Questões de Concurso Sobre português nível médio

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Q4320075 Português
Leia o texto e responda a questão


A HORTA DA VILA


Na Vila dos Pinheiros, um bairro pequeno onde todos se conheciam, havia um terreno baldio que se tornara motivo de vergonha para a comunidade. O mato alto escondia lixo, ratos e insetos, e as crianças que brincavam por perto corriam riscos. Dona Clementina, uma senhora de setenta anos que morava na casa ao lado, cansou de esperar a prefeitura tomar atitudes. — Vamos transformar esse abandono em uma horta comunitária! — disse ela aos vizinhos, numa manhã de sábado.

A ideia encontrou ceticismo. Alguns moradores argumentavam que o terreno não era deles e que o esforço seria inútil, pois logo o local voltaria a ficar abandonado. Mas Dona Clementina, com a persistência que a caracterizava, não se deu por vencida. Solicitou autorização à prefeitura, que cedeu o espaço por meio de um termo de uso. A partir de então, o trabalho começou.

Jovens e idosos se uniram. Retiraram o entulho, capinaram o mato e prepararam a terra. Cada morador contribuiu com algo: sementes, ferramentas, tempo. Em poucas semanas, o terreno que antes causava vergonha estava repleto de canteiros de couve, alface, tomate e cheiro-verde. As crianças, que antes corriam riscos no local, agora aprendiam a plantar e a colher.

A horta não apenas modificou a paisagem. Transformou as pessoas. A comunidade passou a se reunir aos sábados para o mutirão de manutenção. Conversas se iniciavam enquanto se arrancavam ervas daninhas. Amizades se fortaleciam enquanto se regavam as plantas. E os alimentos colhidos eram distribuídos entre todos, especialmente para as famílias que mais precisavam.

— A terra nos deu de comer quando lhe demos carinho — disse Dona Clementina, sorrindo, numa das reuniões.

O projeto, que começou com a iniciativa de uma única pessoa, tornou-se exemplo para outros bairros. Três anos depois, a Vila dos Pinheiros já contava com quatro hortas comunitárias. O terreno baldio que causava vergonha havia se transformado em motivo de orgulho. E Dona Clementina, que sempre dizia que "a persistência é uma semente que germina quando regada", via nos sorrisos de seus vizinhos a colheita mais valiosa de todas.


Fonte: Texto elaborado para o Concurso Público 01/2026 – IPREMO/Morro Agudo-SP
Considere a oração: "Mas Dona Clementina, com a persistência que a caracterizava, não se deu por vencida." Assinale a alternativa que apresenta a correta análise sintática. 
Alternativas
Q4320074 Português
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A HORTA DA VILA


Na Vila dos Pinheiros, um bairro pequeno onde todos se conheciam, havia um terreno baldio que se tornara motivo de vergonha para a comunidade. O mato alto escondia lixo, ratos e insetos, e as crianças que brincavam por perto corriam riscos. Dona Clementina, uma senhora de setenta anos que morava na casa ao lado, cansou de esperar a prefeitura tomar atitudes. — Vamos transformar esse abandono em uma horta comunitária! — disse ela aos vizinhos, numa manhã de sábado.

A ideia encontrou ceticismo. Alguns moradores argumentavam que o terreno não era deles e que o esforço seria inútil, pois logo o local voltaria a ficar abandonado. Mas Dona Clementina, com a persistência que a caracterizava, não se deu por vencida. Solicitou autorização à prefeitura, que cedeu o espaço por meio de um termo de uso. A partir de então, o trabalho começou.

Jovens e idosos se uniram. Retiraram o entulho, capinaram o mato e prepararam a terra. Cada morador contribuiu com algo: sementes, ferramentas, tempo. Em poucas semanas, o terreno que antes causava vergonha estava repleto de canteiros de couve, alface, tomate e cheiro-verde. As crianças, que antes corriam riscos no local, agora aprendiam a plantar e a colher.

A horta não apenas modificou a paisagem. Transformou as pessoas. A comunidade passou a se reunir aos sábados para o mutirão de manutenção. Conversas se iniciavam enquanto se arrancavam ervas daninhas. Amizades se fortaleciam enquanto se regavam as plantas. E os alimentos colhidos eram distribuídos entre todos, especialmente para as famílias que mais precisavam.

— A terra nos deu de comer quando lhe demos carinho — disse Dona Clementina, sorrindo, numa das reuniões.

O projeto, que começou com a iniciativa de uma única pessoa, tornou-se exemplo para outros bairros. Três anos depois, a Vila dos Pinheiros já contava com quatro hortas comunitárias. O terreno baldio que causava vergonha havia se transformado em motivo de orgulho. E Dona Clementina, que sempre dizia que "a persistência é uma semente que germina quando regada", via nos sorrisos de seus vizinhos a colheita mais valiosa de todas.


