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Leia o texto a seguir para responder à questão:
Qual a relação de Lionel Messi, jogador de futebol argentino, a cantora Courtney Love, o nadador Michael Phelps e o cineasta Tim Burton? Os quatro são pessoas com certo grau de autismo que não os impediu de conseguir sucesso e bom desempenho na carreira, mesmo com os sinais e sintomas do Transtorno de Espectro Autista (TEA).
Infelizmente, os exemplos citados não refletem as dificuldades vividas por mais de dois milhões de brasileiros, mas sinalizam que o autismo, que é considerado um transtorno e não se encaixa na definição de doença, pode e deve ser tratado, para que os portadores de TEA possam se adequar ao convívio social, profissional e às atividades para as quais possam estar aptos.
Depoimentos demonstram como pessoas com o diagnóstico do transtorno surpreendem positivamente, quando são diagnosticadas e estimuladas para desenvolverem atividades da vida diária e principalmente quando inseridas na rotina escolar.
Na sociedade atual, que valoriza determinados padrões e comportamentos sem considerar a diversidade em que “as atenções humanas deixam a humanização de lado e buscam individualmente se concentrar nas relações sociais plenas e satisfatórias”, segundo Zygmunt Bauman, é preciso avançar quebrando tabus, derrubando preconceitos e padrões, buscando direitos que inclusive estão previstos em lei, “transformando a linguagem” e lançando mão do “ambiente virtual” conforme relatos de portadores de TEA.
Frequentemente a mesma sociedade que desconsidera a diversidade deixa de refletir que todos têm ou terão um dia uma deficiência que os impossibilitará ou impedirá de realizar alguma atividade, seja a simples dificuldade para aprender a ler uma cartilha quando criança, seja a dificuldade em ler pela perda de memória quando idoso. (...)
(Justa Helena Franco. Editorial. Revista RADIS, nº 239, ago. 2022, texto adaptado)
O texto a seguir é de autoria de Yulia Novytska, ucraniana de 18 anos e relata a raiva e o horror de quem viu ruir o mundo que conhecia em virtude dos ataques da Rússia. Leia-o para responder à questão:
POEMA
Escrevo o que não germinará nesta terra.
A terra que pertence ao meu povo e a mim,
onde soa minha língua, onde vibram meus pensamentos.
Volto com eles à terra que amo e,
sempre que penso na estepe, sou atingida pelo medo,
como o vento da primavera que ressoa
com mísseis amaldiçoados que caem ao chão.
Morte, medo e ódio.
Quando há guerra, não há vento calmo no horizonte,
não há narcisos ao redor da escola.
Em breve, as escolas podem nem mais existir.
Busco força para pensar uma nova realidade,
mas a mente alcança o que era antes, o que já não é.
As imagens fluem como areia e tudo volta
para a guerra.
Sobre o que estou escrevendo?
Aqui, o mundo está quieto e a terra é doce.
Poderei viver em paz?
Observe o emprego das vírgulas nos fragmentos retirados do poema:
I – “Quando há guerra, não há vento calmo no horizonte...”
II – “Em breve, as escolas podem nem mais existir.”
III – “Busco força para pensar uma nova realidade, mas a mente alcança o que era antes...”.
IV – “Aqui, o mundo está quieto e a terra é doce.”
Consciente de que o emprego da vírgula auxilia na construção de textos mais claros, pode-se afirmar que esse sinal de pontuação foi empregado corretamente em
O texto a seguir é de autoria de Yulia Novytska, ucraniana de 18 anos e relata a raiva e o horror de quem viu ruir o mundo que conhecia em virtude dos ataques da Rússia. Leia-o para responder à questão:
POEMA
Escrevo o que não germinará nesta terra.
A terra que pertence ao meu povo e a mim,
onde soa minha língua, onde vibram meus pensamentos.
Volto com eles à terra que amo e,
sempre que penso na estepe, sou atingida pelo medo,
como o vento da primavera que ressoa
com mísseis amaldiçoados que caem ao chão.
Morte, medo e ódio.
Quando há guerra, não há vento calmo no horizonte,
não há narcisos ao redor da escola.
Em breve, as escolas podem nem mais existir.
Busco força para pensar uma nova realidade,
mas a mente alcança o que era antes, o que já não é.
As imagens fluem como areia e tudo volta
para a guerra.
Sobre o que estou escrevendo?
Aqui, o mundo está quieto e a terra é doce.
Poderei viver em paz?
Os textos são complexas redes, tecidas de significantes e significados. Considerando o texto acima, analise as afirmações a seguir:
I - No primeiro verso “Escrevo o que não germinará nesta terra”, a palavra destacada é um artigo definido.
II - O pronome “onde”, em suas duas ocorrências no terceiro verso, retoma anaforicamente o substantivo “terra”.
