Foram encontradas 13.232 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q3712929 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Qual a relação de Lionel Messi, jogador de futebol argentino, a cantora Courtney Love, o nadador Michael Phelps e o cineasta Tim Burton? Os quatro são pessoas com certo grau de autismo que não os impediu de conseguir sucesso e bom desempenho na carreira, mesmo com os sinais e sintomas do Transtorno de Espectro Autista (TEA).

    Infelizmente, os exemplos citados não refletem as dificuldades vividas por mais de dois milhões de brasileiros, mas sinalizam que o autismo, que é considerado um transtorno e não se encaixa na definição de doença, pode e deve ser tratado, para que os portadores de TEA possam se adequar ao convívio social, profissional e às atividades para as quais possam estar aptos.

    Depoimentos demonstram como pessoas com o diagnóstico do transtorno surpreendem positivamente, quando são diagnosticadas e estimuladas para desenvolverem atividades da vida diária e principalmente quando inseridas na rotina escolar.

    Na sociedade atual, que valoriza determinados padrões e comportamentos sem considerar a diversidade em que “as atenções humanas deixam a humanização de lado e buscam individualmente se concentrar nas relações sociais plenas e satisfatórias”, segundo Zygmunt Bauman, é preciso avançar quebrando tabus, derrubando preconceitos e padrões, buscando direitos que inclusive estão previstos em lei, “transformando a linguagem” e lançando mão do “ambiente virtual” conforme relatos de portadores de TEA.

    Frequentemente a mesma sociedade que desconsidera a diversidade deixa de refletir que todos têm ou terão um dia uma deficiência que os impossibilitará ou impedirá de realizar alguma atividade, seja a simples dificuldade para aprender a ler uma cartilha quando criança, seja a dificuldade em ler pela perda de memória quando idoso. (...)



(Justa Helena Franco. Editorial. Revista RADIS, nº 239, ago. 2022, texto adaptado)

Segundo o gramático Luiz Antônio Sacconi, a palavra “que” se classifica de várias formas. Assinale a alternativa em que a palavra destacada não é um pronome relativo.
Alternativas
Q3712926 Português

O texto a seguir é de autoria de Yulia Novytska, ucraniana de 18 anos e relata a raiva e o horror de quem viu ruir o mundo que conhecia em virtude dos ataques da Rússia. Leia-o para responder à questão:



POEMA



Escrevo o que não germinará nesta terra.

A terra que pertence ao meu povo e a mim,

onde soa minha língua, onde vibram meus pensamentos.

Volto com eles à terra que amo e,

sempre que penso na estepe, sou atingida pelo medo,

como o vento da primavera que ressoa

com mísseis amaldiçoados que caem ao chão.

Morte, medo e ódio.

Quando há guerra, não há vento calmo no horizonte,

não há narcisos ao redor da escola.

Em breve, as escolas podem nem mais existir.

Busco força para pensar uma nova realidade,

mas a mente alcança o que era antes, o que já não é.

As imagens fluem como areia e tudo volta

para a guerra.

Sobre o que estou escrevendo?

Aqui, o mundo está quieto e a terra é doce.

Poderei viver em paz?  

Observe o emprego das vírgulas nos fragmentos retirados do poema:



I – “Quando há guerra, não há vento calmo no horizonte...”


II – “Em breve, as escolas podem nem mais existir.”


III – “Busco força para pensar uma nova realidade, mas a mente alcança o que era antes...”.


IV – “Aqui, o mundo está quieto e a terra é doce.” 



Consciente de que o emprego da vírgula auxilia na construção de textos mais claros, pode-se afirmar que esse sinal de pontuação foi empregado corretamente em

Alternativas
Q3712925 Português

O texto a seguir é de autoria de Yulia Novytska, ucraniana de 18 anos e relata a raiva e o horror de quem viu ruir o mundo que conhecia em virtude dos ataques da Rússia. Leia-o para responder à questão:



POEMA



Escrevo o que não germinará nesta terra.

A terra que pertence ao meu povo e a mim,

onde soa minha língua, onde vibram meus pensamentos.

Volto com eles à terra que amo e,

sempre que penso na estepe, sou atingida pelo medo,

como o vento da primavera que ressoa

com mísseis amaldiçoados que caem ao chão.

Morte, medo e ódio.

Quando há guerra, não há vento calmo no horizonte,

não há narcisos ao redor da escola.

Em breve, as escolas podem nem mais existir.

Busco força para pensar uma nova realidade,

mas a mente alcança o que era antes, o que já não é.

As imagens fluem como areia e tudo volta

para a guerra.

Sobre o que estou escrevendo?

Aqui, o mundo está quieto e a terra é doce.

Poderei viver em paz?  

Os textos são complexas redes, tecidas de significantes e significados. Considerando o texto acima, analise as afirmações a seguir:



I - No primeiro verso “Escrevo o que não germinará nesta terra”, a palavra destacada é um artigo definido.


II - O pronome “onde”, em suas duas ocorrências no terceiro verso, retoma anaforicamente o substantivo “terra”.


III - A oração subordinada adverbial temporal “Quando há guerra...” é acompanhada por duas orações principais.


IV - Em “Volto com eles à terra que amo...”, o emprego da crase é facultativo.



Está certo o que se afirma em:  

Alternativas
Q3712923 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


DISCURSOS REVELAM NOVA LINGUAGEM DA ESPLANADA



    Cultura, ciência e, principalmente, Lula. Um levantamento feito pelo GLOBO mostra que, com a mudança de governo, novas palavras ganharam força no vocabulário do poder. A análise levou em conta o discurso de todos os ministros que tomaram posse na última semana e mostra que temas escanteados na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro ganharam protagonismo nas falas dos 34 ministros que assumiram os cargos em cerimônias públicas.

    Os anos em que o presidente Jair Bolsonaro contrariou as evidências científicas e defendeu o uso de medicamentos ineficazes contra a Covid-19 resultaram agora em destaque considerável para a ciência, por exemplo. A palavra foi citada 66 vezes nos discursos dos novos titulares da Esplanada dos Ministérios.

    - Temos um papel de reforçar a comunicação pública da ciência e a valorização da ciência como parte de nossa cidadania – afirmou a ministra da Saúde, Nísia Trindade.

    A diminuição da importância da cultura no governo Bolsonaro foi evidenciada com o fim do próprio ministério. Com isso, a recriação da pasta no governo Lula também significou o reaparecimento da palavra, usada 81 vezes.

    - Nos últimos anos, faltou vacina, faltou comida, faltou remédio, faltou emprego, faltou educação, faltou cultura. Faltou sustentabilidade. Faltou vida – afirmou Simone Tebet.

    A palavra “democracia”, por sua vez, foi citada 93 vezes, muito mais do que “exército” (citada dez vezes) e “militar” (que também apareceu dez vezes) somados. Já as palavras “companheiro” ou “companheira”, no singular e no plural, aparecerem 54 vezes.

    Na primeira semana de governo, a análise dos dados também reflete o personalismo em torno do presidente Lula, cujo nome apareceu 256 vezes – o sexto mais lembrado. As duas palavras mais citadas foram “presidente”, repetida 366 vezes, e, é claro, “Brasil” proferida em 362 ocasiões.

    Em diversos discursos, ministros tentaram apresentar o presidente como uma liderança mundial:

    - É uma honra para mim estar à frente desse chamado feito por um dos maiores símbolos políticos de todo o planeta – disse Margareth Menezes, da Cultura.

    Outros nomes também foram citados em diversas cerimônias: Alckmin, o vice-presidente, foi o segundo mais citado (28 vezes), seguido por “Dilma”, “Simone”, “Sarney” e “Gleisi”. A palavra “Deus”, que Bolsonaro também costumava repetir no lema: “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, apareceu 27 vezes.

    Em outra contraposição ao vocabulário do governo anterior, “mulher” foi citada 48 vezes por ministros, enquanto “homem” apareceu em 20 oportunidades. No levantamento feito pelo GLOBO em 2021 nos discursos de Bolsonaro, “homem” surgia duas vezes mais do que “mulher” nas falas do ex-presidente.

    Não por acaso, a preocupação com uma linguagem mais inclusiva foi um dos temas da primeira semana. Alvo de críticas de Bolsonaro e de seus apoiadores, a linguagem neutra apareceu na largada do governo. A palavra “todes” foi utilizada por cerimonialistas em pelo menos seis eventos de transmissão de cargo.

    A inclusão deu a tônica, por exemplo, da fala do advogado e professor Silvio Almeida ao assumir a chefia dos Direitos Humanos.

    - Trabalhadoras e trabalhadores do Brasil, vocês existem e são valiosos para nós. Mulheres do Brasil, vocês existem e são valiosas para nós. Homens e mulheres pretos e pretas do Brasil, vocês existem e são valiosos para nós (...) – enumerou Almeida, citando ainda indígenas e a comunidade LGBTQIAP+.



(Dimitrius Dantas. O Globo, 08/01/23, p. 6)

Releia:


“- Nos últimos anos, faltou vacina, faltou comida, faltou remédio, faltou emprego, faltou educação, faltou cultura. Faltou sustentabilidade. Faltou vida – afirmou Simone Tebet.”. 


Neste trecho, Simone Tebet intensificou o significado da palavra “faltou”, repetindo-a no início de cada oração. A esse recurso dá-se o nome de: 

 

Alternativas
Q3712881 Português

Leia:


O atentado contra a deputada federal norte-americana Gabrielle Giffords deixou 13 feridos e seis mortos, entre eles uma criança de nove anos e um juiz federal. Diante da perplexidade e paralisia dos políticos, a ferocidade dos ataques na imprensa rompeu todas as barreiras.


As imagens e discursos da direita e da esquerda saíram dos arquivos, metáforas políticas foram ensanguentadas. Um discurso de Barack Obama -"se trouxerem facas, levaremos armas"- foi estrela da noite em um canal da direita.

(Folha de S. Paulo, 13/01/2011)


Assinale a alternativa em que não se identificou corretamente um elemento estrutural do verbo “levaremos”:

Alternativas
Q3712878 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:



    Qual a relação de Lionel Messi, jogador de futebol argentino, a cantora Courtney Love, o nadador Michael Phelps e o cineasta Tim Burton? Os quatro são pessoas com certo grau de autismo que não os impediu de conseguir sucesso e bom desempenho na carreira, mesmo com os sinais e sintomas do Transtorno de Espectro Autista (TEA).

    Infelizmente, os exemplos citados não refletem as dificuldades vividas por mais de dois milhões de brasileiros, mas sinalizam que o autismo, que é considerado um transtorno e não se encaixa na definição de doença, pode e deve ser tratado, para que os portadores de TEA possam se adequar ao convívio social, profissional e às atividades para as quais possam estar aptos.

    Depoimentos demonstram como pessoas com o diagnóstico do transtorno surpreendem positivamente, quando são diagnosticadas e estimuladas para desenvolverem atividades da vida diária e principalmente quando inseridas na rotina escolar.

    Na sociedade atual, que valoriza determinados padrões e comportamentos sem considerar a diversidade em que “as atenções humanas deixam a humanização de lado e buscam individualmente se concentrar nas relações sociais plenas e satisfatórias”, segundo Zygmunt Bauman, é preciso avançar quebrando tabus, derrubando preconceitos e padrões, buscando direitos que inclusive estão previstos em lei, “transformando a linguagem” e lançando mão do “ambiente virtual” conforme relatos de portadores de TEA.