Fonte: Texto elaborado para o Concurso Público 01/2026 – IPREMO/Morro Agudo-SP
Analise as afirmativas a seguir sobre a concordância verbal no texto "A Horta da Vila":

I. Em "Jovens e idosos se uniram", o verbo "uniram" está no plural porque o sujeito é composto e anteposto.
II. Em "Conversas se iniciavam enquanto se arrancavam ervas daninhas", o "se" em "Conversas se iniciavam" é partícula apassivadora, sendo "Conversas" o sujeito paciente.
III. Em "A comunidade passou a se reunir aos sábados", o "se" em "se reunir" é pronome apassivador, sendo "A comunidade" o sujeito paciente. 
IV. Em "os alimentos colhidos eram distribuídos entre todos", o sujeito da oração é "todos", o que justifica o verbo "eram" no plural.

Assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4320073 Português
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A HORTA DA VILA


Na Vila dos Pinheiros, um bairro pequeno onde todos se conheciam, havia um terreno baldio que se tornara motivo de vergonha para a comunidade. O mato alto escondia lixo, ratos e insetos, e as crianças que brincavam por perto corriam riscos. Dona Clementina, uma senhora de setenta anos que morava na casa ao lado, cansou de esperar a prefeitura tomar atitudes. — Vamos transformar esse abandono em uma horta comunitária! — disse ela aos vizinhos, numa manhã de sábado.

A ideia encontrou ceticismo. Alguns moradores argumentavam que o terreno não era deles e que o esforço seria inútil, pois logo o local voltaria a ficar abandonado. Mas Dona Clementina, com a persistência que a caracterizava, não se deu por vencida. Solicitou autorização à prefeitura, que cedeu o espaço por meio de um termo de uso. A partir de então, o trabalho começou.

Jovens e idosos se uniram. Retiraram o entulho, capinaram o mato e prepararam a terra. Cada morador contribuiu com algo: sementes, ferramentas, tempo. Em poucas semanas, o terreno que antes causava vergonha estava repleto de canteiros de couve, alface, tomate e cheiro-verde. As crianças, que antes corriam riscos no local, agora aprendiam a plantar e a colher.

A horta não apenas modificou a paisagem. Transformou as pessoas. A comunidade passou a se reunir aos sábados para o mutirão de manutenção. Conversas se iniciavam enquanto se arrancavam ervas daninhas. Amizades se fortaleciam enquanto se regavam as plantas. E os alimentos colhidos eram distribuídos entre todos, especialmente para as famílias que mais precisavam.

— A terra nos deu de comer quando lhe demos carinho — disse Dona Clementina, sorrindo, numa das reuniões.

O projeto, que começou com a iniciativa de uma única pessoa, tornou-se exemplo para outros bairros. Três anos depois, a Vila dos Pinheiros já contava com quatro hortas comunitárias. O terreno baldio que causava vergonha havia se transformado em motivo de orgulho. E Dona Clementina, que sempre dizia que "a persistência é uma semente que germina quando regada", via nos sorrisos de seus vizinhos a colheita mais valiosa de todas.


Fonte: Texto elaborado para o Concurso Público 01/2026 – IPREMO/Morro Agudo-SP
Assinale a alternativa em que a palavra destacada do texto é corretamente classificada quanto à classe gramatical.
Alternativas
Q4320072 Português
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A HORTA DA VILA


Na Vila dos Pinheiros, um bairro pequeno onde todos se conheciam, havia um terreno baldio que se tornara motivo de vergonha para a comunidade. O mato alto escondia lixo, ratos e insetos, e as crianças que brincavam por perto corriam riscos. Dona Clementina, uma senhora de setenta anos que morava na casa ao lado, cansou de esperar a prefeitura tomar atitudes. — Vamos transformar esse abandono em uma horta comunitária! — disse ela aos vizinhos, numa manhã de sábado.

A ideia encontrou ceticismo. Alguns moradores argumentavam que o terreno não era deles e que o esforço seria inútil, pois logo o local voltaria a ficar abandonado. Mas Dona Clementina, com a persistência que a caracterizava, não se deu por vencida. Solicitou autorização à prefeitura, que cedeu o espaço por meio de um termo de uso. A partir de então, o trabalho começou.

Jovens e idosos se uniram. Retiraram o entulho, capinaram o mato e prepararam a terra. Cada morador contribuiu com algo: sementes, ferramentas, tempo. Em poucas semanas, o terreno que antes causava vergonha estava repleto de canteiros de couve, alface, tomate e cheiro-verde. As crianças, que antes corriam riscos no local, agora aprendiam a plantar e a colher.

A horta não apenas modificou a paisagem. Transformou as pessoas. A comunidade passou a se reunir aos sábados para o mutirão de manutenção. Conversas se iniciavam enquanto se arrancavam ervas daninhas. Amizades se fortaleciam enquanto se regavam as plantas. E os alimentos colhidos eram distribuídos entre todos, especialmente para as famílias que mais precisavam.

— A terra nos deu de comer quando lhe demos carinho — disse Dona Clementina, sorrindo, numa das reuniões.

O projeto, que começou com a iniciativa de uma única pessoa, tornou-se exemplo para outros bairros. Três anos depois, a Vila dos Pinheiros já contava com quatro hortas comunitárias. O terreno baldio que causava vergonha havia se transformado em motivo de orgulho. E Dona Clementina, que sempre dizia que "a persistência é uma semente que germina quando regada", via nos sorrisos de seus vizinhos a colheita mais valiosa de todas.


