Questões de Concurso Sobre português para psicólogo

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Q3967439 Português
Texto I


Rumo a um turboconsumidor


    Desde o fim dos anos 1970, enquanto a tecnologização moderna dos lares é quase generalizada, desenvolve-se seu pluriequipamento, que significa a passagem de um consumo ordenado pela família a um consumo centrado no indivíduo. Os efeitos dessa multiplicação dos objetos pessoais são importantes, podendo cada um, dessa maneira, organizar sua vida privada em seu próprio ritmo. Recursos de telefonia e de multimídia provocaram a hiperindividualização da utilização dos bens de consumo, das defasagens dos ritmos no interior da família, da dessincronização das atividades cotidianas e dos empregos do tempo. Em suas bandeiras, a sociedade de hiperconsumo pode escrever em letras triunfantes: “Cada um com seus objetos, cada um com seu uso, cada um com seu ritmo de vida”.

    A sociedade de hiperconsumo, longe de arruinar o sistema do desejo e do consumo, empenha-se, não sem sucesso, em mantê-lo cada vez mais desperto, ampliando seu regime temporal. A lógica do turboconsumismo encontra sua realização nas redes eletrônicas, graças às compras pela internet. O ciberconsumidor liberta-se de todos os entraves espaço-temporais. Há supressão das barreiras ligadas não apenas ao espaço, mas também ao acesso à informação: graças aos sites de comparação de preços, o internauta pode informar-se em tempo real sobre os produtos e serviços, compará-los a qualquer hora antes de fazer sua escolha. É um sistema de informação sem limite, sem coerção de tempo e de lugar que especifica a época do turboconsumismo.

    O turboconsumidor tornou-se, portanto, um doente da urgência, prisioneiro da ditadura do “tempo real”? É verdade que o hiperconsumidor expõe uma evidente preocupação em fazer mais e mais depressa, não suporta perder tempo, quer a acessibilidade dos produtos, das imagens e da comunicação a toda hora do dia e da noite. Mas, ao mesmo tempo, assiste-se à proliferação de desejos e de comportamentos cuja orientação para os prazeres sensoriais e estéticos, para o maior bem-estar, para as sensações corporais exprimem a valorização de uma temporalidade lenta, qualitativa e sensualista. Slow food¹, escutas musicais, passeios a pé, excursões, spas e banhos turcos, meditações e relaxamentos: contra a “vida corrida”, os lazeres lentos encontram amplo eco. Assim, somos testemunhas do gosto pelo flanar, pelas idas ao restaurante à noite, pela ociosidade na praia ou nos terraços dos cafés. Nada de temporalidade uniformemente urgencial, mas um sistema composto de temporalidades profundamente heterogêneas: ao tempo operacional opõe-se o tempo hedonista, ao tempo do trabalho, o tempo recreativo, ao tempo precipitado, o tempo descontraído. O regime do tempo na sociedade de hiperconsumo não tem nada de unidimensional; é, ao contrário, paradoxal, dessincronizado, heteróclito (desregrado), polirrítmico.

    Os consumidores atentos às causas humanitárias, preocupados com selos verdes e produtos éticos, mostram-se mais solidários? Mas, se a tendência ao consumo “cidadão” é inegável, em que ela faz sair da constelação do indivíduo, em outras palavras, dos engajamentos de tipo opcional, mínimo e indolor? Ela significa sobretudo que o individualismo não é sinônimo de egoísmo absoluto: este pode ser compatível com o espírito de responsabilidade, com a preocupação com certos valores, ainda que fosse segundo um regime de geometria variável, “sem obrigação nem sanção”.

    A multiplicação das informações e a elevação do nível de instrução da população favoreceram, sem nenhuma dúvida, a “profissionalização” das atividades consumidoras. Mas, do outro lado, observa-se uma infinidade de fenômenos sinônimos, ao contrário, de excesso e de descontrole de si: vítimas da moda, compras compulsivas, superendividamento das famílias, “fanáticos” por jogos de  

1. Slow food: movimento global que nasceu na Itália, em 1986, como resposta ao fast-food, promovendo uma alimentação que valoriza o prazer de comer, a sustentabilidade ambiental, a cultura local, a biodiversidade e o apoio a pequenos produtores, além de incentivar o consumo consciente e o resgate de tradições gastronômicas regionais.

vídeo, ciberdependentes, toxicomanias, práticas viciosas de todo tipo, anarquia dos comportamentos alimentares, bulimias e obesidades. O que se anuncia é tanto um individualismo desenfreado e caótico quanto um consumidor expert que se encarrega de si de maneira responsável.

    O relaxamento dos controles coletivos, as normas hedonistas, a escolha da primeira qualidade, a educação liberal, tudo isso contribuiu para compor um indivíduo desligado dos fins comuns e que, reduzido tão-só às suas forças, se mostra, muitas vezes, incapaz de resistir tanto às solicitações externas quanto aos impulsos internos. Assim, somos testemunhas de todo um conjunto de comportamentos desestruturados, de consumos patológicos e compulsivos. Por toda parte, a tendência ao desregramento de si acompanha a cultura de livre disposição dos indivíduos entregues à vertigem de si próprios no supermercado contemporâneo dos modos de vida. À medida que se amplia o princípio de pleno poder sobre a direção da própria vida, as manifestações de dependência e de impotência subjetivas se desenvolvem num ritmo crescente. Se o indivíduo é socialmente autônomo, ei-lo mais do que nunca dependente da forma mercantil para a satisfação de suas necessidades.



