Questões de Concurso Sobre português para psicólogo

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Q3958801 Português

Leia o texto e responda à questão.


Texto 02


De Passarinhos


Para compor um tratado de passarinhos 

É preciso por primeiro que haja um rio com árvores

e palmeiras nas margens.

E dentro dos quintais das casas que haja pelo menos

goiabeiras.

E que haja por perto brejos e iguarias de brejos.

É preciso que haja insetos para os passarinhos.

Insetos de pau sobretudo que são os mais palatáveis.

A presença de libélulas seria uma boa.

O azul é muito importante na vida dos passarinhos

Porque os passarinhos precisam antes de belos ser

eternos.

Eternos que nem uma fuga de Bach.


(De passarinhos. Manoel de Barros)

Nos versos “E que haja por perto brejos e iguarias de brejos. / É preciso que haja insetos para os passarinhos.”, o uso reiterado da conjunção “E” cumpre que função textual?
Alternativas
Q3958800 Português

Leia o texto e responda à questão.


Texto 02


De Passarinhos


Para compor um tratado de passarinhos 

É preciso por primeiro que haja um rio com árvores

e palmeiras nas margens.

E dentro dos quintais das casas que haja pelo menos

goiabeiras.

E que haja por perto brejos e iguarias de brejos.

É preciso que haja insetos para os passarinhos.

Insetos de pau sobretudo que são os mais palatáveis.

A presença de libélulas seria uma boa.

O azul é muito importante na vida dos passarinhos

Porque os passarinhos precisam antes de belos ser

eternos.

Eternos que nem uma fuga de Bach.


(De passarinhos. Manoel de Barros)

No trecho “Porque os passarinhos precisam antes de belos ser eternos”, o termo “os passarinhos” retoma e reforça um referente já presente no texto. Essa retomada expressa:
Alternativas
Q3958799 Português

Leia o texto e responda à questão.


Texto 02


De Passarinhos


Para compor um tratado de passarinhos 

É preciso por primeiro que haja um rio com árvores

e palmeiras nas margens.

E dentro dos quintais das casas que haja pelo menos

goiabeiras.

E que haja por perto brejos e iguarias de brejos.

É preciso que haja insetos para os passarinhos.

Insetos de pau sobretudo que são os mais palatáveis.

A presença de libélulas seria uma boa.

O azul é muito importante na vida dos passarinhos

Porque os passarinhos precisam antes de belos ser

eternos.

Eternos que nem uma fuga de Bach.


(De passarinhos. Manoel de Barros)

O poema “De Passarinhos” apresenta uma sequência de recomendações e descrições. Essa organização textual promove:
Alternativas
Q3958798 Português

Texto 01


O Brasil tem capacidade de zerar emissões até 2040. Conheça dois caminhos possíveis.


A conclusão é de um relatório publicado hoje (5) Instituto Amazônia 4.0. Ele propõe alternativas baseadas em reflorestamento e transição energética.


Por Maria Clara Rossini - 5 nov 2025, 16h00


    O Brasil tem capacidade de atingir a neutralidade de carbono até 2040, dez anos antes do proposto na meta oficial do governo federal. Essa é a conclusão do relatório “Brazil NetZero by 2024”, que contou com a participação de pesquisadores notáveis da área: Mercedes Bustamante (UnB), Carlos Nobre (USP), Nathalia Nascimento (USP), Eduardo Assad (FGV) e Roberto Schaeffer (UFRJ). 


    O objetivo da pesquisa foi apresentar ao governo brasileiro opções para antecipar a meta de neutralidade, que atualmente está prevista para 2050. Na Cúpula do G20 no Rio de Janeiro, em novembro de 2024, o presidente Lula convocou as nações desenvolvidas a adiantar os compromissos climáticos em cinco ou dez anos. 


    Atingir a neutralidade de carbono (ou “Net Zero”) não significa parar completamente de usar combustíveis fósseis. Ela implica uma soma de resultado zero. Todo o carbono emitido por automóveis, casas e indústria brasileiras seria reabsorvido pelas melhores máquinas de limpeza da atmosfera já criadas: as árvores. Dessa forma, é possível frear o aquecimento do planeta. A questão é que, atualmente, nós emitimos mais gases do efeito estufa do que absorvemos.


    Existem duas maneiras de mudar isso: intensificar a captura de carbono ou reduzir as emissões. É por esses dois caminhos que o relatório apresenta os planos para atingir a neutralidade até 2040. O primeiro se chama AFOLU - 2040, e foca na redução do desmatamento e mudanças no uso do solo. O segundo é o Energy - 2040, voltado à transição energética.  


Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/o-brasil-tem-capacidade-de-zerar-emissoes-ate-2040-conheca-dois- caminhos-possiveis/. Acesso em: 05 nov. 2025

A linguagem utilizada no texto pode ser caracterizada como:
Alternativas
Q3958797 Português

Texto 01


O Brasil tem capacidade de zerar emissões até 2040. Conheça dois caminhos possíveis.


A conclusão é de um relatório publicado hoje (5) Instituto Amazônia 4.0. Ele propõe alternativas baseadas em reflorestamento e transição energética.


Por Maria Clara Rossini - 5 nov 2025, 16h00


    O Brasil tem capacidade de atingir a neutralidade de carbono até 2040, dez anos antes do proposto na meta oficial do governo federal. Essa é a conclusão do relatório “Brazil NetZero by 2024”, que contou com a participação de pesquisadores notáveis da área: Mercedes Bustamante (UnB), Carlos Nobre (USP), Nathalia Nascimento (USP), Eduardo Assad (FGV) e Roberto Schaeffer (UFRJ). 


