Questões de Concurso Sobre fonologia em português

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Q3409710 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda questão:

Baleia sim, mas eu prefiro gente

    Não sei se me comove (mas me inquieta) ver pessoas acorrendo, torcendo, chorando porque uma baleia está encalhada e ameaçada de morrer nas areias de qualquer lugar do mundo.
    Sinto pena pelo sofrimento do bicho, mas sempre imagino se fariam tanto alarido caso houvesse em seu lugar um ser humano.
    Lamento toda a ameaça a qualquer espécie em extinção, embora, olhando a história das espécies, me pareça natural que algumas desapareçam e outras surjam. Se cometo um pecado maior de ignorância, sou afinal apenas uma escritora.
    Sei que não vão me achar muito simpática, mas eu não sou sempre simpática. Aliás, se não gosto de grosseria nem de vulgaridade, também desconfio dos politicamente corretos. Todo fanatismo me assusta.
    Não posso ver bicho sofrendo: sempre curti animais, fui criada com eles. Na casa onde nasci e cresci, em certo momento, na minha remota infância, tive até uma coruja, chamada, sabe Deus por quê, Sebastião: quase branca, aquele olho revirando. Fugiu da enorme gaiola especialmente construída para ela quando apareceu por ali com uma asa quebrada. Assim que ficou curada e conseguiu uma frestinha, escapou. Por muitos dias eu a procurei no topo das árvores, doída de saudade.
    Na ilhota no mínimo lago no fundo do terreno, viveu a certa altura um casal de veadinhos, presente de um fazendeiro amigo de meu pai. (Os fanáticos vão considerar isso grande crueldade.) Um dos bichinhos também fugiu, o outro morreu pouco depois. Segundo o jardineiro, morreu de saudade do fujão: primeira visão infantil de um amor romeu-e-julieta.
    Tive uma gata chamada Adelaide, nome da sofredora personagem de uma novela de rádio que fazia suspirar minha avó, e que meu irmão pequeno matou (a gata), nunca entendi como: uma das primeiras tragédias de que tive conhecimento.
    De modo que animais fazem parte de minha história, com muitas aventuras, divertimento, e alguma emoção.
    Mas vamos às baleias e golfinhos encalhados: pessoas torcem as mãos, chegam máquinas variadas para içar os bichos, aplicam-se lençóis molhados, abrem-se manchetes em jornais, televisões comentam tudo em horário nobre. O público, presente ou em casa, acompanha como se fosse alguém da família, e quando o fim chega, é lamentado quase com pêsames e oração.
    Confesso que não consigo me comover da mesma forma: pouca sensibilidade? Não creiam, mesmo os que não me apreciam, não creiam nisso.
    Não é que eu ache que sofrimento de animal não valha a pena, a solidariedade, o dinheiro. Mas eu preferia que tudo isso fosse gasto com eles depois de não haver mais nenhuma criança sofrendo, abandonada ou explorada, enfiando a cara no vidro de meu carro para pedir dinheiro, nenhum adolescente morrendo drogado na calçada, uma família morando embaixo da ponte no inverno aqui do Sul.
        [...]

Autora: Lya Luft (adaptado).
Dos vocábulos abaixo, é acentuado por apresentar uma vogal tônica em um hiato:  
Alternativas
Q3409707 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda questão:

Baleia sim, mas eu prefiro gente

    Não sei se me comove (mas me inquieta) ver pessoas acorrendo, torcendo, chorando porque uma baleia está encalhada e ameaçada de morrer nas areias de qualquer lugar do mundo.
    Sinto pena pelo sofrimento do bicho, mas sempre imagino se fariam tanto alarido caso houvesse em seu lugar um ser humano.
    Lamento toda a ameaça a qualquer espécie em extinção, embora, olhando a história das espécies, me pareça natural que algumas desapareçam e outras surjam. Se cometo um pecado maior de ignorância, sou afinal apenas uma escritora.
    Sei que não vão me achar muito simpática, mas eu não sou sempre simpática. Aliás, se não gosto de grosseria nem de vulgaridade, também desconfio dos politicamente corretos. Todo fanatismo me assusta.
    Não posso ver bicho sofrendo: sempre curti animais, fui criada com eles. Na casa onde nasci e cresci, em certo momento, na minha remota infância, tive até uma coruja, chamada, sabe Deus por quê, Sebastião: quase branca, aquele olho revirando. Fugiu da enorme gaiola especialmente construída para ela quando apareceu por ali com uma asa quebrada. Assim que ficou curada e conseguiu uma frestinha, escapou. Por muitos dias eu a procurei no topo das árvores, doída de saudade.
    Na ilhota no mínimo lago no fundo do terreno, viveu a certa altura um casal de veadinhos, presente de um fazendeiro amigo de meu pai. (Os fanáticos vão considerar isso grande crueldade.) Um dos bichinhos também fugiu, o outro morreu pouco depois. Segundo o jardineiro, morreu de saudade do fujão: primeira visão infantil de um amor romeu-e-julieta.
    Tive uma gata chamada Adelaide, nome da sofredora personagem de uma novela de rádio que fazia suspirar minha avó, e que meu irmão pequeno matou (a gata), nunca entendi como: uma das primeiras tragédias de que tive conhecimento.
    De modo que animais fazem parte de minha história, com muitas aventuras, divertimento, e alguma emoção.
    Mas vamos às baleias e golfinhos encalhados: pessoas torcem as mãos, chegam máquinas variadas para içar os bichos, aplicam-se lençóis molhados, abrem-se manchetes em jornais, televisões comentam tudo em horário nobre. O público, presente ou em casa, acompanha como se fosse alguém da família, e quando o fim chega, é lamentado quase com pêsames e oração.
    Confesso que não consigo me comover da mesma forma: pouca sensibilidade? Não creiam, mesmo os que não me apreciam, não creiam nisso.
    Não é que eu ache que sofrimento de animal não valha a pena, a solidariedade, o dinheiro. Mas eu preferia que tudo isso fosse gasto com eles depois de não haver mais nenhuma criança sofrendo, abandonada ou explorada, enfiando a cara no vidro de meu carro para pedir dinheiro, nenhum adolescente morrendo drogado na calçada, uma família morando embaixo da ponte no inverno aqui do Sul.
        [...]

Autora: Lya Luft (adaptado).

Com relação ao número de fonemas de vocábulos do texto, correlacione as colunas, corretamente, os itens com os parênteses.


Imagem associada para resolução da questão


A sequência que preenche, CORRETA e respectivamente, os parênteses é:

Alternativas
Q3407396 Português

Observe a imagem para resolver a questão. 



Imagem associada para resolução da questão



Constata-se, no aviso, uma falha de escrita ocasionada pela não isomorfia dos componentes formais do sistema fonológico (fonema) em relação ao componentes formais do sistema gráfico (grafema). Além disso, tal falha mostra se bem compreendida pelo fato de a pronúncia de almoçar, (e outras palavras grafadas com a primeira sílaba ‘al-’: alpendre, alfajor, almofada, alface etc.) ser semelhante a de várias outras realizações escritas construídas com preposição+verbo no infinitivo (ao falar, ao mimar, ao cair, ao mofar). Portanto, entende-se que a realização escrita, vista na imagem, pode ter ocorrido devido à assimilação da pronúncia de construções com preposição+verbo no infinitivo já internalizada pelo falante, o qual, desconhecendo as convenções de escrita, comete uma hiper-correção. Todos abaixo são exemplos de realizações escritas com falhas ocasionadas pelo mesmo motivo descrito acima, EXCETO: 

Alternativas
Q3407395 Português
Segundo Bisol (2013), a harmonização vocálica é “Identificada como um processo de assimilação regressiva, tem por gatilho uma vogal alta, por alvo as vogais médias e por efeito maior domínio da vogal alta dentro de uma palavra. Não sendo uma regra de aplicação categórica, a maioria dos estudos apoia-se no modelo laboviano, oferecendo uma descrição minuciosa da regra. Diante disso, passemos, agora, a observá-la sob outra ótica, a de seus efeitos, os quais podem ser de duas ordens: total, a exemplo de [peɾi’ɡʊ]>[piɾiɡʊ] e parcial, a exemplo de [fɛlis]>[felis].[...]”. A partir das considerações feitas pela autora sobre a harmonização vocálica, pode-se compreender, então, que inúmeras ocorrências de falhas nas realizações escritas de alunos dos anos finais do ensino fundamental, devem-se a esse fenômeno linguístico. Sabendo disso, análise as realizações escritas nas alternativas e assinale a que NÃO corresponde a um fenômeno de harmonização vocálica:
Alternativas
Q3405501 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



As Viagens de Marco Polo: a verdadeira história do livro do século XIV



É possível confiar em um homem que afirma ter visto um unicórnio na ilha de Sumatra, na Indonésia?


Esta e outras questões igualmente válidas lançam dúvidas sobre a confiabilidade dos relatos de Marco Polo (1254-1324), desde que o livro As Viagens de Marco Polo se tornou um best-seller, no século XIV.


A obra foi traduzida para dezenas de idiomas, copiada à mão em incontáveis manuscritos e era disponível em qualquer local sofisticado da Europa.


O livro de Marco Polo é o primeiro relato europeu sobre a Rota da Seda. Suas histórias são repletas de maravilhas, especiarias, ouro e pedras preciosas.