LIPOVETSKY, Gilles. Rumo a um turboconsumidor. In: A felicidade paradoxal: ensaios sobre a sociedade de hiperconsumo. Trad. Maria Lúcia Machado. São Paulo: Companhia das Letras, 2010. (Fragmento adaptado)
Assinale a alternativa em que o uso de dois-pontos apresenta a síntese de um pensamento.
Alternativas
Q3967438 Português
Texto I


Rumo a um turboconsumidor


    Desde o fim dos anos 1970, enquanto a tecnologização moderna dos lares é quase generalizada, desenvolve-se seu pluriequipamento, que significa a passagem de um consumo ordenado pela família a um consumo centrado no indivíduo. Os efeitos dessa multiplicação dos objetos pessoais são importantes, podendo cada um, dessa maneira, organizar sua vida privada em seu próprio ritmo. Recursos de telefonia e de multimídia provocaram a hiperindividualização da utilização dos bens de consumo, das defasagens dos ritmos no interior da família, da dessincronização das atividades cotidianas e dos empregos do tempo. Em suas bandeiras, a sociedade de hiperconsumo pode escrever em letras triunfantes: “Cada um com seus objetos, cada um com seu uso, cada um com seu ritmo de vida”.

    A sociedade de hiperconsumo, longe de arruinar o sistema do desejo e do consumo, empenha-se, não sem sucesso, em mantê-lo cada vez mais desperto, ampliando seu regime temporal. A lógica do turboconsumismo encontra sua realização nas redes eletrônicas, graças às compras pela internet. O ciberconsumidor liberta-se de todos os entraves espaço-temporais. Há supressão das barreiras ligadas não apenas ao espaço, mas também ao acesso à informação: graças aos sites de comparação de preços, o internauta pode informar-se em tempo real sobre os produtos e serviços, compará-los a qualquer hora antes de fazer sua escolha. É um sistema de informação sem limite, sem coerção de tempo e de lugar que especifica a época do turboconsumismo.

    O turboconsumidor tornou-se, portanto, um doente da urgência, prisioneiro da ditadura do “tempo real”? É verdade que o hiperconsumidor expõe uma evidente preocupação em fazer mais e mais depressa, não suporta perder tempo, quer a acessibilidade dos produtos, das imagens e da comunicação a toda hora do dia e da noite. Mas, ao mesmo tempo, assiste-se à proliferação de desejos e de comportamentos cuja orientação para os prazeres sensoriais e estéticos, para o maior bem-estar, para as sensações corporais exprimem a valorização de uma temporalidade lenta, qualitativa e sensualista. Slow food¹, escutas musicais, passeios a pé, excursões, spas e banhos turcos, meditações e relaxamentos: contra a “vida corrida”, os lazeres lentos encontram amplo eco. Assim, somos testemunhas do gosto pelo flanar, pelas idas ao restaurante à noite, pela ociosidade na praia ou nos terraços dos cafés. Nada de temporalidade uniformemente urgencial, mas um sistema composto de temporalidades profundamente heterogêneas: ao tempo operacional opõe-se o tempo hedonista, ao tempo do trabalho, o tempo recreativo, ao tempo precipitado, o tempo descontraído. O regime do tempo na sociedade de hiperconsumo não tem nada de unidimensional; é, ao contrário, paradoxal, dessincronizado, heteróclito (desregrado), polirrítmico.

    Os consumidores atentos às causas humanitárias, preocupados com selos verdes e produtos éticos, mostram-se mais solidários? Mas, se a tendência ao consumo “cidadão” é inegável, em que ela faz sair da constelação do indivíduo, em outras palavras, dos engajamentos de tipo opcional, mínimo e indolor? Ela significa sobretudo que o individualismo não é sinônimo de egoísmo absoluto: este pode ser compatível com o espírito de responsabilidade, com a preocupação com certos valores, ainda que fosse segundo um regime de geometria variável, “sem obrigação nem sanção”.

    A multiplicação das informações e a elevação do nível de instrução da população favoreceram, sem nenhuma dúvida, a “profissionalização” das atividades consumidoras. Mas, do outro lado, observa-se uma infinidade de fenômenos sinônimos, ao contrário, de excesso e de descontrole de si: vítimas da moda, compras compulsivas, superendividamento das famílias, “fanáticos” por jogos de  

1. Slow food: movimento global que nasceu na Itália, em 1986, como resposta ao fast-food, promovendo uma alimentação que valoriza o prazer de comer, a sustentabilidade ambiental, a cultura local, a biodiversidade e o apoio a pequenos produtores, além de incentivar o consumo consciente e o resgate de tradições gastronômicas regionais.

vídeo, ciberdependentes, toxicomanias, práticas viciosas de todo tipo, anarquia dos comportamentos alimentares, bulimias e obesidades. O que se anuncia é tanto um individualismo desenfreado e caótico quanto um consumidor expert que se encarrega de si de maneira responsável.

    O relaxamento dos controles coletivos, as normas hedonistas, a escolha da primeira qualidade, a educação liberal, tudo isso contribuiu para compor um indivíduo desligado dos fins comuns e que, reduzido tão-só às suas forças, se mostra, muitas vezes, incapaz de resistir tanto às solicitações externas quanto aos impulsos internos. Assim, somos testemunhas de todo um conjunto de comportamentos desestruturados, de consumos patológicos e compulsivos. Por toda parte, a tendência ao desregramento de si acompanha a cultura de livre disposição dos indivíduos entregues à vertigem de si próprios no supermercado contemporâneo dos modos de vida. À medida que se amplia o princípio de pleno poder sobre a direção da própria vida, as manifestações de dependência e de impotência subjetivas se desenvolvem num ritmo crescente. Se o indivíduo é socialmente autônomo, ei-lo mais do que nunca dependente da forma mercantil para a satisfação de suas necessidades.