    Frequentemente a mesma sociedade que desconsidera a diversidade deixa de refletir que todos têm ou terão um dia uma deficiência que os impossibilitará ou impedirá de realizar alguma atividade, seja a simples dificuldade para aprender a ler uma cartilha quando criança, seja a dificuldade em ler pela perda de memória quando idoso. (...)



(Justa Helena Franco. Editorial. Revista RADIS, nº 239, ago. 2022, texto adaptado)

Releia:


“Qual a relação de Lionel Messi, jogador de futebol argentino, a cantora Courtney Love, o nadador Michael Phelps e o cineasta Tim Burton?”


No fragmento acima, é possível encontrar quatro apostos que estão corretamente indicados a seguir, exceto:

Alternativas
Q3712877 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:



    Qual a relação de Lionel Messi, jogador de futebol argentino, a cantora Courtney Love, o nadador Michael Phelps e o cineasta Tim Burton? Os quatro são pessoas com certo grau de autismo que não os impediu de conseguir sucesso e bom desempenho na carreira, mesmo com os sinais e sintomas do Transtorno de Espectro Autista (TEA).

    Infelizmente, os exemplos citados não refletem as dificuldades vividas por mais de dois milhões de brasileiros, mas sinalizam que o autismo, que é considerado um transtorno e não se encaixa na definição de doença, pode e deve ser tratado, para que os portadores de TEA possam se adequar ao convívio social, profissional e às atividades para as quais possam estar aptos.

    Depoimentos demonstram como pessoas com o diagnóstico do transtorno surpreendem positivamente, quando são diagnosticadas e estimuladas para desenvolverem atividades da vida diária e principalmente quando inseridas na rotina escolar.

    Na sociedade atual, que valoriza determinados padrões e comportamentos sem considerar a diversidade em que “as atenções humanas deixam a humanização de lado e buscam individualmente se concentrar nas relações sociais plenas e satisfatórias”, segundo Zygmunt Bauman, é preciso avançar quebrando tabus, derrubando preconceitos e padrões, buscando direitos que inclusive estão previstos em lei, “transformando a linguagem” e lançando mão do “ambiente virtual” conforme relatos de portadores de TEA.

    Frequentemente a mesma sociedade que desconsidera a diversidade deixa de refletir que todos têm ou terão um dia uma deficiência que os impossibilitará ou impedirá de realizar alguma atividade, seja a simples dificuldade para aprender a ler uma cartilha quando criança, seja a dificuldade em ler pela perda de memória quando idoso. (...)



(Justa Helena Franco. Editorial. Revista RADIS, nº 239, ago. 2022, texto adaptado)

A seguir foram relacionados trechos retirados do texto. Assinale a alternativa em que a palavra destacada denota um estado emocional momentâneo da enunciadora:  
Alternativas
Q3712876 Português

O texto a seguir é de autoria de Yulia Novytska, ucraniana de 18 anos e relata a raiva e o horror de quem viu ruir o mundo que conhecia em virtude dos ataques da Rússia. Leia-o para responder às questões 4 e 5:


POEMA



Escrevo o que não germinará nesta terra.

A terra que pertence ao meu povo e a mim,

onde soa minha língua, onde vibram meus pensamentos.

Volto com eles à terra que amo e,

sempre que penso na estepe, sou atingida pelo medo,

como o vento da primavera que ressoa

com mísseis amaldiçoados que caem ao chão.

Morte, medo e ódio.

Quando há guerra, não há vento calmo no horizonte,

não há narcisos ao redor da escola.

Em breve, as escolas podem nem mais existir.

Busco força para pensar uma nova realidade,

mas a mente alcança o que era antes, o que já não é.

As imagens fluem como areia e tudo volta

para a guerra.

Sobre o que estou escrevendo?

Aqui, o mundo está quieto e a terra é doce.

Poderei viver em paz?  

Observe o emprego das vírgulas nos fragmentos retirados do poema:



I – “Quando há guerra, não há vento calmo no horizonte...”


II – “Em breve, as escolas podem nem mais existir.”


III – “Busco força para pensar uma nova realidade, mas a mente alcança o que era antes...”.


IV – “Aqui, o mundo está quieto e a terra é doce.” 



Consciente de que o emprego da vírgula auxilia na construção de textos mais claros, pode-se afirmar que esse sinal de pontuação foi empregado corretamente em

Alternativas
Q3712875 Português

O texto a seguir é de autoria de Yulia Novytska, ucraniana de 18 anos e relata a raiva e o horror de quem viu ruir o mundo que conhecia em virtude dos ataques da Rússia. Leia-o para responder às questões 4 e 5:


POEMA



Escrevo o que não germinará nesta terra.

A terra que pertence ao meu povo e a mim,

onde soa minha língua, onde vibram meus pensamentos.

Volto com eles à terra que amo e,

sempre que penso na estepe, sou atingida pelo medo,

como o vento da primavera que ressoa

com mísseis amaldiçoados que caem ao chão.

Morte, medo e ódio.

Quando há guerra, não há vento calmo no horizonte,

não há narcisos ao redor da escola.

Em breve, as escolas podem nem mais existir.

Busco força para pensar uma nova realidade,

mas a mente alcança o que era antes, o que já não é.

As imagens fluem como areia e tudo volta

para a guerra.

Sobre o que estou escrevendo?

Aqui, o mundo está quieto e a terra é doce.

Poderei viver em paz?  

Os textos são complexas redes, tecidas de significantes e significados. Considerando o texto acima, analise as afirmações a seguir:



I - No primeiro verso “Escrevo o que não germinará nesta terra”, a palavra destacada é um artigo definido.


II - O pronome “onde”, em suas duas ocorrências no terceiro verso, retoma anaforicamente o substantivo “terra”.


