Questões de Concurso Sobre português para psicólogo

Foram encontradas 13.232 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Ano: 2023 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Novo Cabrais - RS Provas: FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Professor De Ensino Fundamental Séries Finais - Português | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Professor de Artes | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Professor de Educação Física | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Professor De Ensino Fundamental Séries Finais - História | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Professor de Educação Especial | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Professor De Ensino Fundamental Séries Finais – Geografia | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Professor De Inglês | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Professor Educação Infantil E Séries Iniciais Ensino Fundamental | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Professor Ensino Fundamental Séries Finais Ciências Físicas E Biológicas | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Contador | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Controlador Interno | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Dentista | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Médico do PSF | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Fonoaudiólogo | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Farmacêutico | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Médico Psiquiatra | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Pedagogo | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Médico Veterinário | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Nutricionista | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Engenheiro Civil | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Médico Clínico Geral | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Psicopedagogo | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Enfermeiro | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Psicólogo | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Professor De Ensino Fundamental Séries Finais – Matemática | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Assistente Social |
Q2431210 Português

Rita me abriu uma porta e chamou: “vem comigo”.


Por Martha Medeiros


01 Resumida história do jeans: durante ... Corrida do Ouro, na Califórnia, mineradores

02 precisavam de roupas fortes e duráveis, então o industrial Levi Strauss inventou calças em tecido

03 rústico, usando toldos de barracas e carroças. O molde veio de uma calça de marinheiro genovês,

04 daí a palavra jeans.

05 A partir de 1930, essas calças começaram a ser usadas em filmes de cowboy. Nos anos

06 1950, James Dean e Marylin Monroe aderiram, e o jeans tornou-se um símbolo de rebeldia,

07 popularizando-se entre os jovens. Nos anos 1960 e 1970, o movimento hippie consagrou-o.

08 Revolução concluída, o jeans foi adotado pela moda nos anos 1980, com estilistas lançando suas

09 próprias marcas.

10 O resumo da minha história: nasci com o gene da obediência. Fui uma menina mais calada

11 do que extrovertida, e ser livre virou um ideal. Um dia, ouvi um jingle que definia liberdade como

12 sendo uma calça velha, azul e desbotada. Comprei e não tirei mais do corpo. Na adolescência,

13 só faltava dormir com as calças da Lixo, famosas pela boca pata de elefante. ... despeito da

14 marca, eu chamava todas elas de calça Lee em vez de jeans.

15 Virou peça curinga de pessoas de todas as idades, classes, credos e cruz-credos: é da

16 natureza do jeans, a democracia. Um uniforme que convida ... autenticidade: pode-se usá-lo

17 com pedrarias ou rasgões, pérolas no pescoço ou dreadlock no cabelo.

18 Está nos brechós e nas vitrines da Avenue Montaigne. São tantos os estilos, que buscar

19 o modelo perfeito se tornou um estresse, mas depois de experimentar uns 30 no provador de

20 uma loja de departamentos, a gente acaba dando match com algum (essa sou eu, a que prefere

21 um jeans “zé-ninguém” aos de grife).

22 Comecei a escrever este texto _________ foi em 20 de maio de 1873 que Levi Strauss

23 patenteou o jeans, dando início ao seu bombástico sucesso. Há exatos 150 anos. Achei que cabia

24 o registro em crônica, e estava exatamente aqui, nos parágrafos finais, quando soube da morte

25 de Rita. Foi um flechaço: adeus. Parecia que eu tinha perdido uma amiga íntima. Fiquei sem

26 palavras, abandonei o computador e fui fazer meu luto. Só mais tarde voltei ao texto, perplexa

27 com a coincidência luminosa: Lee.

28 Minha mais importante Lee. A que me ensinou o que era liberdade para além dos refrões

29 de jingles, a que salvou a menina perdida, procurando se encontrar. Rita me abriu uma porta e

30 chamou, “vem comigo”, e fui com ela bailar, amar, gozar e nunca mais me calei.

31 Se tive coragem para ser uma mulher independente, devo à Rita o empurrão e o caimento.

32 Agora é tratar de viver o daqui para frente, sobre o qual sei quase nada, apenas que, mesmo

33 que aos 90 anos, é de jeans que pretendo ser flagrada no final.


(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2023/05/rita-me-abriu-uma-porta-e-chamou-vem-comigo-clhtfxiuh008d0165t6g20fpv.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o emprego dos sinais de pontuação, analise as assertivas a seguir:

I. Na linha 01, o emprego dos dois-pontos deve-se à introdução de uma explicação a respeito de um termo anterior à ocorrência desse sinal de pontuação.

II. Na linha 04, o emprego das aspas deve-se ao fato de que a palavra está sendo citada a partir do discurso de outra pessoa.

III. Na linha 30, o emprego do travessão introduz a fala de um personagem.

Quais estão corretas?

Alternativas
Ano: 2023 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Novo Cabrais - RS Provas: FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Professor De Ensino Fundamental Séries Finais - Português | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Professor de Artes | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Professor de Educação Física | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Professor De Ensino Fundamental Séries Finais - História | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Professor de Educação Especial | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Professor De Ensino Fundamental Séries Finais – Geografia | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Professor De Inglês | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Professor Educação Infantil E Séries Iniciais Ensino Fundamental | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Professor Ensino Fundamental Séries Finais Ciências Físicas E Biológicas | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Contador | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Controlador Interno | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Dentista | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Médico do PSF | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Fonoaudiólogo | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Farmacêutico | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Médico Psiquiatra | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Pedagogo | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Médico Veterinário | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Nutricionista | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Engenheiro Civil | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Médico Clínico Geral | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Psicopedagogo | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Enfermeiro | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Psicólogo | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Professor De Ensino Fundamental Séries Finais – Matemática | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Assistente Social |
Q2431209 Português

Rita me abriu uma porta e chamou: “vem comigo”.


Por Martha Medeiros


01 Resumida história do jeans: durante ... Corrida do Ouro, na Califórnia, mineradores

02 precisavam de roupas fortes e duráveis, então o industrial Levi Strauss inventou calças em tecido

03 rústico, usando toldos de barracas e carroças. O molde veio de uma calça de marinheiro genovês,

04 daí a palavra jeans.

05 A partir de 1930, essas calças começaram a ser usadas em filmes de cowboy. Nos anos

06 1950, James Dean e Marylin Monroe aderiram, e o jeans tornou-se um símbolo de rebeldia,

07 popularizando-se entre os jovens. Nos anos 1960 e 1970, o movimento hippie consagrou-o.

08 Revolução concluída, o jeans foi adotado pela moda nos anos 1980, com estilistas lançando suas

09 próprias marcas.

10 O resumo da minha história: nasci com o gene da obediência. Fui uma menina mais calada

11 do que extrovertida, e ser livre virou um ideal. Um dia, ouvi um jingle que definia liberdade como

12 sendo uma calça velha, azul e desbotada. Comprei e não tirei mais do corpo. Na adolescência,

13 só faltava dormir com as calças da Lixo, famosas pela boca pata de elefante. ... despeito da

14 marca, eu chamava todas elas de calça Lee em vez de jeans.

15 Virou peça curinga de pessoas de todas as idades, classes, credos e cruz-credos: é da

16 natureza do jeans, a democracia. Um uniforme que convida ... autenticidade: pode-se usá-lo

17 com pedrarias ou rasgões, pérolas no pescoço ou dreadlock no cabelo.

18 Está nos brechós e nas vitrines da Avenue Montaigne. São tantos os estilos, que buscar

19 o modelo perfeito se tornou um estresse, mas depois de experimentar uns 30 no provador de

20 uma loja de departamentos, a gente acaba dando match com algum (essa sou eu, a que prefere

21 um jeans “zé-ninguém” aos de grife).