LIPOVETSKY, Gilles. Rumo a um turboconsumidor. In: A felicidade paradoxal: ensaios sobre a sociedade de hiperconsumo. Trad. Maria Lúcia Machado. São Paulo: Companhia das Letras, 2010. (Fragmento adaptado)
O uso do recurso argumentativo não está corretamente identificado em:
Alternativas
Q3967437 Português
Texto I


Rumo a um turboconsumidor


    Desde o fim dos anos 1970, enquanto a tecnologização moderna dos lares é quase generalizada, desenvolve-se seu pluriequipamento, que significa a passagem de um consumo ordenado pela família a um consumo centrado no indivíduo. Os efeitos dessa multiplicação dos objetos pessoais são importantes, podendo cada um, dessa maneira, organizar sua vida privada em seu próprio ritmo. Recursos de telefonia e de multimídia provocaram a hiperindividualização da utilização dos bens de consumo, das defasagens dos ritmos no interior da família, da dessincronização das atividades cotidianas e dos empregos do tempo. Em suas bandeiras, a sociedade de hiperconsumo pode escrever em letras triunfantes: “Cada um com seus objetos, cada um com seu uso, cada um com seu ritmo de vida”.

    A sociedade de hiperconsumo, longe de arruinar o sistema do desejo e do consumo, empenha-se, não sem sucesso, em mantê-lo cada vez mais desperto, ampliando seu regime temporal. A lógica do turboconsumismo encontra sua realização nas redes eletrônicas, graças às compras pela internet. O ciberconsumidor liberta-se de todos os entraves espaço-temporais. Há supressão das barreiras ligadas não apenas ao espaço, mas também ao acesso à informação: graças aos sites de comparação de preços, o internauta pode informar-se em tempo real sobre os produtos e serviços, compará-los a qualquer hora antes de fazer sua escolha. É um sistema de informação sem limite, sem coerção de tempo e de lugar que especifica a época do turboconsumismo.

    O turboconsumidor tornou-se, portanto, um doente da urgência, prisioneiro da ditadura do “tempo real”? É verdade que o hiperconsumidor expõe uma evidente preocupação em fazer mais e mais depressa, não suporta perder tempo, quer a acessibilidade dos produtos, das imagens e da comunicação a toda hora do dia e da noite. Mas, ao mesmo tempo, assiste-se à proliferação de desejos e de comportamentos cuja orientação para os prazeres sensoriais e estéticos, para o maior bem-estar, para as sensações corporais exprimem a valorização de uma temporalidade lenta, qualitativa e sensualista. Slow food¹, escutas musicais, passeios a pé, excursões, spas e banhos turcos, meditações e relaxamentos: contra a “vida corrida”, os lazeres lentos encontram amplo eco. Assim, somos testemunhas do gosto pelo flanar, pelas idas ao restaurante à noite, pela ociosidade na praia ou nos terraços dos cafés. Nada de temporalidade uniformemente urgencial, mas um sistema composto de temporalidades profundamente heterogêneas: ao tempo operacional opõe-se o tempo hedonista, ao tempo do trabalho, o tempo recreativo, ao tempo precipitado, o tempo descontraído. O regime do tempo na sociedade de hiperconsumo não tem nada de unidimensional; é, ao contrário, paradoxal, dessincronizado, heteróclito (desregrado), polirrítmico.

    Os consumidores atentos às causas humanitárias, preocupados com selos verdes e produtos éticos, mostram-se mais solidários? Mas, se a tendência ao consumo “cidadão” é inegável, em que ela faz sair da constelação do indivíduo, em outras palavras, dos engajamentos de tipo opcional, mínimo e indolor? Ela significa sobretudo que o individualismo não é sinônimo de egoísmo absoluto: este pode ser compatível com o espírito de responsabilidade, com a preocupação com certos valores, ainda que fosse segundo um regime de geometria variável, “sem obrigação nem sanção”.

    A multiplicação das informações e a elevação do nível de instrução da população favoreceram, sem nenhuma dúvida, a “profissionalização” das atividades consumidoras. Mas, do outro lado, observa-se uma infinidade de fenômenos sinônimos, ao contrário, de excesso e de descontrole de si: vítimas da moda, compras compulsivas, superendividamento das famílias, “fanáticos” por jogos de  

1. Slow food: movimento global que nasceu na Itália, em 1986, como resposta ao fast-food, promovendo uma alimentação que valoriza o prazer de comer, a sustentabilidade ambiental, a cultura local, a biodiversidade e o apoio a pequenos produtores, além de incentivar o consumo consciente e o resgate de tradições gastronômicas regionais.

vídeo, ciberdependentes, toxicomanias, práticas viciosas de todo tipo, anarquia dos comportamentos alimentares, bulimias e obesidades. O que se anuncia é tanto um individualismo desenfreado e caótico quanto um consumidor expert que se encarrega de si de maneira responsável.

    O relaxamento dos controles coletivos, as normas hedonistas, a escolha da primeira qualidade, a educação liberal, tudo isso contribuiu para compor um indivíduo desligado dos fins comuns e que, reduzido tão-só às suas forças, se mostra, muitas vezes, incapaz de resistir tanto às solicitações externas quanto aos impulsos internos. Assim, somos testemunhas de todo um conjunto de comportamentos desestruturados, de consumos patológicos e compulsivos. Por toda parte, a tendência ao desregramento de si acompanha a cultura de livre disposição dos indivíduos entregues à vertigem de si próprios no supermercado contemporâneo dos modos de vida. À medida que se amplia o princípio de pleno poder sobre a direção da própria vida, as manifestações de dependência e de impotência subjetivas se desenvolvem num ritmo crescente. Se o indivíduo é socialmente autônomo, ei-lo mais do que nunca dependente da forma mercantil para a satisfação de suas necessidades.



