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Q3352664 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os mapas sonoros que protegem onça-pintada


As cataratas do Iguaçu ficam na Floresta Atlântica do Alto Paraná. No lado brasileiro, fica o Parque Nacional do Iguaçu. E, no lado oposto, o Parque Nacional Iguazú, na Argentina.


A região abriga mais de duas mil espécies de plantas e uma imensa variedade de animais, incluindo a tão popular onça-pintada.


Para os mais de um milhão de turistas que visitam o local todos os anos, o cenário parece apenas uma amostra de uma área que seria imensa e repleta de biodiversidade.


Mas, para as pessoas que conhecem bem a região, como a bióloga Yara de Melo Barros, os dois parques nacionais da região das cataratas, na verdade, são apenas "uma ilha de vida em meio ao desmatamento".


Barros é coordenadora do projeto de conservação da onça-pintada chamado Onças do Iguaçu.


Atualmente, a onça-pintada enfrenta ameaça em quase todo o seu habitat, que vai do sudoeste dos Estados Unidos até o norte da Argentina. Um estudo da Cites − a Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e da Flora Selvagem − indica que essas ameaças aumentam.


À medida que se ampliam o desmatamento, as incursões das estradas e da agricultura na floresta, a quantidade de presas diminui e os caçadores ilegais ganham cada vez mais acesso às áreas mais remotas.


"A caça precisa ser controlada com urgência" afirma Barros. "Os caçadores entram para caçar outros animais e matam a onça-pintada também."


Evitar a caça ilegal de qualquer criatura não é uma tarefa fácil, especialmente quando os parques mantêm relativamente poucos funcionários, frequentemente responsáveis pelo patrulhamento de grandes áreas.


Por isso, os pesquisadores e os funcionários dos parques da região das cataratas passaram a explorar novos meios na prevenção onde agem os caçadores ilegais e buscam ajuda em novas tecnologias de mapeamento. 


No início dos anos 2000, os guarda-parques ainda preenchiam relatórios de campo manualmente, segundo Cecilia Belloni. Ela trabalha há muito tempo como guarda-parque na fronteira leste do Parque Nacional Iguazú, na Argentina.


"Agora, usamos telefones via satélite na floresta, além do sistema Smart e do Sistema de Informações Geográficas Quantum para análises espaciais", explica Belloni.


Segundo ela, "os Sistemas de Informações Geográficas aumentam a eficiência das patrulhas dos guarda-parques", pois permitem que as equipes florestais registrem melhor os dados e quantifiquem qualquer informação relevante.


Esses dados incluem desde incêndios até desmatamento e mudanças do uso da terra, dentro e fora das áreas protegidas.


O aplicativo Smart nos celulares e tablets ajuda os guarda-parques a selecionar e padronizar todos os novos dados registrados. Esse software de código aberto e suas ferramentas de análise foram especialmente projetados para auxiliar os gerentes de conservação no seu trabalho de vigilância.


O aplicativo foi disponibilizado para os guarda-parques argentinos pela primeira vez em 2014, durante uma viagem de treinamento para a Tailândia, e foi testado em seguida no Parque Nacional Iguazú.


Lizarraga explica que, ao registrar fotos geolocalizadas de cada cápsula de munição encontrada, os guarda-parques definem uma trilha de caça.


"Isso permite que eles sigam a trilha e encontrem pessoas que estão além das áreas de visitação pública", afirma ele.


Os caçadores ilegais usam árvores frutíferas como isca, segundo Belloni, como o timbó, que serve de alimento para as antas.


Marcando no software a localização dessas árvores e sua estação de frutificação, os guarda-parques planejam melhor suas patrulhas.


A APN expandirá o uso do Smart para todos os parques nacionais argentinos no início deste ano, segundo o guarda-parque Federico Rodríguez Mira, encarregado de operações do Parque Nacional Iguazú.


"A APN adquirirá equipamentos eletrônicos como smartphones e tablets resistentes a condições meteorológicas extremas para aprimorar, substancialmente, a coleta de dados de campo e auxiliar na tomada de decisões", explica ele.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ cxrkzgwz5kxo.adaptado.

Guarda-parques usam ferramentas digitais para combater a caça de animais selvagens em vários países da América Latina.

Qual das seguintes afirmações é verdadeira de acordo com o texto?
Alternativas
Q3352661 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os mapas sonoros que protegem onça-pintada


As cataratas do Iguaçu ficam na Floresta Atlântica do Alto Paraná. No lado brasileiro, fica o Parque Nacional do Iguaçu. E, no lado oposto, o Parque Nacional Iguazú, na Argentina.


A região abriga mais de duas mil espécies de plantas e uma imensa variedade de animais, incluindo a tão popular onça-pintada.


Para os mais de um milhão de turistas que visitam o local todos os anos, o cenário parece apenas uma amostra de uma área que seria imensa e repleta de biodiversidade.


Mas, para as pessoas que conhecem bem a região, como a bióloga Yara de Melo Barros, os dois parques nacionais da região das cataratas, na verdade, são apenas "uma ilha de vida em meio ao desmatamento".


Barros é coordenadora do projeto de conservação da onça-pintada chamado Onças do Iguaçu.


Atualmente, a onça-pintada enfrenta ameaça em quase todo o seu habitat, que vai do sudoeste dos Estados Unidos até o norte da Argentina. Um estudo da Cites − a Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e da Flora Selvagem − indica que essas ameaças aumentam.


À medida que se ampliam o desmatamento, as incursões das estradas e da agricultura na floresta, a quantidade de presas diminui e os caçadores ilegais ganham cada vez mais acesso às áreas mais remotas.


"A caça precisa ser controlada com urgência" afirma Barros. "Os caçadores entram para caçar outros animais e matam a onça-pintada também."


Evitar a caça ilegal de qualquer criatura não é uma tarefa fácil, especialmente quando os parques mantêm relativamente poucos funcionários, frequentemente responsáveis pelo patrulhamento de grandes áreas.


Por isso, os pesquisadores e os funcionários dos parques da região das cataratas passaram a explorar novos meios na prevenção onde agem os caçadores ilegais e buscam ajuda em novas tecnologias de mapeamento. 


No início dos anos 2000, os guarda-parques ainda preenchiam relatórios de campo manualmente, segundo Cecilia Belloni. Ela trabalha há muito tempo como guarda-parque na fronteira leste do Parque Nacional Iguazú, na Argentina.


"Agora, usamos telefones via satélite na floresta, além do sistema Smart e do Sistema de Informações Geográficas Quantum para análises espaciais", explica Belloni.


