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Q2658303 Português

Risco de morte por calor extremo pode quintuplicar até 2050


  1. O número de pessoas que correm o risco de morrer devido aos efeitos do calor extremo
  2. pode quintuplicar nas próximas décadas, alertam cientistas em um relatório publicado nesta
  3. quarta-feira (15/11/2023). “A saúde da humanidade está em grave perigo”, afirmam os autores
  4. da edição de 2023 do documento de referência publicado anualmente pela revista médica The
  5. Lancet.
  6. O trabalho afirma que, em um cenário de aumento médio da temperatura de 2°C na
  7. comparação com o período pré-industrial até o fim do século, as mortes vinculadas ao calor
  8. podem aumentar em 4,7 vezes até 2050. O relatório é publicado .... poucos dias do início, em
  9. 30 de novembro, da reunião da ONU sobre o clima, a COP28 de Dubai, que pela primeira vez
  10. terá _______ dedicadas .... saúde.
  11. A análise destaca que, em média, os habitantes do planeta foram _______ a 86 dias de
  12. temperaturas potencialmente fatais em 2022. Também indica que o número de pessoas com
  13. mais de 65 anos que faleceram vítimas do calor aumentou 85% entre os períodos de 1991-2000
  14. e de 2013-2022.
  15. Segundo as estimativas, 2023 será o ano mais quente registrado na história. “Os efeitos
  16. observados atualmente podem ser apenas um sintoma precoce de um futuro muito perigoso”,
  17. disse Marina Romanello, diretora-executiva do estudo.
  18. No documento, os cientistas destacam que o calor é apenas um dos fatores climáticos que
  19. podem contribuir para o aumento da mortalidade. Quase 520 milhões de pessoas a mais
  20. enfrentarão uma situação de insegurança alimentar moderada ou grave até a metade do século,
  21. segundo as _______. E as doenças infecciosas transmitidas por mosquitos devem continuar em
  22. propagação. A transmissão da dengue, por exemplo, pode registrar alta de 36%.
  23. Diante dos muitos impactos, mais de 25% das cidades analisadas pelos cientistas podem
  24. ver seus sistemas de saúde em colapso. O secretário-geral da ONU, António Guterres, comentou
  25. o relatório e afirmou que “a humanidade enfrenta um futuro intolerável”.
  26. “Já estamos vendo .... catástrofe acontecendo para a saúde e a subsistência de bilhões de
  27. pessoas ao redor do mundo, ameaçados por ondas de calor recordes, secas devastadoras para
  28. as colheitas, níveis crescentes de fome, surtos crescentes de doenças infecciosas, tempestades
  29. e inundações fatais”, afirmou em um comunicado.


(Disponível em: https://exame.com/esg/risco-de-morte-por-calor-extremo-pode-quintuplicar-ate-2050/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o fragmento “A humanidade enfrenta um futuro intolerável”, assinale a alternativa que apresenta a correta classificação do sujeito.

Alternativas
Q2658302 Português

Risco de morte por calor extremo pode quintuplicar até 2050


  1. O número de pessoas que correm o risco de morrer devido aos efeitos do calor extremo
  2. pode quintuplicar nas próximas décadas, alertam cientistas em um relatório publicado nesta
  3. quarta-feira (15/11/2023). “A saúde da humanidade está em grave perigo”, afirmam os autores
  4. da edição de 2023 do documento de referência publicado anualmente pela revista médica The
  5. Lancet.
  6. O trabalho afirma que, em um cenário de aumento médio da temperatura de 2°C na
  7. comparação com o período pré-industrial até o fim do século, as mortes vinculadas ao calor
  8. podem aumentar em 4,7 vezes até 2050. O relatório é publicado .... poucos dias do início, em
  9. 30 de novembro, da reunião da ONU sobre o clima, a COP28 de Dubai, que pela primeira vez
  10. terá _______ dedicadas .... saúde.
  11. A análise destaca que, em média, os habitantes do planeta foram _______ a 86 dias de
  12. temperaturas potencialmente fatais em 2022. Também indica que o número de pessoas com
  13. mais de 65 anos que faleceram vítimas do calor aumentou 85% entre os períodos de 1991-2000
  14. e de 2013-2022.
  15. Segundo as estimativas, 2023 será o ano mais quente registrado na história. “Os efeitos
  16. observados atualmente podem ser apenas um sintoma precoce de um futuro muito perigoso”,
  17. disse Marina Romanello, diretora-executiva do estudo.
  18. No documento, os cientistas destacam que o calor é apenas um dos fatores climáticos que
  19. podem contribuir para o aumento da mortalidade. Quase 520 milhões de pessoas a mais
  20. enfrentarão uma situação de insegurança alimentar moderada ou grave até a metade do século,
  21. segundo as _______. E as doenças infecciosas transmitidas por mosquitos devem continuar em
  22. propagação. A transmissão da dengue, por exemplo, pode registrar alta de 36%.
  23. Diante dos muitos impactos, mais de 25% das cidades analisadas pelos cientistas podem
  24. ver seus sistemas de saúde em colapso. O secretário-geral da ONU, António Guterres, comentou
  25. o relatório e afirmou que “a humanidade enfrenta um futuro intolerável”.
  26. “Já estamos vendo .... catástrofe acontecendo para a saúde e a subsistência de bilhões de
  27. pessoas ao redor do mundo, ameaçados por ondas de calor recordes, secas devastadoras para
  28. as colheitas, níveis crescentes de fome, surtos crescentes de doenças infecciosas, tempestades
  29. e inundações fatais”, afirmou em um comunicado.


(Disponível em: https://exame.com/esg/risco-de-morte-por-calor-extremo-pode-quintuplicar-ate-2050/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o fragmento “A humanidade enfrenta um futuro intolerável”, analise as assertivas a seguir:


I. A oração apresenta adjunto adnominal do sujeito.

II. A expressão “um futuro intolerável” é classificada como objeto direto.

III. Há predicativo do sujeito na oração.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2658301 Português

Risco de morte por calor extremo pode quintuplicar até 2050


  1. O número de pessoas que correm o risco de morrer devido aos efeitos do calor extremo
  2. pode quintuplicar nas próximas décadas, alertam cientistas em um relatório publicado nesta
  3. quarta-feira (15/11/2023). “A saúde da humanidade está em grave perigo”, afirmam os autores
  4. da edição de 2023 do documento de referência publicado anualmente pela revista médica The
  5. Lancet.
  6. O trabalho afirma que, em um cenário de aumento médio da temperatura de 2°C na
  7. comparação com o período pré-industrial até o fim do século, as mortes vinculadas ao calor
  8. podem aumentar em 4,7 vezes até 2050. O relatório é publicado .... poucos dias do início, em
  9. 30 de novembro, da reunião da ONU sobre o clima, a COP28 de Dubai, que pela primeira vez
  10. terá _______ dedicadas .... saúde.
  11. A análise destaca que, em média, os habitantes do planeta foram _______ a 86 dias de
  12. temperaturas potencialmente fatais em 2022. Também indica que o número de pessoas com
  13. mais de 65 anos que faleceram vítimas do calor aumentou 85% entre os períodos de 1991-2000
  14. e de 2013-2022.
  15. Segundo as estimativas, 2023 será o ano mais quente registrado na história. “Os efeitos
  16. observados atualmente podem ser apenas um sintoma precoce de um futuro muito perigoso”,
  17. disse Marina Romanello, diretora-executiva do estudo.
  18. No documento, os cientistas destacam que o calor é apenas um dos fatores climáticos que
  19. podem contribuir para o aumento da mortalidade. Quase 520 milhões de pessoas a mais
  20. enfrentarão uma situação de insegurança alimentar moderada ou grave até a metade do século,
  21. segundo as _______. E as doenças infecciosas transmitidas por mosquitos devem continuar em
  22. propagação. A transmissão da dengue, por exemplo, pode registrar alta de 36%.
  23. Diante dos muitos impactos, mais de 25% das cidades analisadas pelos cientistas podem
  24. ver seus sistemas de saúde em colapso. O secretário-geral da ONU, António Guterres, comentou
  25. o relatório e afirmou que “a humanidade enfrenta um futuro intolerável”.
  26. “Já estamos vendo .... catástrofe acontecendo para a saúde e a subsistência de bilhões de
  27. pessoas ao redor do mundo, ameaçados por ondas de calor recordes, secas devastadoras para
  28. as colheitas, níveis crescentes de fome, surtos crescentes de doenças infecciosas, tempestades
  29. e inundações fatais”, afirmou em um comunicado.


(Disponível em: https://exame.com/esg/risco-de-morte-por-calor-extremo-pode-quintuplicar-ate-2050/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o fragmento “A saúde da humanidade está em grave perigo”, assinale a alternativa que apresenta a única classe gramatical que não aparece no trecho.

Alternativas
Q2658300 Português

Risco de morte por calor extremo pode quintuplicar até 2050


  1. O número de pessoas que correm o risco de morrer devido aos efeitos do calor extremo
  2. pode quintuplicar nas próximas décadas, alertam cientistas em um relatório publicado nesta
  3. quarta-feira (15/11/2023). “A saúde da humanidade está em grave perigo”, afirmam os autores
  4. da edição de 2023 do documento de referência publicado anualmente pela revista médica The
  5. Lancet.
  6. O trabalho afirma que, em um cenário de aumento médio da temperatura de 2°C na
  7. comparação com o período pré-industrial até o fim do século, as mortes vinculadas ao calor
  8. podem aumentar em 4,7 vezes até 2050. O relatório é publicado .... poucos dias do início, em
  9. 30 de novembro, da reunião da ONU sobre o clima, a COP28 de Dubai, que pela primeira vez
  10. terá _______ dedicadas .... saúde.
  11. A análise destaca que, em média, os habitantes do planeta foram _______ a 86 dias de
  12. temperaturas potencialmente fatais em 2022. Também indica que o número de pessoas com
  13. mais de 65 anos que faleceram vítimas do calor aumentou 85% entre os períodos de 1991-2000
  14. e de 2013-2022.
  15. Segundo as estimativas, 2023 será o ano mais quente registrado na história. “Os efeitos
  16. observados atualmente podem ser apenas um sintoma precoce de um futuro muito perigoso”,
  17. disse Marina Romanello, diretora-executiva do estudo.
  18. No documento, os cientistas destacam que o calor é apenas um dos fatores climáticos que
  19. podem contribuir para o aumento da mortalidade. Quase 520 milhões de pessoas a mais
  20. enfrentarão uma situação de insegurança alimentar moderada ou grave até a metade do século,
  21. segundo as _______. E as doenças infecciosas transmitidas por mosquitos devem continuar em
  22. propagação. A transmissão da dengue, por exemplo, pode registrar alta de 36%.
  23. Diante dos muitos impactos, mais de 25% das cidades analisadas pelos cientistas podem
  24. ver seus sistemas de saúde em colapso. O secretário-geral da ONU, António Guterres, comentou
  25. o relatório e afirmou que “a humanidade enfrenta um futuro intolerável”.
  26. “Já estamos vendo .... catástrofe acontecendo para a saúde e a subsistência de bilhões de
  27. pessoas ao redor do mundo, ameaçados por ondas de calor recordes, secas devastadoras para
  28. as colheitas, níveis crescentes de fome, surtos crescentes de doenças infecciosas, tempestades
  29. e inundações fatais”, afirmou em um comunicado.


(Disponível em: https://exame.com/esg/risco-de-morte-por-calor-extremo-pode-quintuplicar-ate-2050/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa na qual a palavra sublinhada NÃO seja uma preposição.

Alternativas
Q2658299 Português

Risco de morte por calor extremo pode quintuplicar até 2050


  1. O número de pessoas que correm o risco de morrer devido aos efeitos do calor extremo
  2. pode quintuplicar nas próximas décadas, alertam cientistas em um relatório publicado nesta
  3. quarta-feira (15/11/2023). “A saúde da humanidade está em grave perigo”, afirmam os autores
  4. da edição de 2023 do documento de referência publicado anualmente pela revista médica The
  5. Lancet.
  6. O trabalho afirma que, em um cenário de aumento médio da temperatura de 2°C na
  7. comparação com o período pré-industrial até o fim do século, as mortes vinculadas ao calor
  8. podem aumentar em 4,7 vezes até 2050. O relatório é publicado .... poucos dias do início, em
  9. 30 de novembro, da reunião da ONU sobre o clima, a COP28 de Dubai, que pela primeira vez
  10. terá _______ dedicadas .... saúde.
  11. A análise destaca que, em média, os habitantes do planeta foram _______ a 86 dias de
  12. temperaturas potencialmente fatais em 2022. Também indica que o número de pessoas com
  13. mais de 65 anos que faleceram vítimas do calor aumentou 85% entre os períodos de 1991-2000
  14. e de 2013-2022.
  15. Segundo as estimativas, 2023 será o ano mais quente registrado na história. “Os efeitos
  16. observados atualmente podem ser apenas um sintoma precoce de um futuro muito perigoso”,
  17. disse Marina Romanello, diretora-executiva do estudo.
  18. No documento, os cientistas destacam que o calor é apenas um dos fatores climáticos que
  19. podem contribuir para o aumento da mortalidade. Quase 520 milhões de pessoas a mais
  20. enfrentarão uma situação de insegurança alimentar moderada ou grave até a metade do século,
  21. segundo as _______. E as doenças infecciosas transmitidas por mosquitos devem continuar em
  22. propagação. A transmissão da dengue, por exemplo, pode registrar alta de 36%.
  23. Diante dos muitos impactos, mais de 25% das cidades analisadas pelos cientistas podem
  24. ver seus sistemas de saúde em colapso. O secretário-geral da ONU, António Guterres, comentou
  25. o relatório e afirmou que “a humanidade enfrenta um futuro intolerável”.
  26. “Já estamos vendo .... catástrofe acontecendo para a saúde e a subsistência de bilhões de
  27. pessoas ao redor do mundo, ameaçados por ondas de calor recordes, secas devastadoras para
  28. as colheitas, níveis crescentes de fome, surtos crescentes de doenças infecciosas, tempestades
  29. e inundações fatais”, afirmou em um comunicado.


(Disponível em: https://exame.com/esg/risco-de-morte-por-calor-extremo-pode-quintuplicar-ate-2050/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta a palavra que poderia substituir corretamente o vocábulo “destacam” (l. 18) sem causar alterações significativas ao trecho do texto em que ocorre.

Alternativas
Q2658298 Português

Risco de morte por calor extremo pode quintuplicar até 2050


  1. O número de pessoas que correm o risco de morrer devido aos efeitos do calor extremo
  2. pode quintuplicar nas próximas décadas, alertam cientistas em um relatório publicado nesta
  3. quarta-feira (15/11/2023). “A saúde da humanidade está em grave perigo”, afirmam os autores
  4. da edição de 2023 do documento de referência publicado anualmente pela revista médica The
  5. Lancet.
  6. O trabalho afirma que, em um cenário de aumento médio da temperatura de 2°C na
  7. comparação com o período pré-industrial até o fim do século, as mortes vinculadas ao calor
  8. podem aumentar em 4,7 vezes até 2050. O relatório é publicado .... poucos dias do início, em
  9. 30 de novembro, da reunião da ONU sobre o clima, a COP28 de Dubai, que pela primeira vez
  10. terá _______ dedicadas .... saúde.
  11. A análise destaca que, em média, os habitantes do planeta foram _______ a 86 dias de
  12. temperaturas potencialmente fatais em 2022. Também indica que o número de pessoas com
  13. mais de 65 anos que faleceram vítimas do calor aumentou 85% entre os períodos de 1991-2000
  14. e de 2013-2022.
  15. Segundo as estimativas, 2023 será o ano mais quente registrado na história. “Os efeitos
  16. observados atualmente podem ser apenas um sintoma precoce de um futuro muito perigoso”,
  17. disse Marina Romanello, diretora-executiva do estudo.
  18. No documento, os cientistas destacam que o calor é apenas um dos fatores climáticos que
  19. podem contribuir para o aumento da mortalidade. Quase 520 milhões de pessoas a mais
  20. enfrentarão uma situação de insegurança alimentar moderada ou grave até a metade do século,
  21. segundo as _______. E as doenças infecciosas transmitidas por mosquitos devem continuar em
  22. propagação. A transmissão da dengue, por exemplo, pode registrar alta de 36%.
  23. Diante dos muitos impactos, mais de 25% das cidades analisadas pelos cientistas podem
  24. ver seus sistemas de saúde em colapso. O secretário-geral da ONU, António Guterres, comentou
  25. o relatório e afirmou que “a humanidade enfrenta um futuro intolerável”.
  26. “Já estamos vendo .... catástrofe acontecendo para a saúde e a subsistência de bilhões de
  27. pessoas ao redor do mundo, ameaçados por ondas de calor recordes, secas devastadoras para
  28. as colheitas, níveis crescentes de fome, surtos crescentes de doenças infecciosas, tempestades
  29. e inundações fatais”, afirmou em um comunicado.


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Assinale a alternativa que encontra respaldo no texto.

Alternativas
Q2658297 Português

Risco de morte por calor extremo pode quintuplicar até 2050


  1. O número de pessoas que correm o risco de morrer devido aos efeitos do calor extremo
  2. pode quintuplicar nas próximas décadas, alertam cientistas em um relatório publicado nesta
  3. quarta-feira (15/11/2023). “A saúde da humanidade está em grave perigo”, afirmam os autores
  4. da edição de 2023 do documento de referência publicado anualmente pela revista médica The
  5. Lancet.
  6. O trabalho afirma que, em um cenário de aumento médio da temperatura de 2°C na
  7. comparação com o período pré-industrial até o fim do século, as mortes vinculadas ao calor
  8. podem aumentar em 4,7 vezes até 2050. O relatório é publicado .... poucos dias do início, em
  9. 30 de novembro, da reunião da ONU sobre o clima, a COP28 de Dubai, que pela primeira vez
  10. terá _______ dedicadas .... saúde.
  11. A análise destaca que, em média, os habitantes do planeta foram _______ a 86 dias de
  12. temperaturas potencialmente fatais em 2022. Também indica que o número de pessoas com
  13. mais de 65 anos que faleceram vítimas do calor aumentou 85% entre os períodos de 1991-2000
  14. e de 2013-2022.
  15. Segundo as estimativas, 2023 será o ano mais quente registrado na história. “Os efeitos
  16. observados atualmente podem ser apenas um sintoma precoce de um futuro muito perigoso”,
  17. disse Marina Romanello, diretora-executiva do estudo.
  18. No documento, os cientistas destacam que o calor é apenas um dos fatores climáticos que
  19. podem contribuir para o aumento da mortalidade. Quase 520 milhões de pessoas a mais
  20. enfrentarão uma situação de insegurança alimentar moderada ou grave até a metade do século,
  21. segundo as _______. E as doenças infecciosas transmitidas por mosquitos devem continuar em
  22. propagação. A transmissão da dengue, por exemplo, pode registrar alta de 36%.
  23. Diante dos muitos impactos, mais de 25% das cidades analisadas pelos cientistas podem
  24. ver seus sistemas de saúde em colapso. O secretário-geral da ONU, António Guterres, comentou
  25. o relatório e afirmou que “a humanidade enfrenta um futuro intolerável”.
  26. “Já estamos vendo .... catástrofe acontecendo para a saúde e a subsistência de bilhões de
  27. pessoas ao redor do mundo, ameaçados por ondas de calor recordes, secas devastadoras para
  28. as colheitas, níveis crescentes de fome, surtos crescentes de doenças infecciosas, tempestades
  29. e inundações fatais”, afirmou em um comunicado.


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Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas abaixo:


I. A COP28 de Dubai apresentará algo inédito: conferências sobre saúde.

II. Até 2050, as mortes relacionadas ao calor podem aumentar em até cinco vezes.

III. As estimativas da pesquisa apontam que 2023 será o ano mais quente registrado na história.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2658294 Português

Risco de morte por calor extremo pode quintuplicar até 2050


  1. O número de pessoas que correm o risco de morrer devido aos efeitos do calor extremo
  2. pode quintuplicar nas próximas décadas, alertam cientistas em um relatório publicado nesta
  3. quarta-feira (15/11/2023). “A saúde da humanidade está em grave perigo”, afirmam os autores
  4. da edição de 2023 do documento de referência publicado anualmente pela revista médica The
  5. Lancet.
  6. O trabalho afirma que, em um cenário de aumento médio da temperatura de 2°C na
  7. comparação com o período pré-industrial até o fim do século, as mortes vinculadas ao calor
  8. podem aumentar em 4,7 vezes até 2050. O relatório é publicado .... poucos dias do início, em
  9. 30 de novembro, da reunião da ONU sobre o clima, a COP28 de Dubai, que pela primeira vez
  10. terá _______ dedicadas .... saúde.
  11. A análise destaca que, em média, os habitantes do planeta foram _______ a 86 dias de
  12. temperaturas potencialmente fatais em 2022. Também indica que o número de pessoas com
  13. mais de 65 anos que faleceram vítimas do calor aumentou 85% entre os períodos de 1991-2000
  14. e de 2013-2022.
  15. Segundo as estimativas, 2023 será o ano mais quente registrado na história. “Os efeitos
  16. observados atualmente podem ser apenas um sintoma precoce de um futuro muito perigoso”,
  17. disse Marina Romanello, diretora-executiva do estudo.
  18. No documento, os cientistas destacam que o calor é apenas um dos fatores climáticos que
  19. podem contribuir para o aumento da mortalidade. Quase 520 milhões de pessoas a mais
  20. enfrentarão uma situação de insegurança alimentar moderada ou grave até a metade do século,
  21. segundo as _______. E as doenças infecciosas transmitidas por mosquitos devem continuar em
  22. propagação. A transmissão da dengue, por exemplo, pode registrar alta de 36%.
  23. Diante dos muitos impactos, mais de 25% das cidades analisadas pelos cientistas podem
  24. ver seus sistemas de saúde em colapso. O secretário-geral da ONU, António Guterres, comentou
  25. o relatório e afirmou que “a humanidade enfrenta um futuro intolerável”.
  26. “Já estamos vendo .... catástrofe acontecendo para a saúde e a subsistência de bilhões de
  27. pessoas ao redor do mundo, ameaçados por ondas de calor recordes, secas devastadoras para
  28. as colheitas, níveis crescentes de fome, surtos crescentes de doenças infecciosas, tempestades
  29. e inundações fatais”, afirmou em um comunicado.


(Disponível em: https://exame.com/esg/risco-de-morte-por-calor-extremo-pode-quintuplicar-ate-2050/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas abaixo:


I. O documento mencionado no texto, que embasa os dados apresentados, é publicado todos os anos pela revista médica The Lancet.

II. Segundo estudo, o número de pessoas que correm o risco de morrer pode quintuplicar nas próximas décadas.

III. O estudo mencionado no texto e publicado pela revista The Lancet foi lançado em 2022.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2658293 Português

Risco de morte por calor extremo pode quintuplicar até 2050


  1. O número de pessoas que correm o risco de morrer devido aos efeitos do calor extremo
  2. pode quintuplicar nas próximas décadas, alertam cientistas em um relatório publicado nesta
  3. quarta-feira (15/11/2023). “A saúde da humanidade está em grave perigo”, afirmam os autores
  4. da edição de 2023 do documento de referência publicado anualmente pela revista médica The
  5. Lancet.
  6. O trabalho afirma que, em um cenário de aumento médio da temperatura de 2°C na
  7. comparação com o período pré-industrial até o fim do século, as mortes vinculadas ao calor
  8. podem aumentar em 4,7 vezes até 2050. O relatório é publicado .... poucos dias do início, em
  9. 30 de novembro, da reunião da ONU sobre o clima, a COP28 de Dubai, que pela primeira vez
  10. terá _______ dedicadas .... saúde.
  11. A análise destaca que, em média, os habitantes do planeta foram _______ a 86 dias de
  12. temperaturas potencialmente fatais em 2022. Também indica que o número de pessoas com
  13. mais de 65 anos que faleceram vítimas do calor aumentou 85% entre os períodos de 1991-2000
  14. e de 2013-2022.
  15. Segundo as estimativas, 2023 será o ano mais quente registrado na história. “Os efeitos
  16. observados atualmente podem ser apenas um sintoma precoce de um futuro muito perigoso”,
  17. disse Marina Romanello, diretora-executiva do estudo.
  18. No documento, os cientistas destacam que o calor é apenas um dos fatores climáticos que
  19. podem contribuir para o aumento da mortalidade. Quase 520 milhões de pessoas a mais
  20. enfrentarão uma situação de insegurança alimentar moderada ou grave até a metade do século,
  21. segundo as _______. E as doenças infecciosas transmitidas por mosquitos devem continuar em
  22. propagação. A transmissão da dengue, por exemplo, pode registrar alta de 36%.
  23. Diante dos muitos impactos, mais de 25% das cidades analisadas pelos cientistas podem
  24. ver seus sistemas de saúde em colapso. O secretário-geral da ONU, António Guterres, comentou
  25. o relatório e afirmou que “a humanidade enfrenta um futuro intolerável”.
  26. “Já estamos vendo .... catástrofe acontecendo para a saúde e a subsistência de bilhões de
  27. pessoas ao redor do mundo, ameaçados por ondas de calor recordes, secas devastadoras para
  28. as colheitas, níveis crescentes de fome, surtos crescentes de doenças infecciosas, tempestades
  29. e inundações fatais”, afirmou em um comunicado.


(Disponível em: https://exame.com/esg/risco-de-morte-por-calor-extremo-pode-quintuplicar-ate-2050/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas das linhas 08, 10 e 26.

Alternativas
Q2658290 Português

Risco de morte por calor extremo pode quintuplicar até 2050


  1. O número de pessoas que correm o risco de morrer devido aos efeitos do calor extremo
  2. pode quintuplicar nas próximas décadas, alertam cientistas em um relatório publicado nesta
  3. quarta-feira (15/11/2023). “A saúde da humanidade está em grave perigo”, afirmam os autores
  4. da edição de 2023 do documento de referência publicado anualmente pela revista médica The
  5. Lancet.
  6. O trabalho afirma que, em um cenário de aumento médio da temperatura de 2°C na
  7. comparação com o período pré-industrial até o fim do século, as mortes vinculadas ao calor
  8. podem aumentar em 4,7 vezes até 2050. O relatório é publicado .... poucos dias do início, em
  9. 30 de novembro, da reunião da ONU sobre o clima, a COP28 de Dubai, que pela primeira vez
  10. terá _______ dedicadas .... saúde.
  11. A análise destaca que, em média, os habitantes do planeta foram _______ a 86 dias de
  12. temperaturas potencialmente fatais em 2022. Também indica que o número de pessoas com
  13. mais de 65 anos que faleceram vítimas do calor aumentou 85% entre os períodos de 1991-2000
  14. e de 2013-2022.
  15. Segundo as estimativas, 2023 será o ano mais quente registrado na história. “Os efeitos
  16. observados atualmente podem ser apenas um sintoma precoce de um futuro muito perigoso”,
  17. disse Marina Romanello, diretora-executiva do estudo.
  18. No documento, os cientistas destacam que o calor é apenas um dos fatores climáticos que
  19. podem contribuir para o aumento da mortalidade. Quase 520 milhões de pessoas a mais
  20. enfrentarão uma situação de insegurança alimentar moderada ou grave até a metade do século,
  21. segundo as _______. E as doenças infecciosas transmitidas por mosquitos devem continuar em
  22. propagação. A transmissão da dengue, por exemplo, pode registrar alta de 36%.
  23. Diante dos muitos impactos, mais de 25% das cidades analisadas pelos cientistas podem
  24. ver seus sistemas de saúde em colapso. O secretário-geral da ONU, António Guterres, comentou
  25. o relatório e afirmou que “a humanidade enfrenta um futuro intolerável”.
  26. “Já estamos vendo .... catástrofe acontecendo para a saúde e a subsistência de bilhões de
  27. pessoas ao redor do mundo, ameaçados por ondas de calor recordes, secas devastadoras para
  28. as colheitas, níveis crescentes de fome, surtos crescentes de doenças infecciosas, tempestades
  29. e inundações fatais”, afirmou em um comunicado.


(Disponível em: https://exame.com/esg/risco-de-morte-por-calor-extremo-pode-quintuplicar-ate-2050/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando a correta ortografia das palavras em Língua Portuguesa, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas das linhas 10, 11 e 21.

Alternativas
Q2647272 Português

Texto para as questões de 1 a 9.

1 A palavra “cientificismo” pode significar coisas diferentes para pessoas diferentes. Há, por exemplo,

um sentido filosófico, positivo, adotado por Mario Bunge, que consiste em reconhecer que, na hora de

descrever objetivamente o mundo material, “o enfoque científico dá mais resultados do que suas

4 alternativas: tradição, intuição ou instinto (...), tentativa e erro, e contemplação do próprio umbigo”. Além

desse, há pelo menos três outros: um pejorativo-caricatural, um pejorativo medieval e um crítico, que

merece consideração séria.

7 O pejorativo-caricatural é um atalho retórico. Com frequência, um sintoma de preguiça mental:

diante de uma crítica ou comentário que tenha base científica, que cite a ciência ou mobilize valores e

argumentos de fundamento científico a respeito de um tema qualquer, basta reagir acusando a

10 intervenção de “cientificista” e a crítica está descartada liminarmente (poupando, portanto, o acusador

e seus seguidores do trabalho extenuante de analisá-la a fundo) e o pobre crítico, marcado como um

“positivista” simplório, digno de pena.

13 O pejorativo medieval é aplicado por quem reage de forma indignada à mera sugestão de que a

ciência pode ter algo de relevante a dizer sobre fenômenos tradicionalmente enquadrados como do

domínio “do espírito”, “da cultura” etc. Chamo-o de medieval porque representa, em roupagem

16 contemporânea, o mesmo tipo de atitude dos cardeais que se recusaram a olhar pelo telescópio de

Galileu e reconhecer que a Terra gira em torno do Sol, porque as verdades da Bíblia e da tradição já

bastavam.

