado.)
Em “Há uma epidemia invisível que começa a se espalhar no mundo corporativo: profissionais que utilizam ferramentas de Inteligência Artificial sem realmente entender os dados, a lógica ou o significado por trás deles. Relatórios e apresentações impecáveis à primeira vista, mas que revelam, em poucos minutos de leitura, que quem os produziu não entendeu o que estava dizendo.” (1º§), sem que haja prejuízo de correção gramatical e semântica, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3892903 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os alimentos que enganam seu cérebro e fazem você achar que não comeu tanto


Nuggets de frango, salgadinhos de pacote, refrigerantes, sorvetes, pão integral fatiado. Você já parou para pensar por que esses produtos, tão criticados por profissionais de saúde, estão cada vez mais presentes nas prateleiras?


Segundo o epidemiologista brasileiro Carlos Monteiro, esses alimentos, conhecidos como ultraprocessados, são feitos a partir de ingredientes isolados — como gordura, açúcar, amido e proteínas — e contam com uma série de aditivos cosméticos — flavorizantes, corantes, emulsificantes, entre outros — que dão sabor, aroma e outros atributos desejáveis.


Eles não são apenas pouco saudáveis — são parte de uma indústria bilionária que incentiva o consumo excessivo e contribui para doenças como a obesidade.


"A dieta ultraprocessada tem uma alta densidade de energia. Ela tem pouca água, pouca fibra, e muita gordura e açúcar. Tudo isso junto faz ela ter uma densidade de energia, de calorias por volume, muito grande", explica Monteiro, líder do grupo de estudos que cunhou o termo alimentos ultraprocessados.


"Outro ponto é a hiperpalatabilidade. Esses ultraprocessados são artificialmente palatáveis. Eles são formulados para serem consumidos em excesso, porque a pessoa não consegue parar de comer graças à textura, ao aroma."


O epidemiologista destaca ainda que os ultraprocessados fazem com que as pessoas comam em pouco tempo uma grande quantidade de calorias. Isso faz com que o cérebro não tenha tempo para identificar que a pessoa já comeu o suficiente.


"Quando ele identifica o que foi comido, já passou a hora e você comeu demais."


Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cp37kg2exw4o. adaptado.

Segundo o epidemiologista brasileiro Carlos Monteiro, esses alimentos são feitos a partir de ingredientes isolados como gordura, açúcar, amido e proteínas.

Em relação ao tipo de predicado presente na frase, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3892902 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os alimentos que enganam seu cérebro e fazem você achar que não comeu tanto


Nuggets de frango, salgadinhos de pacote, refrigerantes, sorvetes, pão integral fatiado. Você já parou para pensar por que esses produtos, tão criticados por profissionais de saúde, estão cada vez mais presentes nas prateleiras?


Segundo o epidemiologista brasileiro Carlos Monteiro, esses alimentos, conhecidos como ultraprocessados, são feitos a partir de ingredientes isolados — como gordura, açúcar, amido e proteínas — e contam com uma série de aditivos cosméticos — flavorizantes, corantes, emulsificantes, entre outros — que dão sabor, aroma e outros atributos desejáveis.


Eles não são apenas pouco saudáveis — são parte de uma indústria bilionária que incentiva o consumo excessivo e contribui para doenças como a obesidade.


"A dieta ultraprocessada tem uma alta densidade de energia. Ela tem pouca água, pouca fibra, e muita gordura e açúcar. Tudo isso junto faz ela ter uma densidade de energia, de calorias por volume, muito grande", explica Monteiro, líder do grupo de estudos que cunhou o termo alimentos ultraprocessados.


"Outro ponto é a hiperpalatabilidade. Esses ultraprocessados são artificialmente palatáveis. Eles são formulados para serem consumidos em excesso, porque a pessoa não consegue parar de comer graças à textura, ao aroma."


O epidemiologista destaca ainda que os ultraprocessados fazem com que as pessoas comam em pouco tempo uma grande quantidade de calorias. Isso faz com que o cérebro não tenha tempo para identificar que a pessoa já comeu o suficiente.


"Quando ele identifica o que foi comido, já passou a hora e você comeu demais."


Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cp37kg2exw4o. adaptado.

Os alimentos ultraprocessados são descritos como produtos de alta densidade energética, formulados para estimular o consumo excessivo, em razão de suas características sensoriais e de sua composição, o que interfere na percepção de saciedade e no funcionamento do cérebro.

Assinale a alternativa correta quanto às estratégias de leitura e à compreensão do texto.
Alternativas
Q3892901 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os alimentos que enganam seu cérebro e fazem você achar que não comeu tanto


Nuggets de frango, salgadinhos de pacote, refrigerantes, sorvetes, pão integral fatiado. Você já parou para pensar por que esses produtos, tão criticados por profissionais de saúde, estão cada vez mais presentes nas prateleiras?