Segundo ela, "os Sistemas de Informações Geográficas aumentam a eficiência das patrulhas dos guarda-parques", pois permitem que as equipes florestais registrem melhor os dados e quantifiquem qualquer informação relevante.


Esses dados incluem desde incêndios até desmatamento e mudanças do uso da terra, dentro e fora das áreas protegidas.


O aplicativo Smart nos celulares e tablets ajuda os guarda-parques a selecionar e padronizar todos os novos dados registrados. Esse software de código aberto e suas ferramentas de análise foram especialmente projetados para auxiliar os gerentes de conservação no seu trabalho de vigilância.


O aplicativo foi disponibilizado para os guarda-parques argentinos pela primeira vez em 2014, durante uma viagem de treinamento para a Tailândia, e foi testado em seguida no Parque Nacional Iguazú.


Lizarraga explica que, ao registrar fotos geolocalizadas de cada cápsula de munição encontrada, os guarda-parques definem uma trilha de caça.


"Isso permite que eles sigam a trilha e encontrem pessoas que estão além das áreas de visitação pública", afirma ele.


Os caçadores ilegais usam árvores frutíferas como isca, segundo Belloni, como o timbó, que serve de alimento para as antas.


Marcando no software a localização dessas árvores e sua estação de frutificação, os guarda-parques planejam melhor suas patrulhas.


A APN expandirá o uso do Smart para todos os parques nacionais argentinos no início deste ano, segundo o guarda-parque Federico Rodríguez Mira, encarregado de operações do Parque Nacional Iguazú.


"A APN adquirirá equipamentos eletrônicos como smartphones e tablets resistentes a condições meteorológicas extremas para aprimorar, substancialmente, a coleta de dados de campo e auxiliar na tomada de decisões", explica ele.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ cxrkzgwz5kxo.adaptado.

A 'onça-pintada' enfrenta ameaça em quase todo o seu habitat, embora seja protegida pelos 'guarda-parques'.

Os substantivos destacados na frase são formados, respectivamente, por:
Alternativas
Q3352658 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os mapas sonoros que protegem onça-pintada


As cataratas do Iguaçu ficam na Floresta Atlântica do Alto Paraná. No lado brasileiro, fica o Parque Nacional do Iguaçu. E, no lado oposto, o Parque Nacional Iguazú, na Argentina.


A região abriga mais de duas mil espécies de plantas e uma imensa variedade de animais, incluindo a tão popular onça-pintada.


Para os mais de um milhão de turistas que visitam o local todos os anos, o cenário parece apenas uma amostra de uma área que seria imensa e repleta de biodiversidade.


Mas, para as pessoas que conhecem bem a região, como a bióloga Yara de Melo Barros, os dois parques nacionais da região das cataratas, na verdade, são apenas "uma ilha de vida em meio ao desmatamento".


Barros é coordenadora do projeto de conservação da onça-pintada chamado Onças do Iguaçu.


Atualmente, a onça-pintada enfrenta ameaça em quase todo o seu habitat, que vai do sudoeste dos Estados Unidos até o norte da Argentina. Um estudo da Cites − a Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e da Flora Selvagem − indica que essas ameaças aumentam.


À medida que se ampliam o desmatamento, as incursões das estradas e da agricultura na floresta, a quantidade de presas diminui e os caçadores ilegais ganham cada vez mais acesso às áreas mais remotas.


"A caça precisa ser controlada com urgência" afirma Barros. "Os caçadores entram para caçar outros animais e matam a onça-pintada também."


Evitar a caça ilegal de qualquer criatura não é uma tarefa fácil, especialmente quando os parques mantêm relativamente poucos funcionários, frequentemente responsáveis pelo patrulhamento de grandes áreas.


Por isso, os pesquisadores e os funcionários dos parques da região das cataratas passaram a explorar novos meios na prevenção onde agem os caçadores ilegais e buscam ajuda em novas tecnologias de mapeamento. 


No início dos anos 2000, os guarda-parques ainda preenchiam relatórios de campo manualmente, segundo Cecilia Belloni. Ela trabalha há muito tempo como guarda-parque na fronteira leste do Parque Nacional Iguazú, na Argentina.


"Agora, usamos telefones via satélite na floresta, além do sistema Smart e do Sistema de Informações Geográficas Quantum para análises espaciais", explica Belloni.


Segundo ela, "os Sistemas de Informações Geográficas aumentam a eficiência das patrulhas dos guarda-parques", pois permitem que as equipes florestais registrem melhor os dados e quantifiquem qualquer informação relevante.


Esses dados incluem desde incêndios até desmatamento e mudanças do uso da terra, dentro e fora das áreas protegidas.


O aplicativo Smart nos celulares e tablets ajuda os guarda-parques a selecionar e padronizar todos os novos dados registrados. Esse software de código aberto e suas ferramentas de análise foram especialmente projetados para auxiliar os gerentes de conservação no seu trabalho de vigilância.


O aplicativo foi disponibilizado para os guarda-parques argentinos pela primeira vez em 2014, durante uma viagem de treinamento para a Tailândia, e foi testado em seguida no Parque Nacional Iguazú.


Lizarraga explica que, ao registrar fotos geolocalizadas de cada cápsula de munição encontrada, os guarda-parques definem uma trilha de caça.


"Isso permite que eles sigam a trilha e encontrem pessoas que estão além das áreas de visitação pública", afirma ele.


Os caçadores ilegais usam árvores frutíferas como isca, segundo Belloni, como o timbó, que serve de alimento para as antas.


Marcando no software a localização dessas árvores e sua estação de frutificação, os guarda-parques planejam melhor suas patrulhas.


A APN expandirá o uso do Smart para todos os parques nacionais argentinos no início deste ano, segundo o guarda-parque Federico Rodríguez Mira, encarregado de operações do Parque Nacional Iguazú.


"A APN adquirirá equipamentos eletrônicos como smartphones e tablets resistentes a condições meteorológicas extremas para aprimorar, substancialmente, a coleta de dados de campo e auxiliar na tomada de decisões", explica ele.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ cxrkzgwz5kxo.adaptado.

Segundo ela, "os Sistemas de Informações Geográficas aumentam a eficiência das patrulhas dos guarda-parques", pois permitem que as equipes florestais registrem melhor os dados e quantifiquem qualquer informação relevante.