III - A oração subordinada adverbial temporal “Quando há guerra...” é acompanhada por duas orações principais.
IV - Em “Volto com eles à terra que amo...”, o emprego da crase é facultativo.
Está certo o que se afirma em:
Leia o texto a seguir para responder à questão:
DISCURSOS REVELAM NOVA LINGUAGEM DA ESPLANADA
Cultura, ciência e, principalmente, Lula. Um levantamento feito pelo GLOBO mostra que, com a mudança de governo, novas palavras ganharam força no vocabulário do poder. A análise levou em conta o discurso de todos os ministros que tomaram posse na última semana e mostra que temas escanteados na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro ganharam protagonismo nas falas dos 34 ministros que assumiram os cargos em cerimônias públicas.
Os anos em que o presidente Jair Bolsonaro contrariou as evidências científicas e defendeu o uso de medicamentos ineficazes contra a Covid-19 resultaram agora em destaque considerável para a ciência, por exemplo. A palavra foi citada 66 vezes nos discursos dos novos titulares da Esplanada dos Ministérios.
- Temos um papel de reforçar a comunicação pública da ciência e a valorização da ciência como parte de nossa cidadania – afirmou a ministra da Saúde, Nísia Trindade.
A diminuição da importância da cultura no governo Bolsonaro foi evidenciada com o fim do próprio ministério. Com isso, a recriação da pasta no governo Lula também significou o reaparecimento da palavra, usada 81 vezes.
- Nos últimos anos, faltou vacina, faltou comida, faltou remédio, faltou emprego, faltou educação, faltou cultura. Faltou sustentabilidade. Faltou vida – afirmou Simone Tebet.
A palavra “democracia”, por sua vez, foi citada 93 vezes, muito mais do que “exército” (citada dez vezes) e “militar” (que também apareceu dez vezes) somados. Já as palavras “companheiro” ou “companheira”, no singular e no plural, aparecerem 54 vezes.
Na primeira semana de governo, a análise dos dados também reflete o personalismo em torno do presidente Lula, cujo nome apareceu 256 vezes – o sexto mais lembrado. As duas palavras mais citadas foram “presidente”, repetida 366 vezes, e, é claro, “Brasil” proferida em 362 ocasiões.
Em diversos discursos, ministros tentaram apresentar o presidente como uma liderança mundial:
- É uma honra para mim estar à frente desse chamado feito por um dos maiores símbolos políticos de todo o planeta – disse Margareth Menezes, da Cultura.
Outros nomes também foram citados em diversas cerimônias: Alckmin, o vice-presidente, foi o segundo mais citado (28 vezes), seguido por “Dilma”, “Simone”, “Sarney” e “Gleisi”. A palavra “Deus”, que Bolsonaro também costumava repetir no lema: “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, apareceu 27 vezes.
Em outra contraposição ao vocabulário do governo anterior, “mulher” foi citada 48 vezes por ministros, enquanto “homem” apareceu em 20 oportunidades. No levantamento feito pelo GLOBO em 2021 nos discursos de Bolsonaro, “homem” surgia duas vezes mais do que “mulher” nas falas do ex-presidente.
Não por acaso, a preocupação com uma linguagem mais inclusiva foi um dos temas da primeira semana. Alvo de críticas de Bolsonaro e de seus apoiadores, a linguagem neutra apareceu na largada do governo. A palavra “todes” foi utilizada por cerimonialistas em pelo menos seis eventos de transmissão de cargo.
A inclusão deu a tônica, por exemplo, da fala do advogado e professor Silvio Almeida ao assumir a chefia dos Direitos Humanos.
- Trabalhadoras e trabalhadores do Brasil, vocês existem e são valiosos para nós. Mulheres do Brasil, vocês existem e são valiosas para nós. Homens e mulheres pretos e pretas do Brasil, vocês existem e são valiosos para nós (...) – enumerou Almeida, citando ainda indígenas e a comunidade LGBTQIAP+.
(Dimitrius Dantas. O Globo, 08/01/23, p. 6)
Releia:
“- Nos últimos anos, faltou vacina, faltou comida, faltou remédio, faltou emprego, faltou educação, faltou cultura. Faltou sustentabilidade. Faltou vida – afirmou Simone Tebet.”.
Neste trecho, Simone Tebet intensificou o significado da palavra “faltou”, repetindo-a no início de cada oração. A esse recurso dá-se o nome de:
Leia:
O atentado contra a deputada federal norte-americana Gabrielle Giffords deixou 13 feridos e seis mortos, entre eles uma criança de nove anos e um juiz federal. Diante da perplexidade e paralisia dos políticos, a ferocidade dos ataques na imprensa rompeu todas as barreiras.
As imagens e discursos da direita e da esquerda saíram dos arquivos, metáforas políticas foram ensanguentadas. Um discurso de Barack Obama -"se trouxerem facas, levaremos armas"- foi estrela da noite em um canal da direita.
(Folha de S. Paulo, 13/01/2011)
Assinale a alternativa em que não se identificou corretamente um elemento estrutural do verbo “levaremos”:
Leia o texto a seguir para responder à questão:
Qual a relação de Lionel Messi, jogador de futebol argentino, a cantora Courtney Love, o nadador Michael Phelps e o cineasta Tim Burton? Os quatro são pessoas com certo grau de autismo que não os impediu de conseguir sucesso e bom desempenho na carreira, mesmo com os sinais e sintomas do Transtorno de Espectro Autista (TEA).
Infelizmente, os exemplos citados não refletem as dificuldades vividas por mais de dois milhões de brasileiros, mas sinalizam que o autismo, que é considerado um transtorno e não se encaixa na definição de doença, pode e deve ser tratado, para que os portadores de TEA possam se adequar ao convívio social, profissional e às atividades para as quais possam estar aptos.
Depoimentos demonstram como pessoas com o diagnóstico do transtorno surpreendem positivamente, quando são diagnosticadas e estimuladas para desenvolverem atividades da vida diária e principalmente quando inseridas na rotina escolar.
Na sociedade atual, que valoriza determinados padrões e comportamentos sem considerar a diversidade em que “as atenções humanas deixam a humanização de lado e buscam individualmente se concentrar nas relações sociais plenas e satisfatórias”, segundo Zygmunt Bauman, é preciso avançar quebrando tabus, derrubando preconceitos e padrões, buscando direitos que inclusive estão previstos em lei, “transformando a linguagem” e lançando mão do “ambiente virtual” conforme relatos de portadores de TEA.
Frequentemente a mesma sociedade que desconsidera a diversidade deixa de refletir que todos têm ou terão um dia uma deficiência que os impossibilitará ou impedirá de realizar alguma atividade, seja a simples dificuldade para aprender a ler uma cartilha quando criança, seja a dificuldade em ler pela perda de memória quando idoso. (...)
(Justa Helena Franco. Editorial. Revista RADIS, nº 239, ago. 2022, texto adaptado)
Releia:
“Qual a relação de Lionel Messi, jogador de futebol argentino, a cantora Courtney Love, o nadador Michael Phelps e o cineasta Tim Burton?”
No fragmento acima, é possível encontrar quatro apostos que estão corretamente indicados a seguir, exceto:
Leia o texto a seguir para responder à questão:
Qual a relação de Lionel Messi, jogador de futebol argentino, a cantora Courtney Love, o nadador Michael Phelps e o cineasta Tim Burton? Os quatro são pessoas com certo grau de autismo que não os impediu de conseguir sucesso e bom desempenho na carreira, mesmo com os sinais e sintomas do Transtorno de Espectro Autista (TEA).
Infelizmente, os exemplos citados não refletem as dificuldades vividas por mais de dois milhões de brasileiros, mas sinalizam que o autismo, que é considerado um transtorno e não se encaixa na definição de doença, pode e deve ser tratado, para que os portadores de TEA possam se adequar ao convívio social, profissional e às atividades para as quais possam estar aptos.
Depoimentos demonstram como pessoas com o diagnóstico do transtorno surpreendem positivamente, quando são diagnosticadas e estimuladas para desenvolverem atividades da vida diária e principalmente quando inseridas na rotina escolar.
Na sociedade atual, que valoriza determinados padrões e comportamentos sem considerar a diversidade em que “as atenções humanas deixam a humanização de lado e buscam individualmente se concentrar nas relações sociais plenas e satisfatórias”, segundo Zygmunt Bauman, é preciso avançar quebrando tabus, derrubando preconceitos e padrões, buscando direitos que inclusive estão previstos em lei, “transformando a linguagem” e lançando mão do “ambiente virtual” conforme relatos de portadores de TEA.
Frequentemente a mesma sociedade que desconsidera a diversidade deixa de refletir que todos têm ou terão um dia uma deficiência que os impossibilitará ou impedirá de realizar alguma atividade, seja a simples dificuldade para aprender a ler uma cartilha quando criança, seja a dificuldade em ler pela perda de memória quando idoso. (...)
(Justa Helena Franco. Editorial. Revista RADIS, nº 239, ago. 2022, texto adaptado)
O texto a seguir é de autoria de Yulia Novytska, ucraniana de 18 anos e relata a raiva e o horror de quem viu ruir o mundo que conhecia em virtude dos ataques da Rússia. Leia-o para responder às questões 4 e 5:
POEMA
A terra que pertence ao meu povo e a mim,
onde soa minha língua, onde vibram meus pensamentos.
