Questões de Concurso
Sobre crase em português
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Assinalar a alternativa que preenche as lacunas abaixo CORRETAMENTE:
Começou ____ acreditar nas palavras que ela dizia uma ____ uma.
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
Estudo da OMS mostra que a arte pode fazer bem à saúde

saude#:~:text=Nos%20servi%C3%A7os%20de%20sa%C3%BAde%2C%20o,falta%20de%20ar%20e%20n%C
3%A1usea. – texto adaptado especialmente para esta prova).
Quanto à ocorrência da crase e à concordância verbal, assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas do trecho.
A secretária de educação parabeniza_______ todos os professores pelo seu dia e pelo trabalho que________ prestando_______ todas as crianças de nosso município.
Instrução: Esta questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.
Ler faz bem à saúde
Por Moacyr Scliar

(Disponível em: Ler faz bem à saúde. Zero Hora, Porto Alegre, ano 44, n. 15.410, 06 nov. 2007,
– texto adaptado especialmente para esta prova).
I. Estou à disposição para tirar suas dúvidas.
II. Estava à um passo de conseguir a vitória.
III. Estarei no evento às vinte e uma da noite.
IV. A loja ficará aberta de terça à sexta.
Instrução: Esta questão refere-se ao texto abaixo. O destaque ao longo do texto está citado na questão.
Educador Nota 10
Por Paula Salas

(Disponível em: Revista Nova Escola – 07/06/2022 –
cena – texto adaptado especialmente para esta prova)

(Fonte:Jornal O Estado de S. Paulo, 31 de dezembro de 2020 - 03h00)
( ) Recebe o acento grave o “a” diante de palavras masculinas, assim como: à óleo, à prazo.
( ) Recebe o acento grave o “a” inicial das locuções adverbiais, tais como: à esquerda, à direita.
( ) Recebe o acento grave o “a” inicial das locuções prepositivas, como: à moda de, à maneira de.
( ) Recebe o acento grave o “a” inicial das locuções conjuntivas, exemplos: à medida que, à proporção que, formadas com palavras femininas.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
( ) Em “Havia falta de vagas nas escolas [...]”, o verbo “haver” está adequadamente flexionado no singular, concordando com o substantivo “falta”, que desempenha a função sintática de núcleo do sujeito.
( ) Em “[...] e o resultado foi esse: a criança começa aprendendo em níveis razoáveis e termina o ensino médio com uma inaptidão irrazoável.”, a forma do pronome demonstrativo está inadequada, porque funciona como elemento coesivo de antecipação, ou seja, a referência é catafórica.
( ) Em “[...] uma boa articulação federal entre coordenação, financiamento e avaliação pode estabelecer bases curriculares flexíveis, adaptáveis às inovações pedagógicas e demandas do mercado de trabalho [...]”, o acento grave, utilizado em “às”, indica corretamente a fusão de duas palavras: a preposição “a”, e o artigo feminino plural “as”.
( ) Em “[...] as atuais comissões intergovernamentais ou têm caráter protocolar, como a que discute os parâmetros do Fundo Nacional da Educação Básica (Fundeb), ou não contam com a participação de Estados e municípios, como o Conselho Deliberativo do FNDE”, a presença do conectivo “ou” explicita relação semântica de exclusão entre as informações precedidas por ele.
A sequência está correta em
Recado ao Senhor 903
Vizinho.
Quem fala aqui é o homem do 1003. Recebi outro dia, consternado, a visita do zelador, que me mostrou a carta em meia- -noite – e a sua veemente reclamação verbal. Devo dizer que estou desolado com tudo isso, e lhe dou inteira razão. O regulamento do prédio é explícito e, se não fosse, o senhor ainda teria ao seu lado a lei e a polícia. Quem trabalha o dia inteiro tem direito ao repouso noturno e é impossível repousar no 903 quando há vozes, passos e músicas no 1003. Ou melhor: é impossível ao 903 dormir quando o 1003 se agita; pois como não sei o seu nome nem o senhor sabe o meu, ficamos reduzidos a ser dois números, dois números empilhados entre dezenas de outros. Eu, 1003, me limito a leste pelo 1005, a oeste pelo 1001, ao sul pelo oceano Atlântico, ao norte pelo 1004, ao alto pelo 1103 e embaixo pelo 903 – que é o senhor. Todos esses números são comportados e silenciosos; apenas eu e o oceano Atlântico fazemos algum ruído e funcionamos fora dos horários civis; nós dois apenas nos agitamos e bramimos ao sabor da maré, dos ventos e da lua. Prometo sinceramente adotar, depois das 22 horas, de hoje em diante, um comportamento de manso lago sul. Prometo. Quem vier à minha casa (perdão: ao meu número) será convidado a se retirar às 21:45, e explicarei: o 903 precisa repousar das 22 horas às 7 pois às 8:15 deve deixar o 783 para tomar o 109 que o levará até o 527 de outra rua, onde trabalha na sala 305. Nossa vida, vizinho, está toda numerada; e reconheço que ela só pode ser tolerável quando o número não incomoda outro número, mas o respeita, ficando dentro dos limites de seus algarismos. Peço-lhes desculpas – e prometo silêncio.
Mas que me seja permitido sonhar com outra vida e outro mundo, em que um homem batesse à porta do outro e dissesse: “Vizinho, são três horas da manhã e ouvi música em tua casa. Aqui estou”. E o outro respondesse: “Entra vizinho, e come do meu pão e bebe do meu vinho. Aqui estamos todos a bailar e cantar, pois descobrimos que a vida é curta e a lua é bela”.
E o homem trouxesse sua mulher, e os dois ficassem entre os amigos e amigas do vizinho entoando canções para agradecer a Deus o brilho das estrelas e o murmúrio da brisa nas árvores, e o dom da vida, e a amizade entre os humanos, e o amor e a paz.
(BRAGA, Rubem. Portal da Crônica Brasileira. Crônicas. Acervo Fundação Casa de Rui Barbosa. Adaptado.)
(Almanaque de Atualidades)
