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Q4088434 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Qual a luz mais antiga do Universo que já observamos


Existem expressões tão comuns que deixam de causar impacto, mas, ao serem reconsideradas, revelam dimensões surpreendentes. É o caso das descobertas de astros a bilhões de anos-luz de distância. Quando se lembra que um ano-luz equivale a cerca de nove trilhões de quilômetros, torna-se evidente a imensidão do percurso da luz até a Terra. Embora seja uma unidade de distância, o ano-luz também indica o tempo de viagem da luz.

A tecnologia permite observar vestígios do passado remoto do Universo graças a uma luz extremamente antiga que atravessou o espaço até chegar a nós. Isso suscita questões fundamentais: a luz é eterna? Qual é a mais antiga já observada?

A luz mais antiga detectada provém do fundo cósmico de micro-ondas, emitido quando o Universo tinha cerca de trezentos mil anos.

No início, o Universo era extremamente quente e composto por um plasma denso. Nesse período, os fótons não podiam se deslocar livremente devido às constantes colisões com partículas carregadas.

Com a expansão e o resfriamento do Universo, prótons e elétrons se combinaram, formando átomos de hidrogênio. Esse processo, chamado recombinação, permitiu que os fótons passassem a viajar livremente, marcando o momento em que o Universo se tornou transparente. A radiação liberada nesse instante permanece até hoje e constitui um registro essencial da formação do cosmos.

Essa radiação está presente em todo o espaço e é percebida, em parte, no ruído visual de antigos televisores analógicos, resultado da radiação cósmica de fundo que percorreu bilhões de anos até chegar à Terra.

Ao considerar objetos individuais, estrelas antigas próximas não fornecem a luz mais antiga observada, pois sua proximidade faz com que a radiação recebida seja relativamente recente. O caso de uma estrela muito antiga, cuja luz leva cerca de duzentos anos para chegar até nós, ilustra essa diferença entre idade do objeto e idade da luz.

As luzes mais antigas observadas provêm, na verdade, de galáxias muito distantes, cuja radiação foi emitida quando o Universo ainda possuía apenas algumas centenas de milhões de anos. Essa luz viajou por bilhões de anos até ser detectada.

Entre esses registros, há galáxias cuja luz foi emitida quando o Universo tinha cerca de trezentos milhões de anos, resultando em uma radiação com mais de treze bilhões de anos.

Ao observar essas luzes, não vemos os objetos como são atualmente, mas como eram no momento da emissão da radiação. Trata-se, portanto, de uma observação do passado.

Quanto à natureza da luz, as leis da física indicam que a energia não se perde, apenas se transforma. Como a luz é uma forma de energia, ela não desaparece. Os fótons podem ser convertidos em matéria, absorvidos por átomos ou transferir energia para elétrons, mas essa energia permanece no sistema.

Mesmo quando deixa de existir como partícula independente, a energia associada à luz pode ser novamente emitida sob outra forma. Em uma situação ideal, sem interação com outras partículas, um fóton poderia existir indefinidamente.

Assim, conclui-se que a luz não possui prazo de validade: ela pode se transformar, mas nunca é completamente destruída, permanecendo como parte contínua da dinâmica energética do Universo.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy81kxkvmpno.adaptado. 
As produções discursivas podem assumir diferentes formas de organização, variando conforme seus objetivos comunicativos, a forma de apresentação das informações e o modo como os conteúdos são estruturados ao longo do texto.

Assinale a alternativa correta quanto à classificação tipológica e ao gênero do texto apresentado sobre a luz no Universo.
Alternativas
Q4088432 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Qual a luz mais antiga do Universo que já observamos


Existem expressões tão comuns que deixam de causar impacto, mas, ao serem reconsideradas, revelam dimensões surpreendentes. É o caso das descobertas de astros a bilhões de anos-luz de distância. Quando se lembra que um ano-luz equivale a cerca de nove trilhões de quilômetros, torna-se evidente a imensidão do percurso da luz até a Terra. Embora seja uma unidade de distância, o ano-luz também indica o tempo de viagem da luz.

A tecnologia permite observar vestígios do passado remoto do Universo graças a uma luz extremamente antiga que atravessou o espaço até chegar a nós. Isso suscita questões fundamentais: a luz é eterna? Qual é a mais antiga já observada?

A luz mais antiga detectada provém do fundo cósmico de micro-ondas, emitido quando o Universo tinha cerca de trezentos mil anos.

No início, o Universo era extremamente quente e composto por um plasma denso. Nesse período, os fótons não podiam se deslocar livremente devido às constantes colisões com partículas carregadas.

Com a expansão e o resfriamento do Universo, prótons e elétrons se combinaram, formando átomos de hidrogênio. Esse processo, chamado recombinação, permitiu que os fótons passassem a viajar livremente, marcando o momento em que o Universo se tornou transparente. A radiação liberada nesse instante permanece até hoje e constitui um registro essencial da formação do cosmos.

Essa radiação está presente em todo o espaço e é percebida, em parte, no ruído visual de antigos televisores analógicos, resultado da radiação cósmica de fundo que percorreu bilhões de anos até chegar à Terra.

Ao considerar objetos individuais, estrelas antigas próximas não fornecem a luz mais antiga observada, pois sua proximidade faz com que a radiação recebida seja relativamente recente. O caso de uma estrela muito antiga, cuja luz leva cerca de duzentos anos para chegar até nós, ilustra essa diferença entre idade do objeto e idade da luz.

As luzes mais antigas observadas provêm, na verdade, de galáxias muito distantes, cuja radiação foi emitida quando o Universo ainda possuía apenas algumas centenas de milhões de anos. Essa luz viajou por bilhões de anos até ser detectada.

Entre esses registros, há galáxias cuja luz foi emitida quando o Universo tinha cerca de trezentos milhões de anos, resultando em uma radiação com mais de treze bilhões de anos.

Ao observar essas luzes, não vemos os objetos como são atualmente, mas como eram no momento da emissão da radiação. Trata-se, portanto, de uma observação do passado.

Quanto à natureza da luz, as leis da física indicam que a energia não se perde, apenas se transforma. Como a luz é uma forma de energia, ela não desaparece. Os fótons podem ser convertidos em matéria, absorvidos por átomos ou transferir energia para elétrons, mas essa energia permanece no sistema.

Mesmo quando deixa de existir como partícula independente, a energia associada à luz pode ser novamente emitida sob outra forma. Em uma situação ideal, sem interação com outras partículas, um fóton poderia existir indefinidamente.

Assim, conclui-se que a luz não possui prazo de validade: ela pode se transformar, mas nunca é completamente destruída, permanecendo como parte contínua da dinâmica energética do Universo.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy81kxkvmpno.adaptado. 
Esse processo, chamado recombinação, permitiu que os fótons passassem a viajar livremente, marcando o momento em que o Universo se tornou transparente.

Assinale a alternativa correta quanto ao emprego dos sinais de pontuação no trecho apresentado.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: CPCON Órgão: UEPB Prova: CPCON - 2026 - UEPB - Almoxarife |
Q4088185 Português
Leia o Texto 04 para responder à questão.

Texto 04

Captura_de tela 2026-06-02 105527.png (357×420)


Disponível em: https://www.instagram.com.br/niquel.nausea. Acesso em: 24 fev. 2026.
Com base na leitura do Texto 04, analise as proposições a seguir.

I- O personagem sugere que beber água piora a insônia.
II- Há quebra de expectativa no terceiro quadrinho com a sugestão de uma dica de saúde questionável.
III- No texto, podem ser inferidas críticas ao uso do álcool e à medicação sem orientação médica como alternativas para tratar insônia.

É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: CPCON Órgão: UEPB Prova: CPCON - 2026 - UEPB - Almoxarife |
Q4088184 Português
Leia o Texto 03 para responder à questão.

