Questões de Concurso
Sobre português para psicólogo
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TEXTO 3
Conheço inúmeras pessoas que mentem, inventando origens fidalgas. Para falar a verdade, mente-se por qualquer motivo: as pessoas ficam com vergonha quando estão doentes e dizem que estão ótimas; comentam que a amiga está bem vestida, quando acham um horror; elogiam alguém que emagreceu, para comentar nas costas que continua gordíssima. Eu mesmo minto: digo que vou viajar para fugir de um almoço; reclamo que não me sinto bem e fujo de um compromisso; finjo para mim mesmo que no próximo mês começo um regime e perderei a barriga. Faço promessas para depois da novela. Para um amigo, prometo visitá-lo em Los Angeles. Outro em San Francisco. Marquei uma viagem à Rússia com um grupo, só falta “definir a data”. Ao meu editor, digo que escreverei um livro. Combino de montar um grupo de cozinha gourmet. E deixo tudo para depois, quem sabe? Ultimamente, tento parar com isso. Se me convidam, digo que não posso. Se vou a uma peça de teatro e não gosto, digo isso mesmo, que não gostei. Sempre dá errado, a pessoa preferia uma mentira. A franqueza, descobri, é muito malvista. Até considerada falta de educação.
Fonte: CARRASCO, Walcyr. Época. Disponível em: http://epoca.globo.com/colunas-blogs/walcyr-carrasco/.
TEXTO 3
Conheço inúmeras pessoas que mentem, inventando origens fidalgas. Para falar a verdade, mente-se por qualquer motivo: as pessoas ficam com vergonha quando estão doentes e dizem que estão ótimas; comentam que a amiga está bem vestida, quando acham um horror; elogiam alguém que emagreceu, para comentar nas costas que continua gordíssima. Eu mesmo minto: digo que vou viajar para fugir de um almoço; reclamo que não me sinto bem e fujo de um compromisso; finjo para mim mesmo que no próximo mês começo um regime e perderei a barriga. Faço promessas para depois da novela. Para um amigo, prometo visitá-lo em Los Angeles. Outro em San Francisco. Marquei uma viagem à Rússia com um grupo, só falta “definir a data”. Ao meu editor, digo que escreverei um livro. Combino de montar um grupo de cozinha gourmet. E deixo tudo para depois, quem sabe? Ultimamente, tento parar com isso. Se me convidam, digo que não posso. Se vou a uma peça de teatro e não gosto, digo isso mesmo, que não gostei. Sempre dá errado, a pessoa preferia uma mentira. A franqueza, descobri, é muito malvista. Até considerada falta de educação.
Fonte: CARRASCO, Walcyr. Época. Disponível em: http://epoca.globo.com/colunas-blogs/walcyr-carrasco/.
TEXTO 3
Conheço inúmeras pessoas que mentem, inventando origens fidalgas. Para falar a verdade, mente-se por qualquer motivo: as pessoas ficam com vergonha quando estão doentes e dizem que estão ótimas; comentam que a amiga está bem vestida, quando acham um horror; elogiam alguém que emagreceu, para comentar nas costas que continua gordíssima. Eu mesmo minto: digo que vou viajar para fugir de um almoço; reclamo que não me sinto bem e fujo de um compromisso; finjo para mim mesmo que no próximo mês começo um regime e perderei a barriga. Faço promessas para depois da novela. Para um amigo, prometo visitá-lo em Los Angeles. Outro em San Francisco. Marquei uma viagem à Rússia com um grupo, só falta “definir a data”. Ao meu editor, digo que escreverei um livro. Combino de montar um grupo de cozinha gourmet. E deixo tudo para depois, quem sabe? Ultimamente, tento parar com isso. Se me convidam, digo que não posso. Se vou a uma peça de teatro e não gosto, digo isso mesmo, que não gostei. Sempre dá errado, a pessoa preferia uma mentira. A franqueza, descobri, é muito malvista. Até considerada falta de educação.
Fonte: CARRASCO, Walcyr. Época. Disponível em: http://epoca.globo.com/colunas-blogs/walcyr-carrasco/.
“Ana mesmo estando preocupada revisou o texto com cuidado e depois de alguns ajustes, decidiu enviá-lo ao professor.”
Nos últimos anos, a presença constante das tecnologias digitais transformou não apenas a forma como as pessoas se comunicam, mas também como constroem conhecimento. O acesso rápido à formação trouxe benefícios inegáveis, permitindo que os estudantes e profissionais tenham contato imediato com uma imensidão de dados. No entanto, esse mesmo acesso ilimitado pode gerar um efeito oposto ao esperado: a superficialidade na compreensão e a dificuldade em desenvolver o pensamento crítico.
A velocidade com que os conteúdos circulam nas redes faz com muitos usuários absorvem informações sem verificar sua veracidade. Em meio a essa avalanche informacional, torna-se essencial que a educação superior assuma o papel de orientar o uso consciente das tecnologias, promovendo a análise, a reflexão e a argumentação fundamentada. Assim, o verdadeiro desafio não está em proibir o uso das ferramentas digitais, mas em educar para o seu uso crítico e responsável.
Formar profissionais capazes de discernir entre fato e opinião, compreender as intenções por trás dos discursos e produzir conhecimento de forma ética é uma das metas mais urgentes das instituições de ensino. O desenvolvimento do pensamento crítico, portanto, não é apenas uma competência acadêmica, mas uma necessidade social diante da complexidade do mundo contemporâneo.
Fonte: Produção autoral adaptado para fins educacionais (2025).
Com base nas ideias defendidas no texto, assinale a alternativa que melhor reflete a relação entre o avanço tecnológico e o desenvolvimento do pensamento crítico, segundo o ponto de vista do autor.
“Os amigos se ajudaram durante o trabalho”:
Esta oração contém um verbo na voz:
“Para começar, é importante analisar o comportamento dos pais. Do mesmo modo, devemos observar o ambiente em que a criança vive. Além disso, fatores genéticos também interferem. Assim, é possível compreender melhor suas características.”
“O desenvolvimento de fitoterápicos baseados em espécies nativas contribui para a valorização da Amazônia e para o fortalecimento da ciência brasileira.”
Mantendo-se o sentido e aplicando-se corretamente as regras da norma-padrão, essa frase poderia ser reescrita como:
Isso significa que os testes foram feitos tanto em laboratório quanto em animais, comprovando que as substâncias encapsuladas em partículas minúsculas conseguiram atravessar a "muralha protetora" do cérebro — algo que medicamentos comuns nem sempre conseguem.
Nesse trecho, o emprego das aspas tem a função de: