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Q3006956 Português
Assinale a frase correta quanto à indicação de crase.
Alternativas
Q3006802 Português
O alarmante apagão docente

Há crescente escassez de professores qualificados, comprometendo o ensino.

    Em texto para o jornal português Diário de Notícias, o professor António Nóvoa afirmou que, das muitas profissões que desaparecerão no futuro, os professores não estarão nesse grupo. A partir disso, o pesquisador destaca o papel insubstituível do docente, mesmo diante de uma escola cada vez mais influenciada pelas tecnologias, que, de início, parecem ameaçar seu trabalho.
    De fato, em um cenário de transformações estruturais na educação, o professor é a base das mudanças – realidade exposta em estudos recentes de pesquisadores escoceses, os quais reforçam que reformas “de cima para baixo” são ineficazes, sendo necessária a liderança docente nesse caminho de inovação.
    Porém, há um contexto de desvalorização dessa classe no Brasil, especialmente no que diz respeito à formação inicial e à continuada, tornando a profissão cada vez menos atraente, satisfatória e, por fim, impactante.
    O apagão docente já é uma realidade preocupante no nosso cenário educacional. Estudos divulgados pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) indicam uma crescente escassez de professores qualificados, comprometendo a qualidade do ensino. Para ilustrar a gravidade da situação, há escolas pelo território brasileiro que enfrentam dificuldades para preencher vagas em disciplinas essenciais, como matemática e língua portuguesa, gerando turmas superlotadas, sobrecarga de trabalho e impactando negativamente o aprendizado e a equidade.
    Faltam, ainda, incentivo, definição clara da carreira, salários coerentes e condições de trabalho, contribuindo para o desinteresse, a desmotivação e a evasão de profissionais, além da dificuldade na atração de novos talentos para a carreira.
    A BNCC (Base Nacional Comum Curricular) destaca a importância da valorização do educador e da promoção de uma formação de qualidade, além de ressaltar que o desenvolvimento profissional deve ser pautado por princípios éticos, políticos e estéticos, buscando a formação integral do estudante e a garantia de uma educação de qualidade.
    Destaca, ainda, a necessidade da reflexão sobre a prática pedagógica, que inclui novas metodologias ativas, abordagens como a cultura maker e a robótica, atualização constante e busca por aprimoramento profissional. Assim, deve-se fazer valer esse documento para reverter o jogo. Para isso, são necessárias políticas públicas efetivas e a compreensão do docente como agente crucial na construção de uma sociedade mais justa e desenvolvida, com medidas que busquem a valorização profissional e a preocupação com sua saúde física e mental.
    Para a valorização profissional, deve-se promover planos de carreira atrativos que ofereçam perspectivas de crescimento e valorizem sua experiência e qualificação, a exemplo da Secretaria Municipal da Educação de São Paulo, que se destaca nessa área. Convém, também, implementar programas de formação continuada de qualidade para a atualização e o aprimoramento de práticas e habilidades alinhadas à atualidade.
    Além disso, a saúde mental precisa ser considerada para promover o bem-estar dos educadores, visto que a sobrecarga, o estresse, a pressão por resultados e a falta de apoio emocional são fatores que podem impactá-los negativamente. Por isso, é fundamental adotar programas de apoio psicológico e acompanhamento emocional através de espaços de acolhimento e orientação profissional; promover a capacitação para o autocuidado, a gestão do estresse e da saúde mental para que possam lidar com as demandas diárias; e incentivar a prática de atividades físicas e de lazer. Criar espaços de interação entre os educadores também fortalece as relações de apoio e o sentimento de pertencimento.
    A educação é pilar essencial para o progresso da nação, e os docentes são cruciais nesse processo. Na verdade, ousamos dizer que educação se faz com professores no centro do debate. É urgente reconhecer e valorizar seu trabalho, garantindo condições necessárias para que possam exercê-lo com excelência e equidade e, então, impactar a aprendizagem. Só assim será possível superar esse alarmante apagão e construir um futuro promissor para a educação e o nosso país.


(Débora Garofalo e Bernardo Soares. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/. Acesso em: julho de 2024.)
Quanto ao uso do acento grave indicador de crase no trecho “Porém, há um contexto de desvalorização dessa classe no Brasil, especialmente no que diz respeito à formação inicial e à continuada, [...]” (3º§), assinale a justificativa correta. 
Alternativas
Q2847601 Português
Assinale a alternativa que apresenta ERRO na utilização do acento grave, indicativo da CRASE:
Alternativas
Q2762314 Português
Considere as frases a seguir.
I. Apresse-se! Sua reunião vai começar às 8 horas.
II. Uso lapiseira, mas sempre preferi escrever à lápis.
III. Não diga nada à ninguém sobre nossos planos futuros.
IV. Aos domingos, minha família se reúne para saborear um bom filé à parmegiana. 
V. Voltei à casa da minha infância depois de muitos anos.

O sinal indicativo de crase foi usado corretamente APENAS em
Alternativas
Q2705860 Português
A mulher sozinha 