III - A oração subordinada adverbial temporal “Quando há guerra...” é acompanhada por duas orações principais.


IV - Em “Volto com eles à terra que amo...”, o emprego da crase é facultativo.



Está certo o que se afirma em:  

Alternativas
Q3712874 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


DISCURSOS REVELAM NOVA LINGUAGEM DA ESPLANADA



    Cultura, ciência e, principalmente, Lula. Um levantamento feito pelo GLOBO mostra que, com a mudança de governo, novas palavras ganharam força no vocabulário do poder. A análise levou em conta o discurso de todos os ministros que tomaram posse na última semana e mostra que temas escanteados na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro ganharam protagonismo nas falas dos 34 ministros que assumiram os cargos em cerimônias públicas.

    Os anos em que o presidente Jair Bolsonaro contrariou as evidências científicas e defendeu o uso de medicamentos ineficazes contra a Covid-19 resultaram agora em destaque considerável para a ciência, por exemplo. A palavra foi citada 66 vezes nos discursos dos novos titulares da Esplanada dos Ministérios.

    - Temos um papel de reforçar a comunicação pública da ciência e a valorização da ciência como parte de nossa cidadania – afirmou a ministra da Saúde, Nísia Trindade.

    A diminuição da importância da cultura no governo Bolsonaro foi evidenciada com o fim do próprio ministério. Com isso, a recriação da pasta no governo Lula também significou o reaparecimento da palavra, usada 81 vezes.

    - Nos últimos anos, faltou vacina, faltou comida, faltou remédio, faltou emprego, faltou educação, faltou cultura. Faltou sustentabilidade. Faltou vida – afirmou Simone Tebet.

    A palavra “democracia”, por sua vez, foi citada 93 vezes, muito mais do que “exército” (citada dez vezes) e “militar” (que também apareceu dez vezes) somados. Já as palavras “companheiro” ou “companheira”, no singular e no plural, aparecerem 54 vezes.

    Na primeira semana de governo, a análise dos dados também reflete o personalismo em torno do presidente Lula, cujo nome apareceu 256 vezes – o sexto mais lembrado. As duas palavras mais citadas foram “presidente”, repetida 366 vezes, e, é claro, “Brasil” proferida em 362 ocasiões.

    Em diversos discursos, ministros tentaram apresentar o presidente como uma liderança mundial:

    - É uma honra para mim estar à frente desse chamado feito por um dos maiores símbolos políticos de todo o planeta – disse Margareth Menezes, da Cultura.

    Outros nomes também foram citados em diversas cerimônias: Alckmin, o vice-presidente, foi o segundo mais citado (28 vezes), seguido por “Dilma”, “Simone”, “Sarney” e “Gleisi”. A palavra “Deus”, que Bolsonaro também costumava repetir no lema: “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, apareceu 27 vezes.

    Em outra contraposição ao vocabulário do governo anterior, “mulher” foi citada 48 vezes por ministros, enquanto “homem” apareceu em 20 oportunidades. No levantamento feito pelo GLOBO em 2021 nos discursos de Bolsonaro, “homem” surgia duas vezes mais do que “mulher” nas falas do ex-presidente.

    Não por acaso, a preocupação com uma linguagem mais inclusiva foi um dos temas da primeira semana. Alvo de críticas de Bolsonaro e de seus apoiadores, a linguagem neutra apareceu na largada do governo. A palavra “todes” foi utilizada por cerimonialistas em pelo menos seis eventos de transmissão de cargo.

    A inclusão deu a tônica, por exemplo, da fala do advogado e professor Silvio Almeida ao assumir a chefia dos Direitos Humanos.

    - Trabalhadoras e trabalhadores do Brasil, vocês existem e são valiosos para nós. Mulheres do Brasil, vocês existem e são valiosas para nós. Homens e mulheres pretos e pretas do Brasil, vocês existem e são valiosos para nós (...) – enumerou Almeida, citando ainda indígenas e a comunidade LGBTQIAP+.



(Dimitrius Dantas. O Globo, 08/01/23, p. 6)

Na posse dos novos ministros, percebeu-se uma preocupação com a inclusão. São exemplos de uma linguagem mais inclusiva, exceto:
Alternativas
Q3712872 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


DISCURSOS REVELAM NOVA LINGUAGEM DA ESPLANADA



    Cultura, ciência e, principalmente, Lula. Um levantamento feito pelo GLOBO mostra que, com a mudança de governo, novas palavras ganharam força no vocabulário do poder. A análise levou em conta o discurso de todos os ministros que tomaram posse na última semana e mostra que temas escanteados na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro ganharam protagonismo nas falas dos 34 ministros que assumiram os cargos em cerimônias públicas.

    Os anos em que o presidente Jair Bolsonaro contrariou as evidências científicas e defendeu o uso de medicamentos ineficazes contra a Covid-19 resultaram agora em destaque considerável para a ciência, por exemplo. A palavra foi citada 66 vezes nos discursos dos novos titulares da Esplanada dos Ministérios.

    - Temos um papel de reforçar a comunicação pública da ciência e a valorização da ciência como parte de nossa cidadania – afirmou a ministra da Saúde, Nísia Trindade.

    A diminuição da importância da cultura no governo Bolsonaro foi evidenciada com o fim do próprio ministério. Com isso, a recriação da pasta no governo Lula também significou o reaparecimento da palavra, usada 81 vezes.

    - Nos últimos anos, faltou vacina, faltou comida, faltou remédio, faltou emprego, faltou educação, faltou cultura. Faltou sustentabilidade. Faltou vida – afirmou Simone Tebet.