Volto com eles à terra que amo e,
sempre que penso na estepe, sou atingida pelo medo,
como o vento da primavera que ressoa
com mísseis amaldiçoados que caem ao chão.
Morte, medo e ódio.
Quando há guerra, não há vento calmo no horizonte,
não há narcisos ao redor da escola.
Em breve, as escolas podem nem mais existir.
Busco força para pensar uma nova realidade,
mas a mente alcança o que era antes, o que já não é.
As imagens fluem como areia e tudo volta
para a guerra.
Sobre o que estou escrevendo?
Aqui, o mundo está quieto e a terra é doce.
Poderei viver em paz?
Observe o emprego das vírgulas nos fragmentos retirados do poema:
I – “Quando há guerra, não há vento calmo no horizonte...”
II – “Em breve, as escolas podem nem mais existir.”
III – “Busco força para pensar uma nova realidade, mas a mente alcança o que era antes...”.
IV – “Aqui, o mundo está quieto e a terra é doce.”
Consciente de que o emprego da vírgula auxilia na construção de textos mais claros, pode-se afirmar que esse sinal de pontuação foi empregado corretamente em
O texto a seguir é de autoria de Yulia Novytska, ucraniana de 18 anos e relata a raiva e o horror de quem viu ruir o mundo que conhecia em virtude dos ataques da Rússia. Leia-o para responder às questões 4 e 5:
POEMA
A terra que pertence ao meu povo e a mim,
onde soa minha língua, onde vibram meus pensamentos.
Volto com eles à terra que amo e,
sempre que penso na estepe, sou atingida pelo medo,
como o vento da primavera que ressoa
com mísseis amaldiçoados que caem ao chão.
Morte, medo e ódio.
Quando há guerra, não há vento calmo no horizonte,
não há narcisos ao redor da escola.
Em breve, as escolas podem nem mais existir.
Busco força para pensar uma nova realidade,
mas a mente alcança o que era antes, o que já não é.
As imagens fluem como areia e tudo volta
para a guerra.
Sobre o que estou escrevendo?
Aqui, o mundo está quieto e a terra é doce.
Poderei viver em paz?
Os textos são complexas redes, tecidas de significantes e significados. Considerando o texto acima, analise as afirmações a seguir:
I - No primeiro verso “Escrevo o que não germinará nesta terra”, a palavra destacada é um artigo definido.
II - O pronome “onde”, em suas duas ocorrências no terceiro verso, retoma anaforicamente o substantivo “terra”.
III - A oração subordinada adverbial temporal “Quando há guerra...” é acompanhada por duas orações principais.
IV - Em “Volto com eles à terra que amo...”, o emprego da crase é facultativo.
Está certo o que se afirma em:
Leia o texto a seguir para responder à questão:
DISCURSOS REVELAM NOVA LINGUAGEM DA ESPLANADA
Cultura, ciência e, principalmente, Lula. Um levantamento feito pelo GLOBO mostra que, com a mudança de governo, novas palavras ganharam força no vocabulário do poder. A análise levou em conta o discurso de todos os ministros que tomaram posse na última semana e mostra que temas escanteados na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro ganharam protagonismo nas falas dos 34 ministros que assumiram os cargos em cerimônias públicas.
Os anos em que o presidente Jair Bolsonaro contrariou as evidências científicas e defendeu o uso de medicamentos ineficazes contra a Covid-19 resultaram agora em destaque considerável para a ciência, por exemplo. A palavra foi citada 66 vezes nos discursos dos novos titulares da Esplanada dos Ministérios.
- Temos um papel de reforçar a comunicação pública da ciência e a valorização da ciência como parte de nossa cidadania – afirmou a ministra da Saúde, Nísia Trindade.
A diminuição da importância da cultura no governo Bolsonaro foi evidenciada com o fim do próprio ministério. Com isso, a recriação da pasta no governo Lula também significou o reaparecimento da palavra, usada 81 vezes.
- Nos últimos anos, faltou vacina, faltou comida, faltou remédio, faltou emprego, faltou educação, faltou cultura. Faltou sustentabilidade. Faltou vida – afirmou Simone Tebet.
A palavra “democracia”, por sua vez, foi citada 93 vezes, muito mais do que “exército” (citada dez vezes) e “militar” (que também apareceu dez vezes) somados. Já as palavras “companheiro” ou “companheira”, no singular e no plural, aparecerem 54 vezes.
Na primeira semana de governo, a análise dos dados também reflete o personalismo em torno do presidente Lula, cujo nome apareceu 256 vezes – o sexto mais lembrado. As duas palavras mais citadas foram “presidente”, repetida 366 vezes, e, é claro, “Brasil” proferida em 362 ocasiões.
