Questões de Concurso Sobre português nível médio

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Q4186915 Português

TEXTO I


OAB cria comissão para pressionar reforma do Judiciário.

Grupo deve articular e reunir propostas de mudanças


Davi Vittorazzi



    O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) criou uma comissão para promover a reforma do Poder Judiciário. A iniciativa ocorre em meio às discussões de mudanças na estrutura da Justiça, que deve também estar em pauta nas eleições deste ano. Segundo a portaria que instaura o grupo, a finalidade é articular propostas já aprovadas pela OAB sobre o tema. O documento foi publicado em 14 de abril.

    A instituição justifica que, nos últimos anos, vem “amadurecendo reflexões institucionais relevantes sobre o aperfeiçoamento da estrutura, do funcionamento e dos mecanismos de controle do Poder Judiciário, em temas que dizem respeito à própria conformação do Estado Democrático de Direito”.

    O colegiado será responsável por coordenar a atuação institucional da OAB, mobilizar a advocacia e consolidar contribuições das seccionais para o encaminhamento das medidas. Para o presidente nacional da instituição, Beto Simonetti, a atuação da entidade busca dar sequência às deliberações já consolidadas internamente.

    “A OAB já aprovou em plenário seu apoio a itens fundamentais da reforma do Judiciário, como a adoção de mandatos fixos para ministros do STF, limitação das decisões monocráticas e estabelecimento de regras para a atuação de parentes de juízes na advocacia”, afirmou o presidente da entidade. “Uma comissão sobre o tema foi formalmente constituída pelo Conselho Federal da OAB. Qualquer discussão sobre reforma do Judiciário só será legítima, no entanto, se envolver a advocacia.”

    A comissão de reforma do Judiciário

    A secretária-geral da OAB Nacional, Rose Morais, vai presidir a comissão. Também integram o grupo os conselheiros federais Breno Augusto Pinto de Miranda (MT), Marilena Indira Winter (PR) e Silvia Virginia Silva de Souza (SP), além dos presidentes das seccionais Daniela Borges (BA), Márcio Nogueira (RO) e Rafael Lara Martins (GO).

    A portaria também prevê a participação das seccionais e conselhos federais, que terão prazo de 15 dias para encaminhar sugestões ao colegiado, com apoio técnico da assessoria jurídica do Conselho Federal. As seccionais de São Paulo e Rio Grande do Sul já apresentaram contribuições. Os documentos serão analisados em conjunto com as demais propostas.



Fonte: VITTORAZZI, Davi. OAB cria comissão para pressionar reforma do Judiciário. https://revistaoeste.com/politica/oab-cria-comissao-parapressionar-reforma-do-judiciario 

Analise as afirmações abaixo antes de julgar o que será pedido.



I. Em “Segundo a portaria que instaura o grupo, a finalidade é articular propostas já aprovadas pela OAB sobre o tema.” (1º par.), o elemento coesivo em destaque poderia ser corretamente substituído pela expressão “Consoante” a fim de manter o valor semântico inicial.


II. Em “Qualquer discussão sobre reforma do Judiciário só será legítima, no entanto, se envolver a advocacia.” (4º par.), o pronome oblíquo átono em destaque se encontra em posição proclítica em relação ao verbo.


III. Em “A instituição justifica que, nos últimos anos, vem “amadurecendo reflexões institucionais relevantes sobre o aperfeiçoamento da estrutura...” (2º par.), a conjunção integrante em destaque inicia uma oração subordinada subjetiva no contexto.


IV. Em “A portaria também prevê a participação das seccionais e conselhos federais, que terão prazo de 15 dias para encaminhar sugestões ao colegiado.” (6º par.), o vocábulo em destaque foi usado para expressar valor de finalidade no contexto.



A partir da análise feita sobre os elementos coesivos em destaque acima, pode-se constatar como correto o que foi dito somente em:

Alternativas
Q4186914 Português

TEXTO I


OAB cria comissão para pressionar reforma do Judiciário.

Grupo deve articular e reunir propostas de mudanças


Davi Vittorazzi



    O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) criou uma comissão para promover a reforma do Poder Judiciário. A iniciativa ocorre em meio às discussões de mudanças na estrutura da Justiça, que deve também estar em pauta nas eleições deste ano. Segundo a portaria que instaura o grupo, a finalidade é articular propostas já aprovadas pela OAB sobre o tema. O documento foi publicado em 14 de abril.

    A instituição justifica que, nos últimos anos, vem “amadurecendo reflexões institucionais relevantes sobre o aperfeiçoamento da estrutura, do funcionamento e dos mecanismos de controle do Poder Judiciário, em temas que dizem respeito à própria conformação do Estado Democrático de Direito”.

    O colegiado será responsável por coordenar a atuação institucional da OAB, mobilizar a advocacia e consolidar contribuições das seccionais para o encaminhamento das medidas. Para o presidente nacional da instituição, Beto Simonetti, a atuação da entidade busca dar sequência às deliberações já consolidadas internamente.

    “A OAB já aprovou em plenário seu apoio a itens fundamentais da reforma do Judiciário, como a adoção de mandatos fixos para ministros do STF, limitação das decisões monocráticas e estabelecimento de regras para a atuação de parentes de juízes na advocacia”, afirmou o presidente da entidade. “Uma comissão sobre o tema foi formalmente constituída pelo Conselho Federal da OAB. Qualquer discussão sobre reforma do Judiciário só será legítima, no entanto, se envolver a advocacia.”

    A comissão de reforma do Judiciário

    A secretária-geral da OAB Nacional, Rose Morais, vai presidir a comissão. Também integram o grupo os conselheiros federais Breno Augusto Pinto de Miranda (MT), Marilena Indira Winter (PR) e Silvia Virginia Silva de Souza (SP), além dos presidentes das seccionais Daniela Borges (BA), Márcio Nogueira (RO) e Rafael Lara Martins (GO).

    A portaria também prevê a participação das seccionais e conselhos federais, que terão prazo de 15 dias para encaminhar sugestões ao colegiado, com apoio técnico da assessoria jurídica do Conselho Federal. As seccionais de São Paulo e Rio Grande do Sul já apresentaram contribuições. Os documentos serão analisados em conjunto com as demais propostas.



Fonte: VITTORAZZI, Davi. OAB cria comissão para pressionar reforma do Judiciário. https://revistaoeste.com/politica/oab-cria-comissao-parapressionar-reforma-do-judiciario 

Leia as afirmações abaixo sobre o texto I antes de julgar o que se pede.



( ) Em “O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) criou uma comissão...” (1º par.), a expressão em destaque sofreu processo de abreviação vocabular.