Segundo o epidemiologista brasileiro Carlos Monteiro, esses alimentos, conhecidos como ultraprocessados, são feitos a partir de ingredientes isolados — como gordura, açúcar, amido e proteínas — e contam com uma série de aditivos cosméticos — flavorizantes, corantes, emulsificantes, entre outros — que dão sabor, aroma e outros atributos desejáveis.


Eles não são apenas pouco saudáveis — são parte de uma indústria bilionária que incentiva o consumo excessivo e contribui para doenças como a obesidade.


"A dieta ultraprocessada tem uma alta densidade de energia. Ela tem pouca água, pouca fibra, e muita gordura e açúcar. Tudo isso junto faz ela ter uma densidade de energia, de calorias por volume, muito grande", explica Monteiro, líder do grupo de estudos que cunhou o termo alimentos ultraprocessados.


"Outro ponto é a hiperpalatabilidade. Esses ultraprocessados são artificialmente palatáveis. Eles são formulados para serem consumidos em excesso, porque a pessoa não consegue parar de comer graças à textura, ao aroma."


O epidemiologista destaca ainda que os ultraprocessados fazem com que as pessoas comam em pouco tempo uma grande quantidade de calorias. Isso faz com que o cérebro não tenha tempo para identificar que a pessoa já comeu o suficiente.


"Quando ele identifica o que foi comido, já passou a hora e você comeu demais."


Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cp37kg2exw4o. adaptado.

A dieta ultraprocessada "tem" uma alta densidade de energia.

Em relação à regência verbal do verbo destacado, assinale a alternativa correta.
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Q3891615 Português
Leia os textos a seguir:
Texto 1 (...) Em 1888, a princesa Isabel assina a Lei de Abolição da Escravatura, numa tentativa de retomar o controle político. É tarde demais. Em 15 de novembro de 1889, é proclamada a República. No dia 16, o marechal Deodoro da Fonseca, à frente do governo provisório, convida o imperador a se retirar do país. A família real embarca no dia seguinte para Portugal, onde d. Teresa Cristina morre semanas depois. Em 1890, d. Pedro muda-se para Paris, onde morre no final do ano seguinte.
Disponível em: https://www.obrabonifacio.com.br/az/ verbete/101/. Acesso em: 8 nov. 2025 (fragmento).
Texto 2
“13 de maio é o dia que marca a assinatura da Lei Áurea, pela Princesa Isabel, mas, para nós, não é uma assinatura que representa, de fato, o movimento negro ou a libertação. O movimento nasce e se fortalece, sobretudo, pela formação dos quilombos.

Disponível em: https://coletivonos.com.br/noticias/ vereadores-destacam-marco-da-luta-negra-por-cidadania e-pregam-o-fim-do-preconceito-racial/. Acesso em: 8 nov. 2025 (fragmento).

Considerando o emprego do presente do indicativo nos dois textos, é correto afirmar que o tempo verbal cumpre funções distintas, porque:

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Q3891614 Português
A progressão lógica das ideias em um texto depende da escolha adequada de conectivos e pronomes, cuja função é articular os enunciados e orientar o sentido argumentativo. O uso inadequado desses elementos pode gerar ambiguidade ou contradição, comprometendo a clareza e a coerência comunicativa. “A clareza e a coerência dos textos públicos são responsabilidades compartilhadas entre redatores e gestores. O uso inadequado de conectivos ou expressões de sentido oposto pode alterar completa mente a intenção comunicativa de um documento.”
Fonte: Brasil. Secretaria de Comunicação Social. Guia de Redação Oficial da Presidência da República. Brasília: Secom, 2022. Disponível em: https://www.gov.br/planalto/ pt-br/conheca-a-presidencia/manual-de-redacao. Acesso em: 8 nov. 2025. (adaptado).

I. A escolha dos conectivos em um texto deve considerar a relação lógica entre as orações, pois elementos de natureza adversativa, conclusiva ou concessiva expressam sentidos distintos e complementares.
II. A substituição de um conectivo adversativo por outro de mesma classe morfológica garante a preservação do sentido original e da coerência argumentativa.
Acerca dessas asserções, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q3891613 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


EDITAL IFSP Nº 100, DE 05 DE MAIO DE 2025


1. DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES


1.1. O planejamento e a coordenação deste processo seletivo estão sob a responsabilidade do IFSP, por intermédio da Diretoria de Gestão Acadêmica e Processos Seletivos (DGAP).


1.2. É obrigatório ao candidato, ao seu responsável (pai, mãe, curador ou tutor) ou representante legal, tomar conhecimento de todas as normas e procedimentos indicados neste Edital e nas demais publicações pertinentes, sendo que a inscrição implicará a aceitação das normas definidas, sobre as quais não poderá alegar desconhecimento.


