Questões de Concurso Sobre crase em português

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Q3673596 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão:



EQUIDADE DE GÊNERO: O QUE ISSO QUER DIZER?



    Entendemos a necessidade de olhar para as mulheres como um grupo específico pois vivemos em uma sociedade que discrimina mulheres por seu gênero. Criando um ambiente de desigualdade social, econômica e política.


    De acordo com o relatório World Gender Gap 2020, do Fórum Econômico Mundial, no ritmo atual, seriam necessários 99,5 anos para que a igualdade de gênero fosse alcançada no mundo.


    Isso significa que a desigualdade entre os gêneros é uma realidade atual e histórica que resulta nas mais diversas formas de violência, opressão e desvantagens contra as mulheres.


    A fim de eliminar essas divergências e desequilíbrios, a busca pela equidade de gênero se torna cada vez mais urgente em nossa sociedade. Mas você sabe o que isso quer dizer? (...)


    O projeto Equidade é uma parceria entre a Politize!, o Instituto Mattos Filho e a Civicus, voltada a apresentar, de forma simples e didática, os Direitos Humanos e os principais temas que eles envolvem, desde os seus principais fundamentos e conceitos aos seus impactos em nossas vidas. E então, preparado(a) para entender sobre o que quer dizer equidade de gênero?



O que significa equidade de gênero?



    A concepção de equidade diz respeito ao reconhecimento das características próprias de um indivíduo ou grupo, em que se leva em consideração o direito de cada um com base na imparcialidade. Dessa forma, o princípio da equidade busca equilibrar a balança da justiça reconhecendo as diferenças, vulnerabilidades e necessidades particulares das pessoas.


    Por exemplo, imagine que uma gestante necessita de atendimento médico urgente. Mas o hospital na qual ela foi levada está lotado. Seguindo o princípio de que todos devem ser tratados iguais, os pacientes que já estavam esperando atendimento deveriam ser tratados primeiro.


    Contudo, isso não seria o mais justo a ser feito. Assim, reconhecendo a necessidade que a gestante possui, o princípio da equidade prevê que é ela quem deve receber o atendimento primeiro, colaborando para a justiça social. Já o gênero, segundo a antropóloga Adriana Piscitelli, refere-se ao caráter cultural das distinções entre homens e mulheres e entre ideias sobre feminilidade e masculinidade. Ou seja, gênero diz respeito às representações do masculino e do feminino na sociedade, não estando necessariamente vinculado ao sexo biológico.


    Isso significa que o gênero está vinculado com o comportamento e o papel social que são atribuídos a homens e mulheres, o que, consequentemente, cria estereótipos e generalizações. É assim que expressões como “homem não chora” ou “mulher não sabe dirigir” nascem. Na verdade, tanto a função de dirigir quanto o ato de chorar não são em nenhuma maneira influenciados pelos órgãos genitais humanos, mas as expressões refletem a visão socialmente construída em relação a atos e comportamentos masculinos e femininos.


    Dessa forma, o princípio da equidade visa garantir que independentemente de seu gênero, todas as pessoas devem ter as mesmas oportunidades para se desenvolver, com suas ações e opiniões sendo valorizadas igualmente.


    A equidade de gênero engloba uma compreensão formal, isto é, a garantia em lei que todas as pessoas devem receber um tratamento igualitário; e uma compreensão material, que abrange a ideia de que pessoas de gêneros distintos são diferentes e que as suas particularidades devem ser levadas em conta na garantia dos seus direitos e oportunidades. [...]


(ADAPTADO. Equidade de gênero: o que isso quer dizer? | Politize!. Acesso em 04/02/2023). 

Analise o enunciado, os elementos destacados e suas respectivas análises:


“A concepção de equidade diz respeito ao reconhecimento¹ das características próprias de um indivíduo ou grupo, em que² se leva em consideração o direito de cada um com base na imparcialidade. Dessa forma, o princípio da equidade busca equilibrar a balança da justiça³ reconhecendo as diferenças, vulnerabilidades e necessidades particulares das pessoas.”


I. Em 1, se retirar a palavra “reconhecimento” e alterar para “fase”, obrigatoriamente haveria crase;


II. Em 2, se retirasse a expressão em destaque e inserisse o vocábulo “onde”, manter-se-ia a correção gramatical;


III. Em 3, a expressão está no sentido conotativo.


Marque a alternativa que possui a(s) opção(ões) correta(s):

Alternativas
Q3673158 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.


CINDERELA


    Era uma vez Cinderela, uma moça muito bonita que morava com seu pai em uma bela casa. Sua mãe havia morrido e o pai resolveu se casar novamente. A nova esposa tinha duas filhas de outro casamento. A madrasta e as novas “irmãs” tratavam Cinderela muito mal e, depois da morte do patriarca, as três passaram a obrigá-la a dormir no sótão, fazer todo o serviço da casa e vestir-se de farrapos.


    Um belo dia, o rei daquela província anunciou que daria uma festa para que seu filho escolhesse uma mulher para se casar. Assim, todas as moças se apressaram para fazer vestidos lindos e causarem boa impressão no príncipe.