( ) Em “A instituição justifica que, nos últimos anos, vem amadurecendo reflexões institucionais relevantes...” (2º par.), o vocábulo em destaque sofreria alteração caso o contexto de elaboração fosse “Reflexões institucionais relevantes vêm amadurecendo nos últimos anos”.


( ) Em “O colegiado será responsável por coordenar a atuação institucional da OAB, mobilizar a advocacia e consolidar contribuições das seccionais para o encaminhamento das medidas.” (3º par.), nota-se que os dois vocábulos em destaque sofreram o mesmo processo de formação de palavras e pertencem à mesma classe gramatical.


( ) Em “A OAB já aprovou em plenário seu apoio a itens fundamentais da reforma do Judiciário...” (4º par.), o substantivo em destaque foi formado por um processo de derivação regressiva em relação ao respectivo verbo.


( ) Em “... e estabelecimento de regras para a atuação de parentes de juízes na advocacia.” (4º par.), a palavra em destaque tem como justificativa de acentuação o fato de ser uma paroxítona.



Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, tem-se pela ordem a seguinte sequência:

Alternativas
Q4186913 Português

TEXTO I


OAB cria comissão para pressionar reforma do Judiciário.

Grupo deve articular e reunir propostas de mudanças


Davi Vittorazzi



    O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) criou uma comissão para promover a reforma do Poder Judiciário. A iniciativa ocorre em meio às discussões de mudanças na estrutura da Justiça, que deve também estar em pauta nas eleições deste ano. Segundo a portaria que instaura o grupo, a finalidade é articular propostas já aprovadas pela OAB sobre o tema. O documento foi publicado em 14 de abril.

    A instituição justifica que, nos últimos anos, vem “amadurecendo reflexões institucionais relevantes sobre o aperfeiçoamento da estrutura, do funcionamento e dos mecanismos de controle do Poder Judiciário, em temas que dizem respeito à própria conformação do Estado Democrático de Direito”.

    O colegiado será responsável por coordenar a atuação institucional da OAB, mobilizar a advocacia e consolidar contribuições das seccionais para o encaminhamento das medidas. Para o presidente nacional da instituição, Beto Simonetti, a atuação da entidade busca dar sequência às deliberações já consolidadas internamente.

    “A OAB já aprovou em plenário seu apoio a itens fundamentais da reforma do Judiciário, como a adoção de mandatos fixos para ministros do STF, limitação das decisões monocráticas e estabelecimento de regras para a atuação de parentes de juízes na advocacia”, afirmou o presidente da entidade. “Uma comissão sobre o tema foi formalmente constituída pelo Conselho Federal da OAB. Qualquer discussão sobre reforma do Judiciário só será legítima, no entanto, se envolver a advocacia.”

    A comissão de reforma do Judiciário

    A secretária-geral da OAB Nacional, Rose Morais, vai presidir a comissão. Também integram o grupo os conselheiros federais Breno Augusto Pinto de Miranda (MT), Marilena Indira Winter (PR) e Silvia Virginia Silva de Souza (SP), além dos presidentes das seccionais Daniela Borges (BA), Márcio Nogueira (RO) e Rafael Lara Martins (GO).

    A portaria também prevê a participação das seccionais e conselhos federais, que terão prazo de 15 dias para encaminhar sugestões ao colegiado, com apoio técnico da assessoria jurídica do Conselho Federal. As seccionais de São Paulo e Rio Grande do Sul já apresentaram contribuições. Os documentos serão analisados em conjunto com as demais propostas.



Fonte: VITTORAZZI, Davi. OAB cria comissão para pressionar reforma do Judiciário. https://revistaoeste.com/politica/oab-cria-comissao-parapressionar-reforma-do-judiciario 

Em relação ao texto I, é correto afirmar quanto à sua Tipologia e Gênero textual que se trata de uma produção de natureza
Alternativas
Q4186912 Português

TEXTO I


OAB cria comissão para pressionar reforma do Judiciário.

Grupo deve articular e reunir propostas de mudanças


Davi Vittorazzi



    O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) criou uma comissão para promover a reforma do Poder Judiciário. A iniciativa ocorre em meio às discussões de mudanças na estrutura da Justiça, que deve também estar em pauta nas eleições deste ano. Segundo a portaria que instaura o grupo, a finalidade é articular propostas já aprovadas pela OAB sobre o tema. O documento foi publicado em 14 de abril.

    A instituição justifica que, nos últimos anos, vem “amadurecendo reflexões institucionais relevantes sobre o aperfeiçoamento da estrutura, do funcionamento e dos mecanismos de controle do Poder Judiciário, em temas que dizem respeito à própria conformação do Estado Democrático de Direito”.

    O colegiado será responsável por coordenar a atuação institucional da OAB, mobilizar a advocacia e consolidar contribuições das seccionais para o encaminhamento das medidas. Para o presidente nacional da instituição, Beto Simonetti, a atuação da entidade busca dar sequência às deliberações já consolidadas internamente.

    “A OAB já aprovou em plenário seu apoio a itens fundamentais da reforma do Judiciário, como a adoção de mandatos fixos para ministros do STF, limitação das decisões monocráticas e estabelecimento de regras para a atuação de parentes de juízes na advocacia”, afirmou o presidente da entidade. “Uma comissão sobre o tema foi formalmente constituída pelo Conselho Federal da OAB. Qualquer discussão sobre reforma do Judiciário só será legítima, no entanto, se envolver a advocacia.”

    A comissão de reforma do Judiciário

    A secretária-geral da OAB Nacional, Rose Morais, vai presidir a comissão. Também integram o grupo os conselheiros federais Breno Augusto Pinto de Miranda (MT), Marilena Indira Winter (PR) e Silvia Virginia Silva de Souza (SP), além dos presidentes das seccionais Daniela Borges (BA), Márcio Nogueira (RO) e Rafael Lara Martins (GO).

    A portaria também prevê a participação das seccionais e conselhos federais, que terão prazo de 15 dias para encaminhar sugestões ao colegiado, com apoio técnico da assessoria jurídica do Conselho Federal. As seccionais de São Paulo e Rio Grande do Sul já apresentaram contribuições. Os documentos serão analisados em conjunto com as demais propostas.



Fonte: VITTORAZZI, Davi. OAB cria comissão para pressionar reforma do Judiciário. https://revistaoeste.com/politica/oab-cria-comissao-parapressionar-reforma-do-judiciario 

De acordo com o texto, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q4186271 Português

A saga do print: quando a conversa vira prova 

O primeiro print nasce inocente. Ele aparece como quem diz: "Só vou registrar, por garantia." O segundo print já nasce com intenção. O terceiro é praticamente um documento. E, quando você vê, a conversa virou processo.

Tudo começou com uma mensagem no grupo do setor, num fim de tarde que já cheirava a cansaço:

— Pode enviar hoje?

