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Q3277157 Português
Bullying


         Bullying é uma palavra que se originou na língua inglesa. “Bully” significa “valentão”, e o sufixo “ing” representa uma ação contínua. A palavra bullying designa um quadro de agressões contínuas, repetitivas, com características de perseguição do agressor contra a vítima, não podendo caracterizar uma agressão isolada, resultante de uma briga.

     As agressões podem ser de ordem verbal, física e psicológica, comumente acontecendo as três ao mesmo tempo. As vítimas são intimidadas, expostas e ridicularizadas. São chamadas por apelidos vexatórios e sofrem variados quadros de agressão com base em suas características físicas, seus hábitos, sua sexualidade e sua maneira de ser.

        As vítimas de bullying podem sofrer agressões de uma pessoa isolada ou de um grupo. Esse grupo pode atuar apenas como “espectadores inertes” da violência, que indiretamente contribuem para a continuidade da agressão.

     Normalmente, chamamos de bullying o comportamento agressivo sistemático cometido por crianças e adolescentes. Quando um comportamento parecido acontece entre adultos, geralmente no ambiente de trabalho, classificamos o ato como assédio moral.

        As discussões sobre o bullying são relativamente recentes, chamando a profunda atenção dos especialistas em comportamento humano apenas nas últimas duas décadas. Até a década de 1970, não se falava sobre bullying. Segundo Cleo Fante, especialista no assunto, o comportamento agressivo e a perseguição sistemática de algumas crianças contra outras era visto como um traço comportamental natural.

     Comumente, o bullying é uma prática injusta, visto que os agressores ou agem em grupo (ou com o apoio do grupo) ou agem contra indivíduos que não conseguem se defender das agressões. Apesar de considerarmos o sofrimento da vítima, também devemos tentar entender o comportamento dos agressores. Muitas vezes, são jovens que passam por problemas psicológicos ou que sofrem agressões no ambiente familiar e na própria escola, e tentam transferir os seus traumas por meio da agressividade contra os outros.


Fonte: Brasil Escola (UOL) — adaptado.
Com base no trecho do texto, ao passar para o singular a palavra “vítimas”, quantas outras palavras, além dela, também mudarão?

As vítimas são intimidadas, expostas e ridicularizadas. São chamadas por apelidos vexatórios e sofrem variados quadros de agressão com base em suas características físicas, seus hábitos, sua sexualidade e sua maneira de ser.  
Alternativas
Q3277156 Português
Bullying


         Bullying é uma palavra que se originou na língua inglesa. “Bully” significa “valentão”, e o sufixo “ing” representa uma ação contínua. A palavra bullying designa um quadro de agressões contínuas, repetitivas, com características de perseguição do agressor contra a vítima, não podendo caracterizar uma agressão isolada, resultante de uma briga.

     As agressões podem ser de ordem verbal, física e psicológica, comumente acontecendo as três ao mesmo tempo. As vítimas são intimidadas, expostas e ridicularizadas. São chamadas por apelidos vexatórios e sofrem variados quadros de agressão com base em suas características físicas, seus hábitos, sua sexualidade e sua maneira de ser.

        As vítimas de bullying podem sofrer agressões de uma pessoa isolada ou de um grupo. Esse grupo pode atuar apenas como “espectadores inertes” da violência, que indiretamente contribuem para a continuidade da agressão.

     Normalmente, chamamos de bullying o comportamento agressivo sistemático cometido por crianças e adolescentes. Quando um comportamento parecido acontece entre adultos, geralmente no ambiente de trabalho, classificamos o ato como assédio moral.

        As discussões sobre o bullying são relativamente recentes, chamando a profunda atenção dos especialistas em comportamento humano apenas nas últimas duas décadas. Até a década de 1970, não se falava sobre bullying. Segundo Cleo Fante, especialista no assunto, o comportamento agressivo e a perseguição sistemática de algumas crianças contra outras era visto como um traço comportamental natural.

     Comumente, o bullying é uma prática injusta, visto que os agressores ou agem em grupo (ou com o apoio do grupo) ou agem contra indivíduos que não conseguem se defender das agressões. Apesar de considerarmos o sofrimento da vítima, também devemos tentar entender o comportamento dos agressores. Muitas vezes, são jovens que passam por problemas psicológicos ou que sofrem agressões no ambiente familiar e na própria escola, e tentam transferir os seus traumas por meio da agressividade contra os outros.


Fonte: Brasil Escola (UOL) — adaptado.
Assinalar a alternativa que indica o motivo do uso das aspas em “espectadores inertes” (3º parágrafo). 
Alternativas
Q3277155 Português
Bullying


         Bullying é uma palavra que se originou na língua inglesa. “Bully” significa “valentão”, e o sufixo “ing” representa uma ação contínua. A palavra bullying designa um quadro de agressões contínuas, repetitivas, com características de perseguição do agressor contra a vítima, não podendo caracterizar uma agressão isolada, resultante de uma briga.

     As agressões podem ser de ordem verbal, física e psicológica, comumente acontecendo as três ao mesmo tempo. As vítimas são intimidadas, expostas e ridicularizadas. São chamadas por apelidos vexatórios e sofrem variados quadros de agressão com base em suas características físicas, seus hábitos, sua sexualidade e sua maneira de ser.

        As vítimas de bullying podem sofrer agressões de uma pessoa isolada ou de um grupo. Esse grupo pode atuar apenas como “espectadores inertes” da violência, que indiretamente contribuem para a continuidade da agressão.

     Normalmente, chamamos de bullying o comportamento agressivo sistemático cometido por crianças e adolescentes. Quando um comportamento parecido acontece entre adultos, geralmente no ambiente de trabalho, classificamos o ato como assédio moral.

        As discussões sobre o bullying são relativamente recentes, chamando a profunda atenção dos especialistas em comportamento humano apenas nas últimas duas décadas. Até a década de 1970, não se falava sobre bullying. Segundo Cleo Fante, especialista no assunto, o comportamento agressivo e a perseguição sistemática de algumas crianças contra outras era visto como um traço comportamental natural.

     Comumente, o bullying é uma prática injusta, visto que os agressores ou agem em grupo (ou com o apoio do grupo) ou agem contra indivíduos que não conseguem se defender das agressões. Apesar de considerarmos o sofrimento da vítima, também devemos tentar entender o comportamento dos agressores. Muitas vezes, são jovens que passam por problemas psicológicos ou que sofrem agressões no ambiente familiar e na própria escola, e tentam transferir os seus traumas por meio da agressividade contra os outros.


Fonte: Brasil Escola (UOL) — adaptado.
Em relação ao texto, analisar os itens.

I. O “que” (3º parágrafo) poderá ser substituído por “por que” sem alteração de sentido.
II. A expressão “visto que” (último parágrafo) poderá ser substituída por “porque”.

Está CORRETO o que se afirma:
Alternativas
Q3277154 Português
Bullying


         Bullying é uma palavra que se originou na língua inglesa. “Bully” significa “valentão”, e o sufixo “ing” representa uma ação contínua. A palavra bullying designa um quadro de agressões contínuas, repetitivas, com características de perseguição do agressor contra a vítima, não podendo caracterizar uma agressão isolada, resultante de uma briga.

     As agressões podem ser de ordem verbal, física e psicológica, comumente acontecendo as três ao mesmo tempo. As vítimas são intimidadas, expostas e ridicularizadas. São chamadas por apelidos vexatórios e sofrem variados quadros de agressão com base em suas características físicas, seus hábitos, sua sexualidade e sua maneira de ser.

        As vítimas de bullying podem sofrer agressões de uma pessoa isolada ou de um grupo. Esse grupo pode atuar apenas como “espectadores inertes” da violência, que indiretamente contribuem para a continuidade da agressão.

     Normalmente, chamamos de bullying o comportamento agressivo sistemático cometido por crianças e adolescentes. Quando um comportamento parecido acontece entre adultos, geralmente no ambiente de trabalho, classificamos o ato como assédio moral.

        As discussões sobre o bullying são relativamente recentes, chamando a profunda atenção dos especialistas em comportamento humano apenas nas últimas duas décadas. Até a década de 1970, não se falava sobre bullying. Segundo Cleo Fante, especialista no assunto, o comportamento agressivo e a perseguição sistemática de algumas crianças contra outras era visto como um traço comportamental natural.

     Comumente, o bullying é uma prática injusta, visto que os agressores ou agem em grupo (ou com o apoio do grupo) ou agem contra indivíduos que não conseguem se defender das agressões. Apesar de considerarmos o sofrimento da vítima, também devemos tentar entender o comportamento dos agressores. Muitas vezes, são jovens que passam por problemas psicológicos ou que sofrem agressões no ambiente familiar e na própria escola, e tentam transferir os seus traumas por meio da agressividade contra os outros.


Fonte: Brasil Escola (UOL) — adaptado.
 No texto, a expressão “apesar de” (último parágrafo) tem a função de: 
Alternativas
Q3277153 Português
Bullying


         Bullying é uma palavra que se originou na língua inglesa. “Bully” significa “valentão”, e o sufixo “ing” representa uma ação contínua. A palavra bullying designa um quadro de agressões contínuas, repetitivas, com características de perseguição do agressor contra a vítima, não podendo caracterizar uma agressão isolada, resultante de uma briga.

     As agressões podem ser de ordem verbal, física e psicológica, comumente acontecendo as três ao mesmo tempo. As vítimas são intimidadas, expostas e ridicularizadas. São chamadas por apelidos vexatórios e sofrem variados quadros de agressão com base em suas características físicas, seus hábitos, sua sexualidade e sua maneira de ser.

        As vítimas de bullying podem sofrer agressões de uma pessoa isolada ou de um grupo. Esse grupo pode atuar apenas como “espectadores inertes” da violência, que indiretamente contribuem para a continuidade da agressão.

     Normalmente, chamamos de bullying o comportamento agressivo sistemático cometido por crianças e adolescentes. Quando um comportamento parecido acontece entre adultos, geralmente no ambiente de trabalho, classificamos o ato como assédio moral.

        As discussões sobre o bullying são relativamente recentes, chamando a profunda atenção dos especialistas em comportamento humano apenas nas últimas duas décadas. Até a década de 1970, não se falava sobre bullying. Segundo Cleo Fante, especialista no assunto, o comportamento agressivo e a perseguição sistemática de algumas crianças contra outras era visto como um traço comportamental natural.

     Comumente, o bullying é uma prática injusta, visto que os agressores ou agem em grupo (ou com o apoio do grupo) ou agem contra indivíduos que não conseguem se defender das agressões. Apesar de considerarmos o sofrimento da vítima, também devemos tentar entender o comportamento dos agressores. Muitas vezes, são jovens que passam por problemas psicológicos ou que sofrem agressões no ambiente familiar e na própria escola, e tentam transferir os seus traumas por meio da agressividade contra os outros.


Fonte: Brasil Escola (UOL) — adaptado.
No texto, o trecho sublinhado (5º parágrafo) apresenta que tipo de intertextualidade?
Alternativas
Q3277152 Português
Bullying


         Bullying é uma palavra que se originou na língua inglesa. “Bully” significa “valentão”, e o sufixo “ing” representa uma ação contínua. A palavra bullying designa um quadro de agressões contínuas, repetitivas, com características de perseguição do agressor contra a vítima, não podendo caracterizar uma agressão isolada, resultante de uma briga.

     As agressões podem ser de ordem verbal, física e psicológica, comumente acontecendo as três ao mesmo tempo. As vítimas são intimidadas, expostas e ridicularizadas. São chamadas por apelidos vexatórios e sofrem variados quadros de agressão com base em suas características físicas, seus hábitos, sua sexualidade e sua maneira de ser.

        As vítimas de bullying podem sofrer agressões de uma pessoa isolada ou de um grupo. Esse grupo pode atuar apenas como “espectadores inertes” da violência, que indiretamente contribuem para a continuidade da agressão.

     Normalmente, chamamos de bullying o comportamento agressivo sistemático cometido por crianças e adolescentes. Quando um comportamento parecido acontece entre adultos, geralmente no ambiente de trabalho, classificamos o ato como assédio moral.

        As discussões sobre o bullying são relativamente recentes, chamando a profunda atenção dos especialistas em comportamento humano apenas nas últimas duas décadas. Até a década de 1970, não se falava sobre bullying. Segundo Cleo Fante, especialista no assunto, o comportamento agressivo e a perseguição sistemática de algumas crianças contra outras era visto como um traço comportamental natural.

     Comumente, o bullying é uma prática injusta, visto que os agressores ou agem em grupo (ou com o apoio do grupo) ou agem contra indivíduos que não conseguem se defender das agressões. Apesar de considerarmos o sofrimento da vítima, também devemos tentar entender o comportamento dos agressores. Muitas vezes, são jovens que passam por problemas psicológicos ou que sofrem agressões no ambiente familiar e na própria escola, e tentam transferir os seus traumas por meio da agressividade contra os outros.


Fonte: Brasil Escola (UOL) — adaptado.
A argumentação é uma ferramenta essencial para a construção de um bom texto. Com base nisso, analisar o trecho do texto e assinalar a alternativa que corresponde CORRETAMENTE ao tipo de argumentação apresentada.

Normalmente, chamamos de bullying o comportamento agressivo sistemático cometido por crianças e adolescentes. Quando um comportamento parecido acontece entre adultos, geralmente no ambiente de trabalho, classificamos o ato como assédio moral.
Alternativas
Q3277151 Português
Bullying


         Bullying é uma palavra que se originou na língua inglesa. “Bully” significa “valentão”, e o sufixo “ing” representa uma ação contínua. A palavra bullying designa um quadro de agressões contínuas, repetitivas, com características de perseguição do agressor contra a vítima, não podendo caracterizar uma agressão isolada, resultante de uma briga.

     As agressões podem ser de ordem verbal, física e psicológica, comumente acontecendo as três ao mesmo tempo. As vítimas são intimidadas, expostas e ridicularizadas. São chamadas por apelidos vexatórios e sofrem variados quadros de agressão com base em suas características físicas, seus hábitos, sua sexualidade e sua maneira de ser.

        As vítimas de bullying podem sofrer agressões de uma pessoa isolada ou de um grupo. Esse grupo pode atuar apenas como “espectadores inertes” da violência, que indiretamente contribuem para a continuidade da agressão.

     Normalmente, chamamos de bullying o comportamento agressivo sistemático cometido por crianças e adolescentes. Quando um comportamento parecido acontece entre adultos, geralmente no ambiente de trabalho, classificamos o ato como assédio moral.

        As discussões sobre o bullying são relativamente recentes, chamando a profunda atenção dos especialistas em comportamento humano apenas nas últimas duas décadas. Até a década de 1970, não se falava sobre bullying. Segundo Cleo Fante, especialista no assunto, o comportamento agressivo e a perseguição sistemática de algumas crianças contra outras era visto como um traço comportamental natural.

     Comumente, o bullying é uma prática injusta, visto que os agressores ou agem em grupo (ou com o apoio do grupo) ou agem contra indivíduos que não conseguem se defender das agressões. Apesar de considerarmos o sofrimento da vítima, também devemos tentar entender o comportamento dos agressores. Muitas vezes, são jovens que passam por problemas psicológicos ou que sofrem agressões no ambiente familiar e na própria escola, e tentam transferir os seus traumas por meio da agressividade contra os outros.


Fonte: Brasil Escola (UOL) — adaptado.
Com base no texto, o que caracteriza o bullying?
Alternativas
Q3277150 Português
Bullying


         Bullying é uma palavra que se originou na língua inglesa. “Bully” significa “valentão”, e o sufixo “ing” representa uma ação contínua. A palavra bullying designa um quadro de agressões contínuas, repetitivas, com características de perseguição do agressor contra a vítima, não podendo caracterizar uma agressão isolada, resultante de uma briga.

     As agressões podem ser de ordem verbal, física e psicológica, comumente acontecendo as três ao mesmo tempo. As vítimas são intimidadas, expostas e ridicularizadas. São chamadas por apelidos vexatórios e sofrem variados quadros de agressão com base em suas características físicas, seus hábitos, sua sexualidade e sua maneira de ser.

        As vítimas de bullying podem sofrer agressões de uma pessoa isolada ou de um grupo. Esse grupo pode atuar apenas como “espectadores inertes” da violência, que indiretamente contribuem para a continuidade da agressão.

     Normalmente, chamamos de bullying o comportamento agressivo sistemático cometido por crianças e adolescentes. Quando um comportamento parecido acontece entre adultos, geralmente no ambiente de trabalho, classificamos o ato como assédio moral.

        As discussões sobre o bullying são relativamente recentes, chamando a profunda atenção dos especialistas em comportamento humano apenas nas últimas duas décadas. Até a década de 1970, não se falava sobre bullying. Segundo Cleo Fante, especialista no assunto, o comportamento agressivo e a perseguição sistemática de algumas crianças contra outras era visto como um traço comportamental natural.

     Comumente, o bullying é uma prática injusta, visto que os agressores ou agem em grupo (ou com o apoio do grupo) ou agem contra indivíduos que não conseguem se defender das agressões. Apesar de considerarmos o sofrimento da vítima, também devemos tentar entender o comportamento dos agressores. Muitas vezes, são jovens que passam por problemas psicológicos ou que sofrem agressões no ambiente familiar e na própria escola, e tentam transferir os seus traumas por meio da agressividade contra os outros.


Fonte: Brasil Escola (UOL) — adaptado.
Segundo o texto, o bullying é algo recente, pelo menos no que diz respeito ao termo. Com base nisso, como era visto esse tipo de comportamento no passado?
Alternativas
Q3276909 Português
Leia o texto 4 a seguir para responder a questão.

Texto 4


De quem são os meninos de rua? 

      Eu, na rua, com pressa, e o menino segurou no meu braço, falou qualquer coisa que não entendi. Fui logo dizendo que não tinha, certa de que ele estava pedindo dinheiro. Não estava. Queria saber a hora.

      Talvez não fosse um Menino De Família, mas também não era um Menino De Rua. É assim que a gente divide. Menino De Família é aquele bem-vestido com tênis da moda e camiseta de marca, que usa relógio e a mãe dá outro se o dele for roubado por um Menino De Rua. Menino De Rua é aquele que quando a gente passa perto segura a bolsa com força porque pensa que ele é pivete, trombadinha, ladrão.

      Ouvindo essas expressões tem-se a impressão de que as coisas se passam muito naturalmente, uns nascendo De Família, outros nascendo De Rua. Como se a rua, e não uma família, não um pai e uma mãe, ou mesmo apenas uma mãe os tivesse gerado, sendo eles filhos diretos dos paralelepípedos e das calçadas, diferentes, portanto, das outras crianças, e excluídos das preocupações que temos com elas. É por isso, talvez, que, se vemos uma criança bem-vestida chorando sozinha num shopping center ou num supermercado, logo nos acercamos protetores, perguntando se está perdida, ou precisando de alguma coisa. Mas se vemos uma criança maltrapilha chorando num sinal com uma caixa de chicletes na mão, engrenamos a primeira no carro e nos afastamos pensando vagamente no seu abandono.

      Na verdade, não existem meninos De Rua. Existem meninos NA rua. E toda vez que um menino está NA rua é porque alguém o botou lá. Os meninos não vão sozinhos aos lugares. Assim como são postos no mundo, durante muitos anos também são postos onde quer que estejam. Resta ver quem os põe na rua. E por quê.

      No Brasil temos 36 milhões de crianças carentes. Na China existem 35 milhões de crianças superprotegidas. São filhos únicos resultantes da campanha Cada Casal um Filho, criada pelo governo em 1979 para evitar o crescimento populacional. O filho único, por receber afeto “em demasia”, torna-se egoísta, preguiçoso, dependente, e seu rendimento é inferior ao de uma criança com irmãos. Para contornar o problema, já existem na China 30 mil escolas especiais. Mas os educadores admitem que “ainda não foram desenvolvidos métodos eficazes para eliminar as deficiências dos filhos únicos”.
      O Brasil está mais adiantado. Nossos educadores sabem perfeitamente o que seria necessário para eliminar as deficiências das crianças carentes. Mas aqui também os “métodos ainda não foram desenvolvidos”.

      Quando eu era criança, ouvi contar muitas vezes a história de João e Maria, dois irmãos filhos de pobres lenhadores, em cuja casa a fome chegou a um ponto em que, não havendo mais comida nenhuma, foram levados pelo pai ao bosque, e ali abandonados. Não creio que os 7 milhões de crianças brasileiras abandonadas conheçam a história de João e Maria. Se conhecessem talvez nem vissem a semelhança. Pois João e Maria tinham uma casa de verdade, um casal de pais, roupas e sapatos. João e Maria tinham começado a vida como Meninos De Família, e pelas mãos do pai foram levados ao abandono.

      Quem leva nossas crianças ao abandono? Quando dizemos “crianças abandonadas” subentendemos que foram abandonadas pela família, pelos pais. E, embora penalizados, circunscrevemos o problema ao âmbito familiar, de uma família gigantesca e generalizada, à qual não pertencemos e com a qual não queremos nos meter. Apaziguamos assim nossa consciência, enquanto tratamos, isso sim, de cuidar amorosamente de nossos próprios filhos, aqueles que “nos pertencem”.

      Mas, embora uma criança possa ser abandonada pelos pais, ou duas ou dez crianças possam ser abandonadas pela família, 7 milhões de crianças só podem ser abandonadas pela coletividade. Até recentemente, tínhamos o direito de atribuir esse abandono ao governo, e responsabilizá-Io. Mas, em tempos de Nova República*, quando queremos que os cidadãos sejam o governo, já não podemos apenas passar adiante a responsabilidade. A hora chegou, portanto, de irmos ao bosque, buscar as crianças brasileiras que ali foram deixadas.

(COLASANTI, Marina. A casa das palavras. São Paulo: Ática, 2002.) 
No trecho “Eu, na rua, com pressa, e o menino segurou no meu braço, falou qualquer coisa que não entendi”, a palavra “que” exerce a função de: 
Alternativas
Q3276908 Português
Leia o texto 4 a seguir para responder a questão.

Texto 4


De quem são os meninos de rua? 

      Eu, na rua, com pressa, e o menino segurou no meu braço, falou qualquer coisa que não entendi. Fui logo dizendo que não tinha, certa de que ele estava pedindo dinheiro. Não estava. Queria saber a hora.

      Talvez não fosse um Menino De Família, mas também não era um Menino De Rua. É assim que a gente divide. Menino De Família é aquele bem-vestido com tênis da moda e camiseta de marca, que usa relógio e a mãe dá outro se o dele for roubado por um Menino De Rua. Menino De Rua é aquele que quando a gente passa perto segura a bolsa com força porque pensa que ele é pivete, trombadinha, ladrão.

      Ouvindo essas expressões tem-se a impressão de que as coisas se passam muito naturalmente, uns nascendo De Família, outros nascendo De Rua. Como se a rua, e não uma família, não um pai e uma mãe, ou mesmo apenas uma mãe os tivesse gerado, sendo eles filhos diretos dos paralelepípedos e das calçadas, diferentes, portanto, das outras crianças, e excluídos das preocupações que temos com elas. É por isso, talvez, que, se vemos uma criança bem-vestida chorando sozinha num shopping center ou num supermercado, logo nos acercamos protetores, perguntando se está perdida, ou precisando de alguma coisa. Mas se vemos uma criança maltrapilha chorando num sinal com uma caixa de chicletes na mão, engrenamos a primeira no carro e nos afastamos pensando vagamente no seu abandono.

      Na verdade, não existem meninos De Rua. Existem meninos NA rua. E toda vez que um menino está NA rua é porque alguém o botou lá. Os meninos não vão sozinhos aos lugares. Assim como são postos no mundo, durante muitos anos também são postos onde quer que estejam. Resta ver quem os põe na rua. E por quê.

      No Brasil temos 36 milhões de crianças carentes. Na China existem 35 milhões de crianças superprotegidas. São filhos únicos resultantes da campanha Cada Casal um Filho, criada pelo governo em 1979 para evitar o crescimento populacional. O filho único, por receber afeto “em demasia”, torna-se egoísta, preguiçoso, dependente, e seu rendimento é inferior ao de uma criança com irmãos. Para contornar o problema, já existem na China 30 mil escolas especiais. Mas os educadores admitem que “ainda não foram desenvolvidos métodos eficazes para eliminar as deficiências dos filhos únicos”.
      O Brasil está mais adiantado. Nossos educadores sabem perfeitamente o que seria necessário para eliminar as deficiências das crianças carentes. Mas aqui também os “métodos ainda não foram desenvolvidos”.

      Quando eu era criança, ouvi contar muitas vezes a história de João e Maria, dois irmãos filhos de pobres lenhadores, em cuja casa a fome chegou a um ponto em que, não havendo mais comida nenhuma, foram levados pelo pai ao bosque, e ali abandonados. Não creio que os 7 milhões de crianças brasileiras abandonadas conheçam a história de João e Maria. Se conhecessem talvez nem vissem a semelhança. Pois João e Maria tinham uma casa de verdade, um casal de pais, roupas e sapatos. João e Maria tinham começado a vida como Meninos De Família, e pelas mãos do pai foram levados ao abandono.

      Quem leva nossas crianças ao abandono? Quando dizemos “crianças abandonadas” subentendemos que foram abandonadas pela família, pelos pais. E, embora penalizados, circunscrevemos o problema ao âmbito familiar, de uma família gigantesca e generalizada, à qual não pertencemos e com a qual não queremos nos meter. Apaziguamos assim nossa consciência, enquanto tratamos, isso sim, de cuidar amorosamente de nossos próprios filhos, aqueles que “nos pertencem”.

      Mas, embora uma criança possa ser abandonada pelos pais, ou duas ou dez crianças possam ser abandonadas pela família, 7 milhões de crianças só podem ser abandonadas pela coletividade. Até recentemente, tínhamos o direito de atribuir esse abandono ao governo, e responsabilizá-Io. Mas, em tempos de Nova República*, quando queremos que os cidadãos sejam o governo, já não podemos apenas passar adiante a responsabilidade. A hora chegou, portanto, de irmos ao bosque, buscar as crianças brasileiras que ali foram deixadas.

(COLASANTI, Marina. A casa das palavras. São Paulo: Ática, 2002.) 
O termo superprotegida (5º parágrafo), exerce a função de: 
Alternativas
Q3276906 Português

Leia o texto 3 a seguir para responder a questão.


Texto 3 


texto_6-7.png (451×163)


https://www.researchgate.net/figure/Figura-2-Tirinha-2-Mafalda-em-portugues-o-ioio_fig2_334692978 Acesso em: 11 de fev. 2025

No primeiro quadrinho da tira há um pronome:
Assinale a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q3276905 Português

Leia o texto 3 a seguir para responder a questão.


Texto 3 


texto_6-7.png (451×163)


https://www.researchgate.net/figure/Figura-2-Tirinha-2-Mafalda-em-portugues-o-ioio_fig2_334692978 Acesso em: 11 de fev. 2025

Na tira acima, observa-se um jogo linguístico envolvendo a palavra “ioiô”. Considerando os processos de formação de palavras na Língua Portuguesa, assinale a alternativa CORRETA sobre a estrutura dessa palavra. 
Alternativas
Q3276904 Português
Leia o texto 2 a seguir para responder a questão.