    O objetivo da pesquisa foi apresentar ao governo brasileiro opções para antecipar a meta de neutralidade, que atualmente está prevista para 2050. Na Cúpula do G20 no Rio de Janeiro, em novembro de 2024, o presidente Lula convocou as nações desenvolvidas a adiantar os compromissos climáticos em cinco ou dez anos. 


    Atingir a neutralidade de carbono (ou “Net Zero”) não significa parar completamente de usar combustíveis fósseis. Ela implica uma soma de resultado zero. Todo o carbono emitido por automóveis, casas e indústria brasileiras seria reabsorvido pelas melhores máquinas de limpeza da atmosfera já criadas: as árvores. Dessa forma, é possível frear o aquecimento do planeta. A questão é que, atualmente, nós emitimos mais gases do efeito estufa do que absorvemos.


    Existem duas maneiras de mudar isso: intensificar a captura de carbono ou reduzir as emissões. É por esses dois caminhos que o relatório apresenta os planos para atingir a neutralidade até 2040. O primeiro se chama AFOLU - 2040, e foca na redução do desmatamento e mudanças no uso do solo. O segundo é o Energy - 2040, voltado à transição energética.  


Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/o-brasil-tem-capacidade-de-zerar-emissoes-ate-2040-conheca-dois- caminhos-possiveis/. Acesso em: 05 nov. 2025

A expressão “as melhores máquinas de limpeza da atmosfera já criadas: as árvores” é um exemplo de:
Alternativas
Q3958796 Português

Texto 01


O Brasil tem capacidade de zerar emissões até 2040. Conheça dois caminhos possíveis.


A conclusão é de um relatório publicado hoje (5) Instituto Amazônia 4.0. Ele propõe alternativas baseadas em reflorestamento e transição energética.


Por Maria Clara Rossini - 5 nov 2025, 16h00


    O Brasil tem capacidade de atingir a neutralidade de carbono até 2040, dez anos antes do proposto na meta oficial do governo federal. Essa é a conclusão do relatório “Brazil NetZero by 2024”, que contou com a participação de pesquisadores notáveis da área: Mercedes Bustamante (UnB), Carlos Nobre (USP), Nathalia Nascimento (USP), Eduardo Assad (FGV) e Roberto Schaeffer (UFRJ). 


    O objetivo da pesquisa foi apresentar ao governo brasileiro opções para antecipar a meta de neutralidade, que atualmente está prevista para 2050. Na Cúpula do G20 no Rio de Janeiro, em novembro de 2024, o presidente Lula convocou as nações desenvolvidas a adiantar os compromissos climáticos em cinco ou dez anos. 


    Atingir a neutralidade de carbono (ou “Net Zero”) não significa parar completamente de usar combustíveis fósseis. Ela implica uma soma de resultado zero. Todo o carbono emitido por automóveis, casas e indústria brasileiras seria reabsorvido pelas melhores máquinas de limpeza da atmosfera já criadas: as árvores. Dessa forma, é possível frear o aquecimento do planeta. A questão é que, atualmente, nós emitimos mais gases do efeito estufa do que absorvemos.


    Existem duas maneiras de mudar isso: intensificar a captura de carbono ou reduzir as emissões. É por esses dois caminhos que o relatório apresenta os planos para atingir a neutralidade até 2040. O primeiro se chama AFOLU - 2040, e foca na redução do desmatamento e mudanças no uso do solo. O segundo é o Energy - 2040, voltado à transição energética.  


Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/o-brasil-tem-capacidade-de-zerar-emissoes-ate-2040-conheca-dois- caminhos-possiveis/. Acesso em: 05 nov. 2025

O relatório mencionado no texto foi associado a dois pesquisadores notáveis, portanto apoia-se principalmente em qual tipo de argumento?
Alternativas
Q3958795 Português

Texto 01


O Brasil tem capacidade de zerar emissões até 2040. Conheça dois caminhos possíveis.


A conclusão é de um relatório publicado hoje (5) Instituto Amazônia 4.0. Ele propõe alternativas baseadas em reflorestamento e transição energética.


Por Maria Clara Rossini - 5 nov 2025, 16h00


    O Brasil tem capacidade de atingir a neutralidade de carbono até 2040, dez anos antes do proposto na meta oficial do governo federal. Essa é a conclusão do relatório “Brazil NetZero by 2024”, que contou com a participação de pesquisadores notáveis da área: Mercedes Bustamante (UnB), Carlos Nobre (USP), Nathalia Nascimento (USP), Eduardo Assad (FGV) e Roberto Schaeffer (UFRJ). 


    O objetivo da pesquisa foi apresentar ao governo brasileiro opções para antecipar a meta de neutralidade, que atualmente está prevista para 2050. Na Cúpula do G20 no Rio de Janeiro, em novembro de 2024, o presidente Lula convocou as nações desenvolvidas a adiantar os compromissos climáticos em cinco ou dez anos. 


    Atingir a neutralidade de carbono (ou “Net Zero”) não significa parar completamente de usar combustíveis fósseis. Ela implica uma soma de resultado zero. Todo o carbono emitido por automóveis, casas e indústria brasileiras seria reabsorvido pelas melhores máquinas de limpeza da atmosfera já criadas: as árvores. Dessa forma, é possível frear o aquecimento do planeta. A questão é que, atualmente, nós emitimos mais gases do efeito estufa do que absorvemos.


    Existem duas maneiras de mudar isso: intensificar a captura de carbono ou reduzir as emissões. É por esses dois caminhos que o relatório apresenta os planos para atingir a neutralidade até 2040. O primeiro se chama AFOLU - 2040, e foca na redução do desmatamento e mudanças no uso do solo. O segundo é o Energy - 2040, voltado à transição energética.  


Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/o-brasil-tem-capacidade-de-zerar-emissoes-ate-2040-conheca-dois- caminhos-possiveis/. Acesso em: 05 nov. 2025

A coesão textual é construída, neste texto, pelo uso de retomada de termos. Identifique a que se retoma o termo “Ela”, no trecho “Ela implica uma soma de resultado zero”:
Alternativas
Q3958793 Português

Texto 01


O Brasil tem capacidade de zerar emissões até 2040. Conheça dois caminhos possíveis.


A conclusão é de um relatório publicado hoje (5) Instituto Amazônia 4.0. Ele propõe alternativas baseadas em reflorestamento e transição energética.


Por Maria Clara Rossini - 5 nov 2025, 16h00


    O Brasil tem capacidade de atingir a neutralidade de carbono até 2040, dez anos antes do proposto na meta oficial do governo federal. Essa é a conclusão do relatório “Brazil NetZero by 2024”, que contou com a participação de pesquisadores notáveis da área: Mercedes Bustamante (UnB), Carlos Nobre (USP), Nathalia Nascimento (USP), Eduardo Assad (FGV) e Roberto Schaeffer (UFRJ). 


    O objetivo da pesquisa foi apresentar ao governo brasileiro opções para antecipar a meta de neutralidade, que atualmente está prevista para 2050. Na Cúpula do G20 no Rio de Janeiro, em novembro de 2024, o presidente Lula convocou as nações desenvolvidas a adiantar os compromissos climáticos em cinco ou dez anos. 


    Atingir a neutralidade de carbono (ou “Net Zero”) não significa parar completamente de usar combustíveis fósseis. Ela implica uma soma de resultado zero. Todo o carbono emitido por automóveis, casas e indústria brasileiras seria reabsorvido pelas melhores máquinas de limpeza da atmosfera já criadas: as árvores. Dessa forma, é possível frear o aquecimento do planeta. A questão é que, atualmente, nós emitimos mais gases do efeito estufa do que absorvemos.


    Existem duas maneiras de mudar isso: intensificar a captura de carbono ou reduzir as emissões. É por esses dois caminhos que o relatório apresenta os planos para atingir a neutralidade até 2040. O primeiro se chama AFOLU - 2040, e foca na redução do desmatamento e mudanças no uso do solo. O segundo é o Energy - 2040, voltado à transição energética.  


Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/o-brasil-tem-capacidade-de-zerar-emissoes-ate-2040-conheca-dois- caminhos-possiveis/. Acesso em: 05 nov. 2025

Qual é a tese principal defendida no texto?
Alternativas
Q3957445 Português

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O humor da tirinha constrói-se a partir de uma quebra de expectativa, que ocorre porque:

Alternativas
Q3957444 Português
Apenas 15% das escolas públicas brasileiras têm psicólogos

Lei que prevê profissionais em toda rede pública só será cumprida em 2058 se país seguir o ritmo atual de contratações.


    Apesar da saúde mental dos estudantes ter se consolidado como um grande tema no ambiente educacional, apenas 15,7% das escolas públicas brasileiras possuem psicólogos. O dado é do Censo da Educação, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
    Eles mostram que ainda há um grande caminho para o cumprimento da Lei nº 13.935/2019, que assegura a presença de psicólogos e assistentes sociais na rede básica de ensino. Se o ritmo atual das contratações dos profissionais seguir pelos próximos anos, demorará 33 anos para que todas as escolas sejam contempladas.
     Isso porque desde quando a Lei foi sancionada, em dezembro de 2019, o avanço foi lento: 2,47 pontos percentuais por ano. Em 2020, os psicólogos estavam presentes em 5,8% das escolas da rede básica.
     A coordenadora pedagógica Renata Grinfeld, que atua na Roda Educativa, organização que desenvolve ações para melhoria de práticas educativas na rede pública de ensino, pontua que as escolas devem ser um espaço onde estudantes encontrem uma rede de proteção dos seus direitos.
     "Isso impacta o desenvolvimento emocional, físico e cultural. Se a criança ou adolescente não se sente ouvida na escola, ela pode se sentir ouvida em outros ambientes que não são positivos, como em algumas plataformas de internet”, diz Grinfeld. Segundo ela, é necessário que a escuta no ambiente educacional ocorra como parte da rotina.
     Os maiores desafios, no entanto, passam pela questão orçamentária, assim como por uma mudança de mentalidade da sociedade. "É preciso uma mudança cultural. A gente tem uma herança de que é melhor não falar, melhor deixar pra lá", completa.
     Em nota, o Ministério da Educação (MEC) disse que acompanha, monitora e apoia a expansão e a melhoria contínua dos serviços de psicologia e serviço social que devem ser disponibilizados pelas redes de ensino.
     A pasta cita o Programa Saúde na Escola, além de um Grupo de Trabalho “com o objetivo de coligir e sistematizar subsídios e recomendações para a aperfeiçoar e fortalecer a implementação da Lei nº 13.935/2019”.


https://g1.globo.com/educacao/noticia/2025/07/09/apenas-15percent-das-escolas-publicasbrasileiras-tem-psicologos.ghtml
Leia o trecho a seguir: “Eles mostram que ainda há um grande caminho para o cumprimento da Lei nº 13.935/2019, que assegura a presença de psicólogos e assistentes sociais na rede básica de ensino.”
Com base no uso da palavra ainda, analise as afirmações a seguir:

I. Do ponto de vista morfológico, a palavra “ainda” classifica-se como advérbio, pois expressa uma noção de tempo e continuidade.
II. Do ponto de vista do pressuposto, o uso de “ainda” indica que o cumprimento da lei não foi plenamente alcançado.
III. Do ponto de vista sintático, “ainda” exerce a função de adjunto adverbial, modificando o sentido do verbo “há”.
IV. Caso a palavra “ainda” seja suprimida da frase, o sentido do enunciado se mantém inalterado, sem prejuízo para a interpretação.