Três palavras. Nenhum complemento. Pode enviar o quê? Para quem? Hoje, que horas? Mas a mensagem tinha um detalhe perigoso: o ponto de interrogação. Ponto de interrogação, em ambiente de trabalho, não pergunta só. Ele cobra.

Eu respondi:

— Consigo até 18h. Aí veio outra mensagem:

— Ok.

Sem emoji, sem ponto, sem nada. Um "ok" que podia significar concordância, alívio ou julgamento. O "ok" é o camaleão do escritório.

Às 18h02, eu enviei o arquivo e escrevi:

— Enviado.

Cinco minutos depois, uma colega me chamou no privado:

— Você viu o que ele mandou no grupo?

Abri o grupo e vi um print. Um print meu. Um recorte da conversa, com o meu "Consigo até 18h" e o "ok" dele. Só que, no print, não aparecia o envio do arquivo. Nem aparecia a hora. Nem aparecia a pergunta anterior. O print era perfeito do jeito que uma meia-verdade sabe ser: pequeno, limpo e convincente.

A legenda do print dizia: "Mais uma vez prometeu e não entregou."

Eu li e senti meu estômago virar arquivo compactado.

O problema do print é que ele parece prova absoluta. Ele não grita, não xinga, não se contradiz. Ele só mostra. E mostrar, sem contexto, é um tipo de poder.

Eu fiz o que todo assistente administrativo aprende cedo: fui atrás do histórico. Apontei data, hora e sequência. Peguei meu próprio print, agora completo, com a pergunta anterior, o meu compromisso, o envio do arquivo e o "Enviado". Coloquei tudo numa linha do tempo mental, porque o escritório ama linhas do tempo.

Enviei para a colega:

— Olha a sequência completa.

Ela respondeu:

— Entendi. Mas já espalharam.

Espalhar. A palavra que transforma um mal-entendido em reputação.

No dia seguinte, na reunião, o coordenador abriu com aquela frase que tenta parecer neutra:

— Precisamos falar sobre alinhamento de entregas.

Eu ouvi "alinhamento" e soube que alguém tinha promovido meu print a pauta.

Ele projetou o print na tela. O recorte. O pedaço. O meu "Consigo até 18h" preso no aquário do "ok".

— Isso aqui não pode acontecer.

Eu respirei e fiz o que ninguém gosta de fazer em reunião: pedi a palavra com calma.

— Posso mostrar a conversa completa?

Houve um silêncio pequeno. Não era silêncio de permissão. Era silêncio de resistência. Porque contexto dá trabalho. Recorte é mais rápido.

Projetei meu print completo. E a sala viu, pela primeira vez, o que o print recortado escondia: a pergunta anterior e o envio às 18h02. 

O coordenador pigarreou e disse a frase mais humana do mundo corporativo:

— Ah. Certo.

O "Ah. Certo." é a forma elegante de pedir desculpa sem pedir desculpa.

A reunião seguiu. O assunto mudou. Mas eu fiquei pensando numa coisa: print não é mentira. Print é seleção. E seleção é poder.

No fim do dia, eu organizei minha pasta de trabalho e criei uma subpasta chamada "Evidências". Não por paranoia.

Por aprendizado. Porque, no escritório, às vezes você não precisa fazer mais. Você precisa registrar melhor. E, principalmente, precisa lembrar que comunicação não é só o que foi dito. É o que ficou fácil de provar.

Fonte: Banca Examinadora

Assinale a alternativa correta quanto à regência e ao emprego da crase: 
Alternativas
Q4186270 Português

A saga do print: quando a conversa vira prova 

O primeiro print nasce inocente. Ele aparece como quem diz: "Só vou registrar, por garantia." O segundo print já nasce com intenção. O terceiro é praticamente um documento. E, quando você vê, a conversa virou processo.

Tudo começou com uma mensagem no grupo do setor, num fim de tarde que já cheirava a cansaço:

— Pode enviar hoje?

Três palavras. Nenhum complemento. Pode enviar o quê? Para quem? Hoje, que horas? Mas a mensagem tinha um detalhe perigoso: o ponto de interrogação. Ponto de interrogação, em ambiente de trabalho, não pergunta só. Ele cobra.

Eu respondi:

— Consigo até 18h. Aí veio outra mensagem:

— Ok.

Sem emoji, sem ponto, sem nada. Um "ok" que podia significar concordância, alívio ou julgamento. O "ok" é o camaleão do escritório.

Às 18h02, eu enviei o arquivo e escrevi:

— Enviado.

Cinco minutos depois, uma colega me chamou no privado:

— Você viu o que ele mandou no grupo?

Abri o grupo e vi um print. Um print meu. Um recorte da conversa, com o meu "Consigo até 18h" e o "ok" dele. Só que, no print, não aparecia o envio do arquivo. Nem aparecia a hora. Nem aparecia a pergunta anterior. O print era perfeito do jeito que uma meia-verdade sabe ser: pequeno, limpo e convincente.

A legenda do print dizia: "Mais uma vez prometeu e não entregou."

Eu li e senti meu estômago virar arquivo compactado.

O problema do print é que ele parece prova absoluta. Ele não grita, não xinga, não se contradiz. Ele só mostra. E mostrar, sem contexto, é um tipo de poder.

Eu fiz o que todo assistente administrativo aprende cedo: fui atrás do histórico. Apontei data, hora e sequência. Peguei meu próprio print, agora completo, com a pergunta anterior, o meu compromisso, o envio do arquivo e o "Enviado". Coloquei tudo numa linha do tempo mental, porque o escritório ama linhas do tempo.

Enviei para a colega:

— Olha a sequência completa.

Ela respondeu:

— Entendi. Mas já espalharam.

Espalhar. A palavra que transforma um mal-entendido em reputação.

No dia seguinte, na reunião, o coordenador abriu com aquela frase que tenta parecer neutra:

— Precisamos falar sobre alinhamento de entregas.

Eu ouvi "alinhamento" e soube que alguém tinha promovido meu print a pauta.

Ele projetou o print na tela. O recorte. O pedaço. O meu "Consigo até 18h" preso no aquário do "ok".

— Isso aqui não pode acontecer.

Eu respirei e fiz o que ninguém gosta de fazer em reunião: pedi a palavra com calma.

— Posso mostrar a conversa completa?

Houve um silêncio pequeno. Não era silêncio de permissão. Era silêncio de resistência. Porque contexto dá trabalho. Recorte é mais rápido.

Projetei meu print completo. E a sala viu, pela primeira vez, o que o print recortado escondia: a pergunta anterior e o envio às 18h02. 

O coordenador pigarreou e disse a frase mais humana do mundo corporativo:

— Ah. Certo.

O "Ah. Certo." é a forma elegante de pedir desculpa sem pedir desculpa.