    Era magra, feia, encardida, sempre com o mesmo vestido preto e rasgado. Usava um paletó de lã xadrez, meias grossas e chinelos de feltro, velhíssimos. Ela própria parecia velhíssima, vista assim ao passar, embora de perto mostrasse, sob a sujeira e as rugas, um rosto que era apenas maduro, gasto pela miséria e talvez pelo delírio.
    Acostumei-me a vê-la sentada, de manhã e de tarde, naquele canto, sobre o cimento cheio de poeira do átrio. Os que entravam apressados na igreja praticamente a ignoravam, e só reparavam nela depois da missa, quando saíam devagar. Tiravam então da bolsa ou do bolso uma nota, algumas moedas e, com um gesto rápido, de vaga repugnância, deixavam cair a esmola na cestinha de vime que a mulher colocara à sua frente. Ela resmungava uma espécie de bênção, em voz surda e monótona, e eles se afastavam sem olhá-la, com a alma levemente intranquila.
    Passando diante da igreja duas vezes por dia, uma certa cumplicidade criou-se entre nós duas: a princípio nos cumprimentávamos com a cabeça, sorríamos uma para a outra; depois, quando eu tinha tempo e ela não estava agradecendo as esmolas, conversávamos. Contou-me de maneira sucinta que vivia no outro extremo da cidade, sob as colunas de um átrio em San Isidro: fazia uma longa caminhada, cedinho, até a estação, para tomar o trem, e outra até o lugar onde nos encontrávamos. Não me explicou por que escolhera um bairro tão distante para mendigar, em vez de fazê-lo no próprio pátio onde dormia, e nada lhe perguntei a respeito, receando ferirlhe a intimidade ou introduzir-me em seu segredo. Nunca me confessou como se chamava.
    Há uns dois meses encontrei-a radiante, com um pequeno vulto escuro entre os braços. Pensei de início que carregava um bebê, envolto num cobertor manchado, mas percebi, ao aproximar-me, que se tratava de um cachorrinho. Ou melhor, de uma cachorrinha recém-nascida, Maria Isabel, que a mulher ninava e acarinhava com deslumbramento. Disse-me que a recolhera na véspera de uma lata de lixo e a batizara logo. Da sacola de palha que sempre trazia consigo retirou uma garrafa d'água e uma colherinha e, com infinita delicadeza, foi entornando algumas gotas na goela da bichinha, que gania baixo, ainda de olhos fechados.
    Levei-lhe uma mamadeira de boneca e outra sacola acolchoada, que serviria de berço para o animal. O jornaleiro da banca em frente trouxe leite e pedacinhos de pão; as senhoras da vizinhança deram-lhe uma colcha de criança e retalhos de flanela.
    Maria Isabel começou a crescer, a criar pelos e forma, a pular, cheia de graça. A mulher não desgrudava os olhos dela e, remoçada pela alegria e atenção que a cachorrinha ofertava e exigia, deu até para cantar uma toada confusa e antiga. Era bom vê-las juntas, íntimas, companheiras, mãe e filha. Chegavam sobras de comida, brinquedos velhos de borracha; até um osso de couro apareceu por ali. O canto do átrio ficou menos cinzento, mais bonito. As pessoas se detinham, antes de entrar na igreja, para brincar com o animalzinho preto ou para jogar-lhe um punhadinho de carne moída, um resto do bife do almoço. O sentimento de repulsa que a sua dona provocara foi substituído por outro, feito de emoção, prazer e aconchego. A cestinha de vime estava sempre com dinheiro, e a mulher, suja e despenteada como sempre, adquirira um jeito novo, diferente, mais humano. Ao seu lado, Maria Isabel pulava e perseguia o próprio rabo.
    As duas não apareceram na última semana. Estranhei e fui atrás do jornaleiro, que também se mostrou surpreendido: desde que se instalara ali, há mais de três anos, a mulher nunca deixara de vir, nunca se atrasara, nem sequer quando chovia. E parece que fora assim desde o primeiro dia, embora ninguém soubesse dizer com exatidão quando é que ela começara a se sentar naquele canto do pátio. Senti apreensão e uma estranha nostalgia: o átrio estava maior, mais escuro e impessoal.
    Até que ontem o jornaleiro, compungido, contou-me uma das histórias mais tristes que já ouvi. Maria Isabel se transformara numa vira-lata peluda, encantadora, de focinho redondo e olhos de açúcar. Tão linda, que um malvado achou de roubá-la. Foi na estação, quando a mulher soltou-a no chão, para ir comprar o sanduíche de pão francês que costumavam dividir. Um segundo, e o bichinho sumiu, sem latir. Alguém viu um rapaz de tênis sair correndo com o animal nos braços. A mulher passou a noite atrás da cadela, de um lado para o outro da estação, chorando, gemendo, chamando-a por nomes doces e implorantes. Depois sentou-se num banco e ali ficou imóvel, em silêncio, até o dia clarear. Quando o primeiro trem vinha entrando, ela, de um bote, atirou-se debaixo da locomotiva. A velocidade era pequena e o maquinista conseguiu frear. A mulher arranhou-se um pouco, feriu ligeiramente a testa, e ficou mais desgrenhada, com o rosto imundo de lágrimas e fuligem. Não tinha nenhum documento e negou-se terminantemente a comentar o sucedido ou a defender-se diante dos que a acusavam de irresponsável e perigosa. A polícia levou-a no camburão para a delegacia.
    Segundo a última notícia, ainda não confirmada, a mulher está num hospício do subúrbio.

(Coleção Melhores Crônicas: Maria Julieta Drummond de Andrade. Seleção e prefácio de Marcos Pasche, Global, 2012, pp. 82-84. Publicada no livro O valor da vida, 1982.)
Considere o trecho: “Tiravam então da bolsa ou do bolso uma nota, algumas moedas e, com um gesto rápido, de vaga repugnância, deixavam cair a esmola na cestinha de vime que a mulher colocara à sua frente.” (2º§). Em relação à disposição do sinal gráfico de crase, demarcado pelo acento grave, em “à sua frente”, é correto afirmar que, neste caso, a crase é: 
Alternativas
Q2705468 Português
Observe a placa e as afirmações abaixo.

Imagem associada para resolução da questão


Disponível em: https://www.naotemcrase.com/2014/10/contruir-as-margens-de.html Acesso em jan, 2024.

I. Existem erros, em relação à norma-culta, na placa.
II. A ausência do acento indicativo de crase altera o sentido da placa.
III. A presença do acento indicativo de crase denotaria uma expressão adverbial feminina.
IV. A placa refere-se à construção das margens da rodovia somente.
V. É possível inferir dois significados distintos à placa.

Selecione a alternativa que apresenta a opção correta.
Alternativas
Q2687105 Português
O texto a seguir contextualiza a questão. Leia-o atentamente.