Considerando essas afirmativas, é possível dizer que:
Alternativas
Q3957443 Português
Apenas 15% das escolas públicas brasileiras têm psicólogos

Lei que prevê profissionais em toda rede pública só será cumprida em 2058 se país seguir o ritmo atual de contratações.


    Apesar da saúde mental dos estudantes ter se consolidado como um grande tema no ambiente educacional, apenas 15,7% das escolas públicas brasileiras possuem psicólogos. O dado é do Censo da Educação, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
    Eles mostram que ainda há um grande caminho para o cumprimento da Lei nº 13.935/2019, que assegura a presença de psicólogos e assistentes sociais na rede básica de ensino. Se o ritmo atual das contratações dos profissionais seguir pelos próximos anos, demorará 33 anos para que todas as escolas sejam contempladas.
     Isso porque desde quando a Lei foi sancionada, em dezembro de 2019, o avanço foi lento: 2,47 pontos percentuais por ano. Em 2020, os psicólogos estavam presentes em 5,8% das escolas da rede básica.
     A coordenadora pedagógica Renata Grinfeld, que atua na Roda Educativa, organização que desenvolve ações para melhoria de práticas educativas na rede pública de ensino, pontua que as escolas devem ser um espaço onde estudantes encontrem uma rede de proteção dos seus direitos.
     "Isso impacta o desenvolvimento emocional, físico e cultural. Se a criança ou adolescente não se sente ouvida na escola, ela pode se sentir ouvida em outros ambientes que não são positivos, como em algumas plataformas de internet”, diz Grinfeld. Segundo ela, é necessário que a escuta no ambiente educacional ocorra como parte da rotina.
     Os maiores desafios, no entanto, passam pela questão orçamentária, assim como por uma mudança de mentalidade da sociedade. "É preciso uma mudança cultural. A gente tem uma herança de que é melhor não falar, melhor deixar pra lá", completa.
     Em nota, o Ministério da Educação (MEC) disse que acompanha, monitora e apoia a expansão e a melhoria contínua dos serviços de psicologia e serviço social que devem ser disponibilizados pelas redes de ensino.
     A pasta cita o Programa Saúde na Escola, além de um Grupo de Trabalho “com o objetivo de coligir e sistematizar subsídios e recomendações para a aperfeiçoar e fortalecer a implementação da Lei nº 13.935/2019”.


https://g1.globo.com/educacao/noticia/2025/07/09/apenas-15percent-das-escolas-publicasbrasileiras-tem-psicologos.ghtml
Assinale a alternativa em que todas as palavras retiradas do texto são acentuadas pelo mesmo princípio gramatical:
Alternativas
Q3957442 Português
Apenas 15% das escolas públicas brasileiras têm psicólogos

Lei que prevê profissionais em toda rede pública só será cumprida em 2058 se país seguir o ritmo atual de contratações.


    Apesar da saúde mental dos estudantes ter se consolidado como um grande tema no ambiente educacional, apenas 15,7% das escolas públicas brasileiras possuem psicólogos. O dado é do Censo da Educação, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
    Eles mostram que ainda há um grande caminho para o cumprimento da Lei nº 13.935/2019, que assegura a presença de psicólogos e assistentes sociais na rede básica de ensino. Se o ritmo atual das contratações dos profissionais seguir pelos próximos anos, demorará 33 anos para que todas as escolas sejam contempladas.
     Isso porque desde quando a Lei foi sancionada, em dezembro de 2019, o avanço foi lento: 2,47 pontos percentuais por ano. Em 2020, os psicólogos estavam presentes em 5,8% das escolas da rede básica.
     A coordenadora pedagógica Renata Grinfeld, que atua na Roda Educativa, organização que desenvolve ações para melhoria de práticas educativas na rede pública de ensino, pontua que as escolas devem ser um espaço onde estudantes encontrem uma rede de proteção dos seus direitos.
     "Isso impacta o desenvolvimento emocional, físico e cultural. Se a criança ou adolescente não se sente ouvida na escola, ela pode se sentir ouvida em outros ambientes que não são positivos, como em algumas plataformas de internet”, diz Grinfeld. Segundo ela, é necessário que a escuta no ambiente educacional ocorra como parte da rotina.
     Os maiores desafios, no entanto, passam pela questão orçamentária, assim como por uma mudança de mentalidade da sociedade. "É preciso uma mudança cultural. A gente tem uma herança de que é melhor não falar, melhor deixar pra lá", completa.
     Em nota, o Ministério da Educação (MEC) disse que acompanha, monitora e apoia a expansão e a melhoria contínua dos serviços de psicologia e serviço social que devem ser disponibilizados pelas redes de ensino.
     A pasta cita o Programa Saúde na Escola, além de um Grupo de Trabalho “com o objetivo de coligir e sistematizar subsídios e recomendações para a aperfeiçoar e fortalecer a implementação da Lei nº 13.935/2019”.


https://g1.globo.com/educacao/noticia/2025/07/09/apenas-15percent-das-escolas-publicasbrasileiras-tem-psicologos.ghtml
Com base no texto, analise as afirmações sobre o tempo verbal empregado nos verbos destacados e assinale a alternativa CORRETA:

I. No trecho “apenas 15,7% das escolas públicas brasileiras possuem psicólogos”, o verbo destacado está no presente do indicativo, indicando um fato atual.