Texto 03 - Especialista em computação adverte que corrida da IA ameaça sobrevivência humana

AFP - 17/02/26 - 14h31min Em Ciência

    Os diretores executivos das principais empresas de tecnologia estão envolvidos em uma corrida pelo domínio no campo da inteligência artificial que pode colocar em risco a sobrevivência da humanidade, afirmou nesta terça-feira (17) à AFP o destacado pesquisador Stuart Russell.
    Russell, professor da Universidade da Califórnia, em Berkeley, disse que os líderes das maiores companhias de IA do mundo têm consciência dos perigos representados por sistemas superinteligentes, capazes um dia de superar os humanos.
    Segundo ele, a responsabilidade de salvar a espécie recai sobre os líderes mundiais, que podem agir de forma coletiva.
    “Permitir que entidades privadas joguem essencialmente roleta russa com cada ser humano na Terra é, na minha opinião, um abandono total do dever”, declarou Russell, voz proeminente na área de segurança em IA.
    Países e empresas estão investindo centenas de bilhões de dólares na construção de centros de dados de alto consumo de energia para treinar e operar ferramentas de IA generativa.
    Essa tecnologia, que se desenvolve em ritmo acelerado, promete benefícios como a descoberta de medicamentos, mas também pode provocar perda de empregos e abusos on-line.
    Além disso, existe o risco de que “os próprios sistemas de IA assumam o controle e a civilização humana seja um dano colateral nesse processo”, afirmou Russell em entrevista durante a AI Impact Summit, em Nova Délhi.
    “Acho que cada um dos presidentes das principais companhias de IA quer desarmar [interromper o progresso da IA], mas não pode fazê-lo de maneira unilateral, porque os investidores os demitiriam”, acrescentou.
    “Alguns disseram isso publicamente e outros me confessaram em privado”, afirmou, destacando que até Sam Altman, diretor da empresa criadora do ChatGPT, OpenAI, declarou publicamente que a IA pode levar à extinção humana.
    A OpenAI e a startup americana rival Anthropic registraram demissões públicas de funcionários que manifestaram preocupações éticas.
    A Anthropic também alertou na semana passada que seus modelos mais recentes de chatbot podem ser “influenciados para apoiar, de maneira consciente, mas limitada, esforços voltados ao desenvolvimento de armas químicas e outros crimes atrozes”.
    Reuniões internacionais como a cúpula de IA desta semana oferecem uma oportunidade para regulamentar a tecnologia, embora suas três edições anteriores tenham resultado apenas em acordos voluntários por parte das empresas de tecnologia.
    “Realmente ajuda que cada um dos governos compreenda esse assunto. E é por isso que estou aqui”, afirmou Russell.
[...]


Fonte: ISTOÉ DINHEIRO. Especialista em computação adverte que corrida da IA ameaça sobrevivência humana. São Paulo: Istoé Dinheiro, 17 fev. 2026. Disponível em: https://istoedinheiro.com.br/especialista-em-computacao-adverte-que-corrida-da-ia-ameaca-sobrevivencia-humana. Acesso em: 21 fev. 2026. 
Analise as assertivas sobre o seguinte período retirado do Texto 03: “Reuniões internacionais como a cúpula de IA desta semana oferecem uma oportunidade para regulamentar a tecnologia, embora suas três edições anteriores tenham resultado apenas em acordos voluntários por parte das empresas de tecnologia”.

I- O período apresenta uma oração subordinada adverbial concessiva.
II- O sujeito da oração subordinada é composto.
III- O termo “apenas” funciona como adjunto adverbial.
IV- Na oração principal há um objeto direto.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: CPCON Órgão: UEPB Prova: CPCON - 2026 - UEPB - Almoxarife |
Q4088183 Português
Leia o Texto 03 para responder à questão.

Texto 03 - Especialista em computação adverte que corrida da IA ameaça sobrevivência humana

AFP - 17/02/26 - 14h31min Em Ciência

    Os diretores executivos das principais empresas de tecnologia estão envolvidos em uma corrida pelo domínio no campo da inteligência artificial que pode colocar em risco a sobrevivência da humanidade, afirmou nesta terça-feira (17) à AFP o destacado pesquisador Stuart Russell.
    Russell, professor da Universidade da Califórnia, em Berkeley, disse que os líderes das maiores companhias de IA do mundo têm consciência dos perigos representados por sistemas superinteligentes, capazes um dia de superar os humanos.
    Segundo ele, a responsabilidade de salvar a espécie recai sobre os líderes mundiais, que podem agir de forma coletiva.
    “Permitir que entidades privadas joguem essencialmente roleta russa com cada ser humano na Terra é, na minha opinião, um abandono total do dever”, declarou Russell, voz proeminente na área de segurança em IA.
    Países e empresas estão investindo centenas de bilhões de dólares na construção de centros de dados de alto consumo de energia para treinar e operar ferramentas de IA generativa.
    Essa tecnologia, que se desenvolve em ritmo acelerado, promete benefícios como a descoberta de medicamentos, mas também pode provocar perda de empregos e abusos on-line.
    Além disso, existe o risco de que “os próprios sistemas de IA assumam o controle e a civilização humana seja um dano colateral nesse processo”, afirmou Russell em entrevista durante a AI Impact Summit, em Nova Délhi.
    “Acho que cada um dos presidentes das principais companhias de IA quer desarmar [interromper o progresso da IA], mas não pode fazê-lo de maneira unilateral, porque os investidores os demitiriam”, acrescentou.
    “Alguns disseram isso publicamente e outros me confessaram em privado”, afirmou, destacando que até Sam Altman, diretor da empresa criadora do ChatGPT, OpenAI, declarou publicamente que a IA pode levar à extinção humana.
    A OpenAI e a startup americana rival Anthropic registraram demissões públicas de funcionários que manifestaram preocupações éticas.
    A Anthropic também alertou na semana passada que seus modelos mais recentes de chatbot podem ser “influenciados para apoiar, de maneira consciente, mas limitada, esforços voltados ao desenvolvimento de armas químicas e outros crimes atrozes”.
    Reuniões internacionais como a cúpula de IA desta semana oferecem uma oportunidade para regulamentar a tecnologia, embora suas três edições anteriores tenham resultado apenas em acordos voluntários por parte das empresas de tecnologia.
    “Realmente ajuda que cada um dos governos compreenda esse assunto. E é por isso que estou aqui”, afirmou Russell.
[...]


Fonte: ISTOÉ DINHEIRO. Especialista em computação adverte que corrida da IA ameaça sobrevivência humana. São Paulo: Istoé Dinheiro, 17 fev. 2026. Disponível em: https://istoedinheiro.com.br/especialista-em-computacao-adverte-que-corrida-da-ia-ameaca-sobrevivencia-humana. Acesso em: 21 fev. 2026. 
No trecho em destaque, “ Permitir que entidades privadas joguem essencialmente roleta russa com cada ser humano na Terra é, na minha opinião, um abandono total do dever ”, qual figura de linguagem se observa?
Alternativas
Ano: 2026 Banca: CPCON Órgão: UEPB Prova: CPCON - 2026 - UEPB - Almoxarife |
Q4088182 Português
Leia o Texto 03 para responder à questão.

Texto 03 - Especialista em computação adverte que corrida da IA ameaça sobrevivência humana

AFP - 17/02/26 - 14h31min Em Ciência

    Os diretores executivos das principais empresas de tecnologia estão envolvidos em uma corrida pelo domínio no campo da inteligência artificial que pode colocar em risco a sobrevivência da humanidade, afirmou nesta terça-feira (17) à AFP o destacado pesquisador Stuart Russell.
    Russell, professor da Universidade da Califórnia, em Berkeley, disse que os líderes das maiores companhias de IA do mundo têm consciência dos perigos representados por sistemas superinteligentes, capazes um dia de superar os humanos.
    Segundo ele, a responsabilidade de salvar a espécie recai sobre os líderes mundiais, que podem agir de forma coletiva.
    “Permitir que entidades privadas joguem essencialmente roleta russa com cada ser humano na Terra é, na minha opinião, um abandono total do dever”, declarou Russell, voz proeminente na área de segurança em IA.
    Países e empresas estão investindo centenas de bilhões de dólares na construção de centros de dados de alto consumo de energia para treinar e operar ferramentas de IA generativa.
    Essa tecnologia, que se desenvolve em ritmo acelerado, promete benefícios como a descoberta de medicamentos, mas também pode provocar perda de empregos e abusos on-line.
    Além disso, existe o risco de que “os próprios sistemas de IA assumam o controle e a civilização humana seja um dano colateral nesse processo”, afirmou Russell em entrevista durante a AI Impact Summit, em Nova Délhi.
    “Acho que cada um dos presidentes das principais companhias de IA quer desarmar [interromper o progresso da IA], mas não pode fazê-lo de maneira unilateral, porque os investidores os demitiriam”, acrescentou.
    “Alguns disseram isso publicamente e outros me confessaram em privado”, afirmou, destacando que até Sam Altman, diretor da empresa criadora do ChatGPT, OpenAI, declarou publicamente que a IA pode levar à extinção humana.
    A OpenAI e a startup americana rival Anthropic registraram demissões públicas de funcionários que manifestaram preocupações éticas.
    A Anthropic também alertou na semana passada que seus modelos mais recentes de chatbot podem ser “influenciados para apoiar, de maneira consciente, mas limitada, esforços voltados ao desenvolvimento de armas químicas e outros crimes atrozes”.
    Reuniões internacionais como a cúpula de IA desta semana oferecem uma oportunidade para regulamentar a tecnologia, embora suas três edições anteriores tenham resultado apenas em acordos voluntários por parte das empresas de tecnologia.
    “Realmente ajuda que cada um dos governos compreenda esse assunto. E é por isso que estou aqui”, afirmou Russell.
[...]