A reunião seguiu. O assunto mudou. Mas eu fiquei pensando numa coisa: print não é mentira. Print é seleção. E seleção é poder.

No fim do dia, eu organizei minha pasta de trabalho e criei uma subpasta chamada "Evidências". Não por paranoia.

Por aprendizado. Porque, no escritório, às vezes você não precisa fazer mais. Você precisa registrar melhor. E, principalmente, precisa lembrar que comunicação não é só o que foi dito. É o que ficou fácil de provar.

Fonte: Banca Examinadora

No período "Mas eu fiquei pensando numa coisa: print não é mentira.", os dois-pontos introduzem:
Alternativas
Q4186269 Português

A saga do print: quando a conversa vira prova 

O primeiro print nasce inocente. Ele aparece como quem diz: "Só vou registrar, por garantia." O segundo print já nasce com intenção. O terceiro é praticamente um documento. E, quando você vê, a conversa virou processo.

Tudo começou com uma mensagem no grupo do setor, num fim de tarde que já cheirava a cansaço:

— Pode enviar hoje?

Três palavras. Nenhum complemento. Pode enviar o quê? Para quem? Hoje, que horas? Mas a mensagem tinha um detalhe perigoso: o ponto de interrogação. Ponto de interrogação, em ambiente de trabalho, não pergunta só. Ele cobra.

Eu respondi:

— Consigo até 18h. Aí veio outra mensagem:

— Ok.

Sem emoji, sem ponto, sem nada. Um "ok" que podia significar concordância, alívio ou julgamento. O "ok" é o camaleão do escritório.

Às 18h02, eu enviei o arquivo e escrevi:

— Enviado.

Cinco minutos depois, uma colega me chamou no privado:

— Você viu o que ele mandou no grupo?

Abri o grupo e vi um print. Um print meu. Um recorte da conversa, com o meu "Consigo até 18h" e o "ok" dele. Só que, no print, não aparecia o envio do arquivo. Nem aparecia a hora. Nem aparecia a pergunta anterior. O print era perfeito do jeito que uma meia-verdade sabe ser: pequeno, limpo e convincente.

A legenda do print dizia: "Mais uma vez prometeu e não entregou."

Eu li e senti meu estômago virar arquivo compactado.

O problema do print é que ele parece prova absoluta. Ele não grita, não xinga, não se contradiz. Ele só mostra. E mostrar, sem contexto, é um tipo de poder.

Eu fiz o que todo assistente administrativo aprende cedo: fui atrás do histórico. Apontei data, hora e sequência. Peguei meu próprio print, agora completo, com a pergunta anterior, o meu compromisso, o envio do arquivo e o "Enviado". Coloquei tudo numa linha do tempo mental, porque o escritório ama linhas do tempo.

Enviei para a colega:

— Olha a sequência completa.

Ela respondeu:

— Entendi. Mas já espalharam.

Espalhar. A palavra que transforma um mal-entendido em reputação.

No dia seguinte, na reunião, o coordenador abriu com aquela frase que tenta parecer neutra:

— Precisamos falar sobre alinhamento de entregas.

Eu ouvi "alinhamento" e soube que alguém tinha promovido meu print a pauta.

Ele projetou o print na tela. O recorte. O pedaço. O meu "Consigo até 18h" preso no aquário do "ok".

— Isso aqui não pode acontecer.

Eu respirei e fiz o que ninguém gosta de fazer em reunião: pedi a palavra com calma.

— Posso mostrar a conversa completa?

Houve um silêncio pequeno. Não era silêncio de permissão. Era silêncio de resistência. Porque contexto dá trabalho. Recorte é mais rápido.

Projetei meu print completo. E a sala viu, pela primeira vez, o que o print recortado escondia: a pergunta anterior e o envio às 18h02. 

O coordenador pigarreou e disse a frase mais humana do mundo corporativo:

— Ah. Certo.

O "Ah. Certo." é a forma elegante de pedir desculpa sem pedir desculpa.

A reunião seguiu. O assunto mudou. Mas eu fiquei pensando numa coisa: print não é mentira. Print é seleção. E seleção é poder.

No fim do dia, eu organizei minha pasta de trabalho e criei uma subpasta chamada "Evidências". Não por paranoia.

Por aprendizado. Porque, no escritório, às vezes você não precisa fazer mais. Você precisa registrar melhor. E, principalmente, precisa lembrar que comunicação não é só o que foi dito. É o que ficou fácil de provar.

Fonte: Banca Examinadora

Segundo a gramática normativa tradicional, em "pasta de trabalho", o termo "de trabalho" funciona como:
Alternativas
Q4186268 Português

A saga do print: quando a conversa vira prova 

O primeiro print nasce inocente. Ele aparece como quem diz: "Só vou registrar, por garantia." O segundo print já nasce com intenção. O terceiro é praticamente um documento. E, quando você vê, a conversa virou processo.

Tudo começou com uma mensagem no grupo do setor, num fim de tarde que já cheirava a cansaço:

— Pode enviar hoje?

Três palavras. Nenhum complemento. Pode enviar o quê? Para quem? Hoje, que horas? Mas a mensagem tinha um detalhe perigoso: o ponto de interrogação. Ponto de interrogação, em ambiente de trabalho, não pergunta só. Ele cobra.

Eu respondi:

— Consigo até 18h. Aí veio outra mensagem:

— Ok.

Sem emoji, sem ponto, sem nada. Um "ok" que podia significar concordância, alívio ou julgamento. O "ok" é o camaleão do escritório.

Às 18h02, eu enviei o arquivo e escrevi:

— Enviado.

Cinco minutos depois, uma colega me chamou no privado:

— Você viu o que ele mandou no grupo?

Abri o grupo e vi um print. Um print meu. Um recorte da conversa, com o meu "Consigo até 18h" e o "ok" dele. Só que, no print, não aparecia o envio do arquivo. Nem aparecia a hora. Nem aparecia a pergunta anterior. O print era perfeito do jeito que uma meia-verdade sabe ser: pequeno, limpo e convincente.

A legenda do print dizia: "Mais uma vez prometeu e não entregou."

Eu li e senti meu estômago virar arquivo compactado.

O problema do print é que ele parece prova absoluta. Ele não grita, não xinga, não se contradiz. Ele só mostra. E mostrar, sem contexto, é um tipo de poder.

Eu fiz o que todo assistente administrativo aprende cedo: fui atrás do histórico. Apontei data, hora e sequência. Peguei meu próprio print, agora completo, com a pergunta anterior, o meu compromisso, o envio do arquivo e o "Enviado". Coloquei tudo numa linha do tempo mental, porque o escritório ama linhas do tempo.

Enviei para a colega:

— Olha a sequência completa.

Ela respondeu:

— Entendi. Mas já espalharam.