Avançar na leitura e na cidadania

    Se é verdade que “nada está no intelecto sem antes ter passado pelos sentidos” (Aristóteles), a maioria dos alunos brasileiros está deixando de absorver conhecimento por meio da leitura.
    No Brasil, 66% dos estudantes de 15 e 16 anos não leem textos com mais de dez páginas, segundo levantamento do Centro de Pesquisas em Educação, Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede).
    O baixo índice está ligado a diversos fatores pedagógicos e socioeconômicos, que não propiciam ambiente nem tempo hábil para se dedicar aos livros. Falta ainda estímulo por parte das famílias e das escolas, o que é reforçado pelo sucateamento das bibliotecas em instituições públicas de ensino.
    Enquanto a máxima aristotélica que abre este texto se concentra no conhecimento individual, uma frase de Monteiro Lobato coloca a leitura no contexto da coletividade: “Uma nação se faz com homens e livros”. Nesse sentido, o Brasil tem muito a avançar. O mesmo levantamento do Iede aponta que, no Chile, o normal é os alunos lerem mais de cem páginas por ano, em média.
    Tais ideias do filósofo grego e do escritor brasileiro merecem ser reacendidas para enfrentarmos o desafio de estimular o hábito da leitura mais densa em um mundo conectado. As faixas etárias usadas como base para a pesquisa do Iede correspondem à dos nativos digitais, que praticamente nasceram com um dispositivo que tem acesso à internet nas mãos.
    O estímulo à leitura só pode ser feito por meio de políticas consistentes de acesso nas escolas e comunidades, incentivo a bibliotecas e promoção de eventos literários. A própria internet pode ser usada como ferramenta para despertar o interesse pelos livros.
    Ler é ampliar o vocabulário, a fluência verbal e a cultura geral, aproximando o indivíduo das possibilidades do mundo acadêmico e do mercado de trabalho.
    Mas o mais nobre benefício está na promoção da cidadania, a partir do momento em que o leitor conhece seus direitos. Tudo aquilo que estruturas rígidas de poder querem manter sob as sombras, em códigos que poucos podem decifrar.

(Disponível em: https://www.otempo.com.br. Acesso em: 04/03/2024.)
“As faixas etárias usadas como base para a pesquisa do Iede correspondem à dos nativos digitais [...].” (5º§). O uso do acento grave indicador de crase no trecho anterior está: 
Alternativas
Q2681797 Português
Texto para o item.




Internet: <www.exame.com> (com adaptações).
Com base na estrutura linguística e no vocabulário empregados no texto, julgue o item a seguir.

É facultativo o emprego do sinal indicativo de crase no “a” que antecede o verbo “captar” (linha 26).
Alternativas
Q2675103 Português

Em “...entregar a funcionária Larissa”, ocorreu um erro em relação ao não uso do sinal indicativo da crase, depois do verbo entregar. Assinale a assertiva em que a crase foi empregada corretamente.

Alternativas
Q2665174 Português
Texto para o item.





Internet: <www.ppgquimica.propg.ufabc.edu.br> (com adaptações).
De acordo com a estrutura linguística do texto e com sua tipologia, julgue o item a seguir.

É facultativo o emprego do sinal indicativo de crase no “a” presente na expressão “a você” (linha 31).
Alternativas
Q2658937 Português

O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 15.


Texto 01:

Sinais de consentimento forçado


O esforço do geneticista e bioinformata Yves Moreau, da Universidade Católica de Leuven, na Bélgica, já levou à retratação de 30 artigos científicos desde 2019. Em comum, os estudos cancelados utilizavam dados genéticos ou biométricos de minorias étnicas e grupos populacionais vulneráveis da China, cuja coleta foi realizada em condições nebulosas. Em alguns casos, não foi possível assegurar que os sujeitos da pesquisa forneceram material biológico de forma voluntária ou que o estudo foi aprovado pelo comitê ético de alguma instituição científica reconhecida. Já outros papers estão lastreados por termos de consentimento informado, nos quais os participantes declaram que foram avisados sobre o escopo da pesquisa e que aceitaram participar dela, mas há a possibilidade de que a coleta de dados tenha sido forçada e os documentos de anuência obtidos sob coação, o que os tornaria inúteis. Essa suspeita se baseia no ambiente de repressão política em que as pesquisas foram feitas e na presença de agentes de segurança do Estado entre os coautores dos artigos.

Segundo Moreau, a polícia chinesa se vale de uma base de dados nacional de DNA, de informações biométricas e de métodos de vigilância − tais como câmeras de vídeo e reconhecimento facial − para monitorar a minoria muçulmana uigur na província de Xinjiang, no noroeste do país. A mesma estratégia vale para os habitantes das montanhas do Tibete, região controlada pela China desde a década de 1950. "Isso faz parte da arquitetura do controle social e é uma ferramenta de pressão psicológica eficaz", disse Moreau ao jornal The Washington Post.

Em fevereiro, a revista Molecular Genetics & Genomic Medicine anunciou a retratação de 18 artigos apontados como suspeitos por Moreau, reconhecendo "inconsistências entre a documentação de consentimento e a pesquisa relatada". Outra retratação recente envolveu um trabalho publicado em 2022 na revista PLOS ONE , em que pesquisadores chineses coletaram amostras de sangue de centenas de tibetanos e concluíram que marcadores genéticos de seus cromossomos X poderiam ser úteis para identificação forense e testes de paternidade. Moreau alertou os editores da PLOS ONE que forças de segurança chinesas podem ter participado da coleta de dados, uma vez que organizações de defesa dos direitos humanos haviam denunciado a existência de um programa de coleta compulsória de amostras de DNA de populações tibetanas. O pesquisador pediu que investigassem se houve mesmo o consentimento informado dos indivíduos que cederam amostras de sangue. O artigo foi retratado apenas três meses após o alerta. Segundo nota divulgada pelo periódico, documentos fornecidos pelos autores não foram suficientes para afastar dúvidas sobre a autenticidade do consentimento informado e garantir que o estudo recebeu aprovação ética de comitê regularmente estabelecido.