Em diversos discursos, ministros tentaram apresentar o presidente como uma liderança mundial:
- É uma honra para mim estar à frente desse chamado feito por um dos maiores símbolos políticos de todo o planeta – disse Margareth Menezes, da Cultura.
Outros nomes também foram citados em diversas cerimônias: Alckmin, o vice-presidente, foi o segundo mais citado (28 vezes), seguido por “Dilma”, “Simone”, “Sarney” e “Gleisi”. A palavra “Deus”, que Bolsonaro também costumava repetir no lema: “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, apareceu 27 vezes.
Em outra contraposição ao vocabulário do governo anterior, “mulher” foi citada 48 vezes por ministros, enquanto “homem” apareceu em 20 oportunidades. No levantamento feito pelo GLOBO em 2021 nos discursos de Bolsonaro, “homem” surgia duas vezes mais do que “mulher” nas falas do ex-presidente.
Não por acaso, a preocupação com uma linguagem mais inclusiva foi um dos temas da primeira semana. Alvo de críticas de Bolsonaro e de seus apoiadores, a linguagem neutra apareceu na largada do governo. A palavra “todes” foi utilizada por cerimonialistas em pelo menos seis eventos de transmissão de cargo.
A inclusão deu a tônica, por exemplo, da fala do advogado e professor Silvio Almeida ao assumir a chefia dos Direitos Humanos.
- Trabalhadoras e trabalhadores do Brasil, vocês existem e são valiosos para nós. Mulheres do Brasil, vocês existem e são valiosas para nós. Homens e mulheres pretos e pretas do Brasil, vocês existem e são valiosos para nós (...) – enumerou Almeida, citando ainda indígenas e a comunidade LGBTQIAP+.
(Dimitrius Dantas. O Globo, 08/01/23, p. 6)
Leia o texto a seguir para responder à questão:
DISCURSOS REVELAM NOVA LINGUAGEM DA ESPLANADA
Cultura, ciência e, principalmente, Lula. Um levantamento feito pelo GLOBO mostra que, com a mudança de governo, novas palavras ganharam força no vocabulário do poder. A análise levou em conta o discurso de todos os ministros que tomaram posse na última semana e mostra que temas escanteados na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro ganharam protagonismo nas falas dos 34 ministros que assumiram os cargos em cerimônias públicas.
Os anos em que o presidente Jair Bolsonaro contrariou as evidências científicas e defendeu o uso de medicamentos ineficazes contra a Covid-19 resultaram agora em destaque considerável para a ciência, por exemplo. A palavra foi citada 66 vezes nos discursos dos novos titulares da Esplanada dos Ministérios.
- Temos um papel de reforçar a comunicação pública da ciência e a valorização da ciência como parte de nossa cidadania – afirmou a ministra da Saúde, Nísia Trindade.
A diminuição da importância da cultura no governo Bolsonaro foi evidenciada com o fim do próprio ministério. Com isso, a recriação da pasta no governo Lula também significou o reaparecimento da palavra, usada 81 vezes.
- Nos últimos anos, faltou vacina, faltou comida, faltou remédio, faltou emprego, faltou educação, faltou cultura. Faltou sustentabilidade. Faltou vida – afirmou Simone Tebet.
A palavra “democracia”, por sua vez, foi citada 93 vezes, muito mais do que “exército” (citada dez vezes) e “militar” (que também apareceu dez vezes) somados. Já as palavras “companheiro” ou “companheira”, no singular e no plural, aparecerem 54 vezes.
Na primeira semana de governo, a análise dos dados também reflete o personalismo em torno do presidente Lula, cujo nome apareceu 256 vezes – o sexto mais lembrado. As duas palavras mais citadas foram “presidente”, repetida 366 vezes, e, é claro, “Brasil” proferida em 362 ocasiões.
Em diversos discursos, ministros tentaram apresentar o presidente como uma liderança mundial:
- É uma honra para mim estar à frente desse chamado feito por um dos maiores símbolos políticos de todo o planeta – disse Margareth Menezes, da Cultura.
Outros nomes também foram citados em diversas cerimônias: Alckmin, o vice-presidente, foi o segundo mais citado (28 vezes), seguido por “Dilma”, “Simone”, “Sarney” e “Gleisi”. A palavra “Deus”, que Bolsonaro também costumava repetir no lema: “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, apareceu 27 vezes.
Em outra contraposição ao vocabulário do governo anterior, “mulher” foi citada 48 vezes por ministros, enquanto “homem” apareceu em 20 oportunidades. No levantamento feito pelo GLOBO em 2021 nos discursos de Bolsonaro, “homem” surgia duas vezes mais do que “mulher” nas falas do ex-presidente.
