Questões de Concurso Sobre português nível médio

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Q3891610 Português
          Textos administrativos e comunicados institucionais exigem precisão e paralelismo na redação de instruções. Falhas de simetria sintática e de regência podem gerar descompasso entre as ações expressas, comprometendo a fluidez e a clareza do texto oficial. Trecho extraído de uma comunicação institucional:
        “Pelo aviso circular, recomendou-se aos coordenadores prioritário a utilização dos canais digitais e que elaborassem um planejamento detalhado de redução de custos fixos.”
Fonte: Adaptado de modelo de ofício administrativo. IFSP, 2025.

Assinale a alternativa que apresenta correção integral das falhas de paralelismo sintático e de regência verbal, garantindo a coesão e a fluidez do período.
Alternativas
Q3891609 Português
         A clareza dos textos oficiais depende da correção morfológica e da adequação lógica e semântica entre as ideias. O uso indevido de pronomes e o de conectivos podem gerar ambiguidade e com prometer a precisão comunicativa de um documento administrativo.
     “A comunicação pública exige clareza e objetividade, pois o cidadão só consegue exercer plenamente seus direitos se identificar com o que lhe é endereçado – sua voz, suas dúvidas e seu perfil devem refletir-se na linguagem usada pelo poder público.”

Fonte: São Paulo. Secretaria de Gestão e Governo Digital. Manual de Tom e Voz. São Paulo, 2023. Disponível em: https://cms.sp.gov.br/wcm/connect/92c217f3-8baa-44d2 a9b5-fa8f122d3488/Manual+de+tom+e+voz.pdf?MOD= AJPERES&CACHEID=ROOTWORKSPACE-92c217f3 8baa-44d2-a9b5-fa8f122d3488-p493Kr4. Acesso em: 8 nov. 2025. (adaptado).

I. O uso adequado de pronomes possessivos e de conectivos contribui para a clareza e a coesão em textos oficiais, desde que as relações entre as ideias estejam logicamente estruturadas.
II. A correção morfológica de pronomes e conectivos assegura a coerência textual e elimina ambiguidades.

Acerca dessas asserções, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3891608 Português

A pontuação é fundamental para a construção das relações semânticas, sendo que seu uso correto pode definir que tipo de estrutura sintática adotar para se obter determinado sentido. Leia o excerto abaixo:


Ouvidoria da Mulher da OAB compartilha boas práticas de atendimento no 6º Cojum


        A Ouvidoria da Mulher do Conselho Federal da OAB participou do 6º Colégio de Ouvi dorias Judiciais das Mulheres (Cojum), realizado em Goiânia (GO). No evento, realizado na última semana, a ouvidora nacional da mulher da OAB, Katianne Wirna, apresentou o painel Boas prá ticas da Ouvidoria da Mulher, compartilhando ações em curso com as seccionais da Ordem, com foco na padronização de procedimentos, aperfei çoamento dos atendimentos e fortalecimento da atuação conjunta.


[...]


        A atividade reuniu magistradas e desembar gadoras ouvidoras da mulher de tribunais regio nais eleitorais, tribunais estaduais e tribunais do trabalho. A coordenação do encontro foi da ouvi dora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Tâ nia Reckziegel, que também participou do painel.


[...]


Fonte: https://www.oab.org.br/noticia/63600/ouvidoria-da mulher-da-oab-compartilha-boas-praticas-de-atendimento no-6-cojum



A partir da noção de importância do uso da vírgula e de suas relações sintático-semânticas, marque a opção correta, de acordo com o excerto do texto, quanto ao emprego de vírgula antes de “que”.


Alternativas
Q3891249 Português
Para responder à questão, leia o texto a baixo.


Q1_8.png (356×485)

Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/meioambiente/2025/04/um-mundo-oculto-sob-o-gelo-da-antartida-cientistasrevelam-o-lugar-onde-os-rios-correm-para-cima (com adaptações)
Analise as partes que seguem, relativas ao valor semântico de prefixos empregados em palavras do texto.

(1ª parte): Na palavra coautora (I.21), o prefixo со-expressa a ideia de participação conjunta, indicando compartilhamento da autoria do trabalho
(2ª parte): Na palavra desestabilizar (I16), o prefixo des-indica repetição da ação de estabilizar, sugerindo reforço da estabilidade das geleiras.
(3ª parte): Na palavra imperceptíveis (I.5), o prefixo im-acrescenta valor de negação, indicando aquilo que não pode ser percebido.

Pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3891248 Português
Para responder à questão, leia o texto a baixo.


Q1_8.png (356×485)

Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/meioambiente/2025/04/um-mundo-oculto-sob-o-gelo-da-antartida-cientistasrevelam-o-lugar-onde-os-rios-correm-para-cima (com adaptações)
Acerca de aspectos sintáticos, morfológicos e fonológicos, assinale a alternativa cuja análise está INCORRETA. 
Alternativas
Q3891247 Português
Para responder à questão, leia o texto a baixo.


Q1_8.png (356×485)

Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/meioambiente/2025/04/um-mundo-oculto-sob-o-gelo-da-antartida-cientistasrevelam-o-lugar-onde-os-rios-correm-para-cima (com adaptações)
Considere o trecho do texto: A enorme camada de gelo da Antártida parece plana (/.1-2). O termo sublinhado cumpre a função sintática de:
Alternativas
Q3891246 Português
Para responder à questão, leia o texto a baixo.


Q1_8.png (356×485)

Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/meioambiente/2025/04/um-mundo-oculto-sob-o-gelo-da-antartida-cientistasrevelam-o-lugar-onde-os-rios-correm-para-cima (com adaptações)
A declaração da hidróloga glacial da Universidade de Waterloo, conforme apresentada no texto, expressa uma postura de:
Alternativas
Q3891245 Português
Para responder à questão, leia o texto a baixo.


Q1_8.png (356×485)

Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/meioambiente/2025/04/um-mundo-oculto-sob-o-gelo-da-antartida-cientistasrevelam-o-lugar-onde-os-rios-correm-para-cima (com adaptações)
De acordo com as previsões científicas mencionadas no texto, o crescimento e a alteração do curso dos rios ocultos sob a Antártida tendem a:
Alternativas
Q3891244 Português
Para responder à questão, leia o texto a baixo.


Q1_8.png (356×485)

Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/meioambiente/2025/04/um-mundo-oculto-sob-o-gelo-da-antartida-cientistasrevelam-o-lugar-onde-os-rios-correm-para-cima (com adaptações)
Analise as partes que seguem, formuladas a partir da leitura e interpretação do texto:

(1ª parte): O assunto central do texto é a metodologia científica utilizada para medir a espessura do gelo na Antártida
(2ª parte): Do ponto de vista estrutural, o texto organiza-se predominantemente como narrativo, ao relatar eventos cronológicos sobre a Antártida.
(3ª parte): A inserção da fala direta da hidróloga glacial no texto constitui um recurso argumentativo de autoridade, ao recorrer à voz de uma especialista da área.

Pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3891243 Português
Para responder à questão, leia o texto a baixo.


Q1_8.png (356×485)

Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/meioambiente/2025/04/um-mundo-oculto-sob-o-gelo-da-antartida-cientistasrevelam-o-lugar-onde-os-rios-correm-para-cima (com adaptações)
Com base nas ideias do texto, analise as assertivas que seguem:

I. A aparência plana da Antártida contrasta com a complexidade do relevo existente sob a camada de gelo.
II. O estudo citado no texto baseia-se em observações recentes, realizadas em curto periodo de tempо.
III. A espessura do gelo antártico é insuficiente para ocultar acidentes geográficos relevantes.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3891242 Português
Para responder à questão, leia o texto a baixo.


Q1_8.png (356×485)

Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/meioambiente/2025/04/um-mundo-oculto-sob-o-gelo-da-antartida-cientistasrevelam-o-lugar-onde-os-rios-correm-para-cima (com adaptações)
O texto apresentado aponta como um aspecto surpreendente sob a espessa camada de gelo da Antártida a existência de:
Alternativas
Q3891081 Português

Texto 3 (Para a questão)



Disponível em: <https://blogdoaftm.com.br/charge-g20/>. Acesso

em 14 de setembro de 2025.

No trecho "(...) se demorar muito, ao invés de meio, teremos menos de um terço para salvar!", a palavra sublinhada é classificada como:
Alternativas
Q3891080 Português

Texto 3 (Para a questão)



Disponível em: <https://blogdoaftm.com.br/charge-g20/>. Acesso

em 14 de setembro de 2025.

