Questões de Concurso Sobre português para psicólogo

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Q2605467 Português
Texto 1

No trânsito, especialmente em áreas urbanas e rodovias, é comum que motociclistas se encontrem próximos a caminhões. No entanto, essa proximidade pode representar um risco significativo para a segurança dos motociclistas. Uma das principais razões é a existência de pontos cegos em torno desses veículos maiores. Conhecer e evitar esses pontos cegos é essencial para prevenir acidentes e salvar vidas. Caminhões, devido ao seu tamanho e a sua construção, possuem áreas ao redor do veículo onde o motorista tem visibilidade limitada ou nula. A conscientização e o respeito às regras de trânsito são essenciais para uma convivência harmoniosa entre motociclistas e motoristas de veículos maiores. Lembre-se de que conhecer e evitar os pontos cegos pode salvar vidas!
(Disponível em: https://www.guiamirai.com.br. Acesso em: 7 ago. 2024, com adaptações.)
Assinale a alternativa que apresenta informação correta a respeito da oração sublinhada em “Caminhões, devido ao seu tamanho e a sua construção, possuem áreas ao redor do veículo onde o motorista tem visibilidade limitada ou nula.”
Alternativas
Q2605466 Português
Texto 1

No trânsito, especialmente em áreas urbanas e rodovias, é comum que motociclistas se encontrem próximos a caminhões. No entanto, essa proximidade pode representar um risco significativo para a segurança dos motociclistas. Uma das principais razões é a existência de pontos cegos em torno desses veículos maiores. Conhecer e evitar esses pontos cegos é essencial para prevenir acidentes e salvar vidas. Caminhões, devido ao seu tamanho e a sua construção, possuem áreas ao redor do veículo onde o motorista tem visibilidade limitada ou nula. A conscientização e o respeito às regras de trânsito são essenciais para uma convivência harmoniosa entre motociclistas e motoristas de veículos maiores. Lembre-se de que conhecer e evitar os pontos cegos pode salvar vidas!
(Disponível em: https://www.guiamirai.com.br. Acesso em: 7 ago. 2024, com adaptações.)
No final do texto, considerando que o verbo “lembrar” pode se apresentar na forma pronominal ou não, assinale a alternativa correta de acordo com os sentidos do texto e a modalidade escrita formal da língua portuguesa em relação à regência verbal.
Alternativas
Q2605465 Português
Texto 1

No trânsito, especialmente em áreas urbanas e rodovias, é comum que motociclistas se encontrem próximos a caminhões. No entanto, essa proximidade pode representar um risco significativo para a segurança dos motociclistas. Uma das principais razões é a existência de pontos cegos em torno desses veículos maiores. Conhecer e evitar esses pontos cegos é essencial para prevenir acidentes e salvar vidas. Caminhões, devido ao seu tamanho e a sua construção, possuem áreas ao redor do veículo onde o motorista tem visibilidade limitada ou nula. A conscientização e o respeito às regras de trânsito são essenciais para uma convivência harmoniosa entre motociclistas e motoristas de veículos maiores. Lembre-se de que conhecer e evitar os pontos cegos pode salvar vidas!
(Disponível em: https://www.guiamirai.com.br. Acesso em: 7 ago. 2024, com adaptações.)
Assinale a alternativa que apresenta a correta relação semântica da conjunção “no entanto” com o período anterior.
Alternativas
Q2590893 Português

Qualidade de vida


A crescente preocupação com questões relacionadas à qualidade de vida vem de um movimento dentro das ciências humanas e biológicas no sentido de valorizar parâmetros mais amplos do que o controle de sintomas, a diminuição da mortalidade ou o aumento da expectativa de vida. Assim, qualidade de vida é abordada, por muitos autores, como sinônimo de saúde, e por outros como um conceito mais abrangente, em que as condições de saúde seriam um dos aspectos a serem considerados (Fleck; Louzada; Xavier; Chachamovich; Vieira; Santos & Pinzon, 1999).

Devido à sua complexidade e utilização por diversas áreas de estudo, conforme aborda Farquhar (1995), a falta de consenso conceitual é marcante. Suas definições na literatura especializada apresentam-se, tanto de forma global, enfatizando a satisfação geral com a vida, quanto divididas em componentes que, em conjunto, indicariam uma aproximação do conceito geral. A forma como é abordada e os indicadores adotados estão diretamente ligados aos interesses científicos e políticos de cada estudo e área de investigação, bem como das possibilidades de operacionalização e avaliação.

[…]

Os estudiosos do tema têm buscado e sugerido diferentes metodologias para o tratamento científico de um conceito tão complexo e que tem a subjetividade como característica importante. O estudo do tema, conforme aborda Tani (2002), está marcado pelo fato de diversas áreas, dentro das possibilidades de cada uma, tentarem contribuir para a clarificação do conceito. No entanto, é importante salientar que muitos estudos se limitam exclusivamente à descrição de indicadores sem fazer relações diretas com a qualidade de vida, ou seja, tomam características como escolaridade, ausência dos sintomas das doenças, condições de moradia unicamente como indicadores de qualidade de vida, sem investigar o objetivo disso para as pessoas envolvidas. Se, de um lado isso contribui para as possibilidades de investigações em grandes grupos, deixa de considerar a subjetividade particular de cada ser humano na questão de poder avaliar o quanto é boa sua própria vida.


PEREIRA, E. F.; TEIXEIRA, C. S.; SANTOS, A. dos. Qualidade de vida: abordagens, conceitos e avaliação.

Disponível em: < https://www.scielo.br/j/rbefe/a/4jdhpVLrvjx7hwsh Pf8FWPC/#>. Acesso em: 18 jan. de 2024. Fragmento adaptado.

Assinale a alternativa que melhor resume o texto.

Alternativas
Q2589721 Português

Texto 1

Preconceito linguístico nos meio digital: ele existe?


Por acaso, ao ler o título, o que lhe saltou aos olhos foi o “erro” de concordância em “nos meio digital”? E, a partir dessa constatação, você concluiu que esta reportagem não tem credibilidade e cogitou a possibilidade de não fazer a leitura? Desculpe-nos ser insistentes, car@ leitor@, mas se você se identificou, aí é que precisa lê-la.

Não é novidade que a internet e, consequentemente, as redes sociais, estão presentes e influenciam nosso cotidiano. Embora, por um lado, elas tenham ressignificado as formas de nos relacionarmos, por outro, ainda reproduzem algumas condutas comuns nos meios não digitais.

Você já deve ter presenciado alguém ser constrangido pela forma que fala, certo? Da mesma maneira, já deve ter visto algum comentário em postagem de rede social desqualificando a opinião/posição de uma pessoa simplesmente pelo jeito que ela escreve, por não seguir estritamente o que se concebe como “língua padrão”. Em outras palavras, por apresentar variação em relação a ela.

Sejam vídeos que circulam no YouTube sejam as famosas pérolas divulgadas nas redes em época de vestibular, o preconceito linguístico ocorre em diversas situações.

Respondendo à pergunta-título: sim, existe preconceito linguístico nos meios digitais. Muitas pessoas podem “torcer o nariz” para essa questão ou achar que é mais uma invenção de uma geração problematizadora, que não vê humor em situações aparentemente inocentes. Ou, ainda, entender que é uma liberação para todo mundo falar “errado”.

O que essas pessoas não entendem é que o direito linguístico é (ou deveria ser) um direito humano fundamental. Todos deveriam poder se expressar, demonstrar suas emoções, compartilhar suas visões de mundo e transmitir seus conhecimentos sem coerção, da forma que se sentem fluentes e capazes. As pessoas devem se sentir livres para poder falar a sua língua – ou variante dela.


Adaptado de: RODRIGUES, Oscar; ALVES; Rafael. Preconceito linguístico nos meio digital: ele existe? O Consoante. 22 julho 2017. Disponível em: http://oconsoante.com.br/2017/07/22/preconceito-linguistico-nos-meio-digital-ele-existe/. Acesso em: 03 jun. 2024.

Em relação ao Texto 1, analise as afirmativas que seguem.

1. Os autores empregam o solecismo como estratégia discursiva para chamar a atenção dos leitores para o tema do texto.

2. O discurso indireto é adotado no texto para que as ideias fluam de forma mais suave e coesa, em vez de se destacarem como citações diretas.

3. A linguagem coloquial adotada pelos autores é inadequada no contexto de comunicações acadêmico-científicas, ainda que coerente com textos de opinião.

4. A perspectiva dos autores em relação ao papel da linguagem na expressão e perpetuação de preconceitos se revela não apenas pelo conteúdo, mas também na forma.

É CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Ano: 2024 Banca: NC-UFPR Órgão: Prefeitura de Campo Magro - PR Provas: NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor de Educação Infantil (40h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Farmacêutico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Procurador Municipal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pediatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Cardiologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Veterinário | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Enfermeiro | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Psicólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Agrônomo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Nutricionista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Civil | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fonoaudiólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Psiquiatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Reumatologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fisioterapeuta | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Odontólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Florestal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico da Família | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pneumologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Assistente Social | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor (20h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Contador |
Q2586569 Português

O texto a seguir é referência para as questões 01 a 10.

O destino de ser mãe

A concepção e o valor da maternidade foram se transformando ao longo da história — e a ciência teve um papel fundamental nessas construções. “Não dá para falar em termos lineares e, ao longo do tempo, vemos muitas facetas de maternidade”, pontua a pesquisadora da UFPR [Marlene Tamanini]. Até a Idade Média, a maternidade era desvalorizada e as mulheres não tinham um papel de destaque na criação dos filhos. Entre os motivos que contribuíam para essa visão estavam a ênfase no poder paterno, a fragilidade física das crianças e a alta taxa de mortalidade infantil.

Durante o Renascimento (dos séculos 15 ao 17), a atenção materna às crianças começou a aparecer como valor essencial, especialmente nas classes mais abastadas. A ampliação dessas responsabilidades levou a uma crescente valorização do ideal mulher-mãe, ainda que isso não ultrapassasse o ambiente doméstico e não significasse a redução da autoridade paterna. No Ocidente, a mulher passou a ser vista como “predestinada” a ter filhos, principalmente a partir do século 18. Segundo a filósofa francesa Elisabeth Badinter, uma das mais importantes pesquisadoras da área, dois discursos diferentes confluíram para modificar a atitude da mulher em relação aos filhos: um econômico, que se apoiava em estudos demográficos demonstrando a importância do crescimento populacional para o país; e o liberalismo, que favorecia ideias de liberdade, igualdade e felicidade individual.

Para completar, um terceiro discurso, sustentado pelo desenvolvimento da biomedicina, reforçava a ideia de que era função da mulher se ocupar dos filhos. “O útero como definidor exclusivo das mulheres vira quase um fetiche dos discursos médicos. Ela passa a ser definida como um ser que se completa e se organiza no papel de mãe”, destaca Tamanini. “A maternidade entra como a solução para a vida das mulheres. Quem faz esse discurso agora é o médico, e essa construção moderna passa a ser necessária para organizar a ordem da sociedade.” [...]

Com o surgimento dos métodos contraceptivos e o avanço do movimento feminista nos anos 1960, a mulher contemporânea pode escolher não ter filhos. Entretanto, a maternidade segue um marcador social relevante. “Parece ser uma escolha individual, mas nem sempre é, porque existem muitas estruturas por trás dessa decisão. Existe uma cobrança, uma expectativa de que se não formos mães, não seremos mulheres de verdade. Às vezes ela é tão forte que faz muitas mulheres serem mães sem nem saberem por quê”, destaca a socióloga Thaís de Souza Lapa, professora adjunta da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e coordenadora do laboratório de Sociologia do Trabalho na mesma universidade. Na avaliação dela, embora atualmente consigam ocupar locais não permitidos no passado, como em cargos de chefia ou cursando ensino superior, muitas mulheres ainda são vistas como “estrangeiras” nesses espaços — e a maternidade é um dos poucos lugares onde isso não acontece.

Revista Galileu, ed. 384, mar. 2024.

No que diz respeito às relações de coesão textual, o termo “dela”, destacado no último parágrafo, é referente a:

Alternativas
Ano: 2024 Banca: NC-UFPR Órgão: Prefeitura de Campo Magro - PR Provas: NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor de Educação Infantil (40h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Farmacêutico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Procurador Municipal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pediatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Cardiologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Veterinário | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Enfermeiro | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Psicólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Agrônomo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Nutricionista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Civil | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fonoaudiólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Psiquiatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Reumatologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fisioterapeuta | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Odontólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Florestal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico da Família | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pneumologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Assistente Social | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor (20h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Contador |
Q2586568 Português

O texto a seguir é referência para as questões 01 a 10.

O destino de ser mãe

A concepção e o valor da maternidade foram se transformando ao longo da história — e a ciência teve um papel fundamental nessas construções. “Não dá para falar em termos lineares e, ao longo do tempo, vemos muitas facetas de maternidade”, pontua a pesquisadora da UFPR [Marlene Tamanini]. Até a Idade Média, a maternidade era desvalorizada e as mulheres não tinham um papel de destaque na criação dos filhos. Entre os motivos que contribuíam para essa visão estavam a ênfase no poder paterno, a fragilidade física das crianças e a alta taxa de mortalidade infantil.

Durante o Renascimento (dos séculos 15 ao 17), a atenção materna às crianças começou a aparecer como valor essencial, especialmente nas classes mais abastadas. A ampliação dessas responsabilidades levou a uma crescente valorização do ideal mulher-mãe, ainda que isso não ultrapassasse o ambiente doméstico e não significasse a redução da autoridade paterna. No Ocidente, a mulher passou a ser vista como “predestinada” a ter filhos, principalmente a partir do século 18. Segundo a filósofa francesa Elisabeth Badinter, uma das mais importantes pesquisadoras da área, dois discursos diferentes confluíram para modificar a atitude da mulher em relação aos filhos: um econômico, que se apoiava em estudos demográficos demonstrando a importância do crescimento populacional para o país; e o liberalismo, que favorecia ideias de liberdade, igualdade e felicidade individual.

Para completar, um terceiro discurso, sustentado pelo desenvolvimento da biomedicina, reforçava a ideia de que era função da mulher se ocupar dos filhos. “O útero como definidor exclusivo das mulheres vira quase um fetiche dos discursos médicos. Ela passa a ser definida como um ser que se completa e se organiza no papel de mãe”, destaca Tamanini. “A maternidade entra como a solução para a vida das mulheres. Quem faz esse discurso agora é o médico, e essa construção moderna passa a ser necessária para organizar a ordem da sociedade.” [...]

Com o surgimento dos métodos contraceptivos e o avanço do movimento feminista nos anos 1960, a mulher contemporânea pode escolher não ter filhos. Entretanto, a maternidade segue um marcador social relevante. “Parece ser uma escolha individual, mas nem sempre é, porque existem muitas estruturas por trás dessa decisão. Existe uma cobrança, uma expectativa de que se não formos mães, não seremos mulheres de verdade. Às vezes ela é tão forte que faz muitas mulheres serem mães sem nem saberem por quê”, destaca a socióloga Thaís de Souza Lapa, professora adjunta da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e coordenadora do laboratório de Sociologia do Trabalho na mesma universidade. Na avaliação dela, embora atualmente consigam ocupar locais não permitidos no passado, como em cargos de chefia ou cursando ensino superior, muitas mulheres ainda são vistas como “estrangeiras” nesses espaços — e a maternidade é um dos poucos lugares onde isso não acontece.

Revista Galileu, ed. 384, mar. 2024.

O termo “que”, destacado no primeiro parágrafo, é relativo a:

Alternativas
Ano: 2024 Banca: NC-UFPR Órgão: Prefeitura de Campo Magro - PR Provas: NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor de Educação Infantil (40h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Farmacêutico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Procurador Municipal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pediatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Cardiologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Veterinário | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Enfermeiro | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Psicólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Agrônomo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Nutricionista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Civil | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fonoaudiólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Psiquiatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Reumatologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fisioterapeuta | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Odontólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Florestal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico da Família | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pneumologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Assistente Social | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor (20h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Contador |
Q2586567 Português

O texto a seguir é referência para as questões 01 a 10.

O destino de ser mãe

A concepção e o valor da maternidade foram se transformando ao longo da história — e a ciência teve um papel fundamental nessas construções. “Não dá para falar em termos lineares e, ao longo do tempo, vemos muitas facetas de maternidade”, pontua a pesquisadora da UFPR [Marlene Tamanini]. Até a Idade Média, a maternidade era desvalorizada e as mulheres não tinham um papel de destaque na criação dos filhos. Entre os motivos que contribuíam para essa visão estavam a ênfase no poder paterno, a fragilidade física das crianças e a alta taxa de mortalidade infantil.

Durante o Renascimento (dos séculos 15 ao 17), a atenção materna às crianças começou a aparecer como valor essencial, especialmente nas classes mais abastadas. A ampliação dessas responsabilidades levou a uma crescente valorização do ideal mulher-mãe, ainda que isso não ultrapassasse o ambiente doméstico e não significasse a redução da autoridade paterna. No Ocidente, a mulher passou a ser vista como “predestinada” a ter filhos, principalmente a partir do século 18. Segundo a filósofa francesa Elisabeth Badinter, uma das mais importantes pesquisadoras da área, dois discursos diferentes confluíram para modificar a atitude da mulher em relação aos filhos: um econômico, que se apoiava em estudos demográficos demonstrando a importância do crescimento populacional para o país; e o liberalismo, que favorecia ideias de liberdade, igualdade e felicidade individual.

Para completar, um terceiro discurso, sustentado pelo desenvolvimento da biomedicina, reforçava a ideia de que era função da mulher se ocupar dos filhos. “O útero como definidor exclusivo das mulheres vira quase um fetiche dos discursos médicos. Ela passa a ser definida como um ser que se completa e se organiza no papel de mãe”, destaca Tamanini. “A maternidade entra como a solução para a vida das mulheres. Quem faz esse discurso agora é o médico, e essa construção moderna passa a ser necessária para organizar a ordem da sociedade.” [...]

Com o surgimento dos métodos contraceptivos e o avanço do movimento feminista nos anos 1960, a mulher contemporânea pode escolher não ter filhos. Entretanto, a maternidade segue um marcador social relevante. “Parece ser uma escolha individual, mas nem sempre é, porque existem muitas estruturas por trás dessa decisão. Existe uma cobrança, uma expectativa de que se não formos mães, não seremos mulheres de verdade. Às vezes ela é tão forte que faz muitas mulheres serem mães sem nem saberem por quê”, destaca a socióloga Thaís de Souza Lapa, professora adjunta da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e coordenadora do laboratório de Sociologia do Trabalho na mesma universidade. Na avaliação dela, embora atualmente consigam ocupar locais não permitidos no passado, como em cargos de chefia ou cursando ensino superior, muitas mulheres ainda são vistas como “estrangeiras” nesses espaços — e a maternidade é um dos poucos lugares onde isso não acontece.

Revista Galileu, ed. 384, mar. 2024.

O termo “confluíram”, destacado no segundo parágrafo, é empregado no texto com o sentido de:

Alternativas
Ano: 2024 Banca: NC-UFPR Órgão: Prefeitura de Campo Magro - PR Provas: NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor de Educação Infantil (40h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Farmacêutico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Procurador Municipal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pediatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Cardiologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Veterinário | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Enfermeiro | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Psicólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Agrônomo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Nutricionista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Civil | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fonoaudiólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Psiquiatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Reumatologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fisioterapeuta | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Odontólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Florestal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico da Família | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pneumologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Assistente Social | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor (20h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Contador |
Q2586566 Português

O texto a seguir é referência para as questões 01 a 10.

O destino de ser mãe

A concepção e o valor da maternidade foram se transformando ao longo da história — e a ciência teve um papel fundamental nessas construções. “Não dá para falar em termos lineares e, ao longo do tempo, vemos muitas facetas de maternidade”, pontua a pesquisadora da UFPR [Marlene Tamanini]. Até a Idade Média, a maternidade era desvalorizada e as mulheres não tinham um papel de destaque na criação dos filhos. Entre os motivos que contribuíam para essa visão estavam a ênfase no poder paterno, a fragilidade física das crianças e a alta taxa de mortalidade infantil.

Durante o Renascimento (dos séculos 15 ao 17), a atenção materna às crianças começou a aparecer como valor essencial, especialmente nas classes mais abastadas. A ampliação dessas responsabilidades levou a uma crescente valorização do ideal mulher-mãe, ainda que isso não ultrapassasse o ambiente doméstico e não significasse a redução da autoridade paterna. No Ocidente, a mulher passou a ser vista como “predestinada” a ter filhos, principalmente a partir do século 18. Segundo a filósofa francesa Elisabeth Badinter, uma das mais importantes pesquisadoras da área, dois discursos diferentes confluíram para modificar a atitude da mulher em relação aos filhos: um econômico, que se apoiava em estudos demográficos demonstrando a importância do crescimento populacional para o país; e o liberalismo, que favorecia ideias de liberdade, igualdade e felicidade individual.

Para completar, um terceiro discurso, sustentado pelo desenvolvimento da biomedicina, reforçava a ideia de que era função da mulher se ocupar dos filhos. “O útero como definidor exclusivo das mulheres vira quase um fetiche dos discursos médicos. Ela passa a ser definida como um ser que se completa e se organiza no papel de mãe”, destaca Tamanini. “A maternidade entra como a solução para a vida das mulheres. Quem faz esse discurso agora é o médico, e essa construção moderna passa a ser necessária para organizar a ordem da sociedade.” [...]

Com o surgimento dos métodos contraceptivos e o avanço do movimento feminista nos anos 1960, a mulher contemporânea pode escolher não ter filhos. Entretanto, a maternidade segue um marcador social relevante. “Parece ser uma escolha individual, mas nem sempre é, porque existem muitas estruturas por trás dessa decisão. Existe uma cobrança, uma expectativa de que se não formos mães, não seremos mulheres de verdade. Às vezes ela é tão forte que faz muitas mulheres serem mães sem nem saberem por quê”, destaca a socióloga Thaís de Souza Lapa, professora adjunta da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e coordenadora do laboratório de Sociologia do Trabalho na mesma universidade. Na avaliação dela, embora atualmente consigam ocupar locais não permitidos no passado, como em cargos de chefia ou cursando ensino superior, muitas mulheres ainda são vistas como “estrangeiras” nesses espaços — e a maternidade é um dos poucos lugares onde isso não acontece.

Revista Galileu, ed. 384, mar. 2024.

Releia o seguinte trecho:

Segundo a filósofa francesa Elisabeth Badinter, uma das mais importantes pesquisadoras da área, dois discursos diferentes confluíram para modificar a atitude da mulher em relação aos filhos: um econômico, que se apoiava em estudos demográficos demonstrando a importância do crescimento populacional para o país; e o liberalismo, que favorecia ideias de liberdade, igualdade e felicidade individual.

Sem prejuízo de sentido e observando-se a norma padrão escrita da língua, a seguinte alteração pode ser realizada:

Alternativas
Ano: 2024 Banca: NC-UFPR Órgão: Prefeitura de Campo Magro - PR Provas: NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor de Educação Infantil (40h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Farmacêutico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Procurador Municipal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pediatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Cardiologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Veterinário | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Enfermeiro | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Psicólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Agrônomo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Nutricionista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Civil | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fonoaudiólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Psiquiatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Reumatologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fisioterapeuta | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Odontólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Florestal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico da Família | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pneumologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Assistente Social | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor (20h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Contador |
Q2586564 Português

O texto a seguir é referência para as questões 01 a 10.

O destino de ser mãe

A concepção e o valor da maternidade foram se transformando ao longo da história — e a ciência teve um papel fundamental nessas construções. “Não dá para falar em termos lineares e, ao longo do tempo, vemos muitas facetas de maternidade”, pontua a pesquisadora da UFPR [Marlene Tamanini]. Até a Idade Média, a maternidade era desvalorizada e as mulheres não tinham um papel de destaque na criação dos filhos. Entre os motivos que contribuíam para essa visão estavam a ênfase no poder paterno, a fragilidade física das crianças e a alta taxa de mortalidade infantil.

Durante o Renascimento (dos séculos 15 ao 17), a atenção materna às crianças começou a aparecer como valor essencial, especialmente nas classes mais abastadas. A ampliação dessas responsabilidades levou a uma crescente valorização do ideal mulher-mãe, ainda que isso não ultrapassasse o ambiente doméstico e não significasse a redução da autoridade paterna. No Ocidente, a mulher passou a ser vista como “predestinada” a ter filhos, principalmente a partir do século 18. Segundo a filósofa francesa Elisabeth Badinter, uma das mais importantes pesquisadoras da área, dois discursos diferentes confluíram para modificar a atitude da mulher em relação aos filhos: um econômico, que se apoiava em estudos demográficos demonstrando a importância do crescimento populacional para o país; e o liberalismo, que favorecia ideias de liberdade, igualdade e felicidade individual.

Para completar, um terceiro discurso, sustentado pelo desenvolvimento da biomedicina, reforçava a ideia de que era função da mulher se ocupar dos filhos. “O útero como definidor exclusivo das mulheres vira quase um fetiche dos discursos médicos. Ela passa a ser definida como um ser que se completa e se organiza no papel de mãe”, destaca Tamanini. “A maternidade entra como a solução para a vida das mulheres. Quem faz esse discurso agora é o médico, e essa construção moderna passa a ser necessária para organizar a ordem da sociedade.” [...]

Com o surgimento dos métodos contraceptivos e o avanço do movimento feminista nos anos 1960, a mulher contemporânea pode escolher não ter filhos. Entretanto, a maternidade segue um marcador social relevante. “Parece ser uma escolha individual, mas nem sempre é, porque existem muitas estruturas por trás dessa decisão. Existe uma cobrança, uma expectativa de que se não formos mães, não seremos mulheres de verdade. Às vezes ela é tão forte que faz muitas mulheres serem mães sem nem saberem por quê”, destaca a socióloga Thaís de Souza Lapa, professora adjunta da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e coordenadora do laboratório de Sociologia do Trabalho na mesma universidade. Na avaliação dela, embora atualmente consigam ocupar locais não permitidos no passado, como em cargos de chefia ou cursando ensino superior, muitas mulheres ainda são vistas como “estrangeiras” nesses espaços — e a maternidade é um dos poucos lugares onde isso não acontece.

Revista Galileu, ed. 384, mar. 2024.

O termo “Entretanto”, destacado no último parágrafo, pode ser substituído, sem prejuízo de sentido, por:

Alternativas
Ano: 2024 Banca: NC-UFPR Órgão: Prefeitura de Campo Magro - PR Provas: NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor de Educação Infantil (40h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Farmacêutico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Procurador Municipal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pediatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Cardiologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Veterinário | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Enfermeiro | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Psicólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Agrônomo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Nutricionista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Civil | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fonoaudiólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Psiquiatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Reumatologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fisioterapeuta | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Odontólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Florestal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico da Família | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pneumologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Assistente Social | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor (20h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Contador |
Q2586563 Português

O texto a seguir é referência para as questões 01 a 10.

O destino de ser mãe

A concepção e o valor da maternidade foram se transformando ao longo da história — e a ciência teve um papel fundamental nessas construções. “Não dá para falar em termos lineares e, ao longo do tempo, vemos muitas facetas de maternidade”, pontua a pesquisadora da UFPR [Marlene Tamanini]. Até a Idade Média, a maternidade era desvalorizada e as mulheres não tinham um papel de destaque na criação dos filhos. Entre os motivos que contribuíam para essa visão estavam a ênfase no poder paterno, a fragilidade física das crianças e a alta taxa de mortalidade infantil.

Durante o Renascimento (dos séculos 15 ao 17), a atenção materna às crianças começou a aparecer como valor essencial, especialmente nas classes mais abastadas. A ampliação dessas responsabilidades levou a uma crescente valorização do ideal mulher-mãe, ainda que isso não ultrapassasse o ambiente doméstico e não significasse a redução da autoridade paterna. No Ocidente, a mulher passou a ser vista como “predestinada” a ter filhos, principalmente a partir do século 18. Segundo a filósofa francesa Elisabeth Badinter, uma das mais importantes pesquisadoras da área, dois discursos diferentes confluíram para modificar a atitude da mulher em relação aos filhos: um econômico, que se apoiava em estudos demográficos demonstrando a importância do crescimento populacional para o país; e o liberalismo, que favorecia ideias de liberdade, igualdade e felicidade individual.

Para completar, um terceiro discurso, sustentado pelo desenvolvimento da biomedicina, reforçava a ideia de que era função da mulher se ocupar dos filhos. “O útero como definidor exclusivo das mulheres vira quase um fetiche dos discursos médicos. Ela passa a ser definida como um ser que se completa e se organiza no papel de mãe”, destaca Tamanini. “A maternidade entra como a solução para a vida das mulheres. Quem faz esse discurso agora é o médico, e essa construção moderna passa a ser necessária para organizar a ordem da sociedade.” [...]

Com o surgimento dos métodos contraceptivos e o avanço do movimento feminista nos anos 1960, a mulher contemporânea pode escolher não ter filhos. Entretanto, a maternidade segue um marcador social relevante. “Parece ser uma escolha individual, mas nem sempre é, porque existem muitas estruturas por trás dessa decisão. Existe uma cobrança, uma expectativa de que se não formos mães, não seremos mulheres de verdade. Às vezes ela é tão forte que faz muitas mulheres serem mães sem nem saberem por quê”, destaca a socióloga Thaís de Souza Lapa, professora adjunta da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e coordenadora do laboratório de Sociologia do Trabalho na mesma universidade. Na avaliação dela, embora atualmente consigam ocupar locais não permitidos no passado, como em cargos de chefia ou cursando ensino superior, muitas mulheres ainda são vistas como “estrangeiras” nesses espaços — e a maternidade é um dos poucos lugares onde isso não acontece.

Revista Galileu, ed. 384, mar. 2024.

Em relação aos aspectos de concordância verbal, a forma verbal “estavam”, destacada no primeiro parágrafo, foi empregada em concordância com:

Alternativas
Ano: 2024 Banca: NC-UFPR Órgão: Prefeitura de Campo Magro - PR Provas: NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor de Educação Infantil (40h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Farmacêutico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Procurador Municipal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pediatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Cardiologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Veterinário | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Enfermeiro | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Psicólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Agrônomo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Nutricionista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Civil | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fonoaudiólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Psiquiatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Reumatologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fisioterapeuta | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Odontólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Florestal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico da Família | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pneumologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Assistente Social | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor (20h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Contador |
Q2586562 Português

O texto a seguir é referência para as questões 01 a 10.

O destino de ser mãe

A concepção e o valor da maternidade foram se transformando ao longo da história — e a ciência teve um papel fundamental nessas construções. “Não dá para falar em termos lineares e, ao longo do tempo, vemos muitas facetas de maternidade”, pontua a pesquisadora da UFPR [Marlene Tamanini]. Até a Idade Média, a maternidade era desvalorizada e as mulheres não tinham um papel de destaque na criação dos filhos. Entre os motivos que contribuíam para essa visão estavam a ênfase no poder paterno, a fragilidade física das crianças e a alta taxa de mortalidade infantil.

Durante o Renascimento (dos séculos 15 ao 17), a atenção materna às crianças começou a aparecer como valor essencial, especialmente nas classes mais abastadas. A ampliação dessas responsabilidades levou a uma crescente valorização do ideal mulher-mãe, ainda que isso não ultrapassasse o ambiente doméstico e não significasse a redução da autoridade paterna. No Ocidente, a mulher passou a ser vista como “predestinada” a ter filhos, principalmente a partir do século 18. Segundo a filósofa francesa Elisabeth Badinter, uma das mais importantes pesquisadoras da área, dois discursos diferentes confluíram para modificar a atitude da mulher em relação aos filhos: um econômico, que se apoiava em estudos demográficos demonstrando a importância do crescimento populacional para o país; e o liberalismo, que favorecia ideias de liberdade, igualdade e felicidade individual.

Para completar, um terceiro discurso, sustentado pelo desenvolvimento da biomedicina, reforçava a ideia de que era função da mulher se ocupar dos filhos. “O útero como definidor exclusivo das mulheres vira quase um fetiche dos discursos médicos. Ela passa a ser definida como um ser que se completa e se organiza no papel de mãe”, destaca Tamanini. “A maternidade entra como a solução para a vida das mulheres. Quem faz esse discurso agora é o médico, e essa construção moderna passa a ser necessária para organizar a ordem da sociedade.” [...]

Com o surgimento dos métodos contraceptivos e o avanço do movimento feminista nos anos 1960, a mulher contemporânea pode escolher não ter filhos. Entretanto, a maternidade segue um marcador social relevante. “Parece ser uma escolha individual, mas nem sempre é, porque existem muitas estruturas por trás dessa decisão. Existe uma cobrança, uma expectativa de que se não formos mães, não seremos mulheres de verdade. Às vezes ela é tão forte que faz muitas mulheres serem mães sem nem saberem por quê”, destaca a socióloga Thaís de Souza Lapa, professora adjunta da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e coordenadora do laboratório de Sociologia do Trabalho na mesma universidade. Na avaliação dela, embora atualmente consigam ocupar locais não permitidos no passado, como em cargos de chefia ou cursando ensino superior, muitas mulheres ainda são vistas como “estrangeiras” nesses espaços — e a maternidade é um dos poucos lugares onde isso não acontece.

Revista Galileu, ed. 384, mar. 2024.

O trecho “sustentado pelo desenvolvimento da biomedicina”, destacado no terceiro parágrafo, exerce a função de:

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Ano: 2024 Banca: NC-UFPR Órgão: Prefeitura de Campo Magro - PR Provas: NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor de Educação Infantil (40h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Farmacêutico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Procurador Municipal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pediatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Cardiologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Veterinário | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Enfermeiro | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Psicólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Agrônomo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Nutricionista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Civil | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fonoaudiólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Psiquiatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Reumatologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fisioterapeuta | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Odontólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Florestal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico da Família | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pneumologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Assistente Social | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor (20h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Contador |
Q2586560 Português

O texto a seguir é referência para as questões 01 a 10.

O destino de ser mãe

A concepção e o valor da maternidade foram se transformando ao longo da história — e a ciência teve um papel fundamental nessas construções. “Não dá para falar em termos lineares e, ao longo do tempo, vemos muitas facetas de maternidade”, pontua a pesquisadora da UFPR [Marlene Tamanini]. Até a Idade Média, a maternidade era desvalorizada e as mulheres não tinham um papel de destaque na criação dos filhos. Entre os motivos que contribuíam para essa visão estavam a ênfase no poder paterno, a fragilidade física das crianças e a alta taxa de mortalidade infantil.

Durante o Renascimento (dos séculos 15 ao 17), a atenção materna às crianças começou a aparecer como valor essencial, especialmente nas classes mais abastadas. A ampliação dessas responsabilidades levou a uma crescente valorização do ideal mulher-mãe, ainda que isso não ultrapassasse o ambiente doméstico e não significasse a redução da autoridade paterna. No Ocidente, a mulher passou a ser vista como “predestinada” a ter filhos, principalmente a partir do século 18. Segundo a filósofa francesa Elisabeth Badinter, uma das mais importantes pesquisadoras da área, dois discursos diferentes confluíram para modificar a atitude da mulher em relação aos filhos: um econômico, que se apoiava em estudos demográficos demonstrando a importância do crescimento populacional para o país; e o liberalismo, que favorecia ideias de liberdade, igualdade e felicidade individual.

Para completar, um terceiro discurso, sustentado pelo desenvolvimento da biomedicina, reforçava a ideia de que era função da mulher se ocupar dos filhos. “O útero como definidor exclusivo das mulheres vira quase um fetiche dos discursos médicos. Ela passa a ser definida como um ser que se completa e se organiza no papel de mãe”, destaca Tamanini. “A maternidade entra como a solução para a vida das mulheres. Quem faz esse discurso agora é o médico, e essa construção moderna passa a ser necessária para organizar a ordem da sociedade.” [...]

Com o surgimento dos métodos contraceptivos e o avanço do movimento feminista nos anos 1960, a mulher contemporânea pode escolher não ter filhos. Entretanto, a maternidade segue um marcador social relevante. “Parece ser uma escolha individual, mas nem sempre é, porque existem muitas estruturas por trás dessa decisão. Existe uma cobrança, uma expectativa de que se não formos mães, não seremos mulheres de verdade. Às vezes ela é tão forte que faz muitas mulheres serem mães sem nem saberem por quê”, destaca a socióloga Thaís de Souza Lapa, professora adjunta da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e coordenadora do laboratório de Sociologia do Trabalho na mesma universidade. Na avaliação dela, embora atualmente consigam ocupar locais não permitidos no passado, como em cargos de chefia ou cursando ensino superior, muitas mulheres ainda são vistas como “estrangeiras” nesses espaços — e a maternidade é um dos poucos lugares onde isso não acontece.

Revista Galileu, ed. 384, mar. 2024.

As ideias apresentadas pelo texto deixam ver, nas entrelinhas, uma opinião sendo defendida. O recurso utilizado predominantemente no texto para marcar essa opinião é:

Alternativas
Ano: 2024 Banca: NC-UFPR Órgão: Prefeitura de Campo Magro - PR Provas: NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor de Educação Infantil (40h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Farmacêutico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Procurador Municipal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pediatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Cardiologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Veterinário | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Enfermeiro | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Psicólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Agrônomo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Nutricionista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Civil | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fonoaudiólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Psiquiatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Reumatologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fisioterapeuta | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Odontólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Florestal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico da Família | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pneumologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Assistente Social | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor (20h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Contador |
Q2586559 Português

O texto a seguir é referência para as questões 01 a 10.

O destino de ser mãe

A concepção e o valor da maternidade foram se transformando ao longo da história — e a ciência teve um papel fundamental nessas construções. “Não dá para falar em termos lineares e, ao longo do tempo, vemos muitas facetas de maternidade”, pontua a pesquisadora da UFPR [Marlene Tamanini]. Até a Idade Média, a maternidade era desvalorizada e as mulheres não tinham um papel de destaque na criação dos filhos. Entre os motivos que contribuíam para essa visão estavam a ênfase no poder paterno, a fragilidade física das crianças e a alta taxa de mortalidade infantil.

Durante o Renascimento (dos séculos 15 ao 17), a atenção materna às crianças começou a aparecer como valor essencial, especialmente nas classes mais abastadas. A ampliação dessas responsabilidades levou a uma crescente valorização do ideal mulher-mãe, ainda que isso não ultrapassasse o ambiente doméstico e não significasse a redução da autoridade paterna. No Ocidente, a mulher passou a ser vista como “predestinada” a ter filhos, principalmente a partir do século 18. Segundo a filósofa francesa Elisabeth Badinter, uma das mais importantes pesquisadoras da área, dois discursos diferentes confluíram para modificar a atitude da mulher em relação aos filhos: um econômico, que se apoiava em estudos demográficos demonstrando a importância do crescimento populacional para o país; e o liberalismo, que favorecia ideias de liberdade, igualdade e felicidade individual.

Para completar, um terceiro discurso, sustentado pelo desenvolvimento da biomedicina, reforçava a ideia de que era função da mulher se ocupar dos filhos. “O útero como definidor exclusivo das mulheres vira quase um fetiche dos discursos médicos. Ela passa a ser definida como um ser que se completa e se organiza no papel de mãe”, destaca Tamanini. “A maternidade entra como a solução para a vida das mulheres. Quem faz esse discurso agora é o médico, e essa construção moderna passa a ser necessária para organizar a ordem da sociedade.” [...]

Com o surgimento dos métodos contraceptivos e o avanço do movimento feminista nos anos 1960, a mulher contemporânea pode escolher não ter filhos. Entretanto, a maternidade segue um marcador social relevante. “Parece ser uma escolha individual, mas nem sempre é, porque existem muitas estruturas por trás dessa decisão. Existe uma cobrança, uma expectativa de que se não formos mães, não seremos mulheres de verdade. Às vezes ela é tão forte que faz muitas mulheres serem mães sem nem saberem por quê”, destaca a socióloga Thaís de Souza Lapa, professora adjunta da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e coordenadora do laboratório de Sociologia do Trabalho na mesma universidade. Na avaliação dela, embora atualmente consigam ocupar locais não permitidos no passado, como em cargos de chefia ou cursando ensino superior, muitas mulheres ainda são vistas como “estrangeiras” nesses espaços — e a maternidade é um dos poucos lugares onde isso não acontece.

Revista Galileu, ed. 384, mar. 2024.

De acordo com a ideia central do texto, embora com várias facetas, historicamente, o ideal de maternidade é:

Alternativas
Ano: 2024 Banca: NC-UFPR Órgão: Prefeitura de Campo Magro - PR Provas: NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor de Educação Infantil (40h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Farmacêutico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Procurador Municipal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pediatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Cardiologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Veterinário | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Enfermeiro | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Psicólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Agrônomo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Nutricionista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Civil | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fonoaudiólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Psiquiatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Reumatologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fisioterapeuta | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Odontólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Florestal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico da Família | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pneumologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Assistente Social | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor (20h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Contador |
Q2586558 Português

O texto a seguir é referência para as questões 01 a 10.

O destino de ser mãe

A concepção e o valor da maternidade foram se transformando ao longo da história — e a ciência teve um papel fundamental nessas construções. “Não dá para falar em termos lineares e, ao longo do tempo, vemos muitas facetas de maternidade”, pontua a pesquisadora da UFPR [Marlene Tamanini]. Até a Idade Média, a maternidade era desvalorizada e as mulheres não tinham um papel de destaque na criação dos filhos. Entre os motivos que contribuíam para essa visão estavam a ênfase no poder paterno, a fragilidade física das crianças e a alta taxa de mortalidade infantil.

Durante o Renascimento (dos séculos 15 ao 17), a atenção materna às crianças começou a aparecer como valor essencial, especialmente nas classes mais abastadas. A ampliação dessas responsabilidades levou a uma crescente valorização do ideal mulher-mãe, ainda que isso não ultrapassasse o ambiente doméstico e não significasse a redução da autoridade paterna. No Ocidente, a mulher passou a ser vista como “predestinada” a ter filhos, principalmente a partir do século 18. Segundo a filósofa francesa Elisabeth Badinter, uma das mais importantes pesquisadoras da área, dois discursos diferentes confluíram para modificar a atitude da mulher em relação aos filhos: um econômico, que se apoiava em estudos demográficos demonstrando a importância do crescimento populacional para o país; e o liberalismo, que favorecia ideias de liberdade, igualdade e felicidade individual.

Para completar, um terceiro discurso, sustentado pelo desenvolvimento da biomedicina, reforçava a ideia de que era função da mulher se ocupar dos filhos. “O útero como definidor exclusivo das mulheres vira quase um fetiche dos discursos médicos. Ela passa a ser definida como um ser que se completa e se organiza no papel de mãe”, destaca Tamanini. “A maternidade entra como a solução para a vida das mulheres. Quem faz esse discurso agora é o médico, e essa construção moderna passa a ser necessária para organizar a ordem da sociedade.” [...]

Com o surgimento dos métodos contraceptivos e o avanço do movimento feminista nos anos 1960, a mulher contemporânea pode escolher não ter filhos. Entretanto, a maternidade segue um marcador social relevante. “Parece ser uma escolha individual, mas nem sempre é, porque existem muitas estruturas por trás dessa decisão. Existe uma cobrança, uma expectativa de que se não formos mães, não seremos mulheres de verdade. Às vezes ela é tão forte que faz muitas mulheres serem mães sem nem saberem por quê”, destaca a socióloga Thaís de Souza Lapa, professora adjunta da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e coordenadora do laboratório de Sociologia do Trabalho na mesma universidade. Na avaliação dela, embora atualmente consigam ocupar locais não permitidos no passado, como em cargos de chefia ou cursando ensino superior, muitas mulheres ainda são vistas como “estrangeiras” nesses espaços — e a maternidade é um dos poucos lugares onde isso não acontece.

Revista Galileu, ed. 384, mar. 2024.

A partir das ideias apresentadas no texto, infere-se que:

Alternativas
Q2586308 Português

Depois dos 80 anos dos pais

Por Fabrício Carpinejar


  1. Depois que os pais completam oitenta anos, não se deve mais brigar com eles. Não se
  2. deve mais querer mudá-los ou ter razão. Eles são daquele jeito, entenda e respeite.
  3. Tomei essa decisão definitiva. Não discuto mais com os meus pais. Não importa o que
  4. aconteça, não importa se concordo ou discordo deles, não importa se passam pano para um
  5. irmão que errou feio, não importa se me posiciono contra a sua orientação política ou sua opinião
  6. estapafúrdia, não importa se preciso tolerar disparates do quanto o passado era melhor.
  7. Eu me calo na mais funda paciência. Não me pre_ipito, não permito que a ansiedade vire
  8. falta de tato, não aceito que a pressa desemboque na grosseria, não facilito ressentimentos.
  9. Eu transformei o meu silêncio em cuidado. Apenas observo e agradeço a bênção.
  10. Minha mãe tem 84 anos. Meu pai tem 85 anos. Nenhum desentendimento será maior do
  11. que o meu amor por eles. O amor prevalece e reina pela paz.
  12. Tudo com que eu poderia me indispor, tudo o que eu poderia apontar, tudo de que eu
  13. poderia reclamar: já fiz antes. Minha carência da infância acabou, minha revolta da adolescência
  14. findou, sou adulto para não ser mais levado pela mão nervosa da passionalidade.
  15. Agora é o momento da cristalização de nossos laços, a colheita daquilo que foi plantado,
  16. a reverência aos dois pelos exemplos oferecidos ao longo de riquíssima existência.
  17. Assim como os pais se aposentam do serviço, também merecem a aposentadoria de
  18. nossas críticas, de nossas restrições, de nossos senões.
  19. Deixo que errem, deixo que bradem, deixo que transpareçam insatisfações, deixo que
  20. xinguem as minhas limitações e meus defeitos. Eles têm o direito de ficar de mal comigo, eu não
  21. tenho mais esse privilégio.
  22. Eu me farei de louco quando eles se mostrarem estreme_idos, não aprofundarei o mal-
  23. estar, esquecerei possíveis tensões, seguirei adiante, trocarei de assunto, confiarei a eles a
  24. minha risada mais honesta de quem acolhe e reparte as imperfeições.
  25. O que me cabe é me manter próximo, atento e acessível a qualquer necessidade. Ninguém
  26. escuta pedido de socorro permanecendo longe.
  27. Darei presentes, pagarei almoços e jantares, surgirei imediatamente sempre que for
  28. chamado. Não se brinca com o tempo. Não se debocha do destino. Todo dia é uma eternidade
  29. para quem ultrapassou os oitenta anos.
  30. O que não desejo, de modo nenhum, é perdê-los durante uma ruptura emocional, estando
  31. brigado, estando sem falar com eles. A culpa costuma aparecer nas nossas distrações, o remorso
  32. se aproveita dos nossos pequenos atos egoístas de i_olamento. Uma distância momentânea hoje
  33. é fatal.
  34. Você julga que interrompeu a comunicação ocasionalmente e não percebe que se trata de
  35. um instante decisivo. Jamais vou parar de conversar com eles, jamais cairei na tentação da birra,
  36. jamais agirei com chantagem, jamais bloquearei o contato como se fosse um ex-relacionamento,
  37. jamais ignorarei alguma ligação.
  38. Não é medo da morte, é medo da vida, de não valorizar a vida que resta. Será assim até
  39. nosso último dia juntos, até sermos cobertos pela saudade.


(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/04/depois-dos-80-anos-dos-pais-clv196kic004m01dz745pake2.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o fragmento adaptado “Minha carência da infância acabou”, analise as perguntas abaixo:


Qual é a classificação do sujeito? Qual palavra representa um adjunto adnominal do sujeito? Qual é a classificação do predicado?


Assinale a alternativa que contém, correta e respectivamente, as respostas para as perguntas acima.

Alternativas
Ano: 2024 Banca: INAZ do Pará Órgão: Prefeitura de Luiz Alves - SC Provas: INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de Luiz Alves - SC - Psicólogo SME - PROVA ANULADA | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de Luiz Alves - SC - Profissional de Educação Física - PROVA ANULADA | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de Luiz Alves - SC - Farmacêutico - PROVA ANULADA | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de Luiz Alves - SC - Fiscal de Tributos - PROVA ANULADA | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de Luiz Alves - SC - Fisioterapeuta - PROVA ANULADA | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de Luiz Alves - SC - Fonoaudiólogo/SME - PROVA ANULADA | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de Luiz Alves - SC - Médico Auditor - PROVA ANULADA | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de Luiz Alves - SC - Médico Pediatra - PROVA ANULADA | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de Luiz Alves - SC - Médico Veterinário - PROVA ANULADA | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de Luiz Alves - SC - Nutricionista - PROVA ANULADA | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de Luiz Alves - SC - Orientador Social - PROVA ANULADA | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de Luiz Alves - SC - Odontólogo 40H - PROVA ANULADA | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de Luiz Alves - SC - Procurador - PROVA ANULADA | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de Luiz Alves - SC - Professor de Ciências - PROVA ANULADA | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de Luiz Alves - SC - Professor de Educação Física - PROVA ANULADA | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de Luiz Alves - SC - Professor de Educação Infantil - PROVA ANULADA | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de Luiz Alves - SC - Profissional de Educação Física SMS - PROVA ANULADA | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de Luiz Alves - SC - Psicólogo SMS e SMDAS - PROVA ANULADA | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de Luiz Alves - SC - Professor de Ensino Religioso - PROVA ANULADA | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de Luiz Alves - SC - Professor de Matemática - PROVA ANULADA | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de Luiz Alves - SC - Professor de História - PROVA ANULADA | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de Luiz Alves - SC - Psicopedagogo - PROVA ANULADA | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de Luiz Alves - SC - Professor de Língua Portuguesa - PROVA ANULADA | INAZ do Pará - 2024 - Prefeitura de Luiz Alves - SC - Professor de Geografia - PROVA ANULADA |
Q2582336 Português

Complete a frase com o verbo adequado: "Ele gostava __________ música clássica."

Alternativas
Q2581735 Português

Qual das alternativas abaixo apresenta uma construção sintaticamente correta?

Alternativas
Respostas
4041: D
4042: A
4043: A
4044: A
4045: D
4046: B
4047: C
4048: C
4049: E
4050: A
4051: E
4052: B
4053: D
4054: B
4055: A
4056: B
4057: A
4058: A
4059: C
4060: A