A rapidez da PLOS ONE em analisar o caso não é um padrão entre as revistas científicas. Moreau e seu grupo fizeram alertas semelhantes sobre mais de uma centena de artigos e ao menos 70 deles seguem sendo investigados há mais de dois anos, sem que as publicações cheguem a uma conclusão sobre se devem ser retratados − o argumento é de que os casos são complexos. "A demora excessiva de editores em proferir decisões equivale à má conduta editorial", disse Moreau, em uma longa reportagem sobre seu trabalho publicada em janeiro na revista Nature.

Houve casos em que os editores consideraram a suspeita infundada e encerraram as investigações. A editora MDPI declarou não ter encontrado falhas éticas em sete artigos questionados por Moreau, publicados na revista Genes. Um dos artigos investigou as origens genéticas do povo Hui, outro grupo étnico muçulmano do norte da China. Vários autores trabalham para a Academia de Ciências Forenses de Xangai, que é parte do Ministério da Justiça da China. Em um outro artigo, autores eram afiliados ao Departamento de Investigação Criminal da província de Yunnan e ao Gabinete de Segurança Pública da cidade de Zibo, na China. "Não é incomum que a polícia ajude a facilitar a pesquisa forense de genética populacional", afirmou à Nature Dennis McNevin, da Universidade de Tecnologia de Sydney, na Austrália, coautor de um artigo apontado como suspeito por Moreau. O trabalho em questão foi publicado em 2018 na revista Scientific Reports e se baseava na análise genética de 1.842 pessoas de quatro grupos étnicos da China. O artigo segue válido, mas em 2022 a editora Springer Nature fez uma correção removendo dados (anonimizados) de participantes que constavam nas informações suplementares do paper, porque não havia consentimento para divulgá-los.

O engajamento de Moreau no combate ao que ele chama de "vigilância genômica" de minorias étnicas começou em 2016, quando soube que o governo do Kuwait lançara um programa para coletar e catalogar perfis genéticos de seus cidadãos e de visitantes. Ele levou o caso à Sociedade Europeia de Genética Humana e pediu que se pronunciasse contra a medida. Com a repercussão negativa, o programa acabou revogado pelo Parlamento do país. No mesmo ano, foi informado de que um programa de catalogação de DNA estava sendo implantado como parte do processo de registro de passaporte em Xinjiang, onde os uigures têm sido alvo de vigilância e detenções em massa. Ele fez um levantamento da literatura científica e encontrou dezenas de artigos que descrevem o perfil genético de grupos étnicos minoritários na China. Também observou que mais de 20% das pesquisas publicadas sobre genética forense populacional na China entre 2011 e 2018 concentraram-se nos uigures, embora eles representem menos de 1% da população.

Retirado e adaptado de: MARQUES, Fabrício. Sinais de consentimento forçado. Revista Pesquisa FAPESP.


Disponível em:

https://revistapesquisa.fapesp.br/sinais-de-consentimento-forcado/ Acesso em: 19 abr., 2024.


Texto 02: Trecho da Resolução n.º 466, de 12 de dezembro de 2012


[...] II - DOS TERMOS E DEFINIÇÕES

A presente Resolução adota as seguintes definições:

II.2 - assentimento livre e esclarecido - anuência do participante da pesquisa, criança, adolescente ou legalmente incapaz, livre de vícios (simulação, fraude ou erro), dependência, subordinação ou intimidação. Tais participantes devem ser esclarecidos sobre a natureza da pesquisa, seus objetivos, métodos, benefícios previstos, potenciais riscos e o incômodo que esta possa lhes acarretar, na medida de sua compreensão e respeitados em suas singularidades [...];

II.5 - consentimento livre e esclarecido - anuência do participante da pesquisa e/ou de seu representante legal, livre de vícios (simulação, fraude ou erro), dependência, subordinação ou intimidação, após esclarecimento completo e pormenorizado sobre a natureza da pesquisa, seus objetivos, métodos, benefícios previstos, potenciais riscos e o incômodo que esta possa acarretar [...];

II.10 - participante da pesquisa - indivíduo que, de forma esclarecida e voluntária, ou sob o esclarecimento e autorização de seu(s) responsável(eis) legal(is), aceita ser pesquisado. A participação deve se dar de forma gratuita, ressalvadas as pesquisas clínicas de Fase I ou de bioequivalência [...];

II.12 - pesquisa - processo formal e sistemático que visa à produção, ao avanço do conhecimento e/ou à obtenção de respostas para problemas mediante emprego de método científico [...];

II.14 - pesquisa envolvendo seres humanos - pesquisa que, individual ou coletivamente, tenha como participante o ser humano, em sua totalidade ou partes dele, e o envolva de forma direta ou indireta, incluindo o manejo de seus dados, informações ou materiais biológicos [...];

II.23 - Termo de Consentimento Livre e Esclarecido - TCLE - documento no qual é explicitado o consentimento livre e esclarecido do participante e/ou de seu responsável legal, de forma escrita, devendo conter todas as informações necessárias, em linguagem clara e objetiva, de fácil entendimento, para o mais completo esclarecimento sobre a pesquisa a qual se propõe participar;

II.24 - Termo de Assentimento - documento elaborado em linguagem acessível para os menores ou para os legalmente incapazes, por meio do qual, após os participantes da pesquisa serem devidamente esclarecidos, explicitarão sua anuência em participar da pesquisa, sem prejuízo do consentimento de seus responsáveis legais.

II.25 - vulnerabilidade - estado de pessoas ou grupos que, por quaisquer razões ou motivos, tenham a sua capacidade de autodeterminação reduzida ou impedida, ou de qualquer forma estejam impedidos de opor resistência, sobretudo no que se refere ao consentimento livre e esclarecido.


Retirado e adaptado de: BRASIL. Ministério da Saúde. RESOLUÇÃO Nº 466, DE 12 DE DEZEMBRO DE 2012.Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/cns/2013/res0 466_12_12_2012.html Acesso em: 20 abr., 2024.