Espalhar. A palavra que transforma um mal-entendido em reputação.

No dia seguinte, na reunião, o coordenador abriu com aquela frase que tenta parecer neutra:

— Precisamos falar sobre alinhamento de entregas.

Eu ouvi "alinhamento" e soube que alguém tinha promovido meu print a pauta.

Ele projetou o print na tela. O recorte. O pedaço. O meu "Consigo até 18h" preso no aquário do "ok".

— Isso aqui não pode acontecer.

Eu respirei e fiz o que ninguém gosta de fazer em reunião: pedi a palavra com calma.

— Posso mostrar a conversa completa?

Houve um silêncio pequeno. Não era silêncio de permissão. Era silêncio de resistência. Porque contexto dá trabalho. Recorte é mais rápido.

Projetei meu print completo. E a sala viu, pela primeira vez, o que o print recortado escondia: a pergunta anterior e o envio às 18h02. 

O coordenador pigarreou e disse a frase mais humana do mundo corporativo:

— Ah. Certo.

O "Ah. Certo." é a forma elegante de pedir desculpa sem pedir desculpa.

A reunião seguiu. O assunto mudou. Mas eu fiquei pensando numa coisa: print não é mentira. Print é seleção. E seleção é poder.

No fim do dia, eu organizei minha pasta de trabalho e criei uma subpasta chamada "Evidências". Não por paranoia.

Por aprendizado. Porque, no escritório, às vezes você não precisa fazer mais. Você precisa registrar melhor. E, principalmente, precisa lembrar que comunicação não é só o que foi dito. É o que ficou fácil de provar.

Fonte: Banca Examinadora

Em "minha pasta de trabalho", a palavra "minha" classificase como: 
Alternativas
Q4186267 Português

A saga do print: quando a conversa vira prova 

O primeiro print nasce inocente. Ele aparece como quem diz: "Só vou registrar, por garantia." O segundo print já nasce com intenção. O terceiro é praticamente um documento. E, quando você vê, a conversa virou processo.

Tudo começou com uma mensagem no grupo do setor, num fim de tarde que já cheirava a cansaço:

— Pode enviar hoje?

Três palavras. Nenhum complemento. Pode enviar o quê? Para quem? Hoje, que horas? Mas a mensagem tinha um detalhe perigoso: o ponto de interrogação. Ponto de interrogação, em ambiente de trabalho, não pergunta só. Ele cobra.

Eu respondi:

— Consigo até 18h. Aí veio outra mensagem:

— Ok.

Sem emoji, sem ponto, sem nada. Um "ok" que podia significar concordância, alívio ou julgamento. O "ok" é o camaleão do escritório.

Às 18h02, eu enviei o arquivo e escrevi:

— Enviado.

Cinco minutos depois, uma colega me chamou no privado:

— Você viu o que ele mandou no grupo?

Abri o grupo e vi um print. Um print meu. Um recorte da conversa, com o meu "Consigo até 18h" e o "ok" dele. Só que, no print, não aparecia o envio do arquivo. Nem aparecia a hora. Nem aparecia a pergunta anterior. O print era perfeito do jeito que uma meia-verdade sabe ser: pequeno, limpo e convincente.

A legenda do print dizia: "Mais uma vez prometeu e não entregou."

Eu li e senti meu estômago virar arquivo compactado.

O problema do print é que ele parece prova absoluta. Ele não grita, não xinga, não se contradiz. Ele só mostra. E mostrar, sem contexto, é um tipo de poder.

Eu fiz o que todo assistente administrativo aprende cedo: fui atrás do histórico. Apontei data, hora e sequência. Peguei meu próprio print, agora completo, com a pergunta anterior, o meu compromisso, o envio do arquivo e o "Enviado". Coloquei tudo numa linha do tempo mental, porque o escritório ama linhas do tempo.

Enviei para a colega:

— Olha a sequência completa.

Ela respondeu:

— Entendi. Mas já espalharam.

Espalhar. A palavra que transforma um mal-entendido em reputação.

No dia seguinte, na reunião, o coordenador abriu com aquela frase que tenta parecer neutra:

— Precisamos falar sobre alinhamento de entregas.

Eu ouvi "alinhamento" e soube que alguém tinha promovido meu print a pauta.

Ele projetou o print na tela. O recorte. O pedaço. O meu "Consigo até 18h" preso no aquário do "ok".

— Isso aqui não pode acontecer.

Eu respirei e fiz o que ninguém gosta de fazer em reunião: pedi a palavra com calma.

— Posso mostrar a conversa completa?

Houve um silêncio pequeno. Não era silêncio de permissão. Era silêncio de resistência. Porque contexto dá trabalho. Recorte é mais rápido.

Projetei meu print completo. E a sala viu, pela primeira vez, o que o print recortado escondia: a pergunta anterior e o envio às 18h02. 

O coordenador pigarreou e disse a frase mais humana do mundo corporativo:

— Ah. Certo.

O "Ah. Certo." é a forma elegante de pedir desculpa sem pedir desculpa.

A reunião seguiu. O assunto mudou. Mas eu fiquei pensando numa coisa: print não é mentira. Print é seleção. E seleção é poder.

No fim do dia, eu organizei minha pasta de trabalho e criei uma subpasta chamada "Evidências". Não por paranoia.

Por aprendizado. Porque, no escritório, às vezes você não precisa fazer mais. Você precisa registrar melhor. E, principalmente, precisa lembrar que comunicação não é só o que foi dito. É o que ficou fácil de provar.

Fonte: Banca Examinadora

No enunciado "Precisamos falar sobre alinhamento de entregas", "alinhamento" significa: 
Alternativas
Q4186266 Português

A saga do print: quando a conversa vira prova 

O primeiro print nasce inocente. Ele aparece como quem diz: "Só vou registrar, por garantia." O segundo print já nasce com intenção. O terceiro é praticamente um documento. E, quando você vê, a conversa virou processo.

Tudo começou com uma mensagem no grupo do setor, num fim de tarde que já cheirava a cansaço:

— Pode enviar hoje?

Três palavras. Nenhum complemento. Pode enviar o quê? Para quem? Hoje, que horas? Mas a mensagem tinha um detalhe perigoso: o ponto de interrogação. Ponto de interrogação, em ambiente de trabalho, não pergunta só. Ele cobra.

Eu respondi:

— Consigo até 18h. Aí veio outra mensagem:

— Ok.

Sem emoji, sem ponto, sem nada. Um "ok" que podia significar concordância, alívio ou julgamento. O "ok" é o camaleão do escritório.

Às 18h02, eu enviei o arquivo e escrevi:

— Enviado.

Cinco minutos depois, uma colega me chamou no privado:

— Você viu o que ele mandou no grupo?