    Cinderela se animou, mas a madrasta a proibiu de ir à festa, dizendo que não havia roupa para ela. Enquanto isso, suas irmãs provavam vestimentas maravilhosas e zombavam de Cinderela.


    Eis que a bela jovem, lamentando-se de seu azar, recebeu a visita inesperada de uma fada-madrinha, que num passe de mágica a vestiu com o mais belo dos vestidos. Além disso, a fada transformou uma abóbora em carruagem e um ratinho do sótão em cocheiro.


    Assim, Cinderela pôde ir ao baile, com a condição de voltar antes da meia-noite, quando o encanto estaria desfeito.


   Chegando ao baile, a bela moça logo chamou atenção do príncipe, que encantado dançou a noite toda com ela e acabou se apaixonando. Ao perceber que já era quase meia-noite, a jovem saiu correndo e, num descuido, deixou um de seus sapatos de cristal pelo caminho.


    O príncipe, abalado, manda os seus servos irem de casa em casa para que todas as moças do lugar experimentem o sapatinho e, assim, ele pudesse descobrir sua dona.


    Quando chegaram na casa de Cinderela, as irmãs estavam a postos e provaram o sapato, que não serviu.


    Cinderela surgiu de repente e quando experimentou o pequeno sapato de cristal, este encaixou perfeitamente em seu pé. Dessa forma o príncipe descobriu sua amada e se casou com ela.


    Os dois viveram felizes para sempre.

A crase foi empregada corretamente no excerto: “... a madrasta a proibiu de ir à festa, dizendo que não havia roupa para ela...”. Indique uma opção em que a crase está empregada também corretamente: 
Alternativas
Q3671632 Português
Assinale a alternativa em que há erro quanto ao uso de crase, seja pela presença ou ausência do sinal indicativo: 
Alternativas
Q3671344 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Redes sociais podem ser viciantes?


Por muitos anos, a comunidade científica definiu o vício em relação a substâncias, como drogas. Mais recentemente, isso tem mudado. Agora, comportamentos, como jogos de azar ou uso da internet e redes sociais, também levantam o debate sobre características viciantes.

Em 2013, a APA (Associação Americana de Psiquiatria) do Estados Unidos introduziu a ideia de vício em jogos na internet no Manual Diagnóstico Estatístico de Transtornos Mentais, que é uma referência mundial para condições de saúde mental.

Esse foi o primeiro passo para consolidar um debate que vem crescendo há alguns anos. Contudo, mais estudos são necessários antes de que a ciência bata o martelo. Isso porque, quando utilizada com limites, a internet é bastante importante para a vida cotidiana. Especialistas compreendem, porém, que as redes sociais, por exemplo, podem incitar um uso problemático da internet.

Reforço intermitente

De modo geral, as redes sociais oferecem conteúdos em tempo real e em quantidade sempre crescente. Dessa forma, agem sobre os impulsos e circuitos neurológicos de uma pessoa, tornando difícil se afastar do fluxo constante de informações.

Na ciência, uma das principais táticas das redes sociais é o reforço intermitente. Ele consiste na ideia de que um usuário poderia ser recompensado a qualquer momento. No entanto, a chegada da recompensa é imprevisível − pode acontecer daqui cinco minutos ou uma hora.

É o mesmo mecanismo de uma máquina de caça-níqueis, em que a expectativa de ser recompensado faz com que a pessoa fique presa ao aparelho. Assim como no jogo de azar, as luzes e sons fazem parte do processo de atração.

Mas, de maneira ainda mais complexa, as redes sociais fazem isso também com informações personalizadas, que vão de acordo com os interesses e gostos do usuário.

Perigo para os jovens

De modo geral, todos estão suscetíveis a cair nesse mecanismo e usar as redes sociais sem limites. Contudo, os jovens estão particularmente em risco. Isso porque eles ainda não têm o cérebro tão desenvolvido quanto adultos. Dessa forma, algumas regiões cerebrais envolvidas na resistência à tentação e na recompensa não são tão eficazes.

Por isso, eles costumam ser mais impulsivos e menos controlados. Além disso, outro aspecto importante nessa relação com as redes sociais é a sociabilidade.

O cérebro adolescente é especialmente ligado em fazer conexões sociais, o que é super estimulado nas redes sociais, já que elas são feitas justamente para esse objetivo.

Por isso, podem ser ainda mais perigosas entre crianças e adolescentes. Pensando nisso, o governo brasileiro lançou, em outubro de 2023, o guia "De Boa na Rede", com objetivo de orientar pais e responsáveis a como manter crianças e adolescentes seguros nas redes sociais. O principal objetivo do guia é ajudar a detectar e combater o vício em telas, além de proteger os jovens de crimes na internet.


Retirado e adaptado de: GIOVANI, Bárbara. As redes sociais podem ser viciantes? Como elas incitam uso sem limites. UOL. Disponível em: https://gizmodo.uol.com.br/as-redes-sociais-podem-serviciantes-como-elas-incitam-uso-sem-limites/ Acesso em: 07 nov., 2023. 
Assinale a alternativa que apresenta o correto emprego do acento grave (crase):
Alternativas
Q3670227 Português
O estudo é importante porque mostra que a recuperação de uma infecção respiratória aguda pode ser lenta independentemente das causas, e as pessoas devem esperar um retorno lento 'à (1)' normalidade de todas 'as (2)' suas atividades. 

(Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/ c727yrlnvm0o.Adaptado).

Em relação ao sinal indicativo de crase, nesta frase, é correto afirmar que, em: 
Alternativas
Q3670100 Português
TEXTO II 

Minha energia é o desafio, minha motivação é o impossível, e é por isso que eu preciso ser, à força e a esmo, inabalável.  

(Augusto Branco) 
O emprego da crase em "à força" se dá pelo mesmo motivo em:
Alternativas
Q3669077 Português
Em "Esse filme é análogo àquele outro", o fenômeno linguístico da crase teve de ocorrer porque:
Alternativas
Q3668699 Português
Brasileiros propõem veículos movidos a energia solar

Pesquisadores do Laboratório Fotovoltaica da Universidade Federal de Santa Catarina estão propondo uma solução inovadora para lidar com os altos custos dos combustíveis: veículos movidos a energia solar.

O eBus, o primeiro protótipo apresentado, é um ônibus que funciona exclusivamente com eletricidade gerada pelo sol. Desenvolvido e montado inteiramente no Brasil, com o apoio das empresas WEG, Marco Polo e Eletra, é o primeiro veículo elétrico a bateria que é totalmente carregado com energia solar fotovoltaica.

A recarga do eBus é feita na própria sede do Laboratório Fotovoltaica e ocorre após cada rota. Além de proporcionar mobilidade sustentável, o ônibus  serve como um laboratório móvel, contribuindo para a coleta de dados e análise da viabilidade da tecnologia implementada.

O objetivo dos pesquisadores é aprofundar o conhecimento sobre o funcionamento do ônibus solar para, em um futuro próximo, poder implementar essa tecnologia no transporte público em todo o Brasil.

O eBus também possui um Sistema de Frenagem Regenerativa, que aproveita o movimento das rodas e o freio do veículo para gerar energia cinética, convertendo-a em eletricidade que é devolvida às baterias do ônibus.

Essa iniciativa demonstra o potencial das energias renováveis e a busca por alternativas mais sustentáveis para o transporte público. Ao adotar veículos movidos a energia solar, podemos reduzir os custos de combustível e as emissões de poluentes, contribuindo para um futuro mais limpo e sustentável.


Retirado e adaptado de: VIERA, Marta. Brasileiros propõe veículos movidos a energia solar. Notícias em Português. Disponível em: o--mm ovvdoss-aaenerga-sola/ .co.uk/2023/07/09/brasileiros-propoe-veiculos-movidos-a-energia-solar/ Acesso em: 13 jul., 2023.
A respeito do emprego do acento grave (crase), analise as sentenças a seguir:
I.A energia solar é uma alternativa à convencional, proveniente de combustíveis fósseis.
II.Os carros à diesel são altamente poluentes.
III.É importante estar aberto às formas de energia renovável.
IV.A tecnologia permite a descoberta de novas possibilidades à humanidade.

Está correto o emprego do acento grave em: 
Alternativas
Q3668373 Português
Observando as regras de crase, indique a oração em que o seu uso ou não está correto:
Alternativas
Q3667932 Português
 A escritora mais importante da era colonial − e uma pioneira do feminismo − viveu em um convento

Juana Inês de Asbaje Ramírez de Santillana, mais conhecida como Sor Juana Inês de la Cruz, nasceu em 12 de novembro de 1648 e é considerada uma das escritoras mais emblemáticas do século 17, além de ser uma das pioneiras na luta pela igualdade de gênero.

Ele cresceu principalmente na fazenda de Nepantla, na Nova Espanha (atual México), na fazenda de seu avô materno, de acordo com um artigo publicado pelo governo mexicano.

Aos 3 anos de idade, Juana já sabia ler e escrever. Ela também aprendeu latim com facilidade e tinha conhecimento de nahuatl (um idioma indígena). Quando criança, ela foi viver na casa dos tios para continuar seus estudos.

Já na adolescência, aos 16 anos, Juana se juntou a corte do vice-rei Antonio Sebastián de Toledo, marquês de Mancera, e da vice-rainha Leonor de Carreto, que se tornaram seus patronos, diz o Ministério da Cultura da Argentina. Essas figuras foram importantes em sua vida porque, no século 17, os acadêmicos dependiam de um patrono para se sustentar. Em outras palavras, eles não escreviam de forma independente, mas por encomenda, conta a organização.

Em 1667, ela entrou para a ordem das Carmelitas Descalças, na Igreja do Convento de Santa Teresa la Antigua, onde passou por seu primeiro estágio de educação formal. No entanto, mais tarde ela se transferiu para a ordem de São Jerônimo, de acordo com a Comissão Nacional de Direitos Humanos do México (CNDH). Na época, a universidade era reservada somente aos homens.