Fonte: Texto elaborado para o Concurso Público 01/2026 – IPREMO/Morro Agudo-SP
No trecho "A ideia encontrou ceticismo. Alguns moradores argumentavam que o terreno não era deles e que o esforço seria inútil", os verbos "encontrou", "argumentavam", "era" e "seria" estão, respectivamente, nos seguintes tempo e modo: 
Alternativas
Q4320071 Português
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A HORTA DA VILA


Na Vila dos Pinheiros, um bairro pequeno onde todos se conheciam, havia um terreno baldio que se tornara motivo de vergonha para a comunidade. O mato alto escondia lixo, ratos e insetos, e as crianças que brincavam por perto corriam riscos. Dona Clementina, uma senhora de setenta anos que morava na casa ao lado, cansou de esperar a prefeitura tomar atitudes. — Vamos transformar esse abandono em uma horta comunitária! — disse ela aos vizinhos, numa manhã de sábado.

A ideia encontrou ceticismo. Alguns moradores argumentavam que o terreno não era deles e que o esforço seria inútil, pois logo o local voltaria a ficar abandonado. Mas Dona Clementina, com a persistência que a caracterizava, não se deu por vencida. Solicitou autorização à prefeitura, que cedeu o espaço por meio de um termo de uso. A partir de então, o trabalho começou.

Jovens e idosos se uniram. Retiraram o entulho, capinaram o mato e prepararam a terra. Cada morador contribuiu com algo: sementes, ferramentas, tempo. Em poucas semanas, o terreno que antes causava vergonha estava repleto de canteiros de couve, alface, tomate e cheiro-verde. As crianças, que antes corriam riscos no local, agora aprendiam a plantar e a colher.

A horta não apenas modificou a paisagem. Transformou as pessoas. A comunidade passou a se reunir aos sábados para o mutirão de manutenção. Conversas se iniciavam enquanto se arrancavam ervas daninhas. Amizades se fortaleciam enquanto se regavam as plantas. E os alimentos colhidos eram distribuídos entre todos, especialmente para as famílias que mais precisavam.

— A terra nos deu de comer quando lhe demos carinho — disse Dona Clementina, sorrindo, numa das reuniões.

O projeto, que começou com a iniciativa de uma única pessoa, tornou-se exemplo para outros bairros. Três anos depois, a Vila dos Pinheiros já contava com quatro hortas comunitárias. O terreno baldio que causava vergonha havia se transformado em motivo de orgulho. E Dona Clementina, que sempre dizia que "a persistência é uma semente que germina quando regada", via nos sorrisos de seus vizinhos a colheita mais valiosa de todas.


Fonte: Texto elaborado para o Concurso Público 01/2026 – IPREMO/Morro Agudo-SP
Julgue os itens a seguir, que analisam a classe gramatical de palavras destacadas no trecho:

"Mas Dona Clementina, com a persistência que a caracterizava, não se deu por vencida."

I. "Mas" é uma conjunção coordenativa adversativa.
II. "que" é um pronome relativo, pois retoma o antecedente "persistência".
III. "se", em "não se deu por vencida", é um pronome apassivador.
IV. "a", em "a caracterizava", é um pronome pessoal oblíquo que funciona como objeto direto.

Assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4320070 Português
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A HORTA DA VILA


Na Vila dos Pinheiros, um bairro pequeno onde todos se conheciam, havia um terreno baldio que se tornara motivo de vergonha para a comunidade. O mato alto escondia lixo, ratos e insetos, e as crianças que brincavam por perto corriam riscos. Dona Clementina, uma senhora de setenta anos que morava na casa ao lado, cansou de esperar a prefeitura tomar atitudes. — Vamos transformar esse abandono em uma horta comunitária! — disse ela aos vizinhos, numa manhã de sábado.

A ideia encontrou ceticismo. Alguns moradores argumentavam que o terreno não era deles e que o esforço seria inútil, pois logo o local voltaria a ficar abandonado. Mas Dona Clementina, com a persistência que a caracterizava, não se deu por vencida. Solicitou autorização à prefeitura, que cedeu o espaço por meio de um termo de uso. A partir de então, o trabalho começou.

Jovens e idosos se uniram. Retiraram o entulho, capinaram o mato e prepararam a terra. Cada morador contribuiu com algo: sementes, ferramentas, tempo. Em poucas semanas, o terreno que antes causava vergonha estava repleto de canteiros de couve, alface, tomate e cheiro-verde. As crianças, que antes corriam riscos no local, agora aprendiam a plantar e a colher.

A horta não apenas modificou a paisagem. Transformou as pessoas. A comunidade passou a se reunir aos sábados para o mutirão de manutenção. Conversas se iniciavam enquanto se arrancavam ervas daninhas. Amizades se fortaleciam enquanto se regavam as plantas. E os alimentos colhidos eram distribuídos entre todos, especialmente para as famílias que mais precisavam.

— A terra nos deu de comer quando lhe demos carinho — disse Dona Clementina, sorrindo, numa das reuniões.

O projeto, que começou com a iniciativa de uma única pessoa, tornou-se exemplo para outros bairros. Três anos depois, a Vila dos Pinheiros já contava com quatro hortas comunitárias. O terreno baldio que causava vergonha havia se transformado em motivo de orgulho. E Dona Clementina, que sempre dizia que "a persistência é uma semente que germina quando regada", via nos sorrisos de seus vizinhos a colheita mais valiosa de todas.