No trecho "Será que eles vão conseguir salvar o meio ambiente?", a função sintática do termo destacado é:
Alternativas
Q3891079 Português

Texto 3 (Para a questão)



Disponível em: <https://blogdoaftm.com.br/charge-g20/>. Acesso

em 14 de setembro de 2025.

Na fala do bicho-preguiça: "Não sei, só sei que se demorar muito, ao invés de meio, teremos menos de um terço para salvar!", a palavra destacada é:
Alternativas
Q3891078 Português

Texto 3 (Para a questão)



Disponível em: <https://blogdoaftm.com.br/charge-g20/>. Acesso

em 14 de setembro de 2025.

No trecho "(...) se demorar muito, ao invés de meio, teremos menos de um terço para salvar!", há uma crítica implícita: 
Alternativas
Q3891077 Português

Texto 3 (Para a questão)



Disponível em: <https://blogdoaftm.com.br/charge-g20/>. Acesso

em 14 de setembro de 2025.

Observe o texto 3 e assinale a opção em que a palavra "meio" possui a correta classificação gramatical.
Alternativas
Q3891076 Português
Sumiram? Por que pássaros coloridos estão desaparecendo das cidades?


   Avistar pássaros coloridos nas cidades brasileiras tem se tornado cada vez mais raro. O fenômeno não é coincidência, mas resultado de uma série de fatores ecológicos e urbanos que dificultam a sobrevivência dessas espécies em ambiente urbano.

   "Espécies coloridas, como a saíra-sete-cores, a saíra-ferrugem e a saíra-militar, tendem a ser pequenas e a apresentar uma dieta especializada, baseada principalmente em frutos carnosos pequenos alimentos que dependem da presença de árvores específicas, cada vez mais escassas nas cidades", diz Lucas do Nascimento, biólogo e pesquisador do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do Instituto de Biociências da USP (Universidade de São Paulo), que produziu um estudo sobre o tema. 

    Em contrapartida, aves que ainda prosperam nas cidades, como pombos, são maiores e onívoras, com uma dieta mais flexível. "Elas conseguem explorar diferentes recursos, como insetos, grãos, restos de comida descartados por humanos, ração de animais domésticos e até alimentos encontrado em lixeiras", explica Nascimento.

     O tráfico ilegal de pássaros também é um fator preocupante. A beleza dessas aves, que deveria ser motivo de contemplação, acaba tornando-as alvo de exploração.

    Outro desafio é o abrigo. Aves coloridas costumam depender de áreas florestais densas para se protegerem. 

    "Elas se destacam mais em ambientes urbanos. Assim, aumentam o risco de predação e reduzem a chance de sucesso na alimentação", explica Gabriel de Paula, biólogo e pesquisador do Departamento de Genética, Ecologia e Evolução da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais)."Já as aves de coloração neutra, como pardais e pombas, camuflam-se com mais facilidade em cenários dominados por concreto e asfalto", compara о pesquisador.

    A forma como as cidades são desenhadas também tem impacto direto no desaparecimento dos pássaros coloridos. Quando o planejamento urbano ignora a presença de árvores que produzem frutos carnosos, cria-se um ambiente hostil.

   "Cidades arborizadas, com praças, parques e presença de espécies nativas, oferecem alimento, abrigo e conectividade ecológica, o que permite maior diversidade de aves. incluindo as mais coloridas", diz Gabriel de Paula.

    O uso excessivo de vidro espelhados nas construções também representa uma ameaça. Ao não reconhecerem o vidro como barreira, as aves acabam se chocando contra fachadas espelhadas, muitas vezes com consequências fatais.

    Outro elemento urbano que afeta diretamente essas espécies são as ilhas de calor. Uma pesquisa chinesa publicada em 2023 mostrou que o fenômeno está relacionado ao aumento do estresse oxidativo, que impacta negativamente a saúde das aves.

    "Considerando que as espécies coloridas já são mais sensíveis por diversos fatores, é plausível supor que elas também sejam particularmente vulneráveis ao estresse causado pelo aumento da temperatura", aponta Lucas Nascimento.

    Por outro lado, um estudo recente de pesquisadores chilenos com pombos domésticos sugeriu que indivíduos com menor diversidade de cores tendem a ser mais resistentes ao estresse oxidativo causado pelas ilhas de calor.