De acordo com o CNDH, os vínculos de Sor Juana com importantes figuras da corte e do clero permitiram que ela desenvolvesse seu trabalho literário. Ela mantinha um grande número de livros em seu quarto, algo que era difícil de se conseguir naquela época.

Além de escrever, a freira Juana Inês se destacou como administradora, atuando por nove anos como contadora do convento. Ela também realizou experimentos científicos, de acordo com o Instituto Nacional de Belas Artes e Literatura do México (Inbal).

Em 1680, Sor Juana escreveu o livro "Neptuno Alegórico", dedicado aos marqueses de La Laguna, vice-reis recém-chegados ao México. Desse momento em diante, a fama da freira se expandiu, bem como sua maturidade literária, e ela recebeu apoio financeiro para seus projetos pessoais e conventuais.

De acordo com a comissão mexicana, a obra de Sor Juana Inês de la Cruz é considerada uma das obras mais importantes do período colonial, e é frequentemente colocada no mesmo nível de poetas e dramaturgos espanhóis da época, como Lope de Vega e Miguel de Cervantes.

Sua obra literária inclui poemas filosóficos, amorosos e líricos; além de sonetos e autos sacramentais, como o "El divino Narciso" (1689); e peças de teatro, como "Los Empeños de una Casa" (1683). Alguns textos epistolares dela também sobreviveram.

Um dos momentos mais importantes de sua carreira como escritora foi a publicação em Madrid, na Espanha, em 1689, de "Inundación Castálida", um compêndio de sua obra.

"Seu trabalho é marcado pela crítica aos valores da sociedade da Nova Espanha, que considerava que as mulheres não deveriam ter o poder sobre seu próprio futuro e suas próprias ações", diz o CNDH.

Atualmente, a escritora é considerada uma precursora do movimento feminista, de acordo com a Coordenação de Igualdade de Gênero da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM). De acordo com a CNDH, ela até se esforçou para entrar na universidade e continuar sua formação acadêmica, algo impensável na época.

Como o CNDH destaca, desde 1980, todo dia 12 de novembro no México, marca o Dia Nacional do Livro, comemorado em homenagem a Sor Juana e ao legado de sua luta por seus direitos.

A freira Juana Inês de la Cruz morreu em 17 de abril de 1695 de tifo, possivelmente após ter sido infectada depois de cuidar de outras freiras com a mesma doença no convento onde vivia.

https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2023/11/a-escritoramais-importante-da-era-colonial-e-uma-pioneira-do-feminismo-viveu-e m-um-convento
Assinale a alternativa com trecho do texto que deveria conter, em algum dos seus termos, o uso da crase:
Alternativas
Q3667352 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Uso excessivo de telas na infância pode causar atraso de fala


Atualmente, muitas crianças passam grande parte do tempo livre se expondo a telas como forma de diversão. No entanto, o uso excessivo de aparelhos eletrônicos pode causar diversos prejuízos para o desenvolvimento delas.


No caso das crianças com idade abaixo de 2 anos, o ideal é não utilizar telas. Segundo a professora do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da UFMG, Lígia Pertence, essa recomendação é da Sociedade Brasileira de Pediatria e se deve ao fato de os eletrônicos nessa idade provocarem diversos prejuízos na aquisição de habilidades motoras e cognitivas.


 "Nós vemos, nitidamente, um atraso de fala, por exemplo, nas crianças que usam telas em uma faixa etária jovem. Isso é importante, porque as pessoas acham que a criança adquire a fala escutando músicas ou outras coisas. E não é assim. A fala é uma interação [...] A gente adquire a fala interagindo", explica a especialista, que foi a convidada do Saúde com Ciência desta semana.


Além do prejuízo cognitivo, as habilidades motoras, como correr, pular e até mesmo empilhar ou montar objetos, também ficam afetadas com o uso excessivo de telas. Segundo Lígia Pertence, esse desenvolvimento acontece com a repetição.


Já nas faixas etárias maiores, a criança precisa se movimentar. Ficar muito tempo em frente aos eletrônicos causa mais sedentarismo para esse grupo. "A atividade física é muito importante para o desenvolvimento e para a prevenção de distúrbios metabólicos, como obesidade, hipertensão e diabetes. Hoje em dia, a gente já tem visto uma frequência bem alta desses distúrbios nas crianças. Além disso, a atividade estimula fatores de crescimento", afirma a professora.


Como aproveitar o tempo livre aos finais de semana sem as telas?


As famílias podem propor atividades e passeios para divertir as crianças longe das telas. Tanto para aquelas que forem viajar, quanto as que forem ficar na própria cidade, o recomendado é interagir com a criança e, se puder, explorar e conhecer novos lugares. Entre eles, museus, praças, clubes e até campos de futebol ou quadras próximas podem ser ótimas opções. O importante é estar junto com elas, como afirma a professora Lígia Pertence.


 "Tem muita gente que acha que as coisas têm que ser muito arquitetadas, ter uma super brincadeira ou algo especial. E as crianças não são assim. Podem brincar de brincadeiras culturais, como pega-pega, brincadeiras de quando a gente era criança e que não vão precisar de grandes estruturas. Vão deixar as crianças tão felizes quanto outras brincadeiras. O importante para elas é o contato, a interação", completa.