LIPOVETSKY, Gilles. Rumo a um turboconsumidor. In: A felicidade paradoxal: ensaios sobre a sociedade de hiperconsumo. Trad. Maria Lúcia Machado. São Paulo: Companhia das Letras, 2010. (Fragmento adaptado)
São consequências das atitudes do turboconsumidor, exceto 
Alternativas
Q3967436 Português
Texto I


Rumo a um turboconsumidor


    Desde o fim dos anos 1970, enquanto a tecnologização moderna dos lares é quase generalizada, desenvolve-se seu pluriequipamento, que significa a passagem de um consumo ordenado pela família a um consumo centrado no indivíduo. Os efeitos dessa multiplicação dos objetos pessoais são importantes, podendo cada um, dessa maneira, organizar sua vida privada em seu próprio ritmo. Recursos de telefonia e de multimídia provocaram a hiperindividualização da utilização dos bens de consumo, das defasagens dos ritmos no interior da família, da dessincronização das atividades cotidianas e dos empregos do tempo. Em suas bandeiras, a sociedade de hiperconsumo pode escrever em letras triunfantes: “Cada um com seus objetos, cada um com seu uso, cada um com seu ritmo de vida”.

    A sociedade de hiperconsumo, longe de arruinar o sistema do desejo e do consumo, empenha-se, não sem sucesso, em mantê-lo cada vez mais desperto, ampliando seu regime temporal. A lógica do turboconsumismo encontra sua realização nas redes eletrônicas, graças às compras pela internet. O ciberconsumidor liberta-se de todos os entraves espaço-temporais. Há supressão das barreiras ligadas não apenas ao espaço, mas também ao acesso à informação: graças aos sites de comparação de preços, o internauta pode informar-se em tempo real sobre os produtos e serviços, compará-los a qualquer hora antes de fazer sua escolha. É um sistema de informação sem limite, sem coerção de tempo e de lugar que especifica a época do turboconsumismo.

    O turboconsumidor tornou-se, portanto, um doente da urgência, prisioneiro da ditadura do “tempo real”? É verdade que o hiperconsumidor expõe uma evidente preocupação em fazer mais e mais depressa, não suporta perder tempo, quer a acessibilidade dos produtos, das imagens e da comunicação a toda hora do dia e da noite. Mas, ao mesmo tempo, assiste-se à proliferação de desejos e de comportamentos cuja orientação para os prazeres sensoriais e estéticos, para o maior bem-estar, para as sensações corporais exprimem a valorização de uma temporalidade lenta, qualitativa e sensualista. Slow food¹, escutas musicais, passeios a pé, excursões, spas e banhos turcos, meditações e relaxamentos: contra a “vida corrida”, os lazeres lentos encontram amplo eco. Assim, somos testemunhas do gosto pelo flanar, pelas idas ao restaurante à noite, pela ociosidade na praia ou nos terraços dos cafés. Nada de temporalidade uniformemente urgencial, mas um sistema composto de temporalidades profundamente heterogêneas: ao tempo operacional opõe-se o tempo hedonista, ao tempo do trabalho, o tempo recreativo, ao tempo precipitado, o tempo descontraído. O regime do tempo na sociedade de hiperconsumo não tem nada de unidimensional; é, ao contrário, paradoxal, dessincronizado, heteróclito (desregrado), polirrítmico.

    Os consumidores atentos às causas humanitárias, preocupados com selos verdes e produtos éticos, mostram-se mais solidários? Mas, se a tendência ao consumo “cidadão” é inegável, em que ela faz sair da constelação do indivíduo, em outras palavras, dos engajamentos de tipo opcional, mínimo e indolor? Ela significa sobretudo que o individualismo não é sinônimo de egoísmo absoluto: este pode ser compatível com o espírito de responsabilidade, com a preocupação com certos valores, ainda que fosse segundo um regime de geometria variável, “sem obrigação nem sanção”.

    A multiplicação das informações e a elevação do nível de instrução da população favoreceram, sem nenhuma dúvida, a “profissionalização” das atividades consumidoras. Mas, do outro lado, observa-se uma infinidade de fenômenos sinônimos, ao contrário, de excesso e de descontrole de si: vítimas da moda, compras compulsivas, superendividamento das famílias, “fanáticos” por jogos de  

1. Slow food: movimento global que nasceu na Itália, em 1986, como resposta ao fast-food, promovendo uma alimentação que valoriza o prazer de comer, a sustentabilidade ambiental, a cultura local, a biodiversidade e o apoio a pequenos produtores, além de incentivar o consumo consciente e o resgate de tradições gastronômicas regionais.

vídeo, ciberdependentes, toxicomanias, práticas viciosas de todo tipo, anarquia dos comportamentos alimentares, bulimias e obesidades. O que se anuncia é tanto um individualismo desenfreado e caótico quanto um consumidor expert que se encarrega de si de maneira responsável.

    O relaxamento dos controles coletivos, as normas hedonistas, a escolha da primeira qualidade, a educação liberal, tudo isso contribuiu para compor um indivíduo desligado dos fins comuns e que, reduzido tão-só às suas forças, se mostra, muitas vezes, incapaz de resistir tanto às solicitações externas quanto aos impulsos internos. Assim, somos testemunhas de todo um conjunto de comportamentos desestruturados, de consumos patológicos e compulsivos. Por toda parte, a tendência ao desregramento de si acompanha a cultura de livre disposição dos indivíduos entregues à vertigem de si próprios no supermercado contemporâneo dos modos de vida. À medida que se amplia o princípio de pleno poder sobre a direção da própria vida, as manifestações de dependência e de impotência subjetivas se desenvolvem num ritmo crescente. Se o indivíduo é socialmente autônomo, ei-lo mais do que nunca dependente da forma mercantil para a satisfação de suas necessidades.



