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O …. dos sinos a fazia pensar que já …. cinco da tarde. Estava atrasada e precisava apertar o …. se quisesse chegar …. tempo na audiência.
As lacunas do excerto devem ser preenchidas correta e respectivamente pelas palavras:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

(Desenhos do Nando. Disponível em: https://www.instagram.com/midianinja/. Acesso em 27 jun. 2025. Adaptado.)
I.Para a compreensão da crítica feita pelo autor da charge, entre tantos outros conhecimentos prévios, o leitor precisa mobilizar saberes populares presentes na cultura brasileira. Entre esses saberes está o discurso consagrado na literatura, no cinema e nas telenovelas de que, especialmente nas classes ricas, o pai, detentor de riquezas e propriedades, mostra ao filho todo o patrimônio que ele herdará um dia, como forma de estimulá-lo a se dedicar aos empreendimentos do patriarca.
II.Um dos recursos utilizados pelo autor para estruturar sua crítica é o da ironia, em que se dissimula a ideia que se quer transmitir tendo a expectativa de que o leitor a compreenda. A ironia é um recurso de risco, pois seu sucesso depende da cumplicidade do leitor em mobilizar elementos internos e externos ao texto para compreender o que se critica: a interpretação da ambiguidade gerada pela ironia não é possível apenas com os elementos internos ao texto.
III.A charge apresenta uma ambiguidade, o que compromete a compreensão do leitor: como o pai deixará de herança a floresta e os rios se ele porta uma motosserra, indicando a intenção de derrubar as árvores? Essa ambiguidade é um problema grave de coerência textual, uma vez que é impossível ao leitor identificar a crítica que o autor da charge tentou construir.
É correto o que se afirma em:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Familiar e universal
Vencedora do Prêmio Camões 2024, a poeta mineira Adélia Prado tem obra reeditada em celebração aos 50 anos de sua estreia, com "Bagagem"
Laura Machado
Aos 89 anos de idade, a poeta mineira Adélia Prado recebeu dois dos mais importantes prêmios da literatura de língua portuguesa, quase ao mesmo tempo. Em junho do ano passado recebeu o Prêmio Machado de Assis e o Camões. Às vésperas de completar meio século de estreia, com Bagagem, ela tem sua obra reeditada pela Record.
Foi em outubro de 1975 que o poeta (também mineiro) Carlos Drummond de Andrade recebeu uma coletânea original de poemas escritos por uma mulher de 40 anos, mãe de cinco filhos, chamada Adélia Luzia Prado de Freitas. Sem conhecer aquela estreante, ele escreveu no Jornal do Brasil: "Adélia é lírica, bíblica, existencial, faz poesia como faz bom tempo. (...) Adélia já viu a Poesia, ou Deus, flertando com ela. Adélia é fogo: fogo de Deus em Divinópolis". Drummond repassou o manuscrito para o editor Pedro Paulo de Sena Madureira, que o publicou pela editora Imago. No evento de lançamento, além de Drummond, estavam presentes autores como Clarice Lispector, Nélida Piñon, Antônio Houaiss e Affonso Romano de Sant'Anna, a quem Adélia havia enviado seus poemas antes de submetê-los a Drummond.
Sua obra de estreia trazia já algumas das características que persistem. A religiosidade, as vivências femininas, as experiências no interior de Minas Gerais e os pensamentos que emolduram o envelhecer. [...]
Ler Bagagem é como se ajoelhar em posição de oração na igreja aos domingos, tomar um café com bolo caseiro na sala de estar da avó, ser criança e caçar borboletas no jardim de casa.
Dividido em cinco blocos, Bagagem reúne poemas germinados desde os 20 anos e que, por cerca de duas décadas, dormiram na gaveta. No poema "Explicação de poesia sem ninguém pedir", Adélia escreve: "Um trem é uma coisa mecânica,/ mas atravessa a noite, a madrugada, o dia,/ atravessou a minha vida,/ virou só sentimento." [...]
A presença da figura feminina é uma constante na literatura da escritora mineira, e, entre religiosidade e sexualidade, seus versos são como brasa ao retratar e misturar seus conceitos. Bagagem é uma obra sobre a grandeza na pequenez, uma ode requintada sobre as fases da vida e os sentimentos que prenunciam a maturidade.
Além de Bagagem, obras da poeta também foram editadas e relançadas pela Record quase simultaneamente: os livros de poesia Terra de Santa Cruz e O pelicano e o romance O homem da mão seca, [...].
Terra de Santa Cruz foi originalmente o terceiro livro lançado por Adélia Prado, cinco anos depois de sua estreia com Bagagem e três anos após sua consolidação como autora, através da publicação de O coração disparado. Assim, lançado em 1981, esta obra fecha a "santíssima trindade" do modo poético de Adélia Prado, como foi dito pelo crítico de literatura, jornalista e professor Augusto Massi.
Nela, as particularidades da linguagem de Adélia se tornam ainda mais profundas. Os seus pensamentos e reflexões acerca da morte ganham lugar de destaque. Utilizando-se da religiosidade e, até mesmo, de pequenos toques de escatologia, desmembra a familiaridade daquilo que é universal.
(Disponível em: https://www.pernambucorevista.com.br/secoes/resenha/familiar-e-universal. Acesso em 26 jun. 2026. Adaptado.)
I.Em "Ler Bagagem é como se ajoelhar em posição de oração na igreja aos domingos, tomar um café com bolo caseiro na sala de estar da avó, ser criança e caçar borboletas no jardim de casa", a autora usou uma figura de linguagem para expressar o que ela considera ser a leitura dessa obra de Adélia Prado, a saber, a metáfora.
II.Em "Utilizando-se da religiosidade", a colocação pronominal está adequada porque ocorre no início da oração. Mesmo que a língua portuguesa, no Brasil, aceite o uso do pronome átono iniciando oração em contextos informais, ele ainda não é aceito em contextos formais da escrita.
III.Em "Nela, as particularidades da linguagem de Adélia se tornam ainda mais profundas", Nela faz referência ao termo cunhado por um crítico de literatura ao conjunto de três obras de poesia de Adélia Prado, a saber, a "santíssima trindade". Temos nesse contexto uma relação anafórica, uma vez que o pronome "ela" aponta para algo já mencionado no texto.
É correto o que se afirma em:
Leia o Texto III e responda à questão.
Texto III