II. Na frase “a Lei nº 13.935/2019, que assegura a presença de psicólogos”, o verbo está no pretérito perfeito, pois se refere a uma lei já sancionada.

III. Em “demorará 33 anos para que todas as escolas sejam contempladas”, o verbo está no futuro do presente do indicativo.

IV. No trecho “desde quando a Lei foi sancionada”, a locução verbal destacada está no pretérito perfeito do indicativo.

Assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3957441 Português
Considere fragmento do artigo “Grêmio Estudantil e Convivência Escolar: espaço de participação e construção da coletividade” para responder à questão.


    A atuação com os grêmios tem produzido muitas inquietações e questões para investigação, em um movimento interessante de articulação entre a extensão universitária e a pesquisa acadêmica. Tem gerado, assim, pesquisas em níveis de iniciação científica, mestrado e doutorado, concebidas a partir da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão como um princípio constitucional e epistemológico da universidade pública. [...]
    Entendemos o trabalho junto ao grêmio estudantil como espaço privilegiado para rompermos com práticas verticalizadas e autoritárias presentes na educação escolar, assim como para a transformação da relação entre aluno e escola. No caso da implementação de grêmios escolares, é necessário que este tenha condições objetivas para ser livre e independente, como preconiza a Lei dos Grêmios Livres (Brasil, 1985). Ou seja, que não haja interferência direta da equipe gestora ou das professoras nas eleições e deliberações do grêmio, mas que ao invés disso seja defendida, propiciada e desenvolvida a autonomia deste coletivo estudantil. Temos defendido que os grêmios têm um papel importante no âmbito da educação para a democracia, da formação de cidadãos críticos, que participem mais ativamente da vida pública, da defesa e da conquista de direitos (Paro, 2001; Asbahr, 2022).



Claudino-Kamazaki, S. G., Santos, C. C. P., & Asbahr, F. da S. F. (2025). Grêmio Estudantil e Convivência Escolar: espaço de participação e construção da coletividade. Obutchénie. Revista De Didática E Psicologia Pedagógica, 9 (Contínua), e 2025-36. https://doi.org/10.14393/OBv9.e2025-36
Na frase “No caso da implementação de grêmios escolares, é necessário que este tenha condições objetivas para ser livre e independente”, o termo grifado, sintaticamente, tem a função de:
Alternativas
Q3957440 Português
Considere fragmento do artigo “Grêmio Estudantil e Convivência Escolar: espaço de participação e construção da coletividade” para responder à questão.


    A atuação com os grêmios tem produzido muitas inquietações e questões para investigação, em um movimento interessante de articulação entre a extensão universitária e a pesquisa acadêmica. Tem gerado, assim, pesquisas em níveis de iniciação científica, mestrado e doutorado, concebidas a partir da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão como um princípio constitucional e epistemológico da universidade pública. [...]
    Entendemos o trabalho junto ao grêmio estudantil como espaço privilegiado para rompermos com práticas verticalizadas e autoritárias presentes na educação escolar, assim como para a transformação da relação entre aluno e escola. No caso da implementação de grêmios escolares, é necessário que este tenha condições objetivas para ser livre e independente, como preconiza a Lei dos Grêmios Livres (Brasil, 1985). Ou seja, que não haja interferência direta da equipe gestora ou das professoras nas eleições e deliberações do grêmio, mas que ao invés disso seja defendida, propiciada e desenvolvida a autonomia deste coletivo estudantil. Temos defendido que os grêmios têm um papel importante no âmbito da educação para a democracia, da formação de cidadãos críticos, que participem mais ativamente da vida pública, da defesa e da conquista de direitos (Paro, 2001; Asbahr, 2022).



Claudino-Kamazaki, S. G., Santos, C. C. P., & Asbahr, F. da S. F. (2025). Grêmio Estudantil e Convivência Escolar: espaço de participação e construção da coletividade. Obutchénie. Revista De Didática E Psicologia Pedagógica, 9 (Contínua), e 2025-36. https://doi.org/10.14393/OBv9.e2025-36
Na frase “Temos defendido que os grêmios têm um papel importante no âmbito da educação para a democracia”, o item grifado exerce a função sintática de: 
Alternativas
Q3957438 Português
Considere fragmento do artigo “Grêmio Estudantil e Convivência Escolar: espaço de participação e construção da coletividade” para responder à questão.


    A atuação com os grêmios tem produzido muitas inquietações e questões para investigação, em um movimento interessante de articulação entre a extensão universitária e a pesquisa acadêmica. Tem gerado, assim, pesquisas em níveis de iniciação científica, mestrado e doutorado, concebidas a partir da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão como um princípio constitucional e epistemológico da universidade pública. [...]
    Entendemos o trabalho junto ao grêmio estudantil como espaço privilegiado para rompermos com práticas verticalizadas e autoritárias presentes na educação escolar, assim como para a transformação da relação entre aluno e escola. No caso da implementação de grêmios escolares, é necessário que este tenha condições objetivas para ser livre e independente, como preconiza a Lei dos Grêmios Livres (Brasil, 1985). Ou seja, que não haja interferência direta da equipe gestora ou das professoras nas eleições e deliberações do grêmio, mas que ao invés disso seja defendida, propiciada e desenvolvida a autonomia deste coletivo estudantil. Temos defendido que os grêmios têm um papel importante no âmbito da educação para a democracia, da formação de cidadãos críticos, que participem mais ativamente da vida pública, da defesa e da conquista de direitos (Paro, 2001; Asbahr, 2022).



Claudino-Kamazaki, S. G., Santos, C. C. P., & Asbahr, F. da S. F. (2025). Grêmio Estudantil e Convivência Escolar: espaço de participação e construção da coletividade. Obutchénie. Revista De Didática E Psicologia Pedagógica, 9 (Contínua), e 2025-36. https://doi.org/10.14393/OBv9.e2025-36
O fragmento “A atuação com os grêmios tem produzido muitas inquietações e questões para investigação” integra um artigo científico, gênero textual que apresenta características composicionais, estilísticas e temáticas relativamente estáveis. Considerando essas características, analise as afirmações a seguir:

I. O artigo científico caracteriza-se pela defesa de um ponto de vista ou de resultados de pesquisa, sustentados por argumentação e fundamentação teórica.
II. Esse gênero faz uso de linguagem objetiva, impessoal e formal, com vocabulário técnico e emprego recorrente de referências a autores, leis ou pesquisas.
III. O artigo científico tem como finalidade principal narrar fatos de maneira imediata, priorizando a subjetividade do autor.
IV. A organização do artigo científico envolve a apresentação de um problema, o desenvolvimento argumentativo e considerações finais fundamentadas.
V. O artigo científico exige, como característica obrigatória, o uso exclusivo de dados estatísticos e gráficos.



Assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3957177 Português
TEXTO 01


Saúde mental: especialistas alertam
para a perigosa ‘epidemia de diagnósticos’


    Ao longo de boa parte do século XX, recaía sobre o sofrimento psíquico alta dose de desconhecimento e preconceito, e o tormento era logo alojado no escaninho da inadequação social, da fraqueza e até do desvio moral. Quem deixasse entrever uma instabilidade emocional mais profunda não raro se via afastado da vida em sociedade e acabava internado num hospital.( ) A ciência então evoluiu, encontrando formas eficazes de duelar contra os males da mente, que ganharam nomenclaturas hoje tão difundidas – depressão, ansiedade e outros tantos transtornos.
    ( ) Os especialistas têm observado um efeito colateral: o diagnóstico dessas doenças disparou de forma preocupante. Uma ala séria da medicina mundial afirma haver aí excessos tanto por parte dos profissionais, que estariam se precipitando ao prescrever remédios de tarja preta sem uma observação mais consistente do paciente, como por parte de pessoas que, diante de cansaço, estresse e tristeza, recorrem por conta própria a ansiolíticos e antidepressivos – sobretudo a turma jovem. Um dos mais respeitados estudiosos do tema, o psiquiatra Luis Augusto Rohde, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, lançou um alerta sobre a questão que reverberou no meio médico. “As condições de saúde mental não funcionam como um teste de gravidez, com resultado positivo ou negativo. O ponto de corte é sempre em alguma medida , arbitrário”, afirma ele, que diz estar em curso uma epidemia dos “diagnósticos fast-food”, fruto de consultas rápidas e inexperiência. “Quando o médico não tem formação adequada, há o risco de indicar remédios inadequados que podem levar à dependência”, enfatiza. (...) “Existe uma confusão muito grande sobre o que é , de fato, um transtorno mental e o que faz parte das tensões normais da vida”, observa Miriam Gorender, diretora da Associação Brasileira de Psiquiatria. (...)
     Em seu best-seller Nação Dopamina, a psiquiatra Anna Lembke, da Universidade de Stanford, descreve o mundo de hoje em um desequilíbrio crônico entre prazer e dor, no qual as pessoas, cercadas de estímulos recompensadores, tendem a rejeitar o desconforto. É nesse ponto que se abre a brecha para o que o filósofo francês Michel Foucault ( 1926 – 1984) chamou de “medicalização da vida”, referindo-se à propensão humana de transformar sentimentos e emoções em condições médicas. “Nem toda criança agitada tem TDAH, assim como nem todo adulto distraído está doente”, resume o neuropediatra Mauro Muszkat. Nada como ciência elevada, bons médicos e sensatez para navegar em meio à tamanha complexidade e manter a mente saudável.


(veja.abril.com.br/saúde/saúde-mental-especialistas-alertam -para-a-perigosa-epidemia-de-diagnosticos/textoadaptado. Acesso em: 7 fev. 2026)  
Analisando a ênfase nos elementos de comunicação empregados no texto, predominam nele, as seguintes funções de linguagem:
Alternativas
Q3957176 Português
TEXTO 01


Saúde mental: especialistas alertam
para a perigosa ‘epidemia de diagnósticos’