LIPOVETSKY, Gilles. Rumo a um turboconsumidor. In: A felicidade paradoxal: ensaios sobre a sociedade de hiperconsumo. Trad. Maria Lúcia Machado. São Paulo: Companhia das Letras, 2010. (Fragmento adaptado)
O objetivo central desse texto é
Alternativas
Ano: 2026 Banca: Prefeitura de Bombinhas - SC Órgão: Prefeitura de Bombinhas - SC Provas: Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Medico Cardiologista | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Professor de Ensino Fundamental I e II - Artes | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Professor de Ensino Fundamental I e II - Educação Física | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Professor de Ensino Fundamental I e II - Espanhol | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Professor de Ensino Fundamental I e Infantil - Música | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Professor de Ensino Fundamental I e Infantil - Ensino Religioso | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Professor de Ensino Fundamental I e Infantil - Geografia | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Professor de Ensino Fundamental I e Infantil - História | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Medico Clínico Geral. | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Medico Endocrinologista | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Medico ESF | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Medico Ginecologista | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Medico Ortopedista | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Medico Otorrinolaringologista | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Médico Pediatra | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Odontólogo Cirurgião Bucomaxilofacial | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Psicólogo | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Professor de Ensino Fundamental II - Ciências | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Professor de Ensino Fundamental I e Infantil - Informática | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Professor de Ensino Fundamental I e Infantil - Inglês | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Professor de Ensino Fundamental I e Infantil - Matemática | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Professor de Ensino Fundamental I e Infantil - Português |
Q3967300 Português
Texto para análise:

"As mãos daquele operário, calejadas pela lida árdua, eram o único sustento de uma numerosa prole. Para ele, cada tijolo erguido não era apenas barro cozido, mas um degrau de esperança. Entretanto, ao cair da tarde, o cansaço — esse monstro invisível — sorria-lhe com crueldade, enquanto a cidade mergulhava em um silêncio ensurdecedor."

No fragmento acima, os termos destacados ou as ideias apresentadas configuram processos estilísticos que conferem expressividade à narrativa. Assinale a alternativa que classifica, correta e respectivamente, as figuras de linguagem presentes nas expressões em negrito.:

"As mãos... eram o único sustento"
"o cansaço... sorria-lhe"
"silêncio ensurdecedor"
Alternativas
Ano: 2026 Banca: Prefeitura de Bombinhas - SC Órgão: Prefeitura de Bombinhas - SC Provas: Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Medico Cardiologista | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Professor de Ensino Fundamental I e II - Artes | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Professor de Ensino Fundamental I e II - Educação Física | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Professor de Ensino Fundamental I e II - Espanhol | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Professor de Ensino Fundamental I e Infantil - Música | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Professor de Ensino Fundamental I e Infantil - Ensino Religioso | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Professor de Ensino Fundamental I e Infantil - Geografia | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Professor de Ensino Fundamental I e Infantil - História | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Medico Clínico Geral. | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Medico Endocrinologista | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Medico ESF | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Medico Ginecologista | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Medico Ortopedista | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Medico Otorrinolaringologista | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Médico Pediatra | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Odontólogo Cirurgião Bucomaxilofacial | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Psicólogo | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Professor de Ensino Fundamental II - Ciências | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Professor de Ensino Fundamental I e Infantil - Informática | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Professor de Ensino Fundamental I e Infantil - Inglês | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Professor de Ensino Fundamental I e Infantil - Matemática | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Professor de Ensino Fundamental I e Infantil - Português |
Q3967299 Português
Assinale a alternativa em que a norma-padrão é plenamente respeitada no que tange à flexão e à correlação verbal:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: Prefeitura de Bombinhas - SC Órgão: Prefeitura de Bombinhas - SC Provas: Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Medico Cardiologista | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Professor de Ensino Fundamental I e II - Artes | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Professor de Ensino Fundamental I e II - Educação Física | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Professor de Ensino Fundamental I e II - Espanhol | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Professor de Ensino Fundamental I e Infantil - Música | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Professor de Ensino Fundamental I e Infantil - Ensino Religioso | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Professor de Ensino Fundamental I e Infantil - Geografia | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Professor de Ensino Fundamental I e Infantil - História | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Medico Clínico Geral. | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Medico Endocrinologista | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Medico ESF | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Medico Ginecologista | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Medico Ortopedista | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Medico Otorrinolaringologista | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Médico Pediatra | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Odontólogo Cirurgião Bucomaxilofacial | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Psicólogo | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Professor de Ensino Fundamental II - Ciências | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Professor de Ensino Fundamental I e Infantil - Informática | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Professor de Ensino Fundamental I e Infantil - Inglês | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Professor de Ensino Fundamental I e Infantil - Matemática | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Professor de Ensino Fundamental I e Infantil - Português |
Q3967298 Português
Assinale a alternativa que apresenta erro de concordância
Alternativas
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Q3967297 Português
A norma-padrão da língua portuguesa estabelece distinções claras entre as formas "mau" e "mal", baseando-se tanto na classe gramatical quanto no sentido semântico. Assinale a alternativa em que o termo destacado foi empregado de forma INCORRETA: 
Alternativas
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Q3967296 Português
Texto de Apoio

O ponto de não retorno da Amazônia não é uma previsão, é um processo

A Amazônia está se aproximando de um limite crítico — o chamado "ponto de não retorno" (tipping point) — a partir do qual a floresta perde a capacidade de se regenerar e começa a se transformar em uma savana degradada. No entanto, cientistas alertam que esse fenômeno não deve ser visto como uma data fixa no calendário futuro, mas como um processo sinérgico que já está em curso em partes do leste e do sul da bacia amazônica.
A degradação, diferentemente do desmatamento raso, é um inimigo silencioso: árvores de pé que perderam sua resiliência devido a incêndios recorrentes e secas prolongadas. "O sistema não quebra de uma vez; ele sangra em diferentes frentes", afirma o climatologista Carlos Nobre. Para evitar o colapso total, a economia da região precisa transitar de um modelo extrativista predatório para uma "bioeconomia da floresta em pé", que valorize os serviços ecossistêmicos e o conhecimento tradicional antes que o ciclo hidrológico seja irreversivelmente alterado.

(Fonte: Adaptado de Reportagem Especial, Revista Nature/Observatório do Clima, 2024).