Até mesmo em casa, jogos de tabuleiro ou de cartas também são ótimas dicas para entreter as crianças e divertir em família.


Tempo de tela recomendado pela Sociedade Brasileira de Pediatria:


- Menores de 2 anos de idade: evitar exposição a telas;


- De 2 a 5 anos de idade: até uma hora por dia;


- De 6 a 10 anos de idade: de uma a duas horas por dia;


- De 11 a 18 anos de idade: de duas a três horas por dia.




Retirado e adaptado de: FACULDADE DE MEDICINA DA UFMG. Uso excessivo de telas na infância pode causar atraso de fala. Saúde com Ciência. Disponível em: caausaar-aaso-de-aaa/ ufmg.br/uso-excessivo-de-telas-na-infancia-pode-causar-atraso-de-fala/ Acesso em: 13 ago., 2023.

 Assinale a alternativa que apresenta o correto emprego do acento grave (crase):
Alternativas
Q3666186 Português

O Sol é a estrela que mantém o Sistema Solar unido graças à sua gravidade. Sem sua presença, a vida na Terra como conhecemos não seria possível. A conexão e as interações entre a estrela e este planeta determinam as estações do ano, as correntes oceânicas, o tempo e o clima, entre outras coisas, de acordo com a NASA – agência espacial norte-americana.


O Sol tem um impacto importante sobre o clima da Terra: ele é considerado um garantidor da vida, pois ajuda a manter o planeta quente o suficiente para que ela exista. No entanto, a estrela mais próxima da Terra não é responsável pela tendência de aquecimento global registrada nas últimas décadas. De acordo com NASA, o aquecimento global em evidência nas últimas décadas é um evento muito precoce para ser vinculado às mudanças na órbita da Terra e grande demais para ser causado pela atividade solar, diz a agência espacial. A NASA vem estudando a estrela do Sistema Solar há bastante tempo e, segundo a agência, há duas evidências que refutam a crença de que o Sol é a causa do aquecimento global.


Por um lado, observa a agência, a quantidade de energia solar que atinge a atmosfera superior tem sido monitorada desde 1978, e os cientistas conseguiram determinar que não houve tendência de aumento na quantidade de energia solar que atinge o planeta. "Uma segunda evidência irrefutável é que, se o Sol fosse responsável pelo aquecimento global, esperaríamos ver um aumento nas temperaturas em todas as camadas da atmosfera. Na realidade, o que se observa é um aquecimento na superfície e um resfriamento na estratosfera. Isso é consistente com o fato de esse fenômeno ser devido a um acúmulo de gases que retêm o calor perto da superfície da Terra", informa a NASA.


Como o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU aponta, há um amplo consenso científico de que as variações de longo e curto prazo na atividade solar desempenham apenas um papel muito pequeno no clima da Terra. De fato, o aquecimento causado pelo aumento dos gases de efeito estufa induzido pelo ser humano é muito maior do que os efeitos decorrentes das variações recentes da atividade solar. Desde 1750, o aquecimento causado pelos gases de efeito estufa, provenientes da combustão de combustíveis fósseis, é mais de 270 vezes maior do que o leve aumento nas temperaturas do próprio sol no mesmo intervalo de tempo.


(Fonte: National Geographic Brasil — adaptado.)

Em relação à crase, assinalar a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q3664754 Português
Tanta mansidão

Pois a hora escura, talvez a mais escura, em pleno dia, precedeu essa coisa que não quero sequer tentar definir. Em pleno dia era noite, e essa coisa que não quero ainda definir é uma luz tranquila dentro de mim, e a ela chamariam de alegria, alegria mansa. Estou um pouco desnorteada como se um coração me tivesse sido tirado, e em lugar dele estivesse agora a súbita ausência, uma ausência quase palpável do que era antes um órgão banhado da escuridão da dor. Não estou sentindo nada. Mas é o contrário de um torpor. É um modo mais leve e mais silencioso de existir. Mas estou também inquieta. Eu estava organizada para me consolar da angústia e da dor. Mas como é que me arrumo com essa simples e tranquila alegria. É que não estou habituada a não precisar de meu próprio consolo. A palavra consolo aconteceu sem eu sentir, e eu não notei, e quando fui procurá-la, ela já se havia transformado em carne e espírito, já não existia mais como pensamento. Vou então à janela, está chovendo muito. Por hábito estou procurando na chuva o que em outro momento me serviria de consolo. Mas não tenho dor a consolar. Ah, eu sei. Estou agora procurando na chuva uma alegria tão grande que se torne aguda, e que me ponha em contato com uma agudez que se pareça a agudez da dor. Mas é inútil a procura. Estou à janela e só acontece isto: vejo com olhos benéficos a chuva, e a chuva me vê de acordo comigo. Estamos ocupadas ambas em fluir. Quanto durará esse meu estado? Percebo que, com esta pergunta, estou apalpando meu pulso para sentir onde estará o latejar dolorido de antes. E vejo que não há o latejar da dor. Apenas isso: chove e estou vendo a chuva. Que simplicidade. Nunca pensei que o mundo e eu chegássemos a esse ponto de trigo. A chuva cai não porque está precisando de mim, e eu olho a chuva não porque preciso dela. Mas nós estamos tão juntas como a água da chuva está ligada à chuva. E eu não estou agradecendo nada. Não tivesse eu, logo depois de nascer, tomado involuntária e forçadamente o caminho que tomei – e teria sido sempre o que realmente estou sendo: uma camponesa que está num campo onde chove. Nem sequer agradecendo ao Deus ou à natureza. A chuva também não agradece nada. Não sou uma coisa que agradece ter se transformado em outra. Sou uma mulher, sou uma pessoa, sou uma atenção, sou um corpo olhando pela janela. Assim como a chuva não é grata por não ser uma pedra. Ela é uma chuva. Talvez seja isso ao que se poderia chamar de estar vivo. Não mais que isto, mas isto: vivo. E apenas vivo de uma alegria mansa.