1.3. O Vestibular Enem, objeto deste edital, para ingresso no segundo semestre de 2025, nos Cursos Superiores de Graduação ofertados neste edital, utilizará para classificação dos candidatos, exclusivamente, as notas obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), edições de 2009 a 2024, tendo em vista que o Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) adota, na elaboração das provas, a teoria de resposta ao item (TRI), baseada no conjunto de modelos matemáticos que permite que os exames tenham o mesmo grau de dificuldade.


1.4. Os Resultados das Edições do Enem estão disponíveis na Página do Participante, no endereço eletrônico: https://www.gov.br/inep/pt-br/areas--de-atuacao/avaliacao-e-exames-educacionais/ enem/resultados/boletins-individuais-de-resultado


1.5. Somente poderão concorrer ao Vestibular Enem IFSP 02/2025, os candidatos que tiveram sua participação confirmada em uma das edições do Enem consideradas no item 1.3., e que não tenham sido eliminados em alguma das provas ou obtido nota zero (0,00) na redação.


1.6. Não caberão recursos contra o IFSP no que se refere às provas do Enem, considerando que sua responsabilidade recai unicamente sobre o Ministério da Educação.



Disponível em: https://processoseletivo.ifsp.edu.br/ media/public/7/7qunqhbvvmq87xbumwwc6losy/c0/ c0uicsqudzokjbasw632jbs2i.pdf. Acesso em: 08 nov. 2025

A modalização presente nos trechos é deôntica, isto é, indica diferentes graus de imposição normativa. Essa característica linguística, típica do gênero edital, tem como principal efeito de sentido 
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Q3891611 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Nem impostoras, nem rainhas solitárias


      Mulheres negras que chegam ao cargos de liderança não são impostoras. Temos bagagem, entrega, preparo e, principalmente, as competências que o mundo do trabalho mais valoriza


        A mulher negra que chega à liderança carrega mais do que seu crachá. Ela traz consigo a força de uma ancestralidade que resistiu ao peso de uma estrutura que insiste em negá-la e, muitas vezes, uma dúvida que sussurra: “Será que eu mereço estar aqui?” Esse sussurro tem nome: síndrome da impostora. E, embora a psicologia a descreva como um sentimento de inadequação, entre nós, mulheres negras, ela ganha contornos ainda mais profundos porque a sociedade, de forma direta, individualizada, recorrente e sistêmica, vive a pro clamar que não somos nem fazemos o suficiente.


        Essa sensação de desencaixe tem um outro lado, quase que um lado oposto, no qual a mulher negra que “chegou lá” não se questiona, mas também não se incomoda de ser a única. Aparece, então, a síndrome da abelha rainha — aquela que chegou lá, senta sozinha no trono e, muitas vezes, reproduz a lógica excludente para manter sua posição. O isolamento no topo não é só emocional, é estrutural, e traz consequências. Quando a mulher negra que ascende não olha para o lado, não cria pontes nem redes, ela perde a chance de fazer o que nossas “mais velhas” sempre fizeram: cuidar, dividir e multiplicar. E é justamente por isso que estamos aqui.


        Esses fenômenos não nascem do nada. São efeitos de vieses inconscientes, presentes nos processos seletivos, nas promoções concorridas, nas reuniões em que falamos e não somos ouvi das. Estudos mostraram que, mesmo quando mulheres negras possuem as competências exigidas, elas são vistas como “potenciais em desenvolvi mento”, enquanto colegas brancos são tratados como “talentos promissores”. A régua nunca é a mesma.


        Mas aqui vai um lembrete importante: nós não somos impostoras. Temos bagagem, entrega, preparo e, principalmente, as competências que o mundo do trabalho mais valoriza hoje: empatia, escuta ativa, colaboração, resiliência. Muitas de nós aprendemos isso fora das salas de MBA, no chão de fábrica da vida, na gestão de famílias, de comunidades, de nós mesmas. Somos líderes porque desenvolvemos essas habilidades na prática, nos diversos processos sociais de que participamos — sem crachá, mas com muita potência.

(...)


Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/ opiniao/2025/11/7287978-nem-impostoras-nem-rainhas solitarias.html. Acesso em: 08 nov. 2025. (FRAGMENTO)



Ao apresentar as expressões “síndrome da impostora” e “síndrome da abelha rainha”, a autora constrói uma progressão argumentativa que culmina na afirmação “nós não somos impostoras”. Essa relação entre as partes do texto contribui, principal mente, para
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Q3891610 Português
          Textos administrativos e comunicados institucionais exigem precisão e paralelismo na redação de instruções. Falhas de simetria sintática e de regência podem gerar descompasso entre as ações expressas, comprometendo a fluidez e a clareza do texto oficial. Trecho extraído de uma comunicação institucional:
        “Pelo aviso circular, recomendou-se aos coordenadores prioritário a utilização dos canais digitais e que elaborassem um planejamento detalhado de redução de custos fixos.”
Fonte: Adaptado de modelo de ofício administrativo. IFSP, 2025.

Assinale a alternativa que apresenta correção integral das falhas de paralelismo sintático e de regência verbal, garantindo a coesão e a fluidez do período.
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Q3891609 Português
         A clareza dos textos oficiais depende da correção morfológica e da adequação lógica e semântica entre as ideias. O uso indevido de pronomes e o de conectivos podem gerar ambiguidade e com prometer a precisão comunicativa de um documento administrativo.
     “A comunicação pública exige clareza e objetividade, pois o cidadão só consegue exercer plenamente seus direitos se identificar com o que lhe é endereçado – sua voz, suas dúvidas e seu perfil devem refletir-se na linguagem usada pelo poder público.”

Fonte: São Paulo. Secretaria de Gestão e Governo Digital. Manual de Tom e Voz. São Paulo, 2023. Disponível em: https://cms.sp.gov.br/wcm/connect/92c217f3-8baa-44d2 a9b5-fa8f122d3488/Manual+de+tom+e+voz.pdf?MOD= AJPERES&CACHEID=ROOTWORKSPACE-92c217f3 8baa-44d2-a9b5-fa8f122d3488-p493Kr4. Acesso em: 8 nov. 2025. (adaptado).

I. O uso adequado de pronomes possessivos e de conectivos contribui para a clareza e a coesão em textos oficiais, desde que as relações entre as ideias estejam logicamente estruturadas.
II. A correção morfológica de pronomes e conectivos assegura a coerência textual e elimina ambiguidades.

Acerca dessas asserções, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3891608 Português

A pontuação é fundamental para a construção das relações semânticas, sendo que seu uso correto pode definir que tipo de estrutura sintática adotar para se obter determinado sentido. Leia o excerto abaixo:


Ouvidoria da Mulher da OAB compartilha boas práticas de atendimento no 6º Cojum


        A Ouvidoria da Mulher do Conselho Federal da OAB participou do 6º Colégio de Ouvi dorias Judiciais das Mulheres (Cojum), realizado em Goiânia (GO). No evento, realizado na última semana, a ouvidora nacional da mulher da OAB, Katianne Wirna, apresentou o painel Boas prá ticas da Ouvidoria da Mulher, compartilhando ações em curso com as seccionais da Ordem, com foco na padronização de procedimentos, aperfei çoamento dos atendimentos e fortalecimento da atuação conjunta.


[...]


        A atividade reuniu magistradas e desembar gadoras ouvidoras da mulher de tribunais regio nais eleitorais, tribunais estaduais e tribunais do trabalho. A coordenação do encontro foi da ouvi dora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Tâ nia Reckziegel, que também participou do painel.


[...]


Fonte: https://www.oab.org.br/noticia/63600/ouvidoria-da mulher-da-oab-compartilha-boas-praticas-de-atendimento no-6-cojum



A partir da noção de importância do uso da vírgula e de suas relações sintático-semânticas, marque a opção correta, de acordo com o excerto do texto, quanto ao emprego de vírgula antes de “que”.


Alternativas
Q3891249 Português
Para responder à questão, leia o texto a baixo.


Q1_8.png (356×485)

Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/meioambiente/2025/04/um-mundo-oculto-sob-o-gelo-da-antartida-cientistasrevelam-o-lugar-onde-os-rios-correm-para-cima (com adaptações)
Analise as partes que seguem, relativas ao valor semântico de prefixos empregados em palavras do texto.

(1ª parte): Na palavra coautora (I.21), o prefixo со-expressa a ideia de participação conjunta, indicando compartilhamento da autoria do trabalho
(2ª parte): Na palavra desestabilizar (I16), o prefixo des-indica repetição da ação de estabilizar, sugerindo reforço da estabilidade das geleiras.
(3ª parte): Na palavra imperceptíveis (I.5), o prefixo im-acrescenta valor de negação, indicando aquilo que não pode ser percebido.

Pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3891248 Português
Para responder à questão, leia o texto a baixo.


Q1_8.png (356×485)

Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/meioambiente/2025/04/um-mundo-oculto-sob-o-gelo-da-antartida-cientistasrevelam-o-lugar-onde-os-rios-correm-para-cima (com adaptações)
Acerca de aspectos sintáticos, morfológicos e fonológicos, assinale a alternativa cuja análise está INCORRETA. 
Alternativas
Respostas
4801: D
4802: D
4803: A
4804: C
4805: A
4806: C
4807: B
4808: C
4809: B
4810: B
4811: D
4812: A
4813: C
4814: C
4815: B
4816: D
4817: C
4818: A
4819: D
4820: B