    Reverter o desaparecimento dos pássaros coloridos exige mais do que boas intenções. Lucas aponta que é preciso uma transformação profunda na forma como as cidades são pensadas.

    "Hoje as cidades são planejadas quase exclusivamente para atender às necessidades da espécie humana e isso precisa mudar radicalmente se quisermos preservar também as demais formas de vida e, consequentemente, a nossa", afirma o pesquisador da USP.

    Um levantamento recente do IBGE mostra que 34% da população brasileira vive em vias sem nenhuma árvore. 

    "É essencial aumentar e qualificar as áreas verdes, com foco no plantio de espécies nativas que produzem frutos carnosos pequenos e flores com néctar", ressalta Nascimento.

    Adriana Sandre, professora da FAU-USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e Design da Universidade de São Paulo) ressalta a importância da diversidade de vegetação no ambiente urbano. "É preciso compor sistemas com plantas que oferecem alimento, sombra, abrigo e locais de nidificação em diferentes escalas a diferentes espécies".

    Já Maria Fernanda Del Giovannino, graduanda em arquitetura e urbanismo que desenvolve uma pesquisa sobre as aves no ambiente urbano, junto com Sandre, destaca que diversos elementos arquitetônicos, como caixas de ninho, telhados verdes, fachadas verdes, corredores ecológicos e lagos urbanos, podem ajudar os pássaros coloridos a voltarem para as cidades.

    "Muitas vezes caímos na percepção de que, se uma iniciativa isolada não resolve o problema em larga escala, não vale a pena implementá-la. Mas pequenos elementos no ambiente urbano podem ter grande relevância ecológica", diz Giovannino. "Por exemplo, bebedouros, caixas-ninho ou mesmo uma única árvore podem oferecer recursos fundamentais para diversas espécies, seja fornecendo água, abrigo ou alimento", explica.

    No mundo, países têm avançado em aplicar a arquitetura 'birdfriendly' (em português, amiga dos pássaros). Em Nova lorque (EUA), uma lei de 2019, exige que todas as novas edificações acima de 23 metros de altura usem vidros espelhados mais seguros para aves - vidros que possuem marcadores visuais em toda a superfície para atenuar ou distorcer os reflexos dos elementos ao redor.

    No Brasil, o Projeto de Lei nº 228/2025 que tramita na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, determina que todos os municípios do estado, por meio de projetos e politicas públicas específicas, obriguem a aplicação de dispositivos que evitem a colisão de aves contra os vidros em edificações de qualquer tipo.


Disponível em:<https://www.uol.com.br/ecoa/ultimasnoticias/2025/09/11/sumiram-por-que-passaros-coloridos-estaodesaparecendo-das-cidades.htm>Acesso em: 14 de setembro de 2025.

Assinale a opção em que o vocábulo destacado tem a mesma classificação gramatical que o sublinhado no trecho: "Considerando que as espécies coloridas (...)" 10°§.
Alternativas
Q3891075 Português
Sumiram? Por que pássaros coloridos estão desaparecendo das cidades?


   Avistar pássaros coloridos nas cidades brasileiras tem se tornado cada vez mais raro. O fenômeno não é coincidência, mas resultado de uma série de fatores ecológicos e urbanos que dificultam a sobrevivência dessas espécies em ambiente urbano.

   "Espécies coloridas, como a saíra-sete-cores, a saíra-ferrugem e a saíra-militar, tendem a ser pequenas e a apresentar uma dieta especializada, baseada principalmente em frutos carnosos pequenos alimentos que dependem da presença de árvores específicas, cada vez mais escassas nas cidades", diz Lucas do Nascimento, biólogo e pesquisador do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do Instituto de Biociências da USP (Universidade de São Paulo), que produziu um estudo sobre o tema. 

    Em contrapartida, aves que ainda prosperam nas cidades, como pombos, são maiores e onívoras, com uma dieta mais flexível. "Elas conseguem explorar diferentes recursos, como insetos, grãos, restos de comida descartados por humanos, ração de animais domésticos e até alimentos encontrado em lixeiras", explica Nascimento.

     O tráfico ilegal de pássaros também é um fator preocupante. A beleza dessas aves, que deveria ser motivo de contemplação, acaba tornando-as alvo de exploração.

    Outro desafio é o abrigo. Aves coloridas costumam depender de áreas florestais densas para se protegerem. 

    "Elas se destacam mais em ambientes urbanos. Assim, aumentam o risco de predação e reduzem a chance de sucesso na alimentação", explica Gabriel de Paula, biólogo e pesquisador do Departamento de Genética, Ecologia e Evolução da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais)."Já as aves de coloração neutra, como pardais e pombas, camuflam-se com mais facilidade em cenários dominados por concreto e asfalto", compara о pesquisador.

    A forma como as cidades são desenhadas também tem impacto direto no desaparecimento dos pássaros coloridos. Quando o planejamento urbano ignora a presença de árvores que produzem frutos carnosos, cria-se um ambiente hostil.

   "Cidades arborizadas, com praças, parques e presença de espécies nativas, oferecem alimento, abrigo e conectividade ecológica, o que permite maior diversidade de aves. incluindo as mais coloridas", diz Gabriel de Paula.

    O uso excessivo de vidro espelhados nas construções também representa uma ameaça. Ao não reconhecerem o vidro como barreira, as aves acabam se chocando contra fachadas espelhadas, muitas vezes com consequências fatais.

    Outro elemento urbano que afeta diretamente essas espécies são as ilhas de calor. Uma pesquisa chinesa publicada em 2023 mostrou que o fenômeno está relacionado ao aumento do estresse oxidativo, que impacta negativamente a saúde das aves.

    "Considerando que as espécies coloridas já são mais sensíveis por diversos fatores, é plausível supor que elas também sejam particularmente vulneráveis ao estresse causado pelo aumento da temperatura", aponta Lucas Nascimento.

    Por outro lado, um estudo recente de pesquisadores chilenos com pombos domésticos sugeriu que indivíduos com menor diversidade de cores tendem a ser mais resistentes ao estresse oxidativo causado pelas ilhas de calor.

    Reverter o desaparecimento dos pássaros coloridos exige mais do que boas intenções. Lucas aponta que é preciso uma transformação profunda na forma como as cidades são pensadas.

    "Hoje as cidades são planejadas quase exclusivamente para atender às necessidades da espécie humana e isso precisa mudar radicalmente se quisermos preservar também as demais formas de vida e, consequentemente, a nossa", afirma o pesquisador da USP.

    Um levantamento recente do IBGE mostra que 34% da população brasileira vive em vias sem nenhuma árvore. 

    "É essencial aumentar e qualificar as áreas verdes, com foco no plantio de espécies nativas que produzem frutos carnosos pequenos e flores com néctar", ressalta Nascimento.

    Adriana Sandre, professora da FAU-USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e Design da Universidade de São Paulo) ressalta a importância da diversidade de vegetação no ambiente urbano. "É preciso compor sistemas com plantas que oferecem alimento, sombra, abrigo e locais de nidificação em diferentes escalas a diferentes espécies".

    Já Maria Fernanda Del Giovannino, graduanda em arquitetura e urbanismo que desenvolve uma pesquisa sobre as aves no ambiente urbano, junto com Sandre, destaca que diversos elementos arquitetônicos, como caixas de ninho, telhados verdes, fachadas verdes, corredores ecológicos e lagos urbanos, podem ajudar os pássaros coloridos a voltarem para as cidades.

    "Muitas vezes caímos na percepção de que, se uma iniciativa isolada não resolve o problema em larga escala, não vale a pena implementá-la. Mas pequenos elementos no ambiente urbano podem ter grande relevância ecológica", diz Giovannino. "Por exemplo, bebedouros, caixas-ninho ou mesmo uma única árvore podem oferecer recursos fundamentais para diversas espécies, seja fornecendo água, abrigo ou alimento", explica.

    No mundo, países têm avançado em aplicar a arquitetura 'birdfriendly' (em português, amiga dos pássaros). Em Nova lorque (EUA), uma lei de 2019, exige que todas as novas edificações acima de 23 metros de altura usem vidros espelhados mais seguros para aves - vidros que possuem marcadores visuais em toda a superfície para atenuar ou distorcer os reflexos dos elementos ao redor.

    No Brasil, o Projeto de Lei nº 228/2025 que tramita na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, determina que todos os municípios do estado, por meio de projetos e politicas públicas específicas, obriguem a aplicação de dispositivos que evitem a colisão de aves contra os vidros em edificações de qualquer tipo.