Com base na organização das ideias e nas escolhas lexicais do texto, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta:
Alternativas
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Q3967295 Português
A correção gramatical e a coesão textual são requisitos fundamentais na redação de documentos, sejam oficiais ou acadêmicos. Analise as proposições abaixo e assinale a alternativa em que o emprego da expressão destacada está INCORRETO, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa:
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Q3967294 Português
Texto de Apoio

IA pode afetar 40% dos empregos no mundo e aumentar desigualdade, diz FMI.

A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, alertou que a inteligência artificial (IA) deve afetar quase 40% dos empregos em todo o mundo, substituindo alguns e complementando outros. Em um artigo publicado no blog do FMI, Georgieva ressalta que, embora a tecnologia ofereça oportunidades para aumentar a produtividade e o crescimento global, ela também traz o risco de ampliar a desigualdade entre as nações e dentro de cada país. Segundo o FMI, nas economias avançadas, cerca de 60% dos empregos podem ser afetados pela IA. Já nos países em desenvolvimento e de baixa renda, o impacto deve ser de 40% e 26%, respectivamente. "Muitos desses países não têm a infraestrutura ou a força de trabalho qualificada para aproveitar os benefícios da IA, o que aumenta o risco de a tecnologia agravar a desigualdade", escreveu Georgieva. O fundo recomenda que os governos criem redes de segurança social e programas de requalificação para mitigar o impacto da transição tecnológica.

(Fonte: Adaptado de G1/Economia, 15/01/2024. Disponível em g1.globo.com). 

Com base na leitura do texto e na articulação entre os dados apresentados e os posicionamentos da diretora-geral do FMI, é correto inferir que:
Alternativas
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Q3967293 Português
O emprego dos pronomes pessoais deve obedecer à função sintática que exercem na oração. Analise as sentenças abaixo e assinale a alternativa que apresenta a redação em conformidade estrita com a norma-padrão da língua portuguesa:
Alternativas
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Q3967292 Português
Assinale a alternativa em que o uso do pronome relativo e sua respectiva preposição está INCORRETO, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa:
Alternativas
Q3965058 Português

texto_II.png (823×292)

Disponível em: bichinhosdejardim.com/wp-content/uploads/2024/06/bdj-240611-web.png. Acesso em: 22 jan. 2026. 

Na fala do terceiro quadro, as vírgulas foram usadas, de acordo com a norma, para intercalar um(a)
Alternativas
Q3965057 Português

texto_II.png (823×292)

Disponível em: bichinhosdejardim.com/wp-content/uploads/2024/06/bdj-240611-web.png. Acesso em: 22 jan. 2026. 

Sobre as ideias que se podem inferir do texto 02, verifica-se que, em relação ao ponto de vista dos personagens, ele apresenta 
Alternativas
Q3965056 Português

A vida em “fogo baixo”


    Os dias parecem todos iguais. Até mesmo as coisas que antes encantavam ou entristeciam, agora já não afetam mais. Acordar, trabalhar, comer e dormir. Tudo no modo automático. Você está ali, mas parece que não. Funciona, mas não sente. É como se uma névoa tivesse se instalado diante do mundo. Esse sentimento, quando prolongado, tem nome: anestesia emocional. 

    Essa condição é mais discreta que outros transtornos, como a depressão. Ela não nos impede de viver, mas suga o sentido da vida. É nesse momento que muitas pessoas se veem presas em uma rotina que “dá certo”, mas não satisfaz. O relacionamento está ok. O trabalho, estável. A família, bem. Mas algo por dentro parece gritar em silêncio. Às vezes, é bom não colocar tanto peso em tudo, mas se anestesiar emocionalmente do mundo ao seu redor é um quadro sensível.

    Mestre em psicologia clínica pela PUC-SP, Marcos Torati explica que um dos indicadores da anestesia emocional é a ausência do sentido de vida. “Há a sensação de que ela não vale a pena e parece uma repetição eterna”, diz. “A pessoa perde a dimensão profunda dos seus erros e acertos, então se torna funcional, vivendo em ‘fogo baixo’. Não há tanta alegria, mas também não há grande tristeza ao ponto de incapacitar a vida, como na depressão”, complementa.

    Existe uma diferença sutil, mas importante, entre uma apatia passageira e uma anestesia emocional profunda. A primeira costuma estar associada a um evento reconhecível, como o fim de relacionamento, uma demissão no trabalho ou o estresse da rotina. A segunda, por sua vez, parece surgir “do nada”. “Na apatia pontual é mais fácil identificar uma relação de causalidade. Já a anestesia prolongada tem uma base inconsciente que a pessoa não consegue reconhecer tão prontamente”, explica o psicólogo.

    Além disso, nem sempre os sinais de anestesia emocional são óbvios. Em muitos casos, esse sentimento se manifesta de forma silenciosa, disfarçado em rotinas que funcionam, mas não preenchem. Para Torati, essa sensação pode ser resultado de um mecanismo de defesa comum, mas perigoso. “A pessoa pode entrar em um estado emocional apático para se defender contra a possibilidade de se frustrar. Porém, é justamente essa defesa contra a dor que pode levar à depressão”, afirma. Ele ressalta um tipo de paradoxo dessa postura: “É como se a pessoa colocasse a vida no modo econômico para evitar o sofrimento, mas isso também a impede de viver com intensidade.”

    No fim das contas, a anestesia emocional pode ser um pedido silencioso de ajuda. Não para voltar a ser como antes, mas para descobrir um novo jeito de sentir. [...]


BRITO, Diego. A vida em “fogo baixo”. Disponível em: https://vidasimples.co/saude-emocional/. Acesso em: 22 jan. 2026. Adaptado. 