Elas também descrevem hábitos extravagantes e fascinantes estratégias de guerra. Tudo isso faz com que a leitura do relato de viagem seja um verdadeiro prazer — mas também, em parte, algo "difícil de acreditar", como observou um copista particularmente escrupuloso ao lado da sua cópia.


Mas não é preciso ser tão cético. Atualmente, setecentos anos após a morte de Marco Polo, no dia 8 de janeiro de 1324, podemos dizer com bastante certeza de que o famoso comerciante, explorador, escritor e antropólogo autodidata veneziano, de fato, viu um unicórnio — ou, pelo menos, não teria mentido a respeito.


"Veneza era a Nova York do mundo da época", segundo o historiador italiano Pieralvise Zorzi. Sua família tem raízes que remontam aos tempos de Marco Polo e mais além.


A cidade era uma metrópole multicultural e receptiva — um centro comercial vibrante que conectava o Ocidente ao Oriente e onde a única religião verdadeira era o comércio. E a família Polo se destacou nesta atividade.


O pai de Marco Polo, Niccolò, e seu tio, Matteo, tinham um palácio muito próximo onde hoje fica o apartamento de Zorzi no Grande Canal de Veneza.


Eles também mantinham escritórios em Istambul, na Turquia, mas sua perspicácia os levou a fechá-los pouco antes que os gregos tomassem a cidade e expulsassem os venezianos.


Niccolò e Matteo Polo venderam tudo na hora certa e saíram para o Oriente, em busca de novos mercados. Eles comercializaram seda, especiarias, pedras preciosas e a cobiçada glândula de um pequeno animal, o veado-almiscareiro, usada no preparo de perfumes.


Eles voltaram a Veneza depois de alguns anos e, na sua segunda viagem à China, em 1271, levaram Marco Polo, então com dezessete anos de idade.


Segundo o relato de Marco Polo, eles viajaram por três anos ao longo da Rota da Seda, a partir de Israel. Eles cruzaram o Oriente Médio e boa parte da Ásia Central, até a corte do imperador mongol Kublai Khan, neto de Gengis Khan, em Pequim, na China.


Os viajantes passaram cerca de vinte anos na China, negociando e trabalhando como uma espécie de embaixadores do governo local.


A família Polo voltou à Europa via Sumatra e ilhas Andaman, no Oceano Índico. Eles contornaram a Índia pelo mar até chegar ao Iêmen, Istambul e, finalmente, Veneza.


Quando os três comerciantes chegaram, Marco Polo estava na casa dos quarenta anos. A lenda conta que, quando eles bateram à porta do seu palácio, o servo perguntou quem era e eles responderam: os donos.


Mas, um ano depois, Marco Polo foi preso. Ele foi capturado pelos genoveses em uma das batalhas entre as cidades marítimas rivais de Veneza e Gênova.


Na prisão, ele teve a sorte de conhecer o escritor e editor Rustichello de Pisa, que percebeu o potencial literário do relato de Marco Polo sobre um mundo que, na época, era bastante desconhecido dos europeus. Eles, então, escreveram a história.


O livro foi um sucesso. O texto era tão envolvente que foi copiado inúmeras vezes e traduzido para diversos idiomas.


E quanto ao unicórnio?


Marco Polo explicou que seu chifre é grosso e preto. Sua cabeça parece a de um javali selvagem, ele está sempre olhando para baixo e adora a lama.


"Ele é muito feio e não se parece em nada com o que imaginamos, nem com uma criatura que pudesse ser embalada por uma mulher virgem, pelo contrário", escreveu ele.


Marco Polo realmente viu esse animal. Era o que hoje chamamos de rinoceronte.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c8v2zrnqpe4o. Adaptado.

"Veneza era a Nova York do mundo da época", segundo o historiador italiano Zorzi. Sua família tem raízes que remontam aos tempos de Marco Polo e mais além.
De acordo com as regras de acentuação, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3404327 Português
Luiz Carlos Cagliari nasceu em Campinas, em julho de 1945, é um linguista brasileiro que teve uma vida inteira dedicada à escola, dentre diversas áreas que o mesmo esteve envolvido, uma delas é destaque, à qual dedicaria a maior parte de sua produção acadêmica.
Fonte: MASSINI-CAGLIARI, Gladis. Luiz Carlos Cagliari: uma Vida Inteira Dedicada à Escola. Impressões de uma Espectadora não-isenta. Estudos da Língua (gem), v. 3, n. 1, p. 11-23, 2006.
Qual seria essa área?
Alternativas
Q3404080 Português

Leia a charge a seguir para responder à questão. 



Observe o grupo de palavras no seguinte quadro: 


Imagem associada para resolução da questão



A divisão silábica dessas palavras está correta em: 

Alternativas
Q3403977 Português

INSTRUÇÃO: Leia o texto I para responder à questão.