Clarice Lispector. Onde estivestes de noite. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. 

Considere as seguintes sentenças:


I. Fui à assembleia da universidade ontem. II. Ela entregou a carta à Pedro. III. Não sei por que ela disse àquilo ao pai. O emprego da crase está correto apenas na(s) sentença(s):

Alternativas
Q3664704 Português
Festa e discurso de Morgan Freeman marcam abertura da Copa do Mundo do Catar


Cerimônia acontece na manhã deste domingo, pelo horário de Brasília, antes do confronto de estreia entre os anfitriões Catar diante do Equador


Por Redação do ge — Doha 20/11/2022



O Catar queria transformar a abertura da Copa em espetáculo. Prometeu show olímpico e teve até horários e data de estreia modificados para atender aos ensejos de país anfitrião. No estádio Al Bayt, neste domingo, a cerimônia de 30 minutos contou com projeções, show pirotécnico, e as participações de Morgan Freeman e do influencer catari Ghanim Al Muftah.


Os discursos, em meio às duras críticas sobre o desrespeito aos direitos humanos no Catar, foram em tom de incentivo à diversidade e inclusão.


As movimentações começaram com a apresentação do Emir do Catar, Tamim bin Hamad, ao lado do presidente da Fifa, Gianni Infantino. Em seguida, o campeão da Copa de 1998, Marcel Desailly - zagueiro da França - apareceu em campo carregando a taça do Mundial.


Após a contagem regressiva, exibiu-se um vídeo com imagens do Catar e de um tubarão baleia, “nadando” em direção ao estádio, sob a inconfundível narração de Morgan Freeman.


- Dessa terra ouvimos um chamado para o mundo, para reconectar, para retornar apenas por um momento para o que nos agrupa, para o que nos junta nessa jornada do leste para o oeste. Nós nos movemos juntos buscando um objetivo - disse na narração.


Sob as luzes apagadas no estádio, três camelos estiveram ao centro do campo, sendo os primeiros animais vivos a participarem do evento. Ao lado dos camelos, havia também mulheres cataris, viajantes e tratadores.


Morgan Freeman, antes apenas na narração em áudio, apareceu ao centro do campo. Ao lado do ator americano, entrou também o influencer catari Ghanim Al Muftah, que tem síndrome de regressão caudal - uma má formação rara que interfere no desenvolvimento das extremidades inferiores.


[…] inicia-se o diálogo entre Morgan Freeman e Ghanim Al Muftah: sob a temática de inclusão e diversidade. Trata-se justamente da questão central para as críticas ao país sede, diante das leis anti-LGBTQIA+ ainda em vigor no Catar. A Lei Sharia, por exemplo, permite a imposição de pena de morte para homossexuais no país.

[…]


Freeman e Ghanim saem de cena para a entrada de 100 artistas com bastões de led, que interagiram com as projeções no campo, ao som dos “cantos da nação”. Em seguida, as 32 bandeiras e camisas das seleções foram mostradas no gramado, ao redor do símbolo desta Copa.

[…]


Em meio às músicas, chegaram ao campo também os mascotes de Copas que se passaram - entre eles o Fuleco, do Brasil. O último a aparecer foi mascote para desta edição, do Catar: La’eeb. Ele tem o formato dos tradicionais lenços árabes e seu nome significa “jogador super habilidoso”.


No palco, foi a vez das atrações musicais, que foram mantidas em sigilo e divulgadas apenas às vésperas da abertura, no último sábado.

[…]


No último ato da cerimônia, o Emir Tamim bin Hamad al-Thani apareceu em cena mais uma vez para fazer o discurso de abertura.

[…]


“Recebemos a todos de braços abertos na Copa do Mundo 2022. Nós trabalhamos e fizemos muitos esforços para garantir o sucesso desta edição.”


- Investimos para o bem de toda a humanidade. Durante 28 dias, vamos acompanhar essa festa de futebol nesse espaço de diálogo e civilização. As pessoas, por mais que sejam de culturas, nacionalidades e orientações diferentes, vão se reunir aqui no Catar. Que beleza juntar todas essas diferenças. Desejo a todas as seleções muito sucesso. Para todos vocês meus desejos de felicidades. Bem-vindos a Doha - finalizou.