    Ao longo de boa parte do século XX, recaía sobre o sofrimento psíquico alta dose de desconhecimento e preconceito, e o tormento era logo alojado no escaninho da inadequação social, da fraqueza e até do desvio moral. Quem deixasse entrever uma instabilidade emocional mais profunda não raro se via afastado da vida em sociedade e acabava internado num hospital.( ) A ciência então evoluiu, encontrando formas eficazes de duelar contra os males da mente, que ganharam nomenclaturas hoje tão difundidas – depressão, ansiedade e outros tantos transtornos.
    ( ) Os especialistas têm observado um efeito colateral: o diagnóstico dessas doenças disparou de forma preocupante. Uma ala séria da medicina mundial afirma haver aí excessos tanto por parte dos profissionais, que estariam se precipitando ao prescrever remédios de tarja preta sem uma observação mais consistente do paciente, como por parte de pessoas que, diante de cansaço, estresse e tristeza, recorrem por conta própria a ansiolíticos e antidepressivos – sobretudo a turma jovem. Um dos mais respeitados estudiosos do tema, o psiquiatra Luis Augusto Rohde, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, lançou um alerta sobre a questão que reverberou no meio médico. “As condições de saúde mental não funcionam como um teste de gravidez, com resultado positivo ou negativo. O ponto de corte é sempre em alguma medida , arbitrário”, afirma ele, que diz estar em curso uma epidemia dos “diagnósticos fast-food”, fruto de consultas rápidas e inexperiência. “Quando o médico não tem formação adequada, há o risco de indicar remédios inadequados que podem levar à dependência”, enfatiza. (...) “Existe uma confusão muito grande sobre o que é , de fato, um transtorno mental e o que faz parte das tensões normais da vida”, observa Miriam Gorender, diretora da Associação Brasileira de Psiquiatria. (...)
     Em seu best-seller Nação Dopamina, a psiquiatra Anna Lembke, da Universidade de Stanford, descreve o mundo de hoje em um desequilíbrio crônico entre prazer e dor, no qual as pessoas, cercadas de estímulos recompensadores, tendem a rejeitar o desconforto. É nesse ponto que se abre a brecha para o que o filósofo francês Michel Foucault ( 1926 – 1984) chamou de “medicalização da vida”, referindo-se à propensão humana de transformar sentimentos e emoções em condições médicas. “Nem toda criança agitada tem TDAH, assim como nem todo adulto distraído está doente”, resume o neuropediatra Mauro Muszkat. Nada como ciência elevada, bons médicos e sensatez para navegar em meio à tamanha complexidade e manter a mente saudável.


(veja.abril.com.br/saúde/saúde-mental-especialistas-alertam -para-a-perigosa-epidemia-de-diagnosticos/textoadaptado. Acesso em: 7 fev. 2026)  
Considerando as palavras extraídas do texto, a única que é formada pelo processo de composição por justaposição é:
Alternativas
Q3957175 Português
TEXTO 01


Saúde mental: especialistas alertam
para a perigosa ‘epidemia de diagnósticos’


    Ao longo de boa parte do século XX, recaía sobre o sofrimento psíquico alta dose de desconhecimento e preconceito, e o tormento era logo alojado no escaninho da inadequação social, da fraqueza e até do desvio moral. Quem deixasse entrever uma instabilidade emocional mais profunda não raro se via afastado da vida em sociedade e acabava internado num hospital.( ) A ciência então evoluiu, encontrando formas eficazes de duelar contra os males da mente, que ganharam nomenclaturas hoje tão difundidas – depressão, ansiedade e outros tantos transtornos.
    ( ) Os especialistas têm observado um efeito colateral: o diagnóstico dessas doenças disparou de forma preocupante. Uma ala séria da medicina mundial afirma haver aí excessos tanto por parte dos profissionais, que estariam se precipitando ao prescrever remédios de tarja preta sem uma observação mais consistente do paciente, como por parte de pessoas que, diante de cansaço, estresse e tristeza, recorrem por conta própria a ansiolíticos e antidepressivos – sobretudo a turma jovem. Um dos mais respeitados estudiosos do tema, o psiquiatra Luis Augusto Rohde, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, lançou um alerta sobre a questão que reverberou no meio médico. “As condições de saúde mental não funcionam como um teste de gravidez, com resultado positivo ou negativo. O ponto de corte é sempre em alguma medida , arbitrário”, afirma ele, que diz estar em curso uma epidemia dos “diagnósticos fast-food”, fruto de consultas rápidas e inexperiência. “Quando o médico não tem formação adequada, há o risco de indicar remédios inadequados que podem levar à dependência”, enfatiza. (...) “Existe uma confusão muito grande sobre o que é , de fato, um transtorno mental e o que faz parte das tensões normais da vida”, observa Miriam Gorender, diretora da Associação Brasileira de Psiquiatria. (...)
     Em seu best-seller Nação Dopamina, a psiquiatra Anna Lembke, da Universidade de Stanford, descreve o mundo de hoje em um desequilíbrio crônico entre prazer e dor, no qual as pessoas, cercadas de estímulos recompensadores, tendem a rejeitar o desconforto. É nesse ponto que se abre a brecha para o que o filósofo francês Michel Foucault ( 1926 – 1984) chamou de “medicalização da vida”, referindo-se à propensão humana de transformar sentimentos e emoções em condições médicas. “Nem toda criança agitada tem TDAH, assim como nem todo adulto distraído está doente”, resume o neuropediatra Mauro Muszkat. Nada como ciência elevada, bons médicos e sensatez para navegar em meio à tamanha complexidade e manter a mente saudável.


(veja.abril.com.br/saúde/saúde-mental-especialistas-alertam -para-a-perigosa-epidemia-de-diagnosticos/textoadaptado. Acesso em: 7 fev. 2026)  
Considere a palavra “antidepressivos” e marque a alternativa que apresenta o número de letras e o número de fonemas na sua formação:
Alternativas
Q3957174 Português
TEXTO 01


Saúde mental: especialistas alertam
para a perigosa ‘epidemia de diagnósticos’