Fonte: ISTOÉ DINHEIRO. Especialista em computação adverte que corrida da IA ameaça sobrevivência humana. São Paulo: Istoé Dinheiro, 17 fev. 2026. Disponível em: https://istoedinheiro.com.br/especialista-em-computacao-adverte-que-corrida-da-ia-ameaca-sobrevivencia-humana. Acesso em: 21 fev. 2026. 
Informações relacionadas à Open AI e à Anthropic, apresentadas no Texto 03, contribuem para:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: CPCON Órgão: UEPB Prova: CPCON - 2026 - UEPB - Almoxarife |
Q4088181 Português
Leia o Texto 03 para responder à questão.

Texto 03 - Especialista em computação adverte que corrida da IA ameaça sobrevivência humana

AFP - 17/02/26 - 14h31min Em Ciência

    Os diretores executivos das principais empresas de tecnologia estão envolvidos em uma corrida pelo domínio no campo da inteligência artificial que pode colocar em risco a sobrevivência da humanidade, afirmou nesta terça-feira (17) à AFP o destacado pesquisador Stuart Russell.
    Russell, professor da Universidade da Califórnia, em Berkeley, disse que os líderes das maiores companhias de IA do mundo têm consciência dos perigos representados por sistemas superinteligentes, capazes um dia de superar os humanos.
    Segundo ele, a responsabilidade de salvar a espécie recai sobre os líderes mundiais, que podem agir de forma coletiva.
    “Permitir que entidades privadas joguem essencialmente roleta russa com cada ser humano na Terra é, na minha opinião, um abandono total do dever”, declarou Russell, voz proeminente na área de segurança em IA.
    Países e empresas estão investindo centenas de bilhões de dólares na construção de centros de dados de alto consumo de energia para treinar e operar ferramentas de IA generativa.
    Essa tecnologia, que se desenvolve em ritmo acelerado, promete benefícios como a descoberta de medicamentos, mas também pode provocar perda de empregos e abusos on-line.
    Além disso, existe o risco de que “os próprios sistemas de IA assumam o controle e a civilização humana seja um dano colateral nesse processo”, afirmou Russell em entrevista durante a AI Impact Summit, em Nova Délhi.
    “Acho que cada um dos presidentes das principais companhias de IA quer desarmar [interromper o progresso da IA], mas não pode fazê-lo de maneira unilateral, porque os investidores os demitiriam”, acrescentou.
    “Alguns disseram isso publicamente e outros me confessaram em privado”, afirmou, destacando que até Sam Altman, diretor da empresa criadora do ChatGPT, OpenAI, declarou publicamente que a IA pode levar à extinção humana.
    A OpenAI e a startup americana rival Anthropic registraram demissões públicas de funcionários que manifestaram preocupações éticas.
    A Anthropic também alertou na semana passada que seus modelos mais recentes de chatbot podem ser “influenciados para apoiar, de maneira consciente, mas limitada, esforços voltados ao desenvolvimento de armas químicas e outros crimes atrozes”.
    Reuniões internacionais como a cúpula de IA desta semana oferecem uma oportunidade para regulamentar a tecnologia, embora suas três edições anteriores tenham resultado apenas em acordos voluntários por parte das empresas de tecnologia.
    “Realmente ajuda que cada um dos governos compreenda esse assunto. E é por isso que estou aqui”, afirmou Russell.
[...]


Fonte: ISTOÉ DINHEIRO. Especialista em computação adverte que corrida da IA ameaça sobrevivência humana. São Paulo: Istoé Dinheiro, 17 fev. 2026. Disponível em: https://istoedinheiro.com.br/especialista-em-computacao-adverte-que-corrida-da-ia-ameaca-sobrevivencia-humana. Acesso em: 21 fev. 2026. 
Assinale a alternativa que caracteriza o tipo textual predominante no Texto 03.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: CPCON Órgão: UEPB Prova: CPCON - 2026 - UEPB - Almoxarife |
Q4088180 Português
Leia o Texto 03 para responder à questão.

Texto 03 - Especialista em computação adverte que corrida da IA ameaça sobrevivência humana

AFP - 17/02/26 - 14h31min Em Ciência

    Os diretores executivos das principais empresas de tecnologia estão envolvidos em uma corrida pelo domínio no campo da inteligência artificial que pode colocar em risco a sobrevivência da humanidade, afirmou nesta terça-feira (17) à AFP o destacado pesquisador Stuart Russell.
    Russell, professor da Universidade da Califórnia, em Berkeley, disse que os líderes das maiores companhias de IA do mundo têm consciência dos perigos representados por sistemas superinteligentes, capazes um dia de superar os humanos.
    Segundo ele, a responsabilidade de salvar a espécie recai sobre os líderes mundiais, que podem agir de forma coletiva.
    “Permitir que entidades privadas joguem essencialmente roleta russa com cada ser humano na Terra é, na minha opinião, um abandono total do dever”, declarou Russell, voz proeminente na área de segurança em IA.
    Países e empresas estão investindo centenas de bilhões de dólares na construção de centros de dados de alto consumo de energia para treinar e operar ferramentas de IA generativa.
    Essa tecnologia, que se desenvolve em ritmo acelerado, promete benefícios como a descoberta de medicamentos, mas também pode provocar perda de empregos e abusos on-line.
    Além disso, existe o risco de que “os próprios sistemas de IA assumam o controle e a civilização humana seja um dano colateral nesse processo”, afirmou Russell em entrevista durante a AI Impact Summit, em Nova Délhi.
    “Acho que cada um dos presidentes das principais companhias de IA quer desarmar [interromper o progresso da IA], mas não pode fazê-lo de maneira unilateral, porque os investidores os demitiriam”, acrescentou.
    “Alguns disseram isso publicamente e outros me confessaram em privado”, afirmou, destacando que até Sam Altman, diretor da empresa criadora do ChatGPT, OpenAI, declarou publicamente que a IA pode levar à extinção humana.
    A OpenAI e a startup americana rival Anthropic registraram demissões públicas de funcionários que manifestaram preocupações éticas.
    A Anthropic também alertou na semana passada que seus modelos mais recentes de chatbot podem ser “influenciados para apoiar, de maneira consciente, mas limitada, esforços voltados ao desenvolvimento de armas químicas e outros crimes atrozes”.
    Reuniões internacionais como a cúpula de IA desta semana oferecem uma oportunidade para regulamentar a tecnologia, embora suas três edições anteriores tenham resultado apenas em acordos voluntários por parte das empresas de tecnologia.
    “Realmente ajuda que cada um dos governos compreenda esse assunto. E é por isso que estou aqui”, afirmou Russell.
[...]


Fonte: ISTOÉ DINHEIRO. Especialista em computação adverte que corrida da IA ameaça sobrevivência humana. São Paulo: Istoé Dinheiro, 17 fev. 2026. Disponível em: https://istoedinheiro.com.br/especialista-em-computacao-adverte-que-corrida-da-ia-ameaca-sobrevivencia-humana. Acesso em: 21 fev. 2026. 
Com base na leitura do Texto 03, assinale a alternativa que sinaliza CORRETAMENTE a postura do especialista Russell.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: CPCON Órgão: UEPB Prova: CPCON - 2026 - UEPB - Almoxarife |
Q4088178 Português
Leia o Texto 02 para responder à questão.

Texto 02

Captura_de tela 2026-06-02 100947.png (417×365)


Disponível em: https://juniao.com.br/chargecartum/. Acesso em: 20 fev. 2026.
Analise as assertivas abaixo.

I- As foices seguradas pelas personagens simbolizam o reflorestamento.
II- As foices e as vestimentas das figuras alegóricas representam a “morte”, reforçando a ideia de que as mudanças climáticas e o desmatamento geram consequências “mortais” para o meio ambiente e a economia.
III- O modo como o personagem faz a pergunta, sua expressão facial e a resposta “sabe de nada inocente” indicam o desconhecimento por parte dele acerca dos fatores que afetam diretamente a geração de energia.

É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: CPCON Órgão: UEPB Prova: CPCON - 2026 - UEPB - Almoxarife |
Q4088177 Português
Leia o Texto 01 para responder à questão.