Disponível em:<https://www.uol.com.br/ecoa/ultimasnoticias/2025/09/11/sumiram-por-que-passaros-coloridos-estaodesaparecendo-das-cidades.htm>Acesso em: 14 de setembro de 2025.

Observe o fragmento: "(...) como a saíra-sete-cores, a saíra-ferrugem e a saira-militar, tendem a ser pequenas (...)" 2°§.

Assinale a opção em que o vocábulo está com a grafia correta.
Alternativas
Q3891074 Português
Sumiram? Por que pássaros coloridos estão desaparecendo das cidades?


   Avistar pássaros coloridos nas cidades brasileiras tem se tornado cada vez mais raro. O fenômeno não é coincidência, mas resultado de uma série de fatores ecológicos e urbanos que dificultam a sobrevivência dessas espécies em ambiente urbano.

   "Espécies coloridas, como a saíra-sete-cores, a saíra-ferrugem e a saíra-militar, tendem a ser pequenas e a apresentar uma dieta especializada, baseada principalmente em frutos carnosos pequenos alimentos que dependem da presença de árvores específicas, cada vez mais escassas nas cidades", diz Lucas do Nascimento, biólogo e pesquisador do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do Instituto de Biociências da USP (Universidade de São Paulo), que produziu um estudo sobre o tema. 

    Em contrapartida, aves que ainda prosperam nas cidades, como pombos, são maiores e onívoras, com uma dieta mais flexível. "Elas conseguem explorar diferentes recursos, como insetos, grãos, restos de comida descartados por humanos, ração de animais domésticos e até alimentos encontrado em lixeiras", explica Nascimento.

     O tráfico ilegal de pássaros também é um fator preocupante. A beleza dessas aves, que deveria ser motivo de contemplação, acaba tornando-as alvo de exploração.

    Outro desafio é o abrigo. Aves coloridas costumam depender de áreas florestais densas para se protegerem. 

    "Elas se destacam mais em ambientes urbanos. Assim, aumentam o risco de predação e reduzem a chance de sucesso na alimentação", explica Gabriel de Paula, biólogo e pesquisador do Departamento de Genética, Ecologia e Evolução da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais)."Já as aves de coloração neutra, como pardais e pombas, camuflam-se com mais facilidade em cenários dominados por concreto e asfalto", compara о pesquisador.

    A forma como as cidades são desenhadas também tem impacto direto no desaparecimento dos pássaros coloridos. Quando o planejamento urbano ignora a presença de árvores que produzem frutos carnosos, cria-se um ambiente hostil.

   "Cidades arborizadas, com praças, parques e presença de espécies nativas, oferecem alimento, abrigo e conectividade ecológica, o que permite maior diversidade de aves. incluindo as mais coloridas", diz Gabriel de Paula.

    O uso excessivo de vidro espelhados nas construções também representa uma ameaça. Ao não reconhecerem o vidro como barreira, as aves acabam se chocando contra fachadas espelhadas, muitas vezes com consequências fatais.

    Outro elemento urbano que afeta diretamente essas espécies são as ilhas de calor. Uma pesquisa chinesa publicada em 2023 mostrou que o fenômeno está relacionado ao aumento do estresse oxidativo, que impacta negativamente a saúde das aves.

    "Considerando que as espécies coloridas já são mais sensíveis por diversos fatores, é plausível supor que elas também sejam particularmente vulneráveis ao estresse causado pelo aumento da temperatura", aponta Lucas Nascimento.

    Por outro lado, um estudo recente de pesquisadores chilenos com pombos domésticos sugeriu que indivíduos com menor diversidade de cores tendem a ser mais resistentes ao estresse oxidativo causado pelas ilhas de calor.

    Reverter o desaparecimento dos pássaros coloridos exige mais do que boas intenções. Lucas aponta que é preciso uma transformação profunda na forma como as cidades são pensadas.

    "Hoje as cidades são planejadas quase exclusivamente para atender às necessidades da espécie humana e isso precisa mudar radicalmente se quisermos preservar também as demais formas de vida e, consequentemente, a nossa", afirma o pesquisador da USP.

    Um levantamento recente do IBGE mostra que 34% da população brasileira vive em vias sem nenhuma árvore. 

    "É essencial aumentar e qualificar as áreas verdes, com foco no plantio de espécies nativas que produzem frutos carnosos pequenos e flores com néctar", ressalta Nascimento.

    Adriana Sandre, professora da FAU-USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e Design da Universidade de São Paulo) ressalta a importância da diversidade de vegetação no ambiente urbano. "É preciso compor sistemas com plantas que oferecem alimento, sombra, abrigo e locais de nidificação em diferentes escalas a diferentes espécies".

    Já Maria Fernanda Del Giovannino, graduanda em arquitetura e urbanismo que desenvolve uma pesquisa sobre as aves no ambiente urbano, junto com Sandre, destaca que diversos elementos arquitetônicos, como caixas de ninho, telhados verdes, fachadas verdes, corredores ecológicos e lagos urbanos, podem ajudar os pássaros coloridos a voltarem para as cidades.

    "Muitas vezes caímos na percepção de que, se uma iniciativa isolada não resolve o problema em larga escala, não vale a pena implementá-la. Mas pequenos elementos no ambiente urbano podem ter grande relevância ecológica", diz Giovannino. "Por exemplo, bebedouros, caixas-ninho ou mesmo uma única árvore podem oferecer recursos fundamentais para diversas espécies, seja fornecendo água, abrigo ou alimento", explica.

    No mundo, países têm avançado em aplicar a arquitetura 'birdfriendly' (em português, amiga dos pássaros). Em Nova lorque (EUA), uma lei de 2019, exige que todas as novas edificações acima de 23 metros de altura usem vidros espelhados mais seguros para aves - vidros que possuem marcadores visuais em toda a superfície para atenuar ou distorcer os reflexos dos elementos ao redor.

    No Brasil, o Projeto de Lei nº 228/2025 que tramita na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, determina que todos os municípios do estado, por meio de projetos e politicas públicas específicas, obriguem a aplicação de dispositivos que evitem a colisão de aves contra os vidros em edificações de qualquer tipo.


Disponível em:<https://www.uol.com.br/ecoa/ultimasnoticias/2025/09/11/sumiram-por-que-passaros-coloridos-estaodesaparecendo-das-cidades.htm>Acesso em: 14 de setembro de 2025.

Observe o trecho: "(...) que tramita na Assembleia Legislativa (...)" 20°§. Quanto à acentuação, assinale a opção em que a palavra destacada NÃO está escrita de maneira correta.
Alternativas
Q3891073 Português
Sumiram? Por que pássaros coloridos estão desaparecendo das cidades?


   Avistar pássaros coloridos nas cidades brasileiras tem se tornado cada vez mais raro. O fenômeno não é coincidência, mas resultado de uma série de fatores ecológicos e urbanos que dificultam a sobrevivência dessas espécies em ambiente urbano.

   "Espécies coloridas, como a saíra-sete-cores, a saíra-ferrugem e a saíra-militar, tendem a ser pequenas e a apresentar uma dieta especializada, baseada principalmente em frutos carnosos pequenos alimentos que dependem da presença de árvores específicas, cada vez mais escassas nas cidades", diz Lucas do Nascimento, biólogo e pesquisador do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do Instituto de Biociências da USP (Universidade de São Paulo), que produziu um estudo sobre o tema. 

    Em contrapartida, aves que ainda prosperam nas cidades, como pombos, são maiores e onívoras, com uma dieta mais flexível. "Elas conseguem explorar diferentes recursos, como insetos, grãos, restos de comida descartados por humanos, ração de animais domésticos e até alimentos encontrado em lixeiras", explica Nascimento.

     O tráfico ilegal de pássaros também é um fator preocupante. A beleza dessas aves, que deveria ser motivo de contemplação, acaba tornando-as alvo de exploração.

    Outro desafio é o abrigo. Aves coloridas costumam depender de áreas florestais densas para se protegerem. 

    "Elas se destacam mais em ambientes urbanos. Assim, aumentam o risco de predação e reduzem a chance de sucesso na alimentação", explica Gabriel de Paula, biólogo e pesquisador do Departamento de Genética, Ecologia e Evolução da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais)."Já as aves de coloração neutra, como pardais e pombas, camuflam-se com mais facilidade em cenários dominados por concreto e asfalto", compara о pesquisador.

    A forma como as cidades são desenhadas também tem impacto direto no desaparecimento dos pássaros coloridos. Quando o planejamento urbano ignora a presença de árvores que produzem frutos carnosos, cria-se um ambiente hostil.

   "Cidades arborizadas, com praças, parques e presença de espécies nativas, oferecem alimento, abrigo e conectividade ecológica, o que permite maior diversidade de aves. incluindo as mais coloridas", diz Gabriel de Paula.

    O uso excessivo de vidro espelhados nas construções também representa uma ameaça. Ao não reconhecerem o vidro como barreira, as aves acabam se chocando contra fachadas espelhadas, muitas vezes com consequências fatais.

    Outro elemento urbano que afeta diretamente essas espécies são as ilhas de calor. Uma pesquisa chinesa publicada em 2023 mostrou que o fenômeno está relacionado ao aumento do estresse oxidativo, que impacta negativamente a saúde das aves.

    "Considerando que as espécies coloridas já são mais sensíveis por diversos fatores, é plausível supor que elas também sejam particularmente vulneráveis ao estresse causado pelo aumento da temperatura", aponta Lucas Nascimento.

    Por outro lado, um estudo recente de pesquisadores chilenos com pombos domésticos sugeriu que indivíduos com menor diversidade de cores tendem a ser mais resistentes ao estresse oxidativo causado pelas ilhas de calor.

    Reverter o desaparecimento dos pássaros coloridos exige mais do que boas intenções. Lucas aponta que é preciso uma transformação profunda na forma como as cidades são pensadas.

    "Hoje as cidades são planejadas quase exclusivamente para atender às necessidades da espécie humana e isso precisa mudar radicalmente se quisermos preservar também as demais formas de vida e, consequentemente, a nossa", afirma o pesquisador da USP.

    Um levantamento recente do IBGE mostra que 34% da população brasileira vive em vias sem nenhuma árvore. 

    "É essencial aumentar e qualificar as áreas verdes, com foco no plantio de espécies nativas que produzem frutos carnosos pequenos e flores com néctar", ressalta Nascimento.

    Adriana Sandre, professora da FAU-USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e Design da Universidade de São Paulo) ressalta a importância da diversidade de vegetação no ambiente urbano. "É preciso compor sistemas com plantas que oferecem alimento, sombra, abrigo e locais de nidificação em diferentes escalas a diferentes espécies".

    Já Maria Fernanda Del Giovannino, graduanda em arquitetura e urbanismo que desenvolve uma pesquisa sobre as aves no ambiente urbano, junto com Sandre, destaca que diversos elementos arquitetônicos, como caixas de ninho, telhados verdes, fachadas verdes, corredores ecológicos e lagos urbanos, podem ajudar os pássaros coloridos a voltarem para as cidades.

    "Muitas vezes caímos na percepção de que, se uma iniciativa isolada não resolve o problema em larga escala, não vale a pena implementá-la. Mas pequenos elementos no ambiente urbano podem ter grande relevância ecológica", diz Giovannino. "Por exemplo, bebedouros, caixas-ninho ou mesmo uma única árvore podem oferecer recursos fundamentais para diversas espécies, seja fornecendo água, abrigo ou alimento", explica.

    No mundo, países têm avançado em aplicar a arquitetura 'birdfriendly' (em português, amiga dos pássaros). Em Nova lorque (EUA), uma lei de 2019, exige que todas as novas edificações acima de 23 metros de altura usem vidros espelhados mais seguros para aves - vidros que possuem marcadores visuais em toda a superfície para atenuar ou distorcer os reflexos dos elementos ao redor.

    No Brasil, o Projeto de Lei nº 228/2025 que tramita na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, determina que todos os municípios do estado, por meio de projetos e politicas públicas específicas, obriguem a aplicação de dispositivos que evitem a colisão de aves contra os vidros em edificações de qualquer tipo.


Disponível em:<https://www.uol.com.br/ecoa/ultimasnoticias/2025/09/11/sumiram-por-que-passaros-coloridos-estaodesaparecendo-das-cidades.htm>Acesso em: 14 de setembro de 2025.

O trecho "Em contrapartida, aves que ainda prosperam nas cidades, como pombos, são maiores e onívoras"-3°§- apresenta, em relação ao parágrafo anterior, valor semântico de:
Alternativas
Respostas
4481: D
4482: C
4483: A
4484: D
4485: B
4486: C
4487: A
4488: A
4489: A
4490: A
4491: B
4492: A
4493: C
4494: B
4495: D
4496: B
4497: E
4498: B
4499: D
4500: D