TEXTO I


A roda da escravidão da felicidade virtual





Na era digital, as redes sociais tornaram-se o palco onde muitos de nós encenam nossas vidas, dançando ao ritmo das curtidas e validações virtuais. Contudo, por trás da fachada de felicidade e sucesso, a roda da escravidão moderna está em pleno movimento, aprisionando muitos em uma busca incessante por uma validação que muitas vezes é ilusória.


Ao explorar as vidas aparentemente perfeitas que permeiam nossos feeds, é fácil cair na armadilha da comparação. A tirania dos valores “exibidos” nas redes sociais impõe padrões inatingíveis, criando uma ilusão de felicidade que obscurece a realidade complexa e multifacetada da experiência humana.


A busca incessante pela validação virtual cria uma dinâmica paradoxal. A roda da escravidão digital gira, e indivíduos se encontram cada vez mais distantes de suas próprias verdades, submersos na ilusão de que a aceitação on-line equivale à validação pessoal. O preço pago por essa busca desenfreada é a perda da percepção de individualidade; à medida que nos moldamos para atender a padrões externos, muitas vezes em detrimento de nossa autenticidade, perdemos nossa verdadeira essência.


A sociedade contemporânea – marcada pela constante exposição nas redes sociais – propaga essa narrativa de sucesso e felicidade que muitas vezes é desconectada da realidade. A pressão para “parecer feliz, parecer bem-sucedido” alimenta essa roda da ilusão, levando à exaustão emocional e à deterioração da saúde mental.


A reinvenção necessária não reside na perpetuação dessa farsa digital, mas na redescoberta da verdadeira autenticidade. É hora de desconectar-se da tirania da validação virtual e reconectar-se consigo mesmo. Ao invés de se perder nas imagens retocadas e narrativas cuidadosamente construídas, busque a essência de sua própria jornada.


Reverter esse ciclo demanda consciência, aceitação, ações conscientes para cultivar uma presença digital que reflita a verdadeira complexidade e autenticidade da experiência humana, promovendo a valorização do indivíduo para além das métricas virtuais.


Para se libertar, é necessário buscar o autoconhecimento. Ao explorar as dinâmicas familiares, sociais e culturais que moldam nossas crenças e comportamentos, é possível desatar as correntes invisíveis desta roda da escravidão digital. Através do autodesenvolvimento, é possível reconectar-se consigo mesmo.


Nas palavras de Carl Jung, “quem olha para fora sonha, quem olha para dentro acorda”. A jornada interior nos desperta para a verdadeira essência, permitindo-nos desafiar padrões prejudiciais e construir uma narrativa pessoal mais autêntica, tornando-nos livres e felizes.



ARAGÃO, Alessandra. A roda da escravidão da felicidade virtual. Estado de Minas, 21 dez. 2023 (adaptado).

Releia o trecho do texto I a seguir.

“[...] para cultivar uma presença digital que reflita a verdadeira complexidade e autenticidade da experiência humana, promovendo a valorização do indivíduo para além das métricas virtuais.”

Sobre os aspectos fonéticos e ortográficos, analise as afirmativas a seguir.

I. As palavras “indivíduo” e “métricas” são proparoxítonas, com acentuação tônica na antepenúltima sílaba.
II. Os termos “uma”, “do” e “que” são monossílabos átonos proferidos de forma fraca e nunca são acentuados.
III. Os substantivos “autenticidade” e “complexidade” foram escritos incorretamente devido a erros de digitação.


Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
Alternativas
Q3403941 Português

INSTRUÇÃO: Leia o texto I a seguir para responder à questão.



TEXTO I


A palavra ‹rizz› não tem ‹rizz›



Quando, esta semana, se soube que a Universidade de Oxford tinha escolhido «rizz» como palavra do ano, lembrei-me que, no mês passado, a Universidade de Cambridge tinha escolhido “hallucinate”.


De acordo com as notícias, ‘rizz’ representa uma forma abreviada da palavra carisma. Ao que parece, é o modo como uma determinada geração define a inquestionável capacidade de atrair ou seduzir alguém.


Se uma pessoa se torna particularmente sedutora, essa pessoa tem rizz. Mas hallucinate refere-se ao momento em que um dispositivo de inteligência artificial produz informação falsa. Dele se diz então que alucinou.


É possível que rizz seja produto de uma alucinação. Talvez Oxford tenha pedido ao ChatGPT que escolhesse a palavra do ano e ele tenha alucinado. De acordo com a Wikipédia, a palavra rizz foi cunhada por Kai Cenat, youtuber e streamer do Twitch, em maio de 2021. E este mesmo prestigiado lexicógrafo disse que, ao contrário do que os jornais dizem, rizz não é uma abreviatura de carisma.