Fonte: Disponível em: https://www.instagram.com. Acesso em: 07 out. 2024.
Leia o Texto III e responda à questão.
Texto III

Fonte: Disponível em: https://www.instagram.com. Acesso em: 07 out. 2024.
I- Há uma duplicidade de sentido provocada pelo emprego do termo “conexão”.
II- Os dois sujeitos envolvidos na situação comunicativa estão se referindo ao mesmo tipo de conexão.
III- Há uma duplicidade de sentido provocada pelo emprego do termo “problema”.
IV- Cada um dos sujeitos envolvidos na situação comunicativa apresentada atribui um sentido distinto para o termo “conexão”.
É CORRETO o que se afirma em:
Classifique a estrutura do período:
“Assim que anoiteceu, os trabalhadores encerraram o expediente e o gerente conferiu os relatórios.”
Produtividade, atenção e o custo invisível do sempre disponível
Vivemos um tempo em que a presença digital virou sinônimo de compromisso. Responder rápido é prova de profissionalismo; participar de múltiplas reuniões online, sinal de relevância. A cultura do “sempre disponível” combina aplicativos de mensagem, agendas compartilhadas e indicadores de desempenho que premiam volume: e-mails enviados, tickets fechados, horas logadas. O discurso é sedutor: mais conexão, menos fricção, equipes sincronizadas. Mas há um custo invisível nessa disponibilidade permanente: atenção fragmentada, fadiga decisional, trabalho que se estende pelas bordas do dia até se confundir com a vida.
A psicologia da atenção ensina que alternar tarefas tem preço. Não é só o tempo de sair de um documento e entrar em outro; é a perda de profundidade, de memória de trabalho e de contexto. Uma mensagem urgente no meio de uma análise longa sobre política pública pode roubar minutos e também qualidade: decisões passam a ser tomadas com base em atalhos, não em argumentos. O corpo acompanha: sono picotado, respiração superficial, posturas tortas para caber em telas. Mesmo hábitos saudáveis, como caminhar, viram intervalos de escuta de áudios acumulados.
Nos últimos anos, popularizaram-se práticas de atenção plena, limites digitais e rotinas de foco. Nem todas são mercantilização de bem-estar; muitas nascem do chão de fábrica da vida real. Uma equipe que reserva duas janelas diárias sem notificações; um gestor que recusa mensagens fora do expediente e explica por quê; um projeto que estabelece “semana de silêncio” antes de entregas críticas. Curiosamente, são decisões organizacionais, não apenas individuais, que mostram melhor efeito. Quando a regra é clara e compartilhada, as pessoas podem cobrar e proteger umas às outras.
Não se trata de demonizar a conectividade. O problema é transformar exceção em norma. Emergências existem; urgência permanente, não. Empresas que exibem dashboards de produtividade, mas não perguntam “o que ficou melhor para o usuário?” criam feudos de métrica. E governos que digitalizam serviços sem redesenhar processos amplificam filas virtuais. Um indicador simples e raro deveria ganhar mais espaço: tempo ininterrupto para pensar. Sem ele, inovação vira sinônimo de copiar tendências, e o trabalho intelectual, de responder mensagens.
Há ganhos concretos quando se escolhe a cadência certa.
Projetos com sprints curtos, reuniões realmente necessárias e documentos claros substituem o barulho por clareza.
Times que combinam repertório técnico com saberes do cotidiano conseguem distinguir o que é problema de processo e o que é ansiedade do prazo. E gestores que cuidam do tempo coletivo — cancelando encontros redundantes, protegendo janelas de foco, distribuindo decisões — tendem a colher não só mais entregas, mas entregas melhores.
No limite, a pergunta é ética: que tipo de atenção queremos sustentar como sociedade? Uma atenção sempre ocupada, que confunde velocidade com qualidade, ou uma atenção que entende que pensar leva tempo e que a presença mais valiosa nem sempre é a mais ruidosa?
Fonte: Banca elaboradora – 2025.