    A palavra “democracia”, por sua vez, foi citada 93 vezes, muito mais do que “exército” (citada dez vezes) e “militar” (que também apareceu dez vezes) somados. Já as palavras “companheiro” ou “companheira”, no singular e no plural, aparecerem 54 vezes.

    Na primeira semana de governo, a análise dos dados também reflete o personalismo em torno do presidente Lula, cujo nome apareceu 256 vezes – o sexto mais lembrado. As duas palavras mais citadas foram “presidente”, repetida 366 vezes, e, é claro, “Brasil” proferida em 362 ocasiões.

    Em diversos discursos, ministros tentaram apresentar o presidente como uma liderança mundial:

    - É uma honra para mim estar à frente desse chamado feito por um dos maiores símbolos políticos de todo o planeta – disse Margareth Menezes, da Cultura.

    Outros nomes também foram citados em diversas cerimônias: Alckmin, o vice-presidente, foi o segundo mais citado (28 vezes), seguido por “Dilma”, “Simone”, “Sarney” e “Gleisi”. A palavra “Deus”, que Bolsonaro também costumava repetir no lema: “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, apareceu 27 vezes.

    Em outra contraposição ao vocabulário do governo anterior, “mulher” foi citada 48 vezes por ministros, enquanto “homem” apareceu em 20 oportunidades. No levantamento feito pelo GLOBO em 2021 nos discursos de Bolsonaro, “homem” surgia duas vezes mais do que “mulher” nas falas do ex-presidente.

    Não por acaso, a preocupação com uma linguagem mais inclusiva foi um dos temas da primeira semana. Alvo de críticas de Bolsonaro e de seus apoiadores, a linguagem neutra apareceu na largada do governo. A palavra “todes” foi utilizada por cerimonialistas em pelo menos seis eventos de transmissão de cargo.

    A inclusão deu a tônica, por exemplo, da fala do advogado e professor Silvio Almeida ao assumir a chefia dos Direitos Humanos.

    - Trabalhadoras e trabalhadores do Brasil, vocês existem e são valiosos para nós. Mulheres do Brasil, vocês existem e são valiosas para nós. Homens e mulheres pretos e pretas do Brasil, vocês existem e são valiosos para nós (...) – enumerou Almeida, citando ainda indígenas e a comunidade LGBTQIAP+.



(Dimitrius Dantas. O Globo, 08/01/23, p. 6)

O principal objetivo comunicativo do texto é
Alternativas
Q3711773 Português
Todas as alternativas abaixo estão corretas, exceto
Alternativas
Q3711770 Português
Assinale a única alternativa em que o uso da crase está incorreto
Alternativas
Q3711769 Português
Assinale a opção na qual há um erro de concordância verbal. 
Alternativas
Q3711768 Português

Leia com atenção o texto abaixo para responder à questão baseada nele.


Emojis - Imagens que 'substituem' as palavras na comunicação



Os emojis são símbolos que são interpretados conforme a plataforma onde são visualizados. Na imagem, as variações do emoji "rosto mostrando a língua" no iOS, Android, Twitter e no Windows Phone. Imagem: Montagem UOL com imagens do emojipedia.org

 

Carolina Cunha

 

Se você quer transmitir uma emoção em mensagem via smartphone ou em conversas virtuais nas redes sociais, provavelmente já deve ter usado o coração, a mão de “joinha”, as palmas ou a cara feliz amarela.

 

Uma recente pesquisa do Google descobriu que a palavra mais escrita via SMS ou chat em 2014 não era uma palavra, mas um desenho de coração vermelho. De acordo com a empresa, a imagem e suas variações aparecem bilhões de vezes por dia pelo mundo.

 

Comidas, animais, transportes, pessoas, sentimentos. Todos esses desenhos coloridos que aparecem como opção no seu teclado são chamados de emojis, imagens que representam graficamente qualquer objeto, expressão, ideia ou conceito. Elas são um fenômeno cultural, se tornaram fundamentais na comunicação e estão mudando a forma de nos expressarmos.

 

Emoticon versus Emojis

 

O emoji é uma forma de linguagem pictográfica em mensagens de texto. Surgido no Japão na década de 1990, foi criado por uma companhia telefônica como uma opção para deixar as mensagens de texto mais divertidas e emocionais. O termo é resultado da união das palavras nipônicas para imagem, escrita e caractere e em 2015, foi incluído no vocabulário oficial do dicionário Webster.

 

De acordo com o dicionário britânico, emojis são “pequenas imagens, símbolos ou ícones usados em campos de texto em comunicações eletrônicas (como em SMS, e-mails e redes sociais) para expressar uma atitude emocional do escritor, transmitir informações sucintas, comunicar uma mensagem brincalhona sem usar palavras”.

 

O emoji pode ser considerado como uma evolução do emoticon, termo criado a partir das palavras inglesas emotion (emoção) e icon (ícone). Os emoticons surgiram nos EUA em 1982 a partir de sequências de caracteres do teclado padrão, tais como :-) ou :-(. Foram muito usados em programas de chat como o MSN Messenger e ICQ.

 

Emojis vieram para ficar e seu uso está crescendo em rápida velocidade. Segundo a Unicode Consortium, organização que regula a codificação na internet, o mundo tem mais de 1.000 ícones catalogados. A entidade é responsável pela análise, aprovação e a interpretação correta dos emojis criados em todo o mundo por empresas de tecnologia.

 

Emojis e a linguagem

 

As primeiras formas de representação do homem foram as pinturas rupestres em cavernas. Imagens gráficas ou sinais são usadas como linguagem desde a Antiguidade, como a escrita cuneiforme dos sumérios, os desenhos dos maias e os hieróglifos egípcios. Hoje existem línguas que usam ideogramas (imagens que representam ideias), como os kanjis, símbolos não fonéticos usados na China, Taiwan e no Japão.

 

Para Thomas Dimson, engenheiro de software do app Hyperlapse, a popularidade do emoji representa a ascensão de uma nova linguagem. Ele realizou um estudo que aponta que em 2014 os emojis representaram quase metade das palavras utilizadas em comentários, legendas e hashtags no Instagram.

 

Para algumas pessoas, os caracteres com imagens podem ser considerados como um “alfabeto” digital, um novo sistema linguístico de comunicação que tem o uso do computador como mediador da interação verbal.

 

Será que chegaremos ao tempo que voltaremos a nos comunicar apenas por imagens em vez de textos como no Egito antigo? Críticos acreditam que os caracteres empobrecem a linguagem e não conseguem transmitir a complexidade e riqueza de um assunto. Seria muito difícil surgir uma obra literária em emoji que não soasse como um grande resumo de ideias.

 

Ainda é cedo para saber o futuro dos emojis e principalmente se eles têm potencial para se tornarem um idioma ou uma forma de comunicação complexa. O mais provável é que continuem a ser usados de forma complementar, em mensagens coloquiais que combinem texto escrito e imagens.

 

Fonte: https://vestibular.uol.com.br/resumo-das-disciplinas/atualidades/emojis-imagens-que-substituem-as-palavras-na-comunicacao.htm

“Emojis - Imagens que 'substituem' as palavras na comunicação” é um texto do tipo: 
Alternativas
Q3711767 Português

Leia com atenção o texto abaixo para responder à questão baseada nele.


Emojis - Imagens que 'substituem' as palavras na comunicação



Os emojis são símbolos que são interpretados conforme a plataforma onde são visualizados. Na imagem, as variações do emoji "rosto mostrando a língua" no iOS, Android, Twitter e no Windows Phone. Imagem: Montagem UOL com imagens do emojipedia.org

 

Carolina Cunha

 

Se você quer transmitir uma emoção em mensagem via smartphone ou em conversas virtuais nas redes sociais, provavelmente já deve ter usado o coração, a mão de “joinha”, as palmas ou a cara feliz amarela.

 

Uma recente pesquisa do Google descobriu que a palavra mais escrita via SMS ou chat em 2014 não era uma palavra, mas um desenho de coração vermelho. De acordo com a empresa, a imagem e suas variações aparecem bilhões de vezes por dia pelo mundo.

 

Comidas, animais, transportes, pessoas, sentimentos. Todos esses desenhos coloridos que aparecem como opção no seu teclado são chamados de emojis, imagens que representam graficamente qualquer objeto, expressão, ideia ou conceito. Elas são um fenômeno cultural, se tornaram fundamentais na comunicação e estão mudando a forma de nos expressarmos.

 

Emoticon versus Emojis

 

O emoji é uma forma de linguagem pictográfica em mensagens de texto. Surgido no Japão na década de 1990, foi criado por uma companhia telefônica como uma opção para deixar as mensagens de texto mais divertidas e emocionais. O termo é resultado da união das palavras nipônicas para imagem, escrita e caractere e em 2015, foi incluído no vocabulário oficial do dicionário Webster.

 

De acordo com o dicionário britânico, emojis são “pequenas imagens, símbolos ou ícones usados em campos de texto em comunicações eletrônicas (como em SMS, e-mails e redes sociais) para expressar uma atitude emocional do escritor, transmitir informações sucintas, comunicar uma mensagem brincalhona sem usar palavras”.

 

O emoji pode ser considerado como uma evolução do emoticon, termo criado a partir das palavras inglesas emotion (emoção) e icon (ícone). Os emoticons surgiram nos EUA em 1982 a partir de sequências de caracteres do teclado padrão, tais como :-) ou :-(. Foram muito usados em programas de chat como o MSN Messenger e ICQ.

 

Emojis vieram para ficar e seu uso está crescendo em rápida velocidade. Segundo a Unicode Consortium, organização que regula a codificação na internet, o mundo tem mais de 1.000 ícones catalogados. A entidade é responsável pela análise, aprovação e a interpretação correta dos emojis criados em todo o mundo por empresas de tecnologia.

 

Emojis e a linguagem

 

As primeiras formas de representação do homem foram as pinturas rupestres em cavernas. Imagens gráficas ou sinais são usadas como linguagem desde a Antiguidade, como a escrita cuneiforme dos sumérios, os desenhos dos maias e os hieróglifos egípcios. Hoje existem línguas que usam ideogramas (imagens que representam ideias), como os kanjis, símbolos não fonéticos usados na China, Taiwan e no Japão.

 

Para Thomas Dimson, engenheiro de software do app Hyperlapse, a popularidade do emoji representa a ascensão de uma nova linguagem. Ele realizou um estudo que aponta que em 2014 os emojis representaram quase metade das palavras utilizadas em comentários, legendas e hashtags no Instagram.

 

Para algumas pessoas, os caracteres com imagens podem ser considerados como um “alfabeto” digital, um novo sistema linguístico de comunicação que tem o uso do computador como mediador da interação verbal.

 

Será que chegaremos ao tempo que voltaremos a nos comunicar apenas por imagens em vez de textos como no Egito antigo? Críticos acreditam que os caracteres empobrecem a linguagem e não conseguem transmitir a complexidade e riqueza de um assunto. Seria muito difícil surgir uma obra literária em emoji que não soasse como um grande resumo de ideias.

 

Ainda é cedo para saber o futuro dos emojis e principalmente se eles têm potencial para se tornarem um idioma ou uma forma de comunicação complexa. O mais provável é que continuem a ser usados de forma complementar, em mensagens coloquiais que combinem texto escrito e imagens.

 

Fonte: https://vestibular.uol.com.br/resumo-das-disciplinas/atualidades/emojis-imagens-que-substituem-as-palavras-na-comunicacao.htm

Todas as alternativas abaixo estão corretas, exceto
Alternativas
Q3711766 Português

Leia com atenção o texto abaixo para responder à questão baseada nele.