Texto 01 - Não foi sempre azul: como a cor do céu mudou ‘dramaticamente’ no planeta Terra


Catherine Heathwood
BBC World Service - 19 fevereiro de 2026

    A maioria das pessoas acha que o céu azul é algo garantido. Mas essa cor já pode ter sido bem diferente ao longo da história da Terra, e cientistas dizem que ela pode mudar outra vez.
     Existem dois fatores principais que fazem o céu parecer azul durante o dia, segundo Finn Burridge, divulgador científico do Observatório Real de Greenwich (Reino Unido).
    “O primeiro é o Sol”, explica. “A luz solar normal é branca, o que significa que contém todas as cores do arco-íris: vermelhos, amarelos, verdes e azuis.”
     O segundo fator é a  composição da atmosfera. O céu contém enormes quantidades de partículas minúsculas, como nitrogênio, além de oxigênio e vapor d'água, que espalham a luz em todas as direções, afirma Burridge.
    A luz azul tem comprimento de onda menor do que a maioria das outras cores e é mais dispersada, preenchendo o céu com essa tonalidade.
    Esse processo é conhecido como dispersão de Rayleigh, em referência a Lord Rayleigh (1842–1919), físico britânico que desenvolveu a teoria na década de 1870.
    Ao nascer e ao pôr do Sol, a luz solar precisa atravessar uma porção muito maior da atmosfera, porque o Sol está mais baixo no horizonte.
    A luz azul é então dispersada com tanta intensidade que é desviada para longe de nós. Restam os tons de vermelho e laranja, menos dispersados, que alcançam nossos olhos e produzem os céus que vemos.
    O céu azul brilhante da Terra é único no Sistema Solar, afirma Burridge, do Observatório Real de Greenwich.
    Embora alguns planetas, como Júpiter, sejam considerados como tendo uma camada superior levemente azulada semelhante à da Terra, a tonalidade é muito menos intensa.
    Por estar mais distante do Sol, Júpiter recebe apenas cerca de 4% da luz solar que chega à Terra. “Por isso, não se tem aquele azul forte e bonito que vemos aqui”, explica Burridge.          Em outros planetas, o cenário é completamente diferente.
    Marte tem uma atmosfera fina, o que faz com que a dispersão de Rayleigh ocorra de forma limitada. Em vez disso, as numerosas partículas de poeira, maiores do que o nitrogênio e o oxigênio presentes na atmosfera terrestre, espalham a luz de outra maneira.
    Esse fenômeno é chamado de “espalhamento Mie” e resulta em um céu avermelhado ou amarelado, com pores de sol azulados.
    O céu azul que conhecemos hoje é um fenômeno relativamente recente na longa história da Terra.
    Embora não seja possível saber com certeza como era o céu no passado, cientistas estimam que sua cor pode ter variado conforme os gases presentes na atmosfera em cada período.
     Quando a Terra se formou, há cerca de 4,5 bilhões de anos, a sua superfície era em grande parte composta por material fundido. À medida que o planeta esfriou, uma hipótese indica que a atmosfera primitiva era formada principalmente por gases liberados por erupções vulcânicas e outras atividades geológicas — como dióxido de carbono e nitrogênio, além de pequenas quantidades de metano, com pouquíssimo oxigênio presente.
    Com o tempo, a vida surgiu na forma de bactérias ancestrais, que passaram a liberar grandes quantidades de metano na atmosfera. A luz solar que incidia sobre esse metano o transformava em compostos orgânicos mais complexos, formando névoas alaranjadas no céu, semelhantes à poluição atmosférica.
    Uma mudança significativa ocorreu há cerca de 2,4 bilhões de anos, durante o chamado “Grande Evento da Oxidação”, quando os organismos primitivos conhecidos como cianobactérias passaram a realizar fotossíntese, convertendo a luz solar em energia e liberando grandes quantidades de oxigênio.
    O oxigênio começou a se acumular em níveis relevantes na atmosfera, eliminando gradualmente as névoas de metano. Com a consolidação de uma atmosfera semelhante à atual, o céu passou a apresentar a coloração azul observada hoje.
[...]

Fonte: HEATHWOOD, Catherine. Não foi sempre azul: como a cor do céu mudou 'dramaticamente' no planeta Terra. BBC News Brasil, 2026. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckg125pxgq0o. Acesso em: 13 maio 2026.
Leia o período a seguir retirado do Texto 01.

"À medida que o planeta esfriou, uma hipótese indica que a atmosfera primitiva era formada principalmente por gases liberados por erupções vulcânicas e outras atividades geológicas — como dióxido de carbono e nitrogênio, além de pequenas quantidades de metano, com pouquíssimo oxigênio presente”.

A expressão à medida que, no contexto, pode ser classificada como:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: CPCON Órgão: UEPB Prova: CPCON - 2026 - UEPB - Almoxarife |
Q4088176 Português
Leia o Texto 01 para responder à questão.

Texto 01 - Não foi sempre azul: como a cor do céu mudou ‘dramaticamente’ no planeta Terra


Catherine Heathwood
BBC World Service - 19 fevereiro de 2026

    A maioria das pessoas acha que o céu azul é algo garantido. Mas essa cor já pode ter sido bem diferente ao longo da história da Terra, e cientistas dizem que ela pode mudar outra vez.
     Existem dois fatores principais que fazem o céu parecer azul durante o dia, segundo Finn Burridge, divulgador científico do Observatório Real de Greenwich (Reino Unido).
    “O primeiro é o Sol”, explica. “A luz solar normal é branca, o que significa que contém todas as cores do arco-íris: vermelhos, amarelos, verdes e azuis.”
     O segundo fator é a  composição da atmosfera. O céu contém enormes quantidades de partículas minúsculas, como nitrogênio, além de oxigênio e vapor d'água, que espalham a luz em todas as direções, afirma Burridge.
    A luz azul tem comprimento de onda menor do que a maioria das outras cores e é mais dispersada, preenchendo o céu com essa tonalidade.
    Esse processo é conhecido como dispersão de Rayleigh, em referência a Lord Rayleigh (1842–1919), físico britânico que desenvolveu a teoria na década de 1870.
    Ao nascer e ao pôr do Sol, a luz solar precisa atravessar uma porção muito maior da atmosfera, porque o Sol está mais baixo no horizonte.
    A luz azul é então dispersada com tanta intensidade que é desviada para longe de nós. Restam os tons de vermelho e laranja, menos dispersados, que alcançam nossos olhos e produzem os céus que vemos.
    O céu azul brilhante da Terra é único no Sistema Solar, afirma Burridge, do Observatório Real de Greenwich.
    Embora alguns planetas, como Júpiter, sejam considerados como tendo uma camada superior levemente azulada semelhante à da Terra, a tonalidade é muito menos intensa.
    Por estar mais distante do Sol, Júpiter recebe apenas cerca de 4% da luz solar que chega à Terra. “Por isso, não se tem aquele azul forte e bonito que vemos aqui”, explica Burridge.          Em outros planetas, o cenário é completamente diferente.
    Marte tem uma atmosfera fina, o que faz com que a dispersão de Rayleigh ocorra de forma limitada. Em vez disso, as numerosas partículas de poeira, maiores do que o nitrogênio e o oxigênio presentes na atmosfera terrestre, espalham a luz de outra maneira.
    Esse fenômeno é chamado de “espalhamento Mie” e resulta em um céu avermelhado ou amarelado, com pores de sol azulados.
    O céu azul que conhecemos hoje é um fenômeno relativamente recente na longa história da Terra.
    Embora não seja possível saber com certeza como era o céu no passado, cientistas estimam que sua cor pode ter variado conforme os gases presentes na atmosfera em cada período.
     Quando a Terra se formou, há cerca de 4,5 bilhões de anos, a sua superfície era em grande parte composta por material fundido. À medida que o planeta esfriou, uma hipótese indica que a atmosfera primitiva era formada principalmente por gases liberados por erupções vulcânicas e outras atividades geológicas — como dióxido de carbono e nitrogênio, além de pequenas quantidades de metano, com pouquíssimo oxigênio presente.
    Com o tempo, a vida surgiu na forma de bactérias ancestrais, que passaram a liberar grandes quantidades de metano na atmosfera. A luz solar que incidia sobre esse metano o transformava em compostos orgânicos mais complexos, formando névoas alaranjadas no céu, semelhantes à poluição atmosférica.
    Uma mudança significativa ocorreu há cerca de 2,4 bilhões de anos, durante o chamado “Grande Evento da Oxidação”, quando os organismos primitivos conhecidos como cianobactérias passaram a realizar fotossíntese, convertendo a luz solar em energia e liberando grandes quantidades de oxigênio.
    O oxigênio começou a se acumular em níveis relevantes na atmosfera, eliminando gradualmente as névoas de metano. Com a consolidação de uma atmosfera semelhante à atual, o céu passou a apresentar a coloração azul observada hoje.
[...]

Fonte: HEATHWOOD, Catherine. Não foi sempre azul: como a cor do céu mudou 'dramaticamente' no planeta Terra. BBC News Brasil, 2026. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckg125pxgq0o. Acesso em: 13 maio 2026.
Leia os seguintes fragmentos do Texto 01. 

I- “ ‘Por isso, não se tem aquele azul forte e bonito que vemos aqui’ ”.
II- “O oxigênio começou a se acumular em níveis relevantes na atmosfera”.