As sentenças a seguir foram retiradas do Texto 01 e alteradas. Assinale a alternativa na qual está correto o emprego do acento grave (crase):

Alternativas
Q2658467 Português

Açaí


Por Giullya Franco


  1. O açaí é um fruto brasileiro cultivado predominantemente na região amazônica. Com cor
  2. escura, que vai do roxo ao preto ▅ o fruto arredondado nasce em cachos e ▅ na maioria das
  3. vezes, em locais com solos mais úmidos ou alagados. Mesmo sendo um fruto característico da
  4. região Norte do país, o açaí se popularizou nacionalmente e é utilizado de diversas formas na
  5. culinária brasileira, já que possui muitas propriedades nutricionais.
  6. O açaizeiro, ou Palmeira-açaí (Euterpe oleracea), planta responsável pela produção do açaí,
  7. é uma monocotiledônea da família Arecaceae, nativa da região amazônica, que abran...e, além
  8. do Brasil, Venezuela, Colômbia, Equador, Guianas e Peru. No Brasil, cerca de 90% da produção
  9. está no estado do Pará.
  10. A Palmeira-açaí pode atingir mais de 20 metros de altura, e o fruto é formado em cachos.
  11. Cada palmeira costuma ter _____ quatro cachos por ano e cada um deles pode produzir uma
  12. quantidade aproximada de três a seis quilos do fruto.
  13. Curiosamente, cada região do Brasil tem um costume diferente para consumir o açaí. No
  14. Norte e Nordeste, principalmente, ele ocupa um lugar de alimentação básica e é consumido com
  15. outros alimentos, como arroz, feijão, carnes, camarão, farinha de tapioca e outros.
  16. Os nortistas e nordestinos também costumam consumir o suco do açaí. O fruto é amassado
  17. .... mão ou em máquinas específicas, peneirado e adicionado à água para ser consumido. Já nas
  18. regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste, o açaí é mais considerado uma sobremesa. Sua polpa é
  19. utilizada para .... produção de sorvetes, vitaminas e diversas misturas geladas que recebem o
  20. acré...imo de frutas e guloseimas.
  21. Em relação .... nutrientes, o açaí é rico em proteínas, gordura vegetal, vitaminas (B1, C e
  22. E), minerais e fibras. A cor forte do açaí também tra... consigo uma importante característica
  23. que beneficia a saúde: a casca do fruto possui antocianina, substância antioxidante que ajuda a
  24. combater as células mortas do organismo, refletindo na melhora da pele e aparência. Pela
  25. quantidade de fibras, o açaí também contribui para a melhora do funcionamento intestinal, o que
  26. é fundamental para o bom funcionamento do organismo.
  27. Para finalizar, o açaí também está presente na rotina alimentar de muitos atletas, levando
  28. em consideração que a presença dos minerais ferro e cálcio ajuda no fortalecimento dos ossos e
  29. articulações, além de contribuir com as funções energéticas e cardiovasculares do corpo.


(Disponível em: www.mundoeducacao.uol.com.br/biologia/acai.htm – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas nas linhas 17, 19 e 21.

Alternativas
Q2649910 Português
Complete as lacunas com ou sem crase, conforme o caso:
“As crianças foram ______ apresentação de teatro _______ qual tanto queriam assistir.” 
Alternativas
Q2649859 Português
Leia o texto II para responder à questão.

Texto II

Um sonho

      Foi um sonho tão forte que acreditei nele por minutos como uma realidade. Sonhei que aquele dia era Ano-Novo. E quando abri os olhos cheguei a dizer: Feliz Ano-Novo!
      Não entendo de sonhos. Mas este me parece um profundo desejo de mudança de vida. Não precisa ser feliz sequer. Basta ano novo. E é tão difícil mudar. Às vezes escorre sangue.

(Clarice Lispector.)
Assinale a alternativa que segue a mesma regra para o uso da crase aplicado no trecho “Às vezes escorre sangue” (linha 4). 
Alternativas
Q2643901 Português

O emprego da crase está correto, EXCETO em:

Alternativas
Q2631524 Português

Algumas dúvidas sobre o chip implantado no cérebro


Por Aluizio Falcão Filho


  1. Talvez a maior notícia científica dos últimos anos foi divulgada ontem (30/01/2024) – o
  2. onipresente Elon Musk anunciou que uma de suas empresas, a Neuralink, realizou o implante de
  3. um chip em cérebro humano que permite ao usuário utilizar telefones e computadores, por
  4. exemplo, apenas pela ação do pensamento (nesta fase, apenas indivíduos sem membros do
  5. corpo, como braços e pernas, poderão experimentar a nova tecnologia).
  6. É importante ressaltar que outros chips já foram acoplados .... mente humana, mas com
  7. finalidades diferentes da “Telepathy”, o sugestivo nome criado pela empresa de Musk.
  8. Isso, evidentemente, é só o começo. Musk pretende estender o uso do chip para outros
  9. equipamentos e, mais à frente, usar essa ferramenta para aumentar a inteligência humana.
  10. “Imagine se Stephen Hawking pudesse se comunicar mais rápido que um datilógrafo ou leiloeiro.
  11. Esse é o objetivo”, afirmou Musk em rede social (leiloeiros americanos, especialmente os de
  12. gado, falam muito rápido quando estão anunciando os produtos .... plateias).
  13. Aumentar a inteligência dos seres humanos é um objetivo de vários cientistas – e
  14. preocupação de alguns teóricos, como o autor israelense Yuval Harari. Ele acredita que os chips
  15. vão criar duas castas na sociedade: aqueles que são superdotados pela tecnologia e aqueles que
  16. não são. Isso, para ele, terá impactos terríveis na sociedade por conta do desequilíbrio que será
  17. causado por essa diferença.
  18. Ocorre que o sistema capitalista sempre busca baratear e popularizar um determinado
  19. produto tecnológico – especialmente um chip com esse apelo, o de melhorar a inteligência. Dessa
  20. forma, se duas castas forem formadas, a tendência é a de que o chip se popularize rapidamente
  21. e iguale a sociedade, exatamente o que aconteceu com a disseminação dos telefones celulares.
  22. Mas aumentar a inteligência talvez não seja suficiente para que nos tornemos uma espécie
  23. mais evoluída. É possível ver pessoas inteligentes e com preconceitos pré-históricos. Um chip
  24. melhoraria o discernimento desses indivíduos, .... ponto de diminuir a intolerância? Ou
  25. simplesmente vai fornecer novos argumentos para fortalecer posições retrógradas?
  26. Outro ponto importante é a capacidade de analisar um processo antes de dar início a um
  27. trabalho. Como o próprio Musk diz, “possivelmente o erro mais comum de um engenheiro
  28. inteligente é otimizar algo que não deveria existir”. Para isso, no entanto, não é preciso
  29. inteligência – e sim bom senso.
  30. Tenho três dúvidas sobre o funcionamento desse chip:
  31. SONHOS – O chip continua funcionando durante o sono? Que comandos ele pode acionar
  32. se o usuário estiver, por exemplo, sonhando? A Neuralink informou que o aparelho foi instalado
  33. em uma área do cérebro que coordena os movimentos e, assim, não estaria sujeito aos efeitos
  34. do inconsciente. Mesmo assim, é bom efetuar testes neste sentido. Prevenir é melhor que
  35. remediar.
  36. ROMPANTES – Várias vezes temos o impulso de fazer alguma coisa e nos arrependemos
  37. segundos depois. Como vai se comportar o chip nessa hora?
  38. HACKERS – Nosso cérebro, uma vez abrigando um chip, pode ser acessado por alguém de
  39. fora? Ou seja, é possível hackear o cérebro de quem instalou um chip? Obrigar alguém a seguir
  40. ordens?
  41. Essas e outras perguntas vão surgir com o tempo. Mesmo que a ideia pareça assustadora,
  42. precisamos nos acostumar com ela. A alternativa ao chip é uma vida muito mais limitada e sem
  43. nenhuma competitividade.