19 Já o uso crítico correto — que escapa à mera caricatura e ao reacionarismo medieval — da acusação

de “cientificismo” faz referência à ideia de que exista algo de essencial ou definitivo na abordagem

científica de qualquer evento, objeto, fato ou problema: que os aspectos revelados pela ciência são e

22 serão sempre os mais importantes e a última palavra sobre tudo.

O cientificista, nesse sentido, falha em reconhecer que isso pode ser verdade em alguns casos e em

outros, não. Ignora a questão fundamental dos diferentes níveis explicativos: todo fenômeno tem

25 vários aspectos, e a forma correta de abordá-lo depende do aspecto que se mostra mais relevante no

momento. Ferramentas adequadas para dar conta de um tipo de preocupação podem ser inúteis ou,

pior, produzir resultados aberrantes quando aplicadas fora de contexto.

28 O que é incorreto e injustificado é tratar como “cientificistas” análises que consideram os

resultados da ciência soberanos e inescapáveis exatamente em questões que são legitimamente

científicas — por exemplo, questionar se o modelo psicanalítico do inconsciente corresponde aos fatos,

31 ou, ainda, se a acupuntura tem eficácia superior à de um tratamento placebo. Para perguntas assim,

parafraseando Mario Bunge, as ferramentas do método científico funcionam melhor do que a

contemplação do próprio umbigo.

34 Convicções formadas por experiência pessoal são difíceis de debelar, mesmo para quem, em

abstrato, sabe e reconhece que existem níveis de evidência muito mais significativos. O cientificismo

positivo, bungiano, está aí para nos lembrar de que, quando a pergunta requer uma resposta científica,

37 o umbigo é mau conselheiro.

Carlos Orsi. Internet:<revistaquestaodeciencia.com.br> (com adaptações).

Assinale a alternativa em que a oração destacada do texto se classifica como adjetiva explicativa.

Alternativas
Q2647271 Português

Texto para as questões de 1 a 9.

1 A palavra “cientificismo” pode significar coisas diferentes para pessoas diferentes. Há, por exemplo,

um sentido filosófico, positivo, adotado por Mario Bunge, que consiste em reconhecer que, na hora de

descrever objetivamente o mundo material, “o enfoque científico dá mais resultados do que suas

4 alternativas: tradição, intuição ou instinto (...), tentativa e erro, e contemplação do próprio umbigo”. Além

desse, há pelo menos três outros: um pejorativo-caricatural, um pejorativo medieval e um crítico, que

merece consideração séria.

7 O pejorativo-caricatural é um atalho retórico. Com frequência, um sintoma de preguiça mental:

diante de uma crítica ou comentário que tenha base científica, que cite a ciência ou mobilize valores e

argumentos de fundamento científico a respeito de um tema qualquer, basta reagir acusando a

10 intervenção de “cientificista” e a crítica está descartada liminarmente (poupando, portanto, o acusador

e seus seguidores do trabalho extenuante de analisá-la a fundo) e o pobre crítico, marcado como um

“positivista” simplório, digno de pena.

13 O pejorativo medieval é aplicado por quem reage de forma indignada à mera sugestão de que a

ciência pode ter algo de relevante a dizer sobre fenômenos tradicionalmente enquadrados como do

domínio “do espírito”, “da cultura” etc. Chamo-o de medieval porque representa, em roupagem

16 contemporânea, o mesmo tipo de atitude dos cardeais que se recusaram a olhar pelo telescópio de

Galileu e reconhecer que a Terra gira em torno do Sol, porque as verdades da Bíblia e da tradição já

bastavam.

19 Já o uso crítico correto — que escapa à mera caricatura e ao reacionarismo medieval — da acusação

de “cientificismo” faz referência à ideia de que exista algo de essencial ou definitivo na abordagem

científica de qualquer evento, objeto, fato ou problema: que os aspectos revelados pela ciência são e

22 serão sempre os mais importantes e a última palavra sobre tudo.

O cientificista, nesse sentido, falha em reconhecer que isso pode ser verdade em alguns casos e em

outros, não. Ignora a questão fundamental dos diferentes níveis explicativos: todo fenômeno tem

25 vários aspectos, e a forma correta de abordá-lo depende do aspecto que se mostra mais relevante no

momento. Ferramentas adequadas para dar conta de um tipo de preocupação podem ser inúteis ou,

pior, produzir resultados aberrantes quando aplicadas fora de contexto.

28 O que é incorreto e injustificado é tratar como “cientificistas” análises que consideram os

resultados da ciência soberanos e inescapáveis exatamente em questões que são legitimamente

científicas — por exemplo, questionar se o modelo psicanalítico do inconsciente corresponde aos fatos,

31 ou, ainda, se a acupuntura tem eficácia superior à de um tratamento placebo. Para perguntas assim,

parafraseando Mario Bunge, as ferramentas do método científico funcionam melhor do que a

contemplação do próprio umbigo.

34 Convicções formadas por experiência pessoal são difíceis de debelar, mesmo para quem, em

abstrato, sabe e reconhece que existem níveis de evidência muito mais significativos. O cientificismo

positivo, bungiano, está aí para nos lembrar de que, quando a pergunta requer uma resposta científica,

37 o umbigo é mau conselheiro.

Carlos Orsi. Internet:<revistaquestaodeciencia.com.br> (com adaptações).

Assinale a alternativa correta no que diz respeito à relação de coesão entre o elemento destacado e seu referente textual.

Alternativas
Q2647270 Português

Texto para as questões de 1 a 9.

1 A palavra “cientificismo” pode significar coisas diferentes para pessoas diferentes. Há, por exemplo,

um sentido filosófico, positivo, adotado por Mario Bunge, que consiste em reconhecer que, na hora de

descrever objetivamente o mundo material, “o enfoque científico dá mais resultados do que suas

4 alternativas: tradição, intuição ou instinto (...), tentativa e erro, e contemplação do próprio umbigo”. Além

desse, há pelo menos três outros: um pejorativo-caricatural, um pejorativo medieval e um crítico, que

merece consideração séria.

7 O pejorativo-caricatural é um atalho retórico. Com frequência, um sintoma de preguiça mental:

diante de uma crítica ou comentário que tenha base científica, que cite a ciência ou mobilize valores e

argumentos de fundamento científico a respeito de um tema qualquer, basta reagir acusando a

10 intervenção de “cientificista” e a crítica está descartada liminarmente (poupando, portanto, o acusador

e seus seguidores do trabalho extenuante de analisá-la a fundo) e o pobre crítico, marcado como um

“positivista” simplório, digno de pena.

13 O pejorativo medieval é aplicado por quem reage de forma indignada à mera sugestão de que a

ciência pode ter algo de relevante a dizer sobre fenômenos tradicionalmente enquadrados como do

domínio “do espírito”, “da cultura” etc. Chamo-o de medieval porque representa, em roupagem

16 contemporânea, o mesmo tipo de atitude dos cardeais que se recusaram a olhar pelo telescópio de

Galileu e reconhecer que a Terra gira em torno do Sol, porque as verdades da Bíblia e da tradição já

bastavam.

19 Já o uso crítico correto — que escapa à mera caricatura e ao reacionarismo medieval — da acusação

de “cientificismo” faz referência à ideia de que exista algo de essencial ou definitivo na abordagem

científica de qualquer evento, objeto, fato ou problema: que os aspectos revelados pela ciência são e

22 serão sempre os mais importantes e a última palavra sobre tudo.

O cientificista, nesse sentido, falha em reconhecer que isso pode ser verdade em alguns casos e em

outros, não. Ignora a questão fundamental dos diferentes níveis explicativos: todo fenômeno tem

25 vários aspectos, e a forma correta de abordá-lo depende do aspecto que se mostra mais relevante no

momento. Ferramentas adequadas para dar conta de um tipo de preocupação podem ser inúteis ou,

pior, produzir resultados aberrantes quando aplicadas fora de contexto.

28 O que é incorreto e injustificado é tratar como “cientificistas” análises que consideram os

resultados da ciência soberanos e inescapáveis exatamente em questões que são legitimamente

científicas — por exemplo, questionar se o modelo psicanalítico do inconsciente corresponde aos fatos,

31 ou, ainda, se a acupuntura tem eficácia superior à de um tratamento placebo. Para perguntas assim,

parafraseando Mario Bunge, as ferramentas do método científico funcionam melhor do que a

contemplação do próprio umbigo.

34 Convicções formadas por experiência pessoal são difíceis de debelar, mesmo para quem, em

abstrato, sabe e reconhece que existem níveis de evidência muito mais significativos. O cientificismo

positivo, bungiano, está aí para nos lembrar de que, quando a pergunta requer uma resposta científica,

37 o umbigo é mau conselheiro.

Carlos Orsi. Internet:<revistaquestaodeciencia.com.br> (com adaptações).

Assinale a alternativa em que a substituição proposta para termo ou trecho destacados do texto é coerente e gramaticalmente correta.

Alternativas
Q2647269 Português

Texto para as questões de 1 a 9.

1 A palavra “cientificismo” pode significar coisas diferentes para pessoas diferentes. Há, por exemplo,

um sentido filosófico, positivo, adotado por Mario Bunge, que consiste em reconhecer que, na hora de

descrever objetivamente o mundo material, “o enfoque científico dá mais resultados do que suas

4 alternativas: tradição, intuição ou instinto (...), tentativa e erro, e contemplação do próprio umbigo”. Além

desse, há pelo menos três outros: um pejorativo-caricatural, um pejorativo medieval e um crítico, que

merece consideração séria.

7 O pejorativo-caricatural é um atalho retórico. Com frequência, um sintoma de preguiça mental:

diante de uma crítica ou comentário que tenha base científica, que cite a ciência ou mobilize valores e

argumentos de fundamento científico a respeito de um tema qualquer, basta reagir acusando a

10 intervenção de “cientificista” e a crítica está descartada liminarmente (poupando, portanto, o acusador

e seus seguidores do trabalho extenuante de analisá-la a fundo) e o pobre crítico, marcado como um

“positivista” simplório, digno de pena.

13 O pejorativo medieval é aplicado por quem reage de forma indignada à mera sugestão de que a

ciência pode ter algo de relevante a dizer sobre fenômenos tradicionalmente enquadrados como do

domínio “do espírito”, “da cultura” etc. Chamo-o de medieval porque representa, em roupagem

16 contemporânea, o mesmo tipo de atitude dos cardeais que se recusaram a olhar pelo telescópio de

Galileu e reconhecer que a Terra gira em torno do Sol, porque as verdades da Bíblia e da tradição já

bastavam.

19 Já o uso crítico correto — que escapa à mera caricatura e ao reacionarismo medieval — da acusação

de “cientificismo” faz referência à ideia de que exista algo de essencial ou definitivo na abordagem

científica de qualquer evento, objeto, fato ou problema: que os aspectos revelados pela ciência são e

22 serão sempre os mais importantes e a última palavra sobre tudo.

O cientificista, nesse sentido, falha em reconhecer que isso pode ser verdade em alguns casos e em

outros, não. Ignora a questão fundamental dos diferentes níveis explicativos: todo fenômeno tem

25 vários aspectos, e a forma correta de abordá-lo depende do aspecto que se mostra mais relevante no

momento. Ferramentas adequadas para dar conta de um tipo de preocupação podem ser inúteis ou,

pior, produzir resultados aberrantes quando aplicadas fora de contexto.

28 O que é incorreto e injustificado é tratar como “cientificistas” análises que consideram os

resultados da ciência soberanos e inescapáveis exatamente em questões que são legitimamente

científicas — por exemplo, questionar se o modelo psicanalítico do inconsciente corresponde aos fatos,

31 ou, ainda, se a acupuntura tem eficácia superior à de um tratamento placebo. Para perguntas assim,

parafraseando Mario Bunge, as ferramentas do método científico funcionam melhor do que a

contemplação do próprio umbigo.

34 Convicções formadas por experiência pessoal são difíceis de debelar, mesmo para quem, em

abstrato, sabe e reconhece que existem níveis de evidência muito mais significativos. O cientificismo

positivo, bungiano, está aí para nos lembrar de que, quando a pergunta requer uma resposta científica,

37 o umbigo é mau conselheiro.

Carlos Orsi. Internet:<revistaquestaodeciencia.com.br> (com adaptações).

Assinale a alternativa correta em relação a aspectos linguísticos do texto.

Alternativas
Q2647268 Português

Texto para as questões de 1 a 9.

1 A palavra “cientificismo” pode significar coisas diferentes para pessoas diferentes. Há, por exemplo,

um sentido filosófico, positivo, adotado por Mario Bunge, que consiste em reconhecer que, na hora de

descrever objetivamente o mundo material, “o enfoque científico dá mais resultados do que suas

4 alternativas: tradição, intuição ou instinto (...), tentativa e erro, e contemplação do próprio umbigo”. Além

desse, há pelo menos três outros: um pejorativo-caricatural, um pejorativo medieval e um crítico, que

merece consideração séria.

7 O pejorativo-caricatural é um atalho retórico. Com frequência, um sintoma de preguiça mental:

diante de uma crítica ou comentário que tenha base científica, que cite a ciência ou mobilize valores e

argumentos de fundamento científico a respeito de um tema qualquer, basta reagir acusando a

10 intervenção de “cientificista” e a crítica está descartada liminarmente (poupando, portanto, o acusador

e seus seguidores do trabalho extenuante de analisá-la a fundo) e o pobre crítico, marcado como um

“positivista” simplório, digno de pena.

13 O pejorativo medieval é aplicado por quem reage de forma indignada à mera sugestão de que a

ciência pode ter algo de relevante a dizer sobre fenômenos tradicionalmente enquadrados como do

domínio “do espírito”, “da cultura” etc. Chamo-o de medieval porque representa, em roupagem

16 contemporânea, o mesmo tipo de atitude dos cardeais que se recusaram a olhar pelo telescópio de

Galileu e reconhecer que a Terra gira em torno do Sol, porque as verdades da Bíblia e da tradição já

bastavam.

19 Já o uso crítico correto — que escapa à mera caricatura e ao reacionarismo medieval — da acusação

de “cientificismo” faz referência à ideia de que exista algo de essencial ou definitivo na abordagem

científica de qualquer evento, objeto, fato ou problema: que os aspectos revelados pela ciência são e

22 serão sempre os mais importantes e a última palavra sobre tudo.

O cientificista, nesse sentido, falha em reconhecer que isso pode ser verdade em alguns casos e em

outros, não. Ignora a questão fundamental dos diferentes níveis explicativos: todo fenômeno tem

25 vários aspectos, e a forma correta de abordá-lo depende do aspecto que se mostra mais relevante no

momento. Ferramentas adequadas para dar conta de um tipo de preocupação podem ser inúteis ou,

pior, produzir resultados aberrantes quando aplicadas fora de contexto.

28 O que é incorreto e injustificado é tratar como “cientificistas” análises que consideram os

resultados da ciência soberanos e inescapáveis exatamente em questões que são legitimamente

científicas — por exemplo, questionar se o modelo psicanalítico do inconsciente corresponde aos fatos,

31 ou, ainda, se a acupuntura tem eficácia superior à de um tratamento placebo. Para perguntas assim,

parafraseando Mario Bunge, as ferramentas do método científico funcionam melhor do que a

contemplação do próprio umbigo.

34 Convicções formadas por experiência pessoal são difíceis de debelar, mesmo para quem, em

abstrato, sabe e reconhece que existem níveis de evidência muito mais significativos. O cientificismo

positivo, bungiano, está aí para nos lembrar de que, quando a pergunta requer uma resposta científica,

37 o umbigo é mau conselheiro.

Carlos Orsi. Internet:<revistaquestaodeciencia.com.br> (com adaptações).

Assinale a alternativa correta no que diz respeito à pontuação no texto.

Alternativas
Q2647267 Português

Texto para as questões de 1 a 9.

1 A palavra “cientificismo” pode significar coisas diferentes para pessoas diferentes. Há, por exemplo,

um sentido filosófico, positivo, adotado por Mario Bunge, que consiste em reconhecer que, na hora de

descrever objetivamente o mundo material, “o enfoque científico dá mais resultados do que suas

4 alternativas: tradição, intuição ou instinto (...), tentativa e erro, e contemplação do próprio umbigo”. Além

desse, há pelo menos três outros: um pejorativo-caricatural, um pejorativo medieval e um crítico, que

merece consideração séria.

7 O pejorativo-caricatural é um atalho retórico. Com frequência, um sintoma de preguiça mental:

diante de uma crítica ou comentário que tenha base científica, que cite a ciência ou mobilize valores e

argumentos de fundamento científico a respeito de um tema qualquer, basta reagir acusando a

10 intervenção de “cientificista” e a crítica está descartada liminarmente (poupando, portanto, o acusador

e seus seguidores do trabalho extenuante de analisá-la a fundo) e o pobre crítico, marcado como um

“positivista” simplório, digno de pena.

13 O pejorativo medieval é aplicado por quem reage de forma indignada à mera sugestão de que a

ciência pode ter algo de relevante a dizer sobre fenômenos tradicionalmente enquadrados como do

domínio “do espírito”, “da cultura” etc. Chamo-o de medieval porque representa, em roupagem

16 contemporânea, o mesmo tipo de atitude dos cardeais que se recusaram a olhar pelo telescópio de

Galileu e reconhecer que a Terra gira em torno do Sol, porque as verdades da Bíblia e da tradição já

bastavam.

19 Já o uso crítico correto — que escapa à mera caricatura e ao reacionarismo medieval — da acusação

de “cientificismo” faz referência à ideia de que exista algo de essencial ou definitivo na abordagem

científica de qualquer evento, objeto, fato ou problema: que os aspectos revelados pela ciência são e

22 serão sempre os mais importantes e a última palavra sobre tudo.

O cientificista, nesse sentido, falha em reconhecer que isso pode ser verdade em alguns casos e em

outros, não. Ignora a questão fundamental dos diferentes níveis explicativos: todo fenômeno tem

25 vários aspectos, e a forma correta de abordá-lo depende do aspecto que se mostra mais relevante no

momento. Ferramentas adequadas para dar conta de um tipo de preocupação podem ser inúteis ou,

pior, produzir resultados aberrantes quando aplicadas fora de contexto.

28 O que é incorreto e injustificado é tratar como “cientificistas” análises que consideram os

resultados da ciência soberanos e inescapáveis exatamente em questões que são legitimamente

científicas — por exemplo, questionar se o modelo psicanalítico do inconsciente corresponde aos fatos,

31 ou, ainda, se a acupuntura tem eficácia superior à de um tratamento placebo. Para perguntas assim,

parafraseando Mario Bunge, as ferramentas do método científico funcionam melhor do que a

contemplação do próprio umbigo.

34 Convicções formadas por experiência pessoal são difíceis de debelar, mesmo para quem, em

abstrato, sabe e reconhece que existem níveis de evidência muito mais significativos. O cientificismo

positivo, bungiano, está aí para nos lembrar de que, quando a pergunta requer uma resposta científica,

37 o umbigo é mau conselheiro.

Carlos Orsi. Internet:<revistaquestaodeciencia.com.br> (com adaptações).

No que se refere à concordância nominal e verbal no texto, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q2647266 Português

Texto para as questões de 1 a 9.

1 A palavra “cientificismo” pode significar coisas diferentes para pessoas diferentes. Há, por exemplo,

um sentido filosófico, positivo, adotado por Mario Bunge, que consiste em reconhecer que, na hora de

descrever objetivamente o mundo material, “o enfoque científico dá mais resultados do que suas

4 alternativas: tradição, intuição ou instinto (...), tentativa e erro, e contemplação do próprio umbigo”. Além

desse, há pelo menos três outros: um pejorativo-caricatural, um pejorativo medieval e um crítico, que

merece consideração séria.

7 O pejorativo-caricatural é um atalho retórico. Com frequência, um sintoma de preguiça mental:

diante de uma crítica ou comentário que tenha base científica, que cite a ciência ou mobilize valores e

argumentos de fundamento científico a respeito de um tema qualquer, basta reagir acusando a

10 intervenção de “cientificista” e a crítica está descartada liminarmente (poupando, portanto, o acusador

e seus seguidores do trabalho extenuante de analisá-la a fundo) e o pobre crítico, marcado como um

“positivista” simplório, digno de pena.

13 O pejorativo medieval é aplicado por quem reage de forma indignada à mera sugestão de que a

ciência pode ter algo de relevante a dizer sobre fenômenos tradicionalmente enquadrados como do

domínio “do espírito”, “da cultura” etc. Chamo-o de medieval porque representa, em roupagem

16 contemporânea, o mesmo tipo de atitude dos cardeais que se recusaram a olhar pelo telescópio de

Galileu e reconhecer que a Terra gira em torno do Sol, porque as verdades da Bíblia e da tradição já

bastavam.

19 Já o uso crítico correto — que escapa à mera caricatura e ao reacionarismo medieval — da acusação

de “cientificismo” faz referência à ideia de que exista algo de essencial ou definitivo na abordagem

científica de qualquer evento, objeto, fato ou problema: que os aspectos revelados pela ciência são e

22 serão sempre os mais importantes e a última palavra sobre tudo.

O cientificista, nesse sentido, falha em reconhecer que isso pode ser verdade em alguns casos e em

outros, não. Ignora a questão fundamental dos diferentes níveis explicativos: todo fenômeno tem

25 vários aspectos, e a forma correta de abordá-lo depende do aspecto que se mostra mais relevante no

momento. Ferramentas adequadas para dar conta de um tipo de preocupação podem ser inúteis ou,

pior, produzir resultados aberrantes quando aplicadas fora de contexto.

28 O que é incorreto e injustificado é tratar como “cientificistas” análises que consideram os

resultados da ciência soberanos e inescapáveis exatamente em questões que são legitimamente

científicas — por exemplo, questionar se o modelo psicanalítico do inconsciente corresponde aos fatos,

31 ou, ainda, se a acupuntura tem eficácia superior à de um tratamento placebo. Para perguntas assim,

parafraseando Mario Bunge, as ferramentas do método científico funcionam melhor do que a

contemplação do próprio umbigo.

34 Convicções formadas por experiência pessoal são difíceis de debelar, mesmo para quem, em

abstrato, sabe e reconhece que existem níveis de evidência muito mais significativos. O cientificismo

positivo, bungiano, está aí para nos lembrar de que, quando a pergunta requer uma resposta científica,

37 o umbigo é mau conselheiro.

Carlos Orsi. Internet:<revistaquestaodeciencia.com.br> (com adaptações).

Depreende-se da leitura do texto que

Alternativas
Q2647264 Português

Texto para as questões de 1 a 9.

1 A palavra “cientificismo” pode significar coisas diferentes para pessoas diferentes. Há, por exemplo,

um sentido filosófico, positivo, adotado por Mario Bunge, que consiste em reconhecer que, na hora de

descrever objetivamente o mundo material, “o enfoque científico dá mais resultados do que suas

4 alternativas: tradição, intuição ou instinto (...), tentativa e erro, e contemplação do próprio umbigo”. Além

desse, há pelo menos três outros: um pejorativo-caricatural, um pejorativo medieval e um crítico, que

merece consideração séria.

7 O pejorativo-caricatural é um atalho retórico. Com frequência, um sintoma de preguiça mental:

diante de uma crítica ou comentário que tenha base científica, que cite a ciência ou mobilize valores e

argumentos de fundamento científico a respeito de um tema qualquer, basta reagir acusando a

10 intervenção de “cientificista” e a crítica está descartada liminarmente (poupando, portanto, o acusador

e seus seguidores do trabalho extenuante de analisá-la a fundo) e o pobre crítico, marcado como um

“positivista” simplório, digno de pena.

13 O pejorativo medieval é aplicado por quem reage de forma indignada à mera sugestão de que a

ciência pode ter algo de relevante a dizer sobre fenômenos tradicionalmente enquadrados como do

domínio “do espírito”, “da cultura” etc. Chamo-o de medieval porque representa, em roupagem

16 contemporânea, o mesmo tipo de atitude dos cardeais que se recusaram a olhar pelo telescópio de

Galileu e reconhecer que a Terra gira em torno do Sol, porque as verdades da Bíblia e da tradição já

bastavam.

19 Já o uso crítico correto — que escapa à mera caricatura e ao reacionarismo medieval — da acusação

de “cientificismo” faz referência à ideia de que exista algo de essencial ou definitivo na abordagem

científica de qualquer evento, objeto, fato ou problema: que os aspectos revelados pela ciência são e

22 serão sempre os mais importantes e a última palavra sobre tudo.

O cientificista, nesse sentido, falha em reconhecer que isso pode ser verdade em alguns casos e em

outros, não. Ignora a questão fundamental dos diferentes níveis explicativos: todo fenômeno tem

25 vários aspectos, e a forma correta de abordá-lo depende do aspecto que se mostra mais relevante no

momento. Ferramentas adequadas para dar conta de um tipo de preocupação podem ser inúteis ou,

pior, produzir resultados aberrantes quando aplicadas fora de contexto.

28 O que é incorreto e injustificado é tratar como “cientificistas” análises que consideram os

resultados da ciência soberanos e inescapáveis exatamente em questões que são legitimamente

científicas — por exemplo, questionar se o modelo psicanalítico do inconsciente corresponde aos fatos,

31 ou, ainda, se a acupuntura tem eficácia superior à de um tratamento placebo. Para perguntas assim,

parafraseando Mario Bunge, as ferramentas do método científico funcionam melhor do que a

contemplação do próprio umbigo.

34 Convicções formadas por experiência pessoal são difíceis de debelar, mesmo para quem, em

abstrato, sabe e reconhece que existem níveis de evidência muito mais significativos. O cientificismo

positivo, bungiano, está aí para nos lembrar de que, quando a pergunta requer uma resposta científica,

37 o umbigo é mau conselheiro.

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Da leitura do texto entende-se que a expressão ‘contemplação do próprio umbigo’ (linha 4) significa

Alternativas
Q2647263 Português

Texto para as questões de 1 a 9.

1 A palavra “cientificismo” pode significar coisas diferentes para pessoas diferentes. Há, por exemplo,

um sentido filosófico, positivo, adotado por Mario Bunge, que consiste em reconhecer que, na hora de

descrever objetivamente o mundo material, “o enfoque científico dá mais resultados do que suas

4 alternativas: tradição, intuição ou instinto (...), tentativa e erro, e contemplação do próprio umbigo”. Além

desse, há pelo menos três outros: um pejorativo-caricatural, um pejorativo medieval e um crítico, que

merece consideração séria.

7 O pejorativo-caricatural é um atalho retórico. Com frequência, um sintoma de preguiça mental:

diante de uma crítica ou comentário que tenha base científica, que cite a ciência ou mobilize valores e

argumentos de fundamento científico a respeito de um tema qualquer, basta reagir acusando a

10 intervenção de “cientificista” e a crítica está descartada liminarmente (poupando, portanto, o acusador

e seus seguidores do trabalho extenuante de analisá-la a fundo) e o pobre crítico, marcado como um

“positivista” simplório, digno de pena.

13 O pejorativo medieval é aplicado por quem reage de forma indignada à mera sugestão de que a

ciência pode ter algo de relevante a dizer sobre fenômenos tradicionalmente enquadrados como do

domínio “do espírito”, “da cultura” etc. Chamo-o de medieval porque representa, em roupagem

16 contemporânea, o mesmo tipo de atitude dos cardeais que se recusaram a olhar pelo telescópio de

Galileu e reconhecer que a Terra gira em torno do Sol, porque as verdades da Bíblia e da tradição já

bastavam.

19 Já o uso crítico correto — que escapa à mera caricatura e ao reacionarismo medieval — da acusação

de “cientificismo” faz referência à ideia de que exista algo de essencial ou definitivo na abordagem

científica de qualquer evento, objeto, fato ou problema: que os aspectos revelados pela ciência são e

22 serão sempre os mais importantes e a última palavra sobre tudo.

O cientificista, nesse sentido, falha em reconhecer que isso pode ser verdade em alguns casos e em

outros, não. Ignora a questão fundamental dos diferentes níveis explicativos: todo fenômeno tem

25 vários aspectos, e a forma correta de abordá-lo depende do aspecto que se mostra mais relevante no

momento. Ferramentas adequadas para dar conta de um tipo de preocupação podem ser inúteis ou,

pior, produzir resultados aberrantes quando aplicadas fora de contexto.

28 O que é incorreto e injustificado é tratar como “cientificistas” análises que consideram os

resultados da ciência soberanos e inescapáveis exatamente em questões que são legitimamente

científicas — por exemplo, questionar se o modelo psicanalítico do inconsciente corresponde aos fatos,

31 ou, ainda, se a acupuntura tem eficácia superior à de um tratamento placebo. Para perguntas assim,

parafraseando Mario Bunge, as ferramentas do método científico funcionam melhor do que a

contemplação do próprio umbigo.

34 Convicções formadas por experiência pessoal são difíceis de debelar, mesmo para quem, em

abstrato, sabe e reconhece que existem níveis de evidência muito mais significativos. O cientificismo

positivo, bungiano, está aí para nos lembrar de que, quando a pergunta requer uma resposta científica,

37 o umbigo é mau conselheiro.

Carlos Orsi. Internet:<revistaquestaodeciencia.com.br> (com adaptações).

Entende-se da leitura do primeiro parágrafo do texto que a palavra “cientificismo” é

Alternativas
Q2644821 Português

Veja o texto a seguir:


Combate à Dengue

A picada do mosquito Aedes Aegypti tem demonstrado grande preocupação. Isso porque o aumento de mortes no país por motivo de dengue tem crescido de forma considerável nos últimos meses.

A melhor maneira de combater a doença é explorar a única arma: a prevenção.

Projetos de conscientização alertam a população para os perigos da proliferação do mosquito.


Acerca dele, podemos afirmar corretamente que o mesmo é, predominantemente, um texto:

Alternativas
Respostas
5601: A
5602: D
5603: C
5604: D
5605: C
5606: D
5607: E
5608: A
5609: B
5610: C
5611: B
5612: D
5613: B
5614: E
5615: A
5616: E
5617: D
5618: C
5619: A
5620: B