No tocante à colocação pronominal do se, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: CPCON Órgão: UEPB Prova: CPCON - 2026 - UEPB - Almoxarife |
Q4088175 Português
Leia o Texto 01 para responder à questão.

Texto 01 - Não foi sempre azul: como a cor do céu mudou ‘dramaticamente’ no planeta Terra


Catherine Heathwood
BBC World Service - 19 fevereiro de 2026

    A maioria das pessoas acha que o céu azul é algo garantido. Mas essa cor já pode ter sido bem diferente ao longo da história da Terra, e cientistas dizem que ela pode mudar outra vez.
     Existem dois fatores principais que fazem o céu parecer azul durante o dia, segundo Finn Burridge, divulgador científico do Observatório Real de Greenwich (Reino Unido).
    “O primeiro é o Sol”, explica. “A luz solar normal é branca, o que significa que contém todas as cores do arco-íris: vermelhos, amarelos, verdes e azuis.”
     O segundo fator é a  composição da atmosfera. O céu contém enormes quantidades de partículas minúsculas, como nitrogênio, além de oxigênio e vapor d'água, que espalham a luz em todas as direções, afirma Burridge.
    A luz azul tem comprimento de onda menor do que a maioria das outras cores e é mais dispersada, preenchendo o céu com essa tonalidade.
    Esse processo é conhecido como dispersão de Rayleigh, em referência a Lord Rayleigh (1842–1919), físico britânico que desenvolveu a teoria na década de 1870.
    Ao nascer e ao pôr do Sol, a luz solar precisa atravessar uma porção muito maior da atmosfera, porque o Sol está mais baixo no horizonte.
    A luz azul é então dispersada com tanta intensidade que é desviada para longe de nós. Restam os tons de vermelho e laranja, menos dispersados, que alcançam nossos olhos e produzem os céus que vemos.
    O céu azul brilhante da Terra é único no Sistema Solar, afirma Burridge, do Observatório Real de Greenwich.
    Embora alguns planetas, como Júpiter, sejam considerados como tendo uma camada superior levemente azulada semelhante à da Terra, a tonalidade é muito menos intensa.
    Por estar mais distante do Sol, Júpiter recebe apenas cerca de 4% da luz solar que chega à Terra. “Por isso, não se tem aquele azul forte e bonito que vemos aqui”, explica Burridge.          Em outros planetas, o cenário é completamente diferente.
    Marte tem uma atmosfera fina, o que faz com que a dispersão de Rayleigh ocorra de forma limitada. Em vez disso, as numerosas partículas de poeira, maiores do que o nitrogênio e o oxigênio presentes na atmosfera terrestre, espalham a luz de outra maneira.
    Esse fenômeno é chamado de “espalhamento Mie” e resulta em um céu avermelhado ou amarelado, com pores de sol azulados.
    O céu azul que conhecemos hoje é um fenômeno relativamente recente na longa história da Terra.
    Embora não seja possível saber com certeza como era o céu no passado, cientistas estimam que sua cor pode ter variado conforme os gases presentes na atmosfera em cada período.
     Quando a Terra se formou, há cerca de 4,5 bilhões de anos, a sua superfície era em grande parte composta por material fundido. À medida que o planeta esfriou, uma hipótese indica que a atmosfera primitiva era formada principalmente por gases liberados por erupções vulcânicas e outras atividades geológicas — como dióxido de carbono e nitrogênio, além de pequenas quantidades de metano, com pouquíssimo oxigênio presente.
    Com o tempo, a vida surgiu na forma de bactérias ancestrais, que passaram a liberar grandes quantidades de metano na atmosfera. A luz solar que incidia sobre esse metano o transformava em compostos orgânicos mais complexos, formando névoas alaranjadas no céu, semelhantes à poluição atmosférica.
    Uma mudança significativa ocorreu há cerca de 2,4 bilhões de anos, durante o chamado “Grande Evento da Oxidação”, quando os organismos primitivos conhecidos como cianobactérias passaram a realizar fotossíntese, convertendo a luz solar em energia e liberando grandes quantidades de oxigênio.
    O oxigênio começou a se acumular em níveis relevantes na atmosfera, eliminando gradualmente as névoas de metano. Com a consolidação de uma atmosfera semelhante à atual, o céu passou a apresentar a coloração azul observada hoje.
[...]

Fonte: HEATHWOOD, Catherine. Não foi sempre azul: como a cor do céu mudou 'dramaticamente' no planeta Terra. BBC News Brasil, 2026. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckg125pxgq0o. Acesso em: 13 maio 2026.
No fragmento “A luz azul é então dispersada com tanta intensidade que é desviada para longe de nós. Restam os tons de vermelho e laranja, menos dispersados, que alcançam nossos olhos e produzem os céus que vemos”, as orações introduzidas pelo termo que podem ser classificadas, respectivamente, como:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: CPCON Órgão: UEPB Prova: CPCON - 2026 - UEPB - Almoxarife |
Q4088174 Português
Leia o Texto 01 para responder à questão.

Texto 01 - Não foi sempre azul: como a cor do céu mudou ‘dramaticamente’ no planeta Terra


Catherine Heathwood
BBC World Service - 19 fevereiro de 2026

    A maioria das pessoas acha que o céu azul é algo garantido. Mas essa cor já pode ter sido bem diferente ao longo da história da Terra, e cientistas dizem que ela pode mudar outra vez.
     Existem dois fatores principais que fazem o céu parecer azul durante o dia, segundo Finn Burridge, divulgador científico do Observatório Real de Greenwich (Reino Unido).
    “O primeiro é o Sol”, explica. “A luz solar normal é branca, o que significa que contém todas as cores do arco-íris: vermelhos, amarelos, verdes e azuis.”
     O segundo fator é a  composição da atmosfera. O céu contém enormes quantidades de partículas minúsculas, como nitrogênio, além de oxigênio e vapor d'água, que espalham a luz em todas as direções, afirma Burridge.
    A luz azul tem comprimento de onda menor do que a maioria das outras cores e é mais dispersada, preenchendo o céu com essa tonalidade.
    Esse processo é conhecido como dispersão de Rayleigh, em referência a Lord Rayleigh (1842–1919), físico britânico que desenvolveu a teoria na década de 1870.
    Ao nascer e ao pôr do Sol, a luz solar precisa atravessar uma porção muito maior da atmosfera, porque o Sol está mais baixo no horizonte.
    A luz azul é então dispersada com tanta intensidade que é desviada para longe de nós. Restam os tons de vermelho e laranja, menos dispersados, que alcançam nossos olhos e produzem os céus que vemos.
    O céu azul brilhante da Terra é único no Sistema Solar, afirma Burridge, do Observatório Real de Greenwich.
    Embora alguns planetas, como Júpiter, sejam considerados como tendo uma camada superior levemente azulada semelhante à da Terra, a tonalidade é muito menos intensa.
    Por estar mais distante do Sol, Júpiter recebe apenas cerca de 4% da luz solar que chega à Terra. “Por isso, não se tem aquele azul forte e bonito que vemos aqui”, explica Burridge.          Em outros planetas, o cenário é completamente diferente.
    Marte tem uma atmosfera fina, o que faz com que a dispersão de Rayleigh ocorra de forma limitada. Em vez disso, as numerosas partículas de poeira, maiores do que o nitrogênio e o oxigênio presentes na atmosfera terrestre, espalham a luz de outra maneira.
    Esse fenômeno é chamado de “espalhamento Mie” e resulta em um céu avermelhado ou amarelado, com pores de sol azulados.
    O céu azul que conhecemos hoje é um fenômeno relativamente recente na longa história da Terra.
    Embora não seja possível saber com certeza como era o céu no passado, cientistas estimam que sua cor pode ter variado conforme os gases presentes na atmosfera em cada período.
     Quando a Terra se formou, há cerca de 4,5 bilhões de anos, a sua superfície era em grande parte composta por material fundido. À medida que o planeta esfriou, uma hipótese indica que a atmosfera primitiva era formada principalmente por gases liberados por erupções vulcânicas e outras atividades geológicas — como dióxido de carbono e nitrogênio, além de pequenas quantidades de metano, com pouquíssimo oxigênio presente.
    Com o tempo, a vida surgiu na forma de bactérias ancestrais, que passaram a liberar grandes quantidades de metano na atmosfera. A luz solar que incidia sobre esse metano o transformava em compostos orgânicos mais complexos, formando névoas alaranjadas no céu, semelhantes à poluição atmosférica.
    Uma mudança significativa ocorreu há cerca de 2,4 bilhões de anos, durante o chamado “Grande Evento da Oxidação”, quando os organismos primitivos conhecidos como cianobactérias passaram a realizar fotossíntese, convertendo a luz solar em energia e liberando grandes quantidades de oxigênio.
    O oxigênio começou a se acumular em níveis relevantes na atmosfera, eliminando gradualmente as névoas de metano. Com a consolidação de uma atmosfera semelhante à atual, o céu passou a apresentar a coloração azul observada hoje.
[...]