(Disponível em: www.exame.com/colunistas/money-report-aluizio-falcao-filho/algumas-duvidas-sobre-o-chip-implantado-no-cerebro/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas das linhas 06, 12 e 24.

Alternativas
Q2631502 Português

Por que a reciclagem de embalagem plástica no Brasil é tão baixa?


Apesar da Política Nacional de Resíduos Sólidos, reciclagem de alguns dos principais materiais no Brasil encontra barreiras.


No Brasil, cada pessoa produz, em média, 343 quilos de resíduos sólidos por ano, totalizando cerca de 80 milhões de toneladas anualmente.

RSU (Resíduos Sólidos Urbanos) são todos os materiais produzidos nas residências, comércios, indústrias, hospitais e demais instalações e descartados após o término de sua utilidade. Os RSU são classificados em quatro tipos: resíduos orgânicos (restos de alimentos, folhas, galhos e esterco), recicláveis (papel, plástico, metal e vidro), perigosos (pilhas, baterias e resíduos hospitalares) e rejeitos materiais (não recicláveis ou reutilizáveis).

A fração orgânica é a mais significativa, representando 46% do total, enquanto entre os resíduos recicláveis secos destaca-se o plástico, que constitui cerca de 17% dos RSU. Em 2022, o Brasil gerou aproximadamente 13,7 milhões de toneladas de resíduos plásticos nas cidades, o equivalente a 64 quilos por pessoa durante o ano. Essa produção coloca o Brasil como o quarto maior produtor global de resíduos plásticos, atrás somente de Estados Unidos, China e Índia.

Além do excesso de resíduos plásticos gerados pela população brasileira, outro grande problema é a sua baixa taxa de reciclagem, apesar da lei nº 12.305/2010, que instituiu a PNRS (Política Nacional de Resíduos Sólidos).

A PNRS introduziu a logística reversa como um dos pilares fundamentais para promover a responsabilidade compartilhada pelos setores por todo ciclo de vida dos produtos. O objetivo é que produtos e embalagens pós-consumo retornem para um novo ciclo de aproveitamento, seja por reúso ou reciclagem.

Apesar desses esforços impulsionados pela legislação, os índices de reciclagem de alguns dos principais materiais no Brasil permanecem significativamente baixos, especialmente no que diz respeito às embalagens plásticas. Os maiores índices de reciclagem de embalagem pós-consumo são de latas de alumínio (97,4%), seguidos de papel e papelão (66,9%). Somente 22% das embalagens plásticas são recicladas no Brasil.

A baixa taxa de reciclagem de embalagens plásticas no Brasil pode ser atribuída a diversos fatores. Um deles é a falta de infraestrutura adequada para coleta seletiva, separação e processamento de resíduos plásticos. Muitas regiões do país não têm sistemas eficientes de coleta seletiva e reciclagem.

Além disso, existem diferentes tipos de plásticos, com diferentes composições químicas, o que dificulta o processo de reciclagem. A falta de padronização dos materiais e a necessidade de separação por tipo tornam o processo mais dispendioso e complicado.

A baixa conscientização da população sobre a importância da separação adequada e da reciclagem é outro fator importante.

Em muitos casos, o custo de reciclar plásticos pode superar o de produzir novos a partir de matéria-prima virgem. Isso se deve à inexistência ou à má estruturação dos mercados locais de comercialização e reciclagem, à alta carga tributária, à competição desigual com alternativas inadequadas de descarte final (como lixões e aterros controlados) e à instabilidade da cadeia logística.

Esses fatores comprometem a consistência, estabilidade e segurança no fornecimento de materiais, desencorajando os investimentos em infraestrutura de reciclagem e impactando a rentabilidade do processo.

Para ilustrar, o preço de compra do plástico reciclável varia de R$ 0,30 a R$ 3,00 por quilo, dependendo das condições locais de mercado, das flutuações nos preços de commodities e de outras variáveis econômicas. Por outro lado, o preço de compra do alumínio para reciclagem pode variar de R$ 3,00 a R$ 7,00 por quilo.

Para melhorar os índices de coleta e reciclagem de embalagens plásticas, é fundamental um esforço coordenado entre os setores público e privado, juntamente com organizações de catadores.