Fonte: Texto elaborado para o Concurso Público 01/2026 – IPREMO/Morro Agudo-SP
Considere as palavras extraídas do texto: "única", "comunitária", "cansou" e "Clementina". Assinale a alternativa que apresenta a correta classificação e justificativa de acentuação gráfica.
Alternativas
Q4320069 Português
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A HORTA DA VILA


Na Vila dos Pinheiros, um bairro pequeno onde todos se conheciam, havia um terreno baldio que se tornara motivo de vergonha para a comunidade. O mato alto escondia lixo, ratos e insetos, e as crianças que brincavam por perto corriam riscos. Dona Clementina, uma senhora de setenta anos que morava na casa ao lado, cansou de esperar a prefeitura tomar atitudes. — Vamos transformar esse abandono em uma horta comunitária! — disse ela aos vizinhos, numa manhã de sábado.

A ideia encontrou ceticismo. Alguns moradores argumentavam que o terreno não era deles e que o esforço seria inútil, pois logo o local voltaria a ficar abandonado. Mas Dona Clementina, com a persistência que a caracterizava, não se deu por vencida. Solicitou autorização à prefeitura, que cedeu o espaço por meio de um termo de uso. A partir de então, o trabalho começou.

Jovens e idosos se uniram. Retiraram o entulho, capinaram o mato e prepararam a terra. Cada morador contribuiu com algo: sementes, ferramentas, tempo. Em poucas semanas, o terreno que antes causava vergonha estava repleto de canteiros de couve, alface, tomate e cheiro-verde. As crianças, que antes corriam riscos no local, agora aprendiam a plantar e a colher.

A horta não apenas modificou a paisagem. Transformou as pessoas. A comunidade passou a se reunir aos sábados para o mutirão de manutenção. Conversas se iniciavam enquanto se arrancavam ervas daninhas. Amizades se fortaleciam enquanto se regavam as plantas. E os alimentos colhidos eram distribuídos entre todos, especialmente para as famílias que mais precisavam.

— A terra nos deu de comer quando lhe demos carinho — disse Dona Clementina, sorrindo, numa das reuniões.

O projeto, que começou com a iniciativa de uma única pessoa, tornou-se exemplo para outros bairros. Três anos depois, a Vila dos Pinheiros já contava com quatro hortas comunitárias. O terreno baldio que causava vergonha havia se transformado em motivo de orgulho. E Dona Clementina, que sempre dizia que "a persistência é uma semente que germina quando regada", via nos sorrisos de seus vizinhos a colheita mais valiosa de todas.


Fonte: Texto elaborado para o Concurso Público 01/2026 – IPREMO/Morro Agudo-SP
Assinale a alternativa incorreta quanto à ortografia das palavras e expressões presentes no texto.
Alternativas
Q4320068 Português
Leia o texto e responda a questão


A HORTA DA VILA


Na Vila dos Pinheiros, um bairro pequeno onde todos se conheciam, havia um terreno baldio que se tornara motivo de vergonha para a comunidade. O mato alto escondia lixo, ratos e insetos, e as crianças que brincavam por perto corriam riscos. Dona Clementina, uma senhora de setenta anos que morava na casa ao lado, cansou de esperar a prefeitura tomar atitudes. — Vamos transformar esse abandono em uma horta comunitária! — disse ela aos vizinhos, numa manhã de sábado.

A ideia encontrou ceticismo. Alguns moradores argumentavam que o terreno não era deles e que o esforço seria inútil, pois logo o local voltaria a ficar abandonado. Mas Dona Clementina, com a persistência que a caracterizava, não se deu por vencida. Solicitou autorização à prefeitura, que cedeu o espaço por meio de um termo de uso. A partir de então, o trabalho começou.

Jovens e idosos se uniram. Retiraram o entulho, capinaram o mato e prepararam a terra. Cada morador contribuiu com algo: sementes, ferramentas, tempo. Em poucas semanas, o terreno que antes causava vergonha estava repleto de canteiros de couve, alface, tomate e cheiro-verde. As crianças, que antes corriam riscos no local, agora aprendiam a plantar e a colher.

A horta não apenas modificou a paisagem. Transformou as pessoas. A comunidade passou a se reunir aos sábados para o mutirão de manutenção. Conversas se iniciavam enquanto se arrancavam ervas daninhas. Amizades se fortaleciam enquanto se regavam as plantas. E os alimentos colhidos eram distribuídos entre todos, especialmente para as famílias que mais precisavam.

— A terra nos deu de comer quando lhe demos carinho — disse Dona Clementina, sorrindo, numa das reuniões.

O projeto, que começou com a iniciativa de uma única pessoa, tornou-se exemplo para outros bairros. Três anos depois, a Vila dos Pinheiros já contava com quatro hortas comunitárias. O terreno baldio que causava vergonha havia se transformado em motivo de orgulho. E Dona Clementina, que sempre dizia que "a persistência é uma semente que germina quando regada", via nos sorrisos de seus vizinhos a colheita mais valiosa de todas.