22 Comecei a escrever este texto _________ foi em 20 de maio de 1873 que Levi Strauss

23 patenteou o jeans, dando início ao seu bombástico sucesso. Há exatos 150 anos. Achei que cabia

24 o registro em crônica, e estava exatamente aqui, nos parágrafos finais, quando soube da morte

25 de Rita. Foi um flechaço: adeus. Parecia que eu tinha perdido uma amiga íntima. Fiquei sem

26 palavras, abandonei o computador e fui fazer meu luto. Só mais tarde voltei ao texto, perplexa

27 com a coincidência luminosa: Lee.

28 Minha mais importante Lee. A que me ensinou o que era liberdade para além dos refrões

29 de jingles, a que salvou a menina perdida, procurando se encontrar. Rita me abriu uma porta e

30 chamou, “vem comigo”, e fui com ela bailar, amar, gozar e nunca mais me calei.

31 Se tive coragem para ser uma mulher independente, devo à Rita o empurrão e o caimento.

32 Agora é tratar de viver o daqui para frente, sobre o qual sei quase nada, apenas que, mesmo

33 que aos 90 anos, é de jeans que pretendo ser flagrada no final.


(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2023/05/rita-me-abriu-uma-porta-e-chamou-vem-comigo-clhtfxiuh008d0165t6g20fpv.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa na qual NÃO tenha havido o emprego de linguagem figurada.

Alternativas
Ano: 2023 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Novo Cabrais - RS Provas: FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Professor De Ensino Fundamental Séries Finais - Português | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Professor de Artes | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Professor de Educação Física | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Professor De Ensino Fundamental Séries Finais - História | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Professor de Educação Especial | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Professor De Ensino Fundamental Séries Finais – Geografia | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Professor De Inglês | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Professor Educação Infantil E Séries Iniciais Ensino Fundamental | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Professor Ensino Fundamental Séries Finais Ciências Físicas E Biológicas | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Contador | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Controlador Interno | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Dentista | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Médico do PSF | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Fonoaudiólogo | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Farmacêutico | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Médico Psiquiatra | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Pedagogo | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Médico Veterinário | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Nutricionista | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Engenheiro Civil | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Médico Clínico Geral | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Psicopedagogo | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Enfermeiro | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Psicólogo | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Professor De Ensino Fundamental Séries Finais – Matemática | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Assistente Social |
Q2431208 Português

Rita me abriu uma porta e chamou: “vem comigo”.


Por Martha Medeiros


01 Resumida história do jeans: durante ... Corrida do Ouro, na Califórnia, mineradores

02 precisavam de roupas fortes e duráveis, então o industrial Levi Strauss inventou calças em tecido

03 rústico, usando toldos de barracas e carroças. O molde veio de uma calça de marinheiro genovês,

04 daí a palavra jeans.

05 A partir de 1930, essas calças começaram a ser usadas em filmes de cowboy. Nos anos

06 1950, James Dean e Marylin Monroe aderiram, e o jeans tornou-se um símbolo de rebeldia,

07 popularizando-se entre os jovens. Nos anos 1960 e 1970, o movimento hippie consagrou-o.

08 Revolução concluída, o jeans foi adotado pela moda nos anos 1980, com estilistas lançando suas

09 próprias marcas.

10 O resumo da minha história: nasci com o gene da obediência. Fui uma menina mais calada

11 do que extrovertida, e ser livre virou um ideal. Um dia, ouvi um jingle que definia liberdade como

12 sendo uma calça velha, azul e desbotada. Comprei e não tirei mais do corpo. Na adolescência,

13 só faltava dormir com as calças da Lixo, famosas pela boca pata de elefante. ... despeito da

14 marca, eu chamava todas elas de calça Lee em vez de jeans.

15 Virou peça curinga de pessoas de todas as idades, classes, credos e cruz-credos: é da

16 natureza do jeans, a democracia. Um uniforme que convida ... autenticidade: pode-se usá-lo

17 com pedrarias ou rasgões, pérolas no pescoço ou dreadlock no cabelo.

18 Está nos brechós e nas vitrines da Avenue Montaigne. São tantos os estilos, que buscar

19 o modelo perfeito se tornou um estresse, mas depois de experimentar uns 30 no provador de

20 uma loja de departamentos, a gente acaba dando match com algum (essa sou eu, a que prefere

21 um jeans “zé-ninguém” aos de grife).

22 Comecei a escrever este texto _________ foi em 20 de maio de 1873 que Levi Strauss

23 patenteou o jeans, dando início ao seu bombástico sucesso. Há exatos 150 anos. Achei que cabia

24 o registro em crônica, e estava exatamente aqui, nos parágrafos finais, quando soube da morte

25 de Rita. Foi um flechaço: adeus. Parecia que eu tinha perdido uma amiga íntima. Fiquei sem

26 palavras, abandonei o computador e fui fazer meu luto. Só mais tarde voltei ao texto, perplexa

27 com a coincidência luminosa: Lee.

28 Minha mais importante Lee. A que me ensinou o que era liberdade para além dos refrões

29 de jingles, a que salvou a menina perdida, procurando se encontrar. Rita me abriu uma porta e

30 chamou, “vem comigo”, e fui com ela bailar, amar, gozar e nunca mais me calei.

31 Se tive coragem para ser uma mulher independente, devo à Rita o empurrão e o caimento.

32 Agora é tratar de viver o daqui para frente, sobre o qual sei quase nada, apenas que, mesmo

33 que aos 90 anos, é de jeans que pretendo ser flagrada no final.


(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2023/05/rita-me-abriu-uma-porta-e-chamou-vem-comigo-clhtfxiuh008d0165t6g20fpv.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas das linhas 01, 13 e 16.

Alternativas
Ano: 2023 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Novo Cabrais - RS Provas: FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Professor De Ensino Fundamental Séries Finais - Português | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Professor de Artes | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Professor de Educação Física | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Professor De Ensino Fundamental Séries Finais - História | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Professor de Educação Especial | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Professor De Ensino Fundamental Séries Finais – Geografia | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Professor De Inglês | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Professor Educação Infantil E Séries Iniciais Ensino Fundamental | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Professor Ensino Fundamental Séries Finais Ciências Físicas E Biológicas | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Contador | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Controlador Interno | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Médico do PSF | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Dentista | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Fonoaudiólogo | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Farmacêutico | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Médico Psiquiatra | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Pedagogo | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Médico Veterinário | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Nutricionista | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Engenheiro Civil | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Médico Clínico Geral | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Psicopedagogo | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Enfermeiro | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Psicólogo | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Professor De Ensino Fundamental Séries Finais – Matemática | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Assistente Social |
Q2431207 Português

Rita me abriu uma porta e chamou: “vem comigo”.


Por Martha Medeiros


01 Resumida história do jeans: durante ... Corrida do Ouro, na Califórnia, mineradores

02 precisavam de roupas fortes e duráveis, então o industrial Levi Strauss inventou calças em tecido

03 rústico, usando toldos de barracas e carroças. O molde veio de uma calça de marinheiro genovês,

04 daí a palavra jeans.

05 A partir de 1930, essas calças começaram a ser usadas em filmes de cowboy. Nos anos

06 1950, James Dean e Marylin Monroe aderiram, e o jeans tornou-se um símbolo de rebeldia,

07 popularizando-se entre os jovens. Nos anos 1960 e 1970, o movimento hippie consagrou-o.

08 Revolução concluída, o jeans foi adotado pela moda nos anos 1980, com estilistas lançando suas

09 próprias marcas.

10 O resumo da minha história: nasci com o gene da obediência. Fui uma menina mais calada

11 do que extrovertida, e ser livre virou um ideal. Um dia, ouvi um jingle que definia liberdade como

12 sendo uma calça velha, azul e desbotada. Comprei e não tirei mais do corpo. Na adolescência,

13 só faltava dormir com as calças da Lixo, famosas pela boca pata de elefante. ... despeito da

14 marca, eu chamava todas elas de calça Lee em vez de jeans.

15 Virou peça curinga de pessoas de todas as idades, classes, credos e cruz-credos: é da

16 natureza do jeans, a democracia. Um uniforme que convida ... autenticidade: pode-se usá-lo

17 com pedrarias ou rasgões, pérolas no pescoço ou dreadlock no cabelo.

18 Está nos brechós e nas vitrines da Avenue Montaigne. São tantos os estilos, que buscar

19 o modelo perfeito se tornou um estresse, mas depois de experimentar uns 30 no provador de

20 uma loja de departamentos, a gente acaba dando match com algum (essa sou eu, a que prefere

21 um jeans “zé-ninguém” aos de grife).

22 Comecei a escrever este texto _________ foi em 20 de maio de 1873 que Levi Strauss

23 patenteou o jeans, dando início ao seu bombástico sucesso. Há exatos 150 anos. Achei que cabia

24 o registro em crônica, e estava exatamente aqui, nos parágrafos finais, quando soube da morte

25 de Rita. Foi um flechaço: adeus. Parecia que eu tinha perdido uma amiga íntima. Fiquei sem

26 palavras, abandonei o computador e fui fazer meu luto. Só mais tarde voltei ao texto, perplexa

27 com a coincidência luminosa: Lee.

28 Minha mais importante Lee. A que me ensinou o que era liberdade para além dos refrões

29 de jingles, a que salvou a menina perdida, procurando se encontrar. Rita me abriu uma porta e

30 chamou, “vem comigo”, e fui com ela bailar, amar, gozar e nunca mais me calei.

31 Se tive coragem para ser uma mulher independente, devo à Rita o empurrão e o caimento.

32 Agora é tratar de viver o daqui para frente, sobre o qual sei quase nada, apenas que, mesmo

33 que aos 90 anos, é de jeans que pretendo ser flagrada no final.


(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2023/05/rita-me-abriu-uma-porta-e-chamou-vem-comigo-clhtfxiuh008d0165t6g20fpv.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta palavra cujo significado é semelhante ao do vocábulo “rústico” (l. 03), considerando-se a situação de ocorrência no texto anterior.

Alternativas
Ano: 2023 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Novo Cabrais - RS Provas: FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Professor De Ensino Fundamental Séries Finais - Português | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Professor de Artes | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Professor de Educação Física | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Professor De Ensino Fundamental Séries Finais - História | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Professor de Educação Especial | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Professor De Ensino Fundamental Séries Finais – Geografia | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Professor De Inglês | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Professor Educação Infantil E Séries Iniciais Ensino Fundamental | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Professor Ensino Fundamental Séries Finais Ciências Físicas E Biológicas | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Contador | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Controlador Interno | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Médico do PSF | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Dentista | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Fonoaudiólogo | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Farmacêutico | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Médico Psiquiatra | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Pedagogo | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Médico Veterinário | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Nutricionista | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Engenheiro Civil | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Médico Clínico Geral | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Psicopedagogo | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Enfermeiro | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Psicólogo | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Professor De Ensino Fundamental Séries Finais – Matemática | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Assistente Social |
Q2431206 Português

Rita me abriu uma porta e chamou: “vem comigo”.


Por Martha Medeiros


01 Resumida história do jeans: durante ... Corrida do Ouro, na Califórnia, mineradores

02 precisavam de roupas fortes e duráveis, então o industrial Levi Strauss inventou calças em tecido

03 rústico, usando toldos de barracas e carroças. O molde veio de uma calça de marinheiro genovês,

04 daí a palavra jeans.

05 A partir de 1930, essas calças começaram a ser usadas em filmes de cowboy. Nos anos

06 1950, James Dean e Marylin Monroe aderiram, e o jeans tornou-se um símbolo de rebeldia,

07 popularizando-se entre os jovens. Nos anos 1960 e 1970, o movimento hippie consagrou-o.

08 Revolução concluída, o jeans foi adotado pela moda nos anos 1980, com estilistas lançando suas

09 próprias marcas.

10 O resumo da minha história: nasci com o gene da obediência. Fui uma menina mais calada

11 do que extrovertida, e ser livre virou um ideal. Um dia, ouvi um jingle que definia liberdade como

12 sendo uma calça velha, azul e desbotada. Comprei e não tirei mais do corpo. Na adolescência,

13 só faltava dormir com as calças da Lixo, famosas pela boca pata de elefante. ... despeito da

14 marca, eu chamava todas elas de calça Lee em vez de jeans.

15 Virou peça curinga de pessoas de todas as idades, classes, credos e cruz-credos: é da

16 natureza do jeans, a democracia. Um uniforme que convida ... autenticidade: pode-se usá-lo

17 com pedrarias ou rasgões, pérolas no pescoço ou dreadlock no cabelo.

18 Está nos brechós e nas vitrines da Avenue Montaigne. São tantos os estilos, que buscar

19 o modelo perfeito se tornou um estresse, mas depois de experimentar uns 30 no provador de

20 uma loja de departamentos, a gente acaba dando match com algum (essa sou eu, a que prefere

21 um jeans “zé-ninguém” aos de grife).

22 Comecei a escrever este texto _________ foi em 20 de maio de 1873 que Levi Strauss

23 patenteou o jeans, dando início ao seu bombástico sucesso. Há exatos 150 anos. Achei que cabia

24 o registro em crônica, e estava exatamente aqui, nos parágrafos finais, quando soube da morte

25 de Rita. Foi um flechaço: adeus. Parecia que eu tinha perdido uma amiga íntima. Fiquei sem

26 palavras, abandonei o computador e fui fazer meu luto. Só mais tarde voltei ao texto, perplexa

27 com a coincidência luminosa: Lee.

28 Minha mais importante Lee. A que me ensinou o que era liberdade para além dos refrões

29 de jingles, a que salvou a menina perdida, procurando se encontrar. Rita me abriu uma porta e

30 chamou, “vem comigo”, e fui com ela bailar, amar, gozar e nunca mais me calei.

31 Se tive coragem para ser uma mulher independente, devo à Rita o empurrão e o caimento.

32 Agora é tratar de viver o daqui para frente, sobre o qual sei quase nada, apenas que, mesmo

33 que aos 90 anos, é de jeans que pretendo ser flagrada no final.


(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2023/05/rita-me-abriu-uma-porta-e-chamou-vem-comigo-clhtfxiuh008d0165t6g20fpv.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Coloque os eventos a seguir em ordem cronológica, sendo o número 1 relacionado ao primeiro evento, e assim subsequentemente, de acordo com a história do surgimento do jeans relatada pelo texto:


( ) O jeans tornou-se um símbolo de rebeldia entre os jovens.

( ) Foram lançadas calças jeans com a assinatura de estilistas.

( ) Levi Strauss inventou as calças jeans.

( ) As calças jeans passaram a ser usadas em filmes de cowboys.

( ) O movimento hippie consagrou o jeans.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

Alternativas
Ano: 2023 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Novo Cabrais - RS Provas: FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Professor De Ensino Fundamental Séries Finais - Português | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Professor de Artes | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Professor de Educação Física | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Professor De Ensino Fundamental Séries Finais - História | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Professor de Educação Especial | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Professor De Ensino Fundamental Séries Finais – Geografia | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Professor De Inglês | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Professor Educação Infantil E Séries Iniciais Ensino Fundamental | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Professor Ensino Fundamental Séries Finais Ciências Físicas E Biológicas | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Contador | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Controlador Interno | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Médico do PSF | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Dentista | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Fonoaudiólogo | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Farmacêutico | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Médico Psiquiatra | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Pedagogo | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Médico Veterinário | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Engenheiro Civil | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Nutricionista | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Médico Clínico Geral | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Psicopedagogo | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Enfermeiro | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Psicólogo | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Professor De Ensino Fundamental Séries Finais – Matemática | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Novo Cabrais - RS - Assistente Social |
Q2431205 Português

Rita me abriu uma porta e chamou: “vem comigo”.


Por Martha Medeiros


01 Resumida história do jeans: durante ... Corrida do Ouro, na Califórnia, mineradores

02 precisavam de roupas fortes e duráveis, então o industrial Levi Strauss inventou calças em tecido

03 rústico, usando toldos de barracas e carroças. O molde veio de uma calça de marinheiro genovês,

04 daí a palavra jeans.

05 A partir de 1930, essas calças começaram a ser usadas em filmes de cowboy. Nos anos

06 1950, James Dean e Marylin Monroe aderiram, e o jeans tornou-se um símbolo de rebeldia,

07 popularizando-se entre os jovens. Nos anos 1960 e 1970, o movimento hippie consagrou-o.

08 Revolução concluída, o jeans foi adotado pela moda nos anos 1980, com estilistas lançando suas

09 próprias marcas.

10 O resumo da minha história: nasci com o gene da obediência. Fui uma menina mais calada

11 do que extrovertida, e ser livre virou um ideal. Um dia, ouvi um jingle que definia liberdade como

12 sendo uma calça velha, azul e desbotada. Comprei e não tirei mais do corpo. Na adolescência,

13 só faltava dormir com as calças da Lixo, famosas pela boca pata de elefante. ... despeito da

14 marca, eu chamava todas elas de calça Lee em vez de jeans.

15 Virou peça curinga de pessoas de todas as idades, classes, credos e cruz-credos: é da

16 natureza do jeans, a democracia. Um uniforme que convida ... autenticidade: pode-se usá-lo

17 com pedrarias ou rasgões, pérolas no pescoço ou dreadlock no cabelo.

18 Está nos brechós e nas vitrines da Avenue Montaigne. São tantos os estilos, que buscar

19 o modelo perfeito se tornou um estresse, mas depois de experimentar uns 30 no provador de

20 uma loja de departamentos, a gente acaba dando match com algum (essa sou eu, a que prefere

21 um jeans “zé-ninguém” aos de grife).

22 Comecei a escrever este texto _________ foi em 20 de maio de 1873 que Levi Strauss

23 patenteou o jeans, dando início ao seu bombástico sucesso. Há exatos 150 anos. Achei que cabia

24 o registro em crônica, e estava exatamente aqui, nos parágrafos finais, quando soube da morte

25 de Rita. Foi um flechaço: adeus. Parecia que eu tinha perdido uma amiga íntima. Fiquei sem

26 palavras, abandonei o computador e fui fazer meu luto. Só mais tarde voltei ao texto, perplexa

27 com a coincidência luminosa: Lee.

28 Minha mais importante Lee. A que me ensinou o que era liberdade para além dos refrões

29 de jingles, a que salvou a menina perdida, procurando se encontrar. Rita me abriu uma porta e

30 chamou, “vem comigo”, e fui com ela bailar, amar, gozar e nunca mais me calei.

31 Se tive coragem para ser uma mulher independente, devo à Rita o empurrão e o caimento.

32 Agora é tratar de viver o daqui para frente, sobre o qual sei quase nada, apenas que, mesmo

33 que aos 90 anos, é de jeans que pretendo ser flagrada no final.


(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2023/05/rita-me-abriu-uma-porta-e-chamou-vem-comigo-clhtfxiuh008d0165t6g20fpv.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:


I. A autora começa a escrever a crônica sobre o jeans para homenagear a cantora Rita Lee, cujo sobrenome era o de uma famosa marca dessas calças.

II. A calça jeans passou a ser usada por Martha Medeiros pela sua associação com a liberdade.

III. As calças Lee foram as que ensinaram a autora o que era realmente liberdade, para além dos jingles.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2429233 Português

Leia o Texto 3 para responder às questões de 08 a 10.


Texto 3

O Real Madrid e os limites físicos e mentais


Não se deve mudar conceitos e estabelecer novas referências por causa de uma partida, embora alguns jogos sejam explosivos e marcantes, como a magistral atuação do Manchester City na goleada sobre o Real Madrid por 4 a 0, pelas semifinais da Liga dos Campeões. Parecia um time grande contra um pequeno.

O técnico Ancelotti, a direção do Real, os analistas e o mundo do futebol estão se perguntando se a partida representa o fim de uma era de protagonismo mundial de três veteranos e grandes craques, Modric, Benzema e Kroos, articuladores e maestros da equipe durante muitos anos. Penso que sim.

A idade mais avançada não é sinônimo de decadência, pois na maioria das profissões se pode aprender e evoluir com o tempo, mas no esporte o limite físico é implacável. Em alguns atletas o limite mental é ainda maior.


Disponível em:

<https://www1.folha.uol.com.br/colunas/tostao/2023/05/o-real-madrid-e-os-limites-fisicos-e-mentais.shtml>. Acesso em: 21 mai. 2023. [Adaptado].

A separação da última frase em cada um dos três parágrafos do texto por ponto final em relação às anteriores promove um efeito de sentido

Alternativas
Q2429232 Português

Leia o Texto 3 para responder às questões de 08 a 10.


Texto 3

O Real Madrid e os limites físicos e mentais


Não se deve mudar conceitos e estabelecer novas referências por causa de uma partida, embora alguns jogos sejam explosivos e marcantes, como a magistral atuação do Manchester City na goleada sobre o Real Madrid por 4 a 0, pelas semifinais da Liga dos Campeões. Parecia um time grande contra um pequeno.

O técnico Ancelotti, a direção do Real, os analistas e o mundo do futebol estão se perguntando se a partida representa o fim de uma era de protagonismo mundial de três veteranos e grandes craques, Modric, Benzema e Kroos, articuladores e maestros da equipe durante muitos anos. Penso que sim.

A idade mais avançada não é sinônimo de decadência, pois na maioria das profissões se pode aprender e evoluir com o tempo, mas no esporte o limite físico é implacável. Em alguns atletas o limite mental é ainda maior.


Disponível em:

<https://www1.folha.uol.com.br/colunas/tostao/2023/05/o-real-madrid-e-os-limites-fisicos-e-mentais.shtml>. Acesso em: 21 mai. 2023. [Adaptado].

O segundo parágrafo da crônica começa com a suposição de uma pergunta e termina com uma afirmação responsiva. A coerência da estrutura coesiva desse bloco textual é semanticamente

Alternativas
Q2429231 Português

Leia o Texto 3 para responder às questões de 08 a 10.


Texto 3

O Real Madrid e os limites físicos e mentais


Não se deve mudar conceitos e estabelecer novas referências por causa de uma partida, embora alguns jogos sejam explosivos e marcantes, como a magistral atuação do Manchester City na goleada sobre o Real Madrid por 4 a 0, pelas semifinais da Liga dos Campeões. Parecia um time grande contra um pequeno.

O técnico Ancelotti, a direção do Real, os analistas e o mundo do futebol estão se perguntando se a partida representa o fim de uma era de protagonismo mundial de três veteranos e grandes craques, Modric, Benzema e Kroos, articuladores e maestros da equipe durante muitos anos. Penso que sim.

A idade mais avançada não é sinônimo de decadência, pois na maioria das profissões se pode aprender e evoluir com o tempo, mas no esporte o limite físico é implacável. Em alguns atletas o limite mental é ainda maior.


Disponível em:

<https://www1.folha.uol.com.br/colunas/tostao/2023/05/o-real-madrid-e-os-limites-fisicos-e-mentais.shtml>. Acesso em: 21 mai. 2023. [Adaptado].

No segmento textual “Não se deve mudar conceitos e estabelecer novas referências” da crônica esportiva lida, o verbo auxiliar é determinante para o ponto de vista do autor por sua função

Alternativas
Q2429230 Português

Leia o Texto 2 para responder às questões de 03 a 07.


Texto 2

Sem palavras


Má colocação em exame de leitura mostra atraso do Brasil em alfabetização.

O Brasil se saiu mal no Pirls, a prova internacional que avalia o desempenho da alfabetização em alunos do 4º ou do 5º ano do ensino fundamental [...], etapa em que a capacidade de leitura e interpretação de textos já deveria estar consolidada. [...] Com 419 pontos, ficamos à frente apenas de Irã, Jordânia, Egito, Marrocos e África do Sul [...].

Nossos alunos só foram capazes de compreender textos fáceis. Em questões mais sofisticadas, fracassaram. As desigualdades de sempre também se mostraram presentes. Crianças de famílias mais ricas se saem melhor do que as de estratos pobres, assim como meninas em relação a meninos, e brancos e amarelos ante negros e pardos.

Outra área que merece destaque é a dos métodos de alfabetização. Nos últimos 20 anos, houve uma pequena revolução na compreensão de como crianças aprendem a ler. A conclusão inequívoca é a de que é necessário ensinar explicitamente as correspondências entre grafemas (letras) e fonemas (sons). Os métodos usados aqui ainda não exploram como deveriam esse achado da ciência.


Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2023/05/sem-palavras.shtml>. Acesso em: 19 mai. 2023. [Adaptado].

O trecho textual “Nossos alunos só foram capazes de compreender textos fáceis. Em questões mais sofisticadas, fracassaram”, dividido em duas frases, poderia ser integrado por meio do seguinte processo sintático de subordinação:

Alternativas
Q2429229 Português

Leia o Texto 2 para responder às questões de 03 a 07.


Texto 2

Sem palavras


Má colocação em exame de leitura mostra atraso do Brasil em alfabetização.

O Brasil se saiu mal no Pirls, a prova internacional que avalia o desempenho da alfabetização em alunos do 4º ou do 5º ano do ensino fundamental [...], etapa em que a capacidade de leitura e interpretação de textos já deveria estar consolidada. [...] Com 419 pontos, ficamos à frente apenas de Irã, Jordânia, Egito, Marrocos e África do Sul [...].

Nossos alunos só foram capazes de compreender textos fáceis. Em questões mais sofisticadas, fracassaram. As desigualdades de sempre também se mostraram presentes. Crianças de famílias mais ricas se saem melhor do que as de estratos pobres, assim como meninas em relação a meninos, e brancos e amarelos ante negros e pardos.

Outra área que merece destaque é a dos métodos de alfabetização. Nos últimos 20 anos, houve uma pequena revolução na compreensão de como crianças aprendem a ler. A conclusão inequívoca é a de que é necessário ensinar explicitamente as correspondências entre grafemas (letras) e fonemas (sons). Os métodos usados aqui ainda não exploram como deveriam esse achado da ciência.


Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2023/05/sem-palavras.shtml>. Acesso em: 19 mai. 2023. [Adaptado].

Além da desigualdade social, o texto relaciona o fracasso avaliativo aos métodos de alfabetização por meio de

Alternativas
Q2429228 Português

Leia o Texto 2 para responder às questões de 03 a 07.


Texto 2

Sem palavras


Má colocação em exame de leitura mostra atraso do Brasil em alfabetização.

O Brasil se saiu mal no Pirls, a prova internacional que avalia o desempenho da alfabetização em alunos do 4º ou do 5º ano do ensino fundamental [...], etapa em que a capacidade de leitura e interpretação de textos já deveria estar consolidada. [...] Com 419 pontos, ficamos à frente apenas de Irã, Jordânia, Egito, Marrocos e África do Sul [...].

Nossos alunos só foram capazes de compreender textos fáceis. Em questões mais sofisticadas, fracassaram. As desigualdades de sempre também se mostraram presentes. Crianças de famílias mais ricas se saem melhor do que as de estratos pobres, assim como meninas em relação a meninos, e brancos e amarelos ante negros e pardos.

Outra área que merece destaque é a dos métodos de alfabetização. Nos últimos 20 anos, houve uma pequena revolução na compreensão de como crianças aprendem a ler. A conclusão inequívoca é a de que é necessário ensinar explicitamente as correspondências entre grafemas (letras) e fonemas (sons). Os métodos usados aqui ainda não exploram como deveriam esse achado da ciência.


Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2023/05/sem-palavras.shtml>. Acesso em: 19 mai. 2023. [Adaptado].

O título “Sem palavras” recorre ao mecanismo de produção de sentido da

Alternativas
Q2429227 Português

Leia o Texto 2 para responder às questões de 03 a 07.


Texto 2

Sem palavras


Má colocação em exame de leitura mostra atraso do Brasil em alfabetização.

O Brasil se saiu mal no Pirls, a prova internacional que avalia o desempenho da alfabetização em alunos do 4º ou do 5º ano do ensino fundamental [...], etapa em que a capacidade de leitura e interpretação de textos já deveria estar consolidada. [...] Com 419 pontos, ficamos à frente apenas de Irã, Jordânia, Egito, Marrocos e África do Sul [...].

Nossos alunos só foram capazes de compreender textos fáceis. Em questões mais sofisticadas, fracassaram. As desigualdades de sempre também se mostraram presentes. Crianças de famílias mais ricas se saem melhor do que as de estratos pobres, assim como meninas em relação a meninos, e brancos e amarelos ante negros e pardos.

Outra área que merece destaque é a dos métodos de alfabetização. Nos últimos 20 anos, houve uma pequena revolução na compreensão de como crianças aprendem a ler. A conclusão inequívoca é a de que é necessário ensinar explicitamente as correspondências entre grafemas (letras) e fonemas (sons). Os métodos usados aqui ainda não exploram como deveriam esse achado da ciência.


Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2023/05/sem-palavras.shtml>. Acesso em: 19 mai. 2023. [Adaptado].

Na diversidade tipológica textual do gênero editorial, predomina a

Alternativas
Q2429226 Português

Leia o Texto 2 para responder às questões de 03 a 07.


Texto 2

Sem palavras


Má colocação em exame de leitura mostra atraso do Brasil em alfabetização.

O Brasil se saiu mal no Pirls, a prova internacional que avalia o desempenho da alfabetização em alunos do 4º ou do 5º ano do ensino fundamental [...], etapa em que a capacidade de leitura e interpretação de textos já deveria estar consolidada. [...] Com 419 pontos, ficamos à frente apenas de Irã, Jordânia, Egito, Marrocos e África do Sul [...].

Nossos alunos só foram capazes de compreender textos fáceis. Em questões mais sofisticadas, fracassaram. As desigualdades de sempre também se mostraram presentes. Crianças de famílias mais ricas se saem melhor do que as de estratos pobres, assim como meninas em relação a meninos, e brancos e amarelos ante negros e pardos.

Outra área que merece destaque é a dos métodos de alfabetização. Nos últimos 20 anos, houve uma pequena revolução na compreensão de como crianças aprendem a ler. A conclusão inequívoca é a de que é necessário ensinar explicitamente as correspondências entre grafemas (letras) e fonemas (sons). Os métodos usados aqui ainda não exploram como deveriam esse achado da ciência.


Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2023/05/sem-palavras.shtml>. Acesso em: 19 mai. 2023. [Adaptado].

O editorial acima é um gênero textual que se caracteriza por expressar a

Alternativas
Q2429225 Português

Leia o Texto 1 para responder às questões 01 e 02.


Texto 1

Café mais caro do mundo é feito com cocô de animal preso até a morte


O café mais caro do mundo pode ser vendido por cerca de R$ 14.700,00 o quilo. Seu nome é Kopi Luwak, porém, é mais conhecido como café de civeta. As civetas são mamíferos pequenos com hábitos noturnos que vivem na África e na Ásia, principalmente na Indonésia. Para a produção da bebida, os animais se alimentam com o fruto do café e liberam em suas fezes os grãos. O gosto gourmet vem das enzimas secretadas durante a digestão do pequeno animal. Além disso, presas, as civetas são alimentadas apenas com o fruto do café. Na natureza, no entanto, elas têm uma dieta diversa, comendo pequenos roedores, insetos e outras frutas.


Disponível em: <https://www.uol.com.br/ecoa/ultimas-noticias/2023/05/20/cafe-mais-caro-do-mundo-e-feito-com-coco-de-animal-preso-ate-a-morte.htm>. Acesso em: 20 mai. 2023. [Adaptado].

A relação entre “cativeiro” e “natureza” produzida nas duas últimas frases do texto é ativada pelo advérbio “apenas” através do processo de

Alternativas
Q2429224 Português

Leia o Texto 1 para responder às questões 01 e 02.


Texto 1

Café mais caro do mundo é feito com cocô de animal preso até a morte


O café mais caro do mundo pode ser vendido por cerca de R$ 14.700,00 o quilo. Seu nome é Kopi Luwak, porém, é mais conhecido como café de civeta. As civetas são mamíferos pequenos com hábitos noturnos que vivem na África e na Ásia, principalmente na Indonésia. Para a produção da bebida, os animais se alimentam com o fruto do café e liberam em suas fezes os grãos. O gosto gourmet vem das enzimas secretadas durante a digestão do pequeno animal. Além disso, presas, as civetas são alimentadas apenas com o fruto do café. Na natureza, no entanto, elas têm uma dieta diversa, comendo pequenos roedores, insetos e outras frutas.


Disponível em: <https://www.uol.com.br/ecoa/ultimas-noticias/2023/05/20/cafe-mais-caro-do-mundo-e-feito-com-coco-de-animal-preso-ate-a-morte.htm>. Acesso em: 20 mai. 2023. [Adaptado].

O caráter de denúncia do texto acima está marcado em sua progressão textual por meio de enunciados e vocábulos que associam

Alternativas
Q2428411 Português

TEXTO

Leitora voraz desde a infância, Renata Pacheco Ventura sempre soube que seria escritora. Nascida no Rio de Janeiro, em 1985, morou por quatro anos nos Estados Unidos, onde começou a cursar comunicação social na Universidade de Houston. Formando-se em jornalismo pela PUC-Rio, escreveu a dissertação 100% Off – O Manual do colonizado, onde analisou a colonização cultural do brasileiro, tema que volta a abordar em A arma escarlate.

Trabalhou por três anos fazendo pesquisa e roteiro para cinema-documentário antes de decidir se dedicar exclusivamente ao seu primeiro livro. Nesse meio tempo, implementou uma forma de interação com seus leitores, em que eles podem conversar virtualmente com alguns dos personagens do livro através de redes sociais; fazendo-lhes perguntas, batendo um papo descompromissado ou até mesmo tentando descobrir segredos da trama. Seu objetivo como escritora é contar histórias que divirtam e, ao mesmo tempo, façam o leitor refletir sobre si mesmo e sobre o mundo a sua volta. “Eu não poderia criar uma escola de bruxaria britânica no Rio de Janeiro. A não ser que ela houvesse sido construída e fosse dirigida, até os dias de hoje, por britânicos”.

Boa Leitura!

Olá, Renata Ventura, é um prazer tê-la conosco no projeto Divulga Escritor. Você é um verdadeiro fenômeno: são poucos os escritores que fazem sucesso tendo apenas um livro publicado. Antes de tudo, parabéns. Conte-nos: quando e como surgiu o seu gosto pela escrita?

Renata Ventura: Eu sempre quis escrever. Na verdade, sempre gostei de criar histórias; eu pensava em muitas cenas e personagens, que ficavam todos na minha cabeça, mas que eu queria colocar no papel! Nunca gostei de escrever redação para a escola. A ideia de escrever um texto com um tema préescolhido pela professora, com um número determinado de páginas, em poucos minutos, nunca me agradou. Eu queria escrever livros gigantes! Com histórias superelaboradas! Haha. Sempre adorei ler e sempre adorei ver filmes. Para mim, os dois são muito parecidos, porque o que mais importa, para mim, é a história a ser contada. O veículo em que ela chega, às vezes, não é importante. Como, no entanto, fazer cinema é mil vezes mais complicado, ainda mais no Brasil, eu preferi a literatura, onde a gente sempre pode colocar mais detalhes e mais reflexões do que em três horas de filme.

Que temas você aborda em seu livro A arma escarlate?

Renata Ventura: Nossa! São muitos. Desigualdade social, abandono, analfabetismo, violência, bullying, impulsividade, arrogância, corrupção policial e política, mitologia e história brasileira, drogas, amizade, proteção dos animais, cidadania... é muita coisa.

Em quem você se inspirou para criar Hugo?

Renata Ventura: Ele é muito um produto do meio. Eu fui descobrindo Hugo à medida que ele ia reagindo às ameaçadas que o cercavam, com sua impulsividade, seu egoísmo, sua arrogância, sua raiva. Eu fui vendo que, sem essas características, Hugo provavelmente não teria sobrevivido até os 13 anos de idade.

Por que você quis criar a Korkovado tão diferente de Hogwarts? Acha mesmo que uma escola de bruxaria no Brasil seria tão diferente assim de uma na Grã-Bretanha?

Renata Ventura: Sim, sim. Tão diferente quanto as nossas escolas são das escolas britânicas. Com certeza. Nossos bruxos até tentam copiar o modo britânico de ser, porque a gente gosta de tudo que vem de fora, mas o brasileiro (inclusive o bruxo brasileiro) faz tudo meio nas coxas, não se importa muito com a qualidade, acha que vai dar certo apenas com um jeitinho, uma gambiarra, e aí fica uma coisa meio... desorganizada, sem muito planejamento. Eu não poderia criar uma escola de bruxaria britânica no Rio de Janeiro. A não ser que ela houvesse sido construída e fosse dirigida, até os dias de hoje, por britânicos.

Renata, onde podemos comprar o seu livro?

Renata Ventura: Ele está à venda nas melhores livrarias, mas pode ser comprado também pelo site da Saraiva, da Submarino... (na Submarino, eles se esqueceram de mudar a foto da capa do livro, mas é a capa nova que estão vendendo!) Também é possível comprar comigo autografado! Eu envio o livro pelo correio sem problemas! É só me enviar um e-mail: [email protected], que eu passo as instruções.

De que forma você, hoje, divulga o seu trabalho?

Renata Ventura: Sempre pelas redes sociais (nossa salvação, hehe): Skoob, Facebook etc. E vou muito em eventos.

Eventos literários, eventos de RPG, de anime.... São sempre muito divertidos! Adoro conhecer todo mundo.

Quais seus próximos projetos literários? Ficamos sabendo que vem nova publicação, dá para nos adiantar sobre seu novo livro?

Renata Ventura: Sim, sim, é a continuação de A arma escarlate. Irá se chamar A comissão chapeleira e vai ser mais político do que o primeiro. O vilão principal da série aparece nesse e eu sou apaixonada por ele.

A série do Hugo Escarlate será composta de quantos livros?

Renata Ventura: Serão 5 livros, com um sexto a respeito do vilão principal.

Quais os principais objetivos do projeto Potter em Orfanatos? Como fazer para conhecer melhor o projeto e participar?

Renata Ventura: O principal objetivo é incentivar o gosto pela leitura nas crianças carentes em orfanatos e casas de acolhimento. Mostrar como a leitura pode ser algo muito divertido e pode levá-las a mundos extraordinários. Para participar, é só procurar pelo projeto Potter em Orfanatos no Facebook e encontrar o grupo de seu estado!

Quais as melhorias que você citaria para o mercado literário no Brasil?

Renata Ventura: Os leitores brasileiros estão aceitando melhor autores nacionais. Ainda há preconceito, especialmente porque as livrarias e as próprias editoras preferem comprar livros estrangeiros traduzidos do que apostar em novos talentos brasileiros, mas o cenário está mudando! Cada vez surgem mais jovens autores nacionais que lançam livros de fantasia, terror, romance, policial, tudo! E aquela velha noção de que “livro brasileiro” é sinônimo de “Machado de Assis” está, aos poucos, caducando. Não que Machado de Assis seja ruim, muito pelo contrário! É ótimo! Mas precisamos ver que a literatura brasileira não parou no dia em que esses autores clássicos morreram! Mesmo que a maioria das escolas insistam em dizer que sim.

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista, agradecemos sua participação no projeto Divulga Escritor, muito bom conhecer melhor a escritora Renata Ventura, que mensagem você deixa para nossos leitores?

Renata Ventura: Leiam cada vez mais! E leiam de tudo!!!!

(Adaptado de: https://www.divulgaescritor.com/products/renataventura-entrevista/. Acesso em: 14/07/2023).

Em relação ao emprego da língua portuguesa no texto acima, é CORRETO afirmar:

Alternativas
Q2427638 Português

Leia o texto e responda o que se pede no comando das questões.

Vou embora deste planeta sem medo

Primeira a denunciar o ex-médico Roger Abdelmassih, Vana Lopes, com câncer, diz que completou sua missão.

Quando procurei o ex-médico Roger Abdelmassih, em 1993, há exatos trinta anos, obviamente não vi nele um criminoso. Na época, era um especialista em reprodução humana assistida bem conhecido no país. Meu ex-marido e eu desejávamos muito ter um filho e já havíamos procurado outros médicos até que chegamos a sua clínica, em São Paulo. Nunca me esquecerei dele, vestido de jaleco branco e com muita lábia, me garantindo que eu engravidaria. Na primeira consulta, Abdelmassih me perguntou se tínhamos reserva financeira. Respondi que havíamos guardado um dinheirinho porque planejávamos comprar um apartamento na praia para ver o mar. Ele falou: "Você prefere ver o mar todo dia ou o sorriso do seu filho?" Aquilo me desmoronou. Na sequência, fomos ao banco e tiramos o dinheiro. Naquele momento, deveria ter percebido que se tratava de um charlatão. Até hoje, digo que superei alguns traumas, mas outros, não. Sinto-me uma idiota por não ter visto que ele não era um médico, mas um mercenário e estuprador.

Fui violentada por ele dentro do seu consultório. Na terceira tentativa de inseminação artificial (o sêmen é injetado na cavidade uterina no período fértil da mulher), acordei do procedimento com Abdelmassih ejaculando sobre meu corpo. Dali em diante, minha vida virou um inferno. A solidão de uma vítima é a pior coisa que existe. Você acha que é a única, que nunca ocorreu com outra pessoa e foi a azarada. Acha que foi violentada por acaso, estava na hora errada, no lugar errado, com a roupa errada, durante anos, me senti assim. Junto à solidão, sentia uma tristeza profunda. Perdi a alegria de viver. Era estilista. Irradiava alegria e procurava fazer peças que deixassem as mulheres mais bonitas. Infelizmente, depois de tudo, me amputei, meu dom foi completamente anulado.

Separei-me do meu marido e cheguei a tentar o suicídio. Depois de muita dor, decidi denunciá-lo. Fui a primeira a fazer isso e ajudei a polícia a encontrá-lo no Paraguai, para onde fugiu depois que a justiça determinou sua prisão. Mas vi que precisava ampliar minha ação e fundei o grupo Vítimas Unidas. Minha intenção era e ainda é encorajar outras vítimas a não se calarem e lutar para que as leis sejam aplicadas aos criminosos. A minha ideia é fazer do estupro um crime contra a humanidade porque o nosso primeiro território é o nosso corpo. Você diz que é brasileira, portuguesa, americana, mas apenas nasceu em um lugar. O seu corpo é a sua nacionalidade.

Acabei reconstruindo minha vida. Casei-me novamente e moro em Portugal com meu novo marido. Tenho 62 anos, uma filha adotiva de 37, uma neta de 18 e uma bisneta que vai fazer 1 ano. Não sou mãe de sangue, mas elas são filhas do ventre da minha alma. O amor não é consanguíneo. O amor é a memória. Para mim, é isso que importa. Não é o sangue, mas a história que minha filha, neta e bisneta vão contar, não por vaidade, mas por lembranças. Plantei amor e estou colhendo amor.

Há dois anos, fui diagnosticada com câncer de mama. A doença se espalhou e chegou aos ossos. Por isso, a tendência é que eu tenha uma vida curta a partir de agora. Mas não pareço doente porque tento ser otimista e tenho planos. Tenho ideias para juristas, médicos e a rede de especialistas que contribui com o grupo Vítimas Unidas, que trabalha para a prevenção da violência sexual. Lutamos para que as pessoas sejam atendidas com respeito porque seus corpos já sofreram muito. O meu legado não será a prisão de Abdelmassih, na cadeia desde 2014. Ele não tem essa importância. Estou indo embora deste planeta sem medo. Não tenho temor de morrer porque minha missão foi cumprida.

Depoimento dado a Paula Félix. REVISTA VEJA, n. 2825, 25/01 /23.

A coesão textual pode ser feita de várias formas. A alternativa em que essa ocorre por elipse de termos no destaque entre parênteses é:

Alternativas
Q2427637 Português

Leia o texto e responda o que se pede no comando das questões.

Vou embora deste planeta sem medo

Primeira a denunciar o ex-médico Roger Abdelmassih, Vana Lopes, com câncer, diz que completou sua missão.

Quando procurei o ex-médico Roger Abdelmassih, em 1993, há exatos trinta anos, obviamente não vi nele um criminoso. Na época, era um especialista em reprodução humana assistida bem conhecido no país. Meu ex-marido e eu desejávamos muito ter um filho e já havíamos procurado outros médicos até que chegamos a sua clínica, em São Paulo. Nunca me esquecerei dele, vestido de jaleco branco e com muita lábia, me garantindo que eu engravidaria. Na primeira consulta, Abdelmassih me perguntou se tínhamos reserva financeira. Respondi que havíamos guardado um dinheirinho porque planejávamos comprar um apartamento na praia para ver o mar. Ele falou: "Você prefere ver o mar todo dia ou o sorriso do seu filho?" Aquilo me desmoronou. Na sequência, fomos ao banco e tiramos o dinheiro. Naquele momento, deveria ter percebido que se tratava de um charlatão. Até hoje, digo que superei alguns traumas, mas outros, não. Sinto-me uma idiota por não ter visto que ele não era um médico, mas um mercenário e estuprador.