Isso envolve investimentos direcionados para aprimorar a infraestrutura de reciclagem, promover programas de educação ambiental, implementar políticas governamentais que incentivem práticas sustentáveis e continuar a conscientização da população sobre a importância da reciclagem.

Essa abordagem integrada e colaborativa é essencial para contribuir para a preservação do meio ambiente, para a segurança climática e para o uso mais eficiente dos recursos naturais.


(Priscila Borin Claro. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas. Adaptado.)

“[...] os índices de reciclagem de alguns dos principais materiais no Brasil permanecem significativamente baixos, especialmente no que diz respeito às embalagens plásticas.” (6º§) Sobre o uso do acento grave indicador de crase, assinale a afirmativa correta.

Alternativas
Q2631442 Português

As redes sociais como um espaço de expressão do sofrimento

Por Juliana Potter

01 É cada vez mais comum a expressão de sofrimento emocional através das redes sociais.

02 Encontramos no nosso próprio feed relatos sobre ___ perdas, lutos ro....pimentos, sofrimentos

03 existenciais relacionados ou não ___ transtornos mentais, que comovem, mobilizam a rede e

04 evocam também a expressão emocional de todos os seguidores que fazem parte de um perfil.

05 Esse fenômeno teve expressivo aumento durante a pandemia, e parece continuar se estendendo

06 na medida em que não encontramos espaço de acolhimento e validação nas relações e encontros

07 presenciais. A vida corrida, o olhar “adultizado” de que tudo deve envolver algum tipo de

08 performance e produtividade nos distancia uns dos outros e também dificulta a intimidade para

09 a expressão das emoções vulneráveis.

10 Nesse cenário, as redes sociais se tornaram um espaço importante e necessário.

11 É comum que enlutados, por exemplo, revelem sentirem-se mais acolhidos e identificados

12 nas redes, por vezes, recebendo apoio de grupos de pessoas que jamais viram presencialmente.

13 Por outro lado, a vulnerabilidade exposta nessas mesmas plataformas pode ser alvo de haters,

14 comentários maldo....os e também de postagens que servem como gatilhos emocionais para um

15 sofrimento ainda mais intenso. Outro ponto de atenção é que a rede social não é exatamente

16 um local onde a pessoa encontra a ajuda que realmente necessita, como a busca por um

17 profissional de saúde mental, por exemplo.

18 Portanto, é fundamental e urgente que possamos conversar com adultos e crianças sobre

19 o uso que fazemos das redes sociais, sobre a nossa responsabilidade em relação ao que postamos

20 ou comentamos, e a repercu....ão desses conteúdos tanto em nossas vidas como na vida de toda

21 a comunidade que faz parte de nossas relações no universo digital.

22 Mais do que nunca, é necessário pensarmos sobre as consequências do que acontece nas

23 redes sociais, porque essas sim são muito reais. Para os adultos que aprenderam ___ medida

24 que usavam os dispositivos e redes sociais pode ser mais complexo, mas, para as crianças, um

25 bom momento para introduzirmos esses assuntos é antes de elas terem acesso aos dispositivos

26 eletrônicos. E lembrando, claro, que essa construção de crítica e reflexão não se constrói em um

27 único momento. Somos a primeira geração de pais que necessita pensar sobre isso e a

28 responsabilidade é grande. Mas se compartilharmos nossas inquietações e pudermos pensar

29 juntos, buscando orientação adequada, o resultado pode ser bastante favorável e o bom uso das

30 redes pode estar associado a bem-estar e consequências positivas a longo prazo.


(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/opiniao/noticia/2024/01/as-redes-sociais-como-um-espacode-expressao-do-sofrimento-clr5haqqr001s015aujhwf9fy.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas das linhas 02, 03 e 23.

Alternativas
Q2630349 Português

“Ser professora é um estilo de vida”

(Wallace Cardozo, Rede Galápagos, Salvador)


No Recife, professora diz ter encontrado propósito de vida depois de começar a atuar com educação infantil: “Vou alfabetizar quantas crianças eu puder”



O período de isolamento acabou sendo uma oportunidade para que nós, educadores, buscássemos novas soluções para a sala de aula. Na Internet, encontrei o Polo e resolvi fazer a formação Experiência e Protagonismo: a BNCC na Educação Infantil. Entendi que é preciso envolver a família para garantir o direito à aprendizagem das crianças pequenas. Pensando nisso, desenvolvi um podcast, o Educação & Família. Eu gravava em casa e enviava aos pais e responsáveis. Dessa forma, por menor que fosse seu nível de alfabetização, era possível estimular as crianças em casa.

Enquanto estive fazendo o podcast, ainda não havia conhecido a minha turma pessoalmente. Quando finalmente retornamos à modalidade presencial, fiquei surpresa ao perceber que algumas das crianças já liam. O comprometimento da família é fundamental para a aprendizagem, e eu pude perceber isso também dentro de casa. Durante a pandemia, investi muito no incentivo à leitura para os meus dois filhos. Comprei livros e li com eles, que também voltaram à escola lendo.

Além de professora sou gestora do Instituto Mucambo, cuja sede fica no quintal de minha casa. A organização surgiu para formalizar um projeto que outros educadores e eu já realizávamos, chamado Leituras Brincantes. Com crianças em situação de vulnerabilidade, realizamos atividades como mediação de leitura, contação de histórias e distribuição de livros, além de arrecadação e doação de alimentos. No mesmo intuito de envolver as famílias, fazemos periodicamente rodas de leitura com as mães.

Inscrevemos o Instituto Mucambo no programa Leia com uma criança e recebemos caixas de livros. Nesse processo, fiz mais uma formação no Polo, dessa vez voltada à mediação de leitura para o público infantil. Gosto dos cursos da plataforma porque são objetivos e práticos. Esse tipo de abordagem é muito importante para professores porque geralmente temos muita vontade de aprender, mas pouco tempo. Usei os livros na escola, no instituto e também em casa. Por aqui, o maior sucesso foi o Meu crespo é de rainha. Ao final da leitura, meus filhos perguntaram se o cabelo deles é crespo. Quando eu disse que não, disseram que queriam ter o cabelo crespo.