O número de orações presentes na frase em questão é de:
Alternativas
Q3348269 Português

Leia com atenção as afirmativas abaixo:

I. No casamento de Davi e Amanda só ouvi música gospel.

II. Cheguei na casa nova de Pedro e fiquei impressionado.

III. Algumas cenas dos filmes do Tarantino são muito trash.

IV. Nós devíamos subir lá em cima e resolver isso logo.

V. André e Guilherme é amigo meu de longa data.


Em quais das afirmativas lidas há a presença do vício de linguagem conhecido como Solecismo?

Alternativas
Q3348268 Português

Leia com atenção as colunas abaixo:

Coluna 01:

(__)Adjunto adnominal.

(__)Agente da passiva.

(__)Aposto.

(__)Complemento verbal.

(__)Objeto direto e indireto.

(__)Predicado verbo-nominal.


Coluna 02:


I.Termo acessório da oração.

II.Termo essencial da oração.

III.Termo integrante da oração.


Correlacione ambas as colunas de acordo com a classe de termo da oração que os itens da Coluna 01 se aplicam. Em seguida, assinale a alternativa com a sequência correta:

Alternativas
Q3348267 Português

Leia com atenção a afirmativa abaixo:

Este é o enfermeiro por quem fui muito bem acompanhado.

Qual é a função sintática dos termos destacados?




Alternativas
Q3348266 Português

Leia com atenção as afirmativas abaixo:


I.Chamaram-no de chato. II.Marcos agrada o filho todas as noites.

III.Ele reparou a moça dançando a noite inteira.

IV.Marta precisa de companhia.

V.Assistimos o filme com muito ânimo.


Em quais das afirmativas lidas há erro na regência verbal?

Alternativas
Q3348263 Português

A história do remédio que revolucionou tratamento da dor e deu origem à indústria farmacêutica há 125 anos


Foi um marco científico. O ácido acetilsalicílico, popularmente conhecido pela marca comercial Aspirina, é considerado o medicamento que inaugurou a indústria farmacêutica. Trata-se do primeiro fármaco a ser sintetizado em laboratório, ou seja, que não pode ser encontrado em sua forma final na natureza.


Seu registro de patente foi realizado pela empresa Bayer em 6 de março de 1899, em Berlim, na Alemanha. Era o começo de uma história de sucesso, que mudaria a maneira como a humanidade lida com a dor.


Mas antes de prosseguir com esta história, cabe um alerta sempre necessário quando o assunto é medicamento — e mais importante ainda no caso de um remédio barato e acessível como é a Aspirina, que pode ser comprada, no Brasil, sem a necessidade de receita médica: a automedicação é sempre um risco.


"[O ácido acetilsalicílico] é facilmente encontrado e vendido nas farmácias e, por conta dessa facilidade de acesso, esse medicamento acaba sendo usado de maneira inadequada, o que pode trazer efeitos adversos como problemas gastrointestinais, toxicidade renal e hepática", alerta à BBC News Brasil o farmacêutico Jean Leandro dos Santos, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp). "É sempre muito importante que haja orientação de um profissional de saúde no momento da indicação de um medicamento, como é o caso da Aspirina. O uso incorreto desses fármacos tem potencial [de consequência] grave.


É importante que a população seja sempre orientada, no momento da decisão de utilizar um medicamento, mesmo que seja de fácil aquisição, isento de prescrição e de acesso direto na farmácia" completa o especialista, que também é coordenador do grupo de pesquisa e desenvolvimento de novos fármacos na Unesp e membro da American Chemical Society (ACS).


Mas se a Aspirina tem 125 anos, sua história é derivada de uma substância — esta, sim, encontrada na natureza — utilizada pelo ser humano há pelo menos 2,4 mil anos. Trata-se do ácido salicílico.


 Mas, afinal, como a Aspirina funciona?


 "[Ela] inibe de maneira irreversível uma enzima no organismo responsável pela formação de prostaglandinas, que são substâncias que causam dor, e tromboxano, substância que causa fenômenos trombóticos", explica à BBC News Brasil o médico Gilberto de Nucci, professor na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).


"Essa característica da inibição, irreversível, se deve à capacidade do acetilsalicílico de acetilar essa enzima, cujo nome é ciclo-oxigenase", completa Nucci, que é membro da Academia Nacional de Medicina, da Academia Nacional de Farmácia e da Academia Brasileira de Ciências.


Santos detalha que essa enzima "é responsável pela produção de mediadores que regulam o funcionamento e o equilíbrio de vários órgãos",


"Frente a uma inflamação ou quadro febril, esses mediadores são produzidos em excesso, e esse aumento de produção acaba aumentando o quadro inflamatório e sensibilizando os terminais receptivos responsáveis pela dor", explica o farmacêutico.


O "pulo do gato" de Hoffmann foi, de acordo com Santos, "uma estratégia bastante simples", na qual ele "fez uma reação química de acetilação do ácido salicílico, levando à formação do ácido acetilsalicílico".


"A introdução desse grupamento é responsável pela redução das propriedades indesejadas que o ácido salicílico tinha", completa.


Durante muito tempo, no entanto, esse mecanismo de ação do medicamento era desconhecido. Sabia-se que funcionava por conta da experiência prévia com o extrato do chorão. Mas não se entendia exatamente como o fármaco agia no organismo.


"Isso só foi descoberto depois. E rendeu um Nobel para o descobridor", destaca Herrmann.


Os méritos são do farmacêutico britânico John Vane (1927-2004), ganhador do prêmio Nobel em 1982, anos após demonstrar o mecanismo de ação do ácido acetilsalicílico.


A Aspirina começou a perder o posto de analgésico preferido depois que foram desenvolvidos outros fármacos destinados a aliviar a dor, como o paracetamol, em 1956, e o ibuprofeno, em 1962.


Segundo Herrmann, hoje o medicamento é mais utilizado na prevenção de doenças cardiovasculares do que para aliviar a dor.


"No Brasil, hoje, como analgésico se usa muito mais o paracetamol, a dipirona e outros, que têm menos efeitos danosos para o estômago", diz ela.


"O uso da Aspirina é principalmente na prevenção de eventos cardiovasculares e também na prevenção de alguns tipos de câncer."


Santos explica que essas outras indicações acabaram sendo descobertas apenas com o uso.


"Com a própria utilização, foram observados tais efeitos. Isso normalmente acontece com a pesquisa clínica, quando são percebidos efeitos adicionais do uso de um remédio", afirma.


No caso, constatou-se que, como a Aspirina inibe a ciclo-oxigenase, também previne ou inibe a formação de trombos.


Por isso, sua ingestão, em dosagens menores, passou a ser recomendada para alguns pacientes com histórico de doenças cardiovasculares, como forma de prevenir infarto e acidente vascular cerebral (AVC).


Mais recentemente, algumas pesquisas indicaram que o medicamento pode ser eficaz na prevenção de alguns tumores cancerígenos, por conta de seu papel inibidor de mediadores fisiológicos.


Para o professor Santos, é importante lembrar que, "embora seja um fármaco conhecido há mais de 100 anos, ainda há muitas pesquisas buscando a compreensão de seus mecanismos".


"Ainda é uma fonte de inspiração para o desenvolvimento de novos compostos, novos fármacos. Embora centenário, [o ácido acetilsalicílico] ainda é capaz de prover novas ideias, desenvolvimento de novas formulações, medicamentos e associações em que ele é combinado a outras substâncias", acrescenta.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c720903py31o

Qual é a principal preocupação expressa por Jean Leandro dos Santos citado no texto?
Alternativas
Q3347385 Português
Leia o texto para responder à questão.


    Com a seriedade que lhe conferiam seus poucos anos a mais, além de sua condição de bacharel em direito e professor, João Etienne Filho não embarcava nas estripulias dos companheiros. Sempre se mantinha sóbrio, conta, para cuidar deles. Entrou em pânico na madrugada em que viu Fernando Sabino encarapitado1 no arco do viaduto, na postura de quem se atiraria de um trampolim.
    Hélio Pellegrino se aprazia em brincar com Etienne. Tinha mania de carregá-lo na avenida Afonso Pena – como, aliás, Paulo Mendes Campos fez um dia com Monteiro Lobato na avenida São João, no centro de São Paulo, na euforia de estar diante de um dos heróis de sua infância.
    O convívio nem sempre era idílico2, e houve momentos em que Etienne se magoou de verdade com os quatro amigos – a ponto de escrever uma carta a Mário de Andrade, queixando-se. Recebia mal as brincadeiras de Otto Lara Resende, por exemplo. Quando publicou seu primeiro livro, Dia e noite, Etienne morava no primeiro andar da farmácia de uns tios, em Copacabana, que se chamava exatamente Dia e Noite – e Otto espalhou que o título da obra visava promover o estabelecimento.
    Nada o magoou mais, no entanto, que as insinuações de que seria ele o inspirador de Hugo, personagem de O encontro marcado a certa altura envolvido com um aluno, “um negócio meio escandaloso”. “Foi uma safadeza do Fernando”, reagiu Etienne, lembrando que Hugo foi basicamente inspirado em Otto Lara Resende, assim como Mauro é quase todo Hélio Pellegrino e Eduardo Marciano o próprio romancista.


(Humberto Werneck. O desatino da rapaziada. Companhia das Letras, 1992. Adaptado)


Vocabulário:
1encarapitar: pôr-se no alto.
2idílico: de amor terno e delicado.

A alteração da posição do vocábulo destacado em relação ao trecho original mantém a norma-padrão de colocação pronominal em: 
Alternativas
Q3347382 Português
Leia o texto para responder à questão.


    Com a seriedade que lhe conferiam seus poucos anos a mais, além de sua condição de bacharel em direito e professor, João Etienne Filho não embarcava nas estripulias dos companheiros. Sempre se mantinha sóbrio, conta, para cuidar deles. Entrou em pânico na madrugada em que viu Fernando Sabino encarapitado1 no arco do viaduto, na postura de quem se atiraria de um trampolim.
    Hélio Pellegrino se aprazia em brincar com Etienne. Tinha mania de carregá-lo na avenida Afonso Pena – como, aliás, Paulo Mendes Campos fez um dia com Monteiro Lobato na avenida São João, no centro de São Paulo, na euforia de estar diante de um dos heróis de sua infância.
    O convívio nem sempre era idílico2, e houve momentos em que Etienne se magoou de verdade com os quatro amigos – a ponto de escrever uma carta a Mário de Andrade, queixando-se. Recebia mal as brincadeiras de Otto Lara Resende, por exemplo. Quando publicou seu primeiro livro, Dia e noite, Etienne morava no primeiro andar da farmácia de uns tios, em Copacabana, que se chamava exatamente Dia e Noite – e Otto espalhou que o título da obra visava promover o estabelecimento.
    Nada o magoou mais, no entanto, que as insinuações de que seria ele o inspirador de Hugo, personagem de O encontro marcado a certa altura envolvido com um aluno, “um negócio meio escandaloso”. “Foi uma safadeza do Fernando”, reagiu Etienne, lembrando que Hugo foi basicamente inspirado em Otto Lara Resende, assim como Mauro é quase todo Hélio Pellegrino e Eduardo Marciano o próprio romancista.


(Humberto Werneck. O desatino da rapaziada. Companhia das Letras, 1992. Adaptado)


Vocabulário:
1encarapitar: pôr-se no alto.
2idílico: de amor terno e delicado.

De acordo com o texto, é correto afirmar que as alegações em relação à obra O encontro marcado fizeram com que Etienne
Alternativas
Q3347380 Português
Assinale a alternativa em que a frase está em conformidade com a norma-padrão de pontuação. 
Alternativas
Q3347379 Português
Leia o texto para responder à questão.


    O avanço da inteligência artificial (IA), nos últimos anos, tem tirado o sono de profissionais de boa parte dos setores da economia e pode haver ainda mais motivos para se preocupar, segundo uma pesquisa.
    A principal revelação do estudo é que oito em cada dez profissionais mulheres nos Estados Unidos (cerca de 59 milhões delas) estão em cargos altamente expostos às mudanças geradas pela IA – contra seis a cada dez homens. Isso não significa, é claro, que todas essas profissionais serão demitidas, mas parte de suas funções deve passar por automatização nos próximos anos.
   “Isso acontece porque homens tendem a assumir mais trabalhos manuais, menos relacionados à tecnologia. Então, não se trata de a IA estar propositalmente desfavorecendo mulheres; se trata de elas ocuparem atualmente mais posições que no futuro serão automatizadas”, explica Mark McNeilly, professor de Marketing e coordenador da pesquisa, referindo-se a áreas como administração, vendas e ciências sociais, que podem sofrer transformações profundas.
    Embora ainda não haja muitas pesquisas desse tipo, um outro estudo realizado por uma empresa britânica aponta uma diferença de gênero no próprio uso da tecnologia. Enquanto 54% dos homens britânicos estão abraçando a IA no seu cotidiano pessoal e profissional, apenas 35% das mulheres têm feito o mesmo. Na opinião de McNeilly, essa diferença tem a ver com a disparidade de objetivos de mulheres e homens no mercado de trabalho.
    Mas ninguém precisa entrar em desespero. Em algumas áreas, por exemplo, recursos tecnológicos devem facilitar a vida dos trabalhadores, segundo McNeilly. Em outras, porém, a transformação pode sim ser radical. Para ele, o mais importante é começar a usar desde já tecnologias envolvendo IA, incorporando-as ao dia a dia. Por outro lado, num mundo ainda mais automatizado, McNeilly prevê que o contato humano deve se tornar cada vez mais importante: “Então dê asas às suas habilidades interpessoais, de criar contatos e de influenciar outras pessoas”.

(Leonardo Neiva. A Inteligência Artificial vai roubar os empregos das mulheres? https://gamarevista.uol.com.br, 03.03.2024. Adaptado)
Assinale a alternativa em que o vocábulo destacado pode ser substituído pelo que está entre colchetes, sem prejuízo da norma-padrão de concordância verbal.
Alternativas
Q3346538 Português
Elucubrações sobre o cheiro

Vladimir Souza Carvalho | Membro das
Academias Sergipana e Itabaianense de
Letras | 18/05/2024

    Cheiro era sinônimo de perfume. Uma pessoa circulava entre os padrinhos e parentes dos noivos com um frasco na mão a oferecêlo. Quem quer cheiro? Era assim, como se fosse a oferta de um copo de água. Todos vinham de algum povoado, fazendo rancho em imóvel voltado para o oitão lá de casa. Eu, menino, e, ademais, curioso, via, da calçada, a fartura de pessoas a futricar minha atenção. E lá ficava a encher os olhos com sala e corredor povoados, todos arrumados, não me lembrando se os homens trajavam ternos ou só camisa de manga comprida. Noivo, de terno, noiva, de vestido branco, tenho certeza. Depois, enfileirados, devidamente encharcados de cheiro, e, então, cheirosos, os noivos à frente, sem a montaria, na perna, então, rumavam para a Igreja, ou para o cartório do registro civil, em prédios vizinhos, para sacramentar o casamento.
    Os que não tinham casa para se arranchar, usavam o cavalo, a caravana impoluta do povoado até a cidade, em ritmo lento, a noiva mal acomodada na montaria, o cuidado para não sujar o vestido, a alegria do casamento compensava o sacrifício da viagem, o cartório ou a Igreja a aguardá-los, o vestido branco denunciando se cuidar de casamento, dispensando qualquer estandarte a anunciá-lo. Do que me lembro, no meio da semana, retornando a caravana depois, onde, acredito, a festa ocorria fartamente, mesclada de bebida e de salgadinhos, o casamento se tornando motivo para uma comemoração, por mais pobres que fossem os noivos ou os pais, se fazia obrigatória, a despeito de qualquer norma. E o cheiro, onde aparece cheiro? É exigir demais, já que nunca fiz parte da caravana nem participei da festa. Acho que era na vinda para a cidade.
    Cheiro também carrega o significado de beijo, e como tal desponta, não de namorados, que é beijo de boca com boca, com saliva e tudo, beijador e beijado num caloroso abraço, eletricidade passando por todo o corpo, nada carregando de cheiro, que é sinônimo de carinho, fraternalmente dado nas papadas e/ou na testa, a boca sempre fazendo um bico em harmonia com o nariz, porque foi assim que cheiro muito recebi quando era menino, e, hoje, apenas um fato que ficou lá trás, onde a memória não consegue ressuscitar as gentis senhoras que me cheiravam. Fossem vivas, diante da paisagem que a idade me reveste, por certo, não se atreveriam a tanto.


CARVALHO, Vladimir Souza. Elucubrações sobre o cheiro. Diário de Pernambuco, 18 de maio de 2024. Disponível em: https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/opiniao/ 2024/05/elucubracoes-sobre-o-cheiro.html. Acesso em: 23 mai. 2024.

Qual é o sentido veiculado pela expressão sublinhada no excerto abaixo?


“Do que me lembro, no meio da semana, retornando a caravana depois, onde, acredito, a festa ocorria fartamente, mesclada de bebida e de salgadinhos, o casamento se tornando motivo para uma comemoração, por mais pobres que fossem os noivos ou os pais, se fazia obrigatória, a despeito de qualquer norma.” (2º parágrafo)

Alternativas
Q3346537 Português
Elucubrações sobre o cheiro

Vladimir Souza Carvalho | Membro das
Academias Sergipana e Itabaianense de
Letras | 18/05/2024

    Cheiro era sinônimo de perfume. Uma pessoa circulava entre os padrinhos e parentes dos noivos com um frasco na mão a oferecêlo. Quem quer cheiro? Era assim, como se fosse a oferta de um copo de água. Todos vinham de algum povoado, fazendo rancho em imóvel voltado para o oitão lá de casa. Eu, menino, e, ademais, curioso, via, da calçada, a fartura de pessoas a futricar minha atenção. E lá ficava a encher os olhos com sala e corredor povoados, todos arrumados, não me lembrando se os homens trajavam ternos ou só camisa de manga comprida. Noivo, de terno, noiva, de vestido branco, tenho certeza. Depois, enfileirados, devidamente encharcados de cheiro, e, então, cheirosos, os noivos à frente, sem a montaria, na perna, então, rumavam para a Igreja, ou para o cartório do registro civil, em prédios vizinhos, para sacramentar o casamento.
    Os que não tinham casa para se arranchar, usavam o cavalo, a caravana impoluta do povoado até a cidade, em ritmo lento, a noiva mal acomodada na montaria, o cuidado para não sujar o vestido, a alegria do casamento compensava o sacrifício da viagem, o cartório ou a Igreja a aguardá-los, o vestido branco denunciando se cuidar de casamento, dispensando qualquer estandarte a anunciá-lo. Do que me lembro, no meio da semana, retornando a caravana depois, onde, acredito, a festa ocorria fartamente, mesclada de bebida e de salgadinhos, o casamento se tornando motivo para uma comemoração, por mais pobres que fossem os noivos ou os pais, se fazia obrigatória, a despeito de qualquer norma. E o cheiro, onde aparece cheiro? É exigir demais, já que nunca fiz parte da caravana nem participei da festa. Acho que era na vinda para a cidade.
    Cheiro também carrega o significado de beijo, e como tal desponta, não de namorados, que é beijo de boca com boca, com saliva e tudo, beijador e beijado num caloroso abraço, eletricidade passando por todo o corpo, nada carregando de cheiro, que é sinônimo de carinho, fraternalmente dado nas papadas e/ou na testa, a boca sempre fazendo um bico em harmonia com o nariz, porque foi assim que cheiro muito recebi quando era menino, e, hoje, apenas um fato que ficou lá trás, onde a memória não consegue ressuscitar as gentis senhoras que me cheiravam. Fossem vivas, diante da paisagem que a idade me reveste, por certo, não se atreveriam a tanto.


CARVALHO, Vladimir Souza. Elucubrações sobre o cheiro. Diário de Pernambuco, 18 de maio de 2024. Disponível em: https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/opiniao/ 2024/05/elucubracoes-sobre-o-cheiro.html. Acesso em: 23 mai. 2024.
No trecho “[...] a caravana impoluta do povoado até a cidade [...]” (2º parágrafo), a palavra “impoluta” significa:
Alternativas
Q3346536 Português
Elucubrações sobre o cheiro

Vladimir Souza Carvalho | Membro das
Academias Sergipana e Itabaianense de
Letras | 18/05/2024

    Cheiro era sinônimo de perfume. Uma pessoa circulava entre os padrinhos e parentes dos noivos com um frasco na mão a oferecêlo. Quem quer cheiro? Era assim, como se fosse a oferta de um copo de água. Todos vinham de algum povoado, fazendo rancho em imóvel voltado para o oitão lá de casa. Eu, menino, e, ademais, curioso, via, da calçada, a fartura de pessoas a futricar minha atenção. E lá ficava a encher os olhos com sala e corredor povoados, todos arrumados, não me lembrando se os homens trajavam ternos ou só camisa de manga comprida. Noivo, de terno, noiva, de vestido branco, tenho certeza. Depois, enfileirados, devidamente encharcados de cheiro, e, então, cheirosos, os noivos à frente, sem a montaria, na perna, então, rumavam para a Igreja, ou para o cartório do registro civil, em prédios vizinhos, para sacramentar o casamento.
    Os que não tinham casa para se arranchar, usavam o cavalo, a caravana impoluta do povoado até a cidade, em ritmo lento, a noiva mal acomodada na montaria, o cuidado para não sujar o vestido, a alegria do casamento compensava o sacrifício da viagem, o cartório ou a Igreja a aguardá-los, o vestido branco denunciando se cuidar de casamento, dispensando qualquer estandarte a anunciá-lo. Do que me lembro, no meio da semana, retornando a caravana depois, onde, acredito, a festa ocorria fartamente, mesclada de bebida e de salgadinhos, o casamento se tornando motivo para uma comemoração, por mais pobres que fossem os noivos ou os pais, se fazia obrigatória, a despeito de qualquer norma. E o cheiro, onde aparece cheiro? É exigir demais, já que nunca fiz parte da caravana nem participei da festa. Acho que era na vinda para a cidade.
    Cheiro também carrega o significado de beijo, e como tal desponta, não de namorados, que é beijo de boca com boca, com saliva e tudo, beijador e beijado num caloroso abraço, eletricidade passando por todo o corpo, nada carregando de cheiro, que é sinônimo de carinho, fraternalmente dado nas papadas e/ou na testa, a boca sempre fazendo um bico em harmonia com o nariz, porque foi assim que cheiro muito recebi quando era menino, e, hoje, apenas um fato que ficou lá trás, onde a memória não consegue ressuscitar as gentis senhoras que me cheiravam. Fossem vivas, diante da paisagem que a idade me reveste, por certo, não se atreveriam a tanto.


CARVALHO, Vladimir Souza. Elucubrações sobre o cheiro. Diário de Pernambuco, 18 de maio de 2024. Disponível em: https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/opiniao/ 2024/05/elucubracoes-sobre-o-cheiro.html. Acesso em: 23 mai. 2024.
Observando-se seu contexto de uso, pode-se afirmar que o vocábulo grifado em “Os que não tinham casa para se arranchar, usavam o cavalo” (2º parágrafo) é uma ocorrência de:
Alternativas
Q3346535 Português
Elucubrações sobre o cheiro

Vladimir Souza Carvalho | Membro das
Academias Sergipana e Itabaianense de
Letras | 18/05/2024

    Cheiro era sinônimo de perfume. Uma pessoa circulava entre os padrinhos e parentes dos noivos com um frasco na mão a oferecêlo. Quem quer cheiro? Era assim, como se fosse a oferta de um copo de água. Todos vinham de algum povoado, fazendo rancho em imóvel voltado para o oitão lá de casa. Eu, menino, e, ademais, curioso, via, da calçada, a fartura de pessoas a futricar minha atenção. E lá ficava a encher os olhos com sala e corredor povoados, todos arrumados, não me lembrando se os homens trajavam ternos ou só camisa de manga comprida. Noivo, de terno, noiva, de vestido branco, tenho certeza. Depois, enfileirados, devidamente encharcados de cheiro, e, então, cheirosos, os noivos à frente, sem a montaria, na perna, então, rumavam para a Igreja, ou para o cartório do registro civil, em prédios vizinhos, para sacramentar o casamento.
    Os que não tinham casa para se arranchar, usavam o cavalo, a caravana impoluta do povoado até a cidade, em ritmo lento, a noiva mal acomodada na montaria, o cuidado para não sujar o vestido, a alegria do casamento compensava o sacrifício da viagem, o cartório ou a Igreja a aguardá-los, o vestido branco denunciando se cuidar de casamento, dispensando qualquer estandarte a anunciá-lo. Do que me lembro, no meio da semana, retornando a caravana depois, onde, acredito, a festa ocorria fartamente, mesclada de bebida e de salgadinhos, o casamento se tornando motivo para uma comemoração, por mais pobres que fossem os noivos ou os pais, se fazia obrigatória, a despeito de qualquer norma. E o cheiro, onde aparece cheiro? É exigir demais, já que nunca fiz parte da caravana nem participei da festa. Acho que era na vinda para a cidade.
    Cheiro também carrega o significado de beijo, e como tal desponta, não de namorados, que é beijo de boca com boca, com saliva e tudo, beijador e beijado num caloroso abraço, eletricidade passando por todo o corpo, nada carregando de cheiro, que é sinônimo de carinho, fraternalmente dado nas papadas e/ou na testa, a boca sempre fazendo um bico em harmonia com o nariz, porque foi assim que cheiro muito recebi quando era menino, e, hoje, apenas um fato que ficou lá trás, onde a memória não consegue ressuscitar as gentis senhoras que me cheiravam. Fossem vivas, diante da paisagem que a idade me reveste, por certo, não se atreveriam a tanto.


CARVALHO, Vladimir Souza. Elucubrações sobre o cheiro. Diário de Pernambuco, 18 de maio de 2024. Disponível em: https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/opiniao/ 2024/05/elucubracoes-sobre-o-cheiro.html. Acesso em: 23 mai. 2024.
Qual é o sujeito do verbo destacado em “[...] porque foi assim que cheiro muito recebi quando era menino” (3º parágrafo)?
Alternativas
Q3346534 Português
Elucubrações sobre o cheiro

Vladimir Souza Carvalho | Membro das
Academias Sergipana e Itabaianense de
Letras | 18/05/2024

    Cheiro era sinônimo de perfume. Uma pessoa circulava entre os padrinhos e parentes dos noivos com um frasco na mão a oferecêlo. Quem quer cheiro? Era assim, como se fosse a oferta de um copo de água. Todos vinham de algum povoado, fazendo rancho em imóvel voltado para o oitão lá de casa. Eu, menino, e, ademais, curioso, via, da calçada, a fartura de pessoas a futricar minha atenção. E lá ficava a encher os olhos com sala e corredor povoados, todos arrumados, não me lembrando se os homens trajavam ternos ou só camisa de manga comprida. Noivo, de terno, noiva, de vestido branco, tenho certeza. Depois, enfileirados, devidamente encharcados de cheiro, e, então, cheirosos, os noivos à frente, sem a montaria, na perna, então, rumavam para a Igreja, ou para o cartório do registro civil, em prédios vizinhos, para sacramentar o casamento.
    Os que não tinham casa para se arranchar, usavam o cavalo, a caravana impoluta do povoado até a cidade, em ritmo lento, a noiva mal acomodada na montaria, o cuidado para não sujar o vestido, a alegria do casamento compensava o sacrifício da viagem, o cartório ou a Igreja a aguardá-los, o vestido branco denunciando se cuidar de casamento, dispensando qualquer estandarte a anunciá-lo. Do que me lembro, no meio da semana, retornando a caravana depois, onde, acredito, a festa ocorria fartamente, mesclada de bebida e de salgadinhos, o casamento se tornando motivo para uma comemoração, por mais pobres que fossem os noivos ou os pais, se fazia obrigatória, a despeito de qualquer norma. E o cheiro, onde aparece cheiro? É exigir demais, já que nunca fiz parte da caravana nem participei da festa. Acho que era na vinda para a cidade.
    Cheiro também carrega o significado de beijo, e como tal desponta, não de namorados, que é beijo de boca com boca, com saliva e tudo, beijador e beijado num caloroso abraço, eletricidade passando por todo o corpo, nada carregando de cheiro, que é sinônimo de carinho, fraternalmente dado nas papadas e/ou na testa, a boca sempre fazendo um bico em harmonia com o nariz, porque foi assim que cheiro muito recebi quando era menino, e, hoje, apenas um fato que ficou lá trás, onde a memória não consegue ressuscitar as gentis senhoras que me cheiravam. Fossem vivas, diante da paisagem que a idade me reveste, por certo, não se atreveriam a tanto.


CARVALHO, Vladimir Souza. Elucubrações sobre o cheiro. Diário de Pernambuco, 18 de maio de 2024. Disponível em: https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/opiniao/ 2024/05/elucubracoes-sobre-o-cheiro.html. Acesso em: 23 mai. 2024.
Nesse texto, o cheiro de que trata o cronista é sinônimo de:
Alternativas
Q3343390 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O que o umbigo tem a dizer sobre sua saúde


Para alguns, esta parte do corpo é motivo de pesadelos, já que a onfalofobia, ou seja, o medo de umbigos, é uma condição real. Para outros, é uma espécie de "acessório" de moda, que pode ser exibido com uma blusa curta ou realçado com um piercing.


O cordão umbilical é cortado no nascimento, deixando apenas um pequeno coto que murcha progressivamente, caindo uma ou duas semanas depois. O que resta, na maioria dos casos, é uma pequena depressão enrugada. Isso se você tiver um umbigo para dentro, como a maior parte das pessoas tem. A partir deste momento, ele parece redundante, servindo apenas para acumular poeira e penugem.


Mas não é só isso. A realidade é que seu umbigo tem mais profundidade do que apenas alguns milímetros. Ele é um ponto de acesso para os vasos sanguíneos que transportam sangue para o feto, saindo da placenta e passando pelo cordão umbilical, revestidos de uma geleia, um tecido conjuntivo gelatinoso contido no cordão que os isola e protege.


Normalmente, há três vasos sanguíneos dentro do cordão. Aquele que transporta oxigênio e nutrientes para o feto é a veia umbilical. Ela passa pelo umbigo e alimenta a circulação fetal em desenvolvimento. Há também duas artérias umbilicais, embora estas transportem sangue desoxigenado e resíduos, fluindo na outra direção de volta à placenta.


Esta circulação não é necessária após o nascimento do bebê e, uma vez desconectados da placenta, os vasos umbilicais se fecham naturalmente.


Mas o pequeno coto que resta no corpo do bebê ainda pode ser útil por um curto período de tempo, especialmente em recém-nascidos que não estão bem. É possível inserir acessos ali e usá-los para infusões de medicamentos, ou coletar amostras de sangue para exames.


O umbigo é um portal na parede do abdômen. Um fato pouco conhecido é que, durante o desenvolvimento embrionário, os intestinos precisam sair da cavidade abdominal devido ao espaço limitado, mas voltam ao seu lugar algumas semanas depois. Eles fazem isso por meio do umbigo, passando pelo cordão umbilical.


Como resultado, o umbigo não é apenas um ponto de acesso, mas um ponto fraco. Uma hérnia umbilical pode ocorrer se uma parte do intestino se projetar por qualquer abertura, algo que pode exigir uma operação de correção.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx030zzyplvo. adaptado

As funções da linguagem são formas de utilização da linguagem segundo a intenção do falante. Cada uma desempenha um papel relacionado com os elementos presentes na comunicação.


(Fonte: https://www.portugues.com.br/redacao/funcoeslinguagem.html.adaptado)


No texto base intitulado 'O que o umbigo tem a dizer sobre sua saúde' predomina a linguagem:

Alternativas
Ano: 2024 Banca: FUMARC Órgão: Prefeitura de Betim - MG Provas: FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Assistente Social 20H / 30H | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Biólogo | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Bioquímico | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Cirurgião Dentista - Especialista em Buco-Maxilo-Facial | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Cirurgião Dentista - Especialista em Disfunção Tempo-Poromandibular e Dor Orofacial | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Cirurgião Dentista - Especialista em Endodontia | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Cirurgião Dentista - Especialista em PNE | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Cirurgião Dentista - Especialista em Estomatologia | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Cirurgião Dentista - Especialista em Odontopediatria | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Cirurgião Dentista - Especialista em Periodontia | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Cirurgião Dentista - Especialista em Prótese Dental | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Cirurgião Dentista | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Fiscal Sanitário II - Nutricionista | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Fiscal Sanitário II - Odontólogo | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Fisioterapeuta 20H / 30H | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Médico Generalista | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Médico Homeopata | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Médico Pediatra | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Enfermeiro 24H / 40H / 44H | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Médico Psiquiatra 20H / 24H | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Médico Veterinário | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Médico | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Engenheiro Clínico | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Nutricionista 20H / 44H | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Psicólogo 20H / 44H | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Epidemiólogo | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Farmacêutico 20H / 44H | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Fiscal Sanitário II - Biólogo | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Fiscal Sanitário II - Biomédico | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Fiscal Sanitário II - Enfermeiro | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Fiscal Sanitário II - Engenheiro de Alimentos | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Fiscal Sanitário II - Farmacêutico | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Fiscal Sanitário II - Médico Veterinário |
Q3342888 Português
Como dominar os monstros interiores


        Aos 16 anos comecei a ler Simone de Beauvoir, Schopenhauer, Nietzsche, Spinoza, Sartre, Marco Aurélio, Sêneca, Epicteto e outros filósofos que me ajudaram nos momentos mais difíceis da minha vida. Nunca mais parei: é na filosofia que encontro um pouco de coragem, força e determinação para descobrir a melhor atitude que posso ter para enfrentar os obstáculos, adversidades, crises, tragédias e desafios da vida.

         A filosofia é um exercício de introspecção e uma jornada de autoconhecimento e crescimento pessoal; um desafio para mergulhar profundamente na minha própria consciência, enfrentando meus monstros interiores.

       No silêncio e quietude da reflexão existencial, reconheço minhas fraquezas, impotências e limitações e busco aceitar o que não posso mudar, coragem para mudar o que posso e sabedoria para distinguir entre o que posso e o que não posso mudar.

       Aprendi que há apenas um caminho para a liberdade e a felicidade: parar de me preocupar com tudo aquilo que está além do meu controle, decisão e capacidade e ter a consciência de que não são as pessoas e situações que me afetam e desequilibram, mas as minhas percepções, opiniões, crenças e interpretações equivocadas sobre elas.

         No início da pandemia, "Meditações", de Marco Aurélio, junto com "Em Busca de Sentido", de Viktor Frankl, me ajudaram a encontrar significado e propósito naquele momento desesperador: cuidar dos meus amigos nonagenários.

         Foi quando passei a acessar diariamente vídeos de canais do YouTube que ensinam a praticar o estoicismo na nossa própria vida. Recentemente, escutei um vídeo que me fez refletir sobre este momento de tanta tristeza, angústia e impotência: "Dominando os monstros internos".

        Uma prova concreta de que estou aprendendo a dominar meus monstros internos é o fato de ter parado de tomar Lexotan. Antes da pandemia, sempre que precisava viajar, dar aulas, palestras, entrevistas, participar de programas de televisão, eu tomava o ansiolítico antes de dormir. Quando meu pai teve câncer no pâncreas, durante os cem dias em que cuidei dele até a sua morte, tomava três Lexotans por dia.

        Recebo inúmeros pedidos para participar de programas de rádio e televisão, entrevistas, lives, podcasts, palestras, debates, aulas, conferências, bancas, consultorias etc. Seria humanamente impossível aceitar todas as demandas diárias. A filosofia está me ensinando a "dizer não".

       Um dos meus maiores arrependimentos é o de não ter tido a coragem de "dizer não" para uma pessoa de confiança que me convenceu a assinar, sem ler, um documento. Se eu tivesse lido o documento, jamais teria assinado algo que me prejudicou bastante. Todos os dias eu me xingo de burra, estúpida e idiota, pois sei que um simples "não" teria evitado muitos problemas, aborrecimentos e chateações que tenho até hoje.

        Quando fico doente, estressada e exausta em função de vampiros emocionais e pessoas tóxicas que sugam a minha energia, paz de espírito e saúde física e psicológica, lembro-me de que só tenho controle sobre meus pensamentos e atitudes e que não tenho o poder de controlar os comportamentos e escolhas dos outros.

        Marco Aurélio, em suas "Meditações", ensina a melhor maneira de se vingar das "almas sinistras".

        "Dizer para si mesmo, ao amanhecer: ‘Sei que vou encontrar um indiscreto, um ingrato, um grosseiro, um velhaco, um invejoso, um intolerante. Mas esses homens são assim devido à sua ignorância do bem e do mal... Concentra-te na arte que aprendeste e ama-a. Não seja tirano nem escravo de ninguém... Alguém procedeu mal comigo? Isso é com ele. A deliberação é dele, a ação é dele... É impossível que os maus não pratiquem o que está em sua índole... Eis a melhor maneira de se vingar: não se lhes assemelhar."

          A coragem de "dizer não" para as "almas sinistras" se tornou um exercício diário. Tenho buscado aproveitar cada dia como se fosse o último, saboreando o presente, sem ficar presa aos traumas do ontem ou às preocupações com o amanhã.

       Por isso, todos os dias, assim que acordo, respondo às seguintes perguntas no meu diário: "O que eu faria se não tivesse tanto medo? Como vou gozar o dia de hoje? O que posso fazer de bonito, bom e relevante? Como posso transformar o meu medo em coragem, a minha tristeza em beleza e a minha dor em amor?".


GOLDENBERG, Mirian. Como dominar os monstros interiores. Folha de S.
Paulo, São Paulo, 23 maio 2024, FolhaCorrida, p. B8. Disponível em:
https://acervo.folha.uol.com.br/digital/leitor.do?numero=50653&
maxTouch=0&anchor=6495186&pd=db788aa618689d5c6e76af5c0711efe3

A alternativa em que todas as palavras apresentam ditongo é:
Alternativas
Respostas
3041: B
3042: X
3043: D
3044: X
3045: A
3046: B
3047: D
3048: A
3049: C
3050: D
3051: E
3052: A
3053: B
3054: E
3055: A
3056: C
3057: D
3058: D
3059: D
3060: B