Não por acaso, a preocupação com uma linguagem mais inclusiva foi um dos temas da primeira semana. Alvo de críticas de Bolsonaro e de seus apoiadores, a linguagem neutra apareceu na largada do governo. A palavra “todes” foi utilizada por cerimonialistas em pelo menos seis eventos de transmissão de cargo.
A inclusão deu a tônica, por exemplo, da fala do advogado e professor Silvio Almeida ao assumir a chefia dos Direitos Humanos.
- Trabalhadoras e trabalhadores do Brasil, vocês existem e são valiosos para nós. Mulheres do Brasil, vocês existem e são valiosas para nós. Homens e mulheres pretos e pretas do Brasil, vocês existem e são valiosos para nós (...) – enumerou Almeida, citando ainda indígenas e a comunidade LGBTQIAP+.
(Dimitrius Dantas. O Globo, 08/01/23, p. 6)
Leia com atenção o texto abaixo para responder à questão baseada nele.
Emojis - Imagens que 'substituem' as palavras na comunicação

Os emojis são
símbolos que são interpretados conforme a plataforma onde são visualizados. Na
imagem, as variações do emoji "rosto mostrando a língua" no iOS,
Android, Twitter e no Windows Phone. Imagem: Montagem UOL com imagens do
emojipedia.org
Carolina Cunha
Se você quer
transmitir uma emoção em mensagem via smartphone ou em conversas virtuais nas
redes sociais, provavelmente já deve ter usado o coração, a mão de “joinha”, as
palmas ou a cara feliz amarela.
Uma recente
pesquisa do Google descobriu que a palavra mais escrita via SMS ou chat em 2014
não era uma palavra, mas um desenho de coração vermelho. De acordo com a
empresa, a imagem e suas variações aparecem bilhões de vezes por dia pelo
mundo.
Comidas,
animais, transportes, pessoas, sentimentos. Todos esses desenhos coloridos que
aparecem como opção no seu teclado são chamados de emojis, imagens que
representam graficamente qualquer objeto, expressão, ideia ou conceito. Elas
são um fenômeno cultural, se tornaram fundamentais na comunicação e estão
mudando a forma de nos expressarmos.
Emoticon
versus Emojis
O emoji é uma
forma de linguagem pictográfica em mensagens de texto. Surgido no Japão na
década de 1990, foi criado por uma companhia telefônica como uma opção para
deixar as mensagens de texto mais divertidas e emocionais. O termo é resultado
da união das palavras nipônicas para imagem, escrita e caractere e em
2015, foi incluído no vocabulário oficial do dicionário Webster.
De acordo com o
dicionário britânico, emojis são “pequenas imagens, símbolos ou ícones usados
em campos de texto em comunicações eletrônicas (como em SMS, e-mails e redes
sociais) para expressar uma atitude emocional do escritor, transmitir
informações sucintas, comunicar uma mensagem brincalhona sem usar palavras”.
O emoji pode ser
considerado como uma evolução do emoticon, termo criado a partir das palavras
inglesas emotion (emoção) e icon (ícone). Os emoticons surgiram nos EUA em 1982
a partir de sequências de caracteres do teclado padrão, tais como :-) ou :-(. Foram
muito usados em programas de chat como o MSN Messenger e ICQ.
Emojis vieram
para ficar e seu uso está crescendo em rápida velocidade. Segundo a Unicode
Consortium, organização que regula a codificação na internet, o mundo tem mais
de 1.000 ícones catalogados. A entidade é responsável pela análise, aprovação e
a interpretação correta dos emojis criados em todo o mundo por empresas de
tecnologia.
Emojis e a
linguagem
As primeiras
formas de representação do homem foram as pinturas rupestres em cavernas.
Imagens gráficas ou sinais são usadas como linguagem desde a Antiguidade, como
a escrita cuneiforme dos sumérios, os desenhos dos maias e os hieróglifos
egípcios. Hoje existem línguas que usam ideogramas (imagens que representam
ideias), como os kanjis, símbolos não fonéticos usados na China, Taiwan e no
Japão.
Para Thomas
Dimson, engenheiro de software do app Hyperlapse, a popularidade do emoji
representa a ascensão de uma nova linguagem. Ele realizou um estudo que aponta
que em 2014 os emojis representaram quase metade das palavras utilizadas em
comentários, legendas e hashtags no Instagram.
Para algumas
pessoas, os caracteres com imagens podem ser considerados como um “alfabeto”
digital, um novo sistema linguístico de comunicação que tem o uso do computador
como mediador da interação verbal.
Será que
chegaremos ao tempo que voltaremos a nos comunicar apenas por imagens em vez de
textos como no Egito antigo? Críticos acreditam que os caracteres empobrecem a
linguagem e não conseguem transmitir a complexidade e riqueza de um assunto.
Seria muito difícil surgir uma obra literária em emoji que não soasse como um
grande resumo de ideias.