Abri o grupo e vi um print. Um print meu. Um recorte da conversa, com o meu "Consigo até 18h" e o "ok" dele. Só que, no print, não aparecia o envio do arquivo. Nem aparecia a hora. Nem aparecia a pergunta anterior. O print era perfeito do jeito que uma meia-verdade sabe ser: pequeno, limpo e convincente.

A legenda do print dizia: "Mais uma vez prometeu e não entregou."

Eu li e senti meu estômago virar arquivo compactado.

O problema do print é que ele parece prova absoluta. Ele não grita, não xinga, não se contradiz. Ele só mostra. E mostrar, sem contexto, é um tipo de poder.

Eu fiz o que todo assistente administrativo aprende cedo: fui atrás do histórico. Apontei data, hora e sequência. Peguei meu próprio print, agora completo, com a pergunta anterior, o meu compromisso, o envio do arquivo e o "Enviado". Coloquei tudo numa linha do tempo mental, porque o escritório ama linhas do tempo.

Enviei para a colega:

— Olha a sequência completa.

Ela respondeu:

— Entendi. Mas já espalharam.

Espalhar. A palavra que transforma um mal-entendido em reputação.

No dia seguinte, na reunião, o coordenador abriu com aquela frase que tenta parecer neutra:

— Precisamos falar sobre alinhamento de entregas.

Eu ouvi "alinhamento" e soube que alguém tinha promovido meu print a pauta.

Ele projetou o print na tela. O recorte. O pedaço. O meu "Consigo até 18h" preso no aquário do "ok".

— Isso aqui não pode acontecer.

Eu respirei e fiz o que ninguém gosta de fazer em reunião: pedi a palavra com calma.

— Posso mostrar a conversa completa?

Houve um silêncio pequeno. Não era silêncio de permissão. Era silêncio de resistência. Porque contexto dá trabalho. Recorte é mais rápido.

Projetei meu print completo. E a sala viu, pela primeira vez, o que o print recortado escondia: a pergunta anterior e o envio às 18h02. 

O coordenador pigarreou e disse a frase mais humana do mundo corporativo:

— Ah. Certo.

O "Ah. Certo." é a forma elegante de pedir desculpa sem pedir desculpa.

A reunião seguiu. O assunto mudou. Mas eu fiquei pensando numa coisa: print não é mentira. Print é seleção. E seleção é poder.

No fim do dia, eu organizei minha pasta de trabalho e criei uma subpasta chamada "Evidências". Não por paranoia.

Por aprendizado. Porque, no escritório, às vezes você não precisa fazer mais. Você precisa registrar melhor. E, principalmente, precisa lembrar que comunicação não é só o que foi dito. É o que ficou fácil de provar.

Fonte: Banca Examinadora

A expressão "meu estômago virou arquivo compactado" exemplifica principalmente: 
Alternativas
Q4186265 Português

A saga do print: quando a conversa vira prova 

O primeiro print nasce inocente. Ele aparece como quem diz: "Só vou registrar, por garantia." O segundo print já nasce com intenção. O terceiro é praticamente um documento. E, quando você vê, a conversa virou processo.

Tudo começou com uma mensagem no grupo do setor, num fim de tarde que já cheirava a cansaço:

— Pode enviar hoje?

Três palavras. Nenhum complemento. Pode enviar o quê? Para quem? Hoje, que horas? Mas a mensagem tinha um detalhe perigoso: o ponto de interrogação. Ponto de interrogação, em ambiente de trabalho, não pergunta só. Ele cobra.

Eu respondi:

— Consigo até 18h. Aí veio outra mensagem:

— Ok.

Sem emoji, sem ponto, sem nada. Um "ok" que podia significar concordância, alívio ou julgamento. O "ok" é o camaleão do escritório.

Às 18h02, eu enviei o arquivo e escrevi:

— Enviado.

Cinco minutos depois, uma colega me chamou no privado:

— Você viu o que ele mandou no grupo?

Abri o grupo e vi um print. Um print meu. Um recorte da conversa, com o meu "Consigo até 18h" e o "ok" dele. Só que, no print, não aparecia o envio do arquivo. Nem aparecia a hora. Nem aparecia a pergunta anterior. O print era perfeito do jeito que uma meia-verdade sabe ser: pequeno, limpo e convincente.

A legenda do print dizia: "Mais uma vez prometeu e não entregou."

Eu li e senti meu estômago virar arquivo compactado.

O problema do print é que ele parece prova absoluta. Ele não grita, não xinga, não se contradiz. Ele só mostra. E mostrar, sem contexto, é um tipo de poder.

Eu fiz o que todo assistente administrativo aprende cedo: fui atrás do histórico. Apontei data, hora e sequência. Peguei meu próprio print, agora completo, com a pergunta anterior, o meu compromisso, o envio do arquivo e o "Enviado". Coloquei tudo numa linha do tempo mental, porque o escritório ama linhas do tempo.

Enviei para a colega:

— Olha a sequência completa.

Ela respondeu:

— Entendi. Mas já espalharam.

Espalhar. A palavra que transforma um mal-entendido em reputação.

No dia seguinte, na reunião, o coordenador abriu com aquela frase que tenta parecer neutra:

— Precisamos falar sobre alinhamento de entregas.

Eu ouvi "alinhamento" e soube que alguém tinha promovido meu print a pauta.

Ele projetou o print na tela. O recorte. O pedaço. O meu "Consigo até 18h" preso no aquário do "ok".

— Isso aqui não pode acontecer.

Eu respirei e fiz o que ninguém gosta de fazer em reunião: pedi a palavra com calma.

— Posso mostrar a conversa completa?

Houve um silêncio pequeno. Não era silêncio de permissão. Era silêncio de resistência. Porque contexto dá trabalho. Recorte é mais rápido.

Projetei meu print completo. E a sala viu, pela primeira vez, o que o print recortado escondia: a pergunta anterior e o envio às 18h02. 

O coordenador pigarreou e disse a frase mais humana do mundo corporativo:

— Ah. Certo.

O "Ah. Certo." é a forma elegante de pedir desculpa sem pedir desculpa.

A reunião seguiu. O assunto mudou. Mas eu fiquei pensando numa coisa: print não é mentira. Print é seleção. E seleção é poder.

No fim do dia, eu organizei minha pasta de trabalho e criei uma subpasta chamada "Evidências". Não por paranoia.

Por aprendizado. Porque, no escritório, às vezes você não precisa fazer mais. Você precisa registrar melhor. E, principalmente, precisa lembrar que comunicação não é só o que foi dito. É o que ficou fácil de provar.

Fonte: Banca Examinadora

Em "Só que, no print, não aparecia o envio do arquivo...", a expressão "no print" contribui para: 
Alternativas
Q4186264 Português

A saga do print: quando a conversa vira prova 

O primeiro print nasce inocente. Ele aparece como quem diz: "Só vou registrar, por garantia." O segundo print já nasce com intenção. O terceiro é praticamente um documento. E, quando você vê, a conversa virou processo.

Tudo começou com uma mensagem no grupo do setor, num fim de tarde que já cheirava a cansaço:

— Pode enviar hoje?

Três palavras. Nenhum complemento. Pode enviar o quê? Para quem? Hoje, que horas? Mas a mensagem tinha um detalhe perigoso: o ponto de interrogação. Ponto de interrogação, em ambiente de trabalho, não pergunta só. Ele cobra.

Eu respondi:

— Consigo até 18h. Aí veio outra mensagem:

— Ok.

Sem emoji, sem ponto, sem nada. Um "ok" que podia significar concordância, alívio ou julgamento. O "ok" é o camaleão do escritório.

Às 18h02, eu enviei o arquivo e escrevi:

— Enviado.

Cinco minutos depois, uma colega me chamou no privado:

— Você viu o que ele mandou no grupo?

Abri o grupo e vi um print. Um print meu. Um recorte da conversa, com o meu "Consigo até 18h" e o "ok" dele. Só que, no print, não aparecia o envio do arquivo. Nem aparecia a hora. Nem aparecia a pergunta anterior. O print era perfeito do jeito que uma meia-verdade sabe ser: pequeno, limpo e convincente.

A legenda do print dizia: "Mais uma vez prometeu e não entregou."

Eu li e senti meu estômago virar arquivo compactado.

O problema do print é que ele parece prova absoluta. Ele não grita, não xinga, não se contradiz. Ele só mostra. E mostrar, sem contexto, é um tipo de poder.

Eu fiz o que todo assistente administrativo aprende cedo: fui atrás do histórico. Apontei data, hora e sequência. Peguei meu próprio print, agora completo, com a pergunta anterior, o meu compromisso, o envio do arquivo e o "Enviado". Coloquei tudo numa linha do tempo mental, porque o escritório ama linhas do tempo.

Enviei para a colega:

— Olha a sequência completa.

Ela respondeu:

— Entendi. Mas já espalharam.

Espalhar. A palavra que transforma um mal-entendido em reputação.

No dia seguinte, na reunião, o coordenador abriu com aquela frase que tenta parecer neutra:

— Precisamos falar sobre alinhamento de entregas.

Eu ouvi "alinhamento" e soube que alguém tinha promovido meu print a pauta.

Ele projetou o print na tela. O recorte. O pedaço. O meu "Consigo até 18h" preso no aquário do "ok".

— Isso aqui não pode acontecer.

Eu respirei e fiz o que ninguém gosta de fazer em reunião: pedi a palavra com calma.

— Posso mostrar a conversa completa?

Houve um silêncio pequeno. Não era silêncio de permissão. Era silêncio de resistência. Porque contexto dá trabalho. Recorte é mais rápido.

Projetei meu print completo. E a sala viu, pela primeira vez, o que o print recortado escondia: a pergunta anterior e o envio às 18h02. 

O coordenador pigarreou e disse a frase mais humana do mundo corporativo:

— Ah. Certo.

O "Ah. Certo." é a forma elegante de pedir desculpa sem pedir desculpa.

A reunião seguiu. O assunto mudou. Mas eu fiquei pensando numa coisa: print não é mentira. Print é seleção. E seleção é poder.

No fim do dia, eu organizei minha pasta de trabalho e criei uma subpasta chamada "Evidências". Não por paranoia.

Por aprendizado. Porque, no escritório, às vezes você não precisa fazer mais. Você precisa registrar melhor. E, principalmente, precisa lembrar que comunicação não é só o que foi dito. É o que ficou fácil de provar.

Fonte: Banca Examinadora

O texto se caracteriza predominantemente como: 
Alternativas
Q4186263 Português

A saga do print: quando a conversa vira prova 

O primeiro print nasce inocente. Ele aparece como quem diz: "Só vou registrar, por garantia." O segundo print já nasce com intenção. O terceiro é praticamente um documento. E, quando você vê, a conversa virou processo.

Tudo começou com uma mensagem no grupo do setor, num fim de tarde que já cheirava a cansaço:

— Pode enviar hoje?

Três palavras. Nenhum complemento. Pode enviar o quê? Para quem? Hoje, que horas? Mas a mensagem tinha um detalhe perigoso: o ponto de interrogação. Ponto de interrogação, em ambiente de trabalho, não pergunta só. Ele cobra.

Eu respondi:

— Consigo até 18h. Aí veio outra mensagem:

— Ok.

Sem emoji, sem ponto, sem nada. Um "ok" que podia significar concordância, alívio ou julgamento. O "ok" é o camaleão do escritório.

Às 18h02, eu enviei o arquivo e escrevi:

— Enviado.

Cinco minutos depois, uma colega me chamou no privado:

— Você viu o que ele mandou no grupo?

Abri o grupo e vi um print. Um print meu. Um recorte da conversa, com o meu "Consigo até 18h" e o "ok" dele. Só que, no print, não aparecia o envio do arquivo. Nem aparecia a hora. Nem aparecia a pergunta anterior. O print era perfeito do jeito que uma meia-verdade sabe ser: pequeno, limpo e convincente.

A legenda do print dizia: "Mais uma vez prometeu e não entregou."

Eu li e senti meu estômago virar arquivo compactado.

O problema do print é que ele parece prova absoluta. Ele não grita, não xinga, não se contradiz. Ele só mostra. E mostrar, sem contexto, é um tipo de poder.

Eu fiz o que todo assistente administrativo aprende cedo: fui atrás do histórico. Apontei data, hora e sequência. Peguei meu próprio print, agora completo, com a pergunta anterior, o meu compromisso, o envio do arquivo e o "Enviado". Coloquei tudo numa linha do tempo mental, porque o escritório ama linhas do tempo.

Enviei para a colega:

— Olha a sequência completa.

Ela respondeu:

— Entendi. Mas já espalharam.

Espalhar. A palavra que transforma um mal-entendido em reputação.

No dia seguinte, na reunião, o coordenador abriu com aquela frase que tenta parecer neutra:

— Precisamos falar sobre alinhamento de entregas.

Eu ouvi "alinhamento" e soube que alguém tinha promovido meu print a pauta.

Ele projetou o print na tela. O recorte. O pedaço. O meu "Consigo até 18h" preso no aquário do "ok".

— Isso aqui não pode acontecer.

Eu respirei e fiz o que ninguém gosta de fazer em reunião: pedi a palavra com calma.

— Posso mostrar a conversa completa?

Houve um silêncio pequeno. Não era silêncio de permissão. Era silêncio de resistência. Porque contexto dá trabalho. Recorte é mais rápido.

Projetei meu print completo. E a sala viu, pela primeira vez, o que o print recortado escondia: a pergunta anterior e o envio às 18h02. 

O coordenador pigarreou e disse a frase mais humana do mundo corporativo:

— Ah. Certo.

O "Ah. Certo." é a forma elegante de pedir desculpa sem pedir desculpa.

A reunião seguiu. O assunto mudou. Mas eu fiquei pensando numa coisa: print não é mentira. Print é seleção. E seleção é poder.

No fim do dia, eu organizei minha pasta de trabalho e criei uma subpasta chamada "Evidências". Não por paranoia.

Por aprendizado. Porque, no escritório, às vezes você não precisa fazer mais. Você precisa registrar melhor. E, principalmente, precisa lembrar que comunicação não é só o que foi dito. É o que ficou fácil de provar.

Fonte: Banca Examinadora

Ao afirmar "print não é mentira. Print é seleção. E seleção é poder", o narrador sugere que:
Alternativas
Q4186262 Português

A saga do print: quando a conversa vira prova 

O primeiro print nasce inocente. Ele aparece como quem diz: "Só vou registrar, por garantia." O segundo print já nasce com intenção. O terceiro é praticamente um documento. E, quando você vê, a conversa virou processo.

Tudo começou com uma mensagem no grupo do setor, num fim de tarde que já cheirava a cansaço:

— Pode enviar hoje?

Três palavras. Nenhum complemento. Pode enviar o quê? Para quem? Hoje, que horas? Mas a mensagem tinha um detalhe perigoso: o ponto de interrogação. Ponto de interrogação, em ambiente de trabalho, não pergunta só. Ele cobra.

Eu respondi:

— Consigo até 18h. Aí veio outra mensagem:

— Ok.

Sem emoji, sem ponto, sem nada. Um "ok" que podia significar concordância, alívio ou julgamento. O "ok" é o camaleão do escritório.

Às 18h02, eu enviei o arquivo e escrevi:

— Enviado.

Cinco minutos depois, uma colega me chamou no privado:

— Você viu o que ele mandou no grupo?

Abri o grupo e vi um print. Um print meu. Um recorte da conversa, com o meu "Consigo até 18h" e o "ok" dele. Só que, no print, não aparecia o envio do arquivo. Nem aparecia a hora. Nem aparecia a pergunta anterior. O print era perfeito do jeito que uma meia-verdade sabe ser: pequeno, limpo e convincente.

A legenda do print dizia: "Mais uma vez prometeu e não entregou."

Eu li e senti meu estômago virar arquivo compactado.

O problema do print é que ele parece prova absoluta. Ele não grita, não xinga, não se contradiz. Ele só mostra. E mostrar, sem contexto, é um tipo de poder.

Eu fiz o que todo assistente administrativo aprende cedo: fui atrás do histórico. Apontei data, hora e sequência. Peguei meu próprio print, agora completo, com a pergunta anterior, o meu compromisso, o envio do arquivo e o "Enviado". Coloquei tudo numa linha do tempo mental, porque o escritório ama linhas do tempo.

Enviei para a colega:

— Olha a sequência completa.

Ela respondeu:

— Entendi. Mas já espalharam.

Espalhar. A palavra que transforma um mal-entendido em reputação.

No dia seguinte, na reunião, o coordenador abriu com aquela frase que tenta parecer neutra:

— Precisamos falar sobre alinhamento de entregas.

Eu ouvi "alinhamento" e soube que alguém tinha promovido meu print a pauta.

Ele projetou o print na tela. O recorte. O pedaço. O meu "Consigo até 18h" preso no aquário do "ok".

— Isso aqui não pode acontecer.

Eu respirei e fiz o que ninguém gosta de fazer em reunião: pedi a palavra com calma.

— Posso mostrar a conversa completa?

Houve um silêncio pequeno. Não era silêncio de permissão. Era silêncio de resistência. Porque contexto dá trabalho. Recorte é mais rápido.

Projetei meu print completo. E a sala viu, pela primeira vez, o que o print recortado escondia: a pergunta anterior e o envio às 18h02. 

O coordenador pigarreou e disse a frase mais humana do mundo corporativo:

— Ah. Certo.

O "Ah. Certo." é a forma elegante de pedir desculpa sem pedir desculpa.

A reunião seguiu. O assunto mudou. Mas eu fiquei pensando numa coisa: print não é mentira. Print é seleção. E seleção é poder.

No fim do dia, eu organizei minha pasta de trabalho e criei uma subpasta chamada "Evidências". Não por paranoia.

Por aprendizado. Porque, no escritório, às vezes você não precisa fazer mais. Você precisa registrar melhor. E, principalmente, precisa lembrar que comunicação não é só o que foi dito. É o que ficou fácil de provar.

Fonte: Banca Examinadora

A ideia central do texto é que: 
Alternativas
Q4185835 Português
Em qual das alternativas a vírgula pode ser retirada sem prejuízo à norma-padrão?
Alternativas
Q4185834 Português
Fanatismo

Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida.
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão do meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!

Não vejo nada assim enlouquecida…
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!

“Tudo no mundo é frágil, tudo passa…”
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!

E, olhos postos em ti, digo de rastros:
“Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: Princípio e Fim!…”

                                                                    Florbela Espanca
Da leitura do poema, podemos afirmar que só NÃO pertence à classe dos pronomes a palavra: 
Alternativas
Q4185830 Português
Fanatismo

Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida.
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão do meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!

Não vejo nada assim enlouquecida…
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!

“Tudo no mundo é frágil, tudo passa…”
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!

E, olhos postos em ti, digo de rastros:
“Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: Princípio e Fim!…”

                                                                    Florbela Espanca
Em uma palavra, representamos o eu lírico na primeira estrofe como:
Alternativas
Q4185537 Português
Assinalar a alternativa em que a concordância nominal foi feita INCORRETAMENTE. 
Alternativas
Q4185534 Português
Qual é o feminino de “herói”?
Alternativas
Q4185531 Português
Fanatismo

Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida.
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão do meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!

Não vejo nada assim enlouquecida…
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!

“Tudo no mundo é frágil, tudo passa…”
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!

E, olhos postos em ti, digo de rastros:
“Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: Princípio e Fim!…”

                                                                    Florbela Espanca

“‘Tudo no mundo é frágil, tudo passa…’

Quando me dizem isto, toda a graça

Duma boca divina fala em mim!” (3ª estrofe)

Nessa estrofe, é possível encontrarmos: 

Alternativas
Respostas
2021: D
2022: A
2023: E
2024: C
2025: B
2026: A
2027: B
2028: A
2029: B
2030: B
2031: B
2032: C
2033: B
2034: C
2035: A
2036: C
2037: D
2038: C
2039: D
2040: A