[…]



Fonte: https://ge.globo.com/futebol/copa-do-mundo/noticia/2022/11/20/festa-marca-a-abertura-da-copa-do-mundo-do-catar.ghtml Acesso 20 nov 2022 (Adaptado)
Nas frases abaixo, encontra-se o uso correto da crase em:
Alternativas
Q3663644 Português

Os resultados do Pisa confirmam que o acesso 'a capital cultural', como livros, é um forte preditor do desempenho dos estudantes.


Em relação ao sinal indicativo de crase, é correto afirmar que: 

Alternativas
Q3663302 Português

Silêncio


É tão vasto o silêncio da noite na montanha. É tão despovoado. Tenta-se em vão trabalhar para não ouvi-lo, pensar depressa para disfarçá-lo. Ou inventar um programa, frágil ponto que mal nos liga ao subitamente improvável dia de amanhã. Como ultrapassar essa paz que nos espreita. Silêncio tão grande que o desespero tem pudor. Montanhas tão altas que o desespero tem pudor. Os ouvidos se afiam, a cabeça se inclina, o corpo todo escuta: nenhum rumor. Nenhum galo. Como estar ao alcance dessa profunda meditação do silêncio. Desse silêncio sem lembrança de palavras. Se és morte, como te alcançar. É um silêncio que não dorme: é insone: imóvel mas insone; e sem fantasmas. É terrível – sem nenhum fantasma. Inútil querer povoá-lo com a possibilidade de uma porta que se abra rangendo, de uma cortina que se abra e diga alguma coisa. Ele é vazio e sem promessa. Se ao menos houvesse o vento. Vento é ira, ira é a vida. Ou neve. Que é muda mas deixa rastro – tudo embranquece, as crianças riem, os passos rangem e marcam. Há uma continuidade que é a vida. Mas este silêncio não deixa provas. Não se pode falar do silêncio como se fala da neve. Não se pode dizer a ninguém como se diria da neve: sentiu o silêncio desta noite? Quem ouviu não diz. A noite desce com suas pequenas alegrias de quem acende lâmpadas com o cansaço que tanto justifica o dia. As crianças de Berna adormecem, fecham-se as últimas portas. As ruas brilham nas pedras do chão e brilham já vazias. E afinal apagam-se as luzes as mais distantes. Mas este primeiro silêncio ainda não é o silêncio. Que se espere, pois as folhas das árvores ainda se ajeitarão melhor, algum passo tardio talvez se ouça com esperança pelas escadas. Mas há um momento em que do corpo descansado se ergue o espírito atento, e da terra a lua alta. Então ele, o silêncio, aparece. O coração bate ao reconhecêlo. Pode-se depressa pensar no dia que passou. Ou nos amigos que passaram e para sempre se perderam. Mas é inútil esquivar-se: há o silêncio. Mesmo o sofrimento pior, o da amizade perdida, é apenas fuga. Pois se no começo o silêncio parece aguardar uma resposta – como ardemos  por ser chamados a responder – cedo se descobre que de ti ele nada exige, talvez apenas o teu silêncio. Quantas horas se perdem na escuridão supondo que o silêncio te julga – como esperamos em vão por ser julgados pelo Deus. É tão vasto o silêncio da noite na montanha. É tão despovoado. Tenta-se em vão trabalhar para não ouvi-lo, pensar depressa para disfarçá-lo. Ou inventar um programa, frágil ponto que mal nos liga ao subitamente improvável dia de amanhã. Como ultrapassar essa paz que nos espreita. Silêncio tão grande que o desespero tem pudor. Montanhas tão altas que o desespero tem pudor. Os ouvidos se afiam, a cabeça se inclina, o corpo todo escuta: nenhum rumor. Nenhum galo. Como estar ao alcance dessa profunda meditação do silêncio. Desse silêncio sem lembrança de palavras. Se és morte, como te alcançar. É um silêncio que não dorme: é insone: imóvel mas insone; e sem fantasmas. É terrível – sem nenhum fantasma. Inútil querer povoá-lo com a possibilidade de uma porta que se abra rangendo, de uma cortina que se abra e diga alguma coisa. Ele é vazio e sem promessa. Se ao menos houvesse o vento. Vento é ira, ira é a vida. Ou neve. Que é muda mas deixa rastro – tudo embranquece, as crianças riem, os passos rangem e marcam. Há uma continuidade que é a vida. Mas este silêncio não deixa provas. Não se pode falar do silêncio como se fala da neve. Não se pode dizer a ninguém como se diria da neve: sentiu o silêncio desta noite? Quem ouviu não diz. A noite desce com suas pequenas alegrias de quem acende lâmpadas com o cansaço que tanto justifica o dia. As crianças de Berna adormecem, fecham-se as últimas portas. As ruas brilham nas pedras do chão e brilham já vazias. E afinal apagam-se as luzes as mais distantes. Mas este primeiro silêncio ainda não é o silêncio. Que se espere, pois as folhas das árvores ainda se ajeitarão melhor, algum passo tardio talvez se ouça com esperança pelas escadas. Mas há um momento em que do corpo descansado se ergue o espírito atento, e da terra a lua alta. Então ele, o silêncio, aparece. O coração bate ao reconhecêlo. Pode-se depressa pensar no dia que passou. Ou nos amigos que passaram e para sempre se perderam. Mas é inútil esquivar-se: há o silêncio. Mesmo o sofrimento pior, o da amizade perdida, é apenas fuga. Pois se no começo o silêncio parece aguardar uma resposta – como ardemos Surgem as justificações, trágicas justificações forjadas, humildes desculpas até a indignidade. Tão suave é para o ser humano enfim mostrar sua indignidade e ser perdoado com a justificativa de que se é um ser humano humilhado de nascença. Até que se descobre – nem a sua indignidade ele quer. Ele é o silêncio. Pode-se tentar enganá-lo também. Deixa-se como por acaso o livro de cabeceira cair no chão. Mas, horror – o livro cai dentro do silêncio e se perde na muda e parada voragem deste. E se um pássaro enlouquecido cantasse? Esperança inútil. O canto apenas atravessaria como uma leve flauta o silêncio. Então, se há coragem, não se luta mais. Entra-se nele, vai-se com ele, nós os únicos fantasmas de uma noite em Berna. Que se entre. Que não se espere o resto da escuridão diante dele, só ele próprio. Será como se estivéssemos num navio tão descomunalmente enorme que ignorássemos estar num navio. E este singrasse tão largamente que ignorássemos estar indo. Mais do que isso um homem não pode. Viver na orla da morte e das estrelas é vibração mais tensa do que as veias podem suportar. Não há sequer um filho de astro e de mulher como intermediário piedoso. O coração tem que se apresentar diante do nada sozinho e sozinho bater alto nas trevas. Só se sente nos ouvidos o próprio coração. Quando este se apresenta todo nu, nem é comunicação, é submissão. Pois nós não fomos feitos senão para o pequeno silêncio. Se não há coragem, que não se entre. [...]