Texto 2 


O amor bate na aorta

Cantiga de amor sem eira
nem beira,
vira o mundo de cabeça
para baixo,
suspende a saia das mulheres,
tira os óculos dos homens,
o amor, seja como for,
é o amor.

Meu bem, não chores,
hoje tem filme do Carlito.

O amor bate na porta
o amor bate na aorta,
fui abrir e me constipei.
Cardíaco e melancólico,
o amor ronca na horta
entre pés de laranjeira
entre uvas meio verdes
e desejos já maduros.

Entre uvas meio verdes,
meu amor, não te atormentes.

Certos ácidos adoçam
a boca murcha dos velhos
e quando os dentes não mordem
e quando os braços não prendem
o amor faz uma cócega
o amor desenha uma curva
propõe uma geometria.
Amor é bicho instruído.

Olha: o amor pulou o muro
o amor subiu na árvore
em tempo de se estrepar
Pronto, o amor se estrepou.
Daqui estou vendo o sangue
que escorre do corpo andrógino.
Essa ferida, meu bem,
às vezes não sara nunca,
às vezes sara amanhã.

Daqui estou vendo o amor
irritado, desapontado,
mas também vejo outras coisas:
vejo corpos, vejo almas
vejo beijos que se beijam
ouço mãos que se conversam
e que viajam sem mapa.
Vejo muitas outras coisas
que não ouso compreender…

ANDRADE, Carlos Drummond de. Sentimento do mundo. Rio de Janeiro: Editora Record, 1940
Considere a oração abaixo, retirada do poema de Drummond:
“O amor bate na porta.”

Marque a alternativa que CORRETAMENTE classifica o tipo de predicado presente: 
Alternativas
Q3276903 Português
Leia o texto 2 a seguir para responder a questão.

Texto 2 


O amor bate na aorta

Cantiga de amor sem eira
nem beira,
vira o mundo de cabeça
para baixo,
suspende a saia das mulheres,
tira os óculos dos homens,
o amor, seja como for,
é o amor.

Meu bem, não chores,
hoje tem filme do Carlito.

O amor bate na porta
o amor bate na aorta,
fui abrir e me constipei.
Cardíaco e melancólico,
o amor ronca na horta
entre pés de laranjeira
entre uvas meio verdes
e desejos já maduros.

Entre uvas meio verdes,
meu amor, não te atormentes.

Certos ácidos adoçam
a boca murcha dos velhos
e quando os dentes não mordem
e quando os braços não prendem
o amor faz uma cócega
o amor desenha uma curva
propõe uma geometria.
Amor é bicho instruído.

Olha: o amor pulou o muro
o amor subiu na árvore
em tempo de se estrepar
Pronto, o amor se estrepou.
Daqui estou vendo o sangue
que escorre do corpo andrógino.
Essa ferida, meu bem,
às vezes não sara nunca,
às vezes sara amanhã.

Daqui estou vendo o amor
irritado, desapontado,
mas também vejo outras coisas:
vejo corpos, vejo almas
vejo beijos que se beijam
ouço mãos que se conversam
e que viajam sem mapa.
Vejo muitas outras coisas
que não ouso compreender…

ANDRADE, Carlos Drummond de. Sentimento do mundo. Rio de Janeiro: Editora Record, 1940
Releia:
“[...] Certos ácidos adoçam a boca murcha dos velhos”

Marque a assertiva que corresponde à figura de linguagem presente nos versos acima: 
Alternativas
Q3276902 Português
Leia o texto 1 a seguir para responder a questão.

Texto 1


Empresas e saúde mental: o que está em jogo?

A saúde mental no trabalho emergiu como tema central em debates sobre bem-estar e produtividade, afetando um número crescente de trabalhadores. Além de prejudicar o indivíduo, os transtornos mentais impactam a sociedade e a economia. Ainda assim, essa área permanece negligenciada e subfinanciada, exigindo políticas mais eficazes para proteger a saúde mental dos colaboradores.

De acordo com o Relatório Técnico da Agenda Mais SUS (2023), entre 2010 e 2020, 2,5 milhões de brasileiros foram internados por transtornos mentais. A maioria desses casos envolveu homens (63%) entre 30 e 49 anos, com diagnósticos de esquizofrenia (33%) e dependência de álcool ou outras substâncias (36,2%). Esses dados reforçam a necessidade urgente de ações voltadas à saúde mental no trabalho.

Em resposta, a Lei nº 14.831, de março de 2024, institui o Certificado Empresa Promotora da Saúde Mental, reconhecendo as empresas que se destacam em práticas de cuidado com a saúde mental de seus colaboradores. A certificação visa incentivar outras empresas a adotar políticas semelhantes, e sua implementação pode contribuir para a promoção da saúde mental no ambiente corporativo.

Para obter a certificação, as empresas devem implementar programas de saúde mental, oferecer apoio psicológico e psiquiátrico, realizar campanhas de conscientização, promover a saúde mental da mulher, capacitar líderes e adotar treinamentos específicos. Medidas contra discriminação e assédio também são essenciais, além do acompanhamento contínuo das ações e garantias de transparência.

A certificação tem validade de dois anos e está alinhada com a Norma Regulamentadora 01, que agora exige o gerenciamento de riscos psicossociais no ambiente de trabalho. Isso inclui medidas para prevenir o assédio e a violência, representando um avanço na proteção dos direitos dos trabalhadores. As empresas têm até maio de 2025 para se adaptar às novas exigências do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), que agora abrange também os riscos psicossociais, como estresse, sobrecarga de trabalho e assédio moral.

Essa mudança está em sintonia com a Agenda 2030 da ONU, que reconhece a importância de ambientes de trabalho seguros e saudáveis. Investir na saúde mental dos colaboradores não só cumpre uma função social, como também contribui para o aumento da produtividade, criatividade e engajamento.

Em síntese, a saúde mental no trabalho é uma tendência que veio para ficar. As empresas que se adaptarem a essa realidade estarão mais preparadas para enfrentar os desafios do mercado, atraindo e retendo talentos e criando um ambiente de trabalho mais saudável e produtivo.

Estamos prontos para transformar nossos ambientes de trabalho em espaços que priorizem a saúde mental, ou continuaremos ignorando os impactos que o descuido pode ter no futuro coletivo?

*Advogada sênior especialista em direito do trabalho e professora mestra em Direito Privado, pela Ufop. Pós-graduada em Direito do Trabalho pela Universidade Cândido Mendes. Especialista em Ciência Política pela USP.


Fonte: HOJE EM DIA. Disponível em: https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/empresas-e-saudemental-o-que-esta-em-jogo-1.1051812 Acesso em: 11 de fev. 2025 
Considere a seguinte passagem do texto:
“A certificação visa incentivar outras empresas a adotar políticas semelhantes, e sua implementação pode contribuir para a promoção da saúde mental no ambiente corporativo.” (3º parágrafo).

A oração destacada é CORRETAMENTE classificada como: 
Alternativas
Q3276901 Português
Leia o texto 1 a seguir para responder a questão.

Texto 1


Empresas e saúde mental: o que está em jogo?

A saúde mental no trabalho emergiu como tema central em debates sobre bem-estar e produtividade, afetando um número crescente de trabalhadores. Além de prejudicar o indivíduo, os transtornos mentais impactam a sociedade e a economia. Ainda assim, essa área permanece negligenciada e subfinanciada, exigindo políticas mais eficazes para proteger a saúde mental dos colaboradores.

De acordo com o Relatório Técnico da Agenda Mais SUS (2023), entre 2010 e 2020, 2,5 milhões de brasileiros foram internados por transtornos mentais. A maioria desses casos envolveu homens (63%) entre 30 e 49 anos, com diagnósticos de esquizofrenia (33%) e dependência de álcool ou outras substâncias (36,2%). Esses dados reforçam a necessidade urgente de ações voltadas à saúde mental no trabalho.

Em resposta, a Lei nº 14.831, de março de 2024, institui o Certificado Empresa Promotora da Saúde Mental, reconhecendo as empresas que se destacam em práticas de cuidado com a saúde mental de seus colaboradores. A certificação visa incentivar outras empresas a adotar políticas semelhantes, e sua implementação pode contribuir para a promoção da saúde mental no ambiente corporativo.

Para obter a certificação, as empresas devem implementar programas de saúde mental, oferecer apoio psicológico e psiquiátrico, realizar campanhas de conscientização, promover a saúde mental da mulher, capacitar líderes e adotar treinamentos específicos. Medidas contra discriminação e assédio também são essenciais, além do acompanhamento contínuo das ações e garantias de transparência.

A certificação tem validade de dois anos e está alinhada com a Norma Regulamentadora 01, que agora exige o gerenciamento de riscos psicossociais no ambiente de trabalho. Isso inclui medidas para prevenir o assédio e a violência, representando um avanço na proteção dos direitos dos trabalhadores. As empresas têm até maio de 2025 para se adaptar às novas exigências do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), que agora abrange também os riscos psicossociais, como estresse, sobrecarga de trabalho e assédio moral.

Essa mudança está em sintonia com a Agenda 2030 da ONU, que reconhece a importância de ambientes de trabalho seguros e saudáveis. Investir na saúde mental dos colaboradores não só cumpre uma função social, como também contribui para o aumento da produtividade, criatividade e engajamento.

Em síntese, a saúde mental no trabalho é uma tendência que veio para ficar. As empresas que se adaptarem a essa realidade estarão mais preparadas para enfrentar os desafios do mercado, atraindo e retendo talentos e criando um ambiente de trabalho mais saudável e produtivo.

Estamos prontos para transformar nossos ambientes de trabalho em espaços que priorizem a saúde mental, ou continuaremos ignorando os impactos que o descuido pode ter no futuro coletivo?

*Advogada sênior especialista em direito do trabalho e professora mestra em Direito Privado, pela Ufop. Pós-graduada em Direito do Trabalho pela Universidade Cândido Mendes. Especialista em Ciência Política pela USP.


Fonte: HOJE EM DIA. Disponível em: https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/empresas-e-saudemental-o-que-esta-em-jogo-1.1051812 Acesso em: 11 de fev. 2025 
No primeiro parágrafo do texto, a autora afirma: “Além de prejudicar o indivíduo, os transtornos mentais impactam a sociedade e a economia.”
Considerando a relação semântica estabelecida entre as orações, assinale a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q3276900 Português
Leia o texto 1 a seguir para responder a questão.

Texto 1


Empresas e saúde mental: o que está em jogo?

A saúde mental no trabalho emergiu como tema central em debates sobre bem-estar e produtividade, afetando um número crescente de trabalhadores. Além de prejudicar o indivíduo, os transtornos mentais impactam a sociedade e a economia. Ainda assim, essa área permanece negligenciada e subfinanciada, exigindo políticas mais eficazes para proteger a saúde mental dos colaboradores.

De acordo com o Relatório Técnico da Agenda Mais SUS (2023), entre 2010 e 2020, 2,5 milhões de brasileiros foram internados por transtornos mentais. A maioria desses casos envolveu homens (63%) entre 30 e 49 anos, com diagnósticos de esquizofrenia (33%) e dependência de álcool ou outras substâncias (36,2%). Esses dados reforçam a necessidade urgente de ações voltadas à saúde mental no trabalho.

Em resposta, a Lei nº 14.831, de março de 2024, institui o Certificado Empresa Promotora da Saúde Mental, reconhecendo as empresas que se destacam em práticas de cuidado com a saúde mental de seus colaboradores. A certificação visa incentivar outras empresas a adotar políticas semelhantes, e sua implementação pode contribuir para a promoção da saúde mental no ambiente corporativo.

Para obter a certificação, as empresas devem implementar programas de saúde mental, oferecer apoio psicológico e psiquiátrico, realizar campanhas de conscientização, promover a saúde mental da mulher, capacitar líderes e adotar treinamentos específicos. Medidas contra discriminação e assédio também são essenciais, além do acompanhamento contínuo das ações e garantias de transparência.

A certificação tem validade de dois anos e está alinhada com a Norma Regulamentadora 01, que agora exige o gerenciamento de riscos psicossociais no ambiente de trabalho. Isso inclui medidas para prevenir o assédio e a violência, representando um avanço na proteção dos direitos dos trabalhadores. As empresas têm até maio de 2025 para se adaptar às novas exigências do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), que agora abrange também os riscos psicossociais, como estresse, sobrecarga de trabalho e assédio moral.

Essa mudança está em sintonia com a Agenda 2030 da ONU, que reconhece a importância de ambientes de trabalho seguros e saudáveis. Investir na saúde mental dos colaboradores não só cumpre uma função social, como também contribui para o aumento da produtividade, criatividade e engajamento.

Em síntese, a saúde mental no trabalho é uma tendência que veio para ficar. As empresas que se adaptarem a essa realidade estarão mais preparadas para enfrentar os desafios do mercado, atraindo e retendo talentos e criando um ambiente de trabalho mais saudável e produtivo.

Estamos prontos para transformar nossos ambientes de trabalho em espaços que priorizem a saúde mental, ou continuaremos ignorando os impactos que o descuido pode ter no futuro coletivo?

*Advogada sênior especialista em direito do trabalho e professora mestra em Direito Privado, pela Ufop. Pós-graduada em Direito do Trabalho pela Universidade Cândido Mendes. Especialista em Ciência Política pela USP.


Fonte: HOJE EM DIA. Disponível em: https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/empresas-e-saudemental-o-que-esta-em-jogo-1.1051812 Acesso em: 11 de fev. 2025 
Com base no texto, considere as seguintes assertivas:

I. A ideia central do texto é a necessidade de políticas mais eficazes para proteger a saúde mental dos trabalhadores e incentivar as empresas a adotarem práticas voltadas para esse fim.
II. O texto sugere que, apesar do impacto dos transtornos mentais na sociedade, a principal preocupação deve ser a saúde individual dos trabalhadores, pois é nela que as empresas devem focar suas ações.
III. A certificação Empresa Promotora da Saúde Mental é apresentada no texto como um incentivo para que mais empresas implementem programas de apoio à saúde mental dos colaboradores.
IV. Embora a Lei nº 14.831/2024 estabeleça critérios para a certificação das empresas, o texto ressalta que sua aplicação depende exclusivamente da adesão voluntária das organizações, sem fiscalização ou acompanhamento governamental.

Estão CORRETOS: 
Alternativas
Q3276690 Português

Leia com atenção as afirmativas abaixo:


I.Houve urgência de que as medidas fossem adotadas imediatamente.

II.Após a suspensão, o atleta foi reinserido a equipe.

III.O diretor permaneceu aguardando junto com os funcionários.

IV.Ele está desconfiado sobre as intenções do novo colega.

V.O discurso fez apologia de valores éticos na política.



Em quais das afirmativas lidas a regência nominal está correta?


Alternativas
Q3274536 Português
Leia as sentenças a seguir.
I. O Itumbiara liderou o Campeonato de ponta a ponta.
II. Nas casas de campo, apanhava de chicote.
A preposição “de”, além de tradicionalmente cumprir sua função gramatical no sistema de transitividade, desempenha uma função lexical em ambas as ocorrências. Respectivamente, nas duas sentenças acima, a preposição “de” indica relações semânticas de
Alternativas
Q3274534 Português
Leia o texto a seguir.
Batizado de Trilha Chica Machado, o percurso tem 500 metros de caminho de terra. Os outros 2,5 quilômetros são asfaltados. A inauguração foi feita pela Agência Municipal de Meio Ambiente de Goiânia (AMMA) no domingo (24), no Núcleo Socioambiental do Parque Macambira Anicuns, no Setor Novo Horizonte. Conforme a AMMA, o nome escolhido para a trilha faz homenagem a Chica Machado, uma mulher negra que foi comprada como escrava aos 13 anos e se tornou influente, rica e respeitada no Arraial de Cocal, área rural próxima ao município de Niquelândia. Segundo a história, que é contada entre gerações de habitantes locais, a mulher comprava escravos para libertá-los.
Disponível em: <https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2022/07/25/goiania-passa-a-ter-trilha-de-3-km-ligando-os-parques-macambira-anicuns-e-bernardo-elis-veja-rota.ghtml>. Acesso em: 19 jan. 2025.
No decorrer do texto, para evitar a repetição do nome Chica Machado, utiliza-se como recurso coesivo o uso de
Alternativas
Respostas
2321: B
2322: A
2323: C
2324: A
2325: C
2326: D
2327: A
2328: B
2329: E
2330: A
2331: B
2332: C
2333: E
2334: D
2335: A
2336: E
2337: A
2338: B
2339: B
2340: D