É apenas um conjunto de sons que ele inventou em 2021. Ora, não sei que meios frequenta quem, em Oxford, escolhe a palavra do ano, mas eu nunca ouvi ninguém a articulá-la. E devo confessar, sob pena de condenarem o meu reacionarismo linguístico, que jamais usei nem tenho intenção de alguma vez vir a usar a palavra rizz. 


Curiosamente, a palavra que indica a habilidade de seduzir não me seduz. Concebo a ideia de recorrer a palavras inventadas em 2021 pra referir coisas inventadas em 2021 que ainda não tinham termo que as designasse, mas não vejo a utilidade de usar vocábulos inventados por youtubers pra designar o que sempre existiu.


Os responsáveis pelo dicionário de Oxford parecem aquele tio que, sendo já uma pessoa de meia-idade, mantém a vontade de ser jovem e, por isso, dedica-se a reproduzir o linguajar dos jovens.


Não funciona, não só porque o tio já não é jovem, mas também porque o linguajar dos jovens, ironicamente, envelhece muito depressa. As palavras usadas pelos jovens hoje ficam velhas ou morrem já amanhã.


Sei disso porque agora já ninguém usa as palavras com que eu me exprimia quando era jovem – nem eu. Em resumo, não há nada que tenha menos rizz do que alguém que está desvairado, desesperadamente a tentar ter rizz.



PEREIRA, Ricardo Araújo. A palavra ‘rizz’ não tem ‘rizz’. Folha de S.Paulo, Ilustrada, 17 dez. 2023, p. C8 (adaptado).

Releia o trecho do texto I a seguir.



“De acordo com as notícias, ‘rizz’ representa uma forma abreviada da palavra carisma. Ao que parece, é o modo como uma determinada geração define a inquestionável capacidade de atrair ou seduzir alguém.”


Considerando o trecho do texto I apresentado, complete corretamente as lacunas do texto a seguir.


Em relação ao uso da Língua Portuguesa em sua modalidade padrão, observa-se que a palavra __________ é acentuada por ser ______________ terminada em ditongo.


Já a palavra “geração” é uma _____________, pois o til (~) não é um acento, mas um sinal gráfico.


E os termos “é” e “alguém” são acentuados por motivos _____________ .


 Assinale a sequência que preenche correta e respectivamente as lacunas do texto.

Alternativas
Q3403940 Português

INSTRUÇÃO: Leia o texto I a seguir para responder à questão.



TEXTO I


A palavra ‹rizz› não tem ‹rizz›



Quando, esta semana, se soube que a Universidade de Oxford tinha escolhido «rizz» como palavra do ano, lembrei-me que, no mês passado, a Universidade de Cambridge tinha escolhido “hallucinate”.


De acordo com as notícias, ‘rizz’ representa uma forma abreviada da palavra carisma. Ao que parece, é o modo como uma determinada geração define a inquestionável capacidade de atrair ou seduzir alguém.


Se uma pessoa se torna particularmente sedutora, essa pessoa tem rizz. Mas hallucinate refere-se ao momento em que um dispositivo de inteligência artificial produz informação falsa. Dele se diz então que alucinou.


É possível que rizz seja produto de uma alucinação. Talvez Oxford tenha pedido ao ChatGPT que escolhesse a palavra do ano e ele tenha alucinado. De acordo com a Wikipédia, a palavra rizz foi cunhada por Kai Cenat, youtuber e streamer do Twitch, em maio de 2021. E este mesmo prestigiado lexicógrafo disse que, ao contrário do que os jornais dizem, rizz não é uma abreviatura de carisma.


É apenas um conjunto de sons que ele inventou em 2021. Ora, não sei que meios frequenta quem, em Oxford, escolhe a palavra do ano, mas eu nunca ouvi ninguém a articulá-la. E devo confessar, sob pena de condenarem o meu reacionarismo linguístico, que jamais usei nem tenho intenção de alguma vez vir a usar a palavra rizz. 


Curiosamente, a palavra que indica a habilidade de seduzir não me seduz. Concebo a ideia de recorrer a palavras inventadas em 2021 pra referir coisas inventadas em 2021 que ainda não tinham termo que as designasse, mas não vejo a utilidade de usar vocábulos inventados por youtubers pra designar o que sempre existiu.


Os responsáveis pelo dicionário de Oxford parecem aquele tio que, sendo já uma pessoa de meia-idade, mantém a vontade de ser jovem e, por isso, dedica-se a reproduzir o linguajar dos jovens.


Não funciona, não só porque o tio já não é jovem, mas também porque o linguajar dos jovens, ironicamente, envelhece muito depressa. As palavras usadas pelos jovens hoje ficam velhas ou morrem já amanhã.