Na passagem “Às vezes, é bom não colocar tanto peso em tudo, mas se anestesiar emocionalmente do mundo ao seu redor é um quadro sensível.”, o sinal gráfico indicativo de crase foi usado, na expressão “às vezes”, de acordo com a norma, porque se trata de uma
Alternativas
Q3965054 Português

A vida em “fogo baixo”


    Os dias parecem todos iguais. Até mesmo as coisas que antes encantavam ou entristeciam, agora já não afetam mais. Acordar, trabalhar, comer e dormir. Tudo no modo automático. Você está ali, mas parece que não. Funciona, mas não sente. É como se uma névoa tivesse se instalado diante do mundo. Esse sentimento, quando prolongado, tem nome: anestesia emocional. 

    Essa condição é mais discreta que outros transtornos, como a depressão. Ela não nos impede de viver, mas suga o sentido da vida. É nesse momento que muitas pessoas se veem presas em uma rotina que “dá certo”, mas não satisfaz. O relacionamento está ok. O trabalho, estável. A família, bem. Mas algo por dentro parece gritar em silêncio. Às vezes, é bom não colocar tanto peso em tudo, mas se anestesiar emocionalmente do mundo ao seu redor é um quadro sensível.

    Mestre em psicologia clínica pela PUC-SP, Marcos Torati explica que um dos indicadores da anestesia emocional é a ausência do sentido de vida. “Há a sensação de que ela não vale a pena e parece uma repetição eterna”, diz. “A pessoa perde a dimensão profunda dos seus erros e acertos, então se torna funcional, vivendo em ‘fogo baixo’. Não há tanta alegria, mas também não há grande tristeza ao ponto de incapacitar a vida, como na depressão”, complementa.

    Existe uma diferença sutil, mas importante, entre uma apatia passageira e uma anestesia emocional profunda. A primeira costuma estar associada a um evento reconhecível, como o fim de relacionamento, uma demissão no trabalho ou o estresse da rotina. A segunda, por sua vez, parece surgir “do nada”. “Na apatia pontual é mais fácil identificar uma relação de causalidade. Já a anestesia prolongada tem uma base inconsciente que a pessoa não consegue reconhecer tão prontamente”, explica o psicólogo.

    Além disso, nem sempre os sinais de anestesia emocional são óbvios. Em muitos casos, esse sentimento se manifesta de forma silenciosa, disfarçado em rotinas que funcionam, mas não preenchem. Para Torati, essa sensação pode ser resultado de um mecanismo de defesa comum, mas perigoso. “A pessoa pode entrar em um estado emocional apático para se defender contra a possibilidade de se frustrar. Porém, é justamente essa defesa contra a dor que pode levar à depressão”, afirma. Ele ressalta um tipo de paradoxo dessa postura: “É como se a pessoa colocasse a vida no modo econômico para evitar o sofrimento, mas isso também a impede de viver com intensidade.”

    No fim das contas, a anestesia emocional pode ser um pedido silencioso de ajuda. Não para voltar a ser como antes, mas para descobrir um novo jeito de sentir. [...]


BRITO, Diego. A vida em “fogo baixo”. Disponível em: https://vidasimples.co/saude-emocional/. Acesso em: 22 jan. 2026. Adaptado. 

Na passagem “Os dias parecem todos iguais. Até mesmo as coisas que antes encantavam ou entristeciam, agora já não afetam mais. Acordar, trabalhar, comer e dormir.”, os verbos do último período formam uma figura de linguagem denominada 
Alternativas
Q3965053 Português

A vida em “fogo baixo”


    Os dias parecem todos iguais. Até mesmo as coisas que antes encantavam ou entristeciam, agora já não afetam mais. Acordar, trabalhar, comer e dormir. Tudo no modo automático. Você está ali, mas parece que não. Funciona, mas não sente. É como se uma névoa tivesse se instalado diante do mundo. Esse sentimento, quando prolongado, tem nome: anestesia emocional. 

    Essa condição é mais discreta que outros transtornos, como a depressão. Ela não nos impede de viver, mas suga o sentido da vida. É nesse momento que muitas pessoas se veem presas em uma rotina que “dá certo”, mas não satisfaz. O relacionamento está ok. O trabalho, estável. A família, bem. Mas algo por dentro parece gritar em silêncio. Às vezes, é bom não colocar tanto peso em tudo, mas se anestesiar emocionalmente do mundo ao seu redor é um quadro sensível.

    Mestre em psicologia clínica pela PUC-SP, Marcos Torati explica que um dos indicadores da anestesia emocional é a ausência do sentido de vida. “Há a sensação de que ela não vale a pena e parece uma repetição eterna”, diz. “A pessoa perde a dimensão profunda dos seus erros e acertos, então se torna funcional, vivendo em ‘fogo baixo’. Não há tanta alegria, mas também não há grande tristeza ao ponto de incapacitar a vida, como na depressão”, complementa.

    Existe uma diferença sutil, mas importante, entre uma apatia passageira e uma anestesia emocional profunda. A primeira costuma estar associada a um evento reconhecível, como o fim de relacionamento, uma demissão no trabalho ou o estresse da rotina. A segunda, por sua vez, parece surgir “do nada”. “Na apatia pontual é mais fácil identificar uma relação de causalidade. Já a anestesia prolongada tem uma base inconsciente que a pessoa não consegue reconhecer tão prontamente”, explica o psicólogo.

    Além disso, nem sempre os sinais de anestesia emocional são óbvios. Em muitos casos, esse sentimento se manifesta de forma silenciosa, disfarçado em rotinas que funcionam, mas não preenchem. Para Torati, essa sensação pode ser resultado de um mecanismo de defesa comum, mas perigoso. “A pessoa pode entrar em um estado emocional apático para se defender contra a possibilidade de se frustrar. Porém, é justamente essa defesa contra a dor que pode levar à depressão”, afirma. Ele ressalta um tipo de paradoxo dessa postura: “É como se a pessoa colocasse a vida no modo econômico para evitar o sofrimento, mas isso também a impede de viver com intensidade.”