Alfabetizar é o meu propósito. Em minha trajetória, pretendo ensinar a leitura e a escrita a quantas crianças conseguir. Esse é um direito delas. Fico pensando como seria a minha vida se eu não soubesse ler e escrever. Que perspectiva de vida têm aquelas pessoas que não são alfabetizadas? Foi por meio desse propósito que me encontrei ao começar a trabalhar com a educação infantil.

Antes disso, atuei com o Ensino Médio e a Educação de Jovens e Adultos (EJA). Formada em letras, dava aulas de inglês e de língua portuguesa, até começar a lecionar na rede municipal, em 2016. Eu já entendia que a alfabetização era uma questão delicada, mesmo sem saber como funciona esse processo. Tive alunos do terceiro ano do ensino médio que não tinham autonomia para escrever.

A educação infantil me fez entender vulnerabilidades, como a pobreza e outras violações de direito. Esses contextos também existiam na realidade dos outros públicos com quem eu trabalhava antes, mas as crianças não mentem. Elas me dizem que estão com fome, ou que passaram a noite trabalhando, ou mesmo que sofreram algum tipo de abuso. Alfabetizar crianças expostas a situações de vulnerabilidade ocasionadas pela pobreza é um desafio enorme.

Desde que tive esse choque de realidade pela primeira vez, busco entender o impacto da pobreza no desenvolvimento cognitivo da criança. Durante a pandemia, por exemplo, enviamos fichas de atividades. Não funcionavam muito bem porque as fichas devem ser a finalização de todo um processo lúdico de ensino e aprendizagem, e os pais não são (nem têm que ocupar o papel de) professores. Uma parcela relevante deles tem um grau de escolaridade muito básico, o que aumentava o desafio.

Ser professora é mais do que uma profissão. É um estilo de vida. Nós pensamos e falamos em educação 24 horas por dia, 7 dias por semana. O Instituto Mucambo, espaço onde posso experimentar, tem me ajudado muito nesse processo. Levo para a escola o que aprendo lá, e vice-versa. Trabalhar com crianças em vulnerabilidade é aprender todos os dias que não dá pra atuar só com um livro na mão numa realidade de insegurança alimentar. Como diz a letra da canção, “a gente quer comida, diversão e arte”.


Disponível em: https://www.itausocial.org.br/noticias/ser-

professora-e-um-estilo-de-

vida/?gad_source=1&gclid=CjwKCAiAp5qsBhAPEiwAP0qeJjaA Tmxip8Xd_91FihDufStbSH1dmUZORUMHWGygoZiMKDVDyE6

bdBoCQvUQAvD_BwE. Acesso em 23 dez.2023.

No trecho “Durante a pandemia, investi muito no incentivo à leitura para os meus dois filhos. Comprei livros e li com eles, que também voltaram à escola lendo”, encontram-se duas marcações do fenômeno da crase. É correto afirmar que crase nada mais é que

Alternativas
Q2630016 Português

Rússia solicita reunião do Conselho de Segurança da ONU após bombardeio em Belgorod; 14 pessoas foram mortas.


A Rússia solicitou uma reunião do Conselho de Segurança da ONU após ataques aéreos realizados neste sábado (30) contra a cidade de Belgorod, perto da fronteira com a Ucrânia, informou a agência de notícias estatal RIA, citando a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova.

O Ministério da Defesa da Rússia disse que 14 pessoas, incluindo duas crianças, foram mortas e 108 ficaram feridas em ataques ucranianos “indiscriminados”, que supostamente incluíram bombas de fragmentação na capital da província. “O ataque terrorista em Belgorod será objeto de procedimentos no Conselho de Segurança da ONU – a Rússia solicitou uma reunião do Conselho de Segurança”, disse Zakharova.

O bombardeio de sábado ocorre após a Rússia lançar da noite de quinta (28) para sexta-feira (29) o maior ataque aéreo à Ucrânia desde o início de sua invasão em grande escala, resultando em pelo menos 39 mortes e mais de 150 feridos. Os ataques ucranianos às regiões russas perto da fronteira vem ocorrendo quase diariamente há mais de um ano, por vezes resultando em vítimas civis. Se confirmado, este é um dos incidentes mais mortais.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, foi informado sobre o ataque em Belgorod, disse o Kremlin. Putin ordenou que uma equipe do Ministério da Saúde e equipes de resgate do Ministério de Emergências fossem enviadas à cidade para ajudar as pessoas afetadas.

Cerca de 40 instalações civis foram danificadas na cidade devido ao bombardeio, que causou 10 incêndios que já foram extintos. As autoridades russas disseram que Belgorod já havia sido bombardeada na noite de sexta-feira, com um civil morto, disse o governador da região, Vyacheslav Gladkov. Outras quatro pessoas, incluindo uma criança, ficaram feridas, acrescentou. No sábado, uma criança também morreu em consequência do bombardeamento ucraniano na região russa de Bryansk, disse o governador da região, Aleksandr Bogomaz.

O Ministério da Defesa da Rússia disse que destruiu 32 UAVs ucranianos que sobrevoavam as regiões russas de Bryansk, Oryol, Mursk e Moscou, de acordo com uma postagem no Telegram do Ministério da Defesa no sábado. A Ucrânia não comentou publicamente os incidentes e raramente assume a responsabilidade pelos ataques ao seu vizinho.


Fonte: Rússia solicita reunião do Conselho de Segurança da ONU após bombardeio em Belgorod; 14 pessoas foram mortas | CNN Brasil

Assinale a alternativa que apresente a justificativa adequada para o emprego da crase no período: “Putin ordenou que uma equipe do Ministério da Saúde e equipes de resgate do Ministério de Emergências fossem enviadas à cidade para ajudar as pessoas afetadas”.

Alternativas
Respostas
2141: A
2142: C
2143: B
2144: D
2145: C
2146: C
2147: D
2148: E
2149: D
2150: E
2151: D
2152: D
2153: C
2154: C
2155: C
2156: E
2157: D
2158: E
2159: C
2160: A