Sei disso porque agora já ninguém usa as palavras com que eu me exprimia quando era jovem – nem eu. Em resumo, não há nada que tenha menos rizz do que alguém que está desvairado, desesperadamente a tentar ter rizz.



PEREIRA, Ricardo Araújo. A palavra ‘rizz’ não tem ‘rizz’. Folha de S.Paulo, Ilustrada, 17 dez. 2023, p. C8 (adaptado).

Releia o trecho do texto I a seguir.


“Talvez Oxford tenha pedido ao ChatGPT que escolhesse a palavra do ano e ele tenha alucinado. De acordo com a Wikipédia, a palavra rizz foi cunhada por Kai Cenat, youtuber e streamer do Twitch, em maio de 2021.”


Acerca dos aspectos gramaticais, assinale com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas.



( ) As palavras “ele”, “com”, “foi” e “que” se classificam como dissílabas, uma vez que possuem duas sílabas.


( ) A ordem alfabética está adequada em: “acordo – ano – cunhada – maio – pedido – por – rizz – talvez – tenha.


( ) Os substantivos “Oxford”, “Wikipédia” e “Kai Cenat” são escritos com iniciais maiúsculas porque indicam nomes próprios.


( ) A separação silábica do termo “es-co-lhe-sse” está correta, pois, no caso de dígrafos como “ss”, as consoantes permanecem na mesma sílaba.



Assinale a sequência correta.

Alternativas
Q3403910 Português

Leia o texto a seguir.



Imagem associada para resolução da questão


Disponível em: https://br.pinterest.com/pin/397935317053321927/. Acesso em: 27 ago. 2023.



Considerando as regras de separação silábica, assinale a alternativa em que uma palavra do folheto foi separada corretamente


Alternativas
Q3402209 Português
Qual alternativa apresenta, respectivamente, o dígrafo e a classificação do encontro vocálico presentes no vocábulo “exceção”.
Alternativas
Q3402208 Português
Considere a palavra "inconstitucional". Qual é a classificação correta quanto ao número de sílabas e qual a divisão silábica correta?
Alternativas
Q3401970 Português
Considere o excerto a seguir, retirado da página Wikipedia sobre cães, para responder à questão:


“O cão, no Brasil também chamado de cachorro, é um mamífero carnívoro da família dos canídeos, subespécie do lobo, e talvez o mais antigo animal domesticado pelo ser humano.” 
Dentre as palavras em destaque, que ocorrem no excerto indicado, são trissílabas apenas:
Alternativas
Q3401347 Português
Mais de 120 pescadores são resgatados após ficarem presos em bloco de gelo nos EUA.


         Um total de 122 pescadores foram resgatados com sucesso de um bloco de gelo que se desprendeu em um lago no norte de Minnesota na noite de sexta-feira (30). O Gabinete do Xerife do Condado de Beltrami disse que os pescadores ficaram presos quando um bloco de gelo se soltou da camada de gelo principal no Upper Red Lake, a cerca de nove metros da costa, e não conseguiram voltar para terra firme. As autoridades foram chamadas pela primeira vez pouco antes das 17h (horário local).


        Enquanto esperavam pela equipe de emergência, alguns transeuntes tentaram usar uma canoa para resgatar alguns dos indivíduos presos. Durante a tentativa, quatro pessoas caíram na água, mas foram rapidamente resgatadas, segundo a delegacia.


        Os primeiros quatro pescadores foram resgatados por volta das 18h40 (horário local) e por volta das 19h37 todos os pescadores haviam conseguido voltar ao continente, informou o gabinete do xerife em uma publicação no Facebook. “Nossos socorristas tiveram muita prática este ano e é bastante impressionante que evacuamos 122 pessoas em menos de três horas desde a primeira chamada em uma área rural do condado”, disse Chris Mueller, oficial de informação pública do xerife.


        Em uma publicação no Facebook na quinta-feira, o Gabinete do Xerife do Condado de Beltrami e o Departamento de Recursos Naturais de Minnesota disseram que as condições do gelo em todo o estado estão mudando frequentemente com condições irregulares. “Embora a previsão pareça boa para a produção de gelo, as condições do gelo permanecerão ruins até que haja uma série de dias frios para formar gelo novo e claro. Por favor, permaneça na costa até que haja pelo menos dez centímetros de gelo novo e claro. Se você sair, certifique-se de ter todos os equipamentos de segurança adequados e verifique a espessura do gelo com frequência”, alertou o Departamento de Recursos Naturais.


          O gabinete do xerife foi chamado ao mesmo lago na quinta-feira devido a dois pescadores que caíram no gelo em um ATV, disseram em um comunicado. Os homens relataram que conseguiram sair da água, mas ficaram presos e não conseguiram voltar ao resort de onde vieram, disse o post. Ambos conseguiram voltar e não ficaram feridos.