    Ao longo de boa parte do século XX, recaía sobre o sofrimento psíquico alta dose de desconhecimento e preconceito, e o tormento era logo alojado no escaninho da inadequação social, da fraqueza e até do desvio moral. Quem deixasse entrever uma instabilidade emocional mais profunda não raro se via afastado da vida em sociedade e acabava internado num hospital.( ) A ciência então evoluiu, encontrando formas eficazes de duelar contra os males da mente, que ganharam nomenclaturas hoje tão difundidas – depressão, ansiedade e outros tantos transtornos.
    ( ) Os especialistas têm observado um efeito colateral: o diagnóstico dessas doenças disparou de forma preocupante. Uma ala séria da medicina mundial afirma haver aí excessos tanto por parte dos profissionais, que estariam se precipitando ao prescrever remédios de tarja preta sem uma observação mais consistente do paciente, como por parte de pessoas que, diante de cansaço, estresse e tristeza, recorrem por conta própria a ansiolíticos e antidepressivos – sobretudo a turma jovem. Um dos mais respeitados estudiosos do tema, o psiquiatra Luis Augusto Rohde, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, lançou um alerta sobre a questão que reverberou no meio médico. “As condições de saúde mental não funcionam como um teste de gravidez, com resultado positivo ou negativo. O ponto de corte é sempre em alguma medida , arbitrário”, afirma ele, que diz estar em curso uma epidemia dos “diagnósticos fast-food”, fruto de consultas rápidas e inexperiência. “Quando o médico não tem formação adequada, há o risco de indicar remédios inadequados que podem levar à dependência”, enfatiza. (...) “Existe uma confusão muito grande sobre o que é , de fato, um transtorno mental e o que faz parte das tensões normais da vida”, observa Miriam Gorender, diretora da Associação Brasileira de Psiquiatria. (...)
     Em seu best-seller Nação Dopamina, a psiquiatra Anna Lembke, da Universidade de Stanford, descreve o mundo de hoje em um desequilíbrio crônico entre prazer e dor, no qual as pessoas, cercadas de estímulos recompensadores, tendem a rejeitar o desconforto. É nesse ponto que se abre a brecha para o que o filósofo francês Michel Foucault ( 1926 – 1984) chamou de “medicalização da vida”, referindo-se à propensão humana de transformar sentimentos e emoções em condições médicas. “Nem toda criança agitada tem TDAH, assim como nem todo adulto distraído está doente”, resume o neuropediatra Mauro Muszkat. Nada como ciência elevada, bons médicos e sensatez para navegar em meio à tamanha complexidade e manter a mente saudável.


(veja.abril.com.br/saúde/saúde-mental-especialistas-alertam -para-a-perigosa-epidemia-de-diagnosticos/textoadaptado. Acesso em: 7 fev. 2026)  
Analise as palavras a seguir e marque a alternativa que apresenta um hiato, um dígrafo, um ditongo crescente e um tritongo respectivamente:
Alternativas
Q3957173 Português
TEXTO 01


Saúde mental: especialistas alertam
para a perigosa ‘epidemia de diagnósticos’


    Ao longo de boa parte do século XX, recaía sobre o sofrimento psíquico alta dose de desconhecimento e preconceito, e o tormento era logo alojado no escaninho da inadequação social, da fraqueza e até do desvio moral. Quem deixasse entrever uma instabilidade emocional mais profunda não raro se via afastado da vida em sociedade e acabava internado num hospital.( ) A ciência então evoluiu, encontrando formas eficazes de duelar contra os males da mente, que ganharam nomenclaturas hoje tão difundidas – depressão, ansiedade e outros tantos transtornos.
    ( ) Os especialistas têm observado um efeito colateral: o diagnóstico dessas doenças disparou de forma preocupante. Uma ala séria da medicina mundial afirma haver aí excessos tanto por parte dos profissionais, que estariam se precipitando ao prescrever remédios de tarja preta sem uma observação mais consistente do paciente, como por parte de pessoas que, diante de cansaço, estresse e tristeza, recorrem por conta própria a ansiolíticos e antidepressivos – sobretudo a turma jovem. Um dos mais respeitados estudiosos do tema, o psiquiatra Luis Augusto Rohde, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, lançou um alerta sobre a questão que reverberou no meio médico. “As condições de saúde mental não funcionam como um teste de gravidez, com resultado positivo ou negativo. O ponto de corte é sempre em alguma medida , arbitrário”, afirma ele, que diz estar em curso uma epidemia dos “diagnósticos fast-food”, fruto de consultas rápidas e inexperiência. “Quando o médico não tem formação adequada, há o risco de indicar remédios inadequados que podem levar à dependência”, enfatiza. (...) “Existe uma confusão muito grande sobre o que é , de fato, um transtorno mental e o que faz parte das tensões normais da vida”, observa Miriam Gorender, diretora da Associação Brasileira de Psiquiatria. (...)
     Em seu best-seller Nação Dopamina, a psiquiatra Anna Lembke, da Universidade de Stanford, descreve o mundo de hoje em um desequilíbrio crônico entre prazer e dor, no qual as pessoas, cercadas de estímulos recompensadores, tendem a rejeitar o desconforto. É nesse ponto que se abre a brecha para o que o filósofo francês Michel Foucault ( 1926 – 1984) chamou de “medicalização da vida”, referindo-se à propensão humana de transformar sentimentos e emoções em condições médicas. “Nem toda criança agitada tem TDAH, assim como nem todo adulto distraído está doente”, resume o neuropediatra Mauro Muszkat. Nada como ciência elevada, bons médicos e sensatez para navegar em meio à tamanha complexidade e manter a mente saudável.


(veja.abril.com.br/saúde/saúde-mental-especialistas-alertam -para-a-perigosa-epidemia-de-diagnosticos/textoadaptado. Acesso em: 7 fev. 2026)  
Analise as palavras abaixo e marque a alternativa que apresenta aquelas que são acentuadas pela mesma regra:
Alternativas
Respostas
601: A
602: C
603: B
604: B
605: A
606: A
607: B
608: C
609: B
610: A
611: C
612: C
613: A
614: B
615: A
616: B
617: A
618: D
619: B
620: A