Ainda é cedo
para saber o futuro dos emojis e principalmente se eles têm potencial para se
tornarem um idioma ou uma forma de comunicação complexa. O mais provável é que
continuem a ser usados de forma complementar, em mensagens coloquiais que
combinem texto escrito e imagens.
Fonte: https://vestibular.uol.com.br/resumo-das-disciplinas/atualidades/emojis-imagens-que-substituem-as-palavras-na-comunicacao.htm
Leia com atenção o texto abaixo para responder à questão baseada nele.
Emojis - Imagens que 'substituem' as palavras na comunicação

Os emojis são
símbolos que são interpretados conforme a plataforma onde são visualizados. Na
imagem, as variações do emoji "rosto mostrando a língua" no iOS,
Android, Twitter e no Windows Phone. Imagem: Montagem UOL com imagens do
emojipedia.org
Carolina Cunha
Se você quer
transmitir uma emoção em mensagem via smartphone ou em conversas virtuais nas
redes sociais, provavelmente já deve ter usado o coração, a mão de “joinha”, as
palmas ou a cara feliz amarela.
Uma recente
pesquisa do Google descobriu que a palavra mais escrita via SMS ou chat em 2014
não era uma palavra, mas um desenho de coração vermelho. De acordo com a
empresa, a imagem e suas variações aparecem bilhões de vezes por dia pelo
mundo.
Comidas,
animais, transportes, pessoas, sentimentos. Todos esses desenhos coloridos que
aparecem como opção no seu teclado são chamados de emojis, imagens que
representam graficamente qualquer objeto, expressão, ideia ou conceito. Elas
são um fenômeno cultural, se tornaram fundamentais na comunicação e estão
mudando a forma de nos expressarmos.
Emoticon
versus Emojis
O emoji é uma
forma de linguagem pictográfica em mensagens de texto. Surgido no Japão na
década de 1990, foi criado por uma companhia telefônica como uma opção para
deixar as mensagens de texto mais divertidas e emocionais. O termo é resultado
da união das palavras nipônicas para imagem, escrita e caractere e em
2015, foi incluído no vocabulário oficial do dicionário Webster.
De acordo com o
dicionário britânico, emojis são “pequenas imagens, símbolos ou ícones usados
em campos de texto em comunicações eletrônicas (como em SMS, e-mails e redes
sociais) para expressar uma atitude emocional do escritor, transmitir
informações sucintas, comunicar uma mensagem brincalhona sem usar palavras”.
O emoji pode ser
considerado como uma evolução do emoticon, termo criado a partir das palavras
inglesas emotion (emoção) e icon (ícone). Os emoticons surgiram nos EUA em 1982
a partir de sequências de caracteres do teclado padrão, tais como :-) ou :-(. Foram
muito usados em programas de chat como o MSN Messenger e ICQ.
Emojis vieram
para ficar e seu uso está crescendo em rápida velocidade. Segundo a Unicode
Consortium, organização que regula a codificação na internet, o mundo tem mais
de 1.000 ícones catalogados. A entidade é responsável pela análise, aprovação e
a interpretação correta dos emojis criados em todo o mundo por empresas de
tecnologia.
Emojis e a
linguagem
As primeiras
formas de representação do homem foram as pinturas rupestres em cavernas.
Imagens gráficas ou sinais são usadas como linguagem desde a Antiguidade, como
a escrita cuneiforme dos sumérios, os desenhos dos maias e os hieróglifos
egípcios. Hoje existem línguas que usam ideogramas (imagens que representam
ideias), como os kanjis, símbolos não fonéticos usados na China, Taiwan e no
Japão.
Para Thomas
Dimson, engenheiro de software do app Hyperlapse, a popularidade do emoji
representa a ascensão de uma nova linguagem. Ele realizou um estudo que aponta
que em 2014 os emojis representaram quase metade das palavras utilizadas em
comentários, legendas e hashtags no Instagram.
Para algumas
pessoas, os caracteres com imagens podem ser considerados como um “alfabeto”
digital, um novo sistema linguístico de comunicação que tem o uso do computador
como mediador da interação verbal.
Será que
chegaremos ao tempo que voltaremos a nos comunicar apenas por imagens em vez de
textos como no Egito antigo? Críticos acreditam que os caracteres empobrecem a
linguagem e não conseguem transmitir a complexidade e riqueza de um assunto.
Seria muito difícil surgir uma obra literária em emoji que não soasse como um
grande resumo de ideias.
Ainda é cedo
para saber o futuro dos emojis e principalmente se eles têm potencial para se
tornarem um idioma ou uma forma de comunicação complexa. O mais provável é que
continuem a ser usados de forma complementar, em mensagens coloquiais que
combinem texto escrito e imagens.