      O gabinete do xerife acrescentou: “As chuvas recentes e as temperaturas prolongadas acima de zero causaram a deterioração das condições do gelo. Há muitas casas de gelo em toda a região que estão caindo no gelo e não podem ser removidas porque as equipes de recuperação relatam que o gelo está muito fraco. Eles estão esperançosos de que, com o tempo mais frio chegando, possam remover a propriedade com segurança. Se você optar por ir no gelo, verifique a espessura com frequência e saiba para onde está viajando. Verifique com os resorts da região antes de entrar no gelo.”


        Minnesota está encerrando um dezembro anormalmente quente, com temperaturas acima do normal quase todos os dias do mês, informou o Departamento de Recursos Naturais do estado. As temperaturas têm estado entre 10 e 15 graus acima das médias sazonais, criando condições precárias para criar gelo forte o suficiente para apoiar a pesca no gelo em grande parte do estado. Upper Red Lake é um local frequente de resgates no gelo.


        Um avião leve rompeu após pousar no gelo em 19 de dezembro; até 50 pessoas ficaram presas em 18 de dezembro e 200 precisaram ser resgatadas quando uma camada de gelo se soltou em novembro de 2022, informou a WCCO, afiliada da CNN. O condado de Beltrami está localizado no noroeste de Minnesota.

Fonte: Mais de 120 pescadores são resgatados após ficarem presos em bloco de gelo nos EUA | CNN Brasil
Assinale a alternativa correta quanto ao número de letras e fonemas da palavra sucesso
Alternativas
Q3401346 Português
Mais de 120 pescadores são resgatados após ficarem presos em bloco de gelo nos EUA.


         Um total de 122 pescadores foram resgatados com sucesso de um bloco de gelo que se desprendeu em um lago no norte de Minnesota na noite de sexta-feira (30). O Gabinete do Xerife do Condado de Beltrami disse que os pescadores ficaram presos quando um bloco de gelo se soltou da camada de gelo principal no Upper Red Lake, a cerca de nove metros da costa, e não conseguiram voltar para terra firme. As autoridades foram chamadas pela primeira vez pouco antes das 17h (horário local).


        Enquanto esperavam pela equipe de emergência, alguns transeuntes tentaram usar uma canoa para resgatar alguns dos indivíduos presos. Durante a tentativa, quatro pessoas caíram na água, mas foram rapidamente resgatadas, segundo a delegacia.


        Os primeiros quatro pescadores foram resgatados por volta das 18h40 (horário local) e por volta das 19h37 todos os pescadores haviam conseguido voltar ao continente, informou o gabinete do xerife em uma publicação no Facebook. “Nossos socorristas tiveram muita prática este ano e é bastante impressionante que evacuamos 122 pessoas em menos de três horas desde a primeira chamada em uma área rural do condado”, disse Chris Mueller, oficial de informação pública do xerife.


        Em uma publicação no Facebook na quinta-feira, o Gabinete do Xerife do Condado de Beltrami e o Departamento de Recursos Naturais de Minnesota disseram que as condições do gelo em todo o estado estão mudando frequentemente com condições irregulares. “Embora a previsão pareça boa para a produção de gelo, as condições do gelo permanecerão ruins até que haja uma série de dias frios para formar gelo novo e claro. Por favor, permaneça na costa até que haja pelo menos dez centímetros de gelo novo e claro. Se você sair, certifique-se de ter todos os equipamentos de segurança adequados e verifique a espessura do gelo com frequência”, alertou o Departamento de Recursos Naturais.


          O gabinete do xerife foi chamado ao mesmo lago na quinta-feira devido a dois pescadores que caíram no gelo em um ATV, disseram em um comunicado. Os homens relataram que conseguiram sair da água, mas ficaram presos e não conseguiram voltar ao resort de onde vieram, disse o post. Ambos conseguiram voltar e não ficaram feridos.

      O gabinete do xerife acrescentou: “As chuvas recentes e as temperaturas prolongadas acima de zero causaram a deterioração das condições do gelo. Há muitas casas de gelo em toda a região que estão caindo no gelo e não podem ser removidas porque as equipes de recuperação relatam que o gelo está muito fraco. Eles estão esperançosos de que, com o tempo mais frio chegando, possam remover a propriedade com segurança. Se você optar por ir no gelo, verifique a espessura com frequência e saiba para onde está viajando. Verifique com os resorts da região antes de entrar no gelo.”


        Minnesota está encerrando um dezembro anormalmente quente, com temperaturas acima do normal quase todos os dias do mês, informou o Departamento de Recursos Naturais do estado. As temperaturas têm estado entre 10 e 15 graus acima das médias sazonais, criando condições precárias para criar gelo forte o suficiente para apoiar a pesca no gelo em grande parte do estado. Upper Red Lake é um local frequente de resgates no gelo.


        Um avião leve rompeu após pousar no gelo em 19 de dezembro; até 50 pessoas ficaram presas em 18 de dezembro e 200 precisaram ser resgatadas quando uma camada de gelo se soltou em novembro de 2022, informou a WCCO, afiliada da CNN. O condado de Beltrami está localizado no noroeste de Minnesota.

Fonte: Mais de 120 pescadores são resgatados após ficarem presos em bloco de gelo nos EUA | CNN Brasil
Assinale a alternativa cuja divisão silábica da palavra esteja INCORRETA: 
Alternativas
Q3401345 Português
Mais de 120 pescadores são resgatados após ficarem presos em bloco de gelo nos EUA.


         Um total de 122 pescadores foram resgatados com sucesso de um bloco de gelo que se desprendeu em um lago no norte de Minnesota na noite de sexta-feira (30). O Gabinete do Xerife do Condado de Beltrami disse que os pescadores ficaram presos quando um bloco de gelo se soltou da camada de gelo principal no Upper Red Lake, a cerca de nove metros da costa, e não conseguiram voltar para terra firme. As autoridades foram chamadas pela primeira vez pouco antes das 17h (horário local).


        Enquanto esperavam pela equipe de emergência, alguns transeuntes tentaram usar uma canoa para resgatar alguns dos indivíduos presos. Durante a tentativa, quatro pessoas caíram na água, mas foram rapidamente resgatadas, segundo a delegacia.


        Os primeiros quatro pescadores foram resgatados por volta das 18h40 (horário local) e por volta das 19h37 todos os pescadores haviam conseguido voltar ao continente, informou o gabinete do xerife em uma publicação no Facebook. “Nossos socorristas tiveram muita prática este ano e é bastante impressionante que evacuamos 122 pessoas em menos de três horas desde a primeira chamada em uma área rural do condado”, disse Chris Mueller, oficial de informação pública do xerife.


        Em uma publicação no Facebook na quinta-feira, o Gabinete do Xerife do Condado de Beltrami e o Departamento de Recursos Naturais de Minnesota disseram que as condições do gelo em todo o estado estão mudando frequentemente com condições irregulares. “Embora a previsão pareça boa para a produção de gelo, as condições do gelo permanecerão ruins até que haja uma série de dias frios para formar gelo novo e claro. Por favor, permaneça na costa até que haja pelo menos dez centímetros de gelo novo e claro. Se você sair, certifique-se de ter todos os equipamentos de segurança adequados e verifique a espessura do gelo com frequência”, alertou o Departamento de Recursos Naturais.


          O gabinete do xerife foi chamado ao mesmo lago na quinta-feira devido a dois pescadores que caíram no gelo em um ATV, disseram em um comunicado. Os homens relataram que conseguiram sair da água, mas ficaram presos e não conseguiram voltar ao resort de onde vieram, disse o post. Ambos conseguiram voltar e não ficaram feridos.

      O gabinete do xerife acrescentou: “As chuvas recentes e as temperaturas prolongadas acima de zero causaram a deterioração das condições do gelo. Há muitas casas de gelo em toda a região que estão caindo no gelo e não podem ser removidas porque as equipes de recuperação relatam que o gelo está muito fraco. Eles estão esperançosos de que, com o tempo mais frio chegando, possam remover a propriedade com segurança. Se você optar por ir no gelo, verifique a espessura com frequência e saiba para onde está viajando. Verifique com os resorts da região antes de entrar no gelo.”


        Minnesota está encerrando um dezembro anormalmente quente, com temperaturas acima do normal quase todos os dias do mês, informou o Departamento de Recursos Naturais do estado. As temperaturas têm estado entre 10 e 15 graus acima das médias sazonais, criando condições precárias para criar gelo forte o suficiente para apoiar a pesca no gelo em grande parte do estado. Upper Red Lake é um local frequente de resgates no gelo.


        Um avião leve rompeu após pousar no gelo em 19 de dezembro; até 50 pessoas ficaram presas em 18 de dezembro e 200 precisaram ser resgatadas quando uma camada de gelo se soltou em novembro de 2022, informou a WCCO, afiliada da CNN. O condado de Beltrami está localizado no noroeste de Minnesota.

Fonte: Mais de 120 pescadores são resgatados após ficarem presos em bloco de gelo nos EUA | CNN Brasil
Assinale a alternativa cuja palavra NÃO possua dígrafo: 
Alternativas
Respostas
1981: D
1982: B
1983: C
1984: A
1985: A
1986: A
1987: A
1988: A
1989: B
1990: A
1991: A
1992: B
1993: D
1994: D
1995: B
1996: B
1997: B
1998: E
1999: C
2000: B