Fonte: Texto elaborado para o Concurso Público 01/2026 – IPREMO/Morro Agudo-SP
É correto afirmar que Dona Clementina, como personagem do texto, se caracteriza por: 
Alternativas
Q4320067 Português
Leia o texto e responda a questão


A HORTA DA VILA


Na Vila dos Pinheiros, um bairro pequeno onde todos se conheciam, havia um terreno baldio que se tornara motivo de vergonha para a comunidade. O mato alto escondia lixo, ratos e insetos, e as crianças que brincavam por perto corriam riscos. Dona Clementina, uma senhora de setenta anos que morava na casa ao lado, cansou de esperar a prefeitura tomar atitudes. — Vamos transformar esse abandono em uma horta comunitária! — disse ela aos vizinhos, numa manhã de sábado.

A ideia encontrou ceticismo. Alguns moradores argumentavam que o terreno não era deles e que o esforço seria inútil, pois logo o local voltaria a ficar abandonado. Mas Dona Clementina, com a persistência que a caracterizava, não se deu por vencida. Solicitou autorização à prefeitura, que cedeu o espaço por meio de um termo de uso. A partir de então, o trabalho começou.

Jovens e idosos se uniram. Retiraram o entulho, capinaram o mato e prepararam a terra. Cada morador contribuiu com algo: sementes, ferramentas, tempo. Em poucas semanas, o terreno que antes causava vergonha estava repleto de canteiros de couve, alface, tomate e cheiro-verde. As crianças, que antes corriam riscos no local, agora aprendiam a plantar e a colher.

A horta não apenas modificou a paisagem. Transformou as pessoas. A comunidade passou a se reunir aos sábados para o mutirão de manutenção. Conversas se iniciavam enquanto se arrancavam ervas daninhas. Amizades se fortaleciam enquanto se regavam as plantas. E os alimentos colhidos eram distribuídos entre todos, especialmente para as famílias que mais precisavam.

— A terra nos deu de comer quando lhe demos carinho — disse Dona Clementina, sorrindo, numa das reuniões.

O projeto, que começou com a iniciativa de uma única pessoa, tornou-se exemplo para outros bairros. Três anos depois, a Vila dos Pinheiros já contava com quatro hortas comunitárias. O terreno baldio que causava vergonha havia se transformado em motivo de orgulho. E Dona Clementina, que sempre dizia que "a persistência é uma semente que germina quando regada", via nos sorrisos de seus vizinhos a colheita mais valiosa de todas.


Fonte: Texto elaborado para o Concurso Público 01/2026 – IPREMO/Morro Agudo-SP
A partir do texto apresentado, assinale a alternativa que apresenta o tema central.
Alternativas
Q4318570 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Cai diferença entre homens e mulheres no acesso ao emprego formal

    Do total de 62,8 milhões de empregos formais ativos no Brasil, incluindo trabalhadores com carteira assinada e agentes públicos, as mulheres ainda não representam a maioria, mas a diferença em relação aos homens caiu nos últimos anos. É o que mostram dados da Rais Mensal de junho deste ano, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A Relação Anual de Informações Sociais (Rais) reúne estatísticas sobre o mercado de trabalho a partir de informações coletadas de empresas e órgãos públicos. Ao todo, as mulheres ocupam 46,4% dos postos de trabalho, somando 29.182.235 de vínculos trabalhistas. Os homens estão registrados em 33.708.974 vagas, 53,6% dos postos de trabalho. 
    Essa distância era maior em janeiro de 2023, quando 55,7% das vagas eram ocupadas por pessoas do sexo masculino, contra 44,2% do sexo feminino. O mercado de trabalho brasileiro acumulou saldo positivo de 10,1 milhões de vínculos de emprego formal, entre janeiro de 2023 e junho de2026, segundo o balanço apresentado pelo MTE. Desse montante, 5,8 milhões das vagas formais foram ocupadas por mulheres, enquanto 4,3 milhões foram ocupadas por homens.
    A Rais Mensal também trouxe informações atualizadas sobre a diversidade racial no mercado de trabalho brasileiro. Dos 62,8 milhões de vínculos formais, tanto no setor público quanto privado, 27,3 milhôes são de pessoas autodeclaradas pardas, enquanto outras 26,8 milhões são pessoas autodeclaradas brancas. Os trabalhadores que se autodeclaram pretos correspondem a 4,6 milhões. Amarelos, 600 mil, e indígenas, 239 mil. Outros 3,1 milhões de vínculos trabalhistas não tiveram a informação racial registrada, um número que era de mais de 17,2 milhões há pouco mais de três anos e meio.
    "Nós temos hoje mais gente preta ou parda em relação à população branca, mas essa é uma informação não demandada, tanto que o não informado diminuiu de 17 milhões para 3 milhões, porque a gente fez uma campanha forte com as empresas para que elas voltassem a informar", explicou a subsecretária de Estatístlca do MTE, Paula Montagner, durante apresentação dos dados.
    A escolaridade dos trabalhadores também evoluiu no mercado de trabalho nos últimos anos. Mais da metade dos trabalhadores (54%), o que representa 33,7 milhões de pessoas com vínculos formais, têm ensino médio, e 15,2 milhões ensino superior ou pós-graduação. A expansão dos empregos também foi maior entre os trabalhadores mais experientes, sendo que 74% têm pelo menos 30 anos de idade.
    O rendimento médio dos trabalhadores em emprego formal no Brasil ficou em R$ 4.389,49. O setor de serviços segue como o maior gerador de empregos formais no país, respondendo atualmente por 38,2 milhões de vagas, seguido pelo comércio (10,5 milhões), indústria (9,1 milhões), construção (3 milhões) e agropecuária (1,8 milhão).


Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.brlecon omia/nolicia/2026-08/caidiferenca-entre-homens-e-mulheres-no-acesso-ao-emprego-formal (adaptado)
Muitas palavras do texto são formadas por processos morfológicos de acréscimo de afixos ao radical. A respeito da estrutura e formação de palavras no texto, analise as seguintes assertivas:

I. O substantivo subsecretária (4º parágrafo) é formado por derivação prefixal, mediante anexação de afixo de valor hierárquico inÍerior à base.
II. O vocábulo escolaridade (5º parágrafo) provém de derivação sufixal a partir do adjetivo escolar, com acréscimo de sufixo nominalizador.
III. A forma verbal acumulou (2º parágrafo) é classificada como exemplo clássico de composição por hibridismo greco-latino.

Está CORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Q4317910 Português
Chorar e rir


    E enquanto uma chora, outra ri; é a lei do mundo; é a perfeição universal. Tudo chorando seria monótono, tudo rindo, cansativo; mas uma boa distribuição de lágrimas e polcas, soluços e sarabandas, acaba por trazer à alma do mundo a variedade necessária, e faz-se o equilíbrio da vida.


(Machado de Assis. Quincas Borba. Disponível em: <citador.pt/textos/chorar-e-rir-joaquim-maria-machado-de-assis - Acesso em: 10.7.2026.Adaptado)


Polca:  dança e gênero musical que chegou ao Brasil no século 19, influenciando ritmos como o choro e o maxixe.


Sarabanda:  antiga dança popular espanhola do século 17; grande agitação ou movimento incessante.
No trecho – E enquanto uma chora, outra ri... –, os verbos destacados estão no tempo presente. Alterando-os para o tempo futuro, na ordem em que se apresentam, têm-se:
Alternativas
Q4317909 Português
Chorar e rir


    E enquanto uma chora, outra ri; é a lei do mundo; é a perfeição universal. Tudo chorando seria monótono, tudo rindo, cansativo; mas uma boa distribuição de lágrimas e polcas, soluços e sarabandas, acaba por trazer à alma do mundo a variedade necessária, e faz-se o equilíbrio da vida.


(Machado de Assis. Quincas Borba. Disponível em: <citador.pt/textos/chorar-e-rir-joaquim-maria-machado-de-assis - Acesso em: 10.7.2026.Adaptado)


Polca:  dança e gênero musical que chegou ao Brasil no século 19, influenciando ritmos como o choro e o maxixe.


Sarabanda:  antiga dança popular espanhola do século 17; grande agitação ou movimento incessante.
No trecho – Tudo chorando seria monótono, tudo rindo, cansativo; mas uma boa distribuição de lágrimas e polcas, soluços e sarabandas, acaba por trazer à alma do mundo a variedade necessária, e faz-se o equilíbrio da vida. – a palavra destacada estabelece sentido de
Alternativas
Q4317908 Português
Chorar e rir


    E enquanto uma chora, outra ri; é a lei do mundo; é a perfeição universal. Tudo chorando seria monótono, tudo rindo, cansativo; mas uma boa distribuição de lágrimas e polcas, soluços e sarabandas, acaba por trazer à alma do mundo a variedade necessária, e faz-se o equilíbrio da vida.


(Machado de Assis. Quincas Borba. Disponível em: <citador.pt/textos/chorar-e-rir-joaquim-maria-machado-de-assis - Acesso em: 10.7.2026.Adaptado)


Polca:  dança e gênero musical que chegou ao Brasil no século 19, influenciando ritmos como o choro e o maxixe.


Sarabanda:  antiga dança popular espanhola do século 17; grande agitação ou movimento incessante.
Assinale a alternativa que indica, na frase, ideia de oposição.
Alternativas
Q4317907 Português
Os indivíduos bem-humorados ________ convivem. Considerando a norma-padrão da língua portuguesa, a lacuna deve ser preenchida por:
Alternativas
Q4317906 Português
Assinale a alternativa em que o emprego da vírgula na frase está de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
Alternativas
Q4317905 Português

Rir e chorar


    Leila aprendeu a rir cedo, e todos na sua casa são assim. O humor os salvou. Riem uns dos outros, riem de si próprios, e, a cada vez que o sofrimento aperta, fazem uma espécie de mutirão para descobrir algo que os faça rir naquele momento. No cotidiano da família de Leila, a tragédia sempre foi prima--irmã do humor. E, pensando bem, a distância que separa os dois é milimétrica, às vezes quase imperceptível.


    Leila se lembra de uma tia-avó materna adorável que se chamava Florispina e tinha o apelido de Tia Pipina. Na reali dade, eram quatro irmãs: Cardolina, Florispina, Isoldina e a avó de Leila, chamada Luíza, uma ilha de normalidade em relação aos nomes extravagantes das irmãs.