Fonte: https://vestibular.uol.com.br/resumo-das-disciplinas/atualidades/emojis-imagens-que-substituem-as-palavras-na-comunicacao.htm
Leia com atenção o texto abaixo para responder à questão baseada nele.
Emojis - Imagens que 'substituem' as palavras na comunicação

Os emojis são
símbolos que são interpretados conforme a plataforma onde são visualizados. Na
imagem, as variações do emoji "rosto mostrando a língua" no iOS,
Android, Twitter e no Windows Phone. Imagem: Montagem UOL com imagens do
emojipedia.org
Carolina Cunha
Se você quer
transmitir uma emoção em mensagem via smartphone ou em conversas virtuais nas
redes sociais, provavelmente já deve ter usado o coração, a mão de “joinha”, as
palmas ou a cara feliz amarela.
Uma recente
pesquisa do Google descobriu que a palavra mais escrita via SMS ou chat em 2014
não era uma palavra, mas um desenho de coração vermelho. De acordo com a
empresa, a imagem e suas variações aparecem bilhões de vezes por dia pelo
mundo.
Comidas,
animais, transportes, pessoas, sentimentos. Todos esses desenhos coloridos que
aparecem como opção no seu teclado são chamados de emojis, imagens que
representam graficamente qualquer objeto, expressão, ideia ou conceito. Elas
são um fenômeno cultural, se tornaram fundamentais na comunicação e estão
mudando a forma de nos expressarmos.
Emoticon
versus Emojis
O emoji é uma
forma de linguagem pictográfica em mensagens de texto. Surgido no Japão na
década de 1990, foi criado por uma companhia telefônica como uma opção para
deixar as mensagens de texto mais divertidas e emocionais. O termo é resultado
da união das palavras nipônicas para imagem, escrita e caractere e em
2015, foi incluído no vocabulário oficial do dicionário Webster.
De acordo com o
dicionário britânico, emojis são “pequenas imagens, símbolos ou ícones usados
em campos de texto em comunicações eletrônicas (como em SMS, e-mails e redes
sociais) para expressar uma atitude emocional do escritor, transmitir
informações sucintas, comunicar uma mensagem brincalhona sem usar palavras”.
O emoji pode ser
considerado como uma evolução do emoticon, termo criado a partir das palavras
inglesas emotion (emoção) e icon (ícone). Os emoticons surgiram nos EUA em 1982
a partir de sequências de caracteres do teclado padrão, tais como :-) ou :-(. Foram
muito usados em programas de chat como o MSN Messenger e ICQ.
Emojis vieram
para ficar e seu uso está crescendo em rápida velocidade. Segundo a Unicode
Consortium, organização que regula a codificação na internet, o mundo tem mais
de 1.000 ícones catalogados. A entidade é responsável pela análise, aprovação e
a interpretação correta dos emojis criados em todo o mundo por empresas de
tecnologia.
Emojis e a
linguagem
As primeiras
formas de representação do homem foram as pinturas rupestres em cavernas.
Imagens gráficas ou sinais são usadas como linguagem desde a Antiguidade, como
a escrita cuneiforme dos sumérios, os desenhos dos maias e os hieróglifos
egípcios. Hoje existem línguas que usam ideogramas (imagens que representam
ideias), como os kanjis, símbolos não fonéticos usados na China, Taiwan e no
Japão.
Para Thomas
Dimson, engenheiro de software do app Hyperlapse, a popularidade do emoji
representa a ascensão de uma nova linguagem. Ele realizou um estudo que aponta
que em 2014 os emojis representaram quase metade das palavras utilizadas em
comentários, legendas e hashtags no Instagram.
Para algumas
pessoas, os caracteres com imagens podem ser considerados como um “alfabeto”
digital, um novo sistema linguístico de comunicação que tem o uso do computador
como mediador da interação verbal.
Será que
chegaremos ao tempo que voltaremos a nos comunicar apenas por imagens em vez de
textos como no Egito antigo? Críticos acreditam que os caracteres empobrecem a
linguagem e não conseguem transmitir a complexidade e riqueza de um assunto.
Seria muito difícil surgir uma obra literária em emoji que não soasse como um
grande resumo de ideias.
Ainda é cedo
para saber o futuro dos emojis e principalmente se eles têm potencial para se
tornarem um idioma ou uma forma de comunicação complexa. O mais provável é que
continuem a ser usados de forma complementar, em mensagens coloquiais que
combinem texto escrito e imagens.
Fonte: https://vestibular.uol.com.br/resumo-das-disciplinas/atualidades/emojis-imagens-que-substituem-as-palavras-na-comunicacao.htm
Com base em seus conhecimentos e no texto, assinale a opção correta.
Os emojis são considerados uma linguagem do tipo: