Questões de Concurso Sobre português para psicólogo

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Q3188171 Português

A questão diz respeito ao texto. Leia-o atentamente antes de respondê-la.



Q1_9.png (336×473)

Assinale a alternativa com a relação INCORRETA entre a palavra e seu significado.
Alternativas
Q3188170 Português

A questão diz respeito ao texto. Leia-o atentamente antes de respondê-la.



Q1_9.png (336×473)

Com base na composição vocabular, aponte a alternativa com a informação CORRETA.
Alternativas
Q3188169 Português

A questão diz respeito ao texto. Leia-o atentamente antes de respondê-la.



Q1_9.png (336×473)

Assinale a alternativa que contenha a informação CORRETA sobre a estrutura composicional utilizada no texto.
Alternativas
Q3174813 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As drogas que pilotos tomam para ficarem acordados — e os dilemas que isso traz


As curiosas pastilhas estavam no bolso de um piloto nazista.


Ele foi abatido nos céus do Reino Unido durante um bombardeio na Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Com ele, estava o seu estoque de metanfetamina.


Na época, esta substância era a preferida da Luftwaffe (a força aérea da Alemanha nazista) para combater a fadiga dos aviadores. Era chamada de "sal dos pilotos", porque seu consumo era liberado.


Os Aliados suspeitavam do seu uso, mas não tinham certeza − até então.


Aqueles souvenirs farmacológicos foram rapidamente enviados para testes e, logo depois, os britânicos já desenvolviam sua própria versão. O resultado foi um estimulante amplamente distribuído, que possibilitou centenas de missões noturnas em toda a Europa.


Mas era apenas o começo.


Durante a Guerra do Golfo (1990-1991), uma droga relacionada, a dextroanfetamina, voltou a ganhar popularidade. Ela foi consumida pela maioria dos pilotos combatentes que conduziram os bombardeios iniciais sobre as forças iraquianas no Kuwait.


Atualmente, os oficiais da aeronáutica americana ainda consomem a pílula para resolver o mesmo problema: a fadiga dos pilotos, que pode afetar os aviadores em missões longas e comprometer sua segurança.


Mas existe um porém. As anfetaminas podem ser altamente viciantes − e houve grandes abusos já nos anos 1940. Por isso, nos últimos anos, as organizações militares vêm procurando opções para substituí-las.


Uma delas é o modafinil, um estimulante desenvolvido originalmente para o tratamento de narcolepsia e excesso de sonolência diurna nos anos 1970.


Não levou muito tempo para as pessoas descobrirem que, além de ajudar a evitar que as pessoas adormeçam, a droga pode ter outros efeitos poderosos.


Demonstrou-se que a medicação melhora a orientação espacial, o reconhecimento de padrões e a memória de trabalho, além de aumentar o desempenho cognitivo geral, o estado de alerta e a vigilância em situações de fadiga extrema.


O modafinil também tem suas desvantagens. Seus efeitos colaterais podem incluir suor, dores de cabeça latejantes e até alucinações. Mesmo com esses riscos, em certas circunstâncias, a droga pode ser um auxiliar formidável para quem precisa ficar acordado.


Em um estudo inicial, o modafinil manteve pessoas acordadas por até 64 horas de atividade. Seus efeitos  foram comparáveis a 20 xícaras de café.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cxezzn82d4vo  

Em relação ao texto, marque a alternativa incorreta:
Alternativas
Q3167472 Português

O alívio de um diagnóstico de TDAH na vida adulta


O TDAH é um transtorno crônico do neurodesenvolvimento cujos principais sintomas incluem hiperatividade, impulsividade e desatenção. A estimativa é de que afete cerca de três por cento dos adultos.


Há uma série de razões pelas quais o TDAH é amplamente subdiagnosticado, especialmente em adultos. O transtorno geralmente é diagnosticado na infância e a descoberta precoce leva a melhores resultados.


É comum que adultos com TDAH não diagnosticado passem a vida inteira mascarando seus comportamentos. E a maioria das pessoas com esse sintoma também apresenta outros transtornos de neurodesenvolvimento ou mentais, o que dificulta o diagnóstico.


 O subdiagnóstico é provável especialmente no caso de meninas, mulheres e minorias raciais, por razões que incluem rótulos inadequados que acompanham os estereótipos.


"A maior parte das pesquisas sobre TDAH é feita em homens", diz Annette Björk, professora de ciências da saúde da Universidade de Londres, com formação em enfermagem voltada para saúde mental.


Mudanças de vida podem desencadear a consciência do TDAH em adultos. Um exemplo é a gravidez com seus desequilíbrios hormonais e estresse. Às vezes, os pais cujos filhos são diagnosticados com TDAH percebem que eles próprios apresentam sintomas do transtorno, diz Björk. No entanto, eles podem não se sentir prejudicados por isso.


Em geral, pacientes e pesquisadores enfatizam os vários benefícios de um diagnóstico preciso de TDAH na vida adulta.


Adultos recém-diagnosticados mencionam a retirada de um peso enorme das costas, e como o tratamento facilita as atividades cotidianas.


Björk trabalhou com pacientes que só foram diagnosticados com TDAH após os cinquenta anos. Ela afirma que até mesmo indivíduos em idade avançada obtêm um autoconhecimento valioso a partir de um diagnóstico de TDAH.


A professora observou que a compreensão e o apoio voltado a adultos com TDAH salvam vidas. Pessoas com esse transtorno têm menor expectativa de vida devido a suicídios, acidentes, uso de substâncias e outros problemas de saúde.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cwyl6gzrn06o.adaptado.

A maior parte das pesquisas sobre TDAH é feita em homens, diz Annette.


Assinale a opção correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase.

Alternativas
Q3167470 Português

O alívio de um diagnóstico de TDAH na vida adulta


O TDAH é um transtorno crônico do neurodesenvolvimento cujos principais sintomas incluem hiperatividade, impulsividade e desatenção. A estimativa é de que afete cerca de três por cento dos adultos.


Há uma série de razões pelas quais o TDAH é amplamente subdiagnosticado, especialmente em adultos. O transtorno geralmente é diagnosticado na infância e a descoberta precoce leva a melhores resultados.


É comum que adultos com TDAH não diagnosticado passem a vida inteira mascarando seus comportamentos. E a maioria das pessoas com esse sintoma também apresenta outros transtornos de neurodesenvolvimento ou mentais, o que dificulta o diagnóstico.


 O subdiagnóstico é provável especialmente no caso de meninas, mulheres e minorias raciais, por razões que incluem rótulos inadequados que acompanham os estereótipos.


"A maior parte das pesquisas sobre TDAH é feita em homens", diz Annette Björk, professora de ciências da saúde da Universidade de Londres, com formação em enfermagem voltada para saúde mental.


Mudanças de vida podem desencadear a consciência do TDAH em adultos. Um exemplo é a gravidez com seus desequilíbrios hormonais e estresse. Às vezes, os pais cujos filhos são diagnosticados com TDAH percebem que eles próprios apresentam sintomas do transtorno, diz Björk. No entanto, eles podem não se sentir prejudicados por isso.


Em geral, pacientes e pesquisadores enfatizam os vários benefícios de um diagnóstico preciso de TDAH na vida adulta.


Adultos recém-diagnosticados mencionam a retirada de um peso enorme das costas, e como o tratamento facilita as atividades cotidianas.


Björk trabalhou com pacientes que só foram diagnosticados com TDAH após os cinquenta anos. Ela afirma que até mesmo indivíduos em idade avançada obtêm um autoconhecimento valioso a partir de um diagnóstico de TDAH.


A professora observou que a compreensão e o apoio voltado a adultos com TDAH salvam vidas. Pessoas com esse transtorno têm menor expectativa de vida devido a suicídios, acidentes, uso de substâncias e outros problemas de saúde.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cwyl6gzrn06o.adaptado.

É comum que adultos com TDAH não diagnosticado passem a vida inteira 'mascarando' seus comportamentos.


Na frase em questão, o vocábulo destacado foi utilizado no sentido:

Alternativas
Q3167469 Português

O alívio de um diagnóstico de TDAH na vida adulta


O TDAH é um transtorno crônico do neurodesenvolvimento cujos principais sintomas incluem hiperatividade, impulsividade e desatenção. A estimativa é de que afete cerca de três por cento dos adultos.


Há uma série de razões pelas quais o TDAH é amplamente subdiagnosticado, especialmente em adultos. O transtorno geralmente é diagnosticado na infância e a descoberta precoce leva a melhores resultados.


É comum que adultos com TDAH não diagnosticado passem a vida inteira mascarando seus comportamentos. E a maioria das pessoas com esse sintoma também apresenta outros transtornos de neurodesenvolvimento ou mentais, o que dificulta o diagnóstico.


 O subdiagnóstico é provável especialmente no caso de meninas, mulheres e minorias raciais, por razões que incluem rótulos inadequados que acompanham os estereótipos.


"A maior parte das pesquisas sobre TDAH é feita em homens", diz Annette Björk, professora de ciências da saúde da Universidade de Londres, com formação em enfermagem voltada para saúde mental.


Mudanças de vida podem desencadear a consciência do TDAH em adultos. Um exemplo é a gravidez com seus desequilíbrios hormonais e estresse. Às vezes, os pais cujos filhos são diagnosticados com TDAH percebem que eles próprios apresentam sintomas do transtorno, diz Björk. No entanto, eles podem não se sentir prejudicados por isso.


Em geral, pacientes e pesquisadores enfatizam os vários benefícios de um diagnóstico preciso de TDAH na vida adulta.


Adultos recém-diagnosticados mencionam a retirada de um peso enorme das costas, e como o tratamento facilita as atividades cotidianas.


Björk trabalhou com pacientes que só foram diagnosticados com TDAH após os cinquenta anos. Ela afirma que até mesmo indivíduos em idade avançada obtêm um autoconhecimento valioso a partir de um diagnóstico de TDAH.


A professora observou que a compreensão e o apoio voltado a adultos com TDAH salvam vidas. Pessoas com esse transtorno têm menor expectativa de vida devido a suicídios, acidentes, uso de substâncias e outros problemas de saúde.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cwyl6gzrn06o.adaptado.

O transtorno geralmente é diagnosticado na infância e a descoberta precoce leva a melhores resultados.


É correto afirmar que, nesta frase:



Alternativas
Q3164827 Português
Aponte a alternativa em que ocorre oração é subordinada adjetiva:
Alternativas
Q3164826 Português
De acordo com as orações em destaque, qual a que é classificada em oração coordenada sindética adversativa? Indique-a:
Alternativas
Q3164825 Português
Das alternativas abaixo, qual a que o verbo destacado é transitivo direto e indireto:
Alternativas
Q3164824 Português
Classifique as palavras destacadas, assinalando A para advérbios, B para preposições e C para conjunções:

( ) “Durante séculos pensei que a guerra fosse o desvio e a paz a rota” ( Afonso Romano de Sant’Anna)
( ) “Todo caminho que trilhamos pela primeira vez é muito mais longo do que o mesmo caminho quando já o conhecemos”.
( ) “O mais importante e bonito, no mundo, é que as pessoas não estão sempre iguais – ainda não foram terminadas – mas que elas estão sempre mudando”.
( ) “Na medida em que aprendemos de nossos erros, nosso conhecimento aumenta, mesmo que jamais possamos alcançar a certeza do saber”.
( ) “E quando você me envolver nos seus braços serenos, eu vou me rende“

Assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3164823 Português
Analise as frases a seguir e identifique aquela que está empregada na voz passiva sintética. Indique-a: 
Alternativas
Q3164822 Português
Nas frases a seguir, classifique os termos destacados em: 

1 – Pronome relativo 
2 – Pronome indefinido
3 – Pronome demonstrativo 
4 – Pronome interrogativo

( )“Aquele peru comido a sós, redescobria em cada um o que a quotidianidade abafara por completo ...” ( Mário de Andrade)
( ) “Estas são as ferramentas de que necessito 
( ) Livro algum faz referência a este episódio. 
( ) “Ela sorriu. Estava agora muito sobressaltada. A cada momento olhava o relógio”. (Eça de Queiroz)
( ) Gostaria muito de saber quem fez isso.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3164821 Português

O TAPETE PERSA


    Comprou um tapete, colocou no imenso living e ficou olhando. Mal se podia pisar com um pouco mais de firmeza, o dono do tapete perdia logo o fio de conversa. Se por acaso um amigo acendia um cigarro, ah, isso não, meu velho, tenha santa paciência, mas vá fumar lá fora, na varanda, isso aqui é tapete pra muito luxo, me custou os tubos, da Pérsia ali no duro, se me cai uma brasinha no chão eu lhe mando a mão na cara, desculpe a franqueza, mas comigo é assim, mais vale prevenir que remediar.

    A mulher já nem podia receber em sua casa uma visita de cerimônia, porque logo de entrada ele ia avisando:

    - Vai limpar o pezinho aí no capacho, não vai? Tapete novo ali na sala, coisa pra muito luxo, a senhora compreende... Preço de automóvel!

    Quem, pelo preço de um tapete, compra um automóvel hoje em dia? Era o que ele pensava, quando se meteu no seu com toda a família e foi passar o verão em Petrópolis. Recomendara à empregada cuidados especiais com o tapete. A mulher sugeria enrolá-lo, mas onde colocar um canudinho de três metros de comprimento, quatro se enrolasse ao comprido? E poderia estragar-se, pois os tapetes, ainda que persas, foram feitos para ficar estendidos. Estava feliz: nem todos podem ter um tapete persa. Para muita gente era um ideal na vida.

    Um belo dia a empregada descobriu, com pavor, que o tapete apresentava aqui e ali pequenas manchas de mofo. Abriu todo o apartamento, mas não satisfeita, resolveu dependurar o tapete na amurada da varanda para que apanhasse sol.

    Ora, acontecia morar no apartamento de baixo um americano que invariavelmente chegava bêbado todas as noites e ainda bebia um pouco antes de dormir, mais um pouco ao levantar-se. Naquele dia, tendo o tapete obstruído por completo sua janela, cuidou ao acordar que ainda era noite e voltou para cama. Afinal, cansado de dormir, acendeu a luz e olhou o relógio: duas horas. Não poderia estar tão bêbado assim – convenhamos que às duas horas da tarde o dia já devia pelo menos

    Ter começado a clarear. Ou passara o dia todo dormindo e seriam duas horas da noite?

    Avançou pela janela e deu de cara com o tapete. Vendo que não conseguia olhar para fora, voltou-se, resignado, sem buscar explicação. Buscou antes uma faca e meteu-a no tapete como no ventre de um peixe, abrindo-o de alto a baixo. Depois enfiou a cabeça pelo rombo para ver se lá fora era noite ou dia. Infelizmente era dia. Não se conformando, puxou com violência o tapete e quando afinal acabou de recolhê-lo, deixou que tombasse no espaço e fosse cair lá embaixo, sobre as obras de um edifício em princípio de construção.

    Muitos que viram se assustaram. Houve quem pensasse que o prédio estava vindo para baixo. Caiu uma “coisa” lá de cima! – Vários gritaram, apontando. O que foi? Alguém se atirou lá de cima? Uma mulher se atirou lá de cima!

    - Nós mal começamos e este aqui já está mandando mobília – comentou um operário da construção, contemplando o tapete. 

    Enfim, não é todo dia que caem tapetes persas, das janelas dos apartamentos, pelo menos naquela rua. Alguns curiosos se ajuntaram, enquanto não se chamava a assistência. A empregada apareceu desvairada, e ao ver o tapete no chão enlameado, botou as mãos na cabeça e a boca no mundo.:

    - Nossa Senhora, meu patrãozinho me mata!

    No dia seguinte era o patrãozinho que, descendo de Petrópolis, ia ao apartamento de baixo disposto a matar o primeiro americano. No que disse yes, foi-lhe metendo o braço.

    -Just a moment! Just a moment! – berrava o americano, se defendendo. - No fala portuguese! Must be some mistake! 

    - Misteique é a mãe – dizia o dono do tapete, enfurecido. Não satisfeito, pôs-se a quebrar coisa no apartamento do outro. Pouco havia que quebrar, além de uma garrafa de “Four Roses”, já vazia.

    Afinal, mais calmo, preveniu:

    - No fala portuguese mas pegar tapete, tá bem? Olha aqui, ô gringo, to pay my tâpet, morou?

    - Let’s have a drink – propôs o americano.


(Elenco de Cronistas Modernos. Editora Sabiá, Rio de Janeiro. 1972)

Em: “Quem, pelo preço de um tapete, compra um automóvel hoje em dia? Era o que ele pensava, quando se meteu no seu com toda a família e foi passar o verão em Petrópolis.”. indique a alternativa que representa, em que tempo estão empregadas as formas verbais em destaque:
Alternativas
Q3164820 Português

O TAPETE PERSA


    Comprou um tapete, colocou no imenso living e ficou olhando. Mal se podia pisar com um pouco mais de firmeza, o dono do tapete perdia logo o fio de conversa. Se por acaso um amigo acendia um cigarro, ah, isso não, meu velho, tenha santa paciência, mas vá fumar lá fora, na varanda, isso aqui é tapete pra muito luxo, me custou os tubos, da Pérsia ali no duro, se me cai uma brasinha no chão eu lhe mando a mão na cara, desculpe a franqueza, mas comigo é assim, mais vale prevenir que remediar.

    A mulher já nem podia receber em sua casa uma visita de cerimônia, porque logo de entrada ele ia avisando:

    - Vai limpar o pezinho aí no capacho, não vai? Tapete novo ali na sala, coisa pra muito luxo, a senhora compreende... Preço de automóvel!

    Quem, pelo preço de um tapete, compra um automóvel hoje em dia? Era o que ele pensava, quando se meteu no seu com toda a família e foi passar o verão em Petrópolis. Recomendara à empregada cuidados especiais com o tapete. A mulher sugeria enrolá-lo, mas onde colocar um canudinho de três metros de comprimento, quatro se enrolasse ao comprido? E poderia estragar-se, pois os tapetes, ainda que persas, foram feitos para ficar estendidos. Estava feliz: nem todos podem ter um tapete persa. Para muita gente era um ideal na vida.

    Um belo dia a empregada descobriu, com pavor, que o tapete apresentava aqui e ali pequenas manchas de mofo. Abriu todo o apartamento, mas não satisfeita, resolveu dependurar o tapete na amurada da varanda para que apanhasse sol.

    Ora, acontecia morar no apartamento de baixo um americano que invariavelmente chegava bêbado todas as noites e ainda bebia um pouco antes de dormir, mais um pouco ao levantar-se. Naquele dia, tendo o tapete obstruído por completo sua janela, cuidou ao acordar que ainda era noite e voltou para cama. Afinal, cansado de dormir, acendeu a luz e olhou o relógio: duas horas. Não poderia estar tão bêbado assim – convenhamos que às duas horas da tarde o dia já devia pelo menos

    Ter começado a clarear. Ou passara o dia todo dormindo e seriam duas horas da noite?

    Avançou pela janela e deu de cara com o tapete. Vendo que não conseguia olhar para fora, voltou-se, resignado, sem buscar explicação. Buscou antes uma faca e meteu-a no tapete como no ventre de um peixe, abrindo-o de alto a baixo. Depois enfiou a cabeça pelo rombo para ver se lá fora era noite ou dia. Infelizmente era dia. Não se conformando, puxou com violência o tapete e quando afinal acabou de recolhê-lo, deixou que tombasse no espaço e fosse cair lá embaixo, sobre as obras de um edifício em princípio de construção.

    Muitos que viram se assustaram. Houve quem pensasse que o prédio estava vindo para baixo. Caiu uma “coisa” lá de cima! – Vários gritaram, apontando. O que foi? Alguém se atirou lá de cima? Uma mulher se atirou lá de cima!

    - Nós mal começamos e este aqui já está mandando mobília – comentou um operário da construção, contemplando o tapete. 

    Enfim, não é todo dia que caem tapetes persas, das janelas dos apartamentos, pelo menos naquela rua. Alguns curiosos se ajuntaram, enquanto não se chamava a assistência. A empregada apareceu desvairada, e ao ver o tapete no chão enlameado, botou as mãos na cabeça e a boca no mundo.:

    - Nossa Senhora, meu patrãozinho me mata!

    No dia seguinte era o patrãozinho que, descendo de Petrópolis, ia ao apartamento de baixo disposto a matar o primeiro americano. No que disse yes, foi-lhe metendo o braço.

    -Just a moment! Just a moment! – berrava o americano, se defendendo. - No fala portuguese! Must be some mistake! 

    - Misteique é a mãe – dizia o dono do tapete, enfurecido. Não satisfeito, pôs-se a quebrar coisa no apartamento do outro. Pouco havia que quebrar, além de uma garrafa de “Four Roses”, já vazia.

    Afinal, mais calmo, preveniu:

    - No fala portuguese mas pegar tapete, tá bem? Olha aqui, ô gringo, to pay my tâpet, morou?

    - Let’s have a drink – propôs o americano.


(Elenco de Cronistas Modernos. Editora Sabiá, Rio de Janeiro. 1972)

Analise a proposta final do americano: Let’s have a dirnk (vamos beber alguma coisa)

I - Vale por um assentimento
II - Corresponde a confissão de sua culpa.
III – Revela total interesse pelo drama do brasileiro.
IV - Demonstra seu apreço pelo vizinho brasileiro
V – Mostra seu conhecimento pelo valor do objeto destruído.

Assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3164819 Português

O TAPETE PERSA


    Comprou um tapete, colocou no imenso living e ficou olhando. Mal se podia pisar com um pouco mais de firmeza, o dono do tapete perdia logo o fio de conversa. Se por acaso um amigo acendia um cigarro, ah, isso não, meu velho, tenha santa paciência, mas vá fumar lá fora, na varanda, isso aqui é tapete pra muito luxo, me custou os tubos, da Pérsia ali no duro, se me cai uma brasinha no chão eu lhe mando a mão na cara, desculpe a franqueza, mas comigo é assim, mais vale prevenir que remediar.

    A mulher já nem podia receber em sua casa uma visita de cerimônia, porque logo de entrada ele ia avisando:

    - Vai limpar o pezinho aí no capacho, não vai? Tapete novo ali na sala, coisa pra muito luxo, a senhora compreende... Preço de automóvel!

    Quem, pelo preço de um tapete, compra um automóvel hoje em dia? Era o que ele pensava, quando se meteu no seu com toda a família e foi passar o verão em Petrópolis. Recomendara à empregada cuidados especiais com o tapete. A mulher sugeria enrolá-lo, mas onde colocar um canudinho de três metros de comprimento, quatro se enrolasse ao comprido? E poderia estragar-se, pois os tapetes, ainda que persas, foram feitos para ficar estendidos. Estava feliz: nem todos podem ter um tapete persa. Para muita gente era um ideal na vida.

    Um belo dia a empregada descobriu, com pavor, que o tapete apresentava aqui e ali pequenas manchas de mofo. Abriu todo o apartamento, mas não satisfeita, resolveu dependurar o tapete na amurada da varanda para que apanhasse sol.

    Ora, acontecia morar no apartamento de baixo um americano que invariavelmente chegava bêbado todas as noites e ainda bebia um pouco antes de dormir, mais um pouco ao levantar-se. Naquele dia, tendo o tapete obstruído por completo sua janela, cuidou ao acordar que ainda era noite e voltou para cama. Afinal, cansado de dormir, acendeu a luz e olhou o relógio: duas horas. Não poderia estar tão bêbado assim – convenhamos que às duas horas da tarde o dia já devia pelo menos

    Ter começado a clarear. Ou passara o dia todo dormindo e seriam duas horas da noite?

    Avançou pela janela e deu de cara com o tapete. Vendo que não conseguia olhar para fora, voltou-se, resignado, sem buscar explicação. Buscou antes uma faca e meteu-a no tapete como no ventre de um peixe, abrindo-o de alto a baixo. Depois enfiou a cabeça pelo rombo para ver se lá fora era noite ou dia. Infelizmente era dia. Não se conformando, puxou com violência o tapete e quando afinal acabou de recolhê-lo, deixou que tombasse no espaço e fosse cair lá embaixo, sobre as obras de um edifício em princípio de construção.

    Muitos que viram se assustaram. Houve quem pensasse que o prédio estava vindo para baixo. Caiu uma “coisa” lá de cima! – Vários gritaram, apontando. O que foi? Alguém se atirou lá de cima? Uma mulher se atirou lá de cima!

    - Nós mal começamos e este aqui já está mandando mobília – comentou um operário da construção, contemplando o tapete. 

    Enfim, não é todo dia que caem tapetes persas, das janelas dos apartamentos, pelo menos naquela rua. Alguns curiosos se ajuntaram, enquanto não se chamava a assistência. A empregada apareceu desvairada, e ao ver o tapete no chão enlameado, botou as mãos na cabeça e a boca no mundo.:

    - Nossa Senhora, meu patrãozinho me mata!

    No dia seguinte era o patrãozinho que, descendo de Petrópolis, ia ao apartamento de baixo disposto a matar o primeiro americano. No que disse yes, foi-lhe metendo o braço.

    -Just a moment! Just a moment! – berrava o americano, se defendendo. - No fala portuguese! Must be some mistake! 

    - Misteique é a mãe – dizia o dono do tapete, enfurecido. Não satisfeito, pôs-se a quebrar coisa no apartamento do outro. Pouco havia que quebrar, além de uma garrafa de “Four Roses”, já vazia.

    Afinal, mais calmo, preveniu:

    - No fala portuguese mas pegar tapete, tá bem? Olha aqui, ô gringo, to pay my tâpet, morou?

    - Let’s have a drink – propôs o americano.


(Elenco de Cronistas Modernos. Editora Sabiá, Rio de Janeiro. 1972)

De acordo com o texto, no parágrafo 7, o americano destruiu o precioso tapete:
Alternativas
Q3164818 Português

O TAPETE PERSA


    Comprou um tapete, colocou no imenso living e ficou olhando. Mal se podia pisar com um pouco mais de firmeza, o dono do tapete perdia logo o fio de conversa. Se por acaso um amigo acendia um cigarro, ah, isso não, meu velho, tenha santa paciência, mas vá fumar lá fora, na varanda, isso aqui é tapete pra muito luxo, me custou os tubos, da Pérsia ali no duro, se me cai uma brasinha no chão eu lhe mando a mão na cara, desculpe a franqueza, mas comigo é assim, mais vale prevenir que remediar.

    A mulher já nem podia receber em sua casa uma visita de cerimônia, porque logo de entrada ele ia avisando:

    - Vai limpar o pezinho aí no capacho, não vai? Tapete novo ali na sala, coisa pra muito luxo, a senhora compreende... Preço de automóvel!

    Quem, pelo preço de um tapete, compra um automóvel hoje em dia? Era o que ele pensava, quando se meteu no seu com toda a família e foi passar o verão em Petrópolis. Recomendara à empregada cuidados especiais com o tapete. A mulher sugeria enrolá-lo, mas onde colocar um canudinho de três metros de comprimento, quatro se enrolasse ao comprido? E poderia estragar-se, pois os tapetes, ainda que persas, foram feitos para ficar estendidos. Estava feliz: nem todos podem ter um tapete persa. Para muita gente era um ideal na vida.

    Um belo dia a empregada descobriu, com pavor, que o tapete apresentava aqui e ali pequenas manchas de mofo. Abriu todo o apartamento, mas não satisfeita, resolveu dependurar o tapete na amurada da varanda para que apanhasse sol.

    Ora, acontecia morar no apartamento de baixo um americano que invariavelmente chegava bêbado todas as noites e ainda bebia um pouco antes de dormir, mais um pouco ao levantar-se. Naquele dia, tendo o tapete obstruído por completo sua janela, cuidou ao acordar que ainda era noite e voltou para cama. Afinal, cansado de dormir, acendeu a luz e olhou o relógio: duas horas. Não poderia estar tão bêbado assim – convenhamos que às duas horas da tarde o dia já devia pelo menos

    Ter começado a clarear. Ou passara o dia todo dormindo e seriam duas horas da noite?

    Avançou pela janela e deu de cara com o tapete. Vendo que não conseguia olhar para fora, voltou-se, resignado, sem buscar explicação. Buscou antes uma faca e meteu-a no tapete como no ventre de um peixe, abrindo-o de alto a baixo. Depois enfiou a cabeça pelo rombo para ver se lá fora era noite ou dia. Infelizmente era dia. Não se conformando, puxou com violência o tapete e quando afinal acabou de recolhê-lo, deixou que tombasse no espaço e fosse cair lá embaixo, sobre as obras de um edifício em princípio de construção.

    Muitos que viram se assustaram. Houve quem pensasse que o prédio estava vindo para baixo. Caiu uma “coisa” lá de cima! – Vários gritaram, apontando. O que foi? Alguém se atirou lá de cima? Uma mulher se atirou lá de cima!

    - Nós mal começamos e este aqui já está mandando mobília – comentou um operário da construção, contemplando o tapete. 

    Enfim, não é todo dia que caem tapetes persas, das janelas dos apartamentos, pelo menos naquela rua. Alguns curiosos se ajuntaram, enquanto não se chamava a assistência. A empregada apareceu desvairada, e ao ver o tapete no chão enlameado, botou as mãos na cabeça e a boca no mundo.:

    - Nossa Senhora, meu patrãozinho me mata!

    No dia seguinte era o patrãozinho que, descendo de Petrópolis, ia ao apartamento de baixo disposto a matar o primeiro americano. No que disse yes, foi-lhe metendo o braço.

    -Just a moment! Just a moment! – berrava o americano, se defendendo. - No fala portuguese! Must be some mistake! 

    - Misteique é a mãe – dizia o dono do tapete, enfurecido. Não satisfeito, pôs-se a quebrar coisa no apartamento do outro. Pouco havia que quebrar, além de uma garrafa de “Four Roses”, já vazia.

    Afinal, mais calmo, preveniu:

    - No fala portuguese mas pegar tapete, tá bem? Olha aqui, ô gringo, to pay my tâpet, morou?

    - Let’s have a drink – propôs o americano.


(Elenco de Cronistas Modernos. Editora Sabiá, Rio de Janeiro. 1972)

Assinale as afirmativas abaixo, o que significava para o dono, possuir um tapete persa:
Alternativas
Q3144193 Português
Indique a alternativa em que o trecho destacado corresponde a uma oração subordinada adjetiva.
Alternativas
Q3142688 Português
Assinalar a alternativa que apresenta a correção para o erro de construção do trecho a seguir.

Há muitos anos, diversos pesquisadores vêm estudando o comportamento dos felinos e não se sabe ainda o por quê de certas atitudes desses animais.
Alternativas
Respostas
3261: A
3262: B
3263: E
3264: C
3265: B
3266: A
3267: C
3268: A
3269: D
3270: C
3271: B
3272: D
3273: B
3274: D
3275: E
3276: E
3277: D
3278: C
3279: D
3280: A