    A Tia Pipina misturava riso e choro com uma desenvol tura espantosa. Chorar de rir é algo que se vê a toda hora – a pessoa vai das gargalhadas às lagrimas, mas não para de rir. Tia Pipina, não. Ela passava do riso ao choro convulsivo, choro sentido, de soluçar. E então as pessoas ficavam sem saber o que fazer. As gargalhadas de todos iam parando, desconcertadas, e todos começavam a consolar Tia Pipina sem saber exatamente por que ela chorava, já que, aparen temente, era um choro sem motivo.


    Da mesma forma, quando ela se sentia muito triste, começava a chorar silenciosamente, as lágrimas grossas escorrendo pelo rosto enrugado e contraído. As pessoas iam consolá-la, desta vez sabendo a razão do choro, mas não dava tempo. De repente, Tia Pipina desatava a rir, incontro lavelmente, e todos, mais uma vez sem saber o que fazer, acabavam rindo com ela, fazendo naufragar a tristeza. O cho ro abortado, provavelmente, era o mesmo que vinha depois, com os acessos de riso. Porque choro adiado, sabemos bem, não é choro acabado.


(Leila Ferreira; Cris Guerra. Que ninguém nos ouça. São Paulo: Planeta do Brasil, 2016. Adaptado)

A alternativa em que as duas palavras destacadas atribuem características aos vocábulos anteriores é:
Alternativas
Q4317904 Português

Rir e chorar


    Leila aprendeu a rir cedo, e todos na sua casa são assim. O humor os salvou. Riem uns dos outros, riem de si próprios, e, a cada vez que o sofrimento aperta, fazem uma espécie de mutirão para descobrir algo que os faça rir naquele momento. No cotidiano da família de Leila, a tragédia sempre foi prima--irmã do humor. E, pensando bem, a distância que separa os dois é milimétrica, às vezes quase imperceptível.


    Leila se lembra de uma tia-avó materna adorável que se chamava Florispina e tinha o apelido de Tia Pipina. Na reali dade, eram quatro irmãs: Cardolina, Florispina, Isoldina e a avó de Leila, chamada Luíza, uma ilha de normalidade em relação aos nomes extravagantes das irmãs.


    A Tia Pipina misturava riso e choro com uma desenvol tura espantosa. Chorar de rir é algo que se vê a toda hora – a pessoa vai das gargalhadas às lagrimas, mas não para de rir. Tia Pipina, não. Ela passava do riso ao choro convulsivo, choro sentido, de soluçar. E então as pessoas ficavam sem saber o que fazer. As gargalhadas de todos iam parando, desconcertadas, e todos começavam a consolar Tia Pipina sem saber exatamente por que ela chorava, já que, aparen temente, era um choro sem motivo.


    Da mesma forma, quando ela se sentia muito triste, começava a chorar silenciosamente, as lágrimas grossas escorrendo pelo rosto enrugado e contraído. As pessoas iam consolá-la, desta vez sabendo a razão do choro, mas não dava tempo. De repente, Tia Pipina desatava a rir, incontro lavelmente, e todos, mais uma vez sem saber o que fazer, acabavam rindo com ela, fazendo naufragar a tristeza. O cho ro abortado, provavelmente, era o mesmo que vinha depois, com os acessos de riso. Porque choro adiado, sabemos bem, não é choro acabado.


(Leila Ferreira; Cris Guerra. Que ninguém nos ouça. São Paulo: Planeta do Brasil, 2016. Adaptado)

Assinale a alternativa em que há palavra empregada com sentido figurado.
Alternativas
Q4317903 Português

Rir e chorar


    Leila aprendeu a rir cedo, e todos na sua casa são assim. O humor os salvou. Riem uns dos outros, riem de si próprios, e, a cada vez que o sofrimento aperta, fazem uma espécie de mutirão para descobrir algo que os faça rir naquele momento. No cotidiano da família de Leila, a tragédia sempre foi prima--irmã do humor. E, pensando bem, a distância que separa os dois é milimétrica, às vezes quase imperceptível.


    Leila se lembra de uma tia-avó materna adorável que se chamava Florispina e tinha o apelido de Tia Pipina. Na reali dade, eram quatro irmãs: Cardolina, Florispina, Isoldina e a avó de Leila, chamada Luíza, uma ilha de normalidade em relação aos nomes extravagantes das irmãs.


    A Tia Pipina misturava riso e choro com uma desenvol tura espantosa. Chorar de rir é algo que se vê a toda hora – a pessoa vai das gargalhadas às lagrimas, mas não para de rir. Tia Pipina, não. Ela passava do riso ao choro convulsivo, choro sentido, de soluçar. E então as pessoas ficavam sem saber o que fazer. As gargalhadas de todos iam parando, desconcertadas, e todos começavam a consolar Tia Pipina sem saber exatamente por que ela chorava, já que, aparen temente, era um choro sem motivo.