Emojis - Imagens que 'substituem' as palavras na comunicação



Os emojis são símbolos que são interpretados conforme a plataforma onde são visualizados. Na imagem, as variações do emoji "rosto mostrando a língua" no iOS, Android, Twitter e no Windows Phone. Imagem: Montagem UOL com imagens do emojipedia.org

 

Carolina Cunha

 

Se você quer transmitir uma emoção em mensagem via smartphone ou em conversas virtuais nas redes sociais, provavelmente já deve ter usado o coração, a mão de “joinha”, as palmas ou a cara feliz amarela.

 

Uma recente pesquisa do Google descobriu que a palavra mais escrita via SMS ou chat em 2014 não era uma palavra, mas um desenho de coração vermelho. De acordo com a empresa, a imagem e suas variações aparecem bilhões de vezes por dia pelo mundo.

 

Comidas, animais, transportes, pessoas, sentimentos. Todos esses desenhos coloridos que aparecem como opção no seu teclado são chamados de emojis, imagens que representam graficamente qualquer objeto, expressão, ideia ou conceito. Elas são um fenômeno cultural, se tornaram fundamentais na comunicação e estão mudando a forma de nos expressarmos.

 

Emoticon versus Emojis

 

O emoji é uma forma de linguagem pictográfica em mensagens de texto. Surgido no Japão na década de 1990, foi criado por uma companhia telefônica como uma opção para deixar as mensagens de texto mais divertidas e emocionais. O termo é resultado da união das palavras nipônicas para imagem, escrita e caractere e em 2015, foi incluído no vocabulário oficial do dicionário Webster.

 

De acordo com o dicionário britânico, emojis são “pequenas imagens, símbolos ou ícones usados em campos de texto em comunicações eletrônicas (como em SMS, e-mails e redes sociais) para expressar uma atitude emocional do escritor, transmitir informações sucintas, comunicar uma mensagem brincalhona sem usar palavras”.

 

O emoji pode ser considerado como uma evolução do emoticon, termo criado a partir das palavras inglesas emotion (emoção) e icon (ícone). Os emoticons surgiram nos EUA em 1982 a partir de sequências de caracteres do teclado padrão, tais como :-) ou :-(. Foram muito usados em programas de chat como o MSN Messenger e ICQ.

 

Emojis vieram para ficar e seu uso está crescendo em rápida velocidade. Segundo a Unicode Consortium, organização que regula a codificação na internet, o mundo tem mais de 1.000 ícones catalogados. A entidade é responsável pela análise, aprovação e a interpretação correta dos emojis criados em todo o mundo por empresas de tecnologia.

 

Emojis e a linguagem

 

As primeiras formas de representação do homem foram as pinturas rupestres em cavernas. Imagens gráficas ou sinais são usadas como linguagem desde a Antiguidade, como a escrita cuneiforme dos sumérios, os desenhos dos maias e os hieróglifos egípcios. Hoje existem línguas que usam ideogramas (imagens que representam ideias), como os kanjis, símbolos não fonéticos usados na China, Taiwan e no Japão.

 

Para Thomas Dimson, engenheiro de software do app Hyperlapse, a popularidade do emoji representa a ascensão de uma nova linguagem. Ele realizou um estudo que aponta que em 2014 os emojis representaram quase metade das palavras utilizadas em comentários, legendas e hashtags no Instagram.

 

Para algumas pessoas, os caracteres com imagens podem ser considerados como um “alfabeto” digital, um novo sistema linguístico de comunicação que tem o uso do computador como mediador da interação verbal.

 

Será que chegaremos ao tempo que voltaremos a nos comunicar apenas por imagens em vez de textos como no Egito antigo? Críticos acreditam que os caracteres empobrecem a linguagem e não conseguem transmitir a complexidade e riqueza de um assunto. Seria muito difícil surgir uma obra literária em emoji que não soasse como um grande resumo de ideias.

 

Ainda é cedo para saber o futuro dos emojis e principalmente se eles têm potencial para se tornarem um idioma ou uma forma de comunicação complexa. O mais provável é que continuem a ser usados de forma complementar, em mensagens coloquiais que combinem texto escrito e imagens.

 

Fonte: https://vestibular.uol.com.br/resumo-das-disciplinas/atualidades/emojis-imagens-que-substituem-as-palavras-na-comunicacao.htm

Com base em seus conhecimentos e no texto, assinale a opção correta.


Os emojis são considerados uma linguagem do tipo:  

Alternativas
Q3709844 Português
Os humanos não são mais os únicos primatas que passam pela menopausa


Novas evidências mostram que os chimpanzés experimentam a mudança hormonal, mas o que eles fazem e como vivem depois desse período continua sendo um foco de pesquisa.

Nonna, Abuela, Vovó, Avó... Seja qual for o nome, os seres humanos são uma das poucas espécies em que as fêmeas vivem muito além da idade reprodutiva para se tornarem avós.

De fato, o clube das avós é tão pequeno que é possível contar nos dedos de uma mão as outras espécies conhecidas por terem vivido e sobrevivido à menopausa. Elas incluem as baleias orcas, baleias-piloto de barbatanas curtas, narvais, baleias beluga e falsas baleias assassinas.

Mas um novo estudo de referência confirma que pelo menos uma população de chimpanzés pode agora ser adicionada à lista de elite. A descoberta é o resultado de 21 anos de observação da comunidade Ngogo de chimpanzés selvagens no Parque Nacional de Kibale, em Uganda, na África. Bem, isso e a coleta de muita urina de chimpanzé nas copas das árvores.

"O que fazemos é cortar uma pequena árvore que tenha um belo "Y" na extremidade. Depois, colocamos um saco plástico bem fino sobre ele", diz Kevin Langergraber, primatologista da Universidade Estadual do Arizona e autor sênior do estudo publicado hoje na revista Science. "Você só espera que não haja muito respingo", ele conta rindo.

Embora as circunstâncias possam parecer bobas, o estudo da urina de 66 mulheres Ngogo, com idades entre 14 e 67 anos, mostrou que seus níveis hormonais mudaram depois de chegar aos 50 anos, confirmando que elas estavam na menopausa. É interessante notar que 50 anos também é a idade em que muitas pessoas começam a entrar na menopausa.

Langengraber e outros pesquisadores de primatas há muito tempo se perguntavam por que os seres humanos têm menopausa enquanto nenhum de nossos primos evolucionários mais próximos parece ter.

"É muito legal finalmente ver essa peça do quebra-cabeça se encaixar", diz Catherine Hobaiter, primatologista da Universidade de St. Andrews, na Escócia, que também estuda chimpanzés na Budongo Central Forest Reserve, em Uganda, mas que não participou do novo estudo.

Então, por que a menopausa levou tanto tempo para ser descoberta nos chimpanzés? A resposta curta é que é extremamente difícil estudar o funcionamento interno de animais grandes e selvagens sem prejudicá-los.

O estudo dos chimpanzés apresenta vários outros desafios, como o fato de eles terem uma vida extremamente longa, especialmente em cativeiro. Acredita-se que uma fêmea, conhecida como Little Mama, tinha mais de 70 anos quando morreu em um parque de safári na Flórida (Estados Unidos) em 2017. Isso significa que os cientistas simplesmente não têm dados de duas décadas para muitos grupos de chimpanzés na África Central e Ocidental.

Mas a duração do Projeto Ngogo Chimpanzee, que começou em 1993, e a técnica não invasiva de coleta de urina deram aos cientistas confiança em suas descobertas.

Especificamente, a equipe descobriu que as fêmeas idosas sofrem as mesmas alterações endocrinológicas que uma mulher na meia-idade: seus níveis de estrogênios e progesterona caem, enquanto os níveis de hormônios folículo-estimulantes e luteinizantes aumentam.

Entretanto, Langergraber adverte que a população de Ngogo pode ser um caso atípico quando se trata do restante da espécie. Isso porque a comunidade de Ngogo vive em uma espécie de 'Éden dos chimpanzés': o Parque Nacional de Kibale é rico em recursos e bem protegido, e também não tem leopardos, seu principal predador.

E como a comunidade Ngogo se encontra no coração do parque, seus únicos vizinhos são outros chimpanzés − não humanos que podem expor os chimpanzés a patógenos que devastaram outras comunidades.

O outro lado da moeda pode ser verdadeiro: todas as populações de chimpanzés já viveram na relativa prosperidade que os chimpanzés de Ngogo desfrutam hoje, mas as pessoas exerceram tanta pressão sobre os animais que eles não vivem mais o suficiente para entrar na menopausa. É claro que a resposta também pode estar em algum lugar no meio, afirma Langergraber.

Outra questão intrigante é se as avós dos chimpanzés têm algum valor evolutivo extra. Afinal de contas, os pesquisadores demonstraram em seres humanos que a presença de uma avó viva pode transmitir benefícios aos netos por meio de coisas como o fornecimento de alimentos extras e cuidados com as crianças (algo que a Ninny e a vovó Pickles fazem na minha própria família). Os cientistas também observaram evidências desse efeito avó em elefantes asiáticos e orcas.

A resposta não é clara, principalmente porque as sociedades de chimpanzés são muito diferentes das humanas, explica o líder do estudo Brian Wood, antropólogo evolucionário da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, nos Estados Unidos.

Por exemplo, tanto os chimpanzés machos quanto as fêmeas se acasalam de forma promíscua, em vez de formar laços de pares de longo prazo. As mães cuidam exclusivamente de seus filhotes. E quando atingem a maturidade, as fêmeas partem em busca de novas comunidades, enquanto os machos permanecem na área em que nasceram. Tudo isso significa que os avós chimpanzés provavelmente não sabem quem são seus netos da mesma forma que os humanos, ou mesmo as orcas.

"Isso não significa que todas essas fêmeas mais velhas não estejam fazendo coisas importantes", diz Wood. "Mas isso tudo é trabalho futuro a ser feito." Em sua população de estudo em Budongo, Hobaiter observou que as fêmeas mais velhas se afastaram das competições diárias que fazem parte da vida dos chimpanzés.

Mas eles ainda parecem ter prestígio e respeito. Uma chimpanzé anciã, chamada Nambi, vive em Budongo há provavelmente 60 anos ou mais, e Hobaiter testemunhou momentos em que ela parece liderar e tomar decisões pelo grupo. "O que ela viu naquela floresta, as diferentes estações que conheceu, as diferentes áreas da floresta, as interações com os vizinhos, é esse incrível legado de seu conhecimento."


https://www.nationalgeographicbrasil.com/animais/2023/11/os-humanos -nao-sao-mais-os-unicos-primatas-que-passam-pela-menopausa
O que o estudo da urina de 66 mulheres chimpanzés da comunidade Ngogo revelou?
Alternativas
Q3701824 Português
Analise as frases e as palavras. Marque a alternativa que apresenta erro de acentuação: 
Alternativas
Q3701823 Português
Na frase: A bailarina vestida de rosa dança graciosamente e vai rodando no salão, o termo em destaque é:
Alternativas
Respostas
5261: C
5262: A
5263: B
5264: A
5265: D
5266: A
5267: C
5268: A
5269: B
5270: D
5271: C
5272: B
5273: D
5274: C
5275: C
5276: B
5277: B
5278: C
5279: B
5280: A