Fonte: HEATHWOOD, Catherine. Não foi sempre azul: como a cor do céu mudou 'dramaticamente' no planeta Terra. BBC News Brasil, 2026. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckg125pxgq0o. Acesso em: 13 maio 2026.
No título do Texto 01 “Não foi sempre azul: como a cor do céu mudou ‘dramaticamente’ no planeta Terra” é possível identificar:

I- O uso dos dois pontos para esclarecer uma expectativa gerada com base na informação anterior.
II- O uso das aspas em palavra empregada no sentido conotativo.
III- O uso das aspas para acentuar o valor significativo de uma palavra empregada com o intuito de enfatizar o impacto da mudança.

É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: CPCON Órgão: UEPB Prova: CPCON - 2026 - UEPB - Almoxarife |
Q4088173 Português
Leia o Texto 01 para responder à questão.

Texto 01 - Não foi sempre azul: como a cor do céu mudou ‘dramaticamente’ no planeta Terra


Catherine Heathwood
BBC World Service - 19 fevereiro de 2026

    A maioria das pessoas acha que o céu azul é algo garantido. Mas essa cor já pode ter sido bem diferente ao longo da história da Terra, e cientistas dizem que ela pode mudar outra vez.
     Existem dois fatores principais que fazem o céu parecer azul durante o dia, segundo Finn Burridge, divulgador científico do Observatório Real de Greenwich (Reino Unido).
    “O primeiro é o Sol”, explica. “A luz solar normal é branca, o que significa que contém todas as cores do arco-íris: vermelhos, amarelos, verdes e azuis.”
     O segundo fator é a  composição da atmosfera. O céu contém enormes quantidades de partículas minúsculas, como nitrogênio, além de oxigênio e vapor d'água, que espalham a luz em todas as direções, afirma Burridge.
    A luz azul tem comprimento de onda menor do que a maioria das outras cores e é mais dispersada, preenchendo o céu com essa tonalidade.
    Esse processo é conhecido como dispersão de Rayleigh, em referência a Lord Rayleigh (1842–1919), físico britânico que desenvolveu a teoria na década de 1870.
    Ao nascer e ao pôr do Sol, a luz solar precisa atravessar uma porção muito maior da atmosfera, porque o Sol está mais baixo no horizonte.
    A luz azul é então dispersada com tanta intensidade que é desviada para longe de nós. Restam os tons de vermelho e laranja, menos dispersados, que alcançam nossos olhos e produzem os céus que vemos.
    O céu azul brilhante da Terra é único no Sistema Solar, afirma Burridge, do Observatório Real de Greenwich.
    Embora alguns planetas, como Júpiter, sejam considerados como tendo uma camada superior levemente azulada semelhante à da Terra, a tonalidade é muito menos intensa.
    Por estar mais distante do Sol, Júpiter recebe apenas cerca de 4% da luz solar que chega à Terra. “Por isso, não se tem aquele azul forte e bonito que vemos aqui”, explica Burridge.          Em outros planetas, o cenário é completamente diferente.
    Marte tem uma atmosfera fina, o que faz com que a dispersão de Rayleigh ocorra de forma limitada. Em vez disso, as numerosas partículas de poeira, maiores do que o nitrogênio e o oxigênio presentes na atmosfera terrestre, espalham a luz de outra maneira.
    Esse fenômeno é chamado de “espalhamento Mie” e resulta em um céu avermelhado ou amarelado, com pores de sol azulados.
    O céu azul que conhecemos hoje é um fenômeno relativamente recente na longa história da Terra.
    Embora não seja possível saber com certeza como era o céu no passado, cientistas estimam que sua cor pode ter variado conforme os gases presentes na atmosfera em cada período.
     Quando a Terra se formou, há cerca de 4,5 bilhões de anos, a sua superfície era em grande parte composta por material fundido. À medida que o planeta esfriou, uma hipótese indica que a atmosfera primitiva era formada principalmente por gases liberados por erupções vulcânicas e outras atividades geológicas — como dióxido de carbono e nitrogênio, além de pequenas quantidades de metano, com pouquíssimo oxigênio presente.
    Com o tempo, a vida surgiu na forma de bactérias ancestrais, que passaram a liberar grandes quantidades de metano na atmosfera. A luz solar que incidia sobre esse metano o transformava em compostos orgânicos mais complexos, formando névoas alaranjadas no céu, semelhantes à poluição atmosférica.
    Uma mudança significativa ocorreu há cerca de 2,4 bilhões de anos, durante o chamado “Grande Evento da Oxidação”, quando os organismos primitivos conhecidos como cianobactérias passaram a realizar fotossíntese, convertendo a luz solar em energia e liberando grandes quantidades de oxigênio.
    O oxigênio começou a se acumular em níveis relevantes na atmosfera, eliminando gradualmente as névoas de metano. Com a consolidação de uma atmosfera semelhante à atual, o céu passou a apresentar a coloração azul observada hoje.
[...]

Fonte: HEATHWOOD, Catherine. Não foi sempre azul: como a cor do céu mudou 'dramaticamente' no planeta Terra. BBC News Brasil, 2026. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckg125pxgq0o. Acesso em: 13 maio 2026.
Assinale a alternativa que aponta CORRETAMENTE o objetivo central do Texto 01.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: CPCON Órgão: UEPB Prova: CPCON - 2026 - UEPB - Almoxarife |
Q4088172 Português
Leia o Texto 01 para responder à questão.

Texto 01 - Não foi sempre azul: como a cor do céu mudou ‘dramaticamente’ no planeta Terra


Catherine Heathwood
BBC World Service - 19 fevereiro de 2026

    A maioria das pessoas acha que o céu azul é algo garantido. Mas essa cor já pode ter sido bem diferente ao longo da história da Terra, e cientistas dizem que ela pode mudar outra vez.
     Existem dois fatores principais que fazem o céu parecer azul durante o dia, segundo Finn Burridge, divulgador científico do Observatório Real de Greenwich (Reino Unido).
    “O primeiro é o Sol”, explica. “A luz solar normal é branca, o que significa que contém todas as cores do arco-íris: vermelhos, amarelos, verdes e azuis.”
     O segundo fator é a  composição da atmosfera. O céu contém enormes quantidades de partículas minúsculas, como nitrogênio, além de oxigênio e vapor d'água, que espalham a luz em todas as direções, afirma Burridge.
    A luz azul tem comprimento de onda menor do que a maioria das outras cores e é mais dispersada, preenchendo o céu com essa tonalidade.
    Esse processo é conhecido como dispersão de Rayleigh, em referência a Lord Rayleigh (1842–1919), físico britânico que desenvolveu a teoria na década de 1870.
    Ao nascer e ao pôr do Sol, a luz solar precisa atravessar uma porção muito maior da atmosfera, porque o Sol está mais baixo no horizonte.
    A luz azul é então dispersada com tanta intensidade que é desviada para longe de nós. Restam os tons de vermelho e laranja, menos dispersados, que alcançam nossos olhos e produzem os céus que vemos.
    O céu azul brilhante da Terra é único no Sistema Solar, afirma Burridge, do Observatório Real de Greenwich.
    Embora alguns planetas, como Júpiter, sejam considerados como tendo uma camada superior levemente azulada semelhante à da Terra, a tonalidade é muito menos intensa.
    Por estar mais distante do Sol, Júpiter recebe apenas cerca de 4% da luz solar que chega à Terra. “Por isso, não se tem aquele azul forte e bonito que vemos aqui”, explica Burridge.          Em outros planetas, o cenário é completamente diferente.
    Marte tem uma atmosfera fina, o que faz com que a dispersão de Rayleigh ocorra de forma limitada. Em vez disso, as numerosas partículas de poeira, maiores do que o nitrogênio e o oxigênio presentes na atmosfera terrestre, espalham a luz de outra maneira.
    Esse fenômeno é chamado de “espalhamento Mie” e resulta em um céu avermelhado ou amarelado, com pores de sol azulados.
    O céu azul que conhecemos hoje é um fenômeno relativamente recente na longa história da Terra.
    Embora não seja possível saber com certeza como era o céu no passado, cientistas estimam que sua cor pode ter variado conforme os gases presentes na atmosfera em cada período.
     Quando a Terra se formou, há cerca de 4,5 bilhões de anos, a sua superfície era em grande parte composta por material fundido. À medida que o planeta esfriou, uma hipótese indica que a atmosfera primitiva era formada principalmente por gases liberados por erupções vulcânicas e outras atividades geológicas — como dióxido de carbono e nitrogênio, além de pequenas quantidades de metano, com pouquíssimo oxigênio presente.
    Com o tempo, a vida surgiu na forma de bactérias ancestrais, que passaram a liberar grandes quantidades de metano na atmosfera. A luz solar que incidia sobre esse metano o transformava em compostos orgânicos mais complexos, formando névoas alaranjadas no céu, semelhantes à poluição atmosférica.
    Uma mudança significativa ocorreu há cerca de 2,4 bilhões de anos, durante o chamado “Grande Evento da Oxidação”, quando os organismos primitivos conhecidos como cianobactérias passaram a realizar fotossíntese, convertendo a luz solar em energia e liberando grandes quantidades de oxigênio.
    O oxigênio começou a se acumular em níveis relevantes na atmosfera, eliminando gradualmente as névoas de metano. Com a consolidação de uma atmosfera semelhante à atual, o céu passou a apresentar a coloração azul observada hoje.
[...]

Fonte: HEATHWOOD, Catherine. Não foi sempre azul: como a cor do céu mudou 'dramaticamente' no planeta Terra. BBC News Brasil, 2026. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckg125pxgq0o. Acesso em: 13 maio 2026.
Analise as assertivas abaixo.

I- Um dos fatores atrelados à tonalidade azul do céu é a dispersão da luz solar na atmosfera terrestre.
II- É comum vermos o céu intensamente azul durante o nascer do Sol.
III- O céu de Marte costuma ser avermelhado ou amarelado.
IV- Cientistas afirmam que, certamente, em curto prazo, a cor do céu mudará outra vez.

É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4082913 Português
Texto CB2A1

        Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), aproximadamente 60% do total de mortes relatadas no mundo e 46% da carga global de doenças foram atribuídos às doenças crônicas não transmissíveis em 2001. Projeções da OMS para 2020 apontavam que essas doenças responderiam por 58% da carga global de doenças no mundo. Peritos em dieta, nutrição e prevenção de doenças crônicas reconhecem que, embora mais pesquisas sejam ainda necessárias para elucidar alguns mecanismos da relação entre componentes da dieta e desenvolvimento dessas doenças, a atual evidência científica disponível oferece forte comprovação do papel da dieta na prevenção e no controle da morbidade atribuída às doenças crônicas não transmissíveis. Comportamentos alimentares podem não somente influenciar o estado de saúde presente, como também determinar se mais tarde em sua vida o indivíduo irá desenvolver ou não alguma doença como câncer, doenças cardiovasculares e diabetes.

        O consumo insuficiente de frutas, legumes e verduras está entre os dez principais fatores de risco para a carga total global de doença em todo o mundo. Esses alimentos são importantes na composição de uma dieta saudável, pois são fontes de micronutrientes, fibras e de outros componentes com propriedades funcionais. Ademais, frutas e hortaliças têm baixa densidade energética, isto é, poucas calorias em relação ao volume do alimento consumido, o que favorece a manutenção saudável do peso corporal.

        Um estudo sobre a distribuição e a evolução da disponibilidade domiciliar de alimentos no Brasil entre os anos de 1974 e 2003 verificou que frutas e hortaliças correspondiam a apenas 2,3% das calorias totais da dieta, ou seja, a aproximadamente um terço do recomendado pela OMS. Constatou-se, ainda, que, atualmente, menos da metade dos indivíduos no Brasil consome frutas diariamente e menos de um terço da população relata o consumo diário de hortaliças.

        No campo das políticas de alimentação e nutrição, a promoção do consumo de frutas, legumes e verduras ocupa posição de destaque entre as diretrizes de promoção de alimentação saudável. A Estratégia Global sobre Alimentação Saudável, Atividade Física e Saúde, elaborada pela OMS, recomenda o aumento do consumo de frutas, legumes e verduras entre as recomendações para prevenção de doenças crônicas. No cenário nacional, o Ministério da Saúde do Brasil recomenda o consumo diário de três porções de frutas e três porções de legumes e verduras em seu Guia Alimentar, enfatizando a importância de variar o consumo desses alimentos nas refeições ao longo da semana.

        Para orientar e encorajar a implementação de políticas públicas para o aumento da frequência de consumo de frutas, legumes e verduras, é preciso conhecer não somente a frequência de consumo da população, mas também os fatores associados ao seu consumo.

Internet:<https://www.scielo.br>  (com adaptações). 

Julgue o item a seguir, relativo a aspectos linguísticos e ao vocabulário do texto CB2A1. 


O último parágrafo do texto poderia ser reescrito, sem prejuízo da correção gramatical e da coerência das ideias do texto, da seguinte forma: Para que se possa orientar e encorajar a implementação de políticas públicas voltadas ao aumento da frequência de consumo de frutas, legumes e verduras, é necessário que se conheçam a frequência de consumo da população e os fatores associados ao seu consumo.

Alternativas
Q4082911 Português
Texto CB2A1

        Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), aproximadamente 60% do total de mortes relatadas no mundo e 46% da carga global de doenças foram atribuídos às doenças crônicas não transmissíveis em 2001. Projeções da OMS para 2020 apontavam que essas doenças responderiam por 58% da carga global de doenças no mundo. Peritos em dieta, nutrição e prevenção de doenças crônicas reconhecem que, embora mais pesquisas sejam ainda necessárias para elucidar alguns mecanismos da relação entre componentes da dieta e desenvolvimento dessas doenças, a atual evidência científica disponível oferece forte comprovação do papel da dieta na prevenção e no controle da morbidade atribuída às doenças crônicas não transmissíveis. Comportamentos alimentares podem não somente influenciar o estado de saúde presente, como também determinar se mais tarde em sua vida o indivíduo irá desenvolver ou não alguma doença como câncer, doenças cardiovasculares e diabetes.

        O consumo insuficiente de frutas, legumes e verduras está entre os dez principais fatores de risco para a carga total global de doença em todo o mundo. Esses alimentos são importantes na composição de uma dieta saudável, pois são fontes de micronutrientes, fibras e de outros componentes com propriedades funcionais. Ademais, frutas e hortaliças têm baixa densidade energética, isto é, poucas calorias em relação ao volume do alimento consumido, o que favorece a manutenção saudável do peso corporal.

        Um estudo sobre a distribuição e a evolução da disponibilidade domiciliar de alimentos no Brasil entre os anos de 1974 e 2003 verificou que frutas e hortaliças correspondiam a apenas 2,3% das calorias totais da dieta, ou seja, a aproximadamente um terço do recomendado pela OMS. Constatou-se, ainda, que, atualmente, menos da metade dos indivíduos no Brasil consome frutas diariamente e menos de um terço da população relata o consumo diário de hortaliças.

        No campo das políticas de alimentação e nutrição, a promoção do consumo de frutas, legumes e verduras ocupa posição de destaque entre as diretrizes de promoção de alimentação saudável. A Estratégia Global sobre Alimentação Saudável, Atividade Física e Saúde, elaborada pela OMS, recomenda o aumento do consumo de frutas, legumes e verduras entre as recomendações para prevenção de doenças crônicas. No cenário nacional, o Ministério da Saúde do Brasil recomenda o consumo diário de três porções de frutas e três porções de legumes e verduras em seu Guia Alimentar, enfatizando a importância de variar o consumo desses alimentos nas refeições ao longo da semana.

        Para orientar e encorajar a implementação de políticas públicas para o aumento da frequência de consumo de frutas, legumes e verduras, é preciso conhecer não somente a frequência de consumo da população, mas também os fatores associados ao seu consumo.

Internet:<https://www.scielo.br>  (com adaptações). 

Julgue o item a seguir, relativo a aspectos linguísticos e ao vocabulário do texto CB2A1. 


Na oração "o Ministério da Saúde do Brasil recomenda o consumo diário de três porções de frutas e três porções de legumes e verduras em seu Guia Alimentar" (quarto parágrafo), o segmento "o Ministério da Saúde do Brasil" funciona como sujeito.

Alternativas
Q4082910 Português
Texto CB2A1

        Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), aproximadamente 60% do total de mortes relatadas no mundo e 46% da carga global de doenças foram atribuídos às doenças crônicas não transmissíveis em 2001. Projeções da OMS para 2020 apontavam que essas doenças responderiam por 58% da carga global de doenças no mundo. Peritos em dieta, nutrição e prevenção de doenças crônicas reconhecem que, embora mais pesquisas sejam ainda necessárias para elucidar alguns mecanismos da relação entre componentes da dieta e desenvolvimento dessas doenças, a atual evidência científica disponível oferece forte comprovação do papel da dieta na prevenção e no controle da morbidade atribuída às doenças crônicas não transmissíveis. Comportamentos alimentares podem não somente influenciar o estado de saúde presente, como também determinar se mais tarde em sua vida o indivíduo irá desenvolver ou não alguma doença como câncer, doenças cardiovasculares e diabetes.