    Da mesma forma, quando ela se sentia muito triste, começava a chorar silenciosamente, as lágrimas grossas escorrendo pelo rosto enrugado e contraído. As pessoas iam consolá-la, desta vez sabendo a razão do choro, mas não dava tempo. De repente, Tia Pipina desatava a rir, incontro lavelmente, e todos, mais uma vez sem saber o que fazer, acabavam rindo com ela, fazendo naufragar a tristeza. O cho ro abortado, provavelmente, era o mesmo que vinha depois, com os acessos de riso. Porque choro adiado, sabemos bem, não é choro acabado.


(Leila Ferreira; Cris Guerra. Que ninguém nos ouça. São Paulo: Planeta do Brasil, 2016. Adaptado)

No trecho do último parágrafo, – ... as lágrimas grossas escorrendo pelo rosto enrugado e contraído. –, a palavra destacada pode ser substituída, sem alteração de sentido, por
Alternativas
Q4317902 Português

Rir e chorar


    Leila aprendeu a rir cedo, e todos na sua casa são assim. O humor os salvou. Riem uns dos outros, riem de si próprios, e, a cada vez que o sofrimento aperta, fazem uma espécie de mutirão para descobrir algo que os faça rir naquele momento. No cotidiano da família de Leila, a tragédia sempre foi prima--irmã do humor. E, pensando bem, a distância que separa os dois é milimétrica, às vezes quase imperceptível.


    Leila se lembra de uma tia-avó materna adorável que se chamava Florispina e tinha o apelido de Tia Pipina. Na reali dade, eram quatro irmãs: Cardolina, Florispina, Isoldina e a avó de Leila, chamada Luíza, uma ilha de normalidade em relação aos nomes extravagantes das irmãs.


    A Tia Pipina misturava riso e choro com uma desenvol tura espantosa. Chorar de rir é algo que se vê a toda hora – a pessoa vai das gargalhadas às lagrimas, mas não para de rir. Tia Pipina, não. Ela passava do riso ao choro convulsivo, choro sentido, de soluçar. E então as pessoas ficavam sem saber o que fazer. As gargalhadas de todos iam parando, desconcertadas, e todos começavam a consolar Tia Pipina sem saber exatamente por que ela chorava, já que, aparen temente, era um choro sem motivo.


    Da mesma forma, quando ela se sentia muito triste, começava a chorar silenciosamente, as lágrimas grossas escorrendo pelo rosto enrugado e contraído. As pessoas iam consolá-la, desta vez sabendo a razão do choro, mas não dava tempo. De repente, Tia Pipina desatava a rir, incontro lavelmente, e todos, mais uma vez sem saber o que fazer, acabavam rindo com ela, fazendo naufragar a tristeza. O cho ro abortado, provavelmente, era o mesmo que vinha depois, com os acessos de riso. Porque choro adiado, sabemos bem, não é choro acabado.


(Leila Ferreira; Cris Guerra. Que ninguém nos ouça. São Paulo: Planeta do Brasil, 2016. Adaptado)

Conforme o texto, Leila aprendeu a ter bom humor
Alternativas
Q4317901 Português

Rir e chorar


    Leila aprendeu a rir cedo, e todos na sua casa são assim. O humor os salvou. Riem uns dos outros, riem de si próprios, e, a cada vez que o sofrimento aperta, fazem uma espécie de mutirão para descobrir algo que os faça rir naquele momento. No cotidiano da família de Leila, a tragédia sempre foi prima--irmã do humor. E, pensando bem, a distância que separa os dois é milimétrica, às vezes quase imperceptível.


    Leila se lembra de uma tia-avó materna adorável que se chamava Florispina e tinha o apelido de Tia Pipina. Na reali dade, eram quatro irmãs: Cardolina, Florispina, Isoldina e a avó de Leila, chamada Luíza, uma ilha de normalidade em relação aos nomes extravagantes das irmãs.


    A Tia Pipina misturava riso e choro com uma desenvol tura espantosa. Chorar de rir é algo que se vê a toda hora – a pessoa vai das gargalhadas às lagrimas, mas não para de rir. Tia Pipina, não. Ela passava do riso ao choro convulsivo, choro sentido, de soluçar. E então as pessoas ficavam sem saber o que fazer. As gargalhadas de todos iam parando, desconcertadas, e todos começavam a consolar Tia Pipina sem saber exatamente por que ela chorava, já que, aparen temente, era um choro sem motivo.


    Da mesma forma, quando ela se sentia muito triste, começava a chorar silenciosamente, as lágrimas grossas escorrendo pelo rosto enrugado e contraído. As pessoas iam consolá-la, desta vez sabendo a razão do choro, mas não dava tempo. De repente, Tia Pipina desatava a rir, incontro lavelmente, e todos, mais uma vez sem saber o que fazer, acabavam rindo com ela, fazendo naufragar a tristeza. O cho ro abortado, provavelmente, era o mesmo que vinha depois, com os acessos de riso. Porque choro adiado, sabemos bem, não é choro acabado.


(Leila Ferreira; Cris Guerra. Que ninguém nos ouça. São Paulo: Planeta do Brasil, 2016. Adaptado)

De acordo com o texto, é correto afirmar que
Alternativas
Respostas
461: C
462: A
463: A
464: B
465: C
466: A
467: D
468: B
469: C
470: C
471: B
472: C
473: A
474: D
475: A
476: D
477: E
478: C
479: E
480: B