    No fim das contas, a anestesia emocional pode ser um pedido silencioso de ajuda. Não para voltar a ser como antes, mas para descobrir um novo jeito de sentir. [...]


BRITO, Diego. A vida em “fogo baixo”. Disponível em: https://vidasimples.co/saude-emocional/. Acesso em: 22 jan. 2026. Adaptado. 

Na passagem “É nesse momento que muitas pessoas se veem presas em uma rotina que ‘dá certo’, mas não satisfaz.”, a presença das aspas indica que a expressão “dá certo” foi usada
Alternativas
Q3965052 Português

A vida em “fogo baixo”


    Os dias parecem todos iguais. Até mesmo as coisas que antes encantavam ou entristeciam, agora já não afetam mais. Acordar, trabalhar, comer e dormir. Tudo no modo automático. Você está ali, mas parece que não. Funciona, mas não sente. É como se uma névoa tivesse se instalado diante do mundo. Esse sentimento, quando prolongado, tem nome: anestesia emocional. 

    Essa condição é mais discreta que outros transtornos, como a depressão. Ela não nos impede de viver, mas suga o sentido da vida. É nesse momento que muitas pessoas se veem presas em uma rotina que “dá certo”, mas não satisfaz. O relacionamento está ok. O trabalho, estável. A família, bem. Mas algo por dentro parece gritar em silêncio. Às vezes, é bom não colocar tanto peso em tudo, mas se anestesiar emocionalmente do mundo ao seu redor é um quadro sensível.

    Mestre em psicologia clínica pela PUC-SP, Marcos Torati explica que um dos indicadores da anestesia emocional é a ausência do sentido de vida. “Há a sensação de que ela não vale a pena e parece uma repetição eterna”, diz. “A pessoa perde a dimensão profunda dos seus erros e acertos, então se torna funcional, vivendo em ‘fogo baixo’. Não há tanta alegria, mas também não há grande tristeza ao ponto de incapacitar a vida, como na depressão”, complementa.

    Existe uma diferença sutil, mas importante, entre uma apatia passageira e uma anestesia emocional profunda. A primeira costuma estar associada a um evento reconhecível, como o fim de relacionamento, uma demissão no trabalho ou o estresse da rotina. A segunda, por sua vez, parece surgir “do nada”. “Na apatia pontual é mais fácil identificar uma relação de causalidade. Já a anestesia prolongada tem uma base inconsciente que a pessoa não consegue reconhecer tão prontamente”, explica o psicólogo.

    Além disso, nem sempre os sinais de anestesia emocional são óbvios. Em muitos casos, esse sentimento se manifesta de forma silenciosa, disfarçado em rotinas que funcionam, mas não preenchem. Para Torati, essa sensação pode ser resultado de um mecanismo de defesa comum, mas perigoso. “A pessoa pode entrar em um estado emocional apático para se defender contra a possibilidade de se frustrar. Porém, é justamente essa defesa contra a dor que pode levar à depressão”, afirma. Ele ressalta um tipo de paradoxo dessa postura: “É como se a pessoa colocasse a vida no modo econômico para evitar o sofrimento, mas isso também a impede de viver com intensidade.”

    No fim das contas, a anestesia emocional pode ser um pedido silencioso de ajuda. Não para voltar a ser como antes, mas para descobrir um novo jeito de sentir. [...]


BRITO, Diego. A vida em “fogo baixo”. Disponível em: https://vidasimples.co/saude-emocional/. Acesso em: 22 jan. 2026. Adaptado. 

Considere a passagem “’A pessoa perde a dimensão profunda dos seus erros e acertos, então se torna funcional, vivendo em ‘fogo baixo’”.


De acordo com o texto, a pessoa funcional é aquela que consegue



I- seguir uma rotina, mesmo passando por instabilidade emocional.


II- realizar atividades, desde que esteja equilibrado emocionalmente.


III- cumprir responsabilidades, mesmo diante de problemas emocionais.


IV- enfrentar corajosamente a frustação e o sofrimento inerentes à vida.


V- ter uma vida intensa, mesmo estando anestesiado emocionalmente.



Estão CORRETAS as afirmativas

Alternativas
Ano: 2026 Banca: IV - UFG Órgão: Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO Provas: IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Assistente Social | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Cirurgião-Dentista | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Enfermeiro | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Engenheiro Civil | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Farmacêutico - 30h e 40h | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Biomédico | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Bioquímico | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Inglês | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Matemática | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Música | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Português | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Médico Clinico Geral | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Espanhol | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Geografia | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - História | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Ciências | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Nutricionista | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Educação Artística | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Educação Física | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Psicólogo | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Ensino Religioso | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Terapeuta Ocupacional | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Veterinário | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Fisioterapeuta | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Fonoaudiólogo |
Q3963149 Português

Leia o texto a seguir.


Valparaíso de Goiás se destaca por duas características que a tornam o lócus privilegiado para a produção de Unidades Habitacionais - UH: alta densidade demográfica (inclusive ocupa a primeira posição na relação entre área e população em todo o estado de Goiás conforme o IBGE, 2019), e a destinação fundiária da terra como 100% urbana, inexistindo áreas rurais. Assim, todo o solo do município se torna uma mercadoria (especial) com grande potencial a ser explorado.


Dourado, J.; Araújo Sobrinho, F. L. Entre a Forma e o Produtor do Edifício. Terr@ Plural, [S. L.], V. 14, 2019, p. 2. [Adaptado].



As características apontadas favoreceram qual característica da habitação na cidade? 

Alternativas
Respostas
541: C
542: D
543: A
544: C
545: B
546: C
547: C
548: A
549: B
550: C
551: B
552: D
553: A
554: C
555: A
556: E
557: C
558: D
559: B
560: B