Fui violentada por ele dentro do seu consultório. Na terceira tentativa de inseminação artificial (o sêmen é injetado na cavidade uterina no período fértil da mulher), acordei do procedimento com Abdelmassih ejaculando sobre meu corpo. Dali em diante, minha vida virou um inferno. A solidão de uma vítima é a pior coisa que existe. Você acha que é a única, que nunca ocorreu com outra pessoa e foi a azarada. Acha que foi violentada por acaso, estava na hora errada, no lugar errado, com a roupa errada, durante anos, me senti assim. Junto à solidão, sentia uma tristeza profunda. Perdi a alegria de viver. Era estilista. Irradiava alegria e procurava fazer peças que deixassem as mulheres mais bonitas. Infelizmente, depois de tudo, me amputei, meu dom foi completamente anulado.

Separei-me do meu marido e cheguei a tentar o suicídio. Depois de muita dor, decidi denunciá-lo. Fui a primeira a fazer isso e ajudei a polícia a encontrá-lo no Paraguai, para onde fugiu depois que a justiça determinou sua prisão. Mas vi que precisava ampliar minha ação e fundei o grupo Vítimas Unidas. Minha intenção era e ainda é encorajar outras vítimas a não se calarem e lutar para que as leis sejam aplicadas aos criminosos. A minha ideia é fazer do estupro um crime contra a humanidade porque o nosso primeiro território é o nosso corpo. Você diz que é brasileira, portuguesa, americana, mas apenas nasceu em um lugar. O seu corpo é a sua nacionalidade.

Acabei reconstruindo minha vida. Casei-me novamente e moro em Portugal com meu novo marido. Tenho 62 anos, uma filha adotiva de 37, uma neta de 18 e uma bisneta que vai fazer 1 ano. Não sou mãe de sangue, mas elas são filhas do ventre da minha alma. O amor não é consanguíneo. O amor é a memória. Para mim, é isso que importa. Não é o sangue, mas a história que minha filha, neta e bisneta vão contar, não por vaidade, mas por lembranças. Plantei amor e estou colhendo amor.

Há dois anos, fui diagnosticada com câncer de mama. A doença se espalhou e chegou aos ossos. Por isso, a tendência é que eu tenha uma vida curta a partir de agora. Mas não pareço doente porque tento ser otimista e tenho planos. Tenho ideias para juristas, médicos e a rede de especialistas que contribui com o grupo Vítimas Unidas, que trabalha para a prevenção da violência sexual. Lutamos para que as pessoas sejam atendidas com respeito porque seus corpos já sofreram muito. O meu legado não será a prisão de Abdelmassih, na cadeia desde 2014. Ele não tem essa importância. Estou indo embora deste planeta sem medo. Não tenho temor de morrer porque minha missão foi cumprida.

Depoimento dado a Paula Félix. REVISTA VEJA, n. 2825, 25/01 /23.

A figura de linguagem não foi nomeada corretamente em:

Alternativas
Q2427635 Português

Leia o texto e responda o que se pede no comando das questões.

Vou embora deste planeta sem medo

Primeira a denunciar o ex-médico Roger Abdelmassih, Vana Lopes, com câncer, diz que completou sua missão.

Quando procurei o ex-médico Roger Abdelmassih, em 1993, há exatos trinta anos, obviamente não vi nele um criminoso. Na época, era um especialista em reprodução humana assistida bem conhecido no país. Meu ex-marido e eu desejávamos muito ter um filho e já havíamos procurado outros médicos até que chegamos a sua clínica, em São Paulo. Nunca me esquecerei dele, vestido de jaleco branco e com muita lábia, me garantindo que eu engravidaria. Na primeira consulta, Abdelmassih me perguntou se tínhamos reserva financeira. Respondi que havíamos guardado um dinheirinho porque planejávamos comprar um apartamento na praia para ver o mar. Ele falou: "Você prefere ver o mar todo dia ou o sorriso do seu filho?" Aquilo me desmoronou. Na sequência, fomos ao banco e tiramos o dinheiro. Naquele momento, deveria ter percebido que se tratava de um charlatão. Até hoje, digo que superei alguns traumas, mas outros, não. Sinto-me uma idiota por não ter visto que ele não era um médico, mas um mercenário e estuprador.

Fui violentada por ele dentro do seu consultório. Na terceira tentativa de inseminação artificial (o sêmen é injetado na cavidade uterina no período fértil da mulher), acordei do procedimento com Abdelmassih ejaculando sobre meu corpo. Dali em diante, minha vida virou um inferno. A solidão de uma vítima é a pior coisa que existe. Você acha que é a única, que nunca ocorreu com outra pessoa e foi a azarada. Acha que foi violentada por acaso, estava na hora errada, no lugar errado, com a roupa errada, durante anos, me senti assim. Junto à solidão, sentia uma tristeza profunda. Perdi a alegria de viver. Era estilista. Irradiava alegria e procurava fazer peças que deixassem as mulheres mais bonitas. Infelizmente, depois de tudo, me amputei, meu dom foi completamente anulado.

Separei-me do meu marido e cheguei a tentar o suicídio. Depois de muita dor, decidi denunciá-lo. Fui a primeira a fazer isso e ajudei a polícia a encontrá-lo no Paraguai, para onde fugiu depois que a justiça determinou sua prisão. Mas vi que precisava ampliar minha ação e fundei o grupo Vítimas Unidas. Minha intenção era e ainda é encorajar outras vítimas a não se calarem e lutar para que as leis sejam aplicadas aos criminosos. A minha ideia é fazer do estupro um crime contra a humanidade porque o nosso primeiro território é o nosso corpo. Você diz que é brasileira, portuguesa, americana, mas apenas nasceu em um lugar. O seu corpo é a sua nacionalidade.

Acabei reconstruindo minha vida. Casei-me novamente e moro em Portugal com meu novo marido. Tenho 62 anos, uma filha adotiva de 37, uma neta de 18 e uma bisneta que vai fazer 1 ano. Não sou mãe de sangue, mas elas são filhas do ventre da minha alma. O amor não é consanguíneo. O amor é a memória. Para mim, é isso que importa. Não é o sangue, mas a história que minha filha, neta e bisneta vão contar, não por vaidade, mas por lembranças. Plantei amor e estou colhendo amor.

Há dois anos, fui diagnosticada com câncer de mama. A doença se espalhou e chegou aos ossos. Por isso, a tendência é que eu tenha uma vida curta a partir de agora. Mas não pareço doente porque tento ser otimista e tenho planos. Tenho ideias para juristas, médicos e a rede de especialistas que contribui com o grupo Vítimas Unidas, que trabalha para a prevenção da violência sexual. Lutamos para que as pessoas sejam atendidas com respeito porque seus corpos já sofreram muito. O meu legado não será a prisão de Abdelmassih, na cadeia desde 2014. Ele não tem essa importância. Estou indo embora deste planeta sem medo. Não tenho temor de morrer porque minha missão foi cumprida.

Depoimento dado a Paula Félix. REVISTA VEJA, n. 2825, 25/01 /23.

Leia o trecho seguinte: "Ele falou: 'Você prefere ver o mar todo dia ou o sorriso do seu filho?"'. Todas as alternativas são corretas, exceto:

Alternativas
Respostas
5801: A
5802: D
5803: E
5804: B
5805: E
5806: A
5807: A
5808: C
5809: A
5810: D
5811: A
5812: D
5813: C
5814: B
5815: C
5816: B
5817: B
5818: C
5819: E
5820: D