        O consumo insuficiente de frutas, legumes e verduras está entre os dez principais fatores de risco para a carga total global de doença em todo o mundo. Esses alimentos são importantes na composição de uma dieta saudável, pois são fontes de micronutrientes, fibras e de outros componentes com propriedades funcionais. Ademais, frutas e hortaliças têm baixa densidade energética, isto é, poucas calorias em relação ao volume do alimento consumido, o que favorece a manutenção saudável do peso corporal.

        Um estudo sobre a distribuição e a evolução da disponibilidade domiciliar de alimentos no Brasil entre os anos de 1974 e 2003 verificou que frutas e hortaliças correspondiam a apenas 2,3% das calorias totais da dieta, ou seja, a aproximadamente um terço do recomendado pela OMS. Constatou-se, ainda, que, atualmente, menos da metade dos indivíduos no Brasil consome frutas diariamente e menos de um terço da população relata o consumo diário de hortaliças.

        No campo das políticas de alimentação e nutrição, a promoção do consumo de frutas, legumes e verduras ocupa posição de destaque entre as diretrizes de promoção de alimentação saudável. A Estratégia Global sobre Alimentação Saudável, Atividade Física e Saúde, elaborada pela OMS, recomenda o aumento do consumo de frutas, legumes e verduras entre as recomendações para prevenção de doenças crônicas. No cenário nacional, o Ministério da Saúde do Brasil recomenda o consumo diário de três porções de frutas e três porções de legumes e verduras em seu Guia Alimentar, enfatizando a importância de variar o consumo desses alimentos nas refeições ao longo da semana.

        Para orientar e encorajar a implementação de políticas públicas para o aumento da frequência de consumo de frutas, legumes e verduras, é preciso conhecer não somente a frequência de consumo da população, mas também os fatores associados ao seu consumo.

Internet:<https://www.scielo.br>  (com adaptações). 

Julgue o item a seguir, relativo a aspectos linguísticos e ao vocabulário do texto CB2A1. 


O último período do primeiro parágrafo poderia ser reescrito, preservando-se as relações sintáticas e as ideias originais do texto, da seguinte forma: Comportamentos alimentares não podem influenciar somente o estado de saúde presente, mas também determinar se, na velhice, o indivíduo desenvolverá ou uma doença como câncer, ou doenças cardiovasculares e diabetes.

Alternativas
Q4082909 Português
Texto CB2A1

        Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), aproximadamente 60% do total de mortes relatadas no mundo e 46% da carga global de doenças foram atribuídos às doenças crônicas não transmissíveis em 2001. Projeções da OMS para 2020 apontavam que essas doenças responderiam por 58% da carga global de doenças no mundo. Peritos em dieta, nutrição e prevenção de doenças crônicas reconhecem que, embora mais pesquisas sejam ainda necessárias para elucidar alguns mecanismos da relação entre componentes da dieta e desenvolvimento dessas doenças, a atual evidência científica disponível oferece forte comprovação do papel da dieta na prevenção e no controle da morbidade atribuída às doenças crônicas não transmissíveis. Comportamentos alimentares podem não somente influenciar o estado de saúde presente, como também determinar se mais tarde em sua vida o indivíduo irá desenvolver ou não alguma doença como câncer, doenças cardiovasculares e diabetes.

        O consumo insuficiente de frutas, legumes e verduras está entre os dez principais fatores de risco para a carga total global de doença em todo o mundo. Esses alimentos são importantes na composição de uma dieta saudável, pois são fontes de micronutrientes, fibras e de outros componentes com propriedades funcionais. Ademais, frutas e hortaliças têm baixa densidade energética, isto é, poucas calorias em relação ao volume do alimento consumido, o que favorece a manutenção saudável do peso corporal.

        Um estudo sobre a distribuição e a evolução da disponibilidade domiciliar de alimentos no Brasil entre os anos de 1974 e 2003 verificou que frutas e hortaliças correspondiam a apenas 2,3% das calorias totais da dieta, ou seja, a aproximadamente um terço do recomendado pela OMS. Constatou-se, ainda, que, atualmente, menos da metade dos indivíduos no Brasil consome frutas diariamente e menos de um terço da população relata o consumo diário de hortaliças.

        No campo das políticas de alimentação e nutrição, a promoção do consumo de frutas, legumes e verduras ocupa posição de destaque entre as diretrizes de promoção de alimentação saudável. A Estratégia Global sobre Alimentação Saudável, Atividade Física e Saúde, elaborada pela OMS, recomenda o aumento do consumo de frutas, legumes e verduras entre as recomendações para prevenção de doenças crônicas. No cenário nacional, o Ministério da Saúde do Brasil recomenda o consumo diário de três porções de frutas e três porções de legumes e verduras em seu Guia Alimentar, enfatizando a importância de variar o consumo desses alimentos nas refeições ao longo da semana.

        Para orientar e encorajar a implementação de políticas públicas para o aumento da frequência de consumo de frutas, legumes e verduras, é preciso conhecer não somente a frequência de consumo da população, mas também os fatores associados ao seu consumo.

Internet:<https://www.scielo.br>  (com adaptações). 

Julgue o item a seguir, relativo a aspectos linguísticos e ao vocabulário do texto CB2A1. 


No primeiro parágrafo, a oração "embora mais pesquisas sejam ainda necessárias para elucidar alguns mecanismos da relação entre componentes da dieta e desenvolvimento dessas doenças" expressa circunstância de concessão. 

Alternativas
Q4082907 Português
Texto CB2A1

        Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), aproximadamente 60% do total de mortes relatadas no mundo e 46% da carga global de doenças foram atribuídos às doenças crônicas não transmissíveis em 2001. Projeções da OMS para 2020 apontavam que essas doenças responderiam por 58% da carga global de doenças no mundo. Peritos em dieta, nutrição e prevenção de doenças crônicas reconhecem que, embora mais pesquisas sejam ainda necessárias para elucidar alguns mecanismos da relação entre componentes da dieta e desenvolvimento dessas doenças, a atual evidência científica disponível oferece forte comprovação do papel da dieta na prevenção e no controle da morbidade atribuída às doenças crônicas não transmissíveis. Comportamentos alimentares podem não somente influenciar o estado de saúde presente, como também determinar se mais tarde em sua vida o indivíduo irá desenvolver ou não alguma doença como câncer, doenças cardiovasculares e diabetes.

        O consumo insuficiente de frutas, legumes e verduras está entre os dez principais fatores de risco para a carga total global de doença em todo o mundo. Esses alimentos são importantes na composição de uma dieta saudável, pois são fontes de micronutrientes, fibras e de outros componentes com propriedades funcionais. Ademais, frutas e hortaliças têm baixa densidade energética, isto é, poucas calorias em relação ao volume do alimento consumido, o que favorece a manutenção saudável do peso corporal.

        Um estudo sobre a distribuição e a evolução da disponibilidade domiciliar de alimentos no Brasil entre os anos de 1974 e 2003 verificou que frutas e hortaliças correspondiam a apenas 2,3% das calorias totais da dieta, ou seja, a aproximadamente um terço do recomendado pela OMS. Constatou-se, ainda, que, atualmente, menos da metade dos indivíduos no Brasil consome frutas diariamente e menos de um terço da população relata o consumo diário de hortaliças.

        No campo das políticas de alimentação e nutrição, a promoção do consumo de frutas, legumes e verduras ocupa posição de destaque entre as diretrizes de promoção de alimentação saudável. A Estratégia Global sobre Alimentação Saudável, Atividade Física e Saúde, elaborada pela OMS, recomenda o aumento do consumo de frutas, legumes e verduras entre as recomendações para prevenção de doenças crônicas. No cenário nacional, o Ministério da Saúde do Brasil recomenda o consumo diário de três porções de frutas e três porções de legumes e verduras em seu Guia Alimentar, enfatizando a importância de variar o consumo desses alimentos nas refeições ao longo da semana.

        Para orientar e encorajar a implementação de políticas públicas para o aumento da frequência de consumo de frutas, legumes e verduras, é preciso conhecer não somente a frequência de consumo da população, mas também os fatores associados ao seu consumo.

Internet:<https://www.scielo.br>  (com adaptações). 

Julgue o item a seguir, relativo a aspectos linguísticos e ao vocabulário do texto CB2A1. 


No trecho "Peritos em dieta, nutrição e prevenção de doenças crônicas reconhecem que, embora mais pesquisas sejam ainda necessárias" (primeiro parágrafo), a vírgula empregada após o vocábulo "que" é facultativa. 

Alternativas
Respostas
2001: B
2002: A
2003: D
2004: B
2005: A
2006: B
2007: D
2008: A
2009: B
2010: C
2011: E
2012: D
2013: C
2014: A
2015: E
2016: C
2017: C
2018: E
2019: C
2020: E