Clarice Lispector. Onde estivestes de noite. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.

Assinale a alternativa que apresenta a sentença ortograficamente correta. 
Alternativas
Q3663012 Português
A crase é uma característica marcante da língua portuguesa e seu uso pode ser desafiador para muitos falantes. Considere a seguinte frase:

"Maria foi à escola."

Qual é o propósito do emprego da crase na frase acima? 
Alternativas
Q3653512 Português

O CORTIÇO(Fragmento adaptado)

Aluísio de Azevedo


“Estalagem de São Romão. Aluga-se casinhas e tinas para lavadeiras.”

As casinhas eram alugadas por mês e as tinas por dia; tudo pago adiantado. O preço de cada tina, metendo a água, quinhentos réis; sabão a parte. As moradoras do cortiço tinham preferência e não pagavam nada para lavar. (...)

E aquilo se foi constituindo numa grande lavanderia, agitada e barulhenta, com as suas cercas de varas, as suas hortaliças verdejantes e os seus jardinzinhos de três e quatro palmos, que apareciam como manchas alegres por entre a negrura das limosas tinas transbordantes e o revérbero das claras barracas de algodão cru, armadas sobre os lustrosos bancos de lavar. E os gotejantes jiraus, cobertos de roupa molhada, cintilavam ao sol, que nem lagos de metal branco.

E naquela terra encharcada e fumegante, naquela umidade quente e lodosa, começou a minhocar, a esfervilhar, a crescer, um mundo, uma coisa viva, uma geração, que parecia brotar espontânea, ali mesmo, daquele lameiro, e multiplicar-se como larvas no esterco.



O Cortiço. São Paulo, Ática, 1997.

Leia o trecho e assinale a alternativa correta em relação aos termos em destaque:“O preço de cada tina, metendo a água, quinhentos réis; sabão a parte.”
Alternativas
Q3651770 Português
Leia o texto e responda à questão.
A origem do nome
...Sabe de onde vem a palavra Amazônia? De Amazonas, nome dado pelo explorador espanhol Francisco de Orellana ao rio que ele percorreu em 1541. À época, Orellana viajou pelo rio e afirmou ter combatido um grupo formado só por índias. Não se sabe se isso ocorreu realmente, mas o fato é que o espanhol, ao contar essa história, comparou as indígenas às amazonas, mulheres guerreiras que, diz a lenda, viviam as margens do Mar Negro, localizado entre Europa e Ásia. Depois do rio, o nome Amazonas batizou a região e, a seguir, o estado que se formou. Ao receber a terminação “ia”, formou a palavra que dá nome à floresta: Amazônia.
- Revista “Ciência Hoje das Crianças”. Edição 179. Disponível em: .
“[…] viviam as margens do Mar Negro […]”, com relação à expressão em destaque indique a alternativa correta:
Alternativas
Respostas
2701: B
2702: A
2703: A
2704: D
2705: B
2706: C
2707: D
2708: D
2709: C
2710: D
2711: A
2712: B
2713: B
2714: C
2715: E
2716: B
2717